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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011


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Wikipédia completa 10 anos


Fonte: Público. Data: 10/1/2011.

URL: http://www.publico.pt/Cultura/longa-vida-a-wikipedia_1474460?all=1



Quem não ouviu argumentar - ou argumentou - que a Wikipédia não é fiável, apontando esta sua (suposta) característica como um pecado original intransponível? Dez anos após o nascimento da enciclopédia global online, esse discurso começou a mudar.

O grande enciclopedista francês do Século das Luzes, Denis Diderot, escreveu na entrada "Enciclopédia" da sua célebre Encyclopédie que o objetivo da colossal obra que ele e Jean d"Alembert publicaram em 1751 era "recolher todo o saber que se encontra agora disperso à face da Terra, dar a conhecer a sua estrutura geral aos homens entre os quais vivemos e transmiti-lo aos que vierem a seguir".

E a entrada correspondente na Wikipédia (wikipedia.org) - a grande enciclopédia online da era da Internet, que esta semana celebra o seu décimo aniversário - explica que, mais do que como um simples dicionário, "Diderot via a enciclopédia ideal como um índice de ligações". Clicando no link que aparece neste artigo, podemos confirmar a informação: dois cliques e vamos parar ao texto original de Diderot, onde descobrimos uma frase que começa assim: "Através da organização enciclopédica, da universalidade do saber e da frequência das referências, as relações crescem, as ligações partem em todas as direções." Referências. Relações. Ligações. Mais do que uma proposta, o texto de Diderot parece uma genial premonição. A enciclopédia ideal de que fala o filósofo está a ser construída hoje e chama-se Wikipédia.

Muitos irão objetar que a informação contida na Wikipédia não é suficientemente fidedigna, que não é "100 por cento fiável" e que por isso não é séria e nunca poderia ser equiparada a um trabalho erudito como o das enciclopédias tradicionais (em papel) - e, em particular, com a "rainha" do gênero, a Encyclopaedia Britannica.

Mas, tal como a enciclopédia de Diderot pretendia ser mais do que um simples dicionário, a Wikipédia quer ser mais do que uma simples enciclopédia (em papel): "A Wikipédia não é uma enciclopédia em papel", lê-se no artigo Wikipedia:What Wikipedia is not. E, no entanto, é algo parecido com o que Diderot, salvaguardando as distâncias (ele não tinha Internet), terá sem dúvida vislumbrado. Explica ainda a mesma entrada da Wikipédia que ela é "uma enciclopédia online e, enquanto meio para atingir um fim, uma comunidade online de pessoas interessadas em construir uma enciclopédia de alta qualidade num espírito de respeito mútuo". Descubra as diferenças!

André Barata, filósofo, investigador da Universidade da Beira Interior, aponta uma: "Enquanto enciclopédia falta-lhe o ponto de vista global que tradicionalmente a deveria enquadrar", disse ao P2 por email. "Com efeito, as enciclopédias tradicionais, desde D"Alembert e Diderot à Britannica, dispunham de um pressuposto comum, de ilustração e sistematicidade do saber. (...) O saber não é, no essencial, um enorme arquipélago de dados, informação e ilhas de conhecimento apenas linkadas, mas não realmente ligadas." Mas a seguir acrescenta: "Em contrapartida [a Wikipédia] é epistemicamente liberal e tolerante, experimental. Está menos a defender um corpo de saber da barbárie do que a gerar espontaneamente um corpo para o saber."

Cérebro fora-de-bordo

É um facto que a Wikipédia que temos não é perfeita, nem muito menos completa, nem muito menos isenta de erros, sejam eles involuntários ou não. Já foi alvo de vandalismo, a qualidade dos seus artigos não é uniforme, a qualidade das suas versões nas diversas línguas também não. Mas os factos também abonam em seu favor: um estudo publicado na revista Nature em 2005 mostrava que os artigos científicos da Wikipédia e da Encyclopaedia Britannica eram comparáveis em termos de rigor. Diga-se de passagem que a Wikipédia não foi construída do nada: a edição de 1911 da Britannica, hoje no domínio público, foi um dos seus pilares iniciais, lê-se na Wikipédia.

De resto, quando ouvimos ou lemos aqueles que usam a Wikipédia e conhecem as suas qualidades e defeitos, ficamos com a nítida impressão de que talvez tenha chegado a altura de admitirmos que é ela mesmo muito boa e que (quase) todos a usamos e precisamos dela. Dos escritores aos filósofos, dos historiadores aos jornalistas, dos estudantes aos professores. Como declarava em 2009 um post num blogue da Wired.com, a Wikipédia tornou-se "o cérebro fora-de-bordo mundial".A Wikipédia foi formalmente lançada a 15 de Janeiro de 2001 pelos norte-americanos Jimmy Wales (empresário da Web) e Larry Sanger (filósofo), utilizando o conceito e a tecnologia wiki (palavra que em havaiano significa "rápido"), cujo pioneiro foi o informático norte-americano Howard Cunningham. Wales e Sanger tinham começado por lançar, um ano antes, a Nupedia, uma enciclopédia online escrita e editada por especialistas. Mas a lentidão do processo de produção exasperava os seus fundadores.

A 10 de Janeiro, faz hoje dez anos, a Nupedia decidiu lançar o seu wiki, cuja intenção inicial era acrescentar "uma pequena funcionalidade à Nupedia", nas palavras de Sanger, e acelerar o seu crescimento. Mas o recém-nascido, rebaptizado Wikipedia logo a 11 de Janeiro, rapidamente eclipsou o seu progenitor e passou a ser a enciclopédia "que todos podem editar".

Dez anos volvidos, lê-se na actualização de Novembro de 2010 da factsheet da Wikipédia que este é o quinto site mais popular a nível mundial. Está disponível em mais de 270 línguas, tem a participação de mais de 80 mil editores voluntários, a versão em inglês contém 3,4 milhões de artigos e o total das suas edições nas várias línguas soma 17 milhões de entradas. Em Setembro de 2010, teve quase quatrocentos milhões de visitantes únicos. A Wikipedia é gerida, desde 2003, pela Wikimedia Foundation, entidade sem fins lucrativos que vive de donativos e de financiamento público.

Do frívolo ao profundo

A Wikipédia é de facto muito mais do que qualquer enciclopédia em papel. Por uma razão muito simples: nela, todos os temas têm direito de cidade, dos mais nobres, eruditos e especializados aos mais secundários, abstrusos, recônditos. Uma formiguinha venenosa que vive numa ilha do fim do mundo, um cantor pop menor, podem dar origem a uma entrada tão digna como a de uma grande teoria científica. Num delicioso artigo publicado em 2008 na New York Review of Books e no Guardian (neste último, sob o título Como me apaixonei pela Wikipédia), o escritor americano Nicholson Baker fala da sua experiência como "salvador" de textos da Wikipédia em perigo de desaparecer porque um punhado de utilizadores tinham votado que os seus tópicos não eram suficientemente "notáveis". Acrescentando umas citações, umas referências bibliográficas e com alguma edição estilística, Baker conseguiu preservar da foice digital entradas sobre uma obscura empresa têxtil sul-coreana, um desconhecido poeta russo censurado, um telemóvel para pessoas idosas, entre outros. Esse trabalho de preservação, escreve, deu-lhe uma sensação de imenso prazer ("wow, did that feel good").

