Mostrar mensagens com a etiqueta estudante. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta estudante. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Estudantes recolhem livros para jovens


0 Comentários

A Associação Académica de Coimbra (AAC) começou a promover desde o dia 7 de Outubro uma recolha de livros para crianças e jovens dos seis aos 20 anos. O objectivo passa por estimular a leitura nessas idades. A entrega dos livros será feita a 8 de Novembro.

A recolha será feita nos núcleos de estudantes dos departamentos da Universidade de Coimbra e na recepção do edifício da AAC e reverte para as crianças e jovens da Comunidade São Francisco de Assis. “Trabalhamos com várias instituições mas optámos por esta porque abrange todas as idades, desde a infância até aos 20 anos”, justifica a coordenadora-geral do pelouro da Intervenção Cívica da Direcção-Geral da AAC, Patrícia Damas.

Na iniciativa foram excluídos os manuais escolares. Patrícia Damas conta que a Comunidade já tem uma biblioteca vasta nesta área e que não é um género que esteja em falta. ?Preferimos que nos mandem outro tipo de livros, como romances ou dramas, que incentivem estes jovens à leitura?, explica a jovem.

Os espaços para deixar os livros vão estar disponíveis nos núcleos de estudantes dos departamentos até 19 de Outubro. Na recepção da AAC poderão ser entregues até dia 27. A 8 de Novembro, Patrícia Damas afirma que a AAC vai passar uma tarde com as crianças e jovens da Comunidade São Francisco de Assis para lhes entregar os livros recolhidos.

A responsável do pelouro da Intervenção Cívica da AAC afirma não ter uma ideia de quantas obras poderão ser recolhidas, mas está esperançada num bom resultado. “Esperamos que haja muitos e muito variados. As outras recolhas que temos feito este ano, como por exemplo de roupa, têm corrido bastante bem”, ressalva.

O presidente da Direcção-Geral da AAC, Miguel Portugal, destaca o trabalho feito pelo pelouro da Intervenção Cívica ao longo do mandato, iniciado em Janeiro deste ano, e pretende que a recolha de livros ajude a incrementar hábitos de leitura.

Fonte: JN

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Eficiência de 'Geração Google' na internet é mito, diz estudo


2 Comentários

Data: 04/02/2008
Fonte: O Globo Online
URL: Clique aqui

Um estudo encomendado pela Biblioteca Britânica (British Library) desfaz o que chama de "mitos sobre a geração Google", e diz que suposta capacidade das gerações mais jovens de buscar informações através dos novos recursos tecnológicos seria "supervalorizada".

Segundo o estudo da University College of London (Leia na íntegra, em Inglês: Information Behaviour of the Researcher of the Future, formato PDF 1,67 MB) , os jovens adolescentes de hoje não são necessariamente eficientes em fazer pesquisas pela internet, não permanecem mais tempo online que as pessoas mais velhas e não destoam do resto da sociedade em priorizar informação rápida e digerida.

Para os pesquisadores, é preciso tomar cuidado com suposições como a de que as gerações mais jovens são mais autodidatas que gerações anteriores.

O estudo, que tenta esclarecer como as novas tecnologias afetarão o futuro das bibliotecas, define como "geração Google" os jovens nascidos a partir de 1993, depois da popularização do microcomputador, confortáveis com as novas tecnologias e acostumados à permanente conectividade.

"Na verdade, já somos a Geração Google: a demografia da internet e do consumo de mídia está erodindo supostas diferenças geracionais", diz o estudo."De certa maneira, o rótulo de Geração Google atrapalha."

Mitos

Entre as crenças que os pesquisadores chamam de "mitos", está a de que as novas gerações são mais eficientes que as anteriores em obter informações na internet.

"Este é um mito perigoso. Alfabetização digital e alfabetização informativa não caminham de mãos dadas", diz o estudo, segundo o qual muitos jovens não são capazes de filtrar o imenso arsenal de dados da rede.

