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quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Tendências do ambiente da informação


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Relatório da IFLA sobre as tendências do ambiente da informação identificou aquelas que mudarão ou estão mudando esse ambiente. O link para o relatório completo, em inglês, encontra-se no final desta mensagem.

CINCO PRINCIPAIS TENDÊNCIAS QUE MUDARÃO NOSSO AMBIENTE INFORMACIONAL

TENDÊNCIA 1
AS NOVAS TECNOLOGIAS TANTO AMPLIARÃO QUANTO LIMITARÃO AQUELES QUE TÊM ACESSO À INFORMAÇÃO

Um universo digital em permanente expansão dará mais valor às capacidades ligadas à competência informacional, tais como leitura básica e proficiência com as ferramentas digitais. As pessoas que não possuírem essas capacidades enfrentarão barreiras à inclusão numa variedade crescente de áreas. A natureza de novos modelos de negócios eletrônicos em linha terá uma forte influência sobre quem poderá possuir, auferir benefício, compartilhar ou acessar informações no futuro.

TENDÊNCIA 2
A EDUCAÇÃO PELA INTERNET DEMOCRATIZARÁ E ROMPERÁ COM O ENSINO EM ESCALA GLOBAL

A rápida expansão, em escala planetária, dos recursos de educação pela internet fará com que as oportunidades de aprendizagem se tornem mais abundantes, mais baratas e mais acessíveis. Ganhará importância o aprendizado por toda a vida e se dará mais reconhecimento ao ensino não formal e informal.

TENDÊNCIA 3
OS LIMITES DA PRIVACIDADE E DA PROTEÇÃO DE DADOS SERÃO REDEFINIDOS

Os arquivos de dados em expansão, mantidos por governos e empresas, poderão comportar perfis minuciosos das pessoas, ao mesmo tempo em que métodos sofisticados de monitoramento e filtragem de dados de comunicações tornarão mais barato e mais fácil o rastreamento dessas pessoas. Isso poderá trazer sérias consequências para a privacidade individual e para a confiança no mundo da internet.

TENDÊNCIA 4
AS SOCIEDADES HIPERCONECTADAS OUVIRÃO E EMPODERARÃO NOVAS VOZES E NOVOS GRUPOS

Nas sociedades hiperconectadas ocorrem mais oportunidades de ação coletiva, permitindo o aparecimento de vozes novas e promovendo o desenvolvimento de movimentos centrados num único problema, em detrimento dos partidos políticos tradicionais. Iniciativas de governo aberto e acesso a dados do setor público levarão a mais transparência e a serviços públicos focados no cidadão.

TENDÊNCIA 5
A ECONOMIA GLOBAL DA INFORMAÇÃO SERÁ TRANSFORMADA PELAS NOVAS TECNOLOGIAS

A proliferação de dispositivos móveis hiperconectados, de sensores em rede em aparelhos e na infraestrutura, de impressão 3D e tecnologias de tradução de línguas transformarão a economia global da informação. Os atuais modelos de negócios em inúmeras indústrias sofrerão uma destruição criativa desencadeada por dispositivos inovadores que permitirão às pessoas continuarem economicamente ativas durante mais tempo em sua vida e a partir de qualquer local.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

A Sociedade da Informação em Portugal


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A UMIC - Agência para a Sociedade do Conhecimento publicou, no seu website, o documento “A Sociedade da Informação em Portugal – Maio de 2010”, onde são sintetizados alguns dos principais vectores de desenvolvimento da Sociedade da Informação em Portugal.

Com a publicação deste documento, a UMIC visa “ilustrar a variedade de áreas de intervenção das políticas públicas no desenvolvimento da Sociedade da Informação e procura reunir informação relativa aos diferentes sectores, sempre que possível numa perspectiva evolutiva”.

Para o efeito, o documento apresenta os principais indicadores internacionais em matéria de Sociedade da Informação e o contexto da definição das prioridades da agenda digital europeia, no quadro da estratégia europeia UE 2020 - Estratégia para um Crescimento Inteligente, Sustentável e Inclusivo.

