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sexta-feira, 21 de junho de 2013

Biblioteca com padrão FIFA


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No início de junho de 2013 começaram na capital gaúcha e depois, paulatinamente foi expandida para outras capitais, uma série de manifestações contra reajustes das tarifas dos transportes urbanos. Essas ações configuraram um movimento reivindicatório de abrangência nacional, que contempla uma pauta que passou a incluir inúmeras reivindicações. As principais delas são:
a)                   Melhoria no sistema de saúde, pois é comum nos hospitais públicos a existência de longas filas para o atendimento do cidadão e à falta de leitos hospitalares, ocorrendo casos de pacientes ficarem nos corredores dos hospitais, sendo que muitos deles no chão.
b)                 Melhoria na educação, com melhor estrutura física das escolas, melhores salários para os professores, acesso à internet, existência de bibliotecas.
c)                   Melhoria na segurança; nos últimos tempos têm ocorrido muitas mortes cometidas por jovens que ficam impunes e estão abrigados por uma legislação que dá liberdade a esses infratores quando atingem a maioridade, no caso 18 anos.
d)                  Gastos nababescos com estádios de futebol para a Copa do Mundo – no caso de Brasília os custos finais devem atingir um bilhão de dólares (sim, de dólares);
e)                   Fim da corrupção -- agora uma praga quase que generalizada nos três níveis de governos. Em quase todos os lugares devem existir processos contra a corrupção inconclusos ou que se arrastam por muito tempo.
f)                   A prisão dos envolvidos com o escândalo do grupo dos “Mensaleiros”, integrado por mais de trinta pessoas, entre elas ex-ministro e parlamentares. Esse processo vem se arrastando por mais de sete anos no Supremo Tribunal Federal e alguns dos envolvidos voltaram a ocupar cargos importantes devido a brechas na legislação.
g)                  A não aprovação da Proposta de Emenda Constitucional 37 (PEC 37) que reduz os poderes de investigação do Ministério Público, ficando a Polícia Federal – supervisionada pelo Poder Executivo – como única responsável por esse tipo de investigação.
O movimento está crescendo e ontem, 20 de junho, aconteceram passeatas em mais de 120 cidades brasileiras, trazendo às ruas quase dois milhões de pessoas. Em algumas dessas manifestações ocorreram violência – sempre existe uma minoria que procura provocar incêndios, roubar lojas, destruir placas de trânsito, entre outras coisas. O certo é que não se sabe como isto tudo irá terminar.
Os manifestantes são em sua maioria jovens estudantes que defende redução de tarifas ou mesmo eliminação delas do transporte público das cidades. A eles se somaram integrantes de outros movimentos sociais e pessoas comuns; quase todos usam as redes sociais como ferramentas de mobilização e divulgação.
É comum ver na imprensa que o “o Brasil agora acordou” e que os manifestantes desejam mudá-lo – vale lembrar que o Hino Nacional tem uma estrofe que diz que o país está “deitado eternamente em berço esplêndido”. Será que o gigante está acordando, meio zonzo com o cheiro do gás lacrimogêneo?
Neste contexto de demandas sociais creio que os bibliotecários, arquivistas, museólogos e outros profissionais da informação poderiam engrossar as passeatas, levando cartazes contendo dizeres como: “Queremos bibliotecas com o padrão FIFA”, “O Brasil quer arquivos com o padrão FIFA”, ou mesmo, “Agora é hora de museus com padrão FIFA”.
Gostemos ou não este parece ser um momento histórico.


Murilo Cunha

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Bibliotecas escolares em Angola


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Fonte: Agência Angola Press. Data: 14/11/2012.

URL: http://www.portalangop.co.ao/motix/pt_pt/noticias/lazer-e-cultura/2012/10/46/Bibliotecario-defende-criacao-bibliotecas-escolares,b2ef83e3-884f-4380-a381-2d8ff20033cd.html

O bibliotecário Jorge de Abreu Arrimar defendeu hoje (quarta-feira), em Luanda, a parceria entre o ministério de educação, editoras e as escolas, por forma a criação de bibliotecas escolares, visam, sobretudo, incentivar o hábito de leitura na sociedade no geral.

Em declarações á Angop, por ocasião da mesa redonda “ A história e a literatura “, realizada no âmbito da segunda edição do projecto cultural “ Ler é uma Festa “, Jorge Arrimar sustentou que a parcerias entre o ministério de educação e as escolas do ensino geral teria como finalidade desenvolver projectos para a criação de bibliotecas escolar, para o insectivo a leitura por parte dos alunos.

Jorge de Abreu Arrimar disse ainda que em cada escola do ensino geral deveria existir uma biblioteca, conforme a dimensão da instituição, onde cada aluno teria disponível um livro seleccionado para o incentivo a leitura.

Acredita que esta parceria contribuiria também para o aparecimento de mais publicações e autores nacionais.

 “As próprias editoras estariam motivadas para editar mais livros e isso incentivaria também o aparecimentos de mais autores e escritores porque os mesmos sentem a existência de oportunidades para o lançamentos das suas obras”, realçou o bibliotecário.

 “Ler é uma Festa “visa divulgar, cada vez mais, a importância do livro e promover o hábito de leitura na população com vista a contribuir na formação cultural e intelectual da pessoa, para que tenha uma melhor compreensão dos factos e fenómenos no mundo.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Cadastro das bibliotecas brasileiras


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Conheça as bibliotecas do seu Estado e da sua cidade que fazem parte do Cadastro Nacional de Bibliotecas da Biblioteca Nacional. A busca pode ser feita pelo nome do Estado, cidade, tipo de biblioteca (pública, universitária, especializada, comunitária, escolar, ponto de leitura, sala de leitura), número do CPF ou do CNPJ, razão social da instituição mantenedora ou pelo nome da biblioteca. Também é possível utilizar o filtro de busca

Clicando no nome da biblioteca são fornecidos os seus dados básicos: nome da biblioteca, CNPJ, e-mail, telefone, endereço, nome do responsável, e-mail do responsável.

