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sábado, 7 de dezembro de 2013

Bibliotecas de Lisboa lançam cartão digital


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Fonte: Diário Digital. Data: 4/12/2013.
URL: http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=672359
No próximo dia 10 de Dezembro (terça-feira) será apresentado o primeiro cartão digital de um serviço público em Portugal. Trata-se do Cartão BLX, uma app desenvolvida pelas Bibliotecas Municipais de Lisboa (BLX) e pela Innovagency, disponível para smartphones e tablets.
Através desta aplicação será possível aos utilizadores da rede de bibliotecas da Câmara de Lisboa requisitar livros e conhecer o estado do seu pedido, saber quais os dias e locais de paragem da Biblioteca Itinerante ou aceder a informação básica como os contactos e localização das bibliotecas.

Criada com o propósito de tornar mais acessível o serviço prestado pelas BLX, esta aplicação coexistirá com o cartão em plástico disponibilizado actualmente aos seus utilizadores.

domingo, 6 de outubro de 2013

Nova biblioteca pública de Birmingham


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Fonte: Diário Digital. Data: 18/09/2013.

URL: http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=656664

Localizada a cerca de duas horas de Londres, a nova biblioteca de Birmingham deve atrair 3,5 milhões de frequentadores por ano, de acordo com as expectativas da organização. Com wi-fi gratuito nos seus 10 andares e jardins suspensos, o prédio faz parte do plano de renovação da segunda maior cidade inglesa, mas já serve como referência a outras grandes bibliotecas no velho continente.

O espaço foi inaugurado a 3 de Setembro pela jovem paquistanesa Malala Yousafzai. A activista, que foi levada para Birmingham para receber tratamento após ser baleada pelos talibãs por defender a educação de meninas no seu país, mora actualmente na cidade.

Num momento em que o governo britânico tem fechado bibliotecas públicas pelo país, abatidas pela recessão, os números estimados para o espaço impressionam.

O prédio de 31 mil metros quadrados é um projecto de arquitectos holandeses para abrigar um milhão de volumes impressos – o maior acervo público no Reino Unido. Desses, 400 mil estão disponíveis para o público.

Conforme o director, Brian Gambles, o projecto totalizou 188,8 milhões de libras, 4,2 milhões de libras a menos do que o estimado.

«É sobretudo um local de transformação: sobre como temos transformado a vida das pessoas, com educação, e sobre como adaptar uma biblioteca para a era digital», sublinhou.

Em Outubro, o espaço deverá receber escritores de renome como Lionel Shriver e Carol Ann Duffy durante o festival de literatura de Birmingham.

A expectativa é que a biblioteca se torne um novo destino turístico na região central de Inglaterra

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Ponte de Lima(PT): bibliotecas na era digital


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sexta-feira, 21 de junho de 2013

Biblioteca com padrão FIFA


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No início de junho de 2013 começaram na capital gaúcha e depois, paulatinamente foi expandida para outras capitais, uma série de manifestações contra reajustes das tarifas dos transportes urbanos. Essas ações configuraram um movimento reivindicatório de abrangência nacional, que contempla uma pauta que passou a incluir inúmeras reivindicações. As principais delas são:
a)                   Melhoria no sistema de saúde, pois é comum nos hospitais públicos a existência de longas filas para o atendimento do cidadão e à falta de leitos hospitalares, ocorrendo casos de pacientes ficarem nos corredores dos hospitais, sendo que muitos deles no chão.
b)                 Melhoria na educação, com melhor estrutura física das escolas, melhores salários para os professores, acesso à internet, existência de bibliotecas.
c)                   Melhoria na segurança; nos últimos tempos têm ocorrido muitas mortes cometidas por jovens que ficam impunes e estão abrigados por uma legislação que dá liberdade a esses infratores quando atingem a maioridade, no caso 18 anos.
d)                  Gastos nababescos com estádios de futebol para a Copa do Mundo – no caso de Brasília os custos finais devem atingir um bilhão de dólares (sim, de dólares);
e)                   Fim da corrupção -- agora uma praga quase que generalizada nos três níveis de governos. Em quase todos os lugares devem existir processos contra a corrupção inconclusos ou que se arrastam por muito tempo.
f)                   A prisão dos envolvidos com o escândalo do grupo dos “Mensaleiros”, integrado por mais de trinta pessoas, entre elas ex-ministro e parlamentares. Esse processo vem se arrastando por mais de sete anos no Supremo Tribunal Federal e alguns dos envolvidos voltaram a ocupar cargos importantes devido a brechas na legislação.
g)                  A não aprovação da Proposta de Emenda Constitucional 37 (PEC 37) que reduz os poderes de investigação do Ministério Público, ficando a Polícia Federal – supervisionada pelo Poder Executivo – como única responsável por esse tipo de investigação.
O movimento está crescendo e ontem, 20 de junho, aconteceram passeatas em mais de 120 cidades brasileiras, trazendo às ruas quase dois milhões de pessoas. Em algumas dessas manifestações ocorreram violência – sempre existe uma minoria que procura provocar incêndios, roubar lojas, destruir placas de trânsito, entre outras coisas. O certo é que não se sabe como isto tudo irá terminar.
Os manifestantes são em sua maioria jovens estudantes que defende redução de tarifas ou mesmo eliminação delas do transporte público das cidades. A eles se somaram integrantes de outros movimentos sociais e pessoas comuns; quase todos usam as redes sociais como ferramentas de mobilização e divulgação.
É comum ver na imprensa que o “o Brasil agora acordou” e que os manifestantes desejam mudá-lo – vale lembrar que o Hino Nacional tem uma estrofe que diz que o país está “deitado eternamente em berço esplêndido”. Será que o gigante está acordando, meio zonzo com o cheiro do gás lacrimogêneo?
Neste contexto de demandas sociais creio que os bibliotecários, arquivistas, museólogos e outros profissionais da informação poderiam engrossar as passeatas, levando cartazes contendo dizeres como: “Queremos bibliotecas com o padrão FIFA”, “O Brasil quer arquivos com o padrão FIFA”, ou mesmo, “Agora é hora de museus com padrão FIFA”.
Gostemos ou não este parece ser um momento histórico.


Murilo Cunha

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Benefícios da tecnologia nas bibliotecas públicas européias


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Portugal, por meio da Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB), foi um dos 17 países europeus convidados, pela Fundação Bill & Melinda Gates, a participar no estudo para aferir as percepções dos usuários sobre os benefícios das TIC nas bibliotecas públicas.
Os objetivos do Estudo foram compreender, do ponto de vista de quem frequenta as bibliotecas públicas municipais, o impacto que as mesmas têm na sua vida e de que modo o acesso às Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC), através das bibliotecas públicas, pode apoiar a aplicação das políticas específicas de crescimento, educação, e coesão da Estratégia Europa 2020 da União Europeia.
Pretende-se ainda que o Estudo seja um instrumento de defesa da necessidade de investimento nas TIC nas bibliotecas públicas, tendo em atenção o papel decisivo das mesmas na vida dos cidadãos, nas diferentes áreas analisadas.
Detalhes no URL:




quinta-feira, 4 de abril de 2013

A mais pequena biblioteca pública do país mora numa cabine telefónica


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Cabine telefónica à inglesa dá lugar a micro-biblioteca em Barcelinhos. Projecto resulta de parceria entre a Junta de Barcelinhos, a Câmara de Barcelos e a Fundação PT. Fundação Calouste Gulbenkian também deu uma ajuda. 
Instalada na margem esquerda do rio Cávado, uma antiga cabine telefónica foi convertida na mais pequena biblioteca pública do país. Inaugurada a 27 de Março, a "micro-biblioteca" tem sido elogiada por utentes e vizinhos.