Fonte: AMA

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Apresentação do livro ‘PRESERVMAP – Um Roteiro da preservação na Era Digital’


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No próximo dia 26 de Outubro, pelas 17h30, vai ter lugar a sessão de apresentação do livro PRESERVMAP – Um roteiro da preservação na Era Digital, fruto do trabalho de investigação de doutoramento da Dra. Maria Manuela Pinto, uma das minhas professoras de referência durante a Licenciatura em Ciência de Informação, FLUP/FEUP.

A sessão terá lugar na Sala de Reuniões da Faculdade de Letras da Universidade do Porto (2º Piso). A obra será apresentada pelo Professor Doutor Óscar Mealha, da Universidade de Aveiro.
 
Estou certo de que esta será mais uma obra de referência para os profissionais de informação e para a própria fundamentação epistemológica da Ciência da Informação.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Jovens se sentem mais sós que idosos, diz pesquisa britânica


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Uma pesquisa feita na Grã-Bretanha revela que jovens se sentem mais solitários do que adultos com mais de 55 anos. O levantamento, intitulado The Lonely Society (em tradução literal, a sociedade solitária), foi feito com 2.256 participantes. Quase 60% dos ouvidos com idades entre 18 e 34 anos disseram que sentem solidão com frequência ou às vezes. O número cai para 35% entre entrevistados com 55 anos ou mais.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Portugueses são dos que menos usam a Net


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Os portugueses estão entre os europeus que menos utilizam a Internet apesar de o país estar bem coberto e oferecer possibilidades de ligação acima da média europeia, revela um estudo da Comissão Europeia divulgado hoje, terça-feira, em Bruxelas.

O relatório de 2009 da Comissão Europeia sobre a competitividade digital mostra que o sector digital europeu fez "fortes progressos" desde 2005, com 56 por cento dos europeus a utilizarem regularmente a Internet em 2008.

Em Portugal, apenas 38 por cento utilizam a Internet regularmente (pelo menos uma vez por semana), o que coloca o país em vigésimo segundo lugar entre os 27 Estados-membros.

Simultaneamente, apenas 29 por cento dos portugueses usam a Internet todos os dias, para uma média europeia de 43 por cento.

O relatório mostra que "Portugal é um dos países com a taxa mais baixa de utilizadores regulares e frequentes, e tem uma quota elevada de população que nunca utilizou a Internet" (54 por cento).

Segundo o estudo, 95 por cento da população portuguesa tem a possibilidade de utilizar uma ligação DSL (alta velocidade), um valor acima da média europeia (92,7), o que coloca o país na décima segunda posição entre os 27.

A Comissão Europeia também conclui que Portugal tem uma "posição relativamente forte" na sociedade da informação em termos de aplicações comerciais (e-business e e-commerce) e é um dos países que lidera em termos das possibilidades oferecidas à população para dialogar com a administração pública (e-government).

Entre as diversas faixas etárias, os jovens europeus entre os 16 e os 24 anos são os internautas mais activos: 73 por cento utilizam regularmente serviços para criarem e partilharem conteúdos em linha, o que representa o dobro da média (35 por cento).

O relatório mostra que aqueles jovens estão "relutantes em pagar pelo descarregamento ou pela consulta em linha de conteúdos como vídeos ou música" (33 por cento dizem que não estão dispostos a pagar seja o que for, o que representa o dobro da média).

Mas, na realidade, o número de jovens desta geração que já pagaram por este tipo de serviços é duas vezes superior ao da restante população (dez por cento de jovens utilizadores contra uma média de cinco por cento).

"A economia digital europeia dispõe de um formidável potencial para gerar receitas avultadas em todos os sectores, mas, para converter esta vantagem em crescimento sustentável e em novos empregos, os governos devem mostrar capacidade de liderança, adoptando políticas coordenadas que eliminem os obstáculos aos novos serviços", declarou Viviane Reding, comissária europeia responsável pela sociedade da informação.

Fonte: JN

sexta-feira, 20 de março de 2009

Convite para o Seminario de Administración del Conocimiento y la Información


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Totalmente online e aberto a toda a comunidade interessada: http://www.saci.cfie.ipn.mx

Estimados colegas, una nueva emisión del Seminario de Administración del Conocimiento y la Información es una oportunidad para reflexionar acerca de nuestro proceso de transición hacia la sociedad del conocimiento, quizá también, la oportunidad de hacer una autocritica y una redefinición de nuestras acciones en el futuro inmediato. Agradecemos el seguimiento que ustedes han dado y la participación que han tenido en la interacción y el diálogo que ha significado su paso por los foros de discusión.