Outra inverdade sobre as novas gerações, dizem os pesquisadores, é a de que elas são mais propensas a buscar informações rápidas e digeridas que seus pais.

A preferência por textos resumidos e buscas por palavra é "uma norma para todos". "A sociedade (como um todo) está se emburrecendo", diagnostica o estudo.

Nem mesmo a crença de que as pessoas mais jovens passam mais tempo online que as pessoas mais velhas se sustenta, dizem os pesquisadores.

Eles citam um estudo recente realizado em diversos países, que mostrou que pessoas com mais de 65 anos passam mais tempo conectadas à internet que aquelas entre 18 e 24 anos.

Por outro lado, o estudo confirmou que a "geração Google" é afeita à prática de "copiar e colar" informações para suas pesquisas, e prefere plataformas interativas de informação que o consumo passivo delas.

O estudo deixou em aberto a hipótese de que os jovens sejam mais capazes que seus pais de realizar diversas tarefas ao mesmo tempo.

"A questão mais ampla é saber se habilidades seqüenciais, necessárias para a leitura, também estão sendo desenvolvidas."

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Geração Google


1 Comentários

Pesquisa na ponta dos dedos
Data: 28/01/2008
Fonte: Jornal de Brasília
Basta um clique para um mundo de informações surgir na tela do computador. O acesso à internet proporciona inúmeros recursos de pesquisas sobre os mais diversos assuntos e representa uma importante fonte no auxílio escolar. No entanto, a maneira como essa ferramenta cibernética vem sendo usada por jovens revela pontos preocupantes.Segundo um estudo realizado pela University College London, na Inglaterra, divulgado na última semana, a chamada "geração Google" (que cresceu com o maior site de buscas da internet, criado em 1998) não tem desenvolvido o hábito de leitura e possui pouca capacidade crítica e habilidade analítica para realizar pesquisas na web. As páginas são muito mais vistas do que lidas.
A pesquisa intitulada "Comportamento Informativo do Pesquisador do Futuro" mostrou, ainda, que a impaciência também é outra característica de quem acessa a internet com freqüência. A afirmação não se limita a crianças e adolescentes. De acordo com o relatório, estudantes universitários e até professores conectados às páginas virtuais apresentam os mesmos "sintomas", como estresse e irritabilidade enquanto aguardam por alguma informação ou resultados de algo que buscam.
Reflexo da rapidezPara o sociólogo e antropólogo Antônio Testa, professor e pesquisador em educação digital e cidadania da Universidade de Brasília (UnB), esse tipo de comportamento que começa a surgir com quem tem acesso à internet não é novidade. "Isso é um reflexo esperado, conseqüente da rapidez e da quantidade de informações que a web oferece. As ferramentas e as tecnologias a que se têm acesso estão a cada dia mais interativas. O que está havendo nada mais é do que a formação da cultura digital", diz.Segundo o pesquisador, a relação dos avanços tecnológicos com o tempo é de pressa. "Tudo é muito intenso e instantâneo. Por isso, quando as coisas não funcionam nesse ritmo, o resultado é o estresse e a impaciência. Faz parte do processo", explica.
Questionado sobre a forma que os estudantes têm usado a internet no auxílio de pesquisas, Testa diz não saber avaliar se o método de cruzar informações é bom ou ruim. "Hoje a internet oferece milhares de fontes e informações que podem e devem ser aproveitadas nas pesquisas. O famoso 'copiar e colar' não é novo. Quem garante que os trabalhos que eram feitos com base nos livros também não eram copiados?", indaga. "Portanto, isso vai da capacidade de raciocínio de cada um. Uns vão aproveitar o acervo disponível para realmente pesquisar e aprender, outros não", diz."Hoje a internet oferece milhares de fontes e informações que podem e devem ser aproveitadas nas pesquisas"Antônio Testa, sociólogo e antropólogo