Em 28 de agosto de 2012 estavam registradas 5.289 bibliotecas. Agora, com a existência desse cadastro será possível realizar uma análise crítica da verdadeira situação das nossas bibliotecas. Esse cadastro pode se transformar num manancial de dados para a pesquisa bibliotecária.

Maiores detalhes no URL:


Murilo Cunha

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Curso Biblioteca Escolar


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Está aberta a 2ª fase de candidaturas ao Curso de Especialização Pós-Graduada em Gestão de Bibliotecas Escolares, da Escola Superior de Estudos Industriais e de Gestão (ESEIG) do Instituto Politécnico do Porto (IPP), que decorre de 3 de agosto a 14 de setembro 2012.
O Curso de Especialização Pós-Graduada em Gestão de Bibliotecas Escolares enquadra-se numa área de formação convergente no que concerne à gestão de organizações informacionais de natureza educacional, pois adota uma abordagem holística da Ciência da Informação e da Educação. A interação destas duas áreas, completadas pelas Tecnologias da Informação e Comunicação garantem, por um lado, a adequabilidade ao atual contexto e, por outro, a qualidade das competências a adquirir.
Especialização Pós-Graduada em Gestão de Bibliotecas Escolares destina-se a Professores do Ensino Básico e do Ensino Secundário e Educadores de infância que desempenhem ou pretendam desempenhar funções no âmbito das bibliotecas escolares, Bacharéis ou Licenciados em qualquer área que pretendam adquirir ou aprofundar conhecimentos para o exercício de funções no âmbito das bibliotecas escolares. O Curso de Especialização Pós-Graduada em Gestão de Bibliotecas Escolares destina-se preferencialmente a candidatos que estejam qualificados profissionalmente para a docência ou que tenham prática de ensino.
O curso irá funcionar, a partir de início de Outubro de 2012 até Julho de 2013, à Sexta-feira em horário pós-laboral e ao Sábado de manhã.
O plano curricular está organizado em dez módulos que variam entre as 24 horas e 32 horas letivas. Para informações mais detalhadas ver o prospeto em anexo ou consultar a página Web: http://www.eseig.ipp.pt/eseig/index.php/pt/cursos/pos-graduacoes/gestao-de-bibliotecas-escolares

Para qualquer esclarecimento adicional, por favor, enviar e-mail para: pggbe-eseig@eu.ipp.pt ou sec.posgraduacao@eseig.ipp.pt ou servicos.academicos.eseig@eu.ipp.pt

terça-feira, 1 de maio de 2012

Como resolver o x do problema da leitura?


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Tarcisio Zandonade,

Professor da UnB, aposentado

Fonte: Correio Braziliense (Brasília, DF). Data: 22/04/2012.

O Correio Braziliense publica regularmente oportunas matérias sobre a mais importante atividade na aprendizagem: a leitura. Este tema é quase sempre analisado sob a perspectiva da falência do ensino da leitura, ou seja, conclui-se sempre que o leitor brasileiro lê, mas não entende... Tony Buzan, um bem sucedido autor inglês, lança pela BBC desde 1974 periódicas edições ou reimpressões do livro Use Your Head (Use a Cabeça). O quarto capítulo desse livro trata da leitura, que para Buzan é o inter-relacionamento total do indivíduo com a informação simbólica. Esse inter-relacionamento desenvolve-se em sete passos.

Os sete passos são os seguintes: (1) Reconhecimento – o aprendiz de leitor aprende os símbolos das letras e dos números. (2) Assimilação – o processo físico, pelo qual a luz é refletida a partir da palavra e recebida pelo olho do leitor e depois transmitida ao seu cérebro pelo nervo ótico. (3) Compreensão – o leitor faz uma ligação de todas as informações que está lendo, com as outras partes do mesmo texto. (4) Entendimento – o leitor analisa, critica, avalia, seleciona e rejeita o que está lendo e integra a informação que lê com todo o seu conhecimento anterior, fazendo as conexões entre os conceitos aprendidos. Assim, quanto mais livros o leitor lê, mais entenderá o próximo livro. (5) Retenção – o leitor armazena na sua memória o resultado de todos os passos anteriores, criando uma verdadeira “biblioteca” na sua cabeça. (6) Revocação – o leitor “chama de volta”, recupera ou lembra o que leu, no momento em que precisa da informação armazenada na sua memória. (7) Comunicação – o nível mais profundo, que é atingido somente quando se consegue transmitir aquilo que foi lido.

Mas, como se dá o processo ótico da assimilação? Ao ler um texto, parece que os olhos se movimentam suavemente, do início até o fim de uma linha, e depois voltam ao início da linha seguinte, até o fim do texto. Esse processo, porém, é muito mais rico do que parece: os olhos movem-se em saltos rápidos (contrações) e rápidas fixações (estabilizações) pelas linhas do texto. A leitura acontece somente durante as fixações, que ocorrem de três a quatro vezes por segundo. Os olhos precisam dessa fixação ou parada para “fotografar” uma palavra ou uma sequência de palavras. A sensação de continuidade na leitura, portanto, é apenas uma ilusão! Esse processo foi descoberto somente no século 19 pelo oftalmologista francês Emil Javal. Conhecendo esse maravilhoso processo neuropsicológico, quais lições podem ser tiradas? Antes de tudo, o leitor deverá perceber que ler é uma técnica e uma arte. Além disso, deverá saber que mais de 80% do que se aprende é resultado da leitura.