No século XVIII, Diderot já pensava exactamente nesses termos ao descrever a sua enciclopédia ideal, exortando os autores a não desprezarem nenhum tema, por mais modesto que fosse: "(...) o mais sucinto dos nossos artigos talvez poupe aos nossos descendentes anos de pesquisas e volumes de dissertação; (...) um escrito sobre as nossas modas, que hoje consideraríamos frívolo, será visto, dentro de dois mil anos, como uma obra erudita e profunda sobre os hábitos dos franceses (...)".

Esta ideia da poupança de tempo é muito importante para Paulo Feytor Pinto, professor e presidente da Associação de Professores de Português: "A Wikipédia permite-me esboçar o plano de uma pesquisa mais aprofundada", explicou-nos em conversa telefónica. "Recentemente, usei-a para pesquisar um tema totalmente desconhecido para mim: o provençal. E quando fui à biblioteca confirmar isso tudo, já ia com o meu percurso bem delineado. Consegui fazer numa semana o que, há dez anos, teria demorado seis meses."

Quase todos usam

Das cinco pessoas que responderam às nossas perguntas sobre a Wikipédia, apenas uma, o escritor Rui Zink, disse que não usava. Os outros - para além de André Barata e Paulo Feytor Pinto, foram Joaquim Vieira, ex-provedor do PÚBLICO e presidente do Observatório da Imprensa; Nuno Santos, neurocientista da Universidade do Minho; e Rui Ramos, historiador -, todos recorrem a ela com maior ou menor intensidade. Para confirmar nomes e datas, para ter uma visão de conjunto de um dado tema, para encontrar referências bibliográficas.

Todos usam mais a versão em inglês do que as outras. "Há uma diferença muito grande entre a qualidade média em inglês em relação ao português", salienta Rui Ramos pelo telefone, acrescentando que há lá artigos "excelentes". E embora o problema da validação da informação surja sempre em pano de fundo nas respostas, não parece ser assim tão grave para estas pessoas, cuja profissão gira em boa parte em torno da pesquisa e da validação de informação nos seus respectivos campos.

Pelo contrário, seria muito melhor que fosse usada mais vezes: "Vejo muitos jornalistas a cometerem erros básicos de informação que poderiam ser evitados se tivessem consultado a Wikipédia", diz-nos Joaquim Vieira.

E na escola, o uso da Wikipédia deve ou não ser permitido? "É preciso pô-la no centro da sala de aula para os alunos se aperceberem quando uma informação não é fidedigna", diz Paulo Feytor Pinto. Contudo, Nuno Sousa levanta outra questão neste contexto: a da "ilusão de que se sabe tudo quando se confina a consulta de um tópico exclusivamente à Wikipédia, o que é particularmente perigoso para os mais jovens, na medida que em que os formata neste tipo de estratégia".

Seja como for, a Wikipédia, dizem todos, mudou a nossa maneira de aceder ao conhecimento. Curiosamente, quanto a contribuírem para a Wikipédia, poucas pessoas parecem interessadas, apesar de estarem conscientes das fraquezas da Wikipédia em português. Falta de tempo, mas não só. "Ainda não sou 100 por cento info-incluído", confessa Paulo Feytor Pinto. "Tenho sido um parasita do sistema", diz Joaquim Vieira. "Já pensei em fazê-lo, mas nunca contribuí", responde Rui Ramos, acrescentando que ainda há em Portugal "uma falta de disponibilidade cívica, um desprezo pelo espaço público. Mas as coisas estão a mudar, as pessoas começam a participar."

Segundo o relatório sobre o ano 2010 da Wikipédia, publicado no jornal Wikimedia Signpost, há apenas seis meses a Wikimedia Foundation anunciou um projecto-piloto, em colaboração com várias universidades dos EUA, que envolve a participação dos estudantes, como parte do seu currículo universitário e com a ajuda de "embaixadores da Wikipédia", na melhoria dos conteúdos da Wikipédia. Ainda vamos a tempo.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

A Barsa ainda pulsa


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Fonte: Folha de S. Paulo. Data: 04/12/2010.

Presente no imaginário de várias gerações da era pré-internet, a Enciclopédia Barsa Universal ainda resiste ao avanço da Wikipedia e afins, indica a coluna Painel das Letras. Com 55 mil exemplares vendidos até novembro passado, ela já supera em 3.000 as cifras do ano passado. A região Norte é a que mais puxa esse crescimento. A editora estima que ele se manterá em 2011 e deverá ser da ordem de 10%.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

A Wikipédia não é mágica, é trabalho duro


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ENTREVISTA JIMMY WALES
Fonte: www1.folha.uol.com.br/fsp/tec/tc1606201035.htm
Um dos fundadores da enciclopédia colaborativa fala com a Folha sobre a comunidade que compartilha seu conhecimento, as falhas e a concorrência

Na calçada da fama dos ícones da tecnologia, Jimmy Wales tem seu lugar garantido ao lado de personalidades como Bill Gates. Ele ajudou a fundar a Wikipédia, a enciclopédia gratuita que se baseia na colaboração dos usuários, logo no início dos anos 2000. Tempos em que não existiam sites como o YouTube, o Facebook ou o Twitter. Wales fala amanhã no Info@Trends (info.abril.com. br/infotrends), evento em São Paulo, sobre o poder do conteúdo gerado e moderado pelo usuário.

À Folha, ele falou sobre a fundação da Wikipédia, as falhas e qualidades do site e a série de polêmicas que cerca a enciclopédia colaborativa -da pornografia às tentativas de uso político da ferramenta. Veja trechos da entrevista concedida por e-mail. (AMANDA DEMETRIO)

Folha - Como foi a criação da Wikipédia? Quais fatores do mercado mostraram que vocês estavam na direção certa?
Jimmy Wales - A Wikipédia foi o produto de um projeto anterior, chamado Nupedia, que foi um fracasso. A Nupedia era um projeto baseado em controle e comando, o que não era divertido para os voluntários. Quando eu instalei o software wiki e foi lançada a Wikipédia, nós tivemos mais trabalho feito em duas semanas do que havíamos tido em quase dois anos, no sistema antigo. Naquele momento, eu soube que estávamos lidando com algo grande.

O que mudou no perfil de quem colabora com o site desde a fundação?
Bem pouco! Os colaboradores da Wikipédia geralmente são bem inteligentes, pessoas do tipo geek, com uma paixão por compartilhar seu conhecimento com os outros.

