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sábado, 29 de setembro de 2012
Querem censurar Monteiro Lobato
2 Comentários sábado, setembro 29, 2012
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: censura, literatura brasileira, Monteiro Lobato
quinta-feira, 31 de maio de 2012
Bibliotecas devem ter livros eróticos?
1 Comentários quinta-feira, maio 31, 2012
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: censura, desenvolvimento de coleções
Fonte: Época. Data: 29/05/2012.
Autora: Margarida Telles
URL: http://colunas.revistaepoca.globo.com/mulher7por7/2012/05/29/bibliotecas-devem-ter-livros-eroticos/
Você já
ouviu falar de “Fifty Shades of Grey”, o primeiro livro da trilogia escrita por
E.L. James? Graças ao seu teor “caliente”, ele ganhou o apelido de “Crepúsculo
para adultos”. A história do envolvimento de uma estudante com um empresário
adepto do sadomasoquismo conquistou mulheres de todas as idades e fez a obra
liderar a lista de livros digitais mais vendidos. Mas a maior polêmica sobre
“Fifty Shades of Grey” foi a sua expulsão do catálogo de algumas bibliotecas.
m Brevard
County , na Flórida, as bibliotecas públicas decidiram retirar os exemplares do
livro de circulação. Os responsáveis afirmaram que não aceitavam pornografia em
suas prateleiras. Quando questionados sobre terem obras como o “Kama Sutra” e
“Trópico de Câncer”, justificaram que estes são “clássicos”.
A
proibição gerou protestos, tanto dos fãs do livro como dos defensores da
liberdade de expressão. Uma petição pública pedia a volta do livro, alegando
que banir obras é inconstitucional, independente de seu conteúdo. “Não há
espaço nas prateleiras das bibliotecas para a censura”, disse a Fundação
Americana pela defesa das liberdades civis. Ontem, as manifestações surtiram
efeito. As autoridades de Brevard County voltaram atrás, e decidiram colocar
novamente “Fifty Shades of Grey” em seu catálogo.
Ainda não
li o best seller, embora tenha bastante curiosidade. Dizem que o livro é ruim,
em termos de escrita. Linguagem pobre, chavões, o pacote completo. Mas quando
ele for editado no Brasil, espero que vá para as nossas bibliotecas. Me lembro
do dia em que aluguei o “Trópico de Câncer”, de Henry Miller, na biblioteca da
minha antiga faculdade – uma instituição católica. Não gostei do livro,
mas adorei ter constatado isso por conta própria, ao explorar as suas páginas.
Na minha
opinião, censura é algo extremamente perigoso. Remete à ditadura, massificação,
falta de autonomia civil e prepotência por parte do censurador. O livro é uma
porcaria? Então deixe as pessoas decidirem. Como leitores, temos o direito de
escolher se queremos ou não ler coisas ruins. Li a saga Crepúsculo inteirinha,
achei péssimo em termos de literatura e mesmo assim adorei. Não vejo a hora de
fazer o mesmo com “Fifty Shades of Grey”.
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Editora altera clássico de Mark Twain
0 Comentários sexta-feira, janeiro 07, 2011
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: censura, livros censurados
Autor: Julie Bosman.
Fonte: Folha de S. Paulo. Data: 7/01/2011.
Alguma coisa está faltando em uma nova edição de As aventuras de Huckleberry Finn (1884). Ao longo do livro, por 219 vezes, a palavra "nigger" [algo como crioulo] foi substituída por "slave" [escravo], por decisão da editora NewSouth Books, sediada no Alabama, que planeja lançar a nova versão do romance em fevereiro. Alan Gribben, professor de inglês na Universidade Auburn, em Montgomery, procurou a editora e propôs a ideia. Desde que a editora discutiu o plano de lançar o livro, em reportagem publicada esta semana pela revista "Publishers Weekly", vem recebendo e-mails e telefonemas desfavoráveis, disse Suzanne La Rosa, cofundadora e diretora editorial da NewSouth Books. A notícia deflagrou uma tempestade de comentários furiosos on-line, com a editora sendo criticada por "censura" ou "correção política". (New York Times).
Fonte: Folha de S. Paulo. Data: 7/01/2011.
Alguma coisa está faltando em uma nova edição de As aventuras de Huckleberry Finn (1884). Ao longo do livro, por 219 vezes, a palavra "nigger" [algo como crioulo] foi substituída por "slave" [escravo], por decisão da editora NewSouth Books, sediada no Alabama, que planeja lançar a nova versão do romance em fevereiro. Alan Gribben, professor de inglês na Universidade Auburn, em Montgomery, procurou a editora e propôs a ideia. Desde que a editora discutiu o plano de lançar o livro, em reportagem publicada esta semana pela revista "Publishers Weekly", vem recebendo e-mails e telefonemas desfavoráveis, disse Suzanne La Rosa, cofundadora e diretora editorial da NewSouth Books. A notícia deflagrou uma tempestade de comentários furiosos on-line, com a editora sendo criticada por "censura" ou "correção política". (New York Times).
sábado, 30 de outubro de 2010
Censura Monteiro Lobato?
0 Comentários sábado, outubro 30, 2010
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: biblioteca escolar, censura, Monteiro Lobato
Duas notas sobre a possibilidade de censura à obra de Monteiro Lobato.
