Sistema ABCD / ISIS é avaliado por especialistas em Buenos Aires
Fonte: Newsletter BVC Outubro 2009.
URL: http://espacio.bvsalud.org/boletim.php?newsletter=20091005&newsLang=pt&newsName=Newsletter BVS 093 05/outubro/2009&articleId=09142849200932
O desenvolvimento cooperativo do sistema ABCD (Administração de Bibliotecas e Centros de Documentação) da família ISIS de software teve um impulso notável com a realização da segunda oficina de avaliação técnica que ocorreu em Buenos Aires, Argentina, entre os dias 1º e 4 de setembro de 2009. O evento contou com a participação de especialistas da América Latina e Europa. A primeira oficina foi realizada em Bruxelas, Bélgica entre os dias 17 a 27 de março de 2009.
O ABCD é um sistema orientado à automação online na Web dos processos, fluxos de trabalho, funções, produtos e serviços de informação de bibliotecas, centros de documentação e informação. O ABCD pertence à família ISIS de software para o armazenamento e recuperação de informação textual e estruturada, com foco em fontes de informação bibliográficas e serviços associados. É multilíngue, generalizado e configurável, com capacidade de atender a automação de todo tipo de biblioteca e centros de documentação.O desenvolvimento, manutenção e distribuição do ABCD seguirão a modalidade de software livre e aberto, sob a coordenação do Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde (BIREME/OPAS/OMS), apoiado pelo Consórcio de Universidades de Flandres (VLIR/UOS - Flemish University Development Co-Operation), no contexto do projeto Docbiblas (Development of and Capacity Building in ISIS Based Library Automation Systems) e da comunidade ISIS de usuários e desenvolvedores. O projeto conta com a colaboração voluntária de mais de 40 profissionais de 18 países, usuários do software ISIS, que foi originalmente desenvolvido e mantido pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) nos anos 60 e posteriormente pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO). Na década de 80 a BIREME passou a cooperar estreitamente com a UNESCO no desenvolvimento da versão ISIS para microcomputadores, com destaque para o desenvolvimento da biblioteca CISIS e dos sistemas ISIS para a Web. O sistema ABCD integra aplicações para a automação online de funções de criação e gestão de bases de dados com protocolos abertos de interoperabilidade na web, catalogação de documentos de uma coleção, importação e exportação de registros, aquisições, módulos básico e avançado de empréstimos, estatísticas, controle de publicações seriadas, criação, configuração e gestão de sites online, catálogo público online com sistema de busca avançado.O projeto ABCD foi apresentado publicamente pela primeira vez por ocasião do 8º Congresso Regional de Informação em Ciências da Saúde (CRICS8), no Rio de Janeiro, em setembro de 2008. A proposta da versão 0.1 foi aprovada pelos mais de 150 participantes presentes, representando 31 países de quatro continentes. O passo seguinte foi a publicação pela BIREME, no mês de agosto de 2009, da versão 0.8.5.Para análise do estado do sistema a partir da versão de agosto, a BIREME promoveu a oficina de especialistas na Argentina, cuja organização foi liderada pela Comissão Nacional de Energia Atômica (CNEA) da Argentina, instituição onde foi realizado o primeiro lançamento mundial de Micro Isis 1.0 em 1985, com a cooperação de outras instituições nacionais e internacionais.A oficina concluiu com recomendações sobre as linhas de ação e prioridades de desenvolvimento, com o objetivo de chegar à versão 1.0 (beta) no final de outubro. A expectativa é que a versão completa 1.0 seja lançada em dezembro 2009.
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terça-feira, 6 de outubro de 2009
BIREME irá lançar sistema de automação de bibliotecas
0 Comentários terça-feira, outubro 06, 2009
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: automação de bibliotecas, BIREME
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
O impacto do SCIELO
0 Comentários sexta-feira, agosto 21, 2009
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: biblioteca digital, BIREME, SciELO
Fonte: Pesquisa FAPESP.
Data: 20/8/2009. Fonte: edição 162
Editorial da revista Science aponta a biblioteca eletrônica online como exemplo de difusão da produção científica de países em desenvolvimento
Em editorial intitulado "Globalizando a Publicação da Ciência", a edição da revista científica norte-americana Science que circula com a data de amanhã (21/08) elogia a atuação da biblioteca eletrônica SciELO (Scientific Electronic Library Online), criada no Brasil em 1998 pela FAPESP em parceria com o Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde (Bireme), e a aponta como um modelo de difusão da produção científica feita em países em desenvolvimento.
