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terça-feira, 12 de março de 2013
12 de março: Dia do Bibliotecário
0 Comentários terça-feira, março 12, 2013
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: bibliotecário, Dia do Bibliotecário
terça-feira, 15 de maio de 2012
Cada vez mais atualizados: arquivistas e bibliotecários
1 Comentários terça-feira, maio 15, 2012
Publicado por Michelangelo Viana
Assunto: Arquivista, bibliotecário, curso de Arquivologia, Curso de Biblioteconomia, GED, Gestão Documental, profissional da informação, salário, Vestibular
Por Janine Souza em 13 de maio de 2012 - Matéria Especial
Jornal Correio do Povo, Porto Alegre. Rio Grande do Sul, Brasil.
Arquivistas e bibliotecários aderem às novas tecnologias e renovam a profissão
Foi-se o tempo em que o arquivista era aquele profissional mergulhado em documentos empoeirados e que o bibliotecário era a senhora pedindo silêncio dentro da biblioteca. Quem acha que essas duas profissões estão em vias de desaparecer por conta da era digital, engana-se. Elas passaram por reformulações, com o advento das novas tecnologias, e estão superatualizadas. Ainda, geram boas oportunidades de emprego, principalmente em concursos públicos, que chegam a pagar mais de R$ 6 mil para ambos os cargos. Já na iniciativa privada, o salário médio fica aquém desse patamar, na faixa dos R$ 1,6 mil.
A bibliotecária e arquivista Isabela Siebra Alencar observa que as vagas para esses ramos estão concentradas em empresas de grande porte, como as universidades. “A diferença do serviço público para a iniciativa privada é que o primeiro já sabe do valor desses profissionais, já a segunda desperta aos poucos para a sua necessidade”, diz ela, que é assessora do Sindicato dos Bibliotecários do Rio de Janeiro.
Enquanto isso não acontece, as poucas empresas do ramo faturam alto. De acordo com a Associação Brasileira de Gestão de Documentos, em 2011, 70 organizações dedicadas a guardar documentos de outras companhias dividiram um faturamento de R$ 1,2 bilhão no país, 20% mais que em 2010. O grupo mantém 40 milhões de caixas de papelão de padrão arquivo lotadas de informações de diversos setores, como financeiro, hospitalar e jurídico.
A coordenadora do curso de Arquivologia da Ufrgs, Maria do Rocio Teixeira, diz que os cursos de Biblioteconomia e de Arquivologia estão vivendo um momento de redescoberta. “São profissões que gerenciam documentos e muitos municípios estão precisando deles, principalmente no interior do país”, revela a professora. No RS, além da Ufrgs, essas graduações são oferecidas na Universidade Federal do Rio Grande (Furg) e na UFSM (nesse caso, só tem Arquivologia).
A procura pelos cursos é baixa. No vestibular da Ufrgs de 2012, foram 3,57 candidatos por vaga na Arquivologia. Já na Biblioteconomia, foi menor ainda: 2,44 candidatos/vaga. No geral, os estudantes são recrutados quando ainda estão no meio do curso para estágio e, na maioria dos casos, efetivados ao término do contrato.
“Existe a procura por estagiários, mas não conseguimos dar conta de preencher as vagas. As instituições demandam pelos arquivistas e também aumentaram as suas remunerações, até para os estágios. Para o bacharel recém-formado, da mesma forma, temos cada vez mais oportunidades”, completa o coordenador do curso de Arquivologia da UFSM, Daniel Flores.
Além das bibliotecas
O bibliotecário tem hoje uma gama de possibilidades que vai além das unidades de informação, tornando-se requisitado no mercado
A
arquivista Flávia diz que a profissão traz
sempre novidades e revelações guardadas ao longo dos anos (Foto: Tarsila Pereira/CP) |
Para quem atua na área, outra vantagem é a falta de concorrência. No CRB 10, por exemplo, são apenas 1,2 mil profissionais associados. Com os horizontes ampliados, muitos bibliotecários estão sendo contratados para organizarem tratados, estudos, documentos digitalizados. “Muitos escritórios de advocacia contratam esses profissionais para organizarem a jurisprudência. Ou mesmo hospitais e instituições de ensino médico, que reúnem grande acervo de especialidades e procedimentos, contratam os bibliotecários para pôr essa documentação em ordem”, afirma a professora Samile Vanz, coordenadora do curso de Biblioteconomia da Ufrgs.
O advento das mídias digitais contribuiu para a transformação do trabalho do bibliotecário. “Profissionais de qualquer área precisam ter conhecimentos de informática e de mídias em geral, não sendo diferente na área de Arquivo e Biblioteconomia. É cada vez mais frequente o uso das modernas Tecnologia da Informação e Comunicação no tratamento, guarda, recuperação da informação”, destaca o professor de Arquivologia, Marcelo Marques.
A lei 4.084/62, que reconhece o bibliotecário como profissional, completou 50 anos em março. O primeiro curso de Biblioteconomia no país surgiu em 1911, com a criação da Biblioteca Nacional.
Nenhum dia igual
A rotina não é a mesma. E a cada dia surge uma novidade. Pelo menos é o que garante a arquivista Flávia Conrado, de 29 anos. Natural de Cruz Alta, Flávia se formou na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), passou em concurso público e hoje trabalha na Ufrgs, onde é diretora da Divisão de Documentação da instituição. “Sempre gostei de organização. Queria fazer Biblioteconomia, mas a UFSM não tinha o curso. Fui para a Arquivologia e me apaixonei pela profissão. Quem imagina que seja estática, sem alternativas e enfadonha, se engana. Aqui, um dia não é igual ao outro. Sempre surgem novidades e coisas interessantes”, garante ela.A arquivista conta que a maior parte da documentação é guardada em ambiente higienizado. Mas que as pilhas de papel e a poeira ainda fazem parte do cotidiano. “Quando isso acontece, usamos jaleco, máscara e luvas, os equipamentos de proteção individual”, esclarece Flávia.
Na Ufrgs, os documentos vão para o Arquivo Geral. E as pesquisas a essas informações são sempre reveladoras. “Apesar de administrativa, nossa documentação tem o aspecto cultural do patrimônio, pois guarda a vida escolar de grandes nomes do RS, como ex-alunos do quilate de Leonel Brizola, Paixão Côrtes, Mário Totta, Frederico Westphalen, entre outros”, relata Flávia.
Caminhos do conhecimento
A Internet ajuda Michelângelo a aprimorar
o seu trabalho (Foto: Mauro Schaefer/CP) |
A Biblioteca Central Irmão José Otão é considerada uma das unidades com mais recursos tecnológicos do Estado. “Quando entrei aqui, tínhamos 50 computadores em uma sala, Atualmente, são 350 espalhados pelo prédio, que tem quatorze andares. E, desde 2005, as pessoas podem acessar a biblioteca pela Internet, fazendo de casa ou do trabalho a renovação do empréstimo, acessando o acervo digital e fazendo reservas, por exemplo”, enumera Viana.
A tecnologia é algo que está aparente no trabalho do bibliotecário. “Estou o tempo todo ligado em tudo o que acontece no que diz respeito às bibliotecas. Participo de simpósios e de encontros internacionais mundo afora para me manter atualizado. Procuro na Internet assuntos relacionados e vejo como podemos aplicar aqui essas novidades”, diz.
Para aumentar a riqueza de material disponível na biblioteca, Viana divulga um dos novos empreendimentos. “Estamos desenvolvendo um projeto que reúne todas as publicações dos professores da PUCRS, o que chamamos de Repositório Institucional. E também assinamos várias revistas e livros digitais”, comenta.
Sobre a profissão, Viana diz que faz falta a existência de um sindicato para a categoria. “Isso é uma coisa que precisa acontecer ainda. Mas o bibliotecário tem que ter na mente que a nossa principal função é fornecer os caminhos para que as pessoas possam acessar o conhecimento”, completa.
Reportagem: Nildo Jr – nildo@correiodopovo.com.br
Edição: Janine Souza – janinesouza@correiodopovo.com.br
sábado, 14 de abril de 2012
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Bibliotecário receberá título de Doutor Honoris Causa
O Presidente do Conselho Universitário da Universidade Federal de Pernambuco, Reitor Anísio Brasileiro de Freitas Dourado, convida para Sessão Solene de Outorga do Título de Doutor Honoris Causa ao Professor Edson Nery da Fonseca.
Data: 05 de dezembro de 2011
Hora: 15h30
Local: Auditório Professora Gilda Lins
Editora Universitária
UFPE
Recife, Pernambuco
Data: 05 de dezembro de 2011
Hora: 15h30
Local: Auditório Professora Gilda Lins
Editora Universitária
UFPE
Recife, Pernambuco
terça-feira, 4 de outubro de 2011
Nota de falecimento: Jaime Robredo
Faleceu, aos 84 anos, na tarde de 28 de setembro de 2011, Jaime Robredo, renomado pesquisador e professor da Universidade de Brasília, referência obrigatória em estudos em Ciência da Informação (CI).
Químico espanhol, Robredo exerceu atividades de documentação e informação em Paris. Ao vir para o Brasil, em 1974, deu continuidade a sua vida profissional e acadêmica na área da Ciência da Informação, à qual se dedicou plenamente até os seus últimos dias. Foi um dos pioneiros desse campo em nosso país, tendo formado muitos discípulos na sua fecunda trajetória como mestre.
O pesquisador deixa uma obra densa, caracterizada pela profundidade e detalhamento de que são capazes somente os verdadeiros mestres. A sua capacidade de reunir, expor e transmitir a seus colegas e alunos o seu cabedal solidamente construído e fundamentado assegura a transcendência de seus conhecimentos para além do nosso tempo, base para novos avanços, renovação e inovações.
Químico espanhol, Robredo exerceu atividades de documentação e informação em Paris. Ao vir para o Brasil, em 1974, deu continuidade a sua vida profissional e acadêmica na área da Ciência da Informação, à qual se dedicou plenamente até os seus últimos dias. Foi um dos pioneiros desse campo em nosso país, tendo formado muitos discípulos na sua fecunda trajetória como mestre.
O pesquisador deixa uma obra densa, caracterizada pela profundidade e detalhamento de que são capazes somente os verdadeiros mestres. A sua capacidade de reunir, expor e transmitir a seus colegas e alunos o seu cabedal solidamente construído e fundamentado assegura a transcendência de seus conhecimentos para além do nosso tempo, base para novos avanços, renovação e inovações.
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Pacto pela Biblioteconomia Brasileira
0 Comentários quarta-feira, setembro 28, 2011
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: bibliotecário, profissional da informação
Durante o XXIV CBBD, na cidade de Maceió, ocorreu uma convocação feita pelas entidades de classe: associações, sindicatos e conselhos, pelo Sistema Conselho Federal de Biblioteconomia e Conselhos Regionais de Biblioteconomia - CFB/CRBs, para uma reunião com o objetivo de discutir e refletir sobre a Biblioteconomia no Brasil e a profissão de bibliotecário. Nesta reunião foi então lançado o Pacto pela Biblioteconomia Brasileira.
No dia 13 de setembro um grupo de bibliotecários, docentes e alunos de Biblioteconomia de Santa Catarina se reuniu no Auditório da Biblioteca Pública daquele Estado, para discutir este Pacto, e naquela plenária estadual foi produzido um importante documento que a FEBAB toma como ponto de partida para promover junto à classe Bibliotecária uma consulta pública, visando receber as contribuições de outros bibliotecários, estudantes e professores de Biblioteconomia.
As contribuições devem ser encaminhadas para febab@febab.org.br, adotando o formato apresentado no documento que está no link abaixo, indicando TÓPICOS, ESTRATÉGIAS e RESPONSABILIDADE. O prazo para enviar suas contribuições é 15 de outubro de 2011. Agradecemos a todas as pessoas que queiram participar deste movimento e contribuir para a construção coletiva desta proposta.
Acesso ao documento: http://www.febab.org.br/pacto_biblioteconomia_sc.pdf
No dia 13 de setembro um grupo de bibliotecários, docentes e alunos de Biblioteconomia de Santa Catarina se reuniu no Auditório da Biblioteca Pública daquele Estado, para discutir este Pacto, e naquela plenária estadual foi produzido um importante documento que a FEBAB toma como ponto de partida para promover junto à classe Bibliotecária uma consulta pública, visando receber as contribuições de outros bibliotecários, estudantes e professores de Biblioteconomia.
As contribuições devem ser encaminhadas para febab@febab.org.br, adotando o formato apresentado no documento que está no link abaixo, indicando TÓPICOS, ESTRATÉGIAS e RESPONSABILIDADE. O prazo para enviar suas contribuições é 15 de outubro de 2011. Agradecemos a todas as pessoas que queiram participar deste movimento e contribuir para a construção coletiva desta proposta.