En esta nuevo inicio les hacemos una muy atenta invitación a que nos acompañen en la ceremonia inaugural del Seminario de Administración del Conocimiento y la Información 2009, la cual tendrá lugar el día miércoles 29 de abril a las 16:00 hrs., en el Auditorio Principal del Centro de Formación e Innovación Educativa, ubicado en la Unidad Profesional Adolfo López Mateos, Av. Wilfrido Massieu s/n, a un costado del Planetario "Luis Enrique Erro" Delegación Gustavo A. Madero.

Les invitamos también a que se inscriban y sean parte de esta experiencia que inicia el 29 de abril del año en curso. Se acompaña el cartel en formato digital, el cual agradeceremos se sirvan compartirlo con otros colegas interesados a fin de lograr juntos generar la masa crítica que haga realidad la transición hacia la sociedad del conocimiento

En esta ocasión nos acompañan, en forma presencial, tres destacados especialistas que nos comparten su experiencia en tres interesantes conferencias:

  • 1. Nuestro rezago con la Sociedad del Conocimiento | Macario Schettino. Analista político. México | 29 de abril, 16:00 hs.
  • 2. ¿ Qué es la gestión del conocimiento y cuál es su aplicación en las IES? |Ricardo Villafaña Figueroa, Instituto Mexicano de Administración del Conocimiento. México. | 29 de abril, 16:00 hs.
  • 3. Las telecomunicaciones y el acceso al conocimiento en la era digital | Elvia Monasterio. Fundación Canitec. México | 29 de abril, 16:00 hs.
Se les recuerda que al finalizar las videoconferencias tendremos una sesión de acercamiento entre los participantes y los ponentes para dialogar en torno a la gestión del conocimiento. Les recordamos que el acceso es libre para toda la comunidad académica interesada y que estaremos atentos para brindarle la información que ustedes requieran en la dirección de correo: saci.seminario@ipn.mx y directamente en las oficinas de la Subdirección de Innovación Educativa.
Informação disponibilizada pelo Dr. Noel Angulo

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Sociedade da Informação e do Conhecimento em Portugal


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De 2005 a 2008, observa-se na faixa etária dos 10 aos 15 anos um aumento na proporção de utilizadores de computador e Internet, destacando-se a utilização da Internet (que passou de 73,5% para 92,7%). A utilização de telemóvel intensifica-se entre 2007 e 2008 em mais de 11 pontos percentuais (passando de 73,3% para 84,6%).

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Comentário do Mauricio Scheinman sobre a dependência da Internet


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Face à pertinência do comentário do estimado Mauricio Scheinman [autor do Blog do Scheinman], na notícia "Dependência da internet passa a ser classificada como problema médico", publicada pelo nosso colaborador Murilo Cunha, tomo a liberdade de evidenciar a mesma de modo a explicitar a sua reflexão sobre um problema que já começa a levantar bastante discussão em várias áreas, desde o campo da saúde, à sociologia, passando pela etnografia, entre outras:

Tive acesso à sua notícia através do diHitt e tive o estímulo de comentá-la face ao importante alerta transmitido.
Estes dias estava assistindo TV e numa reportagem sobre o tempo de permanência das pessoas diante do computador, verifiquei que jovens brasileiros, numa idade de 14 a 18 anos, permanecem cerca de 6 horas por dia conectados à internet.
Comem, divertem-se, socializam, namoram, estudam, fazem tudo pela rede mundial de computadores.
Confesso que cheguei à mesma conclusão tal como a externada em sua notícia. É doença e assim deve ser ser tratado o distúrbio.
O internauta viciado, para mim, está como o alcóolatra ou o viciado em substâncias proibidas. Vai se acabando aos poucos.

Mas há um agravante, tal como ocorre com as jovens bulímicas ou anoréxicas: é a legalidade que reveste a circunstância de estar diante do computador.
Não há qualquer ilícito em navegar na internet.
Até estimulamos as crianças a fazê-lo. As crianças assim são ensinadas. As escolas proporcionam aulas de informática e fornecem conexão à rede mundial de computadores. Em nossas casas sempre há um micro disponível aos nossos filhos.
Daí o perigo que reveste essa nova doença.