Como você lida com os problemas de conteúdo de cunho sexual ou pornográfico na Wikipédia?
É um assunto bem complexo. De um lado, queremos fornecer informação séria e responsável sobre a sexualidade humana -isso é uma abordagem perfeitamente legítima e educacional. De outro, não queremos nos tornar um lugar no qual as pessoas postam pornografia casualmente. Essa é a parte fácil. A dificuldade está em encontrar um meio-termo, em trabalhar para termos o cunho educacional sem ser banal, especialmente quando nós estamos falando com pessoas de todo o mundo. Existem os lugares que são extremamente liberais sobre sexualidade, como os Estados Unidos e a Europa, e os que são bem conservadores, como a Índia e a China.

Qual sua posição sobre as tentativas de uso político do conteúdo publicado na Wikipédia? Acha certo intervir?
A Wikipédia se esforça para ser neutra. Nós temos uma cultura muito forte de só querer publicar o que é básico e largamente consensual sobre os fatos. E é certo nós intervirmos contra qualquer pessoa que esteja tentando usar a Wikipédia para outro propósito.
Qual é a principal falha da Wikipédia atualmente e como você pretende combatê-la?
Nesse momento, achamos que a usabilidade do software é a principal falha. Algumas vezes, editar a Wikipédia é mais difícil do que deveria ser, por razões técnicas. Queremos que isso se torne tão fácil quanto usar um programa que faz o processamento de palavras. Estamos investindo bastante em tecnologia para fazer isso acontecer.

Qual a principal qualidade da Wikipédia atualmente?
Para mim, a principal qualidade é a paixão da comunidade de querer tornar os fatos corretos. A Wikipédia não é mágica, é resultado de um trabalho duro. Trabalho duro feito por pessoas que realmente se importam em deixar as coisas certas. Sem isso, não há esperança.
A Wikipédia considera serviços como o Yahoo! Respostas concorrentes? Como vocês lidam com isso?
Não, nós nunca pensamos em termos de concorrência. Nós somos uma comunidade fazendo algo que amamos. Eu espero que as pessoas que estão respondendo às perguntas do Yahoo! Respostas estejam se divertindo. Acreditamos que estamos fazendo algo mais importante.

O que pode dizer sobre a nossa Wikipédia em língua portuguesa?
Eu estive várias vezes no Brasil e conheço pessoas da Wikipédia em português. O português sempre foi uma das nossas línguas mais fortes, com muita participação do Brasil. Eu acho que sempre houve uma competição saudável entre a Wikipédia em português e a Wikipédia em espanhol.

Você é uma personalidade do mundo da tecnologia e tem influência sobre as pessoas. Quem você enxerga como concorrente na condição de formador de opinião?
De novo, eu não penso em termos de competição. Não estou tentando acabar com ninguém. Estou apenas tentando fazer algo em que eu acredito e fazer isso bem.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Wikipedia salva suposto suicida


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Autor: James Della Valle.
Fonte: INFO Online. Data: 29/12/2009.
Um suposto suicida fez uma doação de US$ 100 à Wikipedia após alegar que alguns artigos o fizeram desistir de se envenenar com cianureto. Segundo o usuário anônimo, a decisão veio após visitar algumas páginas relacionadas ao veneno que o distraíram.
“Eu vim aqui para descobrir sobre o cianureto para me suicidar. Então, descobri que Alan Turing morreu pelo mesmo veneno. Li sua história que me levou a outros artigos que me fizeram esquecer o suicídio”, afirmou.
O ato pode ser apenas uma brincadeira ou até mesmo um truque dos colaboradores para promover a área de doações da enciclopédia virtual.
No começo de dezembro, Jimmy Wales, um dos fundadores da Wikipedia, iniciou uma campanha de arrecadação agressiva para o serviço. O objetivo é conseguir US$ 10 milhões que ajudarão o projeto a continuar em funcionamento.

sábado, 28 de novembro de 2009

Wikipédia perdeu quase 50 mil editores


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Fonte: Info Online. Data: 26/11/2009.
Autor Guilherme Pavarin.
URL:http://info.abril.com.br/noticias/internet/wikipedia-perdeu-quase-50-mil-editores-26112009-14.shl
A enciclopédia online Wikipedia teve um êxodo de 49 mil editores voluntários nos primeiros três meses de 2009, segundo uma pesquisa universitária espanhola.
O estudo, conduzido por Felipe Ortega, da Universidade Rey Juan Carlos, de Madri, aponta que a perda de colaboradores é dez vezes superior a do mesmo período no ano passado.
Para Ortega, os números poderão resultar em algo negativo tanto para o leitor quanto para a enciclopédia. Se o decréscimo se mantiver, nos próximos dois anos, o projeto pode entrar numa fase problemática, afirma.
A Wikimedia Foundation, dona da Wikipedia, atualmente, ocupa a quinta posição entre os sites mais visitados do mundo, de acordo com a comScore.
No primeiro semestre de 2009, os websites da fundação somaram 302,9 milhões de visitantes únicos.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Wikipedia tenta evitar mentira sobre pessoas


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Fonte: Associated Press . Data: 25/8/2009.
URL: http://info.abril.com.br/noticias/internet/wikipedia-impedira-publicacao-de-mentiras-25082009-36.shl
NOVA YORK - A Wikipedia está testando um novo método para impedir a publicação de informações falsas nas páginas dedicadas a pessoas.
A enciclopédia online, com a qual qualquer internauta pode contrbuir, disponibilizou perfis de teste que exigem a aprovação de um experiente editor da Wikipedia.
Se os usuários do site aceitarem bem a novidade, as restrições começarão a valer para todas as pessoas vivas citadas na enciclopédia, de acordo com o porta-voz da Wikimedia Foundation, Jay Walsh.
Entretanto, a Wikipedia não quer desencorajar publicações legítimas. O critério para escolher editores experientes é simples: usuários registrados há apenas alguns dias já poderão fazer alterações desse tipo.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Produção de conteúdos para a Wikipédia tem vindo a diminuir