Acesso ao documento: http://www.febab.org.br/pacto_biblioteconomia_sc.pdf
terça-feira, 8 de março de 2011
Guia de carreiras: Biblioteconomia
Internet amplia o mercado de trabalho dos bibliotecários.
Fonte: Portal G1. URL: http://g1.globo.com/vestibular-e-educacao/guia-de-carreiras/noticia/2011/03/guia-de-carreiras-biblioteconomia.html
Autora: Vanessa Fajardo.
Considerado organizador de informações e dicionário de sinônimos, o bibliotecário não vê seu mercado de trabalho ameaçado pela internet. Pelo contrário, William Okubo, de 36 anos, bibliotecário da Mário de Andrade, em São Paulo, diz que toda a informação, independente do formato, precisa ser organizada, e sites como o Google acabam ampliando o mercado para estes profissionais.
“Nem sempre a informática tem a solução para tudo. Organizar a informação será sempre necessário, por mais que a tecnologia se desenvolva, o homem estará por trás dela”, afirma Okubo.
Para Okubo, enciclopédias e dicionários podem cair em desuso, porém as bibliotecas ainda guardam documentos, memórias e histórias que não estão digitalizadas. “Pode acontecer de daqui a 50 anos, o bibliotecário não ter mais o espaço físico de trabalho dentro de um escritório, por exemplo. Vai trabalhar on-line, dando informações a distância e fazendo o trabalho de filtro para as pessoas não perderem tanto tempo pesquisando.”
O profissional formado em biblioteconomia está habilitado a trabalhar em bibliotecas e centros de documentação e memória. No curso de graduação, o estudante aprende técnicas e códigos para organizar acervos de livros, documentos ou fotografias.
Segundo Okubo, que se formou em 1998 pela Universidade de São Paulo (USP), o mercado de trabalho para os profissionais formados em biblioteconomia está aquecido em virtude do crescimento da economia. “Toda empresa produz conhecimento, e o bibliotecário pode atuar como buscador e organizador de informações. Dificilmente um recém-formado fica desempregado, a oferta de estágios é grande. E depois de formado se insere com rapidez.”
Cada livro publicado possui uma catalogação na fonte, é uma espécie de ficha onde há o endereço da obra que pode ser identificado no mundo todo. Por meio desta ficha que está cadastrada no sistema do computador das bibliotecas, os bibliotecários conseguem localizar determinado livro através do título, nome do autor, ou outro dado, em poucos minutos.
Outra função do bibliotecário é ter habilidade para interpretar o que usuário pesquisa. “Fazemos papel de dicionário de sinônimos. Quadrinhos podem ser chamados de HQ ou literatura em movimento. E tudo isto tem de estar no sistema”, diz.
Um dos desafios atuais dos profissionais, segundo Okubo, é criar uma rede nacional das bibliotecas, assim como ocorre nos Estados Unidos. No Brasil, a única iniciativa do gênero é a Unibibliweb que reúne em um portal os acervos da USP, Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Universidade Estadual Paulista (Unesp).
Fonte: Portal G1. URL: http://g1.globo.com/vestibular-e-educacao/guia-de-carreiras/noticia/2011/03/guia-de-carreiras-biblioteconomia.html
Autora: Vanessa Fajardo.
Considerado organizador de informações e dicionário de sinônimos, o bibliotecário não vê seu mercado de trabalho ameaçado pela internet. Pelo contrário, William Okubo, de 36 anos, bibliotecário da Mário de Andrade, em São Paulo, diz que toda a informação, independente do formato, precisa ser organizada, e sites como o Google acabam ampliando o mercado para estes profissionais.
“Nem sempre a informática tem a solução para tudo. Organizar a informação será sempre necessário, por mais que a tecnologia se desenvolva, o homem estará por trás dela”, afirma Okubo.
Para Okubo, enciclopédias e dicionários podem cair em desuso, porém as bibliotecas ainda guardam documentos, memórias e histórias que não estão digitalizadas. “Pode acontecer de daqui a 50 anos, o bibliotecário não ter mais o espaço físico de trabalho dentro de um escritório, por exemplo. Vai trabalhar on-line, dando informações a distância e fazendo o trabalho de filtro para as pessoas não perderem tanto tempo pesquisando.”
O profissional formado em biblioteconomia está habilitado a trabalhar em bibliotecas e centros de documentação e memória. No curso de graduação, o estudante aprende técnicas e códigos para organizar acervos de livros, documentos ou fotografias.
Segundo Okubo, que se formou em 1998 pela Universidade de São Paulo (USP), o mercado de trabalho para os profissionais formados em biblioteconomia está aquecido em virtude do crescimento da economia. “Toda empresa produz conhecimento, e o bibliotecário pode atuar como buscador e organizador de informações. Dificilmente um recém-formado fica desempregado, a oferta de estágios é grande. E depois de formado se insere com rapidez.”
Cada livro publicado possui uma catalogação na fonte, é uma espécie de ficha onde há o endereço da obra que pode ser identificado no mundo todo. Por meio desta ficha que está cadastrada no sistema do computador das bibliotecas, os bibliotecários conseguem localizar determinado livro através do título, nome do autor, ou outro dado, em poucos minutos.
Outra função do bibliotecário é ter habilidade para interpretar o que usuário pesquisa. “Fazemos papel de dicionário de sinônimos. Quadrinhos podem ser chamados de HQ ou literatura em movimento. E tudo isto tem de estar no sistema”, diz.
Um dos desafios atuais dos profissionais, segundo Okubo, é criar uma rede nacional das bibliotecas, assim como ocorre nos Estados Unidos. No Brasil, a única iniciativa do gênero é a Unibibliweb que reúne em um portal os acervos da USP, Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Universidade Estadual Paulista (Unesp).
segunda-feira, 5 de julho de 2010
O bibliotecário do futuro?
1 Comentários segunda-feira, julho 05, 2010
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: bibliotecário, mecanismo de busca, serviço de referência
É interessante o que pensam os autores sobre o futuro do bibliotecário. Sugiro que você veja o filme "A Máquina do Tempo" (The Time Machine, 2002). Nele há um momento em que o viajante conversa com um bibliotecário de referência.
O vídeo, hospedado no Youtube, apresenta uma entrevista de referência entre um usuário e essa máquina holográfica com aparência humana. Vale a pena dar uma olhada.
Murilo Cunha
O vídeo, hospedado no Youtube, apresenta uma entrevista de referência entre um usuário e essa máquina holográfica com aparência humana. Vale a pena dar uma olhada.
Murilo Cunha
terça-feira, 18 de maio de 2010
Quem se "porta mal" é bom bibliotecário
2 Comentários terça-feira, maio 18, 2010
Publicado por Nuno de Matos
Assunto: biblioteca, bibliotecário, profissional da informação
Já repararam que mesmo após vários anos de “ciência da informação”, da proliferação das pós-graduações, das licenciaturas e mestrados na área continuamos a ser vistos como sempre o fomos… Não acreditam então vejam aqui.
sábado, 8 de maio de 2010
Videojogos e Web 2.0: Desafios para a formação dos bibliotecários
0 Comentários sábado, maio 08, 2010
Publicado por Paulo Barreiro de Sousa
Assunto: Associação BAD, bibliotecário, Goethe-Institut Portugal, Realidade Virtual, Videojogo, Web 2.0
Com a transformação da internet numa ferramenta de comunicação e informação à escala global, a validação e legitimação da profissão dos bibliotecários torna-se cada vez mais uma necessidade.
Conseguirão os bibliotecários acompanhar as evoluções tecnológicas de ponta? Como se alterou a aprendizagem e, em consequência, o utilizador? O que significam os novos media como os videojogos e a Web 2.0 para o trabalho futuro do bibliotecário e como é que isso irá influenciar a sua formação profissional?
No âmbito do projecto “Realidades Virtuais”, o Goethe-Institut Portugal, em colaboração com a BAD, o Instituto Franco-Português, o Instituto Cervantes, o Instituto Ibero-Americano da Finlândia e o Instituto Italiano de Cultura organiza a conferência internacional “Videojogos e Web 2.0: desafios para a formação dos bibliotecários”, que irá contar com a presença de especialistas de Portugal, da Alemanha, de França, de Espanha, de Itália e da Finlândia.
Fonte: Conferência Goethe BAD
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Homens ganham mais!
0 Comentários segunda-feira, abril 19, 2010
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: bibliotecário, salário
Saiba quais as profissões que as mulheres ganham mais do que os homens
Fonte: www.administradores.com.br
Data: 16/04/2010.
Pesquisa aponta 20 profissões em que a porcentagem salarial para cargos ocupados pelo sexo feminino ultrapassa em até 25% dos conquistados pelos homens
Apesar da participação das mulheres no mercado de trabalho ter aumentado consideravelmente nas últimas décadas, a diferença salarial entre profissionais do sexo masculino e feminino que ocupam cargos similares, geralmente, pesa a favor da ala masculina. No Brasil, esse percentual ainda é acentuado em algumas profissões. No ranking "Desigualdade Global de Gênero de 2009" realizado pelo Fórum Econômico Mundial, que avalia a desigualdade entre homens e mulheres, o país ficou apenas na 82ª posição.
Ainda sim, é notável em pesquisas divulgadas pelo mundo sobre o tema, uma tendência gradativa na diminuição entre a diferença na remuneração ganha por homens e mulheres. Em alguns casos, o salário já é até maior para o sexo feminino. Um recente levantamento divulgado pela empresa Catho Online, classificado online de currículos e empregos, relatou algumas dessas profissões em que a remuneração feminina alcança valor maior, comparado com os pares masculinos.
O resultado da pesquisa identificou áreas em que as mulheres recebem salários de 3% (Arquiteto Pleno) a 25% (Professor – Doutor) maiores, quando comparados com os dos homens.
De acordo com Marco Soraggi, diretor da Pesquisa Salarial da Catho Online, "nem sempre vale a regra de que os homens ganham mais do que as mulheres. Elas se destacam em profissões onde estão mais presentes, como nas áreas de moda, letras, psicologia, enfermagem, recursos humanos, nutrição, entre outras".
A 31ª Pesquisa Salarial e de Benefícios aponta maior diferença de salários entre homens e mulheres nos cargos de professores com doutorado, modelistas e gerentes de hotéis. Confira os 20 cargos divulgados na pesquisa.
Fonte: www.administradores.com.br
Data: 16/04/2010.
Pesquisa aponta 20 profissões em que a porcentagem salarial para cargos ocupados pelo sexo feminino ultrapassa em até 25% dos conquistados pelos homens
Apesar da participação das mulheres no mercado de trabalho ter aumentado consideravelmente nas últimas décadas, a diferença salarial entre profissionais do sexo masculino e feminino que ocupam cargos similares, geralmente, pesa a favor da ala masculina. No Brasil, esse percentual ainda é acentuado em algumas profissões. No ranking "Desigualdade Global de Gênero de 2009" realizado pelo Fórum Econômico Mundial, que avalia a desigualdade entre homens e mulheres, o país ficou apenas na 82ª posição.
Ainda sim, é notável em pesquisas divulgadas pelo mundo sobre o tema, uma tendência gradativa na diminuição entre a diferença na remuneração ganha por homens e mulheres. Em alguns casos, o salário já é até maior para o sexo feminino. Um recente levantamento divulgado pela empresa Catho Online, classificado online de currículos e empregos, relatou algumas dessas profissões em que a remuneração feminina alcança valor maior, comparado com os pares masculinos.
O resultado da pesquisa identificou áreas em que as mulheres recebem salários de 3% (Arquiteto Pleno) a 25% (Professor – Doutor) maiores, quando comparados com os dos homens.
De acordo com Marco Soraggi, diretor da Pesquisa Salarial da Catho Online, "nem sempre vale a regra de que os homens ganham mais do que as mulheres. Elas se destacam em profissões onde estão mais presentes, como nas áreas de moda, letras, psicologia, enfermagem, recursos humanos, nutrição, entre outras".
A 31ª Pesquisa Salarial e de Benefícios aponta maior diferença de salários entre homens e mulheres nos cargos de professores com doutorado, modelistas e gerentes de hotéis. Confira os 20 cargos divulgados na pesquisa.
quarta-feira, 17 de março de 2010
Cordel do Bibliotecário
0 Comentários quarta-feira, março 17, 2010
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: bibliotecário, Dia do Bibliotecário
Autor: Cesar Obeid
Fonte:www.teatrodecordel.com.br
Peço a Deus inspiração
Pra ditar neste papel
De alguém que faz dos livros
O mais belo painel
Em um trabalho diário
Falo do bibliotecário
Nas minhas rimas de cordel.