De acordo com o texto, assinado por Wieland Gever, professor emérito de bioquímica médica da Universidade do Cabo, na África do Sul e ex-presidente da Academia de Ciências da África do Sul, "esse sistema (SciELO) já revelou a existência de revistas e artigos científicos produzidos localmente que são altamente citados em revistas indexadas pela base de dados ISI (Institute for Scientific Information)", além de terem igualmente um grande impacto dentro da própria base de revistas do SciELO.
O artigo na Science defende a ideia de que mais países não desenvolvidos, sobretudo os da África, deveriam optar por publicar suas revistas científicas no SciELO ou num sistema semelhante, escolha que provavelmente aumentaria a penetração mundial de seus periódicos científicos. "O editorial é um marco, um reconhecimento ao bom trabalho do SciELO", diz Abel Packer, coordenador operacional da biblioteca eletrônica.
Historicamente, a FAPESP tem contribuído, há mais de uma década, com cerca de 75% do investimento dedicado ao programa SciELO Brasil. Em 2009, a Fundação entrará com R$ 3,3 milhões dos R$ 4 milhões que serão gastos na iniciativa. A Bireme arcará com R$ 450 mil e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), com R$ 250 mil. "O SciELO nasceu dentro da FAPESP, com apoio entusiasmado da direção", afirma Rogério Meneghini, coordenador científico da biblioteca eletrônica no Brasil. "Ele foi uma das primeiras iniciativas a implantar o modelo de acesso aberto a artigos científicos."
Para o diretor científico da Fundação, Carlos Henrique de Brito Cruz, os resultados do SciELO "têm sido exemplares e reconhecidos por observadores independentes de várias entidades estrangeiras". Brito Cruz afirma também que "as revistas que fazem parte do SciELO tiveram seus artigos mais citados internacionalmente, gerando com isso benefícios para o desenvolvimento científico em São Paulo e no Brasil".
Há 11 anos, quando entrou no ar, o SciELO iniciou sua história com 10 revistas científicas, todas brasileiras. Atualmente o sistema conta com 637 periódicos, em sua maioria ibero-americanos e dos quais 197 são do Brasil. O segundo país com mais títulos é o Chile (81 revistas) e o terceiro, a Argentina (54). Revistas de outras partes do mundo, como da Jamaica e da África, começam a entrar no sistema. "Hoje há 5 periódicos da África do Sul no SciELO, mas devemos ter 100 revistas deles nos próximos trés anos e também teremos um periódico da Itália em breve e outro do Oriente Médio na coleção temática de saúde pública" diz Packer. Essa estratégia de expansão geográfica dos títulos da biblioteca eletrônica "aumentou ainda mais o valor de toda a coleção, beneficiando todas as publicações envolvidas", comenta Brito.
O SciELO só indexa e publica revistas científicas que tenham periodicidade regular, trabalhem com o modelo de peer review (para serem aceitos, os artigos são submetidos ao processo de revisão por pares) e concordem em manter seu conteúdo totalmente aberto e de acesso gratuito. A coleção cobre revistas de todas as áreas científicas, embora algumas coleções nacionais, como a de Cuba e a da Espanha, tenham começado sua participação na projeto com títulos das ciências da saúde. Ainda hoje boa parte das revistas do sistema é da área médica, mas há publicações também das humanas e exatas.
Segundo Packer, a penetração global das revistas científicas brasileiras que entraram no SciELO é evidente. Em 2009, a média mensal de downloads de artigos da biblioteca eletrônica está em 9 milhões, com 100 países tendo apresentado mais de 2.500 acessos. "O fator de impacto das revistas brasileiras que estão indexadas na base de dados Web of Science (da empresa Thomson Reuters) e no SciELO desde o início teve aumento médio de mais 200% no período 1997-2008", afirma o coordenador operacional da biblioteca eletrônica.
