Autora: Paula Rothman.
Fonte: Info Online. Data: 20/10/2010.
Fundação israelense responsável pela manutenção dos Manuscritos do Mar Morto faz parceria com Google para disponibilizá-los na web.
A coleção de 972 documentos é um dos grandes achados arqueológicos do século 20. Eles foram descobertos ao sul de Jerusalém em 1964, ao fundo de uma caverna às margens do Mar Morto e possuem mais de dois mil anos.
Ao todos, são mais de 30 mil fragmentos que contém as cópias mais antigas da Bíblia Hebraica, além de outras passagens de importância histórica e religiosa. Devido á sua fragilidade, eles são mantidos em ambientes com luz e temperatura controladas. Um pesquisador que queira ter acesso a eles só pode removê-los por algumas horas, para evitar a deterioração do material.
O objetivo da Israel Antiquities Authority é justamente tornar mais acessível esse conteúdo. Para isso, lançará Biblioteca Digital Leon Levy dos Manuscritos do Mar Morto, um projeto de custo estimado em US$3,5 milhões e que teve início há três anos.
Desde 2008, a IAA vem estudando a melhor maneira de digitalizar essas imagens em alta resolução. O método escolhido foi desenvolvido pela NASA e permite uma qualidade igual à visualização real – ou melhor: graças à luz infravermelha utilizada, será possível visualizar também coisas que já foram apagadas pelo tempo.
O equipamento deve ser instalado no início do ano que vem e, assim que as imagens começarem a ficar prontas, entra em cena a equipe do Google. Sua missão é não só colocar as imagens online, mas traduzir os textos originais em Hebraico, Aramaico e Grego para o Inglês. Além disso, a biblioteca contará com um mecanismo avançado de buscas. O melhor: todas as imagens estarão disponíveis de graça
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sábado, 23 de outubro de 2010
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Fragmento da Bíblia mais antiga é achado
0 Comentários sexta-feira, setembro 04, 2009
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: Biblia, Codex Sinaiticus, obra rara
Fonte: O Globo. Data: 3/9/2009.
Datado de 350, ele foi encontrado por acaso na biblioteca de um monastério no Egito
Um fragmento do Codex Sinaiticus, considerado a Bíblia mais antiga do mundo, foi encontrado por acaso na biblioteca de um monastério egípcio. O achado foi feito por Nikolas Sarris, um acadêmico grego que participou do projeto de digitalização do Manuscrito Aleph, como também é conhecido o Codex.
O especialista inspecionava fotografias de uma série de encadernações compiladas no século XVIII por dois monges do monastério de Santa Catarina, no Monte Sinai, quando se deparou com partes do Livro, datadas de aproximadamente 350.
- Foi muito emocionante - diz Nikolas. - Como ajudei no projeto online, o Codex ficou fortemente impresso na minha memória.
Nikolas conta que começou a analisar as letras e colunas e percebeu que se tratava de um fragmento do Aleph. Acredita-se que o trecho encontrado, com apenas um quarto visível, pertence ao livro de Josué, Capítulo 1, Versículo 10.
Ao longo dos séculos, os monges do monastério de Santa Catarina reutilizaram com frequência pergaminhos antigos, devido a dificuldade de obter novos na região. Isso faz com que a descoberta seja ainda mais significativa, pois há ainda 18 outras encadernações compiladas pelos mesmos dois monges.
Datado de 350, ele foi encontrado por acaso na biblioteca de um monastério no Egito
Um fragmento do Codex Sinaiticus, considerado a Bíblia mais antiga do mundo, foi encontrado por acaso na biblioteca de um monastério egípcio. O achado foi feito por Nikolas Sarris, um acadêmico grego que participou do projeto de digitalização do Manuscrito Aleph, como também é conhecido o Codex.
O especialista inspecionava fotografias de uma série de encadernações compiladas no século XVIII por dois monges do monastério de Santa Catarina, no Monte Sinai, quando se deparou com partes do Livro, datadas de aproximadamente 350.
- Foi muito emocionante - diz Nikolas. - Como ajudei no projeto online, o Codex ficou fortemente impresso na minha memória.
Nikolas conta que começou a analisar as letras e colunas e percebeu que se tratava de um fragmento do Aleph. Acredita-se que o trecho encontrado, com apenas um quarto visível, pertence ao livro de Josué, Capítulo 1, Versículo 10.