1) Conselho quer vetar livro de Monteiro Lobato em escolas
Fonte: Folha de S. Paulo. Data: 29/10/2010.
Autoras: Angela Pinho e Johanna Nublat.
Parecer sugere que obra não seja distribuída sob a alegação de que é racista. Racismo em "Caçadas de Pedrinho" estaria nas referências à Tia Nastácia e a animais como urubu e macaco.
Monteiro Lobato (1882-1948), um dos maiores autores de literatura infantil, está na mira do CNE (Conselho Nacional de Educação). Um parecer do colegiado publicado no "Diário Oficial da União" sugere que o livro "Caçadas de Pedrinho" não seja distribuído a escolas públicas, ou que isso seja feito com um alerta, sob a alegação de que é racista.
Para entrar em vigor, o parecer precisa ser homologado pelo ministro da Educação, Fernando Haddad. O texto será analisado pelo ministro e pela Secretaria de Educação Básica. O livro já foi distribuído pelo próprio MEC a colégios de ensino fundamental pelo PNBE (Programa Nacional de Biblioteca na Escola).
Em nota técnica citada pelo CNE, a Secretaria de Alfabetização e Diversidade do MEC diz que a obra só deve ser usada "quando o professor tiver a compreensão dos processos históricos que geram o racismo no Brasil".
Publicado em 1933, "Caçadas de Pedrinho" relata uma aventura da turma do Sítio do Picapau Amarelo na procura de uma onça-pintada. Conforme o parecer do CNE, o racismo estaria na abordagem da personagem Tia Nastácia e de animais como o urubu e o macaco.
"Estes fazem menção revestida de estereotipia ao negro e ao universo africano", diz a conselheira que redigiu o documento, Nilma Lino Gomes, professora da UFMG.
Entre os trechos que justificariam a conclusão, o texto cita alguns em que Tia Nastácia é chamada de "negra". Outra diz: "Tia Nastácia, esquecida dos seus numerosos reumatismos, trepou, que nem uma macaca de carvão".
Em relação aos animais, um exemplo mencionado é: "Não é à toa que os macacos se parecem tanto com os homens. Só dizem bobagens".
Por isso, Nilma sugere ao governo duas opções: 1) não selecionar para o PNBE obras que descumpram o preceito de "ausência de preconceitos e estereótipos"; 2) caso a obra seja adotada, tenha nota "sobre os estudos atuais e críticos que discutam a presença de estereótipos raciais na literatura".
À Folha Nilma disse que a obra pode afetar a educação das crianças. "Se temos outras que podemos indicar, por que não indicá-las?"
Seu parecer, aprovado por unanimidade pela Câmara de Educação Básica do CNE, foi feito a partir de denúncia da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial, ligada à Presidência, que a recebeu de Antonio Gomes da Costa Neto, mestrando da UnB.
2) Não fariam isso se fosse Shakespeare, diz professora
Fonte: Folha de S. Paulo. Data: 29/10/2010.
Milena Ribeiro Martins, especialista em Monteiro Lobato e professora de literatura brasileira e teoria literária da Universidade Federal do Paraná, defende a utilização das obras do escritor nas escolas e remete ao mediador de leitura a discussão sobre o tratamento aos negros. “De fato, aparecem muitos ditos preconceituosos na obra de Monteiro Lobato. [Hoje] temos um linguajar politicamente correto que é tido como modelo, e tudo o que foge a ele é errado: preto é menos desejável que negro, melhor ainda é afrodescendente. Na época de Lobato, é bom que a figura do negro apareça com o destaque de uma pessoa afável como a Tia Nastácia. Antes, aparecia só como denúncia social ou não aparecia. Então, temos uma personagem negra que assume voz importante, mesmo que seja chamada de negra beiçuda”.
1) Conselho quer vetar livro de Monteiro Lobato em escolas
Fonte: Folha de S. Paulo. Data: 29/10/2010.
Autoras: Angela Pinho e Johanna Nublat.
Parecer sugere que obra não seja distribuída sob a alegação de que é racista. Racismo em "Caçadas de Pedrinho" estaria nas referências à Tia Nastácia e a animais como urubu e macaco.
Monteiro Lobato (1882-1948), um dos maiores autores de literatura infantil, está na mira do CNE (Conselho Nacional de Educação). Um parecer do colegiado publicado no "Diário Oficial da União" sugere que o livro "Caçadas de Pedrinho" não seja distribuído a escolas públicas, ou que isso seja feito com um alerta, sob a alegação de que é racista.
Para entrar em vigor, o parecer precisa ser homologado pelo ministro da Educação, Fernando Haddad. O texto será analisado pelo ministro e pela Secretaria de Educação Básica. O livro já foi distribuído pelo próprio MEC a colégios de ensino fundamental pelo PNBE (Programa Nacional de Biblioteca na Escola).
Em nota técnica citada pelo CNE, a Secretaria de Alfabetização e Diversidade do MEC diz que a obra só deve ser usada "quando o professor tiver a compreensão dos processos históricos que geram o racismo no Brasil".
Publicado em 1933, "Caçadas de Pedrinho" relata uma aventura da turma do Sítio do Picapau Amarelo na procura de uma onça-pintada. Conforme o parecer do CNE, o racismo estaria na abordagem da personagem Tia Nastácia e de animais como o urubu e o macaco.
"Estes fazem menção revestida de estereotipia ao negro e ao universo africano", diz a conselheira que redigiu o documento, Nilma Lino Gomes, professora da UFMG.