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Fonte: Jornal Público. Data: 10/7/2009
URL:
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1391192
A produção de conteúdos para a Wikipédia, a popular enciclopédia online que conta com a contribuição de editores voluntários, tem vindo a decrescer, de acordo com o estudo “Wikipedia: A quantitative analysis”, levado a cabo por investigadores espanhóis da Universidade Rei Juan Carlos, em Madrid (URJC).
O estudo destaca que, em 2007, pela primeira vez na história recente, o número de pessoas que abandonou o projecto e deixou de escrever (cerca de 20 mil pessoas por mês na versão da Wikipédia em língua inglesa) superou o número de pessoas que aderiu a ele (cerca de 15 mil por mês), relata o elmundo.es.
“O que é mais importante é que esta tendência vai continuar a piorar no futuro próximo, já que o número de abandonos tem tendência a crescer cada vez mais rapidamente”, prevê a tese de doutoramento do investigador Felipe Ortega, membro do grupo de investigação GSyC/Libresoft da URJC.
De acordo com o estudo, fica claro que os voluntários se cansam “relativamente depressa” do projecto, estimando-se que 50 por cento dos editores passa 150 dias contribuindo para a Wikipédia antes de a abandonar (excepção feita à versão alemã, com 201 dias de média, e à versão francesa, com 188 dias).
Outro fenómeno importante a ter em conta é a reduzida percentagem de artigos sujeitos a um exaustivo processo de revisão por parte da comunidade de voluntários e que obtêm uma alta percentagem de votos positivos por causa das inúmeras revisões. Estima-se que apenas um em cada 1100 artigos em versão inglesa sofram este escrutínio rigoroso, que demora uma média de três anos até alcançar um excelente nível de qualidade, indica o mesmo estudo.
Outra das conclusões a que chegou este estudo espanhol centra-se na desigualdade existente entre as contribuições dos voluntários que editam a enciclopédia online. Nas dez versões mais importantes deste projecto criado em 2001, aquilo que se concluiu é que é um pequeno grupo de voluntários (cerca de 10 por cento dos editores) que realiza a maioria das contribuições (mais de 90 por cento).
Para além disso, os editores que participam na elaboração destes artigos costumam ser membros com uma experiência alargada, estando no projecto há mais de um ano. “Tendo em conta que se trata de um projecto sem fins lucrativos e que se baseia na contribuição de milhões de pessoas em todo o mundo, as conclusões deste trabalho são de grande relevância para se perceber como se organiza [a Wikipédia] e qual pode ser a evolução “, indica ainda Felipe Ortega.
“A menos que se encontrem novas estratégias para potenciar o ritmo de chegada de voluntários e para dilatar o seu tempo de vinculação ao projecto, vai tornar-se ainda mais inconstante a produção de artigos de qualidade”, adverte Ortega.
No total já se processaram mais de 300 milhões de actualizações realizadas sobre mais de 20 milhões de páginas wiki (tanto artigos enciclopédicos como páginas de outro tipo) por cerca de 2,5 milhões de utilizadores registados (os que abriram uma conta para poderem participar). O conjunto da informação analisada ocupa mais de 2,2 terabytes (um terabyte iguala 1024 gigabytes) apenas para a versão inglesa, ou seja, o equivalente a 494 DVD de informação.
A Wikipédia está disponível em 260 idiomas e este ano alcançou, segundo a empresa norte-americana Alexa, o sétimo lugar entre as páginas mais visitadas. “Mas, depois de alguns anos de crescimento cada vez mais rápido, e contrariamente à crença generalizada, poderá ter dificuldades em manter o ritmo que tem experimentado desde que foi criada”, assegura o autor do estudo.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Wikipedia terá videos


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Fonte: Adnews. Data: 9/06/2009.
A enciclopédia digital Wikipédia, onde os próprios internautas podem editar seu conteúdo, aceitará dentro de alguns meses que vídeos sejam postados juntamente com os artigos. Em dois ou três meses, qualquer editor de um texto encontrará na página o botão "Add Media". Clicando nele, uma interface será aberta e permitirá a busca de material audiovisual de uma série muito limitada de repositores digitais que hospedam esse tipo de material livre de direitos. O autor da entrada poderá escolher o vídeo que seja mais pertinente e carregá-lo na página que está editando.
Segundo o jornal El País, o Wikipedia não inclui em seus planos abrir, posteriormente, um serviço que permita que seus colaboradores importem um vídeo de outro endereço qualquer da internet e fornecer ferramentas para editar seus próprios vídeos.
O repertório inicial de sites onde o internauta poderá buscar o vídeo apropriado será limitado. Em princípio, os vídeos do Internet Archive serão oferecidos, com um catálogo de 200 mil títulos, que incluem documentários, entrevistas e material educativo. Outra fonte será a Wikimedia Commons, uma base de dados com mais de um milhão de vídeos que é mantida pela mesma fundação que apoia o Wikipédia. Outra fonte de abastecimento será o Metavid, que presta assistência no congresso norte-americano.
A ideia é que os vídeos oferecidos sejam baseados no formato aberto e que a existência desta oferta incentive os cineastas para permitir a reprodução de seus vídeos em sites de grande visibilidade como Wikipédia.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Wikipedia e Twitter vão invadir as salas de aula


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Autor:Pedro Diniz. Data: 15/04/2009
Fonte: Jornal do Commércio (PE)
Projeto de reforma do ensino no Reino Unido prevê a inclusão de conhecimentos sobre a enciclopédia online e o microblog no currículo escolar. Em Pernambuco, proposta ganha adeptos
Incluídas no processo de avanço tecnológico, e cada vez mais precoces e dinâmicas, as crianças já nascem conectadas ao conceito de diálogo sem fronteiras espaciais. Sendo assim, o quadro-negro concebido no século 18 por James Pillans torna-se obsoleto diante da necessidade de usar a informática como instrumento educacional e interativo. Pelo menos é nessa ideia que uma proposta de reforma curricular do Reino Unido se baseia. Elaborado por Sir Jim Rose, o projeto prevê a inclusão de conhecimentos de Wikipedia e Twitter no currículo das escolas primárias.
O autor do rascunho é ex-diretor da Ofsted (entidade que vistoria o ensino nas creches e escolas primárias da Grã-Bretanha) e foi criticado pelo sindicato dos professores bretões, suscitando a discussão sobre o uso das ferramentas nas instituições brasileiras. Abolindo detalhes sobre ciência, geografia e história, que deverão ser assimilados até os 11 anos de idade, o plano de Rose ressalta a importância da familiarização com a enciclopédia aberta e o microblog “como fontes de informação e meios de comunicação”.
No exemplo do Wikipedia, o cerne da polêmica quanto a sua utilidade na formação estudantil é, sem dúvida, a autoridade das fontes. O fato de qualquer pessoa poder dissertar sobre um tema, adicionando ou excluindo dados, põe em xeque a sua credibilidade.
Mas para Júlio Horta, psicólogo e coordenador do projeto OiFuturo no Centro de Ensino Experimental Cícero Dias, não é bem assim. Na realização de qualquer atividade ligada às novas mídias ele acredita que “o principal é direcionar para o uso pedagógico”. “Todo instrumento tecnológico que colabore com o desenvolvimento cognitivo do estudante é válido. Cabe aos educadores acompanhá-lo, identificando e corrigindo erros”, afirma.
No entanto, não é raro que a colaboração citada por Horta signifique plagiar conteúdo. Valendo-se da facilidade no acesso ao acervo do site, alguns alunos costumam copiar o texto “bem construído” entregando-o como sendo autêntico.
Em “fase de teste”, o Twitter não é bloqueado nas salas de informática. Por não ser preferido dos adolescentes, essa espécie de Orkut em miniatura ainda não preocupa. “Agora, a comunicação transpôs as paredes da sala de aula. Esses novos canais deram flexibilidade na hora de manter laços e perpetuar o aprendizado”, comemora Thiago Araújo, coordenador do núcleo de informática do Colégio São Luís.
Como toda obrigatoriedade requer um processo de mudança, às vezes lenta considerando as limitações impostas, amadurecer ideias é enxergar o futuro. No caso da digitalização do ensino nacional, isso implica, entre outros fatores, uma melhora efetiva da conexão em banda larga (ainda lenta para padrões internacionais) e conscientização do docente brasileiro. “Nós não devemos ter medo da mudança. O modelo educacional que nós utilizamos tem 200 anos, o que justifica o desinteresse por parte do alunado. Por questões culturais, permitimos que o País fique atrás de outros, como a França, Portugal e Inglaterra, inseridos nessa revolução”, enfatiza Walesky Lima, diretor do colégio Neo Planos.
Pioneiro ao trocar livros por notebooks, nas classes da sexta série até o terceiro ano do ensino médio, a escola pretende em 2010 implantar o sistema desde a alfabetização. “O aluno é quem traz o assunto discutido na sala de aula. E essa noção de que a internet não é confiável é relativa, pois o número de livros com informações erradas é enorme”, finaliza o professor