Conclui-se, então, que os pedagogos e os gestores educacionais, incluindo a família, devem conhecer a grande potencialidade da criança para aprender a ler. Com certeza, conhecendo a maravilha do processo de leitura, a criança será motivada a gostar de ler. Algumas lições podem ser tiradas dessas reflexões:

(a) A criança aprende a ler com muita facilidade, motivação e alegria, e com relativa rapidez. Os educadores, de modo geral, conseguem ensinar a ler de forma eficiente. Entretanto, se a criança não tiver o que ler, chegará somente ao nível (2) da leitura. Virá a ser mais um brasileiro que lê, mas não entende...

(b) Todas as escolas devem ter uma boa biblioteca, pois uma escola sem biblioteca não ensina a ler, apenas engana! As crianças, cujos pais lêem em casa, lerão mais e melhor! Mas, a responsabilidade de providenciar os livros para a leitura é da biblioteca escolar. Além disso, os jovens gostam de livros atualizados, bonitos, limpos e bem conservados! Não é com livros descartados de outras coleções que se vai motivar a leitura...

(c) Biblioteca escolar sem um bibliotecário para organizá-la e administrá-la torna-se logo um depósito de papel velho. Há escolas públicas no Distrito Federal, que por economia fecharam as bibliotecas e abriram “salas de leitura” para não contratar bibliotecários. Para que uma biblioteca escolar funcione bem é preciso também que os bibliotecários escolares sejam remunerados, pelo menos, no mesmo nível dos professores, uma vez que o bibliotecário é o melhor colaborador do professor, tanto na educação dos alunos, quanto na atualização dos próprios professores.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Nós Portugueses: as bibliotecas


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As bibliotecas escolares e públicas de Portugal analisadas no programa 'Nós Portugueses', da RTP (Telejornal de 28/11/2011), a partir dos dados da Pordata.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Falta de biblioteca prejudica as aulas na escola do Dundo (Angola)


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Fonte: Jornal de Angola. Data: 2/11/2011.

Autor: João Silva.

URL: http://jornaldeangola.sapo.ao/14/18/falta_de_biblioteca_prejudica_as_aulas_na_escola_do_dundo

A inexistência de uma biblioteca e de laboratórios para as aulas práticas dos cursos de Química, Física e Biologia, na Escola de Formação de Professores do Dundo, província da Lunda-Norte, está a criar sérios transtornos para a instituição, disse segunda-feira, ao Jornal de Angola, o seu director pedagógico.

Anacleto Nangonga esclareceu que a situação tem estado a dificultar a concretização dos objectivos para a qual foi criada a instituição, que é a de formar quadros docentes para o ensino primário e do I ciclo.

O responsável referiu que a instituição que dirige possui três laboratórios, mas encontram-se inoperantes devido à falta de reagentes e instrumentos.

Anacleto Nangonga sublinhou que a inexistência de uma biblioteca que permita aos estudantes aprofundar os seus conhecimentos, constitui também um dos problemas da Escola de Formação de Professores do Dundo.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Dia Nacional das Bibliotecas Escolares assinalado amanhã


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Fonte: Jornal da Mealhada (Portugal). Data: 23/10/2011.

URL: http://www.jornaldamealhada.com/index.php?tipo=3&link=124&id_conteudo=2333

As Bibliotecas Escolares de todo o mundo celebram em outubro o "Mês Internacional da Biblioteca Escolar", segundo os princípios estabelecidos pela Associação Internacional das Bibliotecas Escolares.

O Gabinete da Rede de Bibliotecas Escolares, em Portugal, decidiu declarar o dia 24 de outubro como o Dia da Biblioteca Escolar, reservando este dia para a realização de atividades específicas, embora também se possa levar a efeito iniciativas nos outros dias do mês.

O lema adotado este ano pela IASL foi "Bibliotecas Escolares. Saber. Um poder para a vida", evidenciando a filosofia que preside à criação e manutenção de uma rede de bibliotecas em todas as escolas do país: o desenvolvimento de competências básicas na área da pesquisa e organização da informação de forma a que os alunos levem para a sua vida futura "o poder" de construir autonomamente o seu conhecimento.

As bibliotecas escolares do concelho da Mealhada irão desenvolver atividades neste âmbito ao longo do mês de outubro

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

BID: escolas da América Latina e do Caribe têm infraestrutura precária


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Fonte: Agencia Brasil. Data: 18/10/2011.

URL: http://noticias.terra.com.br/educacao/noticias/0,,OI5420683-EI8266,00-BID+escolas+da+America+Latina+e+do+Caribe+tem+infraestrutura+precaria.html

A infraestrutura e o acesso a serviços básicos de eletricidade, água, esgoto e telefone são "altamente deficientes" nas escolas da América Latina e do Caribe. Em 40% das escolas públicas e privadas, não há biblioteca, 88% não têm laboratório de ciências, 65% não contam com salas de informática e 35% não oferecem espaço para prática esportiva. Os dados constam do relatório Infraestrutura Escolar e Aprendizagem da Educação Básica Latino-Americana, lançado nesta terça-feira pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

O estudo leva em consideração informações sobre 16 países, incluindo o Brasil. Uma das conclusões é que há grande disparidade entre a infraestrutura disponível nas escolas particulares em relação à rede pública e ainda entre as que se localizam nas cidades em comparação às do campo.

