Fonte: Público (Portugal). Data: 7/07/2011.
Autora: Isabel Coutinho.
URL: http://www.publico.pt/Cultura/brasil-prepara-feira-do-livro-de-frankfurt-2013_1501895
A ministra da Cultura brasileira, Ana de Hollanda, foi à abertura da FLIP-Festa Literária Internacional de Paraty, lançar um programa de apoio à tradução de obras brasileiras no estrangeiro. Até 2020 vão ser investidos 12 milhões de reais (cerca de 5 milhões de euros).
Até 2020, o Brasil vai investir 12 milhões de reais, cerca de 5 milhões de euros, para que a literatura brasileira fique mais conhecida no estrangeiro e para que a quantidade de livros traduzidos aumente. A ministra da Cultura brasileira e o presidente da Fundação Biblioteca Nacional, Galeno Amorim, estiveram na Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP), que está a decorrer no Brasil desde ontem à noite até domingo, a apresentar este Programa de Bolsas de Tradução e Publicação de Reedições.
Em 2013 , o Brasil volta a ser país convidado da Feira do Livro de Frankfurt e o país quer aproveitar a "imagem rica e extraordinária" que tem actualmente a nível internacional" para apostar na construção de uma nova política do livro. Este é, para a ministra brasileira, um momento propício para um programa desse tipo. "O Brasil é o país do momento", disse Ana de Hollanda que acabou de regressar da Europa: esteve na Bélgica no lançamento da Europalia 2011 que tem o Brasil como convidado. “O português é um idioma muito falado, mas pouco conhecido”, acrescentou a ministra que espera que a situação se modifique, para melhor, se houver uma maior internacionalização de textos produzidos por literatos e pensadores brasileiros.
Por isso, a Fundação Biblioteca Nacional "planeia destinar, em dez anos, 12 milhões de reais (cerca de 5 milhões de euros)" a serem investidos em editoras estrangeiras interessadas em traduzir ou reeditar autores brasileiros. "O valor, que será de 1 milhão de reais em 2011, será ampliado anualmente, até chegar a 1,4 milhão de reais em 2020", explicou na conferência de imprensa Galeno Amorim, presidente da Fundação Biblioteca Nacional brasileira. "Para a edição que compreende o triénio 2010/2013, com reflexos já na Feira do Livro Frankfurt em 2013, serão investidos 3,2 milhões de reais." Estes recursos vão sair do Fundo Nacional de Cultura.
Para que se tenha uma ideia da dimensão desta nova política: entre 2001 e 2010 o Brasil investiu, em média, 100 mil reais por ano, o que foi suficiente para apoiar 160 bolsas de tradução para outros idiomas. Os autores brasileiros estão actualmente traduzidos em 26 países diferentes.
Da estratégia de divulgação deste programa faz parte a participação do Brasil em seminários internacionais e feiras do livro a serem realizadas em cidades como (Bogotá, Frankfurt e Bolonha) e estão a ser elaborados catálogos com as obras que estão disponíveis para publicação em outras línguas, bem como material de apresentação dos autores clássicos brasileiros a editores estrangeiros. Amanhã, às 19h30, na Casa da Cultura, em Paraty a Fundação Biblioteca Nacional apresentará em detalhe este programa para editores, tradutores, agentes literários, autores e para o público da Flip.
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sexta-feira, 8 de julho de 2011
Brasil prepara Feira do Livro de Frankfurt 2013
0 Comentários sexta-feira, julho 08, 2011
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: Feira do Livro de Frankfurt
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Google preocupa livreiros
0 Comentários terça-feira, outubro 20, 2009
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: e-book, Feira do Livro de Frankfurt, Google Book Search, livro eletrônico
Biblioteca Mundial da Google causa indignação na Feira de Frankfurt
Fonte: France Presse, G1. Data: 18/10/2009.
O projeto da Google, site de buscas mais poderoso da internet, de transformar milhões de livros em literatura eletrônica para serem consultados on-line, foi recebido com descontentamento na 61ª Feira Internacional do Livro de Frankfurt.