Leitura é o universo
Que fascina multidões
Que dá asas para a vida
Nos liberta dos grilhões
Letras são seus santuários
São esses bibliotecários
Dos livros os guardiões.
Só através das leituras
Conhecerão meus segredos
Meus sonhos, minhas vontades
Meus caminhos, meus enredos
Minhas dores e alegrias
Sorrisos e fantasias
Minhas vontades e medos.
Com os livros são zelosos
E com eles têm ternura
Nos facilitam o acesso
Para o mundo da cultura
Uns dos livros têm ciúmes
Das frases amam os perfumes
Mas sempre amam a leitura.
Incentivam o leitor
Ao novo, ao desconhecido
A um mundo de palavras
E de sonho colorido
Seja homem ou mulher
Sempre descobre o que quer
O seu leitor mais querido.
Bibliotecários com livros
Os preservam e empilham
Ao caminho dos leitores
Os seus passos sempre trilham
A leitura é seu sabor
Quando ganham um leitor
Seus olhos e alma brilham.
Também sempre organizam
Todos os bancos de dados
E se responsabilizam
Por tê-los classificados
Informações armazenam
E nenhum querer condenam
Todos são orientados.
Às vezes o seu trabalho
Tem anônimo valor
Isso ao bibliotecário
Nunca, nunca causa dor
Sua luta é ganhar leitores
Ajudar pesquisadores
No efeito multiplicador.
Seus caminhos são precisos
Suas ações são necessárias
Sejam bibliotecas públicas
Infantis, comunitárias
Sejam aquelas populares
Ou então as escolares
Mesmo as universitárias.
Tem os das bibliotecas
Que são especializadas
Para uma área restrita
As coleções são voltadas
Novo mundo pode ver
Orientando o saber
Com pesquisas detalhadas.
Eles que nos facilitam
O encontro da informação
Mais do que arrumar estantes
É a total transformação
Da arte para ciência
Todo dia uma experiência
Entra em seu coração.
Comum é os bibliotecários
Promoverem oficinas
Exposições e sessões
De leitura superfinas
Encantando com histórias
Retiradas das memórias
Os meninos e meninas.
E na era da Internet
Em que tudo é progresso
E nesse mundo high-tech
Será que eles têm ingresso?
Não importa muito o meio
Eles ofertam o passeio
Pra todos terem acesso.
Mas não são somente flores
No dia dos bibliotecários
Muito trabalho estressa
E também baixo salários
Fazer os investimentos
Para os reconhecimentos
Sempre serão necessários.
Mas com amor vão levando
E nunca perdem o pique
O universo da leitura
Para eles são o tique
Lutam pra que a nação
Seja mais justa e então
Mais harmônica ela fique.
Vou parar o meu cordel
Com amor e alegria
Mas o verso bem rimado
Sempre, sempre prestigia
Quem adora os glossários
Salve os bibliotecários
Adeus, até outro dia.
Fonte:www.teatrodecordel.com.br
Peço a Deus inspiração
Pra ditar neste papel
De alguém que faz dos livros
O mais belo painel
Em um trabalho diário
Falo do bibliotecário
Nas minhas rimas de cordel.
Leitura é o universo
Que fascina multidões
Que dá asas para a vida
Nos liberta dos grilhões
Letras são seus santuários
São esses bibliotecários
Dos livros os guardiões.
Só através das leituras
Conhecerão meus segredos
Meus sonhos, minhas vontades
Meus caminhos, meus enredos
Minhas dores e alegrias
Sorrisos e fantasias
Minhas vontades e medos.
Com os livros são zelosos
E com eles têm ternura
Nos facilitam o acesso
Para o mundo da cultura
Uns dos livros têm ciúmes
Das frases amam os perfumes
Mas sempre amam a leitura.
Incentivam o leitor
Ao novo, ao desconhecido
A um mundo de palavras
E de sonho colorido
Seja homem ou mulher
Sempre descobre o que quer
O seu leitor mais querido.
Bibliotecários com livros
Os preservam e empilham
Ao caminho dos leitores
Os seus passos sempre trilham
A leitura é seu sabor
Quando ganham um leitor
Seus olhos e alma brilham.
Também sempre organizam
Todos os bancos de dados
E se responsabilizam
Por tê-los classificados
Informações armazenam
E nenhum querer condenam
Todos são orientados.
Às vezes o seu trabalho
Tem anônimo valor
Isso ao bibliotecário
Nunca, nunca causa dor
Sua luta é ganhar leitores
Ajudar pesquisadores
No efeito multiplicador.
Seus caminhos são precisos
Suas ações são necessárias
Sejam bibliotecas públicas
Infantis, comunitárias
Sejam aquelas populares
Ou então as escolares
Mesmo as universitárias.
Tem os das bibliotecas
Que são especializadas
Para uma área restrita
As coleções são voltadas
Novo mundo pode ver
Orientando o saber
Com pesquisas detalhadas.
Eles que nos facilitam
O encontro da informação
Mais do que arrumar estantes
É a total transformação
Da arte para ciência
Todo dia uma experiência
Entra em seu coração.
Comum é os bibliotecários
Promoverem oficinas
Exposições e sessões
De leitura superfinas
Encantando com histórias
Retiradas das memórias
Os meninos e meninas.
E na era da Internet
Em que tudo é progresso
E nesse mundo high-tech
Será que eles têm ingresso?
Não importa muito o meio
Eles ofertam o passeio
Pra todos terem acesso.
Mas não são somente flores
No dia dos bibliotecários
Muito trabalho estressa
E também baixo salários
Fazer os investimentos
Para os reconhecimentos
Sempre serão necessários.
Mas com amor vão levando
E nunca perdem o pique
O universo da leitura
Para eles são o tique
Lutam pra que a nação
Seja mais justa e então
Mais harmônica ela fique.
Vou parar o meu cordel
Com amor e alegria
Mas o verso bem rimado
Sempre, sempre prestigia
Quem adora os glossários
Salve os bibliotecários
Adeus, até outro dia.
Salários de bibliotecários em Brasília
0 Comentários quarta-feira, março 17, 2010
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: bibliotecário, Brasília, Distrito Federal, salário
Associação dos Bibliotecários do Distrito Federal - ABDF usando das
prerrogativas que lhe confere o Estatuto e considerando: ser o bibliotecário
profissional da informação de conformidade com a Classificação Brasileira de
Ocupações do MTE, de nível superior, de caráter liberal e a Biblioteconomia
e Documentação encontrarem-se na Classificação Nacional de Atividades
Econômicas - CNAE, como atividades ligadas ao patrimônio cultural e
ambiental, exercidas nas bibliotecas de todos os tipos, salas de leitura,
áudio e projeção, destinadas a servir o público em geral, compreendendo
ainda a gestão de bibliotecas, conforme item 9101-5/00 da referida CNAE
orientar os bibliotecários e seus empregadores.
ABDF - Associação dos Bibliotecários do Distrito Federal
SHCGN 702/703 Bl G. Ed. Coencisa nº 49 salas 101/2 - CEP: 70710-750
CGC: 00.109.942/0001-02 - CF/DF: 07.351.547/0001-07
(61) 3326-3835 / 3326-3499
RESOLUÇÃO Nº 01/2010
Fonte: http://www.abdf.org.br/principal/index.php
A Associação dos Bibliotecários do Distrito Federal - ABDF usando das
prerrogativas que lhe confere o Estatuto e considerando: ser o bibliotecário
profissional da informação de conformidade com a Classificação Brasileira de
Ocupações do MTE, de nível superior, de caráter liberal e a Biblioteconomia
e Documentação encontrarem-se na Classificação Nacional de Atividades
Econômicas - CNAE, como atividades ligadas ao patrimônio cultural e
ambiental, exercidas nas bibliotecas de todos os tipos, salas de leitura,
áudio e projeção, destinadas a servir o público em geral, compreendendo
ainda a gestão de bibliotecas, conforme item 9101-5/00 da referida CNAE
orientar os bibliotecários e seus empregadores.
RESOLVE:
Art. 1 - Estabelecer a seguinte recomendação salarial mínima aos
bibliotecários em exercício no Distrito Federal, devidamente registrados no
Conselho Regional de Biblioteconomia 1ª Região - CRB1:
BIBLIOTECÁRIO JÚNIOR
a) Salário base mensal mínimo para uma carga horária de 40 horas semanais:
R$ 1.900,00 - (bibliotecário recém formado)
BIBLIOTECÁRIO PLENO
b) Salário base mensal mínimo para uma carga horária de 40 horas semanais:
R$ 2.500,00 - (bibliotecário a partir de 02 anos de experiência)
BIBLIOTECÁRIO SÊNIOR
c) Salário base mensal mínimo para uma carga horária de 40 horas semanais:
R$ 3.100,00 - (bibliotecário a partir de 06 anos de experiência)
BIBLIOTECÁRIO ESPECIALISTA
d) Chefia imediata da Biblioteca
(pós-graduado)....................................... R$ 3.500,00
e) Direção de Biblioteca/Centro de Documentação (pós-graduado) .......: R$
4.100,00
Art.2 - Estabelecer a seguinte recomendação para outras atividades
desempenhadas pelo
bibliotecário:
BIBLIOTECÁRIO CONSULTOR
SALÁRIO HORA S/VÍNCULO EMPREGATÍCIO
Consultoria e assessoria: diagnóstico e projeto;
organização/implantação/manutenção (de, bibliotecas, centros de informação e
sistemas de informação/base de dados) = R$ 60,00/hora
Treinamento/cursos de aperfeiçoamento = R$ 30,00 a R$100,00 - hora/aula
PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS
Elaboração de ficha catalográfica na fonte = R$40,00
Levantamento bibliográfico até 15 referências bibliográficas = R$40,00
Indexação de periódico = R$ 30,00 (por artigo)
Elaboração de índice = R$3,50 por página
Normalização de referências = R$2,00 por título referenciado
Normalização de documento completo (compreendendo preenchimento de
solicitação de ISBN ou ISSN; ficha catalográfica de catalogação na fonte;
normalização dos elementos: Capa/ Primeira capa / Segunda capa / Terceira
capa / Quarta capa/ folha de rosto - ABNT-NBR-6029/2006/ Expediente/
editorial; sumário; numeração e legenda bibliográfica; normalização dos
artigos - ABNT-NBR 6022/2003; normas de apresentação tabular do IBGE) =
R$450,00.
Art. 3 - Os honorários deverão ser sempre estabelecidos mediante contrato,
acordado e assinado por ambas as partes.
Art. 4 - Os valores aqui recomendados são sugestões de preço mínimo. É de
inteira responsabilidade de cada Bibliotecário a avaliação do trabalho a ser
desenvolvido e a forma de negociação com o cliente, levando-se em conta seu
nível de experiência e qualificação profissional .
Art. 5 - Para o Auxiliar de biblioteca, devidamente certificado com curso de
Auxiliar de Biblioteca, a faixa salarial inicial é de R$ 800,00 a R$
1.200,00 mensais, dependendo da experiência e qualificação profissional.
Iza Antunes Araujo - CRB1/079
Presidente da ABDF
prerrogativas que lhe confere o Estatuto e considerando: ser o bibliotecário
profissional da informação de conformidade com a Classificação Brasileira de
Ocupações do MTE, de nível superior, de caráter liberal e a Biblioteconomia
e Documentação encontrarem-se na Classificação Nacional de Atividades
Econômicas - CNAE, como atividades ligadas ao patrimônio cultural e
ambiental, exercidas nas bibliotecas de todos os tipos, salas de leitura,
áudio e projeção, destinadas a servir o público em geral, compreendendo
ainda a gestão de bibliotecas, conforme item 9101-5/00 da referida CNAE
orientar os bibliotecários e seus empregadores.
ABDF - Associação dos Bibliotecários do Distrito Federal
SHCGN 702/703 Bl G. Ed. Coencisa nº 49 salas 101/2 - CEP: 70710-750
CGC: 00.109.942/0001-02 - CF/DF: 07.351.547/0001-07
(61) 3326-3835 / 3326-3499
RESOLUÇÃO Nº 01/2010
Fonte: http://www.abdf.org.br/principal/index.php
A Associação dos Bibliotecários do Distrito Federal - ABDF usando das
prerrogativas que lhe confere o Estatuto e considerando: ser o bibliotecário
profissional da informação de conformidade com a Classificação Brasileira de
Ocupações do MTE, de nível superior, de caráter liberal e a Biblioteconomia
e Documentação encontrarem-se na Classificação Nacional de Atividades
Econômicas - CNAE, como atividades ligadas ao patrimônio cultural e
ambiental, exercidas nas bibliotecas de todos os tipos, salas de leitura,
áudio e projeção, destinadas a servir o público em geral, compreendendo
ainda a gestão de bibliotecas, conforme item 9101-5/00 da referida CNAE
orientar os bibliotecários e seus empregadores.