Não há nada que a freie ou obstaculize. O micro e a conexão estão lá, aptos a engolir o incauto e esfomeado internauta, sedento por aprender e por sentir novas emoções nesse imenso mundo por aí afora, sem falar nos algozes que muitas vezes, travestidos em peles de cordeiro praticam crimes abomináveis usando como escudo a rede de computadores.
Portanto, compete a nós estabelecermos um freio.

Primeiramente servindo de exemplo e não ficando nós, exageradamente, diante do micro...
Penso em algumas providências simples que talvez possamos adotar, para evitar o distúrbio nos jovens, já que prevenir é melhor do que remediar:
  • a) conexão à internet para lazer com tempo previamente determinado;
  • b) conexão das crianças e jovens, sempre assistida, após estudo e desempenho de demais tarefas quotidianas;
  • c) não disponibilização de computadores para uso exclusivo dos jovens;
  • d) fomento às atividades socializantes, tais como esportes de grupo, teatro, dança, ou seja lá o que for, contato que na companhia de outros jovens;
  • e) internet é prémio e não obrigação;
  • f) nos estudos, há outros meios de pesquisa salvo o uso das ferramentas de busca. Google não é para estudo: é para matar curiosidade. Quer usar a internet para estudar? Ok! Há ótimas bibliotecas e sites disponíveis, inclusive para pesquisas nos mais diversos níveis. Em suma, cautela para não "emburrecer" o jovem;
  • g) uso de filtros no que se refere a sites eróticos e de pornografia;
  • h) obstaculização de conversas online. Que o jovem vá encontrar os amigos no clube, na praça, no térreo do prédio... que vá falar no telefone! Mas ficar "teclando" no micro, nem pensar. Já ter um namorado ou namorada virtual, é coisa de maluco...
Enfim, procurei relacionar algumas providências que tomaria caso tivesse meus filhos por perto e verificasse que os mesmos correm risco no que se refere ao acesso exagerado e doentio à rede mundial de computadores.

Não sei se são dicas recomendáveis, ou apenas meras elocubrações de um pai que pretende ser zeloso e cauteloso.
Mas, dentro de meus princípios, penso que seria o melhor caminho a seguir para não ter um filho ou filha internado num hospital psiquiátrico sofrendo de abstinênca por não ter um micro por perto...
É isso, prezados amigos.
Um abraço!
Mauricio Scheinman

Penso que todos devemos reflectir sobre o impacto da tecnologia e do excesso de informação nas nossas vidas! Se assumirmos uma perspectiva bastante holística sobre os reais impactos na nossa qualidade vida, quais serão as verdadeiras consequências que vamos arcar dentro de alguns anos?
Devemos ou não começar a mediar o acesso e excesso de informação como medida preventiva da nossa saúde mental e física?

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

A Sociedade da Informação em Portugal 2007


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Apresentam-se dados estatísticos actualizados sobre a Sociedade da Informação em Portugal 2007.

Esta compilação, preparada sob coordenação da UMIC – Agência para a Sociedade do Conhecimento, IP e em colaboração com o INE – Instituto Nacional de Estatística, no âmbito do Conselho Superior de Estatística, apresenta as principais estatísticas na área da Sociedade da Informação produzidas pelas seguintes entidades:
UMIC – Agência para a Sociedade do Conhecimento, IP, INE – Instituto Nacional de Estatística, ICP-ANACOM – Autoridade Nacional de Comunicações, Gabinete de Estatística e Planeamento da Educação (GEPE) do Ministério da Educação, Direcção de Serviços de Informação Estatística em Ensino Superior (DSIEES) do Gabinete de Planeamento, Estratégia, Avaliação e Relações Internacionais (GPEARI) do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.


Tabelas de dados estatísticos:

  • Comunicações Electrónicas (Xls) PT;EN
  • A População e as TIC (Xls) PT;EN
  • Governo Electrónico (Xls) PT;EN
  • Educação e Formação em TIC (Xls) PT;EN
  • As TIC nos Hospitais (Xls) PT;EN
  • Economia Digital (Xls) PT;EN

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Prolongamento da duração da protecção dos direitos de autor para os músicos


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Nova proposta da Comissão procura garantir que os intérpretes continuem a beneficiar das suas primeiras gravações, muito depois de terem sido lançadas no mercado.