A criação deste equipamento cultural decorre do programa Livros do Cávado,  uma parceria pioneira entre a Junta de Freguesia de Barcelinhos, a Câmara de Barcelos e a Fundação PT. Segundo o presidente da junta, José Peixoto, a ideia é “dinamizar a zona ribeirinha” da freguesia, “complementar a biblioteca da junta” e “incentivar a leitura”. “Deve ser uma montra da nossa biblioteca interior”, acrescentou.

A ideia de converter a cabine, de estilo inglês, para este efeito partiu da junta de freguesia, mas foi a Fundação PT que se encarregou de restaurar “por completo” a réplica londrina,e de a transportar de Lisboa para Barcelinhos. “Sem essa ajuda seria impossível”, disse  José Peixoto. A Fundação Calouste Gulbenkian também contribuiu, atribuindo um subsídio de 300 euros para a aquisição de publicações. Os munícipes e fregueses também podem ajudar, doando livros à micro-biblioteca. “Já está criada uma base de dados para registar todos os livros recolhidos”, acrescentou o autarca.

O número necessariamente limitado, por uma questão de espaço, de revistas, livros e jornais do dia em exposição nas prateleiras da pequena cabine não significa que os utentes rapidamente descubram que aqui já não têm nada de novo para ler. As obras disponíveis serão periodicamente renovadas com recurso aos cerca de dois mil livros do catálogo da biblioteca da junta, em rotatividade. Ainda assim, cabe de tudo um pouco na cabine, “desde a poesia a publicações científicas”, e os idiomas também serão diversos, uma vez que Barcelinhos é um ponto de passagem dos Caminhos de Santiago.

José Peixoto garante que o reacção da população tem sido “excelente” e, apesar de não haver ainda números actualizados, todos têm desfrutado da micro-biblioteca. “Os caminheiros de Santiago, quando chegam de Macieira de Rates, sentam-se nas mesas de pedra a apreciar a paisagem”, tornando o momento propício à leitura, conta o presidente da junta. Com vista para o rio, para a ponte medieval, e para o castelo romano, este é um local de referência a nível paisagístico e, por isso, toda a zona envolvente foi recuperada.

O autarca adiantou ainda que os habitantes da freguesia “vão poder levar os livros para casa” até durante uma semana. “Tudo de forma gratuita”, salientou. A tomar conta da cabine, que estará aberta das 9h ao meio-dia e das 14h às 17h30, vão estar funcionários da junta. Mas à distância, que nesta biblioteca não há espaço que chegue para "bibliotecários": brevemente, a cabine vai dispor de uma campainha que soará na vizinha biblioteca da junta.

Fonte: Público.pt

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Cadastro das bibliotecas brasileiras


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Conheça as bibliotecas do seu Estado e da sua cidade que fazem parte do Cadastro Nacional de Bibliotecas da Biblioteca Nacional. A busca pode ser feita pelo nome do Estado, cidade, tipo de biblioteca (pública, universitária, especializada, comunitária, escolar, ponto de leitura, sala de leitura), número do CPF ou do CNPJ, razão social da instituição mantenedora ou pelo nome da biblioteca. Também é possível utilizar o filtro de busca

Clicando no nome da biblioteca são fornecidos os seus dados básicos: nome da biblioteca, CNPJ, e-mail, telefone, endereço, nome do responsável, e-mail do responsável.

Em 28 de agosto de 2012 estavam registradas 5.289 bibliotecas. Agora, com a existência desse cadastro será possível realizar uma análise crítica da verdadeira situação das nossas bibliotecas. Esse cadastro pode se transformar num manancial de dados para a pesquisa bibliotecária.

Maiores detalhes no URL:


Murilo Cunha

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Biblioteca pública vai abrir em Bissau


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Fonte: Agência Angola Press. Data: 10/08/2012.

URL: www.portalangop.co.ao/motix/pt_pt/noticias/africa/2012/7/32/Biblioteca-publica-vai-abrir-Bissau-com-mil-livros,7975fa88-633a-45e2-8f93-5f8403783245.html

A primeira biblioteca pública de Bissau vai abrir nas próximas três semanas pela mão de cinco voluntários da organização "Afectos com Letras" que "na bagagem" levam 13 mil livros recolhidos em Portugal, anunciou a instituição.

O projecto nasceu em Dezembro quando, durante uma missão na Guiné-Bissau, a associação recebeu o desafio do ministro guineense da Educação: "Convidou-nos a fazer uma biblioteca na cidade de Bissau, porque não há nenhuma biblioteca pública", contou à Lusa a presidente da associação sedeada em Pombal.

Joana Benzinho explicou que a organização lançou então uma campanha de recolha de livros - que contou com o apoio da biblioteca municipal de Pombal, da rede de bibliotecas escolares e de câmaras e bibliotecas do país -- e entre 25 de Março e 25 de Junho foram recolhidos 13 mil livros.

"Foram todos catalogados pelos técnicos da rede de bibliotecas de Pombal" e estão agora a chegar a Bissau, num contentor que leva ainda estantes e 10 computadores oferecidos pela empresa JP Sá Couto, contou a responsável.

Na próxima segunda-feira, cinco voluntários da associação chegam a Bissau e, ao longo das próximas três semanas, contam montar a biblioteca nas instalações cedidas pelo Instituto Politécnico Benhoblô e deixá-la a funcionar até ao fim do mês.

Entre os livros enviados vão "muitos livros infantis, muita literatura portuguesa, romances estrangeiros e enciclopédias", assim como alguns livros em francês, "dado o contexto regional da Guiné-Bissau, rodeada por países francófonos".

Muitos são livros novos, oferecidos por editoras que se associaram à "Afectos com Letras", mas também há livros em segunda mão, dados por particulares e sujeitos a uma triagem: "Queremos fazer uma biblioteca em condições, não um depósito de livros antigos e em mau estado", sublinhou Joana Benzinho.

A biblioteca ficará a cargo de um funcionário, que receberá apoio e formação contínua por vídeo-conferência a partir da Biblioteca Municipal de Pombal.

Em Dezembro, a associação conta levar a Bissau técnicos da biblioteca de Pombal para dar formação, de forma a dinamizar a biblioteca guineense com actividades como a hora do conto ou o cantinho da criança, e até lá vai continuar a recolher livros em Portugal.

"É um projecto que não se esgota com a abertura da biblioteca. Queremos continuar a alimentá-la com livros e a dar qualidade ao espaço", disse Joana Benzinho.