RESOLVE:
Art. 1 - Estabelecer a seguinte recomendação salarial mínima aos
bibliotecários em exercício no Distrito Federal, devidamente registrados no
Conselho Regional de Biblioteconomia 1ª Região - CRB1:
BIBLIOTECÁRIO JÚNIOR
a) Salário base mensal mínimo para uma carga horária de 40 horas semanais:
R$ 1.900,00 - (bibliotecário recém formado)
BIBLIOTECÁRIO PLENO
b) Salário base mensal mínimo para uma carga horária de 40 horas semanais:
R$ 2.500,00 - (bibliotecário a partir de 02 anos de experiência)
BIBLIOTECÁRIO SÊNIOR
c) Salário base mensal mínimo para uma carga horária de 40 horas semanais:
R$ 3.100,00 - (bibliotecário a partir de 06 anos de experiência)
BIBLIOTECÁRIO ESPECIALISTA
d) Chefia imediata da Biblioteca
(pós-graduado)....................................... R$ 3.500,00
e) Direção de Biblioteca/Centro de Documentação (pós-graduado) .......: R$
4.100,00
Art.2 - Estabelecer a seguinte recomendação para outras atividades
desempenhadas pelo
bibliotecário:
BIBLIOTECÁRIO CONSULTOR
SALÁRIO HORA S/VÍNCULO EMPREGATÍCIO
Consultoria e assessoria: diagnóstico e projeto;
organização/implantação/manutenção (de, bibliotecas, centros de informação e
sistemas de informação/base de dados) = R$ 60,00/hora
Treinamento/cursos de aperfeiçoamento = R$ 30,00 a R$100,00 - hora/aula
PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS
Elaboração de ficha catalográfica na fonte = R$40,00
Levantamento bibliográfico até 15 referências bibliográficas = R$40,00
Indexação de periódico = R$ 30,00 (por artigo)
Elaboração de índice = R$3,50 por página
Normalização de referências = R$2,00 por título referenciado
Normalização de documento completo (compreendendo preenchimento de
solicitação de ISBN ou ISSN; ficha catalográfica de catalogação na fonte;
normalização dos elementos: Capa/ Primeira capa / Segunda capa / Terceira
capa / Quarta capa/ folha de rosto - ABNT-NBR-6029/2006/ Expediente/
editorial; sumário; numeração e legenda bibliográfica; normalização dos
artigos - ABNT-NBR 6022/2003; normas de apresentação tabular do IBGE) =
R$450,00.
Art. 3 - Os honorários deverão ser sempre estabelecidos mediante contrato,
acordado e assinado por ambas as partes.
Art. 4 - Os valores aqui recomendados são sugestões de preço mínimo. É de
inteira responsabilidade de cada Bibliotecário a avaliação do trabalho a ser
desenvolvido e a forma de negociação com o cliente, levando-se em conta seu
nível de experiência e qualificação profissional .
Art. 5 - Para o Auxiliar de biblioteca, devidamente certificado com curso de
Auxiliar de Biblioteca, a faixa salarial inicial é de R$ 800,00 a R$
1.200,00 mensais, dependendo da experiência e qualificação profissional.
Iza Antunes Araujo - CRB1/079
Presidente da ABDF
12 de março: Dia do Bibliotecário
0 Comentários quarta-feira, março 17, 2010
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: bibliotecário, Manuel Bastos Tigre
Fonte: O liberal, Belem (Pará). Data: 13-03-2010.
Autora: Cristina Alencar.
As Luzes seculares das bibliotecas
CRISTINA ALENCAR
O Dia do Bibliotecário foi escolhido em homenagem ao nascimento do engenheiro eletricista, bibliotecário, escritor, poeta parnasiano, teatrólogo, publicitário, filatelista, jornalista, compositor e humorista Manuel Bastos Tigre. Foi instituído por meio do Decreto 84.631, de 09/04/1980, então assinado pelo presidente da República João Figueiredo. Manuel Bastos Tigre nasceu no Recife, PE, no dia 12 de março de 1882. Estudou no Colégio Diocesano em Olinda, lá compôs os primeiros versos e criou o jornal humorístico O Vigia.
Formou-se pela Escola Politécnica de Engenharia, no Rio de janeiro, em 1906. Exerceu a função de Engenheiro da General Eletric e também foi ajudante de geólogo nas Obras Contra as Secas, no Ceará.
Foi um profissional de múltiplos talentos. Obteve sucesso em todas as áreas que atuou. Como destacado publicitário brasileiro, é dele aquela frase tão utilizada pela Bayer “Se é Bayer é bom”, que correu o mundo, divulgando a qualidade dos produtos da empresa.
Ao fazer um aperfeiçoamento em eletricidade, nos Estados Unidos, chegando lá, conheceu o bibliotecário americano Melvil Dewey, que o deixou interessado pela profissão. Aos 33 anos, Manuel largou a Engenharia e foi trabalhar com a Biblioteconomia. No Rio de Janeiro, trabalhou em três instituições. Em 1915, com estudo sobre a Classificação Decimal prestou concurso para Bibliotecário do Museu Nacional, obteve o primeiro lugar. Sendo assim, é considerado o primeiro bibliotecário por concurso do país. De 1945-1947, trabalhou na Biblioteca Nacional e posteriormente assumiu a direção da Biblioteca Central da Universidade do Brasil e, mesmo depois de aposentado, trabalhou ao lado do reitor desta Academia, o professor Pedro Calmon de Sá.
Por 40 anos, exerceu a profissão de Bibliotecário. Durante a sua vida foi agraciado com importantes prêmios, entre os quais o prêmio: Paula Brito ou Gutenberg, Morreu aos 75 anos, no RJ, em 1 de agosto de 1957.
Quem é e o que faz o profissional bibliotecário? É um profissional liberal, além de administrar a biblioteca, é o mediador entre a informação e o leitor. Trata a informação e a torna acessível aos interessados, independente do suporte informacional. Ele trabalha em centros de documentação de bibliotecas e pode gerir redes e sistemas de informação além de recursos informacionais e trabalhar com as novas tecnologia.
Em 1911, o primeiro curso de Biblioteconomia foi criado no país, na Biblioteca Nacional, exatamente há 99 anos. Aliás, a BN completa em outubro 200 anos. A profissão foi regulamentada pela Lei 4084 de 30 de junho de 1962. Hoje, existem 42 cursos superiores de Biblioteconomia, Documentação, Ciência da Informação ou Gestão de Unidades de Informação/Gestão da Informação. No Pará, o curso foi criado em 1963, na UFPA, pelo professor Dr. Clodoaldo Beckmann a pedido do professor e Dr. Silveira Netto então reitor da época.
Temos como pai da Biblioteconomia no mundo São Jerônimo, que traduziu a bíblia do grego e do hebraico para o latim, a obra conhecida como Vulgata. Além disso, ela é considerada a segunda profissão mais antiga do mundo.
Os livros são importantes para a formação das pessoas. No carnaval carioca deste ano, tivemos três escolas de samba que retrataram os livros. A união da Ilha que apostou na literatura com o samba-enredo "Dom Quixote de La Mancha, o Cavaleiro dos Sonhos Impossíveis"; o Salgueiro fez referência à história mundial, os clássicos nacionais - a comissão de frente com os monges copistas e a figura de Gutemberg. A escola campeã, Unidos da Tijuca, no abre-alas mostrou o incêndio da Biblioteca de Alexandria, em que os pergaminhos foram queimados e quantas informações se perderam.
A leitura é uma atividade essencial a qualquer área do conhecimento. O ideal é que todo órgão possua uma biblioteca. A escola precisa formar cidadãos críticos, aptos em busca de soluções para os problemas sociais.
Nota: Cristina Alencar é Bibliotecária da Universidade Federal do Pará.
Autora: Cristina Alencar.
As Luzes seculares das bibliotecas
CRISTINA ALENCAR
O Dia do Bibliotecário foi escolhido em homenagem ao nascimento do engenheiro eletricista, bibliotecário, escritor, poeta parnasiano, teatrólogo, publicitário, filatelista, jornalista, compositor e humorista Manuel Bastos Tigre. Foi instituído por meio do Decreto 84.631, de 09/04/1980, então assinado pelo presidente da República João Figueiredo. Manuel Bastos Tigre nasceu no Recife, PE, no dia 12 de março de 1882. Estudou no Colégio Diocesano em Olinda, lá compôs os primeiros versos e criou o jornal humorístico O Vigia.
Formou-se pela Escola Politécnica de Engenharia, no Rio de janeiro, em 1906. Exerceu a função de Engenheiro da General Eletric e também foi ajudante de geólogo nas Obras Contra as Secas, no Ceará.
Foi um profissional de múltiplos talentos. Obteve sucesso em todas as áreas que atuou. Como destacado publicitário brasileiro, é dele aquela frase tão utilizada pela Bayer “Se é Bayer é bom”, que correu o mundo, divulgando a qualidade dos produtos da empresa.
Ao fazer um aperfeiçoamento em eletricidade, nos Estados Unidos, chegando lá, conheceu o bibliotecário americano Melvil Dewey, que o deixou interessado pela profissão. Aos 33 anos, Manuel largou a Engenharia e foi trabalhar com a Biblioteconomia. No Rio de Janeiro, trabalhou em três instituições. Em 1915, com estudo sobre a Classificação Decimal prestou concurso para Bibliotecário do Museu Nacional, obteve o primeiro lugar. Sendo assim, é considerado o primeiro bibliotecário por concurso do país. De 1945-1947, trabalhou na Biblioteca Nacional e posteriormente assumiu a direção da Biblioteca Central da Universidade do Brasil e, mesmo depois de aposentado, trabalhou ao lado do reitor desta Academia, o professor Pedro Calmon de Sá.
Por 40 anos, exerceu a profissão de Bibliotecário. Durante a sua vida foi agraciado com importantes prêmios, entre os quais o prêmio: Paula Brito ou Gutenberg, Morreu aos 75 anos, no RJ, em 1 de agosto de 1957.
Quem é e o que faz o profissional bibliotecário? É um profissional liberal, além de administrar a biblioteca, é o mediador entre a informação e o leitor. Trata a informação e a torna acessível aos interessados, independente do suporte informacional. Ele trabalha em centros de documentação de bibliotecas e pode gerir redes e sistemas de informação além de recursos informacionais e trabalhar com as novas tecnologia.
Em 1911, o primeiro curso de Biblioteconomia foi criado no país, na Biblioteca Nacional, exatamente há 99 anos. Aliás, a BN completa em outubro 200 anos. A profissão foi regulamentada pela Lei 4084 de 30 de junho de 1962. Hoje, existem 42 cursos superiores de Biblioteconomia, Documentação, Ciência da Informação ou Gestão de Unidades de Informação/Gestão da Informação. No Pará, o curso foi criado em 1963, na UFPA, pelo professor Dr. Clodoaldo Beckmann a pedido do professor e Dr. Silveira Netto então reitor da época.
Temos como pai da Biblioteconomia no mundo São Jerônimo, que traduziu a bíblia do grego e do hebraico para o latim, a obra conhecida como Vulgata. Além disso, ela é considerada a segunda profissão mais antiga do mundo.
Os livros são importantes para a formação das pessoas. No carnaval carioca deste ano, tivemos três escolas de samba que retrataram os livros. A união da Ilha que apostou na literatura com o samba-enredo "Dom Quixote de La Mancha, o Cavaleiro dos Sonhos Impossíveis"; o Salgueiro fez referência à história mundial, os clássicos nacionais - a comissão de frente com os monges copistas e a figura de Gutemberg. A escola campeã, Unidos da Tijuca, no abre-alas mostrou o incêndio da Biblioteca de Alexandria, em que os pergaminhos foram queimados e quantas informações se perderam.
A leitura é uma atividade essencial a qualquer área do conhecimento. O ideal é que todo órgão possua uma biblioteca. A escola precisa formar cidadãos críticos, aptos em busca de soluções para os problemas sociais.
Nota: Cristina Alencar é Bibliotecária da Universidade Federal do Pará.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
“Bibliotecas estão 20 anos atrasadas”
0 Comentários segunda-feira, janeiro 25, 2010
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: biblioteca escolar, biblioteca pública, bibliotecário, Plano Nacional do Livro e Leitura
Fonte: Agência Brasil Que Lê. Data: 14/01/2010.