Alguns dos cantores mais populares da Europa entretêm‑nos há várias décadas. Cliff Richard, Charles Aznavour, Nana Mouskouri e Julio Iglesias, por exemplo, têm uma carreira que dura há perto de meio século. Porém, a legislação actual em matéria de direitos de autor só assegura a remuneração dos artistas durante 50 anos, de modo que um cantor deixa de receber direitos de utilização (royalties) pelas suas mais antigas gravações precisamente numa altura em que poderia necessitar mais desta fonte de rendimento.

A nova proposta da Comissão asseguraria aos artistas um rendimento suplementar que oscilaria entre 150 e 2000 euros por ano. É certo que são montantes pouco importantes para artistas já consagrados como os atrás referidos, mas farão uma enorme diferença para os músicos que trabalham à tarefa, nomeadamente aqueles que vivem de encomendas e remunerações pontuais.

Segundo a proposta da Comissão, a duração da protecção das gravações e dos seus suportes deveria passar de 50 para 95 anos. Além dos intérpretes, também as editoras beneficiariam da nova legislação. Ambos teriam direito a uma remuneração cada vez que uma gravação fosse transmitida na rádio ou em lugares públicos, como bares ou centros comerciais.

Uma duração de protecção de 95 anos resolveria os problemas financeiros de alguns artistas mais idosos e harmonizaria os direitos de autor dos músicos e dos escritores. Uma maior segurança financeira incentivaria os músicos a ficar na Europa, em vez de se mudarem para países onde existe uma legislação mais estrita em matéria de direitos de autor.

Seriam também protegidas por um período mais longo as composições de vários autores, ou seja, a prática mais corrente no domínio da música. Neste caso, os direitos de autor só expirariam 70 anos após o falecimento do último autor sobrevivo.

A proposta é acompanhada por uma consulta sobre os direitos de autor na economia do conhecimento , que tem por fim encontrar a melhor forma de assegurar a difusão dos conhecimentos em benefício da economia, num mundo cada vez mais digitalizado. Trata‑se de saber se a actual legislação sobre os direitos de autor protege suficientemente os “produtos do conhecimento”, como por exemplo os resultados da investigação científica, e se os autores e as editoras são incentivados a partilhar este conhecimento.

Fonte: UE

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

A Sociedade da Informação em Portugal 2007


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Apresentam-se dados estatísticos actualizados sobre a Sociedade da Informação em Portugal 2007.

Esta compilação, preparada sob coordenação da UMIC – Agência para a Sociedade do Conhecimento, IP e em colaboração com o INE – Instituto Nacional de Estatística, no âmbito do Conselho Superior de Estatística, apresenta as principais estatísticas na área da Sociedade da Informação produzidas pelas seguintes entidades: UMIC – Agência para a Sociedade do Conhecimento, IP, INE – Instituto Nacional de Estatística, ICP-ANACOM – Autoridade Nacional de Comunicações, Gabinete de Estatística e Planeamento da Educação (GEPE) do Ministério da Educação, Direcção de Serviços de Informação Estatística em Ensino Superior (DSIEES) do Gabinete de Planeamento, Estratégia, Avaliação e Relações Internacionais (GPEARI) do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.
Tabelas de dados estatísticos:
  • Comunicações Electrónicas (Xls) PT;EN
  • A População e as TIC (Xls) PT;EN
  • Governo Electrónico (Xls) PT;EN
  • Educação e Formação em TIC (Xls) PT;EN
  • As TIC nos Hospitais (Xls) PT;EN
  • Economia Digital (Xls) PT;EN
Fonte: Observatório da Sociedade da Informação e do Conhecimento / UMIC

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Bruxelas quer um verdadeiro mercado europeu de conteúdos criativos «on-line»


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A Comissão Europeia adoptou, no passado dia 3 de Janeiro, em Bruxelas, um documento estratégico com vista a fortalecer o mercado europeu de conteúdos criados "on-line", sublinhando que as receitas da indústria europeia de música, filmes e jogos poderão quadruplicar até 2010.
...