Para quem queira contribuir com livros, basta entregá-los na sede da organização, em Pombal, ou na Biblioteca Municipal da cidade.

Criada em Setembro de 2009, a Afectos com Letras, Associação para o Desenvolvimento pela Formação, Saúde e Educação tem como missão a melhoria das condições de vida das crianças da Guiné-Bissau.

A Biblioteca Pública resulta de uma parceria da "Afectos com Letras" com a Rede de Bibliotecas de Pombal, as Bibliotecas Escolares e o Instituto Politécnico Benhoblô, em Bissau.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Biblioteca vai emprestar i-Pad


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Fonte: Jornal de Noticias (Portugal).

URL: http://www.jn.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Leiria&Concelho=Batalha&Option=Interior&content_id=2690536

A Biblioteca Municipal da Batalha vai emprestar equipamentos iPad aos utentes, a partir de janeiro de 2013, e desafiar, no próximo mês de setembro, idosos do concelho a escreverem livros eletrónicos, anunciou o presidente da autarquia, António Lucas.

As duas iniciativas integram o projeto "E-leituras" - Ler, Ouvir e Saber, aprovado pela Fundação Calouste Gulbenkian, e cujo custo está estimado em seis mil euros.

O projeto arranca em setembro, em três Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) com 70 idosos: Irmandade da Santa Casa da Misericórdia da Batalha, Centro Paroquial de Assistência do Reguengo do Fetal e Centro Social e Paroquial de São Mamede.

Os utentes vão ser encorajados a escreverem, em cada uma das IPSS, um livro eletrónico, sendo feita uma recolha de lendas e tradições relativas ao local em que está inserida a instituição.

Outro dos objetivos do projeto passa por familiarizar os idosos com as novas tecnologias, através do iPad, e transformá-los em potenciais leitores de livros eletrónicos, que serão disponibilizados no início de 2013 pela Biblioteca Municipal da Batalha. "A ideia é simples: conseguir que cada vez mais pessoas leiam cada vez mais", sintetizou o presidente da autarquia.

O livro eletrónico, que integrará histórias de origem popular e tradicional, deve estar concluído em meados de novembro, passando a englobar uma lista de outros livros, no mesmo formato, que a biblioteca disponibilizará gratuitamente a partir de janeiro, através do empréstimo de iPad.

Os 7300 leitores ativos da Biblioteca Municipal da Batalha, que agrega ainda o Pólo de São Mamede e a Biblioteca Itinerante, terão numa fase inicial, com este projeto, acesso a oito iPad, mediante uma caução cujo valor ainda não foi fixado, durante um período máximo de duas semanas.

Seis destes computadores portáteis - que vão funcionar como leitores de livros eletrónicos - são financiados pela Fundação Calouste Gulbenkian e dois pela Câmara da Batalha.

O "E-leituras" - Ler, Ouvir e Saber pretende "obter junto dos públicos um resultado consistente no que toca à partilha e ao convívio inter-geracional, fomentando a leitura e a escrita em novos suportes multimédia", segundo o documento que fundamenta a candidatura aprovada pela Gulbenkian.

Desde junho que a Biblioteca Municipal da Batalha integra a rede de Bibliotecas Associadas da UNESCO.

A biblioteca dinamiza projetos como o da leitura inclusiva - apoiada pela Fundação Calouste Gulbenkian - e o do Biblioclube 24, que consiste num serviço de empréstimo automatizado de livros, que se encontram disponíveis dentro de uma máquina, 24 horas por dia, 365 dias por ano.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Giron versus biblioteca pública


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Abaixo consta um artigo sobre o atendimento feito a um leitor numa biblioteca pública na cidade do Rio de Janeiro. Ele foi escrito pelo jornalista Luis Antonio Giron e publicado na revista Época, de 15 de maio de 2012. Esse texto causou enorme celeuma nos últimos dias; o próprio Conselho Federal de Biblioteconomia acaba de distribuir uma nota abordando esse imboglio. Os dois textos foram incluídos nesta mensagem.

Murilo Cunha

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Dê adeus às bibliotecas

Autor: Luis Antonio Giron. Data: 15/05/2012.

Fonte: Revista Época.

URL: http://revistaepoca.globo.com/cultura/luis-antonio-giron/noticia/2012/05/de-adeus-bibliotecas.html

Luís Antônio Giron Editor da seção Mente Aberta de ÉPOCA, escreve sobre os principais fatos do universo da literatura, do cinema e da TV (Foto: ÉPOCA)

Nostalgia é o oitavo pecado capital destes tempos. Você pode ser retrô e reciclar informações do passado com o glamour e a retina exata do presente. Ser nostálgico e sentir saudade é pecar. Por que sentir falta de um passado que era mais atrasado, mais ridículo e mais sujo do que o presente? Como sei que o presente é o futuro passado e que os brilhos atuais vão parecer foscos aos olhos judiciosos do amanhã, continuo a gostar da nostalgia. Recaio sempre nela, e sinto o olhar reprovador de quem está por perto e nota a infração. Para horror de minha mulher, guardo uma edição da Encyclopedia Britannica, edição de 1962. Pior, vivo consultando seus verbetes absoluta e encantadoramente desatualizados. Agora que a Britannica deixou de ser publicada em papel e migrou inteirinha para a internet, só me resta o prazer táctil de folhear a minha velha prensagem da obra. Não posso evitar ser um ser pré-internético, pré-google, pré-instagram e o diabo a quatro.
Em um desses meus acessos incuráveis de nostalgia, cometi o crime de visitar a biblioteca pública do meu bairro. Cheguei de mansinho, talvez pensando em reencontrar nas prateleiras os livros que mais me influenciaram e emocionaram. Topei com prateleiras de metal com volumes empoeirados à espera de um leitor que nunca mais apareceu. O lugar estava oco. A bibliotecária me atendeu com aquela suave descortesia típica dessa categoria profissional, como se o visitante fosse um intruso a ser tolerado, mas não absolvido. Eu sei que as bibliotecárias, entre suas muitas funções hoje em dia, sentem-se na obrigação de ocultar os volumes mais raros de suas respectivas bibliotecas. Bibliotecas mais escondem do que mostram. Há depósitos ou estantes secretas vedadas aos visitantes. São as melhores – e, graças às bibliotecárias, você jamais chegará a elas. 
Na recepção daquela pequenina biblioteca municipal, eu me senti uma assombração do passado a importunar a ordem do agora. 
 “Procuro uma coletânea de contos fantásticos de Aluísio Azevedo”, disse à senhora. “O senhor trouxe a referência?” Não. “Por que não consultou o catálogo pela internet?” Sei lá por quê, eu só queria parar por aqui e ler uns livros difíceis de encontrar e talvez levar emprestados... “Os empréstimos são limitados a quatro volumes e a devolução acontece em 15 dias”, ela metralhou, com os olhos pregados no monitor velho e encardido do computador. Por fim, depois de dar um pequeno passeio pelo interior da biblioteca, voltou para informar que não tinha o livro que eu buscava. Virei as costas, imaginando o alívio da funcionária em me ver ir embora. Agora ela podia regressar a sua preguiçosa solidão.
Em tempos idos, eu encontrava nas bibliotecas públicas um abrigo para meditar, planejar e fugir do mundo. Passeava pelas estantes como quem viajasse por outros planetas, tempos e realidades, memórias, histórias, uma lição de vida aqui, uma descoberta da crueldade humana ali, fantasias inúteis acolá. Devo às bibliotecas a minha formação. Fiz mestrado e doutorado passando tardes enfurnado na Mário de Andrade, no Arquivo do Estado e na Biblioteca Nacional. E sempre frequentei bibliotecas de bairro. Anos atrás, elas costumavam ser lotadas de leitores ávidos. Os usuários se interessavam por cultura, e não apenas como uma ferramenta para subir na vida e destruir os concorrentes. Havia oficinas e debates. Os livros de poesia e os romances não paravam nas prateleiras. Agora os ácaros, os carunchos e toda sorte de inseto venceram os leitores. Para não falar da umidade – que, recentemente, quase acabou com os periódicos da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.
Saí da minha biblioteca do bairro e me dirigi a uma lan house próxima, repleta de meninos e adultos, absortos em pesquisar, mandar emails e jogar. Pela internet, encontrei O touro negro, de Aluísio Azevedo, disponível em arquivo digital no site do domíniopublico.br. Agora tudo quanto é livro pode ser encontrado em sites abertos, como archive.org, openlibrary.org e gutenberg.org. E pensei: perto de uma lan house imunda como aquela, as poeirentas bibliotecas públicas lembram santuários abandonados. Não espanta que as prefeituras de quase todas as cidades do Brasil queiram fechá-las. Daqui a pouco a venerável Biblioteca Nacional vai migrar inteira para o mundo on line, e proibir a entrada de leitores de livros em papel, os antigos livros reais. Será vetado o ingresso no recinto de leitores em carne e osso, gente atrasada que vive em busca de livros de papel. Tudo estará apenas “disponibilizado” (que verbo ridículo) pelas bases de dados via internet. 
Sou obrigado a dar razão a esses baluartes do conhecimento que são os prefeitos de todas as cidades do Brasil. As bibliotecas não servem mais para nada nem a ninguém. Nem mesmo a mim, que sempre as amei. Ainda assim, toda vez que passo diante do prédio da biblioteca do meu bairro com a intenção de dizer adeus, não consigo.

