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terça-feira, 11 de junho de 2013

Curso na Universidade de Coimbra


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Está prestes a ter início mais uma fase de candidaturas ao 2º ciclo em Ciência da Informação, da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.

Tem início a 15 de junho e decorre até 15 de julho de 2013 a 2ª fase de candidaturas, havendo ainda uma 3ª fase em agosto.

As informações sobre o curso estão disponíveis em http://www.uc.pt/fluc/dfci/seccao_informacao/ensino/2_ciclo_CI

o Calendário das Candidaturas: http://www.uc.pt/candidatos/escola/fluc/calendario_fluc

Aviso de abertura do curso (com indicação da documentação necessária): http://www.uc.pt/candidatos/escola/fluc/docs_2013_2014/2C_ciencia_informacao

Mais informações sobre as candidaturas: http://www.uc.pt/candidatos/online
Fico ao dispor para quaisquer esclarecimentos,


Manuela Santos
Secretária do Departamento de Filosofia,
Comunicação e Informação
Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra
239410087 (ext.interna 4319)

sábado, 25 de maio de 2013

Disponível o nº 18 revista Prisma.Com


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Temos o prazer de lhe comunicar que está já online o nº 18 da Revista de Ciências e Tecnologias de Informação e Comunicação do CETAC.MEDIA - Prisma.Com. 

2012 ficará na história da PRISMA.COM como um dos anos em que se aplicaram novas medidas para a sua consolidação, visando a sua sustentabilidade e a possibilidade de ganhar ampla e sólida visibilidade. 

A Direção passou a estar estreitamente articulada com um Conselho Editorial composto por membros do CETAC.MEDIA com funções de coordenação editorial e de sugestão de nomes para o Conselho Científico que reforça o seu papel de comité avaliador (em blind and doble review) através de uma recomposição mais ajustada, com o abandono natural de uns membros e a escolha de especialistas que assegurem uma expedia seleção de artigos dentro do leque temático da revista. 

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Porto entre as melhores de Ciência da Informação


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Por meio de sua Faculdade de Engenharia (FEUP) e da Faculdade de Letras (FLUP), a Universidade do Porto foi recentemente admitida na iSchools, organização que reúne os líderes mundiais no ensino e investigação na área da Informação. A Universidade do Porto junta-se assim ao leque restrito de cerca de cinquenta membros, entre os quais apenas mais um é português, a Universidade Nova de Lisboa. Confira a notícia completa: http://noticias.up.pt/universidade-do-porto-entre-as-melhores-nas-ciencias-da-informacao/

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

VI Encontro Ibérico EDICIC 2013


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A Ciência da Informação, enquanto área de docência e de investigação, tem sofrido, particularmente na última década, um processo de sedimentação e de consolidação no contexto ibérico como é amplamente demonstrado pelo crescimento dos programas de 1.º ciclo e de pós-graduação e pela consolidação dos eventos científicos voltados para a discussão das perspetivas de pesquisa na área, espaços privilegiados de reflexão. 

Neste contexto, os encontros do EDICIC aos quais Portugal passou a estar também associado, apresentam-se como elementos catalisadores de discussão e colaboraçao científica entre os docentes e investigadores com interesses semelhantes, independentemente da sua área geográfica de origem. 

O CETAC.MEDIA é o organizador do VI Encontro Ibérico EDICIC, que se irá realizar na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, nos dias 4 a 6 de novembro de 2013.

O "call for papers" está aberto até 31 de janeiro de 2013: 
Tema: Globalização, Ciência, Informação 

Subtemas: 

  • A epistemologia da Ciência da Informação
  • Perspetivas de Investigação
  • Ciência e Sociedade 
  • Globalização e Acesso à Informação 
Mais informação em: http://ocs.letras.up.pt/index.php/EDICIC/edicic2013

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Para discussão


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Primeiro leiam o artigo A primeira macrocrise existencial da Ciência da Informação, e depois respondam, estaremos mesmo perante uma "macrocrise"?

domingo, 23 de setembro de 2012

Há cada vez mais livros a viajar nos transportes públicos


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Numa sociedade cada vez mais apressada, a leitura nos transportes públicos é uma forma de se aproveitar o tempo gasto nas deslocações entre casa e o trabalho. E, pela comodidade, o comboio é onde mais se lê.