Entre os trechos que justificariam a conclusão, o texto cita alguns em que Tia Nastácia é chamada de "negra". Outra diz: "Tia Nastácia, esquecida dos seus numerosos reumatismos, trepou, que nem uma macaca de carvão".
Em relação aos animais, um exemplo mencionado é: "Não é à toa que os macacos se parecem tanto com os homens. Só dizem bobagens".
Por isso, Nilma sugere ao governo duas opções: 1) não selecionar para o PNBE obras que descumpram o preceito de "ausência de preconceitos e estereótipos"; 2) caso a obra seja adotada, tenha nota "sobre os estudos atuais e críticos que discutam a presença de estereótipos raciais na literatura".
À Folha Nilma disse que a obra pode afetar a educação das crianças. "Se temos outras que podemos indicar, por que não indicá-las?"
Seu parecer, aprovado por unanimidade pela Câmara de Educação Básica do CNE, foi feito a partir de denúncia da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial, ligada à Presidência, que a recebeu de Antonio Gomes da Costa Neto, mestrando da UnB.
2) Não fariam isso se fosse Shakespeare, diz professora
Fonte: Folha de S. Paulo. Data: 29/10/2010.
Milena Ribeiro Martins, especialista em Monteiro Lobato e professora de literatura brasileira e teoria literária da Universidade Federal do Paraná, defende a utilização das obras do escritor nas escolas e remete ao mediador de leitura a discussão sobre o tratamento aos negros. “De fato, aparecem muitos ditos preconceituosos na obra de Monteiro Lobato. [Hoje] temos um linguajar politicamente correto que é tido como modelo, e tudo o que foge a ele é errado: preto é menos desejável que negro, melhor ainda é afrodescendente. Na época de Lobato, é bom que a figura do negro apareça com o destaque de uma pessoa afável como a Tia Nastácia. Antes, aparecia só como denúncia social ou não aparecia. Então, temos uma personagem negra que assume voz importante, mesmo que seja chamada de negra beiçuda”.
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Livros didáticos de religião possuem conteúdo preconceituoso
0 Comentários quarta-feira, outubro 06, 2010
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: censura, livro didático, livro escolar
Autora: Priscilla Borges.
Fonte: IG. Data: 1/10/2010.
Os livros didáticos de ensino religioso mais adotados no País não seguem preceitos básicos das leis brasileiras que tratam do tema. Ao contrário do que diz a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), as obras professam doutrinas religiosas específicas, discriminam comportamentos e ideias. A conclusão é das pesquisadoras Débora Diniz, Tatiana Lionço e Vanessa Carrião, da Anis – Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero. Incomodadas com a falta de definições claras na legislação educacional sobre o ensino religioso, elas decidiram investigar a que conteúdos os alunos brasileiros têm acesso durante essas aulas. O estudo, transformado no livro Laicidade e ensino religioso no Brasil (LetrasLivres/EdUnB/UNESCO, 112 pp., R$ 20) foi feito com base em uma amostra de 25 obras produzidas por editoras laicas ou religiosas.
Fonte: IG. Data: 1/10/2010.
Os livros didáticos de ensino religioso mais adotados no País não seguem preceitos básicos das leis brasileiras que tratam do tema. Ao contrário do que diz a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), as obras professam doutrinas religiosas específicas, discriminam comportamentos e ideias. A conclusão é das pesquisadoras Débora Diniz, Tatiana Lionço e Vanessa Carrião, da Anis – Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero. Incomodadas com a falta de definições claras na legislação educacional sobre o ensino religioso, elas decidiram investigar a que conteúdos os alunos brasileiros têm acesso durante essas aulas. O estudo, transformado no livro Laicidade e ensino religioso no Brasil (LetrasLivres/EdUnB/UNESCO, 112 pp., R$ 20) foi feito com base em uma amostra de 25 obras produzidas por editoras laicas ou religiosas.
sexta-feira, 31 de julho de 2009
Deletar livro foi ´estúpido´, admite Amazon
1 Comentários sexta-feira, julho 31, 2009
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: censura, e-book, Kindle, livro eletrônico
Autor: Felipe Zmoginski.
Fonte: INFO Online . Data: 29/07/2009.
O principal executivo da Amazon, Jeff Bezos, pediu desculpas pela decisão da empresa de deletar arquivos do Kindle de terceiros sem sua permissão.
O procedimento aconteceu há uma semana quando os donos dos direitos autorais de obras de George Orwell procuraram a Amazon para denunciar que a gigante da web havia caído num golpe.
A companhia vendia e-books de obras como ´1984´ fornecidas por uma editora que não tinha autorização para comercializar obras de Orwell. Quando soube do golpe, a Amazon tirou os livros ´piratas´ do ar e, mais do que isso, programou seu sistema de sincronia de arquivos para deletar as obras digitais de Orwell dos usuários que já a tinham comprado.
Assim, alguém que adquiriu o e-book de 1984 na Amazon viu seu arquivo sumir ao conectar-se à web. Na ocasião, a Amazon enviou um e-mail aos usuários afetados dizendo que devolveria o dinheiro pago por eles na forma de um cheque a ser enviado pelo correio.
