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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Por US$ 1, empresa converte livros de papel em arquivos digitais


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Fonte: FOLHA

http://www1.folha.uol.com.br/tec/1022131-por-us-1-empresa-converte-livros-de-papel-em-arquivos-digitais.shtml

Uma firma japonesa que se instalou nos EUA em setembro faz sucesso com um serviço barato para transformar livros em arquivos digitais.
Quem tiver desapego material suficiente em relação a seus exemplares de papel e tinta pode tê-los prontamente transformados num arquivo PDF, desde que esteja disposto a enviar o original para reciclagem.
Funcionária escaneia livros na Bookscan, matriz japonesa da 1DollarScan, em Tóquio
Funcionária escaneia livros na Bookscan,
matriz japonesa da 1DollarScan, em Tóquio

O original de papel tem de ser destruído para evitar violação de copyright. A lei americana não permite que um exemplar a mais de uma obra seja introduzido no mercado.Em três meses de operação no país, a 1DollarScan diz já ter escaneado mais de 50 mil livros. Atendendo clientes de diversas partes do mundo (Brasil incluído), o negócio está se expandindo graças ao preço competitivo. Com cerca de US$ 5, é possível ter um livro de 200 páginas transformado num arquivo digital.

Um bibliófilo mais conservador pode se perguntar por que alguém destruiria um livro real. A empresa, porém, diz ter sido procurada por muitos clientes que buscam “acessibilidade” de informação ou simplesmente precisam de mais espaço livre.
Um dos atrativos é que o PDF criado pela 1DollarScan é construído com um software de OCR (reconhecimento óptico de caracteres), que produz um arquivo de texto digital em vez de meras páginas fotografadas.
É uma vantagem para livros sem índice remissivo, por exemplo, que passariam a contar com recurso de busca por palavra-chave.
O segredo do serviço barato, diz a empresa, é a automação. Aliada à multinacional Canon, a BookScan (matriz japonesa da 1DollarScan) desenvolveu um programa para uso industrial que processa informação mais rápido do que softwares de OCR mais populares, como o da Adobe.
“A maior vantagem do nosso sistema é que ele escaneia a imagem e faz o OCR simultaneamente”, disse à Folha Mike Kiyamori. gerente de marketing da empresa. “Em um processo convencional, é preciso escanear o material e depois usar outro software para fazer o OCR, o que dobra o tempo de trabalho.”


LIVROS FATIADOS


A 1DollarScan também adotou um método prático para desmontar os livros -um cenário de horror para bibliófilos. “Temos um cortador eletrônico de papel que extrai a lombada dos livros e os desmonta”, diz Kiyamori.
“Depois, alimentamos o scanner com as folhas, e no fim do processo elas são empilhadas para reciclagem.”
O sucesso rápido está fazendo a empresa pensar em expansão. Com clientes pelo mundo, a 1DollarScan recebeu ofertas para abrir filiais na Europa e na Austrália.
“Estamos discutindo se devemos expandir o negócio ou abrir um sistema de franquia”, diz. “Por ora, a Fedex ganha mais dinheiro do que nós quando um cliente manda um livro de fora do país.”
‘USO JUSTO’
Essa facilidade para criar livros digitais já preocupa editoras: arquivos em PDF são facilmente pirateáveis.
“O serviço é de legalidade questionável”, diz Allan Adler, do setor jurídico da Associação de Editoras Americanas. “Se tenho a cópia de uma obra no meu computador, posso anexá-la a um e-mail e enviá-la a um amigo. Ele terá uma cópia nova, e eu ainda terei a minha”, acrescenta.
Segundo o advogado, a lei atual de direitos autorais já permite que editoras tentem notificar a nova empresa para impedir que determinado livro seja escaneado. 
 A 1DollarScan diz que a lei considera “uso justo” criar arquivos digitais para uso pessoal. No contrato de serviço, em todo caso, a empresa se exime de responsabilidade sobre o que é feito com o PDF após a entrega.

sábado, 10 de fevereiro de 2007

O NEW YORK TIMES NÃO SERÁ MAIS IMPRESSO


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Fonte: Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, p. A-22, 09 de fevereiro de 2007.

Nossa meta é fazer a transição do jornal impresso para a internet: essas foram as palavras do proprietário, presidente e editor de um dos maiores jornais do mundo. Apesar de ser dono de uma enorme fortuna, Arthur SuIzberger, à frente do The New York Times, se considera um homem estressado.

Os lucros do jornal vêm diminuindo nos últimos quatro anos, e o valor de mercado da companhia Times está encolhendo. No Fórum Econômico de Davos, na semana passada, o que começou como uma conversa informal terminou em uma analise sobre o mundo de Sulzberger e como ele vê o futuro de negócio de notícias.

Realmente não sei dizer se ainda estaremos imprimindo o Times daqui a cinco anos, disse o empresário em entrevista ao jornal israelense Haaretz. No lugar da preocupação, Sulzberger se concentra na melhor forma de fazer a transição para a Internet.

- A web é um lugar maravilhoso para trabalhar, e nós estamos liderando nesse meio. O empresário ressalta que o jornal não é mais central na vida urbana como era 10 anos atrás: - Antigamente, as pessoas tinham que ler os jornais para descobrir o que estava acontecendo. Hoje existem centenas de fóruns e sites com esta informação. Nós precisamos fazer parte desta nova comunidade e dialogar com o mundo online.

De fato, o The New York Times dobrou seus leitores online para 1,5 milhões por dia, enquanto os leitores do impresso estão em 1,1 milhão. O The New York Times já se lançou em uma jornada que apenas será concluída no dia em que a companhia decidir parar a impressão. Isso vai marcar o fim da transição. Será uma longa jornada, com muitos obstáculos. Se os classificados tem sido a maior fonte de renda para a imprensa, agora os lucros estão se movendo para a Internet. Como o anúncio da internet não gasta papel, tinta e distribuição, as companhias podem ganhar a mesma quantia, mesmo que tenham menos propagandas.

Su1zberger conta que na última vez que fez um investimento na impressão gastou cerca de U$ 1 bilhão. Os custos de sites não crescem nesta magnitude, explica.

terça-feira, 23 de janeiro de 2007

Ameaça à informação


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A imprensa escrita atravessa a pior crise da história. Há três anos que os jornais são confrontados com uma queda constante do número de leitores. É neste tom que se inicia o editorial de Ignacio Ramonet na edição deste mês do Le Monde Diplomatique Brasil. Ramonet lista as causas da crise: em primeiro lugar, o assédio das publicações gratuitas; em segundo, o da Internet.



O editorial também aborda a relação entre Internet e liberdade de informação. Ramonet diz que os sites mais populares são controlados pelos grupos de comunicação mais potentes, ou seja, a rede não necessariamente significa um alargamento do perímetro de liberdade de expressão. O autor conclui que, em defesa do direito à informação e ao debate, é preciso apoiar as publicações independentes.


A íntegra do editorial está disponível aqui.

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