Falta pouco para chegar a S. Pedro do Estoril, mais duas páginas talvez. Nesta viagem, é Gabriel García Marquez — com Os Funerais da Mamã Grande — que atenua os solavancos do comboio da Linha de Cascais e faz Palmira de Almeida desligar-se da realidade.

Aos 67 anos, Palmira já perdeu a conta aos livros que leu. Começou com as histórias das princesas numa vila de Angola colonial, onde não era fácil comprar livros. Por influência dos irmãos, passou para a banda desenhada e, mais tarde, deixou-se encantar pelos romances em fascículos. Em 1974, veio para Portugal, onde trabalha como empregada doméstica, e trouxe o gosto da leitura para os comboios.

Vive em Almada e até chegar a S. Pedro apanha três comboios e dois metros. Com o cabelo curto, as hastes dos óculos vermelhas e uma camisola branca, vai olhando para as flores da capa do livro enquanto fala. “Leio em todas as viagens. O meu trabalho é muito manual — sempre a limpar, a limpar — também preciso de exercitar o cérebro”, conta. “Aproveito as viagens porque em casa não tenho tempo. Chego tarde e vou logo dormir e aos fins-de-semana tomo conta dos meus netos”, acrescenta.

Em 2009, o barómetro da opinião pública do Plano Nacional de Leitura realizou um inquérito a 1045 pessoas e encontrou 96% como Palmira de Almeida, que considera a leitura muito importante. Para os inquiridos, a leitura é especialmente importante no ensino e a formação (97%), na utilidade para a profissão (94%) e no exercício da cidadania (93%).

Com os olhos fixos numa das últimas páginas, Vera Brandão, de 29 anos, é uma campeã da leitura. “Leio, em média, nove livros por mês e também tenho um blogue de literatura”, conta a professora de uma sala de estudo em Carcavelos. Tira os óculos e acrescenta: “Gosto mesmo muito de ler e o comboio não me incomoda, é muito estável. É como estar sentada à secretária”. Põe os óculos e volta a mergulhar nas páginas de um livro já gasto, A Mutação, de Robin Cook.

Para o comissário do Plano Nacional de Leitura, Fernando Pinto do Amaral, o comboio — pela sua estabilidade — é um dos melhores meios de transportes a utilizar numa altura em que a leitura é cada vez mais fragmentária. “Actualmente, andamos sempre a saltitar de texto para texto. Mas [este tipo de leitura] não substitui uma leitura extensiva em que conseguimos mergulhar numa história”, refere Pinto do Amaral. “E isto pode ser feito nos transportes, sobretudo nos comboios, em que as viagens são mais estáveis”, defende.

Notícia completa no Público.PT

quinta-feira, 28 de junho de 2012

CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO: CONTRIBUTOS PARA O SEU ESTUDO


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Ciência da Informação: contributos para o seu estudo é um
novo livro das edições da Universidade Fernando Pessoa, dirigido por Judite de Freitas com edição de Luís Borges Gouveia e António Regedor.

O livro visa sistematizar e consolidar conhecimentos em áreas disciplinares específicas da CI, dividindo-se em oito capítulos e um glossário dos termos mais usuais na disciplina, imbuído de uma perspetiva, intencionalmente, científico-pedagógica. Pretende-se dar a conhecer de forma despretensiosa o conjunto de temas e problemas da Ciência da Informação moderna, oferecendo, uma abordagem multidisciplinar, contígua e rigorosa, uma visão geral das problemáticas envolventes, conjugando-a com a apresentação das principais dimensões a ter em conta na organização das unidades de informação.

sábado, 9 de junho de 2012

Conferência ‘Os Arquivos Públicos como elemento estruturante e dinamizador da Modernização Administrativa’


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Assinala-se hoje, dia 9 de junho, o Dia Internacional dos Arquivos! Este  foi instituído pela Assembleia Geral do Conselho Internacional de Arquivos (CIA), realizada no Québec, em Novembro de 2007. Esta data foi escolhida por ter sido precisamente a 9 de Junho de 1948, que a UNESCO criou o CIA – Conselho Internacional de Arquivos. O objetivo da criação de um Dia Internacional de Arquivos visa proporcionar condições para que, em todo o Mundo, se desenvolvam ações de promoção e divulgação da causa dos arquivos.