No comando do maior Conselho de Biblioteconomia do País, Evanda Verri Paulino, a presidente do CRB, que reúne os 8 mil bibliotecários paulistas, defende um novo papel para as bibliotecas e adoção de um modelo híbrido, que integre as unidades municipais, comunitárias e escolares para atender melhor tanto os estudantes como as comunidades em seu entorno. Para ela, que também é professora de Biblioteconomia e Ciências da Informação na Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESP-SP), as bibliotecas devem funcionar cada vez mais como uma espécie de agência educadora e laboratórios de informações.
A atual década tem sido um período de avanços importantes na questão do livro e da leitura no Brasil. Que balanço fazem os bibliotecários sobre esse período?
As iniciativas nas esferas pública e privada são necessárias para estimular a leitura e desenvolver a cidadania no Brasil. Ações importantes têm ocorrido. Entretanto, elas ainda não apresentaram resultados concretos. As diversas pesquisas em Educação ainda reiteram a necessidade de refletirmos sobre os aspectos nos quais ainda estamos falhando. Como bibliotecários e educadores, ajudamos a elaborar os projetos pedagógicos nas escolas e desenvolvemos ações culturais para estimular a leitura e o interesse pela pesquisa e pelo conhecimento. No entanto, nos perguntamos: será que estamos levando em consideração as características e as demandas da comunidade que pretendemos sensibilizar? No mundo globalizado, cada comunidade continua sendo única e especial. E sabemos que a busca pela informação e pelo conhecimento só acontece quando o indivíduo sente necessidade e curiosidade, e está motivado. Nós, bibliotecários, devemos ajudar a despertar e estimular o indivíduo para a leitura, a pesquisa, o saber e o questionamento. Portanto, programas que criam salas de leitura (a maioria sob a responsabilidade de professores readaptados) e se restringem à entrega de livros são insuficientes até mesmo para estimular a leitura no país. A transformação educacional e cultural é gradativa e trabalhosa, envolve um esforço multidisciplinar planejado e integrado, desenvolvido por profissionais preparados e competentes. É importante considerar também que as inovações oriundas da tecnologia da informação têm modificado as relações humanas e os modos de gerar e disseminar conhecimento. Assim, estamos cada vez mais focados em desenvolver competências informacionais, ajudando a preparar os indivíduos para acessar, analisar, filtrar e selecionar informações, para que possam se apropriar de conteúdos de maneira ética e gerar novos conhecimentos. A leitura está presente em todas as etapas desse processo e ajuda a integrar e agilizar o complexo trajeto para buscar e encontrar a informação, essencial para a aprendizagem continuada e para a formação de cidadãos.E o que representa, nesse contexto, o Plano Nacional do Livro e Leitura?
O Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), por meio de projetos, programas, atividades e eventos, busca incentivar a leitura, fazendo com que ela se torne parte do cotidiano do brasileiro. Sem dúvida, o PNLL inclui ações importantíssimas para estimular a leitura, como a implantação de novas bibliotecas e a criação de projetos sociais. No entanto, precisamos ajudar estudantes e jovens a se tornarem usuários autônomos da informação, capazes de acessar e selecionar as informações que melhor atendam às suas necessidades e interesses. Alguns podem até discordar alegando que eles nunca foram tão “independentes” face ao acesso fácil à informação. Mas nós que lecionamos sabemos a dificuldade que esses jovens apresentam na hora de pesquisar e estruturar um texto com conteúdo claro e objetivo, e raciocínio inteligível. E a dificuldade que têm na hora de expor e defender uma opinião e se comunicar com clareza e discernimento para serem bem sucedidos e felizes nos âmbitos pessoal e profissional.
A competência informacional ajuda a fortalecer o repertório de conhecimento prévio adquirido também pela leitura e contribui para a aquisição de competências múltiplas, para o aprimoramento da capacidade de ler, escrever e se comunicar, e para utilizar as novas mídias digitais para manter-se atualizado e disponibilizar, compartilhar e colaborar na geração de novos conhecimentos.
Qual é, na sua opinião, o papel dos bibliotecários nesse novo cenário?
Cabe aos bibliotecários sensibilizar seus parceiros, colegas e superiores, seja em organizações ou em instituições, para a necessidade de criar e implantar programas de capacitação informacional sólidos, abrangentes e permanentes. Hoje, os bibliotecários atuam em bibliotecas públicas, escolares e comunitárias, em agências de publicidade, escritórios de advocacia, em editoras, em instituições públicas e privadas, além de organizar a informação disponível na Internet (sites, blogs e redes de relacionamento, entre outros), trabalho o qual chamamos Arquitetura da Informação.
Na era da informação e do conhecimento, a informação é fundamental para a estratégia do negócio e para a tomada de decisão. Por isso, atuamos em organizações das mais diversas naturezas. Assim como em instituições educacionais, nas organizações trabalhamos para difundir, organizar e democratizar a informação. Trabalhamos para a inclusão informacional e o uso competente da informação. Nas bibliotecas escolares, bibliotecários e professores trabalham em parceria para ensinar ferramentas essenciais na atualidade como: tirar conclusões e decisões embasadas em informações advindas de fontes confiáveis, aplicar o conhecimento em situações distintas e gerar novos conhecimentos. A competência informacional tornou-se uma disciplina tão relevante nos dias atuais como a Matemática, a Arte e a História. O Conselho Regional de Biblioteconomia do Estado de São Paulo está fazendo um levantamento das bibliotecas escolares exemplares da região, por meio do projeto “Biblioteca Vitrine: uma parceria para ser vista”.
Como as bibliotecas municipais e, sobretudo, as escolares, devem atuar nesse contexto?
A biblioteca escolar deve assumir hoje a posição de “agência educadora” e de “laboratório de informações”, podendo oferecer uma ampla gama de recursos e currículo de capacitação informacional para ajudar os alunos a adquirirem as competências necessárias. Em 2007, a American Association of School Librarians lançou os “parâmetros para o aprendiz do século XXI”, terceira edição do livro Information Power que, desde 1988, enfatiza a necessidade de ensinar o pensamento crítico aliado ao uso da informação. Este estudo mudou o paradigma da atuação das bibliotecas escolares nos EUA. Nesse sentido, o Brasil encontra-se pelo menos vinte anos atrasado em sua abordagem. Em São Paulo, assim como em outros Estados, levando-se em conta nossa realidade, de carência de bibliotecas escolares efetivas e crescimento de bibliotecas comunitárias, talvez pudéssemos começar a implantar o conceito de “bibliotecas híbridas”, nas quais as bibliotecas – públicas, escolares e comunitárias – trabalhariam em parceria, desenvolvendo programas de apoio mútuo com foco na classe estudantil e nas comunidades locais. Para conhecer melhor também as iniciativas voluntárias, decidimos que o tema do IX Prêmio Laura Russo 2010, a ser entregue no Dia do Bibliotecário, 12 de março, será o “Empreendedorismo Social: agente de transformação” (mais informações em www.crb8.org.br).
Comentário:
Excelente entrevista da colega Evanda Verri Paulino, presidente do Conselho Regional de Biblioteconomia do Estado de São Paulo. Evanda mostra as diversas facetas profissionais do bibliotecário, que deve atuar em diversas frentes. Mostrou também a urgência de investimentos públicos em recursos humanos, notadamente na necessidade de que cada biblioteca possa ser gerenciada por um bibliotecário preparado para os novos tempos.
Murilo Cunha
No comando do maior Conselho de Biblioteconomia do País, Evanda Verri Paulino, a presidente do CRB, que reúne os 8 mil bibliotecários paulistas, defende um novo papel para as bibliotecas e adoção de um modelo híbrido, que integre as unidades municipais, comunitárias e escolares para atender melhor tanto os estudantes como as comunidades em seu entorno. Para ela, que também é professora de Biblioteconomia e Ciências da Informação na Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESP-SP), as bibliotecas devem funcionar cada vez mais como uma espécie de agência educadora e laboratórios de informações.
A atual década tem sido um período de avanços importantes na questão do livro e da leitura no Brasil. Que balanço fazem os bibliotecários sobre esse período?
As iniciativas nas esferas pública e privada são necessárias para estimular a leitura e desenvolver a cidadania no Brasil. Ações importantes têm ocorrido. Entretanto, elas ainda não apresentaram resultados concretos. As diversas pesquisas em Educação ainda reiteram a necessidade de refletirmos sobre os aspectos nos quais ainda estamos falhando. Como bibliotecários e educadores, ajudamos a elaborar os projetos pedagógicos nas escolas e desenvolvemos ações culturais para estimular a leitura e o interesse pela pesquisa e pelo conhecimento. No entanto, nos perguntamos: será que estamos levando em consideração as características e as demandas da comunidade que pretendemos sensibilizar? No mundo globalizado, cada comunidade continua sendo única e especial. E sabemos que a busca pela informação e pelo conhecimento só acontece quando o indivíduo sente necessidade e curiosidade, e está motivado. Nós, bibliotecários, devemos ajudar a despertar e estimular o indivíduo para a leitura, a pesquisa, o saber e o questionamento. Portanto, programas que criam salas de leitura (a maioria sob a responsabilidade de professores readaptados) e se restringem à entrega de livros são insuficientes até mesmo para estimular a leitura no país. A transformação educacional e cultural é gradativa e trabalhosa, envolve um esforço multidisciplinar planejado e integrado, desenvolvido por profissionais preparados e competentes. É importante considerar também que as inovações oriundas da tecnologia da informação têm modificado as relações humanas e os modos de gerar e disseminar conhecimento. Assim, estamos cada vez mais focados em desenvolver competências informacionais, ajudando a preparar os indivíduos para acessar, analisar, filtrar e selecionar informações, para que possam se apropriar de conteúdos de maneira ética e gerar novos conhecimentos. A leitura está presente em todas as etapas desse processo e ajuda a integrar e agilizar o complexo trajeto para buscar e encontrar a informação, essencial para a aprendizagem continuada e para a formação de cidadãos.E o que representa, nesse contexto, o Plano Nacional do Livro e Leitura?
O Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), por meio de projetos, programas, atividades e eventos, busca incentivar a leitura, fazendo com que ela se torne parte do cotidiano do brasileiro. Sem dúvida, o PNLL inclui ações importantíssimas para estimular a leitura, como a implantação de novas bibliotecas e a criação de projetos sociais. No entanto, precisamos ajudar estudantes e jovens a se tornarem usuários autônomos da informação, capazes de acessar e selecionar as informações que melhor atendam às suas necessidades e interesses. Alguns podem até discordar alegando que eles nunca foram tão “independentes” face ao acesso fácil à informação. Mas nós que lecionamos sabemos a dificuldade que esses jovens apresentam na hora de pesquisar e estruturar um texto com conteúdo claro e objetivo, e raciocínio inteligível. E a dificuldade que têm na hora de expor e defender uma opinião e se comunicar com clareza e discernimento para serem bem sucedidos e felizes nos âmbitos pessoal e profissional.
A competência informacional ajuda a fortalecer o repertório de conhecimento prévio adquirido também pela leitura e contribui para a aquisição de competências múltiplas, para o aprimoramento da capacidade de ler, escrever e se comunicar, e para utilizar as novas mídias digitais para manter-se atualizado e disponibilizar, compartilhar e colaborar na geração de novos conhecimentos.
Qual é, na sua opinião, o papel dos bibliotecários nesse novo cenário?
Cabe aos bibliotecários sensibilizar seus parceiros, colegas e superiores, seja em organizações ou em instituições, para a necessidade de criar e implantar programas de capacitação informacional sólidos, abrangentes e permanentes. Hoje, os bibliotecários atuam em bibliotecas públicas, escolares e comunitárias, em agências de publicidade, escritórios de advocacia, em editoras, em instituições públicas e privadas, além de organizar a informação disponível na Internet (sites, blogs e redes de relacionamento, entre outros), trabalho o qual chamamos Arquitetura da Informação.
Na era da informação e do conhecimento, a informação é fundamental para a estratégia do negócio e para a tomada de decisão. Por isso, atuamos em organizações das mais diversas naturezas. Assim como em instituições educacionais, nas organizações trabalhamos para difundir, organizar e democratizar a informação. Trabalhamos para a inclusão informacional e o uso competente da informação. Nas bibliotecas escolares, bibliotecários e professores trabalham em parceria para ensinar ferramentas essenciais na atualidade como: tirar conclusões e decisões embasadas em informações advindas de fontes confiáveis, aplicar o conhecimento em situações distintas e gerar novos conhecimentos. A competência informacional tornou-se uma disciplina tão relevante nos dias atuais como a Matemática, a Arte e a História. O Conselho Regional de Biblioteconomia do Estado de São Paulo está fazendo um levantamento das bibliotecas escolares exemplares da região, por meio do projeto “Biblioteca Vitrine: uma parceria para ser vista”.
