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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Conselho de Ministros aprovou novas orgânicas de quatro organismos da Secretaria de Estado da Cultura
0 Comentários sexta-feira, fevereiro 17, 2012
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: Biblioteca Nacional de Portugal, Biblioteca Pública de Évora, Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas
Fonte: Público (Lisboa). Data: 16/02/2012.
URL: http://p3.publico.pt/cultura/2272/wrestling-os-ultimos-lutar-na-lama
As novas orgânicas do Instituto do Cinema e do Audiovisual, da Biblioteca Nacional de Portugal, da Direcção-Geral das Artes e do Gabinete de Estratégia, Planeamento e Avaliação Culturais foram hoje aprovadas em Conselho de Ministros.
De acordo com uma nota divulgada pelo Conselho de Ministros, as alterações resultam da aplicação das linhas gerais do Plano de Redução e Melhoria da Administração Central (PREMAC), no sentido de, na área cultural, reorganizar e simplificar as estruturas das entidades tuteladas.
No caso da Biblioteca Nacional de Portugal (BPN), de acordo com o diploma da nova orgânica, a que a agência Lusa teve acesso, procedeu-se a uma reorganização interna da entidade, e na nova orgânica passa a integrar a Biblioteca Pública de Évora, com o seu acervo histórico.
O diploma indica que a BNP substitui a extinta Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas nas atribuições relativas à Biblioteca Pública de Évora.
A BPN mantém como missão a “recolha, tratamento e conservação do património documental português, em língua portuguesa e sobre Portugal, nos vários tipos de suporte em que este se apresente, bem como assegurar o seu estudo, divulgação e as condições para a sua fruição e garantir a classificação e inventariação do património bibliográfico nacional”.
Quanto à nova orgânica da Direcção-Geral das Artes (DGArtes), o diploma indica que “mantém a responsabilidade pelo apoio às artes, quer na vertente da produção de informação relevante para o sector, quer na gestão dos apoios cuja concessão lhe está legalmente atribuída”.
A Direcção-geral das Artes será responsável pela coordenação e execução das políticas públicas de apoio às artes e pela promoção e qualificação da criação artística.
O decreto-lei indica ainda que a DGArtes vai receber as atribuições da Direcção Regional de Cultura de Lisboa e Vale do Tejo (DRCLVT) - entidade fundida pela SEC - especificamente no domínio dos apoios às artes.
Na nova orgânica da SEC, a DRCLVT, o Instituto dos Museus e da Conservação (IMC), e o Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico (IGESPAR) dão origem a uma nova entidade, a Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC), que será dirigido pelo ex-secretário de Estado da Cultura, Elísio Summavielle.
O Conselho de Ministros aprovou ainda a nova orgânica do Instituto do Cinema e do Audiovisual Instituto Público (ICA-IP) mantendo no seu âmbito de actuação a responsabilidade pelo apoio ao desenvolvimento das actividades cinematográficas e audiovisuais.
No diploma, indica-se que caberá ao ICA acompanhar a gestão do Fundo de Investimento para o Cinema e o Audiovisual (FICA).
O Conselho de Ministros aprovou também a orgânica do novo Gabinete de Estratégia, Planeamento e Avaliação Culturais (GEPAC) serviço responsável pelo apoio técnico à formulação de políticas culturais, pelo planeamento estratégico e operacional e pelas relações internacionais da área da cultura.
O GEPAC substitui o antigo Gabinete de Planeamento, Estratégia, Avaliação e Relações Internacionais (GPEARI), anteriormente dirigido por Joana Cardoso, e o novo organismo passará a ser liderado por Henrique Parente, antigo controlador financeiro do extinto Ministério da Cultura, como foi anunciado terça-feira pela SEC
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Inês Pedrosa espera que Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas não desapareça
0 Comentários sexta-feira, setembro 16, 2011
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: biblioteca pública, Direcção-Geral de Arquivos, Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas
Fonte: Jornal de Notícias (Lisboa). Data: 15/09/2011.
URL: www.jn.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=1998384
A escritora Inês Pedrosa espera que a fusão da Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas com a Direcção-Geral de Arquivos, anunciada esta quinta-feira pelo Governo, não resulte no desaparecimento daquela direcção-geral, cujo trabalho considera meritório.
"Não sei qual é a configuração dessa fusão e, portanto, qual é o papel da Direcção-Geral de Arquivos. De um modo geral, eu acho que as fusões são necessárias, porque há muitas instituições que são duplicações umas das outras e que não funcionam", defendeu a escritora e directora da Casa Fernando Pessoa, em declarações à agência Lusa.
No caso da fusão destas duas direcções-gerais, Inês Pedrosa indicou que "à partida" não acredita que esta "signifique um desaparecimento da Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas (DGLB), dado que o actual secretário de Estado era um dos defensores da dita".
"Como o actual secretário de Estado da Cultura escreveu, na época, contra a integração da DGLB na Biblioteca Nacional, dizendo -- e bem - que a DGLB tem feito um trabalho muito forte e muito activo ao longo dos anos, e sem meios nenhuns, de promoção do livro, sobretudo no exterior, que tem sido importantíssima, não quero crer que dentro dessa fusão a DGLB perca alguma primazia", sustentou.
"O Francisco José Viegas é alguém que acompanhou de perto durante muitos anos o trabalho da DGLB, até enquanto escritor, enquanto participante em muitas actividades da DGLB, e sempre considerou a política do livro prioritária e a literatura um tesouro nacional a precisar de protecção", sublinhou.
De resto, "nomeou há pouco tempo um novo director que, aliás, é uma pessoa que lá trabalha há muitos anos (José Manuel Cortês)", referiu.
A escritora, que subscreveu a petição contra a extinção da DGLB durante o anterior Governo, indicou ainda: "Sem saber pormenores sobre o que significa esta fusão, em termos operacionais, não quero crer, dados os antecedentes, que isso signifique uma diminuição da DGLB".
O Plano de Redução e Melhoria da Administração Central, aprovado esta quinta-feira em Conselho de Ministros, prevê a extinção e fusão de 162 entidades públicas, das quais 23 direcções gerais, 19 institutos públicos e 19 órgãos consultivos. São mantidas 199 entidades e criados 25 novos organismos.
O documento estipula ainda uma redução de 27% do número de dirigentes superiores e intermédios.
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