Bezos classificou a decisão como “estúpida” e pediu desculpas aos clientes da companhia. Na avaliação de Bezos, não é adequado apagar arquivos do dispositivo de terceiros sem sua permissão. Apesar das desculpas, a atitude pode terminar em processo contra a Amazon, já que grupos de defesa da privacidade afirmam que a decisão feriu um direito fundamental dos consumidores, o direito de ter seus arquivos pessoais preservados.
Fonte: INFO Online . Data: 29/07/2009.
O principal executivo da Amazon, Jeff Bezos, pediu desculpas pela decisão da empresa de deletar arquivos do Kindle de terceiros sem sua permissão.
O procedimento aconteceu há uma semana quando os donos dos direitos autorais de obras de George Orwell procuraram a Amazon para denunciar que a gigante da web havia caído num golpe.
A companhia vendia e-books de obras como ´1984´ fornecidas por uma editora que não tinha autorização para comercializar obras de Orwell. Quando soube do golpe, a Amazon tirou os livros ´piratas´ do ar e, mais do que isso, programou seu sistema de sincronia de arquivos para deletar as obras digitais de Orwell dos usuários que já a tinham comprado.
Assim, alguém que adquiriu o e-book de 1984 na Amazon viu seu arquivo sumir ao conectar-se à web. Na ocasião, a Amazon enviou um e-mail aos usuários afetados dizendo que devolveria o dinheiro pago por eles na forma de um cheque a ser enviado pelo correio.
Bezos classificou a decisão como “estúpida” e pediu desculpas aos clientes da companhia. Na avaliação de Bezos, não é adequado apagar arquivos do dispositivo de terceiros sem sua permissão. Apesar das desculpas, a atitude pode terminar em processo contra a Amazon, já que grupos de defesa da privacidade afirmam que a decisão feriu um direito fundamental dos consumidores, o direito de ter seus arquivos pessoais preservados.
quinta-feira, 9 de julho de 2009
É difícil controlar a internet
0 Comentários quinta-feira, julho 09, 2009
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: Acesso Digital, censura, Internet
Filtros na internet produzem mundo artificial, afirma professor de direito
Fonte: Folha de S. Paulo. Data: 08/07/2009.
Controlar a internet é uma tarefa difícil, pois ela é baseada em múltiplos protocolos de comunicação. Mas impor restrições, bloqueando acesso a sites, é uma tarefa menos complexa.
"Há países, como Síria, Irã e China, que filtram conteúdo, sites e até o que aparece nas buscas feitas por mecanismos", afirma Pedro Paranaguá, professor de direito da FGV (Fundação Getúlio Vargas) e mestre em propriedade intelectual pela Universidade de Londres.
"Isso tudo acaba por mostrar meias-verdades, um mundo artificial, que não corresponde à realidade. Além disso, cerceia a liberdade de expressão das pessoas e o acesso à informação."
Ele afirma que a internet deve ser livre. "Não que seja uma terra de ninguém. Mas devemos ter a liberdade de acessar o que quisermos. De nos manifestar, de expressar nossa opinião. De ter acesso imparcial, sem filtros. E até de ter acesso anônimo, se quisermos."
Direitos autorais
Em relação aos direitos autorais na internet, Paranaguá afirma que, em certos casos, eles vão na contramão do avanço tecnológico. "Hoje em dia, os mecanismos de troca de arquivos digitais, como as redes ponto a ponto (P2P), podem gerar rios de dinheiro para a indústria e para os autores, além de beneficiar seus consumidores." Entre as opções para reverter a situação, estaria a oferta de produtos personalizados. "Poder-se-ia cobrar, por exemplo, um valor fixo para quem acessa banda larga e liberar o down- load ilimitado de tudo, desde que o consumidor ateste que irá usar o serviço para baixar conteúdo protegido por direitos autorais. Isso é uma oportunidade e tanto."
Fonte: Folha de S. Paulo. Data: 08/07/2009.
Controlar a internet é uma tarefa difícil, pois ela é baseada em múltiplos protocolos de comunicação. Mas impor restrições, bloqueando acesso a sites, é uma tarefa menos complexa.
"Há países, como Síria, Irã e China, que filtram conteúdo, sites e até o que aparece nas buscas feitas por mecanismos", afirma Pedro Paranaguá, professor de direito da FGV (Fundação Getúlio Vargas) e mestre em propriedade intelectual pela Universidade de Londres.
"Isso tudo acaba por mostrar meias-verdades, um mundo artificial, que não corresponde à realidade. Além disso, cerceia a liberdade de expressão das pessoas e o acesso à informação."
Ele afirma que a internet deve ser livre. "Não que seja uma terra de ninguém. Mas devemos ter a liberdade de acessar o que quisermos. De nos manifestar, de expressar nossa opinião. De ter acesso imparcial, sem filtros. E até de ter acesso anônimo, se quisermos."
Direitos autorais
Em relação aos direitos autorais na internet, Paranaguá afirma que, em certos casos, eles vão na contramão do avanço tecnológico. "Hoje em dia, os mecanismos de troca de arquivos digitais, como as redes ponto a ponto (P2P), podem gerar rios de dinheiro para a indústria e para os autores, além de beneficiar seus consumidores." Entre as opções para reverter a situação, estaria a oferta de produtos personalizados. "Poder-se-ia cobrar, por exemplo, um valor fixo para quem acessa banda larga e liberar o down- load ilimitado de tudo, desde que o consumidor ateste que irá usar o serviço para baixar conteúdo protegido por direitos autorais. Isso é uma oportunidade e tanto."
sexta-feira, 26 de junho de 2009
China bloqueia sitios de saúde sexual
0 Comentários sexta-feira, junho 26, 2009
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: Acesso à Informação, censura, China, Internet
China bloqueia sites de saúde sexual
Fonte: Reuters e Info Plantão. Data: 25/06/2009.