Visando a comemoração desta efeméride, o Município de Barcelos vai comemorar o “Dia Internacional dos Arquivos” com a realização de uma conferência subordinada ao tema “Os Arquivos Públicos como elemento estruturante e dinamizador da Modernização Administrativa”, proferida pelo Dr. Pedro Penteado, Director de Serviços de Arquivística e Apoio Técnico da Direcção-Geral de Arquivos.

A conferência, que tem entrada livre, realiza-se no auditório da Biblioteca Municipal de Barcelos, pelas 18h00 horas.

Segundo nota de imprensa do Município, através deste evento pretende-se abordar a “importância da modernização da Administração Pública no contexto atual da crise económica e financeira do país, bem como a necessidade de reforçar as soluções de administração eletrónica que possibilitem a prestação de melhores produtos e serviços aos cidadãos. Salienta-se também a importância de boas práticas na gestão da informação de arquivo para a construção da memória organizacional e da memória coletiva. Destaca-se o papel dos arquivos municipais neste contexto e a sua participação em redes de informação a nível nacional e internacional“.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

X Jornadas Ciência da Informação 2012‏


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À semelhança dos anos anteriores, irão realizar-se as Jornadas de Ciência da Informação, agora na sua décima edição. Este evento é, atualmente, uma organização conjunta dos alunos da Licenciatura em Ciência da Informação (LCI) e do Mestrado de Ciência da Informação (MCI) da Universidade do Porto.

As Jornadas têm dois objetivos primordiais: promover uma discussão aberta ao exterior de temas da atualidade, com a participação de convidados, e a disseminação pública da licenciatura e do mestrado, bem como das competências dos seus licenciados e mestres, junto das diferentes organizações, sejam elas públicas ou privadas.

Homenageando em 2012 o Professor Doutor Tom Wilson, cuja presença está confirmada, o debate não poderia deixar de incidir na temática da gestão da informação sob o título The Present and the Future of Information Management: “… so little useless information”.

As Jornadas decorrerão no próximo dia 28 de maio, no Auditório da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, com início previsto para as 9h00, terminando às 18h00.

A participação é gratuita mas sujeita a inscrição prévia. Para a formalizar aceda a http://xjci.pt.vu.

Em caso de dúvida não hesite em contactar através do email: jornadas.ci@gmail.com.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Ciência da Informação, Comunicação e Funcionamento Cerebral


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Daqui a pouco, às 17.30h, na sala de reuniões da Faculdade de Letras da Universidade do Porto.


quarta-feira, 4 de abril de 2012

Colóquio ‘Pesquisa da Ciência da Informação’


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No dia 19 de Abril, pelas 15h, realiza-se o colóquio “Pesquisa da Ciência da Informação”, no Auditório do Museu de Lanifícios da Universidade da Beira Interior.

O evento contará com a intervenção da Professora Doutora Fernanda Ribeiro e do Professor Doutor Armando Malheiro, da Universidade do Porto.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Novo número da Prisma.Com - edição n.º 15 2011


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Já se encontra online o n.º 15 2011 da Revista de Ciências e Tecnologias de Informação e Comunicação do CETAC.MEDIA – Prisma.Com.

Neste número temos o prazer de anunciar seis artigos e uma recensão que cobrem o leque diversificado do campo científico das Ciências da Informação e Comunicação (CIC) e suas interseções mais fortes e comuns – os Sistemas de Informação, as Tecnologias da Informação e Comunicação e a Educação à distância.

Consulte: Editorial do n.º 15 da Prisma.Com

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Preservação Digital – vídeo de sensibilização


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Apresento-vos um vídeo muito interessante que apela à sensibilização para a importância da Preservação Digital, publicado pela Direção-Geral de Arquivos, e que visa, paralelamente, a promoção do projecto RODA (Repositório de Objectos Digitais e Autênticos).

sábado, 3 de setembro de 2011

Chamada de novos trabalhos para a Prisma.com n.º 16 - até 16 de Outubro de 2011


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Até 16 de Outubro de 2011 serão aceites propostas de artigos, entrevistas e recensões para publicação na PRISMA.COM n.º 16.

PRISMA.COM, propriedade da unidade de investigação CETAC.MEDIA (Centro de Estudos em Tecnologias, Artes e Ciências da Comunicação), é uma publicação on-line dedicada à pesquisa de temas, problemas e casos de intersecção e convergência das novas tecnologias digitais com a complexidade dos fenómenos de informação e comunicação.PRISMA.COM publica: a) artigos de natureza teórica, ensaística ou de comentário e reflexão, bem como trabalhos monográficos nos domínios das Ciências da Informação e Comunicação (CIC); b) trabalhos de natureza empírica, privilegiando a sua natureza inter e transdisciplinar; c) Recensões críticas da literatura própria destes domínios; d) noticiário sobre actividades em curso ou a desenvolver, bem como entrevistas e outros materiais de carácter informativo e de divulgação nestas áreas do conhecimento.

