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quarta-feira, 17 de março de 2010

Marcadores improvisados


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Para muitos de nós que trabalham em bibliotecas não é estranho encontrar diferentes "papeis" que serviram de marcadores improvisados aos leitores. É uma "documentação" interessante e que por vezes permite caracterizar os próprios leitores.

A biblioteca de Vila Real tem patente uma exposição com os marcadores recolhidos no trabalho de restauro e higienização do fundo antigo.

Leia a notícia no jornal i
"Lisboa, 15 de Abril de 1956. Querido João, as tuas notícias dão-me sempre muito prazer. E, quando elas me trazem..." A carta, escrita à mão em papel amarelado, termina aqui, de forma inesperada. Foi rasgada ao meio e transformada em marcador. Durante décadas, ficou esquecida nas páginas de um livro, no meio dos milhares que constituem o espólio da Biblioteca Municipal de Vila Real. Quase 55 anos depois, foi recuperada e faz parte da exposição "Coisas que aparecem no meio dos livros". (continue a ler aqui)

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Biblioteca de Vila Real expõe segredos encontrados em livros antigos


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Cartas de amor, flores secas e postais ilustrados foram alguns dos segredos descobertos entre os milhares de livros antigos da Biblioteca Municipal de Vila Real, que vão estar patentes ao público a partir de hoje e até ao final de Fevereiro.

A exposição "Coisas que Aparecem no Meio dos Livros" resulta do trabalho de catalogação, higienização e conservação do Fundo Antigo da biblioteca, que reúne actualmente dez mil livros.

O coordenador da instituição, Vítor Nogueira, disse à agência Lusa que estes livros "têm vindo a ser objecto de um amplo processo de conservação e restauro". "Trabalhar na limpeza desses volumes é muitas vezes confrontar-se com pequenos segredos, marcadores improvisados, que ficaram esquecidos, pequenas curiosidades que o tempo e os livros decidiram preservar", salientou.

O responsável referiu que dentro dos livros "aparece um pouco de tudo", desde cartas de amor, dedicatórias, bichos como insectos ou traças, cartões de visita, telegramas, postais ilustrados e até boletins do Totobola com mais de 50 anos. "Esta exposição quer chamar a atenção para a faceta museológica que se quer evidenciar. Não é só catalogar ou restaurar, é também colocar à disposição de quem estiver interessado todo este património literário", afirmou.

Desde que o novo edifício da biblioteca Júlio Teixeira abriu as portas, há três anos, está a ser feito um amplo trabalho de restauro dos livros antigos, muitos dos quais remontam aos séculos XV, XVI, XVII ou XVIII.

Uma parte importante do acervo foi legado pelos conventos de São Domingos e São Francisco, que fecharam as portas no século XIX, mas todos os livros com mais de 50 anos são remetidos para o Fundo Antigo. Aqui, uma equipa de técnicos, procede à sua catalogação, higienização, preservação e manutenção.

Neste trabalho, os técnicos contam com a ajuda dos alunos de Vila Real através do atelier "A minha turma salva um livro", que se realiza regularmente há mais de um ano e que visa a sensibilização das crianças para a conservação do fundo bibliográfico em geral. As crianças colocam as luvas e as máscaras, por causa das poeiras e microrganismos escondidas entre as paginas dos livros antigos, depois passam várias vezes a trincha, sempre de baixo para cima, e no final ajudam a colocar a capa de plástico que passará a envolver e a proteger as publicações.

Segundo Vítor Nogueira, até ao momento foram tratados cerca de 20 por cento dos dez mil livros, havendo por isso, segundo referiu, "ainda muitos segredos por descobrir".

A Biblioteca de Vila Real assinalou 170 anos em Outubro, estando intimamente ligada, na sua origem, à extinção das ordens religiosas masculinas e à nacionalização dos seus bens, que ocorreu na primeira metade do século XIX.

Em 1960, o património da Biblioteca Pública ficou em risco por causa de um incêndio que destruiu a Secretaria da Câmara Municipal, procedendo-se, então, à transferência do seu espólio para uma loja do Mercado Municipal, sem qualquer preocupação na conservação das obras.

Em 27 de Outubro de 2006 foi inaugurado o actual edifício da Biblioteca Municipal Doutor Júlio Teixeira.

Fonte: Público.pt

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Algumas ideias para criar exposições interactivas


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A empresa portuguesa YDreams acaba de disponibilizar um vídeo no qual apresenta algumas soluções interactivas que criou para o Centro de Interpretação das Descobertas, em Belmonte. Este espaço pretende simular uma "nau" que irá percorrer a aventura vivida pelo mais ilustre dos Belmontenses - Pedro Álvares Cabral.

O vídeo apresentado em seguida disponibiliza excelentes ideias para os profissionais da informação levarem a cabo nos seus locais de trabalho:

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Tesouros da Astronomia na Biblioteca Nacional


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Está em exibição, de 29 de Abril a 31 de Julho, na Biblioteca Nacional de Portugal (BNP), em Lisboa, a exposição «Estrelas de Papel: Livros de Astronomia dos séculos XIV a XVIII».
Pela primeira vez, a BNP reúne um conjunto fundamental das obras mais emblemáticas da história da Astronomia. Integrada nas celebrações do Ano Internacional da Astronomia (AIA 2009), a exposição «Estrelas de Papel» é uma oportunidade rara para conhecer a evolução da mais antiga das ciências exactas e perceber o fascínio que despertou em todos os povos e culturas.

São os melhores de todos os tempos e estão reunidos na Biblioteca Nacional de Portugal. De manuscritos de Alcobaça a códices árabes, de Ptolomeu ao avô de D. Dinis, as maiores estrelas da Astronomia são cabeças-de-cartaz de uma exposição inédita sobre as obras que redesenharam o Universo.

Era uma vez o homem que pôs a Terra no centro do Universo e o homem que a expulsou. E era uma vez o avô castelhano de D. Dinis, que posicionou os planetas. De Ptolomeu a Copérnico, de Afonso X a Newton, os nomes maiores da Astronomia dão o mote a uma mostra rara sobre as obras que desenharam e redesenharam o Universo.

Aceda ao texto completo da notícia em Ciência Hoje.
A entrada é livre.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

L'Enfer de la Bibliotèque. Eros au secret - A não perder para quem passar por Paris


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A Biblioteca Nacional de França tem exposto, desde ontem e até 2 de Março, o recheio do seu departamento mais sulfuroso. L'Enfer de la Bibliotèque. Eros au secret, tendo como comissários Marie-Françoise Quignard e Raymond-Josué Seckel, pode ser visto como um boudoir galante onde, ao abrigo de olhares inquisitorais, se foram conservando desde o séc. XIX o obsceno, o licencioso, o pornográfico ou ou erótico, ou como uma exposição de raridades, seja em livro, ilustração ou fotografia. (Ler artigo completo no DN)

sábado, 10 de novembro de 2007

Biblioteca Nacional mostra objectos e livros alusivos às Invasões Francesas


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A Biblioteca Nacional inaugurou esta semana uma exposição alusiva às Invasões Francesas (1807/1811) constituída por vários materiais de época, como caricaturas, fardas, editais e até livros escritos naquele período.

Consulte o website dedicado à exposição

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