URL: http://info.abril.com.br/noticias/internet/china-bloqueia-sites-de-saude-sexual-25062009-40.shl
PEQUIM - Usuários comuns da web na China não poderão acessar sites relacionados a pesquisa e saúde sexual a partir do próximo mês.
Os provedores de informação médica devem instalar um software que permita apenas os profissionais a acessarem informações e pesquisas sobre sexo, de acordo com as novas regulamentações publicadas pelo Ministério da Saúde em sua página na internet.
"Está proibido divulgar conteúdo pornográfico em nome de pesquisas sexuais", disse a regulamentação.
A nova regra, no entanto, ameaça prejudicar a educação sexual em um país onde a maioria das pessoas é muito tímida para falar sobre sexo publicamente.
Salas de bate-papo online em sites populares, que são uma das poucas fontes de informação sobre sexo e as doenças sexualmente transmissíveis, também estão incluídas na regulamentação.
"As partes de saúde dos portais da web não têm autorização para ter serviços de pesquisa relacionada ao sexo", acrescentou a regulamentação.
O texto não especifica exatamente o que está incluído em "pesquisa científica" sobre sexo.
As novas regras foram publicadas após uma série de medidas antipornografia na Internet, que culminaram com o anúncio este mês de que o governo de Pequim vai exigir a instalação de um filtro de internet para todos os novos computadores produzidos ou entregues após 1o de julho.
Fonte: Reuters e Info Plantão. Data: 25/06/2009.
URL: http://info.abril.com.br/noticias/internet/china-bloqueia-sites-de-saude-sexual-25062009-40.shl
PEQUIM - Usuários comuns da web na China não poderão acessar sites relacionados a pesquisa e saúde sexual a partir do próximo mês.
Os provedores de informação médica devem instalar um software que permita apenas os profissionais a acessarem informações e pesquisas sobre sexo, de acordo com as novas regulamentações publicadas pelo Ministério da Saúde em sua página na internet.
"Está proibido divulgar conteúdo pornográfico em nome de pesquisas sexuais", disse a regulamentação.
A nova regra, no entanto, ameaça prejudicar a educação sexual em um país onde a maioria das pessoas é muito tímida para falar sobre sexo publicamente.
Salas de bate-papo online em sites populares, que são uma das poucas fontes de informação sobre sexo e as doenças sexualmente transmissíveis, também estão incluídas na regulamentação.
"As partes de saúde dos portais da web não têm autorização para ter serviços de pesquisa relacionada ao sexo", acrescentou a regulamentação.
O texto não especifica exatamente o que está incluído em "pesquisa científica" sobre sexo.
As novas regras foram publicadas após uma série de medidas antipornografia na Internet, que culminaram com o anúncio este mês de que o governo de Pequim vai exigir a instalação de um filtro de internet para todos os novos computadores produzidos ou entregues após 1o de julho.
quinta-feira, 12 de março de 2009
Os 12 inimigos da internet
0 Comentários quinta-feira, março 12, 2009
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: Acesso à Informação, Acesso Digital, censura, Desordem de Dependência à Internet
Fonte : http://tecnologia.terra.com.br/interna/0,,OI3628323-EI4802,00-ONG+aponta+paises+como+inimigos+da+internet.html
A organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) publicou hoje a lista dos chamados "12 inimigos da internet" devido ao controle e à censura que exercem sobre a rede e ao acesso a ela em seus respectivos territórios.
As nações que fazem parte da relação são Arábia Saudita, Mianmar, China, Coréia do Norte, Cuba, Egito, Irã, Uzbequistão, Síria, Tunísia, Turcomenistão e Vietnã, que, segundo a ONG, "transformaram suas redes em uma intranet, impedindo que os internautas tenham acesso a informações consideradas 'indesejáveis'".
"Todos esses países evidenciam não apenas sua capacidade para censurar a informação, mas também a repressão praticamente sistemática dos internautas", afirma a organização no relatório.
No caso de Cuba, a RSF afirma que, embora os cidadãos da ilha possam utilizar conexões de internet em hotéis e consultar sites estrangeiros, "a rede se encontra estreitamente vigiada pela Agência Cubana de Supervisão e Controle".
Quanto à Arábia Saudita, a ONG afirma que as autoridades não oficializaram a prática de proibir certas páginas, "mas optaram por reprimir os blogueiros que se manifestam contra sua moral, seja qual for a reivindicação".
O Governo chinês "ocupa a liderança da repressão na internet", e a organização adverte de que, "com a maior população de internautas do mundo, o jogo da censura é um dos mais indecentes do mundo".
No Egito, o "dinamismo" da blogosfera do país no panorama internacional "está muito longe de ser uma vantagem para seus blogueiros, que se encontram entre os mais perseguidos do mundo", ressaltou a organização.
O Irã lidera a repressão na internet no Oriente Médio, segundo o relatório da RSF, que lembra que, "de acordo com o conselheiro do procurador-geral de Teerã, as autoridades bloquearam em 2008 cinco milhões de sites".
