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segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Associação dos Bibliotecários do Distrito Federal completa 50 anos


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segunda-feira, 26 de abril de 2010

Conclusões e recomendações do 10º Congresso Nacional da BAD


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Já se encontra disponível no blogue do 10º Congresso BAD as “Conclusões e Recomendações do 10º Congresso Nacional de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas“, na sequência do período de apreciação que decorreu após o congresso e da posterior análise, feita pelo Conselho Científico.

É um documento pertinente e de leitura obrigatória, na medida em que sintetiza as grandes ideias e os problemas abordados no decorrer do evento.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Dia do Bibliotecário brasileiro


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O bibliotecário e a era do conhecimento
Coluna: TENDÊNCIAS/DEBATES
Autores: VERA STEFANOV e LEVI BUCALEM FERRARI
Fonte: Folha de S. Paulo. Data: 12/3/2009, p. A3.

Hoje, no Dia do Bibliotecário, esse profissional clama pelo reconhecimento social que, todavia, ainda não lhe faz justiça plena aqui no Brasil.

AS CIVILIZAÇÕES têm como marco inicial a palavra escrita, testemunho mais eloquente de qualquer cultura. Na Antiguidade, bibliotecas foram símbolo do prestígio das cidades que as abrigavam. Zelar por elas era tarefa das mais importantes, atribuída a um segmento nobiliárquico competente. Ainda não se distinguiam os papéis do escriba e os do bibliotecário, como os entendemos hoje, mas o fato é que esses profissionais gozavam de prestígio e respondiam diretamente ao soberano. A partir da invenção da prensa móvel por Gutenberg, aumenta exponencialmente o número de exemplares por livro e surgem os jornais, os fascículos, as revistas. Logo, as bibliotecas demandaram profissionais especializados, na moderna figura do bibliotecário -que desenvolveram sistemas mais eficazes de catalogação, disposição, conservação etc.
No Brasil, esse marco foi estabelecido pelo engenheiro, bibliotecário, escritor e poeta Manuel Bastos Tigre. A importância de sua contribuição é reconhecida também pela legislação, que apontou a data de seu nascimento -12 de março- como o Dia do Bibliotecário no Brasil. Em 1906, Bastos Tigre viajou para os Estados Unidos, onde conheceu Melvil Dewey, que já havia instituído o sistema de classificação decimal. A partir de 1945, trabalhou na Biblioteca Nacional e, depois, assumiu a direção da Biblioteca Central da Universidade do Brasil.
Fiéis ao espírito pioneiro de seu patrono e aos inúmeros serviços que prestou ao país e ao livro, bibliotecários brasileiros clamam na data de hoje pelo reconhecimento social que, todavia, ainda não lhes faz justiça plena. De fato, predomina, entre nós, muito amadorismo na questão. Enquanto o bibliotecário é visto como luxo dispensável, não raro outros profissionais são chamados para quebrar o galho, comprometendo a conservação de acervos importantes, sua disposição racional e sua acessibilidade. Nas escolas a situação é de calamidade pública. Muitas nem sequer possuem bibliotecas. Não raro, é algum professor que se encarrega de organizar o acervo. Em outras, os livros se atulham sob escadas, corredores ou salas inadequadas. O impacto é extremamente negativo na formação dos alunos. Na idade em que a leitura precisa ser valorizada para que seu hábito se cristalize, o estudante vê livros tratados como entulho. Nada o convencerá mais tarde do contrário: o livro permanecerá entulho, e sua leitura, um ato despido de sentido.
Quanto ao ensino superior, as informações não são melhores. Boa parte dos grandes complexos educacionais privados costuma adquirir muitos livros. Mas, quantos? Uma centena de exemplares pode impressionar o leigo, mas está longe da suficiência se o número de alunos por curso passa da casa do milhar. Se isso é válido para uma política hipócrita em relação ao livro, imaginemos as proporções bibliotecário/usuário nessas instituições. Seu número é quase sempre insuficiente, como são precárias suas condições de trabalho.No momento em que governo e sociedade no Brasil se dão conta de nossos vergonhosos níveis de leitura e se mobilizam para superá-los por meio de programas de incentivo, não é mais possível aceitarmos esses descalabros. É o momento de convocar o bibliotecário para -ao lado do educador, do escritor, do editor e de outros- traçar os rumos de uma política eficaz e duradoura para os livros e para as bibliotecas.
Entre os novos desafios, o maior vem da tecnologia da informação, que cresce exponencialmente. Ajudar o pesquisador, o profissional e o cidadão a pinçar, entre uma infinidade de informações, aquelas que realmente lhe interessam e que são confiáveis é apenas a ponta do iceberg. De fato, a possibilidade de acesso mais democrático à informação, à literatura e à cultura em geral não permitirá que o bibliotecário se aliene em relação a desafios que trazem em seu bojo a histórica oportunidade de aliança entre cultura e consciência crítica, entre informação e emancipação. Inicialmente, ele terá de interagir em equipes multidisciplinares, em processos de mútuo aprendizado. Aos poucos, sua formação específica haverá de impor-se como peça-chave de funções socialmente tão relevantes. O bibliotecário se mostrará, assim, indispensável. Quando isso ocorrer, a forma como esse profissional for tratado por empregadores de quaisquer tipos, pela sociedade e pelo legislador representará indicador do grau de civilização que poderemos projetar para nós mesmos.