---Cópia deve ser evitada
Os primos Pedro Henrique Miranda, 11 anos, e Vitor Cappola, 10, são um típico exemplo da "geração Google". Os dois costumam passar boa parte do dia na frente do computador. Assim como boa parte dos jovens da sua idade, os jogos e sites de bate-papo são as páginas mais acessadas por eles.
Na hora de cumprir as tarefas da escola, também é no computador que os dois buscam ajuda. Pedro confessa que consulta a internet, mas diz que costuma usar também livros e revistas. "Faço pesquisas na web sim, porque lá tem muita informação. Posso achar pesquisas sobre qualquer coisa. Só que eu não copio. Pesquiso e depois tento escrever com minhas palavras", explica o garoto.
A mãe de Pedro, Denise Alves Miranda, 46 anos, diz que procura auxiliar o filho nas pesquisas escolares. "No mundo de hoje as crianças têm acesso a tudo muito fácil. Então, procuro monitorar e ensiná-lo o jeito correto de estudar com essa ferramenta que hoje é uma realidade", diz.
Já no caso de Vitor, a história é bem diferente da contada pelo primo. "Pesquiso o assunto e copio e colo mesmo", assume sem titubear. "Depois dou uma lida, estudo o que escrevi para saber mais ou menos o assunto caso a professora me pergunte alguma coisa", entrega. Indagado sobre o que ocorreria se a professora descobrisse, ele responde, sem remorso algum: "Vou levar uma bronca e pronto".
-----Elis e Jessica garantem que não deixaram os livros de lado Web não pode substituir livros.
Para a professora do Departamento de Psicologia Escolar da UnB, Diva Maciel, a internet traz informações importantes e representa uma facilidade na hora de pesquisar. No entanto, ela adverte que o recurso deve ser usado de forma adequada. "É uma ferramenta que tem muito a colaborar. Mas não deve comprometer o conhecimento a ponto de os trabalhos se transformarem em simples reproduções da rede".
Manter o hábito das pesquisas em livros e bibliotecas é fundamental. Mas são os pais, a escola e os professores, os maiores responsáveis na orientação dos filhos e alunos. "É preciso dar exemplos, ensinar. Os pais e professores são mediadores no sentido de ensinar como utilizar a internet, aproveitando o que deve ser usado e garantir que o estudo seja realizado com seriedade", ensina.
Aluna do Ensino Fundamental, Elis Calcagno Martins, 10 anos, garante que os livros na estante de casa ajudam bastante na hora de fazer os trabalhos da escola. Estudante do 5º ano do Ensino Fundamental, Elis aprendeu com a mãe, a professora Maria Luiza Cordeiro, 52 anos, a recorrer ao acervo bibliográfico para realizar as pesquisas. "Sempre procuro o que preciso nos livros. Prefiro fazer assim", afirma Elis, que só tira boas notas na escola.
Mas, não é preciso procurar muito. Elis faz parte dos 19% da população brasileira que tem acesso à internet. Junto dos livros, está o computador, moderno e com conexão em banda larga. "Se não encontro o assunto nos livros, procuro na internet", entrega. A amiga Jéssica Teixeira Mota, 10, também cursa o 5º ano. As duas estudam na mesma escola há dois anos e costumam fazer os trabalhos e pesquisas em conjunto. "É mais fácil pesquisar usando a internet, mas a professora diz que não pode. Daí a gente não faz", explica Jéssica.
"Na nossa escola, a maioria prefere copiar tudo da internet, mas eu acho melhor usar os livros", diz.Maria Luiza afirma que a filha sempre costuma ler livros e que parte dos exemplos são ensinados dentro de casa. "É preciso que os pais estejam atentos e eduquem de forma consciente. Quando decidi ter um computador em casa, ensinei a ela a melhor forma de usá-lo. Não permiti que os livros fossem deixados de lado", afirma.