Roland Reuss, professor de Literatura da Universidade de Heidelberg (sudoeste da Alemanha), é um dos que denunciam o plano da Google de digitalizar vários livros esgotados ou difíceis de ser encontrados para oferecê-los na internet e obter lucros por meio da publicidade.
"Isso não tem sentido de A a Z, é lixo e propaganda histérica", afirmou Reuss em um debate realizado sobre este assunto em Frankfurt, advertindo para o risco do aniquilamento da indústria editorial tradicional.
"Vocês revolucionam o mercado (do livro), mas o custo será a destruição daqueles que produzem livros", declarou.
Um executivo da Google na Grã-Bretanha, Santiago de la Mora, respondeu: "Resolvemos um dos grandes problemas mundiais: o fato de um livro que não se pode encontrar ser quase um livro morto".
O projeto da biblioteca digital Google Books deparou-se nos Estados Unidos e na Europa com vários críticos, que temem uma violação dos direitos autorais.
No final de 2008, os autores e os editores norte-americanos concluíram com a Google um acordo sobre a exploração desses títulos disponibilizados on-line e sobre o pagamento pelos respectivos espaços publicitários. No entanto, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, em nome dos direitos autorais, ordenou a revisão do projeto. A discussão continua na justiça em Nova York, onde se espera um veredicto para novembro.
O acordo de 2008 também é contestado pelos governos de França e Alemanha. As editoras europeias e os poderes públicos consideram que a Google violou as leis vigentes na União Europeia ao escanear sem autorização prévia 10 milhões de obras, algumas provenientes da Europa.
"Antes de qualquer utilização comercial de uma obra, é preciso pedir permissão", afirmou Christian Sprang, advogado da Associação de Editoras e Livrarias Alemãs.
Ao ser consultado pela AFP sobre este debate, o comissário europeu encarregado do multilinguismo, Leonard Orban, disse que "é preciso garantir o acesso do público aos livros, se possível, gratuitamente, e também é preciso proteger os autores".
Em Frankfurt, a Google confirmou o lançamento em 2010 na Europa de seu serviço Edições Google, que permitirá baixar livros inteiros pelo telefone celular ou em qualquer leitor digital.
Desde que a Amazon.com lançou o serviço Kindle, a perspectiva de um novo concorrente causa apreensão nas editoras, que temem uma forte queda das vendas de livros "clássicos". Segundo as previsões do setor, os libros eletrônicos estarão entre os principais presentes de Natal.
Para as editoras, o Edições Google é mais ameaçador do que a Amazon. Qualquer aparelho eletrônico dotado de um navegador para a web --dos smartphones aos livros eletrônicos, passando pelos computadores, portáteis ou de mesa-- poderá ter acesso ao catálogo do Edições Google.
Já a compra de obras que podem ser lidas nos livros eletrônicos Kindle só pode ser feita através do Kindle.
Segundo a Google, cerca de 500.000 obras estarão disponíveis a partir do primeiro semestre de 2010 na Europa.
Fonte: France Presse, G1. Data: 18/10/2009.
O projeto da Google, site de buscas mais poderoso da internet, de transformar milhões de livros em literatura eletrônica para serem consultados on-line, foi recebido com descontentamento na 61ª Feira Internacional do Livro de Frankfurt.
Roland Reuss, professor de Literatura da Universidade de Heidelberg (sudoeste da Alemanha), é um dos que denunciam o plano da Google de digitalizar vários livros esgotados ou difíceis de ser encontrados para oferecê-los na internet e obter lucros por meio da publicidade.
"Isso não tem sentido de A a Z, é lixo e propaganda histérica", afirmou Reuss em um debate realizado sobre este assunto em Frankfurt, advertindo para o risco do aniquilamento da indústria editorial tradicional.
"Vocês revolucionam o mercado (do livro), mas o custo será a destruição daqueles que produzem livros", declarou.
Um executivo da Google na Grã-Bretanha, Santiago de la Mora, respondeu: "Resolvemos um dos grandes problemas mundiais: o fato de um livro que não se pode encontrar ser quase um livro morto".
O projeto da biblioteca digital Google Books deparou-se nos Estados Unidos e na Europa com vários críticos, que temem uma violação dos direitos autorais.