A publicação das colaborações será sujeita a avaliação prévia, por especialistas, em regime de anonimato.

Os artigos devem respeitar as normas e estilos de redacção, e ser submetidos por via electrónica, para o e-mail da Revista Prisma.Com.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Novo número da Prisma.Com: Edição n.º 14 2010 (Especial Videojogos2010)‏


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Já se encontra online o n.º 14 2010 (Especial Videojogos2010) da Revista de Ciência da Informação e da Comunicação do CETAC.Media – Prisma.Com.

Este número especial da Revista Prisma agrega os melhores trabalhos apresentados na Videojogos 2010 – 3ª Conferência de Ciências e Artes dos Videojogos. O evento foi organizado pelo Instituto Superior Técnico e o INESC-ID, em colaboração com a Sociedade Portuguesa de Ciências dos Videojogos, e realizou-se nos dias 15, 16 e 17 de Setembro de 2010 no campus do Taguspark do Instituto Superior Técnico em Porto Salvo.

A Videojogos 2010 conseguiu juntar a comunidade académica ligada aos Videojogos e contou, pela primeira vez, com uma participação relevante da parte da Indústria, incluindo uma sessão de comunicações em que participaram empresas como a EA, a Miniclip, a RTS, a PDM&FC e a Biodroid. Neste período conturbado que vive Portugal é nas industrias inovadoras como a industria de Jogos que reside a solução para o futuro, e essa industria tenderá a ser mais inovadora quanto mais se reforçarem as ligações entre esta e uma academia aberta ao mundo e interessada em transferência de competências para a sociedade…

Para mais informação consulte o editorial desta edição.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

IX Jornadas de Ciência da Informação - 17 de Maio de 2011


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À semelhança dos anos anteriores, irão realizar-se as Jornadas de Ciência da Informação, que vão já sua na nona edição. Numa organização conjunta dos alunos da Licenciatura em Ciência da Informação (LCI) e do Mestrado de Ciência da Informação (MCI) da Universidade do Porto estarão em analise "Os dez anos de LCI na U.Porto".

As Jornadas decorrerão no Anfiteatro Nobre da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, com início previsto para as 9h, terminando às 18h. As inscrições estão a decorrer aqui até ao próximo dia 15 de Maio.

(clicar para aumentar)

domingo, 27 de fevereiro de 2011

“Dado, Informação e Conhecimento”…


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Leandro Libério, em 16 de Fevereiro, fez a seguinte postagem:
“Tenho outra dúvida: pelo que percebi pelo teu livro "A Informação", por exemplo, o número 49 (num texto isolado) é uma informação.
Para os informáticos é um dado.


Porém Wilson num de seus textos sobre "Information Behavior".... deu um exemplo q fiquei na dúvida.

se no texto tiver assim: "%5d&89" (ou seja... um "dedilhar" qq) ainda continua a ser informação (signo registado num suporte)?”

O foco está posto numa questão axial sobre a natureza do objecto de estudo da Ciência da Informação.
Para enfrentar estas e outras questões torna-se necessário adoptar uma definição operatória de informação, embora nos debates, que há muito se fazem no campo da CI, nunca faltou quem considere inútil cometer tal empresa. Observando a multiplicidade de sentidos que o termo foi adquirindo, desde, pelo menos, o séc. XIX, e as apropriações sócio-profissionais, filosóficas e científicas efectuadas, compreende-se que não é pela via definitória que se consegue um consenso universal em torno desta palavra e do respectivo conceito. Mas, o equívoco maior talvez esteja em ter-se, algum dia ou alguma vez, aceitável formular tal desiderato… Definir informação não deve visar um consenso total e absoluto, mas uma clarificação conceptual de onde se parte para os debates e as pesquisas ininterruptas e abertas.