O relatório dedica um espaço para a Austrália, onde lembra que, desde 2006, está em discussão um projeto de lei "que obrigará todos os provedores de acesso a filtrar a conexão à internet em cada residência" para "descartar qualquer conteúdo 'inadequado'".
Outros governos - dez no total, incluindo o da Austrália, que a RSF afirma que estão "sob vigilância" - também adotaram medidas "preocupantes", porque, diz a organização, "podem abrir a via para que sejam cometidos abusos".
A organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) publicou hoje a lista dos chamados "12 inimigos da internet" devido ao controle e à censura que exercem sobre a rede e ao acesso a ela em seus respectivos territórios.
As nações que fazem parte da relação são Arábia Saudita, Mianmar, China, Coréia do Norte, Cuba, Egito, Irã, Uzbequistão, Síria, Tunísia, Turcomenistão e Vietnã, que, segundo a ONG, "transformaram suas redes em uma intranet, impedindo que os internautas tenham acesso a informações consideradas 'indesejáveis'".
"Todos esses países evidenciam não apenas sua capacidade para censurar a informação, mas também a repressão praticamente sistemática dos internautas", afirma a organização no relatório.
No caso de Cuba, a RSF afirma que, embora os cidadãos da ilha possam utilizar conexões de internet em hotéis e consultar sites estrangeiros, "a rede se encontra estreitamente vigiada pela Agência Cubana de Supervisão e Controle".
Quanto à Arábia Saudita, a ONG afirma que as autoridades não oficializaram a prática de proibir certas páginas, "mas optaram por reprimir os blogueiros que se manifestam contra sua moral, seja qual for a reivindicação".
O Governo chinês "ocupa a liderança da repressão na internet", e a organização adverte de que, "com a maior população de internautas do mundo, o jogo da censura é um dos mais indecentes do mundo".
No Egito, o "dinamismo" da blogosfera do país no panorama internacional "está muito longe de ser uma vantagem para seus blogueiros, que se encontram entre os mais perseguidos do mundo", ressaltou a organização.
O Irã lidera a repressão na internet no Oriente Médio, segundo o relatório da RSF, que lembra que, "de acordo com o conselheiro do procurador-geral de Teerã, as autoridades bloquearam em 2008 cinco milhões de sites".
O relatório dedica um espaço para a Austrália, onde lembra que, desde 2006, está em discussão um projeto de lei "que obrigará todos os provedores de acesso a filtrar a conexão à internet em cada residência" para "descartar qualquer conteúdo 'inadequado'".
Outros governos - dez no total, incluindo o da Austrália, que a RSF afirma que estão "sob vigilância" - também adotaram medidas "preocupantes", porque, diz a organização, "podem abrir a via para que sejam cometidos abusos".
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
China inaugura biblioteca monumental
0 Comentários quarta-feira, setembro 17, 2008
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: Biblioteca Nacional, Biblioteca Nacional da China, censura, China
Uma longo retângulo suspenso de 120 metros de comprimento em aço escovado e vidro é a marca do novo prédio da Biblioteca Nacional da China. Inaugurado nesta semana, o anexo que custou o equivalente a R$ 350 milhões demonstra que obras de impacto continuam a mudar a paisagem mesmo após a Olimpíada.
A Biblioteca virou a terceira maior do mundo com a nova construção. O antigo prédio, que não pode sofrer reformas por ser patrimônio nacional, guarda os tesouros da instituição e só pode receber visitas de acadêmicos e pesquisadores.O anexo é para o público geral --e feito para impressionar. Com 80 mil metros quadrados, tem 2.900 assentos, 460 computadores e oferece acesso à internet sem fio (wi-fi).
Os usuários podem usar leitores de livros digitais em palmtops para acessar os mais de 200 mil gigabytes de arquivo digital da instituição.O teto do retângulo que abriga a Biblioteca Digital é de vidro, o que permite o uso de luz natural na maior parte do tempo. A base do prédio é em pedra -mas o revestimento interno da principal sala de leitura, de três andares, é de madeira, como nas antigas bibliotecas.
O escritório de arquitetura alemão Engel e Zimmermann, que desenhou a obra após vencer um concurso internacional, projetou um prédio para 12 milhões de livros, ainda que a biblioteca tenha sido aberta com 600 mil. "A obra tem a capacidade para o crescimento da biblioteca nas próximas três décadas", diz o bibliotecário-chefe, Zhan Furui.Literatura controlada.
No último andar, que possui centenas de jornais e revistas para consulta, não há uma única publicação estrangeira. Também não há nenhum livro em inglês na nova biblioteca."Os livros em inglês ficam no velho prédio, onde o acesso é restrito. Aqui, só em chinês", diz o bibliotecário Li Bin. Apesar da modernidade, a nova biblioteca mantém a política de controle de informação cara ao Partido Comunista. São raros os locais de Pequim onde se encontram revistas estrangeiras. Quando há alguma reportagem crítica à China, os exemplares são recolhidos. Encomendas feitas à Amazon podem levar meses. Os pacotes são abertos pelo correio, que apreende livros sensíveis. A censura proíbe livros que falem sobre a repressão na Praça da Paz Celestial ou no Tibete, sobre a seita Falun Gong ou sobre direitos humanos.