No final de 2008, os autores e os editores norte-americanos concluíram com a Google um acordo sobre a exploração desses títulos disponibilizados on-line e sobre o pagamento pelos respectivos espaços publicitários. No entanto, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, em nome dos direitos autorais, ordenou a revisão do projeto. A discussão continua na justiça em Nova York, onde se espera um veredicto para novembro.
O acordo de 2008 também é contestado pelos governos de França e Alemanha. As editoras europeias e os poderes públicos consideram que a Google violou as leis vigentes na União Europeia ao escanear sem autorização prévia 10 milhões de obras, algumas provenientes da Europa.
"Antes de qualquer utilização comercial de uma obra, é preciso pedir permissão", afirmou Christian Sprang, advogado da Associação de Editoras e Livrarias Alemãs.
Ao ser consultado pela AFP sobre este debate, o comissário europeu encarregado do multilinguismo, Leonard Orban, disse que "é preciso garantir o acesso do público aos livros, se possível, gratuitamente, e também é preciso proteger os autores".
Em Frankfurt, a Google confirmou o lançamento em 2010 na Europa de seu serviço Edições Google, que permitirá baixar livros inteiros pelo telefone celular ou em qualquer leitor digital.
Desde que a Amazon.com lançou o serviço Kindle, a perspectiva de um novo concorrente causa apreensão nas editoras, que temem uma forte queda das vendas de livros "clássicos". Segundo as previsões do setor, os libros eletrônicos estarão entre os principais presentes de Natal.
Para as editoras, o Edições Google é mais ameaçador do que a Amazon. Qualquer aparelho eletrônico dotado de um navegador para a web --dos smartphones aos livros eletrônicos, passando pelos computadores, portáteis ou de mesa-- poderá ter acesso ao catálogo do Edições Google.
Já a compra de obras que podem ser lidas nos livros eletrônicos Kindle só pode ser feita através do Kindle.
Segundo a Google, cerca de 500.000 obras estarão disponíveis a partir do primeiro semestre de 2010 na Europa.
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Livreiros testam ''dia do download''
0 Comentários sexta-feira, outubro 16, 2009
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: acesso cultural, comércio livreiro, Feira do Livro de Frankfurt
Fonte: Folha de S. Paulo Online. Data: 14/10/2009.
Em meio à insegurança por causa da crise econômica e à revolução digital, a Feira do Livro de Frankfurt abriu nesta quarta-feira (14) ao público. Apesar do momento, os primeiros dados oficiais sobre o número de expositores não refletem uma queda dramática.
No ano passado, 3.337 expositores participaram do evento, uma ligeira baixa em comparação aos 3.312 inscritos nesta edição. Para os especialistas, o pequeno recuo representa a consolidação do setor por meio das fusões.
No entanto, a menor participação de visitantes na feira fica evidente em uma caminhada pelos pavilhões, na comparação com as edições anteriores.
"É incrível poder caminhar sem ser empurrado", comentou um editor após a abertura da feira.
Os editores alemães não sofreram muito com a crise --o setor cresceu 2,8% neste ano-- mas em outros países, especialmente no mundo anglo-saxão, houve queda nas vendas, como disse o diretor da feira, Jürgen Boos.
Há tempos Boos vem insistindo que a pergunta-chave do momento é como o setor editorial pode fechar negócios com conteúdos digitais e ressaltou que a busca de uma resposta pode tornar esta edição da feira uma das mais importantes da história.
Dia do download
Os livreiros alemães lançaram nesta quarta uma iniciativa que pode ser vista como uma tentativa de responder a pergunta. Trata-se de "Download-days", uma atividade que será realizada durante a feira com a participação de Herta Müller, ganhadora do último Prêmio Nobel de Literatura, com sua obra "Atemschaukel".
Em cada um dos dias da feira, os editoriais darão acesso livre a um título que estará pendurado em plataforma digital libreka.de, da Associação de Livreiros Alemães.
Com a abertura limitada, espera-se que os leitores fiquem tentados a comprar os livros, seja no formato digital ou no tradicional. No entanto, há quem duvide da estratégia e considere difícil manter o interesse de compra de um produto que no primeiro momento foi oferecido gratuitamente.