Como as bibliotecas municipais e, sobretudo, as escolares, devem atuar nesse contexto?
A biblioteca escolar deve assumir hoje a posição de “agência educadora” e de “laboratório de informações”, podendo oferecer uma ampla gama de recursos e currículo de capacitação informacional para ajudar os alunos a adquirirem as competências necessárias. Em 2007, a American Association of School Librarians lançou os “parâmetros para o aprendiz do século XXI”, terceira edição do livro Information Power que, desde 1988, enfatiza a necessidade de ensinar o pensamento crítico aliado ao uso da informação. Este estudo mudou o paradigma da atuação das bibliotecas escolares nos EUA. Nesse sentido, o Brasil encontra-se pelo menos vinte anos atrasado em sua abordagem. Em São Paulo, assim como em outros Estados, levando-se em conta nossa realidade, de carência de bibliotecas escolares efetivas e crescimento de bibliotecas comunitárias, talvez pudéssemos começar a implantar o conceito de “bibliotecas híbridas”, nas quais as bibliotecas – públicas, escolares e comunitárias – trabalhariam em parceria, desenvolvendo programas de apoio mútuo com foco na classe estudantil e nas comunidades locais. Para conhecer melhor também as iniciativas voluntárias, decidimos que o tema do IX Prêmio Laura Russo 2010, a ser entregue no Dia do Bibliotecário, 12 de março, será o “Empreendedorismo Social: agente de transformação” (mais informações em www.crb8.org.br).
Comentário:
Excelente entrevista da colega Evanda Verri Paulino, presidente do Conselho Regional de Biblioteconomia do Estado de São Paulo. Evanda mostra as diversas facetas profissionais do bibliotecário, que deve atuar em diversas frentes. Mostrou também a urgência de investimentos públicos em recursos humanos, notadamente na necessidade de que cada biblioteca possa ser gerenciada por um bibliotecário preparado para os novos tempos.
Murilo Cunha
sábado, 12 de dezembro de 2009
Ortega y Gasset e a missão do bibliotecário
0 Comentários sábado, dezembro 12, 2009
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: bibliotecário, Ortega y Gasset, profissional da informação
Autor: Murilo Cunha
Fonte: Infohome. URL: www.ofaj.com.br/colunas_conteudo.php?cod=435
Pierce Butler, em sua obra An introduction to library science, originalmente publicada em 1933 e tendo uma tradução brasileira, lançada em abril de 1971 [Introdução à ciência da biblioteconomia. Rio de Janeiro: Lidador, 1971. 86 p.], ao comentar o comportamento do bibliotecário, cunhou a expressão “simplicidade do seu pragmatismo” para relacioná-la com o exercício da sua profissão. A razão dessa expressão foi ocasionada pelo fato de que “ao contrário de seus colegas em outros campos da atividade social, o bibliotecário, por estranho que pareça, desinteressa-se pelos aspectos teóricos de sua profissão. Parece possuir uma imunidade peculiar a esse tipo de curiosidade (...) O bibliotecário aparentemente permanece isolado na simplicidade do seu pragmatismo: uma racionalização de cada processo técnico imediato, tomado isoladamente, parece satisfazer seu interesse intelectual. Na verdade, qualquer esforço para generalizar tais racionalizações na tentativa de compor uma filosofia profissional parece-lhe não apenas inútil, mas definitivamente perigoso” (BUTLER, p. ix-x).
Mas, por que estou falando dessa simplicidade do pragmatismo existente na maioria dos bibliotecários? É para assinalar a importância da tradução para a nossa língua, do ensaio de José Ortega y Gasset, intitulado Missão do bibliotecário [Brasília: Briquet de Lemos Livros, 2006. 82 p.]. Tendo sido originalmente publicada em 1935, estranhamente, a obra só apareceu em português setenta anos depois! Mesmo assim, ela veio dar uma grande contribuição para a escassa bibliografia brasileira na área de filosofia da biblioteconomia.
Seu conteúdo faz parte do discurso inaugural proferido pelo filósofo espanhol – na época, ministro da educação – em 20 de maio de 1935, por ocasião da abertura do Segundo Congresso Internacional de Bibliotecas e Bibliografia, realizado em Madri. Complementa e enriquece a tradução brasileira o posfácio, elaborado por Antonio Agenor Briquet de Lemos, intitulado “Circunstância e recepção de Missão do bibliotecário” (p. 57-82).
Nessa obra, Ortega y Gasset começa comentando que “missão significa, antes de tudo, aquilo que um homem deve fazer em sua vida. Pelo visto, a missão é algo exclusivo do homem” (p. 3). Mais adiante, reforça esse conceito ao afirmar que “eis que toda vida humana tem uma missão. Missão é isto: a consciência que cada homem tem de seu mais autêntico ser, daquilo que está chamado a realizar” (p. 7). A seguir, analisa a missão profissional, pois “a vida é, sobretudo, trabalho. Não nos damos a vida, mas é ela que nos é dada. (...) para viver devemos estar sempre fazendo algo, sob pena de sucumbir. Sim, a vida é trabalho. Sim, a vida dá trabalho, e, o maior de todos, acertar fazer o que é preciso fazer. (p. 7-8).
O intelectual espanhol aponta que “as profissões são tipos de atividade humana de que, pelo visto, a sociedade necessita. E um deles, há cerca de dois séculos, é o do bibliotecário” (p. 11). Adiante, o autor aponta para a existência de uma dualidade: “a missão do homem, o que cada homem deve fazer para ser o que é, e a missão profissional, em nosso caso a missão do bibliotecário, o que o bibliotecário deve fazer para ser um bibliotecário” (p. 12). Ele também pondera que o bibliotecário “ao exercer uma profissão, compromete-se a fazer o que a sociedade necessita. (...) para determinar a missão do bibliotecário, é preciso partir (...) da necessidade social a que serve vossa profissão. E esta necessidade, como tudo que é propriamente humano, não consiste em uma magnitude fixa, mas é, essencialmente, variável, migratória, evolutiva; em suma histórica” (p. 13, 16).
Portanto, como vemos, essa necessidade social é mutável ao longo do tempo e “o trabalho do bibliotecário variou sempre em função, rigorosamente, do que o livro significava como necessidade social” (p. 16). Como é sabido, historicamente o livro cumpriu diversas necessidades sociais ao longo dos séculos, assim “durante a Idade Média, a ocupação com os livros ainda é infra-social, não aparece para o público: está latente, secreta, pode-se dizer, intestina, confinada no recinto secreto dos mosteiros. (...) Ser guardião dos livros não era algo especial. Somente no alvorecer do Renascimento é que começa a delinear-se na área pública, a diferençar-se dos outros tipos genéricos de vida, a figura do bibliotecário. (...) é precisamente a época em que, também pela primeira vez, o livro é sentido socialmente como necessidade. (...) Neste sentido, digo que até o Renascimento a necessidade do livro não foi vigência social. E como foi então que se tornou vigência social aí vemos surgir imediatamente o bibliotecário como profissão” (p.18-20).
Nessa fase do Renascimento “a catalogação não é ainda urgente. A aquisição e a produção de livros, em compensação, adquirem traços de heroísmo. Estamos no século XV” (p. 21). Passaram-se três séculos e o autor argutamente indaga: “o que aconteceu entrementes com os livros? Publicaram-se muitos e a impressão tornou-se mais barata. São tantos os que existem que se sente a necessidade de catalogá-los. (...) Agora se sente a necessidade não de buscar livros – isso deixou de ser um problema real – mas de promover a leitura e buscar leitores. E, de fato, nessa etapa as bibliotecas se multiplicam e com elas os bibliotecários. Já é uma profissão que ocupa muitas pessoas” (p. 21-22).
Continuando, Ortega y Gasset, como se fosse numa aula de história, comenta que a Revolução Francesa transformou a sociedade européia. Para ele “esta sociedade foi consequência última daquela fé no livro sentida pelo Renascimento. A sociedade democrática é filha do livro, é o triunfo do livro escrito pelo homem escritor sobre o livro revelado por Deus e sobre os livros das leis ditadas pela autocracia. (...) O livro tornou-se socialmente imprescindível. É a época, por isso, em que surge o fenômeno das enormes tiragens. (...) O Estado oficializa as ciências e as letras. Reconhece no livro uma função pública e o considera um organismo político fundamental. Em virtude disso, a profissão de bibliotecário se converte em burocracia, por uma razão de Estado. Chegamos, pois, (...) à fase em que o livro se tornou uma necessidade imprescindível” (p. 24-26).
Em seguida, o filósofo espanhol aponta que, no Ocidente, até os meados do século XIX, o livro era uma necessidade social e também um instrumento benéfico por minorar as dificuldades de conservar todas as idéias. Porém, já no século seguinte, com o aumento das tiragens e de novos títulos, em toda a Europa existia a impressão de que havia “demasiados livros, ao contrário do que acontecia no Renascimento. O livro deixou de ser um desejo e é sentido como um peso. O próprio homem de ciência adverte que uma das grandes dificuldades de seu trabalho está em orientar-se na bibliografia do seu tema” (p. 34). Aqui, Ortega y Gasset aponta para o fenômeno que, tempos depois, seria denominado “explosão documental”.
Assinala-se aqui que, foi no século XX, que ocorreu o enorme incremento no volume de informação registrada e também das pessoas alfabetizadas, potencialmente produtoras de novos documentos. Daí a aceitação do uso da metáfora “explosão” para qualificar esse contexto como explosivo. Para domar essa “explosão” é sugerida uma nova missão para o bibliotecário, pois, até aquele momento, esse profissional tinha “se ocupado principalmente do livro como coisa, como objeto material. A partir de hoje terá que cuidar do livro como função viva: terá de exercer a polícia do livro e tornar-se domador do livro enfurecido” (p. 39).
Agora é preciso ver o livro como conflito. Nesse ponto o autor espanhol analisa três tópicos relacionados com essa situação conflituosa. O primeiro tópico se refere ao volume de livros, pois “mesmo reduzindo bastante o número de temas a que cada homem dedica sua atenção, a quantidade de livros que ele precisa absorver é tão gigantesca que supera os limites de seu tempo e sua capacidade de assimilação” (p.40). Assim, para penetrar nessa “selva de livros” serão necessários novos instrumentos. Neste ponto, de forma interessante, Ortega y Gasset propõe uma “estatística de idéias” – conceito anteriormente denominado bibliometria, em 1934, por Paulo Otlet, em seu clássico Traité de documentation – para determinar “com rigor o instante cronológico quando nasce uma idéia, o processo de sua difusão, o período exato durante o qual perdura como vigência coletiva e, por fim, a hora do seu declínio” (p. 42).
Nesse mesmo tópico o autor, dez anos antes do surgimento do primeiro computador, sugere a criação de “uma nova técnica bibliográfica de um automatismo rigoroso” (p.43). É possível que aqui esteja a semente da idéia de utilização dos enormes potenciais do que hoje conhecemos por tecnologia da informação em prol da modernização do fluxo informacional. Foi acertada, portanto, a intuição do filósofo espanhol de uma ordenação rigorosa e rápida da bibliografia, felizmente conseguida com a utilização, cada vez mais crescente, do computador e da internet.
No segundo tópico, o autor ao comentar essa explosão documental sugere que a profissão do bibliotecário “será incumbida pela sociedade de regular a produção do livro, a fim de evitar que se publiquem os que forem desnecessários e, que, em compensação, não faltem aqueles que são exigidos” (p. 43-44). É sugerido que o bibliotecário tenha um novo papel profissional, quase similar ao de censor. Essa ideia, conforme comentada no posfácio provocou enormes discussões em diversos países.
No último tópico, é apontada a importância do futuro bibliotecário “orientar o leitor não especializado na selva selvaggia dos livros, e ser o médico, o higienista de suas leituras” (p. 45). Aqui Ortega y Gasset está propondo ações relacionadas com o treinamento e educação do usuário. É possível que também esteja sugerindo uma seleção criteriosa dos volumes contidos nos acervos e nas indicações de leituras. Ao final deste tópico, o filósofo mencionou uma frase muito conhecida em nosso contexto: “nesta dimensão de seu ofício imagino o futuro bibliotecário como um filtro que se interpõe entre a torrente de livros e o homem” (p. 46). Propôs, portanto, que o bibliotecário seja o mediador/avaliador entre o documento e o usuário – um conceito que perdura até hoje.