Livros que tratem de sexo e erotismo são proibidos e chamados de "poluição espiritual". São os casos de obras que narram as aventuras sexuais de jovens chinesas, como "Shanghai Baby", "Beijing Doll" ou "Candy", e que viraram best-sellers no exterior.
No ano passado, a autora Zhang Yihe liderou uma campanha pela internet, sem sucesso, pelo fim à censura. Seus três livros, que contam o drama dos chineses durante a Revolução Cultural, são proibidos no país.O Escritório Geral de Imprensa e Publicações é responsável pela censura. A saída é a produção e distribuição clandestina de livros --estima-se que 60% dos livros que circulam na China sejam piratas. Calcula-se que haja cerca de 4.000 editoras clandestinas.
Fonte: Folha de S. Paulo
URL: www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u444941.shtml
Veja a foto: http://diversao.uol.com.br/album/ap_apm_20080913_album.jhtm
A Biblioteca virou a terceira maior do mundo com a nova construção. O antigo prédio, que não pode sofrer reformas por ser patrimônio nacional, guarda os tesouros da instituição e só pode receber visitas de acadêmicos e pesquisadores.O anexo é para o público geral --e feito para impressionar. Com 80 mil metros quadrados, tem 2.900 assentos, 460 computadores e oferece acesso à internet sem fio (wi-fi).
Os usuários podem usar leitores de livros digitais em palmtops para acessar os mais de 200 mil gigabytes de arquivo digital da instituição.O teto do retângulo que abriga a Biblioteca Digital é de vidro, o que permite o uso de luz natural na maior parte do tempo. A base do prédio é em pedra -mas o revestimento interno da principal sala de leitura, de três andares, é de madeira, como nas antigas bibliotecas.
O escritório de arquitetura alemão Engel e Zimmermann, que desenhou a obra após vencer um concurso internacional, projetou um prédio para 12 milhões de livros, ainda que a biblioteca tenha sido aberta com 600 mil. "A obra tem a capacidade para o crescimento da biblioteca nas próximas três décadas", diz o bibliotecário-chefe, Zhan Furui.Literatura controlada.
No último andar, que possui centenas de jornais e revistas para consulta, não há uma única publicação estrangeira. Também não há nenhum livro em inglês na nova biblioteca."Os livros em inglês ficam no velho prédio, onde o acesso é restrito. Aqui, só em chinês", diz o bibliotecário Li Bin. Apesar da modernidade, a nova biblioteca mantém a política de controle de informação cara ao Partido Comunista. São raros os locais de Pequim onde se encontram revistas estrangeiras. Quando há alguma reportagem crítica à China, os exemplares são recolhidos. Encomendas feitas à Amazon podem levar meses. Os pacotes são abertos pelo correio, que apreende livros sensíveis. A censura proíbe livros que falem sobre a repressão na Praça da Paz Celestial ou no Tibete, sobre a seita Falun Gong ou sobre direitos humanos.
Livros que tratem de sexo e erotismo são proibidos e chamados de "poluição espiritual". São os casos de obras que narram as aventuras sexuais de jovens chinesas, como "Shanghai Baby", "Beijing Doll" ou "Candy", e que viraram best-sellers no exterior.
No ano passado, a autora Zhang Yihe liderou uma campanha pela internet, sem sucesso, pelo fim à censura. Seus três livros, que contam o drama dos chineses durante a Revolução Cultural, são proibidos no país.O Escritório Geral de Imprensa e Publicações é responsável pela censura. A saída é a produção e distribuição clandestina de livros --estima-se que 60% dos livros que circulam na China sejam piratas. Calcula-se que haja cerca de 4.000 editoras clandestinas.
Fonte: Folha de S. Paulo
URL: www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u444941.shtml
Veja a foto: http://diversao.uol.com.br/album/ap_apm_20080913_album.jhtm
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
Livros proibidos
0 Comentários quinta-feira, agosto 21, 2008
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: censura, livros censurados, livros proibidos
Vale a pena conhecer o sítio sobre os livros que, por alguma razão, foram censurados ou proibidos nas escolas, livrarias e bibliotecas. Criado recentemente ele apresenta lista dos livros proibidos, eventos sobre o assunto e links relacionados. O endereço é: URL: http://bannedbooksweek.org/
quinta-feira, 8 de maio de 2008
O Google e o Orkut no Brasil
0 Comentários quinta-feira, maio 08, 2008
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: Brasil, censura, Internet, orkut, pedofilia, racismo
Dois pesos e duas medidas
06/05/2008
Autor: Vanderson Freizer
Fonte: Observatório da Imprensa
O Google, portal de internet conhecido do grande público, faz o jogo que mais lhe convém. Tudo em nome do crescimento tecnológico.
Quando se trata da ditadura de Pequim, o Google faz censura unicamente para agradar aos governantes chineses, bloqueando as páginas que não são "interessantes" para os cidadãos da China e que eles não têm necessidade de ver. Mas no Brasil prega a liberdade de expressão, escondendo em suas páginas do Orkut racistas e pedófilos.
O Ministério Público vem tentando combater a pornografia infantil, que cresce num ritmo acelerado nos álbuns fotográficos do Orkut, o site de relacionamento mais famoso e popular do Brasil. Mas o gigante Google detentor dos direitos do Orkut, não ajuda e a guerra entre as duas forças foi parar na justiça.
A CPI da pedofilia tenta quebrar a barreira imposta pelo Orkut para descobrir os pedófilos da rede de relacionamento, mas a empresa sempre alega o direito da liberdade de expressão.