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Nota do Conselho Federal de Biblioteconomia ao artigo "Dê adeus às bibliotecas"

Fonte: Revista Época. Data: 24/05/2012.

URL: http://revistaepoca.globo.com/cultura/luis-antonio-giron/noticia/2012/05/resposta-do-conselho-federal-de-biblioteconomia-ao-artigo-de-adeus-bibliotecas.html

NÊMORA A. RODRIGUES, BIBLIOTECÁRIA, PRESIDENTE DO CONSELHO FEDERAL DE BIBLIOTECONOMIA
O artigo do jornalista Luís Antônio Giron, publicado no site de ÉPOCA, sob o título “Dê adeus às bibliotecas”, retrata uma experiência vivenciada no âmbito da biblioteca pública de seu bairro e, a partir disso, generaliza e atinge negativamente a atuação dos bibliotecários no exercício de sua atividade. Cabe destacar, entretanto, que o Primeiro Censo Nacional das Bibliotecas Públicas Municipais, proposto pelo Ministério da Cultura e executado pela Fundação Getúlio Vargas, apontou que no âmbito das 4.905 Bibliotecas Públicas pesquisadas há somente 75 bibliotecários atuando. Conclui-se, então, que a maioria dos usuários são atendidos por pessoal não habilitado e não por bibliotecários devidamente graduados. A responsabilidade da gestão dessas bibliotecas é do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas, vinculado à Fundação Biblioteca Nacional (FBN).
E o Sistema CFB/CRB, ciente dessa realidade, enfatiza permanentemente a necessidade do investimento em pessoal qualificado para suprir tais lacunas, ante a premissa de que apenas acervos, espaço físico e equipamentos não atendem às necessidades de cidadãos brasileiros que merecem ter sua cidadania assegurada por meio de bons serviços públicos em todas as áreas. Ante o exposto, lamenta-se que o jornalista tenha atingido um profissional imprescindível para trabalhar com a informação e, dessa forma, contribuir para o desenvolvimento do país nos mais diversos segmentos sociais em que o bibliotecário atua. Afinal, toda a generalização corre o risco de afundar no abismo do descrédito e da intolerância. Assim como se espera que o jornalismo seja exercido baseado no compromisso com a verdade dos fatos, independente do ponto de vista pessoal e pontual, mas a partir da análise do todo o conjunto que compõe o cenário.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Rede de bibliotecas públicas para Florianópolis


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Prezados/as,
Estamos abrindo campanha de coleta de assinaturas no link:

O propósito é reivindicar a implantação em Florianópolis de uma rede municipal de Bibliotecas Públicas. Ficaremos muito grato se concordar com os termos, assiná-lo e divulgá-lo junto aos seus contatos.
Florianópolis, seus moradores e visitantes merecem!
Att.
Francisco das Chagas de Souza

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Quatro milhões de euros para bibliotecas de Lisboa até finais 2013


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Fonte: Público. Data: 9/05/2012.

URL: http://www.publico.pt/Local/quatro-milhoes-de-euros-para-bibliotecas-de-lisboa-ate-finais-2013-1545379

A Câmara de Lisboa vai recuperar as bibliotecas do Palácio Galveias, deslocar a de Alvalade e a Hemeroteca e construir uma nova em Marvila até finais de 2013, num investimento de quatro milhões de euros.

Estas obras estão inseridas no programa estratégico Bibliotecas XXI, aprovado hoje em reunião de câmara com as abstenções do PSD e do CDS e os votos favoráveis dos eleitos do PS, independentes e PCP e prevê até 2024 dotar a cidade de oito ‘bibliotecas âncora’ e 18 de bairro, disse a vereadora da Cultura, Catarina Vaz Pinto.

O objectivo do programa é “um novo reordenamento das bibliotecas de Lisboa por todo o território”, disse a autarca socialista, recordando que estes equipamentos na cidade “não acompanharam movimento de modernização que se verificou no país”, motivado pelas regras do Plano Nacional de Leitura Pública e da Federação Internacional de Associações de Bibliotecas (ILFA, na sigla em inglês), da UNESCO, principalmente no que diz respeito à dimensão do espaço.

Por isso, resumiu a vereadora o objectivo é “trazer as bibliotecas ao século XXI”, transformando-as em “centros culturais de proximidade” dotados de, “além das valências tradicionais, de políticas activas de combate à literacia e à exclusão”, e de espaços como “pequenos auditórios e áreas expositivas” e colocá-las em rede “numa perspectiva local de bairro.

Nesse sentido, e “neste mandato”, a autarquia vai “requalificar e ampliar a biblioteca do Palácio Galveias, recuperando o edifício e alargando a biblioteca ao primeiro piso, onde vai haver também um espaço expositivo com biblioteca”, descreveu Catarina Vaz Pinto, acrescentando que a empreitada para esta obra já está em concurso.