Nota-se, assim, que veio em boa hora o lançamento da Missão do bibliotecário. Esse ensaio tem sido reeditado com frequência, traduzido para vários idiomas e objeto de inúmeras discussões e debates em artigos de periódicos, cursos e teses acadêmicas. Esse lançamento veio facilitar o acesso por parte do aluno de biblioteconomia à fonte original e, para o bibliotecário, a chance de sair um pouco do seu pragmatismo exacerbado, parando um pouco para refletir sobre uma filosofia da profissão sugerida sete décadas atrás pelo grande Ortega y Gasset. Suas idéias ainda são válidas e precisam ser conhecidas, discutidas e divulgadas na nossa área.
Fonte: Infohome. URL: www.ofaj.com.br/colunas_conteudo.php?cod=435
Pierce Butler, em sua obra An introduction to library science, originalmente publicada em 1933 e tendo uma tradução brasileira, lançada em abril de 1971 [Introdução à ciência da biblioteconomia. Rio de Janeiro: Lidador, 1971. 86 p.], ao comentar o comportamento do bibliotecário, cunhou a expressão “simplicidade do seu pragmatismo” para relacioná-la com o exercício da sua profissão. A razão dessa expressão foi ocasionada pelo fato de que “ao contrário de seus colegas em outros campos da atividade social, o bibliotecário, por estranho que pareça, desinteressa-se pelos aspectos teóricos de sua profissão. Parece possuir uma imunidade peculiar a esse tipo de curiosidade (...) O bibliotecário aparentemente permanece isolado na simplicidade do seu pragmatismo: uma racionalização de cada processo técnico imediato, tomado isoladamente, parece satisfazer seu interesse intelectual. Na verdade, qualquer esforço para generalizar tais racionalizações na tentativa de compor uma filosofia profissional parece-lhe não apenas inútil, mas definitivamente perigoso” (BUTLER, p. ix-x).
Mas, por que estou falando dessa simplicidade do pragmatismo existente na maioria dos bibliotecários? É para assinalar a importância da tradução para a nossa língua, do ensaio de José Ortega y Gasset, intitulado Missão do bibliotecário [Brasília: Briquet de Lemos Livros, 2006. 82 p.]. Tendo sido originalmente publicada em 1935, estranhamente, a obra só apareceu em português setenta anos depois! Mesmo assim, ela veio dar uma grande contribuição para a escassa bibliografia brasileira na área de filosofia da biblioteconomia.
Seu conteúdo faz parte do discurso inaugural proferido pelo filósofo espanhol – na época, ministro da educação – em 20 de maio de 1935, por ocasião da abertura do Segundo Congresso Internacional de Bibliotecas e Bibliografia, realizado em Madri. Complementa e enriquece a tradução brasileira o posfácio, elaborado por Antonio Agenor Briquet de Lemos, intitulado “Circunstância e recepção de Missão do bibliotecário” (p. 57-82).
Nessa obra, Ortega y Gasset começa comentando que “missão significa, antes de tudo, aquilo que um homem deve fazer em sua vida. Pelo visto, a missão é algo exclusivo do homem” (p. 3). Mais adiante, reforça esse conceito ao afirmar que “eis que toda vida humana tem uma missão. Missão é isto: a consciência que cada homem tem de seu mais autêntico ser, daquilo que está chamado a realizar” (p. 7). A seguir, analisa a missão profissional, pois “a vida é, sobretudo, trabalho. Não nos damos a vida, mas é ela que nos é dada. (...) para viver devemos estar sempre fazendo algo, sob pena de sucumbir. Sim, a vida é trabalho. Sim, a vida dá trabalho, e, o maior de todos, acertar fazer o que é preciso fazer. (p. 7-8).
O intelectual espanhol aponta que “as profissões são tipos de atividade humana de que, pelo visto, a sociedade necessita. E um deles, há cerca de dois séculos, é o do bibliotecário” (p. 11). Adiante, o autor aponta para a existência de uma dualidade: “a missão do homem, o que cada homem deve fazer para ser o que é, e a missão profissional, em nosso caso a missão do bibliotecário, o que o bibliotecário deve fazer para ser um bibliotecário” (p. 12). Ele também pondera que o bibliotecário “ao exercer uma profissão, compromete-se a fazer o que a sociedade necessita. (...) para determinar a missão do bibliotecário, é preciso partir (...) da necessidade social a que serve vossa profissão. E esta necessidade, como tudo que é propriamente humano, não consiste em uma magnitude fixa, mas é, essencialmente, variável, migratória, evolutiva; em suma histórica” (p. 13, 16).
Portanto, como vemos, essa necessidade social é mutável ao longo do tempo e “o trabalho do bibliotecário variou sempre em função, rigorosamente, do que o livro significava como necessidade social” (p. 16). Como é sabido, historicamente o livro cumpriu diversas necessidades sociais ao longo dos séculos, assim “durante a Idade Média, a ocupação com os livros ainda é infra-social, não aparece para o público: está latente, secreta, pode-se dizer, intestina, confinada no recinto secreto dos mosteiros. (...) Ser guardião dos livros não era algo especial. Somente no alvorecer do Renascimento é que começa a delinear-se na área pública, a diferençar-se dos outros tipos genéricos de vida, a figura do bibliotecário. (...) é precisamente a época em que, também pela primeira vez, o livro é sentido socialmente como necessidade. (...) Neste sentido, digo que até o Renascimento a necessidade do livro não foi vigência social. E como foi então que se tornou vigência social aí vemos surgir imediatamente o bibliotecário como profissão” (p.18-20).
Nessa fase do Renascimento “a catalogação não é ainda urgente. A aquisição e a produção de livros, em compensação, adquirem traços de heroísmo. Estamos no século XV” (p. 21). Passaram-se três séculos e o autor argutamente indaga: “o que aconteceu entrementes com os livros? Publicaram-se muitos e a impressão tornou-se mais barata. São tantos os que existem que se sente a necessidade de catalogá-los. (...) Agora se sente a necessidade não de buscar livros – isso deixou de ser um problema real – mas de promover a leitura e buscar leitores. E, de fato, nessa etapa as bibliotecas se multiplicam e com elas os bibliotecários. Já é uma profissão que ocupa muitas pessoas” (p. 21-22).
Continuando, Ortega y Gasset, como se fosse numa aula de história, comenta que a Revolução Francesa transformou a sociedade européia. Para ele “esta sociedade foi consequência última daquela fé no livro sentida pelo Renascimento. A sociedade democrática é filha do livro, é o triunfo do livro escrito pelo homem escritor sobre o livro revelado por Deus e sobre os livros das leis ditadas pela autocracia. (...) O livro tornou-se socialmente imprescindível. É a época, por isso, em que surge o fenômeno das enormes tiragens. (...) O Estado oficializa as ciências e as letras. Reconhece no livro uma função pública e o considera um organismo político fundamental. Em virtude disso, a profissão de bibliotecário se converte em burocracia, por uma razão de Estado. Chegamos, pois, (...) à fase em que o livro se tornou uma necessidade imprescindível” (p. 24-26).
Em seguida, o filósofo espanhol aponta que, no Ocidente, até os meados do século XIX, o livro era uma necessidade social e também um instrumento benéfico por minorar as dificuldades de conservar todas as idéias. Porém, já no século seguinte, com o aumento das tiragens e de novos títulos, em toda a Europa existia a impressão de que havia “demasiados livros, ao contrário do que acontecia no Renascimento. O livro deixou de ser um desejo e é sentido como um peso. O próprio homem de ciência adverte que uma das grandes dificuldades de seu trabalho está em orientar-se na bibliografia do seu tema” (p. 34). Aqui, Ortega y Gasset aponta para o fenômeno que, tempos depois, seria denominado “explosão documental”.
Assinala-se aqui que, foi no século XX, que ocorreu o enorme incremento no volume de informação registrada e também das pessoas alfabetizadas, potencialmente produtoras de novos documentos. Daí a aceitação do uso da metáfora “explosão” para qualificar esse contexto como explosivo. Para domar essa “explosão” é sugerida uma nova missão para o bibliotecário, pois, até aquele momento, esse profissional tinha “se ocupado principalmente do livro como coisa, como objeto material. A partir de hoje terá que cuidar do livro como função viva: terá de exercer a polícia do livro e tornar-se domador do livro enfurecido” (p. 39).
Agora é preciso ver o livro como conflito. Nesse ponto o autor espanhol analisa três tópicos relacionados com essa situação conflituosa. O primeiro tópico se refere ao volume de livros, pois “mesmo reduzindo bastante o número de temas a que cada homem dedica sua atenção, a quantidade de livros que ele precisa absorver é tão gigantesca que supera os limites de seu tempo e sua capacidade de assimilação” (p.40). Assim, para penetrar nessa “selva de livros” serão necessários novos instrumentos. Neste ponto, de forma interessante, Ortega y Gasset propõe uma “estatística de idéias” – conceito anteriormente denominado bibliometria, em 1934, por Paulo Otlet, em seu clássico Traité de documentation – para determinar “com rigor o instante cronológico quando nasce uma idéia, o processo de sua difusão, o período exato durante o qual perdura como vigência coletiva e, por fim, a hora do seu declínio” (p. 42).
Nesse mesmo tópico o autor, dez anos antes do surgimento do primeiro computador, sugere a criação de “uma nova técnica bibliográfica de um automatismo rigoroso” (p.43). É possível que aqui esteja a semente da idéia de utilização dos enormes potenciais do que hoje conhecemos por tecnologia da informação em prol da modernização do fluxo informacional. Foi acertada, portanto, a intuição do filósofo espanhol de uma ordenação rigorosa e rápida da bibliografia, felizmente conseguida com a utilização, cada vez mais crescente, do computador e da internet.
No segundo tópico, o autor ao comentar essa explosão documental sugere que a profissão do bibliotecário “será incumbida pela sociedade de regular a produção do livro, a fim de evitar que se publiquem os que forem desnecessários e, que, em compensação, não faltem aqueles que são exigidos” (p. 43-44). É sugerido que o bibliotecário tenha um novo papel profissional, quase similar ao de censor. Essa ideia, conforme comentada no posfácio provocou enormes discussões em diversos países.
No último tópico, é apontada a importância do futuro bibliotecário “orientar o leitor não especializado na selva selvaggia dos livros, e ser o médico, o higienista de suas leituras” (p. 45). Aqui Ortega y Gasset está propondo ações relacionadas com o treinamento e educação do usuário. É possível que também esteja sugerindo uma seleção criteriosa dos volumes contidos nos acervos e nas indicações de leituras. Ao final deste tópico, o filósofo mencionou uma frase muito conhecida em nosso contexto: “nesta dimensão de seu ofício imagino o futuro bibliotecário como um filtro que se interpõe entre a torrente de livros e o homem” (p. 46). Propôs, portanto, que o bibliotecário seja o mediador/avaliador entre o documento e o usuário – um conceito que perdura até hoje.
Nota-se, assim, que veio em boa hora o lançamento da Missão do bibliotecário. Esse ensaio tem sido reeditado com frequência, traduzido para vários idiomas e objeto de inúmeras discussões e debates em artigos de periódicos, cursos e teses acadêmicas. Esse lançamento veio facilitar o acesso por parte do aluno de biblioteconomia à fonte original e, para o bibliotecário, a chance de sair um pouco do seu pragmatismo exacerbado, parando um pouco para refletir sobre uma filosofia da profissão sugerida sete décadas atrás pelo grande Ortega y Gasset. Suas idéias ainda são válidas e precisam ser conhecidas, discutidas e divulgadas na nossa área.
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Mercado de trabalho para bibliotecário no Paraná
0 Comentários terça-feira, outubro 13, 2009
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: bibliotecário, mercado de trabalho, Paraná
Empresas abrem vagas para bibliotecários
Mas maior oferta de vagas para profissional continua sendo em universidades e escolas
Fonte: Jornal de Londrina. Data: 21/09/2009.
Autora: Thays Puzzi.
URL: http://portal.rpc.com.br/jl/online/conteudo.phtml?tl=1&id=926176&tit=Empresas-abrem-vagas-para-bibliotecarios
Há quem ainda pense que um bibliotecário é aquele profissional pacato, que se atém a apenas organizar e emprestar livros de um acervo moroso e cheio de poeira. Engana-se. A profissão, uma das mais antigas do mundo, acompanha o ritmo acelerado das novas tecnologias e exige, além de senso crítico apurado, espírito investigativo, boa comunicação e muito dinamismo.