Está na hora de passar a peneira não só no Orkut, mas também nas demais páginas de relacionamento da internet, separar o joio do trigo e dar nome aos pedófilos, racistas e preconceituosos que fazem campanhas contra negros, homossexuais e até Jesus Cristo – que muitos não crêem, mas tratando-se de um ser humano merece respeito como qualquer outro.
06/05/2008
Autor: Vanderson Freizer
Fonte: Observatório da Imprensa
O Google, portal de internet conhecido do grande público, faz o jogo que mais lhe convém. Tudo em nome do crescimento tecnológico.
Quando se trata da ditadura de Pequim, o Google faz censura unicamente para agradar aos governantes chineses, bloqueando as páginas que não são "interessantes" para os cidadãos da China e que eles não têm necessidade de ver. Mas no Brasil prega a liberdade de expressão, escondendo em suas páginas do Orkut racistas e pedófilos.
O Ministério Público vem tentando combater a pornografia infantil, que cresce num ritmo acelerado nos álbuns fotográficos do Orkut, o site de relacionamento mais famoso e popular do Brasil. Mas o gigante Google detentor dos direitos do Orkut, não ajuda e a guerra entre as duas forças foi parar na justiça.
A CPI da pedofilia tenta quebrar a barreira imposta pelo Orkut para descobrir os pedófilos da rede de relacionamento, mas a empresa sempre alega o direito da liberdade de expressão.
Está na hora de passar a peneira não só no Orkut, mas também nas demais páginas de relacionamento da internet, separar o joio do trigo e dar nome aos pedófilos, racistas e preconceituosos que fazem campanhas contra negros, homossexuais e até Jesus Cristo – que muitos não crêem, mas tratando-se de um ser humano merece respeito como qualquer outro.
sexta-feira, 4 de abril de 2008
Conferência internacional sobre liberdade de acesso à expressão
0 Comentários sexta-feira, abril 04, 2008
Publicado por Paulo Barreiro de Sousa
Assunto: biblioteca, censura, Crianças, Direito da Informação, Evento, Internet
Conferência internacional - Not in front of the children: Free Speech conflicts in the United States today por Marjorie Heins.
16 de Abril de 2008, 18h00
Anfiteatro Nobre da Faculdade de Letras da Universidade do Porto (Entrada livre)
Anfiteatro Nobre da Faculdade de Letras da Universidade do Porto (Entrada livre)
Serão abordados temas em torno da censura a pretexto da protecção dos menores no mundo da edição e da divulgação, nomeadamente na Internet e nas Bibliotecas, no momento em que o livro com aquele título acaba de ser reeditado.
Para ver mais informação sobre a conferência e sobre a autora consulte o website da FLUP.
Sobre o Free Expression Policy Project consulte: http://www.fepproject.org/
Informação disponibilizada pela Dr.ª Paula Sequeiros
Editor for Portugal
E-LIS, Open Access Repository on Library and Information Sciences
sexta-feira, 18 de maio de 2007
Aumenta a censura governamental na internet
0 Comentários sexta-feira, maio 18, 2007
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: censura, filtragem na internet, Internet
Fonte: El Mundo (Espanha), 18 de maio de 2007.
URL: http://www.elmundo.es/navegante/2007/05/17/tecnologia/1179419260.html
Segundo um relatório da OpenNet Initiative, 26 dos 41 paises estudados bloqueiam ou filtram os conteúdos da internet. Este estudo mostrou que a censura na internet está crescendo em todo o mundo. Os casos mais preocupantes são:
a) Irã, China e Arábia Saudita que além de filtrar materiais de diversos tipos também bloqueiam inúmeros conteúdos informacionais.
b) Coréia do Sul é um caso interessante pois pratica a censura quando os conteúdos são da Coréia do Norte.
c) Entre os países que fazem filtragem política estão a Birmânia, China, Irã, Síria e Vietnam.
d) A Arábia Saudita, Irã e Yemen também realizam censura relacionadas com normas e hábitos sociais.
e) A Birmânia, China, Irã, Paquistão e Coréia do Sul são os países que mais bloqueiam as notícias relacionadas com a segurança nacional. Os mais visados por esses governos são os portais extremistas, separatistas ou relacionados com disputas fronteiriças.
URL: http://www.elmundo.es/navegante/2007/05/17/tecnologia/1179419260.html
Segundo um relatório da OpenNet Initiative, 26 dos 41 paises estudados bloqueiam ou filtram os conteúdos da internet. Este estudo mostrou que a censura na internet está crescendo em todo o mundo. Os casos mais preocupantes são:
a) Irã, China e Arábia Saudita que além de filtrar materiais de diversos tipos também bloqueiam inúmeros conteúdos informacionais.
b) Coréia do Sul é um caso interessante pois pratica a censura quando os conteúdos são da Coréia do Norte.
c) Entre os países que fazem filtragem política estão a Birmânia, China, Irã, Síria e Vietnam.
d) A Arábia Saudita, Irã e Yemen também realizam censura relacionadas com normas e hábitos sociais.
e) A Birmânia, China, Irã, Paquistão e Coréia do Sul são os países que mais bloqueiam as notícias relacionadas com a segurança nacional. Os mais visados por esses governos são os portais extremistas, separatistas ou relacionados com disputas fronteiriças.
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