Já no que diz respeito à Biblioteca de Alvalade, fechada por motivos de segurança desde 2009, o programa prevê instalá-la no Palácio dos Coruchéus, que se passará a chamar Biblioteca dos Coruchéus.

“O palácio está em boas condições e não precisa de muitas obras. E tem a vantagem de interagir com os espaços de artes, como ateliês e a Galeria Quadro, que o rodeiam”, disse a vereadora.

Quanto à Hemeroteca, que “está pendente há vários anos”, Catarina Vaz Pinto disse que foi “encontrada uma solução no complexo desportivo da Lapa, que passará a ser um Complexo Desportivo e Cultural”, aproveitando já a biblioteca de desporto existente no espaço.

A autarca socialista adiantou o acervo da Hemeroteca será reduzido apenas aos jornais da cidade e a alguns nacionais e que para o actual edifício onde a Hemeroteca está instalada, em frente à Igreja de São Roque, não está ainda previsto nenhum uso.

Por fim, a câmara prevê construir uma nova biblioteca-âncora em Marvila.

Catarina Vaz Pinto sublinhou que estas intervenções, num investimento proveniente do Programa de Intervenção Prioritária em Acções de Reabilitação Urbana (PIPARU) de cerca de quatro milhões de euros, estão concluídas até ao final do mandato, ou seja, até finais de 2013.

Nos próximos 12 anos, ou seja, até 2024, a câmara prevê dotar a cidade de oito bibliotecas âncora, considerando a de Alta de Lisboa, a de Marvila e a de Benfica (na antiga Fábrica Simões) “prioritárias”, e de 18 bibliotecas de bairro, ou seja, mais que duplicar estes equipamentos, que hoje são apenas 12.

Catarina Vaz Pinto disse que os locais específicos e os orçamentos envolvidos terão de ser definidos “à medida que quer as condições orçamentais e de espaço vão surgindo na cidade”.

O programa concluiu ainda que no ano passado cerca de 700 mil utentes visitaram as bibliotecas lisboetas.

sábado, 5 de maio de 2012

7º Aniversário da nova Biblioteca Municipal de Matosinhos - de 7 a 12 de Maio


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De 7 a 12 de Maio, a Câmara Municipal de Matosinhos vai assinalar o aniversário do novo edifício da Biblioteca Municipal Florbela Espanca e Arquivo Histórico, uma obra de referência da arquitectura contemporânea, da autoria do arquitecto Alcino Soutinho, com um interessante conjunto de actividades:

7 de Maio
10h00-“A menina que detestava livros”- Manjusha Pawagi - Hora do conto e oficina de criatividade

8 de Maio
09h30 às 19h00- Mostra de artesanato brasileiro
10h30-Apresentação do livro do poeta Carlos Cavalcanti “A Génese do tempo” em leitura tradicional e Braille.
18h30-Apresentação do projecto “Portugal Canta Luis Gonzaga” com o trio de Rogerinho do Acordeon – no coreto do parque Basílio Teles

9 de Maio
7º Aniversário da BMFE/Arquivo Histórico - Dia da Europa
9:30-“As Bibliotecas de Matosinhos ao longo dos tempos” (mostra de fotografias pertencentes ao espólio fotográfico do Arquivo Histórico de Matosinhos).
10h00-Hora do conto com o poeta/declamador Renato Cardoso.
11h30-Dança no Aniversário em parceria com a Escola ADN. Academia de Dança do Norte (de Matosinhos)
14h30-“A menina que detestava livros”- Manjusha Pawagi - Hora do conto e oficina de criatividade
15h30-Poesia no Aniversário - Auditório BMFE (iniciativa em articulação com BE/ESPL- Escola Secundária do Padrão da Légua (momento de poesia e música com versos da Florbela Espanca)

10 de Maio
10h00 – Hoje é dia de festa, vamos festejar – Nada melhor do que contar “A festa de anos” de Luísa Ducla Soares, por Ilva Abreu Ateliers
15h00 – Ateliê/Oficina “Imagens em movimento”
18h00 - Apresentação da obra “Espuma de uva divina e outras seduções” de Mário Vitória - Átrio da Biblioteca (10 de Maio a 9 de Junho)

11 e 12 de Maio
Workshop “Como criar uma BibliotecActiva : estratégias, tácticas e operações para sobreviver à crise”

Mais informações:
Biblioteca Municipal Florbela Espanca
Telf.: 229 390 950

quarta-feira, 2 de maio de 2012

“Dá-te + à Leitura": Semana da Leitura em Montalegre


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Fonte: Montalegre. Data: 30/04/2012.

URL: http://www.cm-montalegre.pt/showNT.php?Id=1814

Dá-te + à Leitura" decorreu na biblioteca municipal de Montalegre, ação inserida na semana da leitura. Falamos de «uma iniciativa a nível nacional», durante a qual, a nível local, «foram desenvolvidas ações de promoção do livro e da leitura nas diferentes vertentes», afirma Gorete Afonso, responsável pela instituição. A atividade «foi um objetivo conseguido» e reflexo de «um trabalho comunitário, realizado em parceria».

A semana da leitura «é uma iniciativa a nível nacional» que é «promovida pelo gabinete da rede de bibliotecas escolares e que faz parceria com a rede de leitura pública», explica Gorete Afonso, responsável pela biblioteca municipal de Montalegre. No caso particular de Montalegre, no âmbito da semana da leitura, «foram dinamizadas várias atividades», com o propósito de «promover o livro e a leitura». O programa «foi desenhado por todos os intervenientes da semana da leitura, designadamente as bibliotecas municipais e escolares de Montalegre e Boticas».

MATERIALIZAÇÃO

Um leque variado de ações assolou Montalegre durante a semana da leitura. «Cinema, poesia, teatro, oficinas de sabores, entre outros», foram conjugados e «pensados para atingir os diferentes públicos», explica Gorete Afonso, responsável pela instituição bibliotecária. O intuito foi «criar diversas formas de ler» e conseguir «materializar o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido no âmbito da rede concelhia de bibliotecas», avança. Neste contexto, «Montalegre conseguir fazer diferentes leituras e envolver os diferentes graus de ensino», com um «programa rico».

PARCERIAS

Gorete Afonso, alerta que «foi graças a um trabalho conjunto e comunitário», promovido «em rede e parceria», que «este objetivo foi conseguido». Nessa linha, sublinha «o apoio e empenho da comunidade educativa, em particular dos professores bibliotecários». Foi desse trabalho em equipa que «resultou a sensibilização abrangente para a importância de ler», conclui.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Com quase 4 livros por habitante, bibliotecas de São Carlos superam índice internacional


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Fonte: Portal Inteligemcia. Data: 4/04/2012.

URL: www.inteligemcia.com.br/67457/2012/04/04/com-quase-4-livros-por-habitante-bibliotecas-de-sao-carlos-superam-indice-internacional/

A cidade de São Carlos ultrapassou o índice da Federação Internacional das Associações Bibliotecárias, que prevê que as bibliotecas públicas ofereçam, no mínimo, de 1,5 a 2,5 livros por habitante.