Para já, Bruxelas avançou com uma "comunicação", um documento estratégico no qual identifica "quatro grandes desafios horizontais" que entende merecerem uma acção ao nível comunitário:
  • disponibilidade dos conteúdos criativos;
  • licenças multi-territoriais para os conteúdos;
  • interoperacionalidade e transparência dos sistemas de gestão numérica de direitos e ofertas ilícitas;
  • pirataria.
"Se queremos dotar-nos de uma indústria da música, do cinema e jogos que seja forte, devemos dar a segurança jurídica à indústria, uma remuneração justa aos criadores de conteúdos e um amplo acesso a uma grande diversidade de conteúdos em linha aos consumidores", sintetizou hoje a comissária europeia responsável pela Sociedade de Informação e Media, Viviane Reding.

Consulte o texto integral em CiênciaHoje

Aceda ao relatório: Interactive content and convergence: Implications for the Information Society (PDF | 2.8 Mb)

sábado, 24 de novembro de 2007

Estudo "O Papel da Sociedade da Informação no aproximar das Regiões"


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A APDSI - Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação apresentou, no dia 25 de Setembro, o estudo "O Papel da Sociedade da Informação no aproximar das Regiões".
Neste analisam-se as possibilidades de exploração das novas tecnologias da informação e comunicação na fixação das populações e no desenvolvimento das regiões mais periféricas e desfavorecidas.


Aceda ao estudo "O Papel da Sociedade da Informação no aproximar das Regiões" (PDF | 946 kb)

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

eLearning Lisboa 2007


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A conferência “eLearning Lisboa 2007” reuniu em Lisboa mais de 1500 congressistas e 84 oradores nacionais e internacionais, no maior evento realizado sobre o tema em Portugal.

Carlos Zorrinho, presidente da conferência e coordenador nacional da estratégia de Lisboa e do Plano Tecnológico, sublinhou a importância do conhecimento em permanente actualização que a nova sociedade exige, afirmando que «no século XXI aprender tem de ser tão natural como respirar. Respiramos porque vivemos num ambiente rico em oxigénio, temos de ter um ambiente rico em conhecimento».

Os quatro grandes desafios obtidos nas várias sessões de trabalho são:

  • como podemos antecipar as necessidades da Sociedade do Conhecimento e preparamo-nos para agir;
  • como podem as organizações tradicionais transformar-se em espaços inovadores de aprendizagem;
  • como podem os cidadãos potenciar o seu capital humano;
  • como podemos garantir o acesso de todos à tecnologia, porque é através do conhecimento que nos tornamos mais competitivos.


Fontes de Informação:


Qual o papel destinado ao profissional da informação no seio desta conjuntura? Qual o impacto nos modelos formativos actuais na nossa área? Será que vamos continuar a evoluir lentamente, de uma forma desintegrada, sem uma estratégia nacional para a educação na nossa área?

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Livro "Sociedade da Informação - O Percurso Português"


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Assinalando os 10 anos da Sociedade da Informação em Portugal, que têm vindo a ser comemorados com diversas iniciativas, a APDSI – Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação lançou no passado dia 25 de Setembro em conjunto com as Edições Sílabo o livro “Sociedade da Informação – O percurso português”.

A obra agrega ainda a colaboração de 48 personalidades de destaque nesta áreas que produziram um total de quarenta artigos organizados em três áreas distintas: A Sociedade da Informação no mundo actual; O percurso português e Perspectiva da Sociedade da Informação.


A lista dos autores que participaram no livro, e partes do mesmo, podem ser consultados
no website da APDSI.

Fonte: APDSI

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Nova directora da divisão da Sociedade da Informação da UNESCO


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Miriam Nisbet, natural dos Estados-Unidos, especialista no direito da informação, acaba de tomar posse enquanto Directora da Divisão da Sociedade da Informação da UNESCO. Miriam Nisbet suceda a Elizabeth Longworth (Nova-Zelândia), que foi nomeada directora executiva do Gabinete do Director-Geral da UNESCO.