VERA LUCIA STEFANOV, 56, bibliotecária documentalista, é presidente do SinBiesp (Sindicato dos Bibliotecários do Estado de São Paulo).
LEVI BUCALEM FERRARI, 63, cientista político, é presidente da UBE (União Brasileira de Escritores).
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Comentário:
Parabéns a todos os 25.000 bibliotecários brasileiros pelo muito que estão fazendo para o progresso sócio-cultural do País. Parabéns também pelo esforço em levar a leitura e a informação aos nossos cidadãos, de todas as faixas etárias, raças, credos religiosos e políticos.
Murilo Cunha

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Associações de bibliotecários na África


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MESA REDONDA

“O PAPEL DAS ASSOCIAÇÕES DE BIBLIOTECÁRIOS E PROFISSIONAIS DA INFORMAÇÃO NA VALORIZAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DA PROFISSÃO EM ÁFRICA”.


Realizou-se no dia 12 de Fevereiro de 2009, em Luanda, no Anfiteatro do Departamento de Arquitectura da Faculdade de Engenharia da UAN, a Mesa Redonda sob o lema “O Papel das Associações de Bibliotecários e Profissionais da Informação na Valorização e Desenvolvimento da Profissão em África”.

A mesa Redonda foi organizada pela Biblioteca Nacional de Angola, em parceria com a universidade Agostinho Neto e apoios do Ministério da Cultura da República de Angola, da Embaixada dos Estados Unidos de América em Angola e o apoio institucional da Federação Internacional de Associações de Bibliotecários e Instituições (IFLA).

Neste evento, cuja sessão de abertura foi presidida por Sua Excelência Senhor Vice-Ministro da Cultura da República de Angola, Dr. Luís Kandjimbo, em representação de sua Excelência Senhora Ministra da Cultura, participaram membros do Comité Permanente da Secção África da IFLA, dos seguintes países: Maria José Ramos (Angola), Alim Garga (Camarões), Aíssa Issak (Moçambique), Ellen Namhila (Namíbia), James Daniel (Nigéria), Victoria Okojie (Nigéria) e Naomi Haasbroek (África do Sul); da Gestora Regional da IFLA para África, da Sra. Carol Brey-Casiano, Membro da Associação de Bibliotecários Americanos e Presidente desta associação entre 2004-2005, além de responsáveis, técnicos e profissionais de unidades de informação angolanas.

Durante a mesa redonda foram apresentadas as seguintes comunicações:

“The Role of The LIS Associations in the Development of the Profession in Africa”, por James Daniel- Presidente da Associação de Bibliotecários da África Ocidental (WALA);

“IFLA Africa Seccion”, por Lindile Nhlapo- Gestora Regional da Federação Internacional de Associações de Bibliotecários e Instituições (IFLA) para África;

“La Asociación Bibliotecaria: Ayuda para nuestra profesión”, por Carol Brey-Casiano - Presidente 2004-2005 da Associação de Bibliotecários Americanos (ALA);

Associações de Bibliotecários e Profissionais de Informação nos PALOP: Porquê e Para Quê?, por Aíssa Mithá Issak – Bibliotecária da Universidade Politécnica de Maputo, Moçambique;

“A Criação da D.A.B.A., sua existência e as causas do seu desmembramento”, por Alexandra Aparício, Directora Geral do Arquivo Histórico de Angola e Membro da D.A.B.A.

Tendo os participantes, após os debates, chegado, entre outras as seguintes conclusões e recomentações:
As associações de bibliotecários e profissionais da informação:

1. São organismos essenciais para proporcionar o desenvolvimento, promover e melhorar os serviços informativos da biblioteca e da profissão;

2. São espaços para encontros, troca de informações e experiências e para concertação de acções para enfrentar os desafios profissionais de forma colectiva;

3. Podem ter nas suas agendas questões como:

- Definição de carreiras profissionais,
- Acreditação de cursos,
- Reconhecimento de qualificações académicas e,
- Outros aspectos ligados à valorização e desenvolvimento profissional.

4. Devem garantir entre outras:

- o desenvolvimento de uma rede de profissionais,
- a capacitação profissional,
- o apoio organizacional para os bibliotecários e profissionais de informação,
- o desenvolvimento de um conjunto de normas, guias e outros instrumentos orientadores para o exercício da profissão.

5. Devem funcionar sob os princípios da democracia, da ética e do respeito mútuo;


6. Dependem exclusivamente dos seus membros e da sua vontade de as tornar eficientes para serem bem sucedidas.

Os participantes a mesa redonda reafirmaram a importância das associações de bibliotecários e profissionais da informação para promoção e desenvolvimento da profissão em África e recomendaram o seguinte:

Melhoria da comunicação e o intercâmbio entre os profissionais angolanos, africanos e de outras partes do mundo;

Adesão dos bibliotecários e profissionais da informação angolanos e dos PALOP a IFLA e maior envolvimento destes nas actividades da federação;

Criação urgente de associações de bibliotecários e profissionais da informação nos PALOP, visando o desenvolvimento de organismos fortes e com voz colectiva para o desenvolvimento da profissão e defesa dos interesses da classe nestes países;

A revitalização da DABA, tendo sido criada uma comissão constituída por onze elementos que deverá reunir nos próximos 30 dias com vista a dinamizar o processo da reactivação da mesma.

Os membros do Comité Permanente da Secção África da IFLA, saudaram o Governo Angolano pelo apoio aos profissionais da Informação e pelo acolhimento da sua Reunião Anual de 2009, em Luanda.

A Sessão de encerramento foi presidida pelo Magnífico Reitor da UAN e contou com a presença de directores do Ministério da Cultura da República de Angola.


BIBLIOTECA NACIONAL DE ANGOLA, em Luanda, aos 13 de Fevereiro de 2009.

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