A condição dos estabelecimentos de ensino que atendem à quinta parte mais pobre é ainda mais grave. Segundo o relatório, só a metade deles tem acesso à água potável e eletricidade, apenas 4% têm acesso à linha telefônica, mais da metade não têm biblioteca e quase nenhum tem laboratório de ciências, ginásio de esportes ou sala de computação. "Essas deficiências minimizam o potencial da escola em mitigar ou compensar as iniquidades que as crianças trazem de casa, já que muitas dessas carências estão replicadas nos lares dos estudantes", aponta.

A comparação entre os países mostra que aqueles localizados na América Central apresentam os maiores déficits nos parâmetros medidos, seguidos pelo Paraguai e Equador, na América do Sul. Na outra ponta, estão os países do Conesul (Chile, Argentina e Uruguai), que contam com a melhor infraestrutura física. O Brasil, assim como o México e a Colômbia, ocupa posição intermediária entre as variáveis analisadas. O estudo destaca que, no Brasil, menos de 10% das escolas têm laboratórios de ciências, situação que se repete em El Salvador, na Nicarágua e Costa Rica.

O estudo também relaciona a infraestrutura das escolas com o desempenho dos alunos a partir do Segundo Estudo Regional Comparativo e Explicativo (Serce), espécie de teste que foi aplicado a quase 200 mil alunos de três mil escolas da região. A principal conclusão é que aqueles que estudam em unidades mais bem equipadas têm um melhor aprendizado.

Um dos fatores que está mais "consistente e positivamente" relacionado com a pontuação dos alunos no Serce, segundo o relatório, é a presença de áreas de estudo como laboratórios de ciências, biblioteca e sala de computação na estrutura escolar. O relatório estima que haverá uma variação de cerca de 20 pontos na nota de um aluno de uma escola que conte com todos esses recursos em comparação à outra que não tenha nenhum desses insumos.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Escolas têm mais internet que biblioteca


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Fonte: O Estado de S. Paulo. Data: 22/12/2010.

Autora: Lisandra Paraguassu.

Enquanto 95% dos alunos do ensino médio estudam em unidades com acesso à rede, 57% têm laboratório e 73% dispõem de espaço para leitura

Enquanto o investimento feito pelo governo federal em informática possibilita que quase 95% dos alunos de ensino médio já estejam em escolas com computadores com acesso à internet, a oferta de laboratórios de ciências e bibliotecas para esses mesmos estudantes é bem menor: 57% e 73,2%, respectivamente. Os dados constam do Censo Escolar 2010, divulgado anteontem pelo Ministério da Educação.

O sistema de internet nas escolas cresceu rapidamente por causa de uma obrigação contratual das operadoras de telefonia que, para renovar a concessão, tiveram de se comprometer a instalar a banda larga em todas as escolas do País. Segundo o ministério, no primeiro semestre de 2011 todas as 62 mil escolas públicas terão acesso à internet.

Entretanto, os laboratórios de ciências e as bibliotecas - que são bem mais simples e baratos, mas dependem exclusivamente de recursos do MEC - andam a passos bem mais lentos.

As escolas que atendem os anos iniciais do ensino fundamental, do 1.º ao 5.º ano, são as que apresentam mais problemas. Apenas 30,4% delas têm bibliotecas e 7,6%, laboratórios.

Como existem muitas escolas rurais pequenas, a situação é um pouco melhor quando se leva em conta o número de alunos atendidos. Ainda assim, apenas 50% das crianças que estão aprendendo a ler e a gostar de livros são atendidas com bibliotecas. E 13,4% têm acesso a um laboratório de ciências.

Nas séries subsequentes a situação melhora um pouco. Nos anos finais do ensino fundamental (do 6.º ao 9.º ano), quase 60% das escolas têm bibliotecas e elas atendem cerca de 65% dos estudantes. No ensino médio, 73,2% dos estudantes têm bibliotecas nas suas escolas.

Os laboratórios de ciência são um problema mais sério. Mesmo no ensino médio, em que podem ser considerados essenciais, cerca de 57% dos alunos têm acesso a um laboratório. Nos anos finais do fundamental são apenas 32,6%.

As escolas brasileiras também têm dificuldades para oferecer instalações adequadas a crianças com deficiência. Apesar de o censo ter mostrado um crescimento nas matrículas em escolas regulares, chegando a 85% das crianças com deficiência, apenas 12,2 % delas, nos anos iniciais do ensino fundamental, têm instalações e vias adequadas para receber esses alunos. Nos anos finais e no ensino médio, a situação melhora um pouco. Mesmo assim, apenas 30% das escolas estão adaptadas.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Aprovado o cargo de bibliotecário escolar em Santa Catarina


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URL: http://www.alesc.sc.gov.br/expediente/2010/PLC_0039_0_2010_Original.rtf

Fonte: Assessoria de Comunicação Deputado Estadual Pedro Uczai.

Data: 16/12/2010.

O plenário da Assembléia Legislativa aprovou, na tarde desta quarta-feira (8), um projeto de lei complementar (PLC 39/10) de autoria do deputado estadual Pedro Uczai que cria o cargo de bibliotecário escolar dentro do quadro de pessoal do magistério público estadual. Com isso, as escolas estaduais deverão contratar o profissional com formação específica para atuar na função. O projeto segue agora para a sanção do governador.