Consulte a notícia completa no Portal da UNESCO

Fonte: APBAD


quinta-feira, 30 de agosto de 2007

III Encontros de Alcobaça / Sociedade da Informação


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Os III Encontros de Alcobaça/Sociedade da Informação, agora focados na Gestão de Arquivos - da Custódia à Comunicação, pretendem abordar, de modo sistemático e com base na análise de casos concretos, os seguintes temas principais:

  • Dos Arquivos Nacionais aos Lugares de Memória
  • Modelos de Gestão e Comunicação
  • As Novas Tecnologias e o Imperativo do Acesso


PROGRAMA

09.30 Acolhimento dos Participantes

10.00 Abertura

10.15 Intervenção de Abertura / Silvestre Lacerda, Director do IAN/TT

11.00 Intervalo café

11.15 Módulo 1 – Dos Arquivos Nacionais aos Lugares de Memória

12.15 Debate (coord. Alfredo Caldeira)

13.00 Intervalo para almoço

14.30 Módulo 2 – Modelos de Gestão e Comunicação

15.30 Intervalo café

15.45 Debate (coord. Armando Malheiro da Silva)

16.30 Módulo 3 – As Novas Tecnologias e o Imperativo do Acesso

17.30 Debate (coord. Alfredo Caldeira)

18.00 Encerramento / Fernanda Rollo (Inst. De História Contemporânea/FCSH da UNL)

  • Data: Sábado, dia 29 de Setembro de 2007
  • Local: Centro de Estudos Superiores da Universidade de Coimbra, Alcobaça

Aceda ao programa completo dos III Encontros de Alcobaça

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Decreto-Lei n.º 176/2007, de 8 de Maio


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Remete à primeira alteração à Lei n.º 5/2004, de 10 de Fevereiro (Lei das Comunicações Electrónicas), estabelecendo o regime sancionatório da aquisição, propriedade e utilização de dispositivos ilícitos para fins privados no domínio de comunicações electrónicas.

Formato PDF - Para aceder a este conteúdo deverá usar o Acrobat Reader®. O Plug-In de acessibilidade para o Acrobat Reader® poderá ser encontrado em http://www.adobe.com/support/downloads/main.html Decreto-Lei n.º 176/2007, de 8 de Maio
(Esta informação é propriedade do Diário da República)

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Desigualdades digitais no Brasil


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Em regiões do país onde os indicadores são piores, uso da rede é concentrado
Fonte: O Globo, Rio de Janeiro.
Data: 7 de agosto de 2007.
A sociedade da informação - que tornou um ativo do cidadão e do trabalhador o grau de acesso às novas tecnologias - poderá aprofundar a distância entre os mais ricos e os mais pobres no país. A constatação foi feita pelo "Mapa das Desigualdades Digitais no Brasil", elaborado pela Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana (Ritla) com o Instituto Sangari. O estudo revela que os dez estados com acesso à internet mais concentrado em poucas pessoas estão nas regiões Nordeste e Norte, que têm também os piores indicadores de desigualdade pelos critérios clássicos, como a renda.
O sociólogo Julio Jacobo Waiselfisz, da Ritla, diz que seis dos piores desempenhos do Brasil estão no Nordeste - Alagoas, Piauí, Sergipe, Paraíba, Rio Grande do Norte e Maranhão - e quatro, no Norte - Pará, Tocantins, Acre e Amazonas. O Centro-Oeste, terceira região em indicadores desfavoráveis no ranking de concentração de renda, tem, por exemplo, a 11ªunidade da federação mais desigual, o Mato Grosso.
Na outra ponta, os estados com maior igualdade de oportunidades para pessoas acima de 10 anos, independentemente inclusive de raça, estão em Sul e Sudeste. O melhor desempenho é do Distrito Federal, seguido por São Paulo, Rio, Santa Catarina, Paraná, Espírito Santo e Rio Grande do Sul.
Estudo defende adoção de políticas públicas
Com essa distribuição das oportunidades, o trabalho é taxativo: o problema das desigualdades na sociedade se reproduz nas escolas.
Há no país uma estrutura de reprodução das desigualdades, um sistema que reforça a exclusão social. O grande problema é que não temos uma política de inclusão digital - disse Waiselfisz.
O pesquisador afirmou que o Brasil continua sendo um dos dez países com maior concentração de renda, o que impede a maioria da população mais pobre de comprar computador, ter uma conta telefônica e se conectar à internet. Por isso, destaca, é necessário adotar políticas públicas.
Ele defende programas como Bolsa Escola ou cota para negros nas universidades para a área de inclusão digital. É necessária a implantação, segundo o estudo, "de marcos regulatórios no campo das telecomunicações, que não discriminem áreas ou setores da população".
Waiselfisz disse que o país com maior êxito na área digital foi o Chile, o mais informatizado da América Latina. Isso foi possível por meio da implantação de políticas públicas.
O Censo Educacional do MEC, do início de 2006, apontou que existiam no país 659 mil computadores para 56,5 milhões de alunos, um índice de 1,17 computador para cada cem alunos. Na Europa, a média, também no ano passado, era de 11,4.
Em Alagoas, pior estado em oportunidades digitais, os alunos de maior renda usam a internet escolar 76,9 vezes mais que os alunos mais pobres do estado. Ao considerar apenas alunos de escolas públicas, os 50% de estudantes de maior renda usam a internet 170% mais do que os mais pobres.
Um dos objetivos do trabalho foi verificar se os centros de acesso gratuito à internet e a informatização das escolas se dirigem à população mais carente. Isso porque, segundo os dados, esses centros são mais usados por pessoas de maior renda. Em 2005, segundo o IBGE, o Brasil tinha 32 milhões de internautas, 17% da população. Cerca de 10,5% da população com 10 anos ou mais acessou a internet de casa, e só 2,1% usaram centros gratuitos. Hoje esse percentual está em 2,8%.