O município é reconhecido no cenário brasileiro por seu alto desenvolvimento tecnológico e o conhecimento acadêmico oriundos de suas universidades (UFSCar e USP) e centos de pesquisa (duas unidades da Embrapa e dois parques tecnológicos). Livros e bibliotecas não poderiam faltar em uma cidade que respira educação.

Em 2010, São Carlos foi apontada a 5ª cidade do país em bibliotecas por habitante, segundo ranking realizado pela Fundação Getúlio Vargas a pedido do Ministério da Educação, no 1º Censo Nacional das Bibliotecas Públicas Municipais.

Agora, um levantamento da prefeitura de São Carlos mostra que a população conta com um acervo de cerca de 850 mil livros à disposição (exatos 844.610 livros). Isso equivale a 3,8 livros por habitante (221 mil moradores segundo o IBGE 2010).

Segundo o estudo Guidelines for Public Libraries (Orientações para Bibliotecas Públicas), elaborado pela Federação Internacional das Associações Bibliotecárias (IFLA, da sigla em inglês) em 2000 e reeditado em 2001, as bibliotecas públicas devem oferecer, no mínimo, de 1,5 a 2,5 livros per capita.

Em São Carlos, os livros que podem ser retirados – e levados para casa – são em número menor, 2,2 livros/pessoa, porém dentro da orientação da Ifla.

Entre as bibliotecas em que qualquer pessoa da comunidade pode se cadastrar e fazer a retirada de livros estão a biblioteca da Unicep com um acervo de aproximadamente 76 mil livros; a Biblioteca Comunitária da UFSCar com acervo de 241.563 livros; as Bibliotecas Municipais e das Escolas do Futuro, com acervo de 164 mil livros; e a do Centro de Divulgação Cientifica e Cultural (CDCC) da USP São Carlos, com 19 mil volumes.

Além destas, as bibliotecas locais da USP (bibliotecas da Escola de Engenharia de São Carlos, do Instituto de Física de São Carlos, do Instituto de Ciências Matemáticas e da Computação, e do Instituto de Química de São Carlos) disponibilizam o acervo para consulta a qualquer cidadão e empréstimos apenas para os estudantes da universidade. As bibliotecas da USP têm, juntas, aproximadamente 376 mil livros.

Entre as empresas da cidade, a Tecumseh do Brasil mantém a biblioteca Ítalo Savelli com acervo disponível para funcionários e familiares com aproximadamente 7.800 livros.

Biblioteca Inclusiva – A cidade de São Carlos também se destaca por oferecer um acervo diferenciado de 3.197 livros em Braille que podem ser encontrados no Espaço Braille (2 mil livros) e biblioteca Comunitária da UFSCar (com outros 1.119 livros). No Espaço Braille é possível encontrar literatura diversificada para pessoas com deficiência visual, que vão desde literatura infanto-juvenil até temas mais complexos como medicina e saúde. Estes usuários também conseguem através do Espaço Braille, ter acesso a autores consagrados como Mário Quintana, Eça de Queiroz e Carlos Drummond de Andrade entre outros.




sexta-feira, 13 de abril de 2012

Colegiado critica Biblioteca Nacional em carta a Dilma


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Fonte: Jornal Floripa. Data: 12/04/2012.

URL: www.jornalfloripa.com.br/brasil/index1.php?pg=verjornalfloripa&id=18145

Colegiado critica Biblioteca Nacional em carta a Dilma

Representantes do setor de livro, leitura e literatura junto ao governo enviaram a Dilma Rousseff carta em que acusam a Fundação Biblioteca Nacional de "se curvar ao comércio de livros" e focar as políticas públicas no atendimento de "interesses imediatos do mercado editorial".

A carta é assinada por 9 dos 15 membros titulares do Colegiado Setorial de Livro, Leitura e Literatura, instituído em maio de 2009 pelo MinC como o espaço para a sociedade civil acompanhar as políticas públicas da área.

Entre os signatários, estão representantes da cadeia criativa, como o poeta Ademir Assunção, e da cadeia mediadora, como o pedagogo Rogério Barata.

Nenhum dos quatro titulares da cadeia produtiva --a que estaria sendo beneficiada pela FBN-- participou da elaboração da carta, ressalta o escritor Nilton Bobato, que coordenou a entrega da carta.

Segundo o texto, os problemas começaram quando Galeno Amorim assumiu a presidência da FBN, no início de 2011, e iniciou a centralização das políticas públicas de livro, leitura e literatura.

Os signatários alegam que, dos investimentos previstos para 2011, R$ 44,8 milhões de um total de R$ 62 milhões estavam voltados a ações que beneficiam editoras, como compras de livros e feiras.

O texto diz ainda que, de R$ 30 milhões aprovados em 2010 e orçados no Fundo Nacional de Cultura (FNC) para a área, foi executado só um edital, de R$ 3 milhões, para pequenas e médias livrarias.

AGENTES DE LEITURA

Há críticas ainda à redução do programa Agentes de Leitura, que, segundo a carta, teve grande parte dos recursos transferidos para o futuro Programa do Livro Popular, maior bandeira de Amorim na presidência da FBN.



O Agentes de Leitura foi um dos quatro programas de fomento à leitura destacados pela Unesco, em 2010, como modelos a serem seguidos dentre os programas do gênero na América Latina.

Um das críticas quanto ao Livro Popular é que ele serviria para editoras se livrarem do encalhe de livros, já que, pelo preço final sugerido de R$ 10, elas não teriam lucro caso os produzissem especificamente para o programa.

"A necessidade de nossas bibliotecas está muito além da simples renovação de seus acervos, sendo muito mais necessária qualificação e ampliação de seus quadros profissionais e a modernização de seus espaços", diz o texto.

A Folha apurou no MinC a existência de insatisfações no Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (órgão vinculado à FBN), cuja direção chegou a enviar carta a Galeno Amorim dizendo que uma política de apoio às bibliotecas não se resume à compra de livros.

Sobre o PNLL, plano que define os eixos das políticas de livro, leitura, literatura e bibliotecas, a carta diz que "está paralisado desde a saída do secretário executivo José Castilho, em abril de 2011."

OUTRO LADO

Procurada pela reportagem, a FBN informou que no próximo dia 23 serão anunciados investimentos "expressivos" e que o valor destinado ao fomento à leitura será "bem maior" que o destinado a aquisição de acervos.

Disse que em 2011 o PNLL obteve o maior avanço desde sua criação, em 2006, ao passar a ser regido por decreto presidencial, e que as "informações sobre números e orçamentos [citadas na carta] carecem de maior precisão".

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Biblioteca Municipal de Coimbra comemora 90 anos


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Fonte: Cnotícias. Data: 11/04/2012.

URL: http://www.cnoticias.net/?p=90741

A Biblioteca Municipal de Coimbra celebra os seus 90 anos durante o mês de abril com uma exposição onde evoca figuras das artes e das letras nascidas em 1922, ano da sua fundação.