O projeto aprovado altera a lei complementar 1.139, de 28 de outubro de 1992, que não contempla a função de bibliotecário na carreira do magistério. Segundo o deputado Uczai, a ausência de bibliotecários com formação superior nas escolas do Estado tem causado problemas. Um deles é que os professores são desviados de sua função para suprir essa necessidade, prejudicando a carreira desses profissionais e também a qualidade da educação, além "fechar as portas" para os bibliotecários que poderiam fazer carreira no Estado.

Uczai destacou ainda que a criação do cargo de bibliotecário escolar é uma luta da comunidade escolar e das entidades representativas de classe, como o Conselho Regional de Biblioteconomia e a Associação Catarinense de Bibliotecários. Elas realizaram várias mobilizações nos anos de 2005 e 2006 e coletaram milhares de assinaturas em apoio a esta reivindicação, além de ocuparem a tribuna da Assembleia Legislativa por solicitação do então deputado Paulo Eccel.

"Essa é uma luta fundamental para avançarmos na qualidade da educação nas escolas da rede pública estadual, à medida que mantém o professor em sala de aula e coloca um profissional especificamente preparado para exercer a função de bibliotecário escolar", concluiu Uczai.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Ibero-América quer fim do analfabetismo até 2015


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Fonte: France Presse. Data: 04/12/2010.

Os países da América Latina, junto com Espanha, Portugal e Andorra, comprometeram-se nesta sexta-feira a erradicar em cinco anos o analfabetismo no espaço ibero-americano, estabelecendo um plano educacional com investimento superior a 100 bilhões de dólares.

"Realizar a alfabetização plena em todos os países da região antes de 2015", destacou a declaração final da 20ª cúpula ibero-americana na cidade argentina de Mar del Plata, que debateu, entre outras questões, a "educação como instrumento de inclusão social".

Os 16 chefes de Estado e governo e os seis chefes de delegação ibero-americanos presentes em Mar del Plata comprometeram-se a "fortalecer programas existentes e os de emergência" para cumprir a meta de erradicar o analfabetismo até 2015.

A América Latina possui 39 milhões de analfabetos; 110 milhões de adolescentes da região não chegaram a concluir a escola primária, segundo a UNESCO, o organismo de educação e cultura da ONU.

O compromisso é investir 102.824 milhões de dólares nos próximos dez anos.

A cúpula ibero-americana propôs-se também a "incorporar nos sistemas educativos o princípio da inclusão de forma que nenhuma pessoa deixe de ter oferta pertinente e oportuna a suas necessidades pedagógicas", diz a declaração.

A iniciativa quer levar à prática programas de alfabetização que já demonstraram sucesso em outros países da região, garantindo também um proceso posterior voltado para a consolidação da aprendizagem da leitura e da escrita de 4,5 milhões de pessoas na América Ibérica.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Livros para uma vida


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Fonte: Editora Abril. Projeto Educar para crescer.

URL: http://educarparacrescer.abril.com.br/livros/index.shtml

Dezoito educadores selecionaram 204 obras essenciais para serem lidas do Ensino Infantil ao Ensino Médio

Pesquisas mostram que um dos principais fatores na formação do hábito de leitura de uma pessoa é o incentivo dos pais, logo nos primeiros anos escolares. Portanto, se você tem um filho nesta idade, vai aí uma ótima dica. Como parte do Projeto Educar para Crescer, iniciativa comandada pela Editora Abril, um grupo de educadores selecionou um conjunto obras indispensáveis para que os alunos cheguem com boas referências à vida adulta. São 204 livros para serem lidos dos dois aos dezoito anos, um por mês.

Na lista, verdadeiras preciosidades da literatura universal, como Crime e Castigo, Madame Bovary, Admirável Mundo Novo e a Metamorfose. O cardápio é saboroso e variado. Os brasileiros convivem lado a lado com os escritores estrangeiros e há espaço para todos os gêneros literários.

Clique aqui [http://educarparacrescer.abril.com.br/livros/index.shtml] e comece a aventura. Temos certeza que você vai encontrar ótimas dicas de leitura para você também.
Comentário:
Esta é uma excelente bibliografia básica para leituras recomendas para a extensa faixa etária dos 2  aos 18 anos! Também serve de "dica" para as biblioteca escolares e públicas em manterem esses títulos em seus acervos. Parabéns à Editora Abril pelo projeto.
Murilo Cunha

sábado, 30 de outubro de 2010

Censura Monteiro Lobato?


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Duas notas sobre a possibilidade de censura à obra de Monteiro Lobato.
1) Conselho quer vetar livro de Monteiro Lobato em escolas

Fonte: Folha de S. Paulo. Data: 29/10/2010.
Autoras: Angela Pinho e Johanna Nublat.

Parecer sugere que obra não seja distribuída sob a alegação de que é racista. Racismo em "Caçadas de Pedrinho" estaria nas referências à Tia Nastácia e a animais como urubu e macaco.

Monteiro Lobato (1882-1948), um dos maiores autores de literatura infantil, está na mira do CNE (Conselho Nacional de Educação). Um parecer do colegiado publicado no "Diário Oficial da União" sugere que o livro "Caçadas de Pedrinho" não seja distribuído a escolas públicas, ou que isso seja feito com um alerta, sob a alegação de que é racista.

Para entrar em vigor, o parecer precisa ser homologado pelo ministro da Educação, Fernando Haddad. O texto será analisado pelo ministro e pela Secretaria de Educação Básica. O livro já foi distribuído pelo próprio MEC a colégios de ensino fundamental pelo PNBE (Programa Nacional de Biblioteca na Escola).