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Anunciada a morte da Encarta/Microsoft


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Wikipedia causa fim de enciclopédia da Microsoft
Data: 01/04/2009. Fonte: Adnews .
A Microsoft afirmou que vai fechar todas as atividades de sua enciclopédia eletrônica Encarta até junho. O anúncio foi feito nesta terça-feira (31) no site da empresa, onde ela reiterou a importância da ferramenta: "a Encarta foi um produto popular no mundo todo por muitos anos". A enciclopédia foi distribuída em vários países em CD-ROM e também podia ser consultada via internet.
A medida seria um reconhecimento do avanço do Wikipedia que agora é a mais conhecida referência on-line nesse segmento. A Microsoft ainda afirmou em seu site que "a categoria tradicional de enciclopédias e materiais de referência mudou: agora o público procura e consome informação de formas consideravelmente distintas às de poucos anos atrás".
Enquanto a Encarta apresentava um produto finalizado, com atualizações recorrentes, já a Wikipedia publicaria dados que são atualizados com mais frequência, mesmo quando a checagem é necessária.
A Wikipedia já apresenta as novidades sobre a Encarta, em seu artigo em inglês está escrito, que a Microsoft anunciou em 2009 que vai encerrar a venda da Microsoft Student e outras versões do Encarta Premium em todo o mundo, até junho desse ano.
O site ainda afirma o seguinte: "A Microsoft citou as mudanças na forma como as pessoas procuram informação e no mercado tradicional de enciclopédias e materiais de referência como razões-chave". As informações publicadas pela Wikipedia têm como base o que foi anunciado pela empresa.
A Microsoft também afirmou que os assinantes da MSN Encarta Premium que pagaram pelo serviço serão reembolsados.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Bacon na Wikipedia


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Verbete sobre bacon na Wikipédia é alvo constante de vandalismo
Autor: Rafael Capanema
Fonte: Folha Online. Data: 15/02/2009.

Para explicar seu funcionamento, o bacolicio.us, que coloca uma fatia virtual de bacon em cima de qualquer site, propõe que a ferramenta seja usada no artigo sobre vegetarianismo da Wikipédia em inglês (en.wikipedia.org/wiki/Vegetarianism) --o que indica certa animosidade entre fãs de bacon e pessoas que não comem carne por princípios.
O verbete em inglês sobre bacon na enciclopédia colaborativa (en.wikipedia.org/wiki/Bacon), por sua vez, é alvo constante de vandalismo e já teve que ser protegido para coibir a prática.
"Por que esse artigo? Dos milhões de artigos aqui na Wikipédia, por que bacon?", lamenta um usuário, na página de discussão, sobre as frequentes edições inapropriadas.
"Talvez sejam vegans [pessoas que não comem nenhum produto de origem animal]?", sugere outro.
"Há um meme esquisito de bacon na internet. Não sei por quê, mas essa é a razão para todo o vandalismo", arrisca um terceiro usuário.
Apesar de as suspeitas recaírem sobre os vegetarianos, a maioria dos vândalos se limita a suprimir trechos do artigo e trocá-los por uma singela frase de declaração de amor ao bacon ("Gosto muito de bacon", "Bacon é uma delícia", "Bacon é comida de Deus" etc.).
Saudável?
"Bacon é conhecido por reduzir os níveis de colesterol ruim e elevar os níveis de colesterol bom", escreve um vândalo aparentemente simpático ao alimento. E prossegue: "Além disso, especialistas apregoam que o bacon oferece muitos benefícios à saúde". O disparate ficou pouco tempo no ar, em março de 2008.
Já um vandalismo acrescentado e removido no mês passado parece ter vindo de alguém vegetariano: "Por favor, observe que bacon vem de porquinhos bonitinhos e que comê-los é muito imoral". O tom galhofeiro, porém, sugere não se tratar de um verdadeiro opositor do consumo de carne.

Internet é o melhor exemplo de serendipidade


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Autor: Ethevaldo Siqueira
Data: 15/02/2009.
Fonte: O Estado de S. Paulo