Conforme a chefe do departamento de Ciência da Informação da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Ivone Guerrido Di Chiara, com a chegada de novas ferramentas, principalmente a internet, houve uma quebra de paradigmas vigentes na profissão. “Foi um divisor de águas. Antes o bibliotecário tinha a posse do acervo. Agora diferentes tecnologias viabilizaram e começaram a promover o acesso a informações que não estão disponíveis só fisicamente.”
Habilitado basicamente para coletar, organizar e distribuir informação utilizando diferentes técnicas e ferramentas, o bibliotecário encontra no mercado grandes oportunidades de atuação. No Paraná, as universidades são as maiores empregadoras. Mesmo com um piso salarial estadual de R$ 1.200, o profissional pode chegar a ganhar R$ 8 mil. “Um bibliotecário com mestrado em início de carreira chega a ganhar mais do que um professor da área”, afirma Ivone.
Atuação em empresas
Mas atuar em bibliotecas universitárias e escolares não é a única opção. Segundo a coordenadora acadêmica do curso de biblioteconomia da UEL, Maria Júlia Giannasi Kaimer, cada vez mais as organizações buscam pessoas habilitadas para gerenciar suas informações.
“Se uma empresa não organiza as informações que produz, acaba perdendo espaço no cenário da competitividade”, ressalta Maria Júlia. Segundo ela, não há mais a possibilidade de se contratar um profissional para lidar com a informação que não domine as técnicas de um bibliotecário. “Esse acaba sendo o diferencial para uma empresa.”
Espaço no mercado
A coordenadora também destaca que os alunos da última turma que se formou na UEL, a única instituição paranaense com graduação em biblioteconomia, estão em sua maioria empregados. “Aqueles que se preocupam com a educação continuada conseguem se inserir no mercado com facilidade.” É o caso de Richele Grenge Vignoli, graduada em 2008 pela UEL. Há seis meses atuando no gerenciamento de informações de uma transportadora de produtos químicos de Londrina, Richele garante que esse novo nicho necessita de profissionais qualificados. A bibliotecária também presta consultoria para outra empresa do ramo. “Vale a pena investir. Além de ser uma atuação bastante interessante, dá um retorno melhor do que se estivesse trabalhando em uma biblioteca”, salienta.
“Nós fazemos o controle do conhecimento humano”
Basicamente existem quatro tipos de bibliotecas: as universitárias, as escolares e infantis, as públicas e as especializadas. Esta última, direcionada a algum tema ou abordagem, está cada vez mais presente no cotidiano de grandes corporações.
É o que ocorre na Embrapa Soja de Londrina. Com um acervo que chega à casa dos 30 mil livros, a empresa disponibiliza para a sociedade uma biblioteca que concentra todo tipo de informação sobre soja.
Além de manter, atualizar e disseminar essas informações aos usuários, a biblioteca ainda realiza a editoração de tudo que é produzido pelos pesquisadores da instituição. “Fazemos a normatização bibliográfica de pesquisas, artigos que serão publicados”, explica o coordenador bibliotecário da Embrapa Soja, Ademir Benedito Alves de Lima. Ele atua nesse cargo desde a década de 1980.
Ele, que disse ter encontrado realização profissional na área, afirmou que esse é um campo que está em alta. “Nós fazemos o controle do conhecimento humano. Olhamos o que já existe para possibilitar o surgimento de novas informações, ou seja, o cuidado para que não se reinvente a roda”, observou.
A estudante de Biblioteconomia da UEL e estagiária da Embrapa, Clotilde da Luz, não esconde a satisfação. “É uma profissão instigante, que aguça o senso investigativo. Muitos pesquisadores me entregam listas com referências bibliográficas e tenho que organizar e passar essas informações da melhor maneira”, afirma.
Biblioteca municipal também busca atualização
Com 75 mil livros no acervo, sem contar os periódicos, a Biblioteca Pública de Londrina está com um projeto de reestruturação que prevê a readequação do espaço físico, além da informatização do atendimento aos usuários.
De acordo com diretor das bibliotecas municipais de Londrina, Rovilson José da Silva, o projeto será desenvolvido em três etapas e tem início neste ano: serão melhorias na estrutura física da Biblioteca Pública, como os sistemas de iluminação, ventilação, elétrico e hidráulico.
Conforme Rovilson, a proposta ainda é chegar em 2012 com parte do sistema informatizado. “Como já ocorre em grandes centros, a idéia é que aqui funcione o sistema de bibliotecas do Município. Junto a todo esse processo também serão realizadas formações continuadas dos profissionais. Eles precisam estar em contato direto com as novas tendências”, explica.
Mas maior oferta de vagas para profissional continua sendo em universidades e escolas
Fonte: Jornal de Londrina. Data: 21/09/2009.
Autora: Thays Puzzi.
URL: http://portal.rpc.com.br/jl/online/conteudo.phtml?tl=1&id=926176&tit=Empresas-abrem-vagas-para-bibliotecarios
Há quem ainda pense que um bibliotecário é aquele profissional pacato, que se atém a apenas organizar e emprestar livros de um acervo moroso e cheio de poeira. Engana-se. A profissão, uma das mais antigas do mundo, acompanha o ritmo acelerado das novas tecnologias e exige, além de senso crítico apurado, espírito investigativo, boa comunicação e muito dinamismo.
Conforme a chefe do departamento de Ciência da Informação da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Ivone Guerrido Di Chiara, com a chegada de novas ferramentas, principalmente a internet, houve uma quebra de paradigmas vigentes na profissão. “Foi um divisor de águas. Antes o bibliotecário tinha a posse do acervo. Agora diferentes tecnologias viabilizaram e começaram a promover o acesso a informações que não estão disponíveis só fisicamente.”
Habilitado basicamente para coletar, organizar e distribuir informação utilizando diferentes técnicas e ferramentas, o bibliotecário encontra no mercado grandes oportunidades de atuação. No Paraná, as universidades são as maiores empregadoras. Mesmo com um piso salarial estadual de R$ 1.200, o profissional pode chegar a ganhar R$ 8 mil. “Um bibliotecário com mestrado em início de carreira chega a ganhar mais do que um professor da área”, afirma Ivone.
Atuação em empresas
Mas atuar em bibliotecas universitárias e escolares não é a única opção. Segundo a coordenadora acadêmica do curso de biblioteconomia da UEL, Maria Júlia Giannasi Kaimer, cada vez mais as organizações buscam pessoas habilitadas para gerenciar suas informações.
“Se uma empresa não organiza as informações que produz, acaba perdendo espaço no cenário da competitividade”, ressalta Maria Júlia. Segundo ela, não há mais a possibilidade de se contratar um profissional para lidar com a informação que não domine as técnicas de um bibliotecário. “Esse acaba sendo o diferencial para uma empresa.”
Espaço no mercado
A coordenadora também destaca que os alunos da última turma que se formou na UEL, a única instituição paranaense com graduação em biblioteconomia, estão em sua maioria empregados. “Aqueles que se preocupam com a educação continuada conseguem se inserir no mercado com facilidade.” É o caso de Richele Grenge Vignoli, graduada em 2008 pela UEL. Há seis meses atuando no gerenciamento de informações de uma transportadora de produtos químicos de Londrina, Richele garante que esse novo nicho necessita de profissionais qualificados. A bibliotecária também presta consultoria para outra empresa do ramo. “Vale a pena investir. Além de ser uma atuação bastante interessante, dá um retorno melhor do que se estivesse trabalhando em uma biblioteca”, salienta.
“Nós fazemos o controle do conhecimento humano”
Basicamente existem quatro tipos de bibliotecas: as universitárias, as escolares e infantis, as públicas e as especializadas. Esta última, direcionada a algum tema ou abordagem, está cada vez mais presente no cotidiano de grandes corporações.
É o que ocorre na Embrapa Soja de Londrina. Com um acervo que chega à casa dos 30 mil livros, a empresa disponibiliza para a sociedade uma biblioteca que concentra todo tipo de informação sobre soja.
Além de manter, atualizar e disseminar essas informações aos usuários, a biblioteca ainda realiza a editoração de tudo que é produzido pelos pesquisadores da instituição. “Fazemos a normatização bibliográfica de pesquisas, artigos que serão publicados”, explica o coordenador bibliotecário da Embrapa Soja, Ademir Benedito Alves de Lima. Ele atua nesse cargo desde a década de 1980.
Ele, que disse ter encontrado realização profissional na área, afirmou que esse é um campo que está em alta. “Nós fazemos o controle do conhecimento humano. Olhamos o que já existe para possibilitar o surgimento de novas informações, ou seja, o cuidado para que não se reinvente a roda”, observou.
A estudante de Biblioteconomia da UEL e estagiária da Embrapa, Clotilde da Luz, não esconde a satisfação. “É uma profissão instigante, que aguça o senso investigativo. Muitos pesquisadores me entregam listas com referências bibliográficas e tenho que organizar e passar essas informações da melhor maneira”, afirma.
Biblioteca municipal também busca atualização
Com 75 mil livros no acervo, sem contar os periódicos, a Biblioteca Pública de Londrina está com um projeto de reestruturação que prevê a readequação do espaço físico, além da informatização do atendimento aos usuários.
De acordo com diretor das bibliotecas municipais de Londrina, Rovilson José da Silva, o projeto será desenvolvido em três etapas e tem início neste ano: serão melhorias na estrutura física da Biblioteca Pública, como os sistemas de iluminação, ventilação, elétrico e hidráulico.
Conforme Rovilson, a proposta ainda é chegar em 2012 com parte do sistema informatizado. “Como já ocorre em grandes centros, a idéia é que aqui funcione o sistema de bibliotecas do Município. Junto a todo esse processo também serão realizadas formações continuadas dos profissionais. Eles precisam estar em contato direto com as novas tendências”, explica.
A Vingança da Bibliotecária
2 Comentários terça-feira, outubro 13, 2009
Publicado por Paulo Barreiro de Sousa
Assunto: biblioteca, bibliotecário, video
terça-feira, 22 de setembro de 2009
IFLA: 10 maneiras de fazer funcionar uma Biblioteca Pública
0 Comentários terça-feira, setembro 22, 2009
Publicado por Paulo Barreiro de Sousa
Assunto: Associação BAD, biblioteca, bibliotecário, IFLA, profissional da informação
A Secção de Bibliotecas Públicas da IFLA publicou recentemente recomendações que vêm complementar o Manifesto da UNESCO sobre Bibliotecas Públicas de 1994. Com o título 10 ways to make a public library work / Update your libraries são apontados caminhos para colocar os serviços da biblioteca pública no século XXI, através do recurso às novas tecnologias.
As recomendações assinalam o importante papel da biblioteca no universo digital em constante mudança.
Sublinham a necessidade de criar uma sabedoria global – World Wide Wisdom –, conhecimento e entendimento capazes de transpor barreiras ao diálogo entre diferentes culturas. Defendem que o bibliotecário deve actuar enquanto educador e formador da comunidade, e não apenas como guardião do conhecimento.
É sustentada a necessidade de fazer da biblioteca pública um espaço de encontro da comunidade, no qual coexistam os papéis de biblioteca, arquivo, museu e centro de cultura, criando a “biblioteca combinada”.
As recomendações assinalam o importante papel da biblioteca no universo digital em constante mudança.
Sublinham a necessidade de criar uma sabedoria global – World Wide Wisdom –, conhecimento e entendimento capazes de transpor barreiras ao diálogo entre diferentes culturas. Defendem que o bibliotecário deve actuar enquanto educador e formador da comunidade, e não apenas como guardião do conhecimento.
É sustentada a necessidade de fazer da biblioteca pública um espaço de encontro da comunidade, no qual coexistam os papéis de biblioteca, arquivo, museu e centro de cultura, criando a “biblioteca combinada”.
- Aceda ao texto integral do documento: 10 ways to make a public library work / Update your libraries (pdf | inglês).
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Portaria Professor Bibliotecário
2 Comentários segunda-feira, julho 06, 2009
Publicado por Paulo Barreiro de Sousa
Assunto: Associação BAD, biblioteca escolar, bibliotecário, Legislação
A partir do ano lectivo de 2009-2010 a organização e gestão das bibliotecas escolares estará a cargo de professores bibliotecários a tempo inteiro que devem desenvolver estratégias e políticas que garantam a rentabilização de recursos e investimentos e a(s) coloquem ao serviço da escola, do processo formativo e das aprendizagens dos alunos.Divulga-se o texto da portaria que aguarda publicação em Diário da República e que regula a designação de professores bibliotecários a partir do ano 2009-2010.
Aceda à informação completa no website da APBAD
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