Em nota técnica citada pelo CNE, a Secretaria de Alfabetização e Diversidade do MEC diz que a obra só deve ser usada "quando o professor tiver a compreensão dos processos históricos que geram o racismo no Brasil".

Publicado em 1933, "Caçadas de Pedrinho" relata uma aventura da turma do Sítio do Picapau Amarelo na procura de uma onça-pintada. Conforme o parecer do CNE, o racismo estaria na abordagem da personagem Tia Nastácia e de animais como o urubu e o macaco.

"Estes fazem menção revestida de estereotipia ao negro e ao universo africano", diz a conselheira que redigiu o documento, Nilma Lino Gomes, professora da UFMG.

Entre os trechos que justificariam a conclusão, o texto cita alguns em que Tia Nastácia é chamada de "negra". Outra diz: "Tia Nastácia, esquecida dos seus numerosos reumatismos, trepou, que nem uma macaca de carvão".

Em relação aos animais, um exemplo mencionado é: "Não é à toa que os macacos se parecem tanto com os homens. Só dizem bobagens".

Por isso, Nilma sugere ao governo duas opções: 1) não selecionar para o PNBE obras que descumpram o preceito de "ausência de preconceitos e estereótipos"; 2) caso a obra seja adotada, tenha nota "sobre os estudos atuais e críticos que discutam a presença de estereótipos raciais na literatura".

À Folha Nilma disse que a obra pode afetar a educação das crianças. "Se temos outras que podemos indicar, por que não indicá-las?"

Seu parecer, aprovado por unanimidade pela Câmara de Educação Básica do CNE, foi feito a partir de denúncia da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial, ligada à Presidência, que a recebeu de Antonio Gomes da Costa Neto, mestrando da UnB.

2) Não fariam isso se fosse Shakespeare, diz professora
Fonte: Folha de S. Paulo. Data: 29/10/2010.

Milena Ribeiro Martins, especialista em Monteiro Lobato e professora de literatura brasileira e teoria literária da Universidade Federal do Paraná, defende a utilização das obras do escritor nas escolas e remete ao mediador de leitura a discussão sobre o tratamento aos negros. “De fato, aparecem muitos ditos preconceituosos na obra de Monteiro Lobato. [Hoje] temos um linguajar politicamente correto que é tido como modelo, e tudo o que foge a ele é errado: preto é menos desejável que negro, melhor ainda é afrodescendente. Na época de Lobato, é bom que a figura do negro apareça com o destaque de uma pessoa afável como a Tia Nastácia. Antes, aparecia só como denúncia social ou não aparecia. Então, temos uma personagem negra que assume voz importante, mesmo que seja chamada de negra beiçuda”.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Para 25% dos alunos do Ensino Fundamental, ler é sacrifício


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Fonte: PublishNews. Data: 27/10/2010.

Um em cada quatro alunos do Ensino Fundamental acha que ler é "um sacrifício", alerta a pesquisa “Leitura e qualidade de ensino”, encomendada pela Fundação SM e realizada por Mara Kotscho Pesquisas de Mercado. Os resultados parciais desse estudo, que investiga os hábitos de leitura de crianças e professores de escolas públicas e privadas de São Paulo, foram apresentados na última sexta-feira (22), durante o Fórum de Leitura promovido pela entidade. A análise das informações obtidas está a cargo das professoras Marisa Lajolo, da Unicamp e do Mackenzie, e Regina Zilberman, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Segundo Marisa, a pesquisa evidencia a necessidade de se repensar a formação do professor: se este não gostar de ler, dificilmente será capaz de despertar o interesse dos alunos pela leitura.

Para incentivar o desenvolvimento de uma geração de leitores no Brasil, a Fundação SM reuniu, no fórum, representantes do Ministério da Educação, do Ministério da Cultura e da Fundação para o Desenvolvimento da Educação de São Paulo, bem como professores que desenvolvem projetos inovadores em sala de aula. Se, por um lado, políticas públicas como o Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) e o projeto Ler é Viver estão colocando mais livros de literatura ao alcance dos alunos, de outro lado é o empenho de professores em aulas, saraus de leitura e festivais literários que está rompendo com o desinteresse de crianças e jovens.

A identificação com as histórias e a autonomia dos alunos na escolha do que querem ler são essenciais, concordaram os professores convidados, pois motivam o interesse pela leitura. Mas “para formar um leitor, é importante criarmos uma comunidade leitora, um ambiente em que aquela criança possa conversar sobre o que está lendo com outras pessoas”, destaca a professora Marisa Lajolo. Afinal, ainda que a leitura seja uma atividade solitária, ela promove um repensar sobre si e se reflete na formação e na ação social de cada cidadão.

Os resultados completos da pesquisa serão divulgados ainda neste ano.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Biblioteca diminui evasão escolar


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Fonte: PublishNews. Data: 8/10/2010.

Após 10 anos do Projeto Biblioteca Comunitária Ler é Preciso, o Instituto Ecofuturo [URL: http://www.ecofuturo.org.br/programa_ler_e_preciso] , uma organização social de interesse público criada e mantida pela Suzano desde 1999, divulga pesquisa que traça um perfil do projeto, fazendo uso de metodologia que pode servir de referência à políticas públicas e ações privadas para implantação de bibliotecas.

O trabalho, coordenado pelo pesquisador Ricardo Paes de Barros, ligado ao Instituto de Pesquisas Econômicas e Aplicadas (IPEA), verificou a sustentabilidade das bibliotecas implantadas pelo Ecofuturo no modelo de gestão compartilhada entre poder público, comunidade e parceiros.