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Universitário brasileiro não lê


0 Comentários

Pesquisa da CIEE aponta que 1 em cada 5 destes jovens não lê
Autora: Fernanda Aranda
Fonte: Jornal da Tarde, São Paulo, 25 de junho de 2007.
URL: http://www.estadao.com.br/revistafeminina/noticias/2007/jun/25/102.htm
SÃO PAULO - O papo é sério e o quadro é grave. Uma pesquisa do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) revelou que cerca de 20% dos universitários da Região Metropolitana de São Paulo não têm o hábito de ler. Isso significa que uma em cada cinco pessoas que freqüenta alguma faculdade, seja pública ou particular, vive afastada do mundo da leitura.
Foram entrevistados 1.104 jovens do ensino superior. Da parcela que afirmou ler de vez em quando, a Bíblia foi citada como o livro mais influente. No segundo lugar do ranking, a resposta foi típica de concurso de beleza. Como entre as candidatas à miss, O Pequeno Príncipe também está no topo da lista dos preferidos dos estudantes (saiba mais acima).
O resultado do pouco acesso à literatura espantou o próprio coordenador do estudo, Luiz Gonzaga Bertelli. “É um índice lamentável, considerando que o universo da pesquisa é constituído exclusivamente por quem já chegou à universidade”, afirma Bertelli. Para ele, o número de poucos leitores é reflexo da má qualidade do ensino.
A distância entre o livro e as faculdades é exemplificada pelo caso do estudante de Comércio Exterior Augusto de Andrade, 19 anos. Ele coçou a cabeça, olhou para cima, mas não conseguiu lembrar qual foi a última publicação que leu. Augusto até tentou justificar a falta de memória. “A ausência do livro na vida do jovem aparece bem antes. Na escola mesmo, somos muito pouco incentivados”, argumenta.
A adolescente Aila Martins Ferreira, 18 anos, que cursa Publicidade, tinha na ponta da língua a última obra lida: “Foi Intermitências da Morte, de José Saramago”, disse com orgulho. Apesar da resposta rápida, ela confessa que os livros não são seus companheiros constantes. “No bate-papo sobre qualquer assunto, nunca aparece a influência de algum livro”, diz.
De acordo com especialistas, a pouca proximidade com os livros já é cultivada quando o adolescente ingressa no ensino fundamental. “Quando chega à 5ª série, o livro é apresentado, pelos próprios professores, de uma maneira pouco sedutora. São usados apenas de maneira científica, o que afasta o gosto pela leitura”, afirma Neide Luzia Rezende, professora da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP). “Sabemos que, há 50 anos, o livro era a única ferramenta para adquirir conhecimento. Hoje em dia, há uma série de outras alternativas, mas nada substitui as publicações, uma forma consistente do saber”, completa.
As conseqüências para o jovem que deixa o livro de lado, segundo a mestre em Língua Portuguesa da PUC, Dileta Delmanto, é que ele não desenvolve um olhar crítico diante da sociedade - e isso vale para todo tipo de assunto, de política a futebol. “Mesmo a literatura de ficção é uma forma de pensar sobre a vida”, explica a especialista.
Para tentar reverter este quadro, a receita envolve vários ingredientes. Uma delas, apontada pela professora Dileta, é a ‘convergência entre as mídias’. “Quantos jovens não começaram a ler depois de assistir ao Sítio do Picapau Amarelo na televisão ou ao Senhor dos Anéis no cinema?”, questiona a profissional.
Fica, agora, um a expectativa para as gerações futuras. Será que os programas de TV e filmes de Hollywood são serão capazes de encurtar, ao menos um pouco, a distância entre os jovens e os livros?
Cultura universitária em números
680 mil é o total de pessoas que estão matriculadas em alguma faculdade da Região Metropolitana de São Paulo
1.104 universitários de instituições públicas e particulares participaram da pesquisa do CIEE
67% lêem jornal com freqüência. No final do curso, o índice passa para 76%
77% preferem as revistas, quando estão no início da graduação. No final, são 81% 96% utilizam a internet. Da parcela, 84% têm computador em casa e o restante usa na faculdade.
====
Comentário:
Muita coisa precisa ser feito para melhorar e modernizar as bibliotecas universitárias no Brasil. Além do estudante, o professor universitário também precisa receber estímulos para ampliar o hábito de leitura.
Murilo Cunha

Arquivo

Categorias