“90 anos – n. nascidos em 1922″ evoca personagens internacionais como as atrizes Ava Gardner e Judy Garland, os realizadores Pier Paolo Pasolini e Alain Resnais, bem como o músico de Jazz Charles Mingus, o escritor Jack Kerouac ou o personagem da BD Charlie Brown, criado por Charles Schulz.

No panorama cultural português, a exposição destaca os escritores José Augusto França, José Saramago e Agustina Bessa Luís, bem como os arquitetos Gonçalo Ribeiro Telles e Nuno Teotónio Pereira.

O escrito moçambicano José Craveirinha, vencedor do Prémio Camões em 1991, é outro dos referenciados na exposição, patente na Casa Municipal da Cultura de segunda a sexta-feira entre as 10H00 e as 19H30, e aos sábados, das 11H00 às 13H00 e das 14H00 às 19H00.

terça-feira, 27 de março de 2012

Bibliotecas são mais procuradas pelos filmes do que pelos livros


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Fonte: O Mirante (Portugal). Data: 22/03/2012.

URL: http://semanal.omirante.pt/index.asp?idEdicao=540&id=82190&idSeccao=9025&Action=noticia

As estatísticas dizem que se lê pouco em Portugal. O concelho de Benavente é excepção?

Não acho que se leia pouco. Nos últimos tempos temos tido mais procura nas bibliotecas, não sei se será por causa da crise. Temos muitos leitores dos periódicos que até nos dizem que gostariam de ter mais coisas disponíveis. Se tivéssemos mais jornais, teríamos certamente mais leitores.

O orçamento municipal para a compra de livros, jornais e outros materiais para as bibliotecas diminuiu. Chegam ofertas das editoras ou de outras instituições regularmente às bibliotecas?

O ano passado recebemos uma colecção belíssima do Manuel Cintra Ferreira que já está disponível. Há uns dias, um jovem veio doar uns filmes porque disse que não os ia ver mais vezes. Vamos tendo assim algumas doações pontuais. Depois recebemos as edições próprias que algumas câmaras vão realizando.

As bibliotecas estão abertas no horário normal de quem trabalha. Deve ser difícil ter leitores que não sejam estudantes ou reformados.

É verdade que temos muitos estudantes e reformados. Mas também temos muitas visitas de pessoas entre os 35 e 50 anos que vêm à hora do almoço. São leitores que trabalham por perto ou na própria câmara. Muitos até começam a ver um filme que depois ficar reservado para continuarem a ver no dia seguinte.

As mediatecas que começaram a surgir como complemento das bibliotecas ficaram rapidamente ultrapassadas com a vulgarização da internet e da televisão por cabo. Isso não está a acontecer por aqui?

Os filmes têm aqui um empréstimo brutal, talvez mais do que os livros. Temos casais que quando chega a sexta-feira vêm buscar filmes para o fim-de-semana com regularidade. Ou avós com os netos. Os filmes têm proporcionado uma boa dinâmica às bibliotecas.

Qual o peso da literatura infantil e juvenil no conjunto dos livros disponibilizados nas vossas bibliotecas?

Temos mais infantil do que juvenil. No ano passado tivemos uma procura imensa de “Os Lusíadas de Luís de Camões contados às crianças”, de João de Barros. Estava esgotado nas livrarias e os nossos sete exemplares andavam sempre em circulação. Optámos recentemente por separar a área do juvenil e colocá-la numa sala independente, onde também está um computador e uma mesa para os trabalhos de grupo.

Como é que conseguem manter o silêncio na biblioteca com os trabalhos de grupo?

Tentamos desmistificar essa ideia do silêncio. Se as pessoas falarem normalmente, não vão perturbar ninguém. É claro que não aceitamos gritos, mas é preciso encontrar um equilíbrio para que também haja vida nas bibliotecas.

Quem é que aprova as compras de livros para a biblioteca? Qual a política de escolha?

Um dos princípios é sempre a aquisição de livros de conhecimento, em áreas onde temos mais lacunas, mas na grande maioria das vezes esses não são os livros mais procurados. As sugestões dos nossos leitores recaem sempre na área da ficção. Tentamos sempre que possível satisfazer as necessidades dos leitores. No infantil vamos comprando os livros que precisamos para as nossas actividades. Eu apresento geralmente a lista de livros a comprar à autarquia, que não coloca entraves.

Que livros é que têm pedido mais?

Depende das modas. Tivemos a fase do Paulo Coelho e a da Nora Roberts que ainda continua a ser muito pedida. Quando saiu a série dos vampiros Twilight, da Stephenie Meyer, tínhamos uma longa reserva dos livros. Eles entravam na biblioteca e nem tínhamos tempo de os guardar nas estantes.

A biblioteca tem todos os livros da autoria de José Saramago? E do António Lobo Antunes?

Não, não temos todos porque não têm sido muito procurados. Herdámos todo o catálogo excelente da Gulbenkian e a partir daqui vamos adquirindo consoante as nossas possibilidades e necessidades. Não podíamos ter dez pessoas a pedirem-nos um livro e nós comprarmos um Saramago que ninguém pediu. O que queremos é que as pessoas venham.

Não tentam também ajudar a diversificar os gostos, dando novas sugestões?

De vez em quando lá sugerimos alguns livros, mas regra geral os nossos leitores quando vêm à biblioteca sabem muito bem o que querem.

A biblioteca não disponibiliza online uma lista dos livros nem sequer tem um site. É possível a um leitor telefonar a perguntar se está disponível determinado livro?

Sim, pode ligar e nós até o reservamos. Temos também um blog onde vamos colocando as nossas actividades e novidades.

Na era das redes sociais, como é que ainda não têm página no Facebook?

Não temos Facebook porque durante o serviço não temos acesso a esta rede. Não faz sentido criar algo que depois não posso actualizar durante o meu horário de trabalho.

É possível trazer o computador portátil para trabalhar na biblioteca. Há internet wireless acessível?

Só na de Benavente. Em Samora temos o espaço internet no mesmo edifício, mas estamos a tentar resolver o problema porque quem leva o computador portátil está sempre a pedir-nos a internet sem fios.

O escritor Jorge Luís Borges (já falecido) quando foi director da biblioteca de Buenos Aires dizia que ficava feliz quando os funcionários lhe vinham dizer que alguém tinha roubado um livro porque isso significava que era alguém com grande vontade de ler. Ainda há quem roube livros nas bibliotecas?

Estamos agora numa fase de avaliação da colecção e reparamos que falta um ou outro livro, mas nada de alarmante. Nós criamos um “cantinho da leitura” nas escolas do pré-escolar do concelho e todos os anos registamos perdas. Se não tiver nenhuma perda não vale a pena gastar aquele dinheiro porque mostra que ninguém se interessou por eles. É claro que concordo com o Borges, mas é preciso regras senão ficávamos sem livros. Tivemos um senhor que perdeu um livro e trouxe logo três para substituir. Isso para mim é de louvar.

Os “serões na biblioteca” que costumam organizar uma vez por mês não costumam ter mais de meia dúzia de pessoas. Vão continuar a realizá-los?