Ao longo dos séculos, os monges do monastério de Santa Catarina reutilizaram com frequência pergaminhos antigos, devido a dificuldade de obter novos na região. Isso faz com que a descoberta seja ainda mais significativa, pois há ainda 18 outras encadernações compiladas pelos mesmos dois monges.
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Bíblia mais antiga é publicada online
0 Comentários quarta-feira, julho 08, 2009
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: Biblia, códice, manuscritos, obra rara
Fonte: Reuters. Data: 6/7/2009.
URL: http://info.abril.com.br/noticias/ciencia/biblia-mais-antiga-e-publicada-online-06072009-14.shl?2
LONDRES - O Codex Sinaiticus [URL: http://www.codexsinaiticus.org/en/] foi manuscrito por quatro escribas gregos em couro animal, um material conhecido como velino, na metade do século 4, mais ou menos no período em que o imperador romano Constantino, o Grande, adotou o cristianismo como religião oficial do Estado.
Nem todo o documento sobreviveu aos estragos do tempo, mas as páginas que ainda existem incluem todo o Novo Testamento e a cópia sobrevivente mais antiga dos Evangelhos escritos em diferentes momentos depois da morte de Cristo pelos quatro evangelistas: Mateus, Marcos, Lucas e João.
As 800 páginas e fragmentos que restam da Bíblia - que originalmente tinha 1.400 páginas - contêm igualmente uma cópia do Velho Testamento. A outra metade se perdeu.
"O Codex Sinaiticus é um dos mais antigos tesouros escritos do mundo", disse Scot McKendrick, diretor de manuscritos ocidentais na British Library.
"Esse manuscrito de 1.600 anos de idade oferece um vislumbre sobre o desenvolvimento do cristianismo em seus primeiros anos e provas em primeira mão de como o texto da Bíblia foi transmitido de geração em geração", disse.
Os textos incluem numerosas revisões, acréscimos e correções realizados ao longo de sua evolução.
"O Codex é provavelmente o maior livro encadernado a ter sobrevivido", afirmou McKendrick, informando que cada página tem 40 centímetros de altura por 35 de largura.
"Em termos críticos, ele marca o claro triunfo dos códices encadernados sobre os rolos de papiro - um importante marco para determinar a maneira como a Bíblia cristã se transformou em texto sagrado", acrescentou.
Os textos são uma compilação de seções guardadas pela British Library, de Londres; pelo mosteiro de Santa Catarina do Sinai, no Egito; pela Biblioteca Nacional da Rússia e pela biblioteca da Universidade de Leipzig, na Alemanha.
URL: http://info.abril.com.br/noticias/ciencia/biblia-mais-antiga-e-publicada-online-06072009-14.shl?2
LONDRES - O Codex Sinaiticus [URL: http://www.codexsinaiticus.org/en/] foi manuscrito por quatro escribas gregos em couro animal, um material conhecido como velino, na metade do século 4, mais ou menos no período em que o imperador romano Constantino, o Grande, adotou o cristianismo como religião oficial do Estado.
Nem todo o documento sobreviveu aos estragos do tempo, mas as páginas que ainda existem incluem todo o Novo Testamento e a cópia sobrevivente mais antiga dos Evangelhos escritos em diferentes momentos depois da morte de Cristo pelos quatro evangelistas: Mateus, Marcos, Lucas e João.
As 800 páginas e fragmentos que restam da Bíblia - que originalmente tinha 1.400 páginas - contêm igualmente uma cópia do Velho Testamento. A outra metade se perdeu.
"O Codex Sinaiticus é um dos mais antigos tesouros escritos do mundo", disse Scot McKendrick, diretor de manuscritos ocidentais na British Library.
"Esse manuscrito de 1.600 anos de idade oferece um vislumbre sobre o desenvolvimento do cristianismo em seus primeiros anos e provas em primeira mão de como o texto da Bíblia foi transmitido de geração em geração", disse.
Os textos incluem numerosas revisões, acréscimos e correções realizados ao longo de sua evolução.
"O Codex é provavelmente o maior livro encadernado a ter sobrevivido", afirmou McKendrick, informando que cada página tem 40 centímetros de altura por 35 de largura.
"Em termos críticos, ele marca o claro triunfo dos códices encadernados sobre os rolos de papiro - um importante marco para determinar a maneira como a Bíblia cristã se transformou em texto sagrado", acrescentou.
Os textos são uma compilação de seções guardadas pela British Library, de Londres; pelo mosteiro de Santa Catarina do Sinai, no Egito; pela Biblioteca Nacional da Rússia e pela biblioteca da Universidade de Leipzig, na Alemanha.
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