Para a realização do estudo, foi avaliada a qualidade do serviço oferecido por 55 bibliotecas do projeto (atualmente, são 85 bibliotecas em 11 estados brasileiros). Segundo a pesquisa, o projeto teve êxito no seu objetivo de atender crianças e jovens. O estudo aponta que 80% dos 2.300 livros emprestados por ano são obras de literatura infanto-juvenil.

sábado, 28 de agosto de 2010

Doação de livro infantil vira pena alternativa


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Autor: Sandro Villar.
Fonte: O Estado de S. Paulo. Data: 26/08/2010.
Quem se envolver em crimes leves em Presidente Venceslau [SP], no extremo oeste paulista, terá a chance de optar pelo pagamento de uma pena alternativa inédita no País: a doação de livros infantis para os cerca de 4 mil alunos das 16 escolas municipais. O autor da ideia é o juiz Silas Silva Santos, de 33 anos, titular da 1.ª Vara Judicial do Fórum de Presidente Venceslau.
A doação de livros substitui outras penas alternativas, como doação de cestas básicas, prestação de serviços comunitários e pagamento de multas. Para escapar de processos, 24 interessados aderiram à proposta do magistrado desde março.
Até agora, 14 acusados doaram 648 livros infantis à Secretaria Municipal de Educação.
"Não há condenação, não há confissão de culpa quando o sujeito adere a essa transação. Há um ajuste entre o autor da infração e o Ministério Público, justamente para evitar o processo e uma eventual pena criminal mais grave", explica o juiz, lembrando que os envolvidos têm interesse em aderir ao programa porque ficam sem antecedentes criminais. "Quando o sujeito adere não fica registrado antecedente."
Crimes leves. Serão beneficiados os acusados de crimes leves, como calúnia, desacato e lesões corporais leves, condenados a até 2 anos de prisão.
Além dessas exigências, a medida beneficia réus primários com bons antecedentes.
"Eu entrego uma lista de livros e ele (acusado) próprio entrega na secretaria. Nós optamos por transformar essa prestação de serviço no que eu chamaria de cesta de livros. O objetivo é formar bibliotecas municipais", diz Silva Santos.
Até agora, nenhum dos acusados doou menos de dez livros. "Um doou 18", conta Aldora Maia Veríssimo, de 58 anos, secretária de Educação. "Ele gastou R$ 117", diz, acrescentando que outro comprou 48 livros por R$ 409, uma das maiores doações até o momento. A maior, porém, foi a de um acusado que gastou mais de R$ 1 mil. O volume da compra leva em conta o poder aquisitivo e o delito cometido.
Quem adere ao programa compra coleções de livros de vários autores na única livraria da cidade. Entre as obras estão A Nuvem e a Duna, de Cristina Oiticica, Os Tais Esdrúxulos, de Tatiana Belinky, e os clássicos contos infantis de Hans Christian Andersen. "A lista é ampla", resume a secretária.
Audiência
A Corregedoria da Polícia Civil vai ouvir, pela primeira vez, a população em uma audiência pública, hoje, em Assis. Se for constatada irregularidade, será instaurado procedimento de apuração.

Evento: Colóquio sobre Biblioteca escolar


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Local: Rua Maracaju, 58. Bairro da Vila Mariana São Paulo, SP.
Data: 11/09/2010. Horário: 9h às 12h30.
Mais informações: http://crb8sp.blogspot.com/
A lei que impõe a criação de bibliotecas escolares em todas as escolas brasileiras afeta e desafia a nossa profissão e o nosso fazer. Além de zelar pela qualidade da sua implantação, é necessário promover estudo, baseado em experiências, do papel do bibliotecário como educador e referência para administradores, professores e orientadores pedagógicos.
Nesta perspectiva a Comissão de Educação do CRB8 inicia a realização de uma série de encontros com vistas a abordar a questão da biblioteca escolar para além do livro e da leitura e introduzir por intermédio de uma visão global, a questão da "Biblioteconomia Escolar”. Este primeiro encontro tem por objetivo debater o papel do profissional da biblioteca como um participante ativo e inovador na educação brasileira além de apresentar um perfil deste bibliotecário, baseado em experiências e exemplos internacionais.
Programa:
Introdução: nossas experiências
• 3 Mitos: livro; leitura; literatura
• Informação na escola
• Colaboração inter, multi e transdisciplinar
• Padrões
• O currículo.
Palestrante: Katharina B.L. Berg.
É graduada em biblioteconomia pela Universidade de São Paulo, Brasil, hoje e consultora para bibliotecas escolares. É diretora para América Latina e Caribe da IASL ( International Association of School Librarianship) promovendo a divulgação de pesquisas, publicações e atividades na área de biblioteconomia escolar. Presta consultoria para escolas para a implantação e adequação de midiatecas, além de oferecer e organizar cursos, seminários e workshops.

sábado, 14 de agosto de 2010

Biblioteca escolar receberá livros do MEC


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Autor: Ionice Lorenzoni.
Fonte: Ministério da Educação. Data: 11/08/2010.

Todas as escolas públicas do sexto ao nono ano do ensino fundamental e do ensino médio, independente do número de alunos matriculados, receberão no início de 2011 acervos literários. A escola com o menor número de estudantes receberá do Ministério da Educação um acervo com 50 títulos e as maiores, três acervos com 150 títulos.

Dados do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), autarquia do MEC responsável pelo Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE), mostram que 49.799 escolas do sexto ao nono ano do ensino fundamental e 17.830 do ensino médio serão atendidas. No conjunto, o PNBE 2011 vai distribuir para essas bibliotecas escolares 7 milhões de livros de literatura.