Serendipidade? Essa estranha palavra significa algo como sair em busca de uma coisa e descobrir outras muito mais interessantes e valiosas. O Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa registra serendipidade, como forma aportuguesada do inglês serendipity e a define como aptidão, faculdade ou dom de atrair coisas úteis ou de descobri-las por acaso. Serendip era o antigo nome da ilha do Ceilão (atual Sri Lanka). A palavra foi cunhada em 1754 pelo escritor inglês Horace Walpole, no conto de fadas Os três príncipes de Serendip, que sempre faziam descobertas de coisas que não procuravam.
A reportagem é de Ethevaldo Siqueira e publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, 15-02-2009.
Minha última experiência de serendipidade ocorreu há duas semanas na internet, quando lia meus e-mails. Ao abrir a newsletter diária do site Slashdot.org, me deparei com a notícia da descoberta de uma técnica ultrassofisticada que poderá, talvez, levar à construção de memórias milhões de vezes mais poderosas do que as atuais, capazes de armazenar numa pastilha de alguns milímetros quadrados todo o conteúdo dos 60 milhões de livros da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos.
A notícia dizia que pesquisadores da Universidade de Stanford, valendo-se de um modelo de holograma quântico, conseguiram armazenar as letras "S" e "U", sob a forma de dados, codificados a uma taxa de 35 bits por elétron. Se confirmada cientificamente, essa conquista mudará radicalmente a ideia hoje corrente entre os cientistas de que a representação de dados atinge seu limite quando um átomo representa um bit.
Nesse ponto, o que me preocupava era saber o que é holograma quântico. Em minha garimpagem pela rede, logo me deparei com outra notícia de cientistas da Universidade de Maryland que conseguiram transferir informação de um átomo carregado eletricamente para outro, como numa mágica, sem cruzar o espaço de um metro que os separavam. Imagino, então, que um holograma quântico seja uma espécie de teletransporte de partículas menores do que o elétron.
Insatisfeito, prossegui na pesquisa sobre esse tipo de holografia na versão eletrônica da enciclopédia Britannica - que, aliás, nada registra sobre o assunto. Na Wikipedia (em inglês, francês e português) achei diversos artigos interessantes. Finalmente, fui ao Google e encontrei quase 6 mil referências sobre o tema. O melhor artigo que li sobre holograma quântico, no entanto, foi o do professor Renato Sabbatini, da Unicamp, no link.
Essa pesquisa sobre holograma quântico me levou ao site do astronauta norte-americano Edgar Mitchell, o sexto homem a pisar o solo lunar, que estuda o tema há mais de 30 anos. Quando retornava à Terra, Mitchell viu uma luz verde-azulada intensa que cortava o fundo negro do universo. "Aquela visão - conta o astronauta - teve o efeito de um raio que mudou minha cabeça e minha vida para sempre. Desde então, dedico todo o meu tempo e esforço a compreender a natureza metafísica do universo." (http://www.edmitchellapollo14.com/naturearticle.htm)
O SHOW DA TERRA
O leitor deve conhecer o novo Google Earth, uma ferramenta de busca surpreendente da internet hoje. Associado ao Google Maps, ele faz uma coisa admirável: transforma a Terra em um espetáculo cotidiano. Nunca pensei que um dia pudesse esquadrinhar cada cidade do mundo, aglomerados urbanos, chagas de desmatamento nas maiores florestas, comprovar a poluição marinha, rever a pequena fazenda de café e a vila de Aparecida de Monte Alto, onde passei minha infância.
Com o Google Earth, visitei dezenas de locais interessantes e famosos deste mundo e aprendi nos últimos meses mais geografia do que em todos os cursos formais que já fiz. Mergulhei no fundo dos oceanos, sobrevoei a massa de arranha-céus de Manhattan; visitei a Praça Vermelha, em Moscou; a Étoile, em Paris; o mercado de peixe de Tsukiji, em Tóquio; e o Lago Baikal, na Sibéria.
Com o Google Latitude, disponho de coordenadas terrestres em todos os mapas, o que me permite localizar pessoas via telefone celular ou GPS. O que me assusta é pensar o que será de nossa privacidade?
ENCICLOPÉDIAS
Outra forma deliciosa de serendipidade é navegar em qualquer grande enciclopédia, como a Britannica, a Larousse, a Spasa Calpe e a Wikipedia. Tenho paixão por esses repositórios do conhecimento humano.
Li na semana passada a notícia da descoberta de um pequeno erro da Wikipedia, edição alemã, na biografia do novo ministro da Economia da Alemanha, Von und zu Guttenberg, descendente do famoso inventor da imprensa. Seu nome completo é: Karl Theodor Maria Nikolaus Johann Jacob Philipp Franz Joseph Sylvester Freiherr von und zu Guttenberg. Alguém, contudo, introduziu por brincadeira, depois de Philipp, mais um nome: Wilhelm. O ministro não teve dúvida: comunicou-se logo com os grandes jornais e sites de TV alemães que haviam consultado a Wikipedia e pediu que corrigissem seu nome. E pediu que o chamassem apenas de Karl-Theodor zu Guttenberg.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Wikipedia com conselho editorial?


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Wikipedia poderá controlar conteúdo publicado no site
Fonte: Terra. Data: 27/01/2009
A publicação de conteúdo no Wikipedia, um dos sites de pesquisa mais buscados no mundo, pode deixar de ser aberta ao público e passar pelo crivo de um grupo editorial. A proposta foi apresentada pelo co-fundador do site, Jimmy Wales, que defende a necessidade de um controle para a maior precisão das informações, atualmente publicadas pelos colaboradores e, de acordo com o site Guardian, causou furor entre os usuários da enciclopedia online.
Até agora, a Wikipedia tem permitido a qualquer usuário fazer mudanças em quase todos os seus 2.7 milhões de artigos, protegendo apenas alguns deles para que não possam ser alterados. Pela proposta de Wales, muitas das futuras alterações teriam que ser aprovadas por um grupo de editores, antes de ir ao ar.
A possibilidade de mudança não agradou muitos dos usuários, para quem ela representaria uma alteração fundamental na natureza igualitária do site. Uma enquete com os usuários, no site, sugere que 60% dele são favoráveis à mudança, que poderá ser implementada nas próximas semanas. Mas alguns consideram que a troca poderia ameaçar o futuro do site.
Mudanças como essa já foram consideradas anteriormente, mas voltaram à tona na semana passada, quando a Wikipedia anunciou, falsamente, que dois proeminentes políticos norte-americanos haviam morrido. No dia da posse de Barack Obama, o site reportou a morte de Robert Byrd, o senador com maior tempo de senado na história dos EUA, e de Ted Kennedy, diagnosticado com um tumor cerebral e que passou mal durante um almoço.
O site da Wikipedia rapidamente alterou os artigos, retornando à verdade, mas a situação fez com que Wales defendesse com mais ênfase a necessidade da mudança.
"Esta situação de nonsense teria sido 100% prevenida com uma revisão editorial", ele escreveu no site. "Era uma história urgente, e queremos que as pessoas estejam aptas a participar (mas) temos uma ferramenta disponível agora que é consistente com uma qualidade maior".
O sistema técnico que permite a Wikipedia operar desta maneira foi lançado no última verão (norte-americano) e já está em uso na versão alemã da enciclopédia online. Mas os editores alemães decidiram que as mudanças não serão aprovadas por cerca de três semanas - tempo que, segundo Wales, seria "inaceitável" para o site em inglês.
Se o site der novos poderes aos editores, deixará a Wikipedia mais perto das enciclopédias tradicionais como a Britannica, que na última semana anunciou o lançamento de uma nova versão online que permitirá aos leitores submeterem suas próprias atualizações para os artigos. A mudança vem depois de uma pequena guerra de palavras em decorrência de um estudo de 2005 realizado pela Nature indicando que tanto a Wikipedia quanto a Britânica eram comparáveis em precisão de dados mas, em alguns casos, a Wikipedia ganhava.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Cuidados com a Wikipédia