Sem outro propósito que este último, adopto e trabalho com a definição, segundo a qual informação é “um conjunto estruturado de representações mentais e emocionais codificadas (signos, símbolos…) e modeladas com/pela interacção social, passíveis de serem registadas num qualquer suporte material (papel, filme, banda magnética, disco compacto, etc.) e, portanto, comunicadas de forma assíncrona e multi-direccionada. Definindo-se o que a informação é, define-se, em simultâneo, o que ela não é, ou dito de outro modo, excluem-se sentidos e perspectivas tidas por muitos especialistas e cidadãos anónimos como aceitáveis. A informação não é uma afirmação nova e estruturada que propicia ou deriva da produção de conhecimento, porquanto admitir isto colide com a possibilidade, expressa na definição evocada, de que um conjunto codificado (vertido num código, ou seja, numa língua, por exemplo) de representações, sejam novas ou conhecidíssimas, é informação. E informação não é uma “coisa” resultante de um processo de materialização, porquanto, sendo representações mentais e emocionais codificadas, ela nasce e pode manter-se no cérebro humano sem que sejam externalizadas através da escrita, ou seja, da gravação ou inscrição num suporte  existente fora da pessoa “que informa”. A “coisa” ou artefacto, que passa a ter existência física própria e independente do seu criador, corresponde à designação de documento e que é, claramente, um medium de comunicação. Importa, por isso, não confundir, como muitos fazem, informação com documento.

Urdaneta (1992), citado por Marisa Brascher, distinguiu quatro classes diferentes de informação: dados, informação, conhecimento e inteligência. Dados são sinais que não foram processados, correlacionados, integrados, avaliados ou interpretados de qualquer forma, ou seja, é a matéria-prima a ser utilizada na produção da informação. A informação consiste dos dados processados, para serem exibidos em uma forma inteligível às pessoas que vão utilizá-los. O conhecimento é definido como informações que foram analisadas e avaliadas sobre a sua confiabilidade, sua relevância e sua importância, o conhecimento não é estático, modificando-se mediante interacção com o ambiente.

Entende-se por inteligência o conhecimento contextualmente relevante que permite atuar com vantagem no ambiente considerado. Inteligência pode ser vista também como o conhecimento que foi sintetizado e aplicado a uma determinada situação, para ganhar maior profundidade de consciência da mesma. Perante este entendimento, muito reproduzido nas áreas de Gestão e Informática para a Gestão, pergunto quais os seus fundamentos neurocientíficos? Em que se baseou Urdaneta para estabelecer esta subtil e sofisticada distinção? 

É óbvio que a sua definição de informação diverge profundamente da minha e esta impossibilita essa distinção em quatro classes, uma vez que, tanto dado, informação e conhecimento, definidos por Urdaneta e citados por Marisa Brascher, cabem dentro do “conjunto estruturado de representações mentais e emocionais codificadas etc.”. 


Vejamos por exemplos:

1957 é um dado para Urdaneta/Marisa Brascher - algo não processado, não correlacionado, não integrado, não avaliado nem interpretado de qualquer forma. No entanto, pergunto se será possível negar que, se eu escrever numa folha branca ou numa página word na tela do meu computador 1957 (ano do meu nascimento), este dado não é uma representação mental e, sobretudo, emocional que me diz algo ou que tem sentido, pelo menos, para mim e para os meus familiares? E se um dado é informação, fica impossível ou redundante distinguir esta daquele. E se o conhecimento consiste em informações analisadas e avaliadas sobre a sua confiabilidade não custa admitir que conhecimento é, também, um conjunto de representações mentais e emocionais codificadas, ou seja, sinónimo de informação.

Confuso?

Vejamos:

  1. Dado: concordo que este termo sirva para conceituar “matéria-prima” a ser usada na produção de informação. Dado é um sinal sem sentido, ou seja, um impulso sísmico que é capturado por um sismógrafo e convertido num grafismo, que é lido facilmente por um sismólogo, que o interpreta e explica o que se passa com informação, esse impulso é um dado bruto produzido pela Natureza e não pela mente humana. Se, distraidamente, ou porque adormeço em cima do teclado do meu computador e, como refere Leandro, "%5d&89" (ou seja... um "dedilhar" qualquer) ainda continua a ser informação (signo registado num suporte)?” – neste caso, “%5d&89” é um dado bruto sem sentido. Mas, se “%5d&89” corresponder a uma cifra secreta, já é informação, porque é uma representação mental e emocional codificada. 
  2. Informação: existe no cérebro onde é produzida e porque é constituída obrigatoriamente por um elemento social, aprendido e oriundo do ambiente ou da sociedade - a língua, a aritmética, a geometria, a cor, a notação musical, etc. – corresponde ao que o professor japonês Ikujiro Nonaka designou por conhecimento explícito e definiu “o que já foi ou pode ser articulado, codificado ou armazenado de alguma forma em alguma mídia. Ele pode ser prontamente transmitido”. O conhecimento explícito só pode ser facilmente transmitido se for uma representação mental e emocional codificada e produzida e/ou retida no cérebro humano, embora possa ser externalizado graças à plasticidade do código (alfabético, numérico, geométrico, cromático, musical, gestual, etc.) e por conta destas propriedades (a reprodutividade e a transmissibilidade) a informação/conhecimento explícito converte-se em documento. Mais um exemplo: eu “conheço” várias anedotas que me foram contadas e que assimilei e memorizei no meu cérebro, tal e qual as ouvi (é possível, embora nem sempre fácil, “pois quem ouve um conto, acrescenta um ponto”…), não precisando de as registar em papel ou numa fita magnética; essas anedotas são conhecimento explícito ou informação, porque podem ser contadas a qualquer momento e gravadas. 
  3. Conhecimento, inteligência, cognição: ainda Nonaka, inspirado em Michael Polanyi, consagrou a expressão conhecimento tácito, como sendo aquele que o indivíduo adquiriu ao longo da vida e que está na cabeça das pessoas. Geralmente é difícil de ser formalizado, ou explicado a outra pessoa, pois é subjetivo e inerente às "habilidades de uma pessoa”. Comparando esta definição com a de conhecimento explícito, há uma diferença subtil importante: dir-se-ia que o conhecimento tácito não está codificado, vertido num código. Não é a anedota ou a notícia que li num jornal e retive na minha cabeça. É então o quê?  Peguemos no Dictionnaire des sciences cognitives sob a direcção de Guy Tiberghien (Armand Colin, 2002, pp. 70-71) e abramo-lo no verbete cognição: “a função da cognição é material, determinada fisiologicamente pelas estruturas  e os modos de funcionamento dos cérebros, e resultante da evolução (…) e uma segunda categoria de realidades constitutivas da cognição, é a das “representações”, que podem ser mentais, conscientes ou não, linguísticas, formais, informáticas”. Através do conceito de representação, fica vinculado o conceito de informação à função cognição, e esta ligação é orgânica e natural. Por outro lado, a materialidade bio-química da cognição absorve bem essa subjectividade, referida por Nonaka, esse acúmulo de vivências positivas ou traumáticas, que são retidas pelas estruturas e modos de funcionamento do cérebro de cada um.
Terminando: já propus em 2002, num texto publicado no Brasil e que constitui o capítulo 3 do meu livro A Informação (Edições Afrontamento, 2006), uma tríade diferente da que usei para título deste comentário ou postagem – dado, informação/conhecimento e cognição. Em que dado é um sinal bruto sem sentido e não humano, informação sinónimo de conhecimento e cognição a função onde se dilui o conhecimento tácito.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Informação e Ideia


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Sara Santos, aluna do Mestrado em Ciências da Informação e da Documentação na FCSH/UNL sente que continuam questões por responder que gostaria (ela e alguns colegas) ver esclarecidas:

Como entende a diferença entre informação e ideia/ informação e linguagem? 
Uma das definições que apresentou para informação foi "conjunto estruturado de representações mentais codificadas (símbolos significantes) socialmente contextualizadas e passíveis de serem registadas num qualquer suporte material (papel, filme banda magnética, disco compacto, etc.) e, portanto, comunicadas de forma assíncrona e multidireccionada." (Silva; Ribeiro, 2002). Esta definição encontra-se muito próxima daquela que F. Saussure tece para a ideia de "língua" na introdução do seu Curso de Linguística Geral. Fico com algumas dúvidas como coloco a CI no âmbito da linguagem, como interdisciplina, e como coloco a CI no âmbito da ideia, como convenção. A mera ideia não é informação (?), mas será esta um epifenómeno daquela?

Trata-se de uma excelente intervenção dentro deste espaço do Consultório CI e com autorização expressa da própria reproduzo o teor do mail que lhe enviei:

Quanto ao problema que coloca peço-lhe que se concentre na definição operatória com que trabalha a CI transdisciplinar que vimos desenvolvendo no Porto e em Portugal. Sendo informação um conjunto estruturado de representações mentais e emocionais isto significