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quinta-feira, 15 de novembro de 2012

5º Workshop de Arquivística «Metodologia de tratamento de documentos sonoros e audiovisuais»


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Local: Anfiteatro 1 (Ed. Antigo, UCP-Lisboa)
Horário: 9h30 - 13h00 | Consultar Programa.

Esta iniciativa é promovida pelo Grupo de Arquivística do CEHR. Pretende-se, com a sua realização, abordar sobretudo a vertente prática do trabalho de representação dos documentos fotográficos, sonoros e audiovisuais. É nosso objetivo dar continuidade e complementar os resultados dos anteriores workshops, nos quais se tem procurado expor e debater casos concretos de intervenção, com a demonstração de exemplos de descrição de unidades arquivísticas.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Cada vez mais atualizados: arquivistas e bibliotecários


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Por Janine Souza em 13 de maio de 2012 - Matéria Especial
Jornal Correio do Povo, Porto Alegre. Rio Grande do Sul, Brasil.


Arquivistas e bibliotecários aderem às novas tecnologias e renovam a profissão
Foi-se o tempo em que o arquivista era aquele profissional mergulhado em documentos empoeirados e que o bibliotecário era a senhora pedindo silêncio dentro da biblioteca. Quem acha que essas duas profissões estão em vias de desaparecer por conta da era digital, engana-se. Elas passaram por reformulações, com o advento das novas tecnologias, e estão superatualizadas. Ainda, geram boas oportunidades de emprego, principalmente em concursos públicos, que chegam a pagar mais de R$ 6 mil para ambos os cargos. Já na iniciativa privada, o salário médio fica aquém desse patamar, na faixa dos R$ 1,6 mil.

A bibliotecária e arquivista Isabela Siebra Alencar observa que as vagas para esses ramos estão concentradas em empresas de grande porte, como as universidades. “A diferença do serviço público para a iniciativa privada é que o primeiro já sabe do valor desses profissionais, já a segunda desperta aos poucos para a sua necessidade”, diz ela, que é assessora do Sindicato dos Bibliotecários do Rio de Janeiro.

Enquanto isso não acontece, as poucas empresas do ramo faturam alto. De acordo com a Associação Brasileira de Gestão de Documentos, em 2011, 70 organizações dedicadas a guardar documentos de outras companhias dividiram um faturamento de R$ 1,2 bilhão no país, 20% mais que em 2010. O grupo mantém 40 milhões de caixas de papelão de padrão arquivo lotadas de informações de diversos setores, como financeiro, hospitalar e jurídico.

A coordenadora do curso de Arquivologia da Ufrgs, Maria do Rocio Teixeira, diz que os cursos de Biblioteconomia e de Arquivologia estão vivendo um momento de redescoberta. “São profissões que gerenciam documentos e muitos municípios estão precisando deles, principalmente no interior do país”, revela a professora. No RS, além da Ufrgs, essas graduações são oferecidas na Universidade Federal do Rio Grande (Furg) e na UFSM (nesse caso, só tem Arquivologia).

A procura pelos cursos é baixa. No vestibular da Ufrgs de 2012, foram 3,57 candidatos por vaga na Arquivologia. Já na Biblioteconomia, foi menor ainda: 2,44 candidatos/vaga. No geral, os estudantes são recrutados quando ainda estão no meio do curso para estágio e, na maioria dos casos, efetivados ao término do contrato.

“Existe a procura por estagiários, mas não conseguimos dar conta de preencher as vagas. As instituições demandam pelos arquivistas e também aumentaram as suas remunerações, até para os estágios. Para o bacharel recém-formado, da mesma forma, temos cada vez mais oportunidades”, completa o coordenador do curso de Arquivologia da UFSM, Daniel Flores.

Além das bibliotecas

O bibliotecário tem hoje uma gama de possibilidades que vai além das unidades de informação, tornando-se requisitado no mercado

A arquivista Flávia diz que a profissão traz
sempre novidades e revelações guardadas
ao longo dos anos (Foto: Tarsila Pereira/CP)
No mercado de trabalho, a informação pode ser a arma do negócio. Nesse sentido, o aumento da competitividade fez com que o bibliotecário saísse das unidades de informação e de trás das mesas das bibliotecas e estendessem a sua área de atuação. “Empresas das mais diversas áreas o requisitam para buscar, reunir, organizar e facilitar o acesso à informação”, afirma Angélica Conceição Dias Miranda, presidente do Conselho Regional de Biblioteconomia da 10 Região (CRB 10) e coordenadora do curso de Biblioteconomia da Universidade Federal do Rio Grande (Furg).

Para quem atua na área, outra vantagem é a falta de concorrência. No CRB 10, por exemplo, são apenas 1,2 mil profissionais associados. Com os horizontes ampliados, muitos bibliotecários estão sendo contratados para organizarem tratados, estudos, documentos digitalizados. “Muitos escritórios de advocacia contratam esses profissionais para organizarem a jurisprudência. Ou mesmo hospitais e instituições de ensino médico, que reúnem grande acervo de especialidades e procedimentos, contratam os bibliotecários para pôr essa documentação em ordem”, afirma a professora Samile Vanz, coordenadora do curso de Biblioteconomia da Ufrgs.

O advento das mídias digitais contribuiu para a transformação do trabalho do bibliotecário. “Profissionais de qualquer área precisam ter conhecimentos de informática e de mídias em geral, não sendo diferente na área de Arquivo e Biblioteconomia. É cada vez mais frequente o uso das modernas Tecnologia da Informação e Comunicação no tratamento, guarda, recuperação da informação”, destaca o professor de Arquivologia, Marcelo Marques.

A lei 4.084/62, que reconhece o bibliotecário como profissional, completou 50 anos em março. O primeiro curso de Biblioteconomia no país surgiu em 1911, com a criação da Biblioteca Nacional.

Nenhum dia igual

A rotina não é a mesma. E a cada dia surge uma novidade. Pelo menos é o que garante a arquivista Flávia Conrado, de 29 anos. Natural de Cruz Alta, Flávia se formou na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), passou em concurso público e hoje trabalha na Ufrgs, onde é diretora da Divisão de Documentação da instituição. “Sempre gostei de organização. Queria fazer Biblioteconomia, mas a UFSM não tinha o curso. Fui para a Arquivologia e me apaixonei pela profissão. Quem imagina que seja estática, sem alternativas e enfadonha, se engana. Aqui, um dia não é igual ao outro. Sempre surgem novidades e coisas interessantes”, garante ela.

A arquivista conta que a maior parte da documentação é guardada em ambiente higienizado. Mas que as pilhas de papel e a poeira ainda fazem parte do cotidiano. “Quando isso acontece, usamos jaleco, máscara e luvas, os equipamentos de proteção individual”, esclarece Flávia.

Na Ufrgs, os documentos vão para o Arquivo Geral. E as pesquisas a essas informações são sempre reveladoras. “Apesar de administrativa, nossa documentação tem o aspecto cultural do patrimônio, pois guarda a vida escolar de grandes nomes do RS, como ex-alunos do quilate de Leonel Brizola, Paixão Côrtes, Mário Totta, Frederico Westphalen, entre outros”, relata Flávia.

Caminhos do conhecimento


A Internet ajuda Michelângelo a aprimorar
o seu trabalho (Foto: Mauro Schaefer/CP)
Para atuar com os livros, o bacharel em Biblioteconomia Michelângelo Viana, 37 anos, foi além dessa graduação. Coordenador de Sistemas da Biblioteca Central Irmão José Otão, da PUCRS, ele também tem formação em Análise de Sistemas e em Administração e ainda tem inglês fluente. “Sempre tive a preocupação em ter um nicho específico de trabalho, por isso busquei desenvolver conhecimentos de informática. Hoje, sou responsável pela integração da base de dados da biblioteca”, relata.

A Biblioteca Central Irmão José Otão é considerada uma das unidades com mais recursos tecnológicos do Estado. “Quando entrei aqui, tínhamos 50 computadores em uma sala, Atualmente, são 350 espalhados pelo prédio, que tem quatorze andares. E, desde 2005, as pessoas podem acessar a biblioteca pela Internet, fazendo de casa ou do trabalho a renovação do empréstimo, acessando o acervo digital e fazendo reservas, por exemplo”, enumera Viana.

A tecnologia é algo que está aparente no trabalho do bibliotecário. “Estou o tempo todo ligado em tudo o que acontece no que diz respeito às bibliotecas. Participo de simpósios e de encontros internacionais mundo afora para me manter atualizado. Procuro na Internet assuntos relacionados e vejo como podemos aplicar aqui essas novidades”, diz.

Para aumentar a riqueza de material disponível na biblioteca, Viana divulga um dos novos empreendimentos. “Estamos desenvolvendo um projeto que reúne todas as publicações dos professores da PUCRS, o que chamamos de Repositório Institucional. E também assinamos várias revistas e livros digitais”, comenta.

Sobre a profissão, Viana diz que faz falta a existência de um sindicato para a categoria. “Isso é uma coisa que precisa acontecer ainda. Mas o bibliotecário tem que ter na mente que a nossa principal função é fornecer os caminhos para que as pessoas possam acessar o conhecimento”, completa.



Reportagem: Nildo Jr – nildo@correiodopovo.com.br
Edição: Janine Souza – janinesouza@correiodopovo.com.br

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Quo vadis profissionais da Ciência da Informação?


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A discussão parece ter vindo para durar e ainda bem. O interessante é que esta partiu dos profissionais, daqueles que se preocupam com a sua formação, que frequentam os cursos profissionais, licenciaturas, mestrados e até doutoramentos na área da Ciência da Informação.

E onde está a Associação Portuguesa de Bibliotecários Arquivistas e Documentalistas (BAD) no meio de tudo isto? Bem, a BAD aprovou uma moção na Assembleia Geral Extraordinária, realizada a 7 de Abril de 2010, em Guimarães, onde exige ao Governo e às entidades que tutelam serviços e programas de bibliotecas, arquivos e de informação que garantam a inclusão obrigatória da formação especializada nos requisitos dos concursos nestas áreas funcionais... O problema é que a BAD representa cada vez menos a "classe" e a sua expressão pública parece ter diminuído drasticamente.

Como tinha escrito anteriormente é dos profissionais que nasce esta iniciativa, mas seria ainda mais interessante se a ela se juntasse a BAD. É necessário desenvolver uma dinâmica de discussão de forma a trespassar os "muros" da dita "classe". É preciso sensibilizar as pessoas ,em geral, e os políticos, em particular. Afinal e como escreveu o colega António Regedor no bibvirtual...

Actualmente existem licenciados, pós-graduados e Mestres na área de Ciências da Informação e Documentação. E é no momento em que a formação aumentou, que o governo extinguiu as carreiras profissionais específicas. É o contra-senso, o desnorte, a ignorância governamental. Alguém anda a aconselhar mal os nossos governantes.

Qualquer pessoa de bom senso verifica a aberração que a actual lei significa inclusive para a qualidade e transparência dos serviços do Estado. Já agora, a petição está a decorrer aqui.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Movimento "Bibliotecas para Bibliotecários e Arquivos para Arquivistas"


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O que o movimento "Bibliotecas para Bibliotecários e Arquivos para Arquivistas" defende que não deverá aceder à carreira pessoas sem formação na área (Ciência da Informação, ou Biblioteconomia, ou Arquivo, ou Biblioteca e Documentação)
Com a publicação do Decreto-Lei n.º 121/2008, de 11 de Julho, que reestrutura as carreiras da Administração Pública, foram extintas as carreiras específicas de técnico superior de biblioteca e documentação, técnico profissional de biblioteca e documentação, técnico superior de arquivo e técnico profissional de arquivo.

Desde então têm aberto procedimentos concursais para provimento de lugares, em bibliotecas e arquivos da administração pública, com requisitos habilitacionais diversos, sendo admitidos técnicos superiores e assistentes técnicos sem qualquer formação na área.

Tendo em conta que as competências deste grupo profissional são revestidas de reconhecida especificidade e dada a existência de formação na área através de diversas licenciaturas, pós-graduações e mestrados que asseguram a saída para o mercado de trabalho de pessoal qualificado, achamos inadequado que os lugares sejam ocupados por pessoal sem as qualificações necessárias.

Assim, solicitamos que seja requisito obrigatório, para qualquer concurso nesta área, a posse de habilitações adequadas.

A petição está a decorrer aqui.

terça-feira, 23 de março de 2010

Painel do 10º Congresso BAD: Arquivos e reestruturação da Administração Central do Estado: que balanço 3 anos depois?


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O Programa de Reestruturação da Administração Central do Estado (PRACE),  ao mesmo tempo que implementou uma nova arquitectura do Estado, propôs um novo modelo de gestão dos arquivos dos seus organismos, dando competências às Secretarias-Gerais (SG’s) dos ministérios, nesse domínio. Entre elas, constava a promoção da gestão de documentos e a recolha, tratamento e difusão da documentação que deixava de ser de uso comum nos organismos dos ministérios. 

Estariam as Secretarias-Gerais preparadas para desempenhar esta competência?  

Foram-lhes dados os meios necessários para o cumprimento desta missão? Puderam desenvolver projectos e parcerias para a potenciar? Qual a relação das Secretarias-Gerais com os organismos ao seu redor, no que toca aos arquivos? Souberam desenvolver soluções transversais ou estratégias de resposta à Sociedade em rede? 

E os organismos, puderam beneficiar do apoio das SG’s ou tiveram de procurar soluções “per si”? Qual o papel da DGARQ neste modelo? Poderia ter feito mais pelo seu sucesso ? 

Que balanço pode ser feito 3 anos após a publicação dos diplomas legais que o implementaram? Impõe-se o seu  desenvolvimento ou a sua reformulação?

Objectivos
O painel que propomos, continuando o debate aberto no Congresso BAD realizado nos Açores, pretende reunir um conjunto de profissionais que trabalham nos sectores abrangidos por esta problemática e permitir um debate em torno dela, verificando os pontos fortes e debilidades de um dos modelos que melhor simbolizaram a nova política pública para os arquivos. Pretende-se ainda traçar caminhos alternativos para as situações-problema identificadas.

Membros do painel
Coordenadores:
- Miguel Infante, SG-MEI
- Pedro Penteado, DGARQ
Participantes:
- Paula Ochoa, SG-ME
- Madalena Bobone, SG-MAI
- Maria João Pedro Nunes, SG-MFAP
- Maria José Liberato, ACT

Destinatários preferenciais
Arquivistas e responsáveis de sistemas de arquivo da Administração Pública.


quinta-feira, 16 de abril de 2009

Convite para a apresentação da obra 'O Oráculo do Fogo'


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O nosso colega Jorge Pópulo, arquivista de profissão, a exercer a sua actividade no Serviço de Documentação e Informação da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, acaba de dar uma maior expressão à sua veia literária, com a publicação da obra "O Oráculo do Fogo".

Aproveito a oportunidade de lhe endereçar os meus votos de parabéns, espero que tenha muito sucesso!

Compareçam à apresentação de lançamento da obra!

/“Néon/

/Ser, alienígena no tempo presente, sensível, servo da simplicidade da natureza, crente na essência da fé no humanismo. Inveterado e guloso sonhador e projectista. Exigente na tolerância, democracia e liberdade. Universalista. Companheiro, dedicado e atencioso…/

/PROCURA…/

/Semelhantes… Sem condição ou espécie, em cor ou preto e branco, em som ou silêncio, com forma física ou espectro…”/

//

In “Natureza H” (VIII : X : MMVII)

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

O portal Bibliovagas disponibiliza oportunidades de emprego e de estágio para os profissionais da informação


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O portal Bibliovagas tem por objectivo publicar oportunidades de emprego, estágio e divulgação de concursos para os profissionais da informação (Bibliotecário, Arquivista, Museólogo e Cientista da Informação).
O Bibliovagas foi criado por Fernanda Guilhon em 2003, sendo acompanhada pelo bibliotecário Nelson Silva e pelo auxiliar de biblioteca Marcos Girardi. Este é um trabalho voluntário, no qual se pretende a difusão da nossa profissão, sendo também, um espaço para debates, registo de opiniões e produção sobre o mercado de trabalho!

Paralelamente, também podem consultar o blogue Espaço Bibliovagas.

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