Data: 20/8/2009. Fonte: edição 162
Editorial da revista Science aponta a biblioteca eletrônica online como exemplo de difusão da produção científica de países em desenvolvimento
Em editorial intitulado "Globalizando a Publicação da Ciência", a edição da revista científica norte-americana Science que circula com a data de amanhã (21/08) elogia a atuação da biblioteca eletrônica SciELO (Scientific Electronic Library Online), criada no Brasil em 1998 pela FAPESP em parceria com o Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde (Bireme), e a aponta como um modelo de difusão da produção científica feita em países em desenvolvimento.
De acordo com o texto, assinado por Wieland Gever, professor emérito de bioquímica médica da Universidade do Cabo, na África do Sul e ex-presidente da Academia de Ciências da África do Sul, "esse sistema (SciELO) já revelou a existência de revistas e artigos científicos produzidos localmente que são altamente citados em revistas indexadas pela base de dados ISI (Institute for Scientific Information)", além de terem igualmente um grande impacto dentro da própria base de revistas do SciELO.
O artigo na Science defende a ideia de que mais países não desenvolvidos, sobretudo os da África, deveriam optar por publicar suas revistas científicas no SciELO ou num sistema semelhante, escolha que provavelmente aumentaria a penetração mundial de seus periódicos científicos. "O editorial é um marco, um reconhecimento ao bom trabalho do SciELO", diz Abel Packer, coordenador operacional da biblioteca eletrônica.
Historicamente, a FAPESP tem contribuído, há mais de uma década, com cerca de 75% do investimento dedicado ao programa SciELO Brasil. Em 2009, a Fundação entrará com R$ 3,3 milhões dos R$ 4 milhões que serão gastos na iniciativa. A Bireme arcará com R$ 450 mil e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), com R$ 250 mil. "O SciELO nasceu dentro da FAPESP, com apoio entusiasmado da direção", afirma Rogério Meneghini, coordenador científico da biblioteca eletrônica no Brasil. "Ele foi uma das primeiras iniciativas a implantar o modelo de acesso aberto a artigos científicos."
Para o diretor científico da Fundação, Carlos Henrique de Brito Cruz, os resultados do SciELO "têm sido exemplares e reconhecidos por observadores independentes de várias entidades estrangeiras". Brito Cruz afirma também que "as revistas que fazem parte do SciELO tiveram seus artigos mais citados internacionalmente, gerando com isso benefícios para o desenvolvimento científico em São Paulo e no Brasil".
Há 11 anos, quando entrou no ar, o SciELO iniciou sua história com 10 revistas científicas, todas brasileiras. Atualmente o sistema conta com 637 periódicos, em sua maioria ibero-americanos e dos quais 197 são do Brasil. O segundo país com mais títulos é o Chile (81 revistas) e o terceiro, a Argentina (54). Revistas de outras partes do mundo, como da Jamaica e da África, começam a entrar no sistema. "Hoje há 5 periódicos da África do Sul no SciELO, mas devemos ter 100 revistas deles nos próximos trés anos e também teremos um periódico da Itália em breve e outro do Oriente Médio na coleção temática de saúde pública" diz Packer. Essa estratégia de expansão geográfica dos títulos da biblioteca eletrônica "aumentou ainda mais o valor de toda a coleção, beneficiando todas as publicações envolvidas", comenta Brito.
O SciELO só indexa e publica revistas científicas que tenham periodicidade regular, trabalhem com o modelo de peer review (para serem aceitos, os artigos são submetidos ao processo de revisão por pares) e concordem em manter seu conteúdo totalmente aberto e de acesso gratuito. A coleção cobre revistas de todas as áreas científicas, embora algumas coleções nacionais, como a de Cuba e a da Espanha, tenham começado sua participação na projeto com títulos das ciências da saúde. Ainda hoje boa parte das revistas do sistema é da área médica, mas há publicações também das humanas e exatas.
Segundo Packer, a penetração global das revistas científicas brasileiras que entraram no SciELO é evidente. Em 2009, a média mensal de downloads de artigos da biblioteca eletrônica está em 9 milhões, com 100 países tendo apresentado mais de 2.500 acessos. "O fator de impacto das revistas brasileiras que estão indexadas na base de dados Web of Science (da empresa Thomson Reuters) e no SciELO desde o início teve aumento médio de mais 200% no período 1997-2008", afirma o coordenador operacional da biblioteca eletrônica.
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