domingo, 1 de julho de 2007

Estudo diz que os usuários da internet são mais ativos, têm mais amigos e menos depressões


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Os usuários da internet são mais ativos, têm mais amigos, estão mais implicados com a vida política e tem menos depressões, segundo concluiu o informe Proyecto Internet Catalunya (PIC) [http://www.uoc.edu/in3/pic/esp/], publicado pela Universidade Aberta da Catalunha. O sociólogo Manuel Castells, vice-diretor do estudo, ressaltou que o projeto “o que já se sabia, que as novas tecnologias no aprisionam as pessoas em suas casas, mas que ativam a sociabilidade”. Os dados foram coletados por 40 pesquisadores por meio de 15.390 entrevistas presenciais e 40.400 na internet.
Castells afirma que a internet é o “elemento-chave para a autonomia pessoa, política, econômica e profissional”. Em sua opinião, “quanto mais autônoma é uma pessoa mais utiliza a internet, o que, por sua vez, reforça sua autonomia”. Para o sociólogo esta afirmativa é importante, pois “é a primeira vez que se demonstra estatisticamente”.
O PIC é um programa de pesquisa que foi desenvolvido durante sete anos, de setembro de 2001 a junho de 2007, e tem contado com o apoio das autoridades da Catalunha. O objetivo da análise do PIC, composto por sete projetos de pesquisa, tem sido a incidência da internet em todos os aspectos da vida social, empresarial e administrativa catalã. Segundo o sociólogo, a rede “requer um determinado nível educativo porque nos encontramos perante uma sociedade da informação desinformada e isto a internet não resolve”. Também afirmou que a internet “aprofunda a brecha mais histórica: a educativa”.
Castells apontou que a evasão escolar “que é de 30% e que representa um problema para o futuro, pode ser combatida com as tecnologias e por meio da reciclagem dos professores”. O sociólogo reivindicou o uso da internet nos centros educacionais e afirmou que ela é uma ferramenta habitual “dos alunos e professores em casa, porém não é utilizada nas aulas”. O estudo mostrou que 83% dos jovens entre 15 a 24 anos são usuários freqüentes das novas tecnologias e que esta faixa etária está diminuindo a diferença do gênero no uso da internet.

Murilo Cunha

Nota:
1) Proyecto Internet Catalunya (PIC). URL: http://www.uoc.edu/in3/pic/esp/

2) Outras obras importantes do autor:
CASTELLS, Manuel. A era da informação: economia, sociedade e cultura. 4. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2003. 3 v. ISBN 85-219-0339-1
CASTELLS, Manuel. A galáxia internet: reflexões sobre a internet, os negócios e a sociedade. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2003. 243 p. ISBN 8571107408
CASTELLS, Manuel. A sociedade em rede. 8. ed. totalmente revista e ampliada. São Paulo: Paz e Terra, 2005. 698 p. ISBN 8521903294

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