A iniciativa abriu com "Couch Surfing" de Brian Thacker, e segue amanhã com "Atemschaukel". Depois será a vez de "Welt aus Glas", de Ernst-Wilhelm Handler, "Glücklicher Hund", de Nadja Kneissler, e "Adam und Evelyn", de Ingo Schulze.
Após a feira, a plataforma terá continuidade, mas não será diária. Um título ficará à disposição dos leitores todas as terças. As obras digitais oferecidas na feira são romances, com exceção de "Glücklicher Hund", um manual de psicologia canina. Libreka.de está sendo considerada pelos livreiros como uma alternativa ao programa de digitalização do Google, com a vantagem de ser controlado pelas editoras.
Embora os leitores eletrônicos não tenham aderido na Europa com a velocidade estimada há um ano, quando foram apresentados na Feira de Frankfurt, um especialista dos livreiros alemães, Roland Schil, demonstrou convicção que chegará o dia em que essas ferramentas se tornarão parte do cotidiano. Para isso, Schil é imprescindível que os leitores eletrônicos incluam além de livros, outros conteúdos, como jornais.
Em meio à insegurança por causa da crise econômica e à revolução digital, a Feira do Livro de Frankfurt abriu nesta quarta-feira (14) ao público. Apesar do momento, os primeiros dados oficiais sobre o número de expositores não refletem uma queda dramática.
No ano passado, 3.337 expositores participaram do evento, uma ligeira baixa em comparação aos 3.312 inscritos nesta edição. Para os especialistas, o pequeno recuo representa a consolidação do setor por meio das fusões.
No entanto, a menor participação de visitantes na feira fica evidente em uma caminhada pelos pavilhões, na comparação com as edições anteriores.
"É incrível poder caminhar sem ser empurrado", comentou um editor após a abertura da feira.
Os editores alemães não sofreram muito com a crise --o setor cresceu 2,8% neste ano-- mas em outros países, especialmente no mundo anglo-saxão, houve queda nas vendas, como disse o diretor da feira, Jürgen Boos.
Há tempos Boos vem insistindo que a pergunta-chave do momento é como o setor editorial pode fechar negócios com conteúdos digitais e ressaltou que a busca de uma resposta pode tornar esta edição da feira uma das mais importantes da história.
Dia do download
Os livreiros alemães lançaram nesta quarta uma iniciativa que pode ser vista como uma tentativa de responder a pergunta. Trata-se de "Download-days", uma atividade que será realizada durante a feira com a participação de Herta Müller, ganhadora do último Prêmio Nobel de Literatura, com sua obra "Atemschaukel".
Em cada um dos dias da feira, os editoriais darão acesso livre a um título que estará pendurado em plataforma digital libreka.de, da Associação de Livreiros Alemães.
Com a abertura limitada, espera-se que os leitores fiquem tentados a comprar os livros, seja no formato digital ou no tradicional. No entanto, há quem duvide da estratégia e considere difícil manter o interesse de compra de um produto que no primeiro momento foi oferecido gratuitamente.
A iniciativa abriu com "Couch Surfing" de Brian Thacker, e segue amanhã com "Atemschaukel". Depois será a vez de "Welt aus Glas", de Ernst-Wilhelm Handler, "Glücklicher Hund", de Nadja Kneissler, e "Adam und Evelyn", de Ingo Schulze.
Após a feira, a plataforma terá continuidade, mas não será diária. Um título ficará à disposição dos leitores todas as terças. As obras digitais oferecidas na feira são romances, com exceção de "Glücklicher Hund", um manual de psicologia canina. Libreka.de está sendo considerada pelos livreiros como uma alternativa ao programa de digitalização do Google, com a vantagem de ser controlado pelas editoras.
Embora os leitores eletrônicos não tenham aderido na Europa com a velocidade estimada há um ano, quando foram apresentados na Feira de Frankfurt, um especialista dos livreiros alemães, Roland Schil, demonstrou convicção que chegará o dia em que essas ferramentas se tornarão parte do cotidiano. Para isso, Schil é imprescindível que os leitores eletrônicos incluam além de livros, outros conteúdos, como jornais.
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