O que as pessoas querem são pessoas conhecidas. Quando tivemos aqui a apresentação do livro do Manuel Ribeiro, dos UHF, esgotámos os lugares da biblioteca. De resto, costumam vir sempre o mesmo núcleo de pessoas. Não podemos desistir e entregar o ouro ao bandido. Temos de continuar a criar para trazer cada vez mais gente às bibliotecas. Os poucos que vêm merecem sempre o trabalho que realizamos.

Um dia, no futuro, com a difusão do ebook, as bibliotecas públicas vão desaparecer como já desapareceram os clubes de vídeo?

Não acho nada agradável estar a ler num ebook, embora lhe reconheça enormes vantagens. Mas não tem o cheiro do papel, nem é possível marcar. Penso que as bibliotecas vão continuar nos mesmos moldes, mas vão passar a acolher novos conteúdos.

Uma leitora apaixonada pelo tema da saúde pública

Sandra Ferreira, de 37 anos, mora em Benavente, terra onde nasceu. Tirou o curso de História na Universidade de Coimbra e durante um ano deu aulas numa vila de Coimbra. A experiência foi tão forte que ainda hoje recorda com saudosismo muitos dos seus alunos. Mal regressou a Benavente acabou por entrar como directora para as bibliotecas municipais do concelho. Sempre gostou de ler e recorda um livro sobre o Titanic que ia consultar vezes sem conta na antiga biblioteca de Benavente. Quando tem tempo livre gosta de ir ao Arquivo Nacional da Torre do Tombo ou à Biblioteca Nacional pesquisar sobre a área da saúde pública. Gosta de perceber a evolução e as opções políticas que foram sendo tomadas ao longo do tempo. Destaca o “Eurico, o Presbítero”, de Alexandre Herculano como um dos livros da sua vida. Dos autores mais contemporâneas gosta de Umberto Eco.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Aumenta a leitura dos livros canadenses


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Fonte: Canadian Broadcasting Corporation (CBC Canada). Data: 16/02/2012.

O livro canadense teve um aumento no índice de leitura. Uma recente pesquisa sobre hábito de leitura mostrou que os canadenses continuam a ser havidos leitores, sejam eles livros impressos ou eletrônicos. A Campanha Nacional de Leitura (National Reading Campaign) – uma coalizão que inclui leitores, bibliotecários, editores, escritores, educadores e livreiros – foi a responsável pelo pesq uisa.

Uma das metas dessa Campanha é preservar esta herança – a paixão pela leitura. Durante a coleta de dados a pesquisa descobriu que:

• 3,4 milhões de livros foram vendidos ou circularam (ou cerca de cinco livros por segundo);

• 1,15 milhões de livros impresso foram vendidos pelos livreiros canadenses;

• Foram vendidos 111.053 livros eletrônicos publicados na língua inglesa;

• 2.1 milhões de livros impressos foram emprestados pelos 28 sistemas de bibliotecas (atendendo 13,7 milhões de pessoas);

• 63.196 livros eletrônicos foram baixados dos sistemas de bibliotecas participantes.

O documento aponta ainda os três primeiros na leitura dos livros eletrônicos: Estados Unidos (20% de penetração), Coréia do Sul (14,5 %) e Reino Unido (7 %).

Maiores detalhes no URL:

http://www.cbc.ca/news/arts/story/2012/02/16/reading-book-count-campaign.html

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Impacto das bibliotecas infantis


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Fonte: O País (Angola). Data: 16/02/2012.

URL: http://www.opais.net/pt/opais/?det=25589&id=1787&mid=

A docente universitária Palmira Tjipilica, afirmou em Luanda, que as crianças têm merecido uma atenção muito especial em relação às leituras adequadas à sua idade e ao seu desenvolvimento cognitivo. Admitiu que estas importantes instituições de carácter infantil oferecem uma grande variedade de serviços e fundos bibliográficos vocacionados especialmente para as crianças desde a tenra idade, familiarizando-as com os diversos materiais que poderão enriquecer as suas horas de lazer. É do domínio público que as mesmas visam despertar as crianças para os livros e para o gosto da leitura, desenvolvendo a sua capacidade de expressão, criatividade, imaginação e desenvolvimento da personalidade. Nesta perspectiva, a docente salientou que a Organização das Nações para a Educação, Ciência e a Cultura, foi exactamente fundada para servir a paz e o progresso, agindo sobre o espírito dos homens e das mulheres. Adiantou que o referido manifesto proclama a confiança que se deposita na Biblioteca Pública, como força viva ao serviço da Educação, da Cultura e da Informação, como instrumentos do desenvolvimento do diálogo e entendimento entre as nações, na mundividência internacional.

No que diz respeito as Bibliotecas digitais em África, Palmira Tjipilica, realçou que os africanos representam cerca de 14% da população do mundo e partindo desta evidência, Addis Ababa, numa reunião havida em Julho passado, advertiu que os países africanos estão ficando atrasados em arquivos e bibliotecas digitais, quando um bom número de bibliotecários e responsáveis se reuniu numa conferência sobre as bibliotecas na União Africana, tendo constatado que as bibliotecas devem partilhar o conhecimento e a informação que neste momento só é acessível às comunidades rurais para não serem acessíveis apenas à alguns.

No entender da docente, a estratégia do desenvolvimento económico e científico, sustentado deve basear-se na forte cultura de leitura e de instrução, cimentada na partilha do conhecimento de forma generosa, através da digitalização das bibliotecas tradicionais para encurtar as distâncias e tornar barata a leitura e o conhecimento. Explicou que com o fim da segunda guerra mundial, entrou-se numa nova ordem mundial cultural, económica, política e social. Nesta óptica, a fundação da Organização das Nações Unidas, ocorreu na tentativa de aproximação dos povos atingida pala guerra fria, tendo revolucionado o aparecimento do Computador.

Este por sua vez, contribuiu para a massificação da informática, aumentando assim em quantidade e qualidade o nível de informação que incrementou as transformações das bibliotecas tradicionais que passaram a dialogar com as bibliotecas em online as chamadas virtuais. Com o decorrer dos tempos computador diminuiu de tamanho e aumentou a sua potência, depois de ter saído do laboratório dos cientistas. Passou a ter uso pessoal, fazendo com que grande parte da população pudesse utilizá-lo de forma massificada. Como consequência acrescentou, o desenvolvimento da informática possibilitou a criação da internet, que rompeu com a comunicação unidireccional. Por esta via, as informações acabaram aumentara volume e também se disseminaram com mais fluidez. Não obstante esses factores, grande parte de África, por dificuldades de vária ordem incluindo os conflitos regionais, tem experimentado algum atraso nessa forma de comunicação Recordou que no mundo contemporâneo, deixou de estar estritamente ligada ao livro. a introdução das tecnologias de informação e comunicação nas bibliotecas. Não obstante as mudanças, o nome biblioteca e bibliotecário permanecem intangíveis no universo dos leitores e o seu significado torna-se cada vez mais presente no mundo académico, que encontra na biblioteca a primeira fonte de informação e do conhecimento.

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