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"Pai" da Wikipédia diz que usuários devem ter cuidado com enciclopédia on-line
Autores: Felipe Maia e Sara Uhelski
Data: 12/nov/2008
Fonte: Folha de S. Paulo.
O co-fundador da Wikipédia, Jimmy Wales, afirmou nesta quarta-feira, durante sabatina da Folha, em São Paulo, que a Wikipédia é "boa", mas os usuários precisam tomar cuidado ao acessá-la. Ele aconselha que todos estejam atentos sobre a confiabilidade das fontes de cada verbete antes de acreditarem nas informações.
"A pessoa precisa ter a noção a respeito de onde vem aquela informação, e não aprendê-la diretamente", disse. Por outro lado, explicou que o mesmo cuidado deve existir ao usar qualquer outra fonte, inclusive as tradicionais --Wales reconhece que a Wikipédia tem erros, "assim como qualquer enciclopédia".
O empresário citou um estudo realizado em 2005 que analisou a Enciclopédia Britânica e verificou que havia três erros por página. Ele lembrou também uma pesquisa realizada no ano passado, que indicou a Wikipédia como fonte mais confiável do que a versão on-line da Brockhaus, tradicional enciclopédia da Alemanha.
Wales afirmou que os usuários devem ficar atentos aos alertas presentes em cada verbete. Em caso de dúvida, deve-se entrar no sistema de discussão do portal e ver qual informação está sendo questionada por outros internautas.
Sabatina
Jimmy Wales, 42, co-fundador da Wikipédia, é sabatinado pela Folha nesta quarta-feira. Wales é entrevistado por Ana Lucia Busch, diretora-executiva da Folha Online, Vinicius Mota, editor de Opinião, Rodolfo Lucena, editor de Informática, e Carlos Kauffmann, gerente do Banco de Dados da Folha.
Contando com tradução simultânea, Wales também responde a perguntas da platéia do teatro Folha, localizado no shopping Pátio Higienópolis, em São Paulo.
Neste ano, Wales declarou guerra ao Google ao lançar o mecanismo de buscas Wikia Search, que segue o mesmo princípio da Wikipédia: construção colaborativa, por meio de uma interface que permite ao usuário criar, editar, modificar ou apagar informações.
Na última segunda-feira, ele fez críticas ao YouTube, site de vídeos do Google. Wales afirmou que o portal "não é o melhor lugar para se informar". Isso apesar de os dois portais funcionarem sobre a mesma base: a colaboração dos usuários. "Eu concordo que o YouTube seja um bom lugar para ver vídeos engraçados, mas não para aprender sobre a crise financeira", disse, durante debate em São Paulo.
Em sua visita ao Brasil, Wales participa também do lançamento oficial do Instituto Wikimedia Brasil, capítulo local da Wikimedia Foundation, organização sem fins lucrativos que detém as marcas Wikipedia, Wikinotícias, Wikilivros, entre outras plataformas. A organização brasileira tem o objetivo de de apoiar a construção de conhecimentos gratuitos em língua portuguesa e nas línguas dos povos indígenas.

sábado, 26 de julho de 2008

Perspectiva interessante: Informação como padrão


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Imagem de uma zebra construída em ASCII, sistema utilizado para codificar informações em computadores.

Fonte: Wikipédia

quarta-feira, 26 de março de 2008

O domínio wikipedia.org foi o que mais cresceu mensalmente em utilizadores únicos


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De acordo com os resultados de Janeiro do estudo Netpanel da Marktest, o domínio wikipedia.org foi o que mais aumentou face ao mês anterior quando analisado o número de utilizadores únicos. Já em páginas visualizadas, o maior aumento mensal verificou-se, pelo segundo mês consecutivo, na comunidade virtual orkut.com.

Em Janeiro de 2008, 2 585 mil portugueses com 4 e mais anos navegaram em suas casas na Internet, o que representou um acréscimo de 1.3% relativamente ao mês anterior e de 1.4% face ao mês homólogo de 2007.

Em Janeiro, foram visitadas cerca de 3,7 mil milhões de páginas, mais 5.2% do que no mês anterior e mais 14.2% do que no mês homólogo de 2007. Cada utilizador viu, em média, 1 431 páginas, o que significou um aumento de 3.8% relativamente ao mês anterior e de 12.6% face a Janeiro de 2007.

O número de horas de navegação mensal foi de cerca de 34,5 milhões, o que representou uma subida mensal de 2.4% e homóloga de 8.6%.

O tempo despendido por utilizador foi de 13 horas e 21 minutos, mais 9 minutos do que o observado em Dezembro e mais 53 minutos do que o registado no mesmo mês de 2007.

Na lista de domínios com mais utilizadores únicos, o google.pt mantém-se na liderança, com 2 182 mil indivíduos, seguido do sapo.pt, com 1 926 mil utilizadores únicos e do google.com, com 1 798 mil utilizadores únicos.

Em utilizadores únicos, a maior subida face a Dezembro ocorreu no domínio wikipedia.org, que cresceu 17.3% para os 1 168 mil utilizadores únicos (9ª posição). Pelo contrário, o msn.com foi, entre os domínios do top 20, o que mais baixou face ao mês precedente, com menos 2.2% de utilizadores do que no mês anterior (5ª posição).

Quanto a páginas visitadas, a lista dos cinco domínios mantém-se inalterada face a Dezembro. Em primeiro lugar está o hi5.com, com 573 milhões de páginas, seguido do travian.pt, com cerca de 284 milhões de páginas e do google.pt com 253 milhões de páginas visitadas.

Em páginas visitadas, a maior subida face a Dezembro ocorreu, como afirmámos, no orkut.com, que aumentou 48.6% de páginas visualizadas, para cerca de 34 milhões em Janeiro, o que o coloca na 14ª posição. O domínio msn.com protagonizou, pelo contrário, a maior quebra mensal em páginas visitadas, com menos 24.7% do que em Dezembro (8ª posição, com quase 67 milhões).


quinta-feira, 29 de novembro de 2007

O risco- internet: por que desconfiam tanto da Wikipédia?


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Autor: Carlos Castilhos
Fonte: Observatório da Imprensa, Rio de Janeiro. Data: 27/11/2007