Incentivar e desenvolver o gosto pela leitura, exercitar a criatividade e a crítica e contribuir com a formação cidadã dos estudantes são objetivos do PNBE, segundo a coordenadora geral de materiais didáticos da Secretaria de Educação Básica (SEB) do ministério, Jane Cristina da Silva. O programa deve contribuir também para a construção de acervos das bibliotecas escolares, conforme prevê a Lei nº 12.244/2010, de 24 de maio.

Acervos – A seleção das obras do PNBE 2011
foi realizada pelo Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A instituição recebeu 1.938 inscrições de livros, dos quais selecionou 300. Os livros pertencem aos gêneros poesia, conto, crônica, novela, teatro, texto de tradição popular, romance, memória, diário, biografia, relatos de experiências, obras clássicas da literatura universal, livros de imagens e de histórias em quadrinhos e traduções de obras literárias.

De acordo com Jane Cristina, integram os acervos obras com caracteres ampliados para alunos com deficiência visual e outras que vêm escritas e acompanhadas de CD em áudio ou DVD na língua brasileira de sinais (libras). A inclusão de pessoas com deficiências, explica, é um dos objetivos do programa.

Criado em 1997, o Programa Nacional Biblioteca da Escola faz seleções anuais de livros de literatura, adquire as obras das editoras e envia gratuitamente para as escolas públicas da educação básica. Em 2010, receberam coleções as escolas públicas da educação infantil e do primeiro ao quinto ano do ensino fundamental. Em 2011 será a vez das escolas dos anos finais do ensino fundamental (sexto ao nono ano) e das três séries do ensino médio.

Confira no sítio do FNDE a relação das 300 obras do PNBE 2011 [URL: http://www.fnde.gov.br/index.php/programas-biblioteca-da-escola].

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Bebê que convive com livros vai melhor na escola


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Autora: Karina Toledo.
Fonte: O Estado de S. Paulo. Data: 25/07/2010.
Ler para um bebê que ainda não fala nem entende o que é falado pode parecer perda de tempo, mas diversos estudos mostram que, em longo prazo, a prática pode beneficiar o desempenho escolar. Além de adquirir gosto pela leitura, as crianças que têm contato com livros desde o berço chegam ao ensino fundamental com vocabulário mais rico e maior capacidade de compreensão e de manter a atenção nos estudos. Para ajudar na escolha do título mais adequado para cada idade e no desafio de manter as crianças pequenas entretidas, o Instituto Alfa e Beto (IAB) apresenta na próxima Bienal do Livro de São Paulo a Biblioteca do Bebê. Além de vários livros divididos por faixa etária, o local terá voluntários que ensinarão aos pais técnicas de leitura. As principais dicas estão reunidas em uma cartilha que será distribuída aos visitantes. "Não se trata de ler um conto de fadas para um bebê com menos de 1 ano. Os primeiros livros devem ter apenas imagens e o tempo para folheá-los deve ser breve", explica David Dickinson, especialista em alfabetização pela Universidade Harvard. Durante a bienal, ele apresentará estudos que relacionam a leitura precoce a um maior desenvolvimento da linguagem.
Uma dessas pesquisas mostra que as crianças de 3 anos que possuem o hábito de leitura em família apresentam, aos 10, desempenho escolar superior ao daquelas que não leem com frequência. "O importante é ler com regularidade, de preferência todos os dias, e tornar a experiência agradável", afirma Dickinson. Os pais, diz ele, devem usar as imagens do livros como base para iniciar uma conversa com a criança. "Faça perguntas sobre a figura ou sobre a história. Não se limite a ler as palavras e virar a página", explica. Esculpindo mentes. A interação com os adultos é fundamental para o desenvolvimento da linguagem e o aprendizado se dá pela imitação, diz o presidente do IAB, João Batista Oliveira. "Mas a linguagem oral tem um vocabulário restrito e uma sintaxe simplificada. O livro, por mais simples que seja, obedece as regras da linguagem escrita, que é a mesma que a criança vai encontrar na escola."
Se o vocabulário é o tijolo do pensamento, afirma Oliveira, a sintaxe é a argamassa. "Quanto maior o vocabulário e mais articulada a sintaxe, mais temos sobre o que pensar." Essa maior capacidade de raciocínio e compreensão favorece tanto o desempenho em disciplinas como português e matemática como nas demais. A capacidade de se manter focada em uma atividade também é beneficiada pelo hábito de leitura, afirma Dickinson. "Quando assistimos à TV ou usamos o computador, a tecnologia prende nossa atenção. Já quando lemos um livro, precisamos fazer esse trabalho sozinhos." Beatriz Koike, de 3 anos, parece fazer esse trabalho muito bem. "As professoras sempre comentam como ela presta atenção em sala e elogiam sua desenvoltura com as palavras", conta a mãe, Taís Borges.
Beatriz ganhou seu primeiro livro quando ainda estava na barriga de Taís. "Aos 3 meses, comprei um livrinho de plástico para ela brincar na banheira. Depois, um de pano, com texturas diferentes. Aos 2 anos, ela começou a demonstrar interesse em histórias mais complexas." Hoje, a menina tem seu cantinho da leitura com 43 títulos. "Umas três ou quatro vezes por semana leio para ela à noite. Quando não faço, ela me cobra", conta Taís. O IAB vai lançar na bienal um guia com uma proposta ambiciosa: Os 600 Livros que Toda Criança Deve Ler Antes de Entrar para a Escola. Isso dá uma média de dois livros por semana entre 0 e 6 anos. Quem quiser cumprir a meta não pode perder tempo.

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