E não é só a enciclopédia virtual que está na berlinda em matéria de credibilidade em produtos informativos na internet. Quase todos os projetos baseados na produção coletiva de informações também são questionados fortemente, alimentando uma polêmica que em alguns momentos chega a ser passional.
É que os novos sistemas digitais mexem com valores e com atitudes relacionadas à forma como as pessoas decidem no que vão acreditar. As pessoas sentem-se incomodadas na discussão sobre credibilidade da Wikipédia porque a veracidade, confiança e exatidão das informações publicadas pela enciclopédia virtual obedecem ao que os especialistas chamam de lógica probabilística, baseada em cálculos estatísticos.
Esta lógica não estabelece o que é certo ou errado, mas o que pode estar mais próximo ou mais longe da verdade, sem nunca chegar até ela. A probabilidade é apenas um cálculo que nos permite identificar possibilidades dentro da avalancha informativa gerada pela internet.
A massa de dados disponíveis hoje na Web ultrapassou em muito a capacidade processadora dos cérebros humanos. O progresso impôs o uso do cálculo eletrônico como única alternativa, provocando uma mudança radical de paradigmas.
Por gerações e gerações nossa sociedade foi educada para acreditar numa certificação de credibilidade conferida por pessoas de notório saber ou por instituições como a Igreja, as bibliotecas, osintelectuais e as universidades, tidas como guardiãs do conhecimento universal.
Esta mudança de modelo de certificação trouxe como conseqüência uma situação em que as leis da probabilidade sacrificam a exatidão em escala micro para otimizar os macro-resultados. Trocando em miúdos e pensando na Wikipédia, isto significa que hoje sabemos muito mais sobre muitas coisas, mas quando examinamos com lupa cada informação, é possível que muitas apresentem erros.
É o preço que pagamos para ter a nossa disposição quase 1 milhão de textos na Wikipédia enquanto a Enciclopédia Britânica mal chega aos 100 mil. O mesmo processo acontece nos weblogs. No seu conjunto eles publicam um volume de notícias e informações superior ao da imprensa convencional.
Vistos globalmente, eles apresentam um índice de exatidão, atualidade, diversidadee contextualização muito maior do que o dos jornais e a televisão, por exemplo. Mas se formos examinar individualmente os blogs, as frustrações e desilusões informativas podem ser grandes.
Até agora, a Britânica e as publicações acadêmicas eram a parada final na busca por informações confiáveis. Hoje, os hábitos informativos estão mudando rapidamente, pois tanto a Wikipédia e como os blogs são considerados apenas o primeiro passo. Cada vez mais se consolida a procura da diversificação de fontes como a melhor receita para evitar o erro.
Os sistemas baseados em probabilidade estatística não são novos. A economia capitalista os utiliza intensivamente, desde que Adam Smith escreveu sobre o comportamento dos mercados consumidores. Charles Darwin também usou a probabilidade para estudar a evolução das espécies.
As bolsas de valores e a indústria cinematográfica de Hollywood adotam a lógica probabilística dos chamados mercados de previsão para antecipar tendências. Todos os sistemas de loterias apóiam-se na estatística e os advogados usam a fórmula probabilística do Teorema de Condorcet para prever o comportamento dos membros do júri em tribunais.
A informação está entrando também na era da probabilidade.
Na verdade o que mais perturba as pessoas é o fato de que estamos saindo de uma era onde acreditávamos ter certezas absolutas para outra onde predominam as verdades relativas. Isto nos transmite uma sensação de insegurança, que é bastante incômoda e exige um esforço de adaptação. É desconfortável acostumar-se a saber que sempre existe margem para dúvida, até mesmo em questões físicas, como o ponto de ebulição da água. Quanto mais quando se trata de informação jornalística.
Comentário:
A wikipedia é inegavelmente uma fonte de informação com alto poder de penetração junto aos usuários da web. Ela, muita vezes, é questionada quanto à sua qualidade e acuidade das informações contidas em seus verbetes. Estudos comparativos recentes entre ela e a Enciclopédia Britannica mostram percentuais parecidos de erros ou omissões, caindo por terra a alegada falta de qualidade da Wikipedia. Esta, por sua vez possui uma qualidade ainda inexistente na Britannica: a possibilidade de atualização quase em tempo real.
Murilo Cunha

sábado, 14 de julho de 2007

Wikipedia: enciclopédia em tempo real?


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Usuários transformam a Wikipédia num megajornal
Carlos Castilho (Associação Gaúcha de Emissoras de Rádio e Televisão)
Data: 09/07/2007
Fonte: http://www.fndc.org.br:80/internas.php?p=noticias&cont_key=166716
Quando ela nasceu, a proposta de seus dois fundadores era criar uma enciclopédia online escrita por seus usuários. Mas hoje, seis anos depois, a Wikipedia começa a dar sinais de que está fugindo do seu modelo original e tomando um rumo surpreendente.
Blogueiros e críticos da mídia online já haviam profetizado há quase um ano e meio, que a wikipedia passaria por uma gradual modificação, se transformando em uma enciclopédia em tempo real, ou seja, com notícias de atualidade.
A transformação consolida também o fenômeno da perda de controle dos criadores sobre a criatura a partir do momento em que um projeto é lançado na rede. Não é a primeira vez que isto acontece na Web, mas é seguramente uma das mais surpreendentes tendências surgidas no universo da informação online.
A polêmica sobre a credibilidade e veracidade de conteúdos publicados na Wikipedia começa agora a ser ofuscada por outra, a do seu futuro. Está claro que ela já não é mais uma enciclopédia convencional.
O que está acontecendo com a Wikipedia abre uma nova área de investigação sobre as mudanças no jornalismo e na informação.

sexta-feira, 27 de abril de 2007

A Wikipedia é muito consultada


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Recente estudo preparado pelo Pew Center for American Life Project apurou que a Wikipedia é muito consultada por usuários ricos e bem educados. Ela é usada por 36% dos adultos norte-americanos; o seu tamanho e velocidade de acesso são fatores que a transformaram numa fonte de informação para qualquer assunto.
O documento também aponta que a maioria dos seus usuários possui boa educação formal e recebe bons salários: metade dos usuários da Wikipedia é formada por estudantes universitários, 42% dos usuários ganham mais de 75 mil dólares por ano.
O documento completo pode ser consultado no URL:
<http://www.pewinternet.org/pdfs/PIP_Wikipedia07.pdf>

sexta-feira, 20 de abril de 2007

Novo número do First Monday


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Novo número do periódico First Monday (v. , n. 4, April 2007) está agora disponível no URL:
http://firstmonday.org/issues/issue12_4/
Abaixo estão listados os artigos incluídos:

Assessing the value of cooperation in Wikipedia. Dennis M. Wilkinson & Bernardo A. Huberman.
URL: http://www.firstmonday.org/issues/issue12_4/wilkinson/

Visualizing the Overlap between the 100 Most Visited Pages on Wikipedia for September 2006 to January 2007. Anselm Spoerri.
URL: http://www.firstmonday.org/issues/issue12_4/spoerri/

What is Popular on Wikipedia and Why? Anselm Spoerri.
URL: http://www.firstmonday.org/issues/issue12_4/spoerri2/

Election bloggers: Methods for determining political influence. Greg Elmer, Peter Malachy Ryan, Zach Devereaux, Ganaele Langlois, Joanna Redden & Fenwick McKelvey.
URL: http://www.firstmonday.org/issues/issue12_4/elmer/

Video, education, and open content: Notes toward a new research and. action agenda. Peter B. Kaufman.
URL: http://www.firstmonday.org/issues/issue12_4/kaufman/.

Building an open access African studies repository Using Web 2.0 principles. Anna Winterbottom &
James North.
URL: http://www.firstmonday.org/issues/issue12_4/winterbottom/.

Open educational resources in a global context. Paul Stacey.
URL: http://www.firstmonday.org/issues/issue12_4/stacey/.

Open source athletes. Stefan Gorling.
URL: http://www.firstmonday.org/issues/issue12_4/gorling/.

FM Interviews: Sandra Braman.
URL: http://www.firstmonday.org/issues/issue12_4/braman/.

Change of State: Information, Policy, and Power. Sandra Braman.
URL: http://www.firstmonday.org/issues/issue12_4/braman2/.

Acting with Technology: Activity Theory and Interaction Design. Victor Kaptelinin & Bonnie Nardi.
URL: http://www.firstmonday.org/issues/issue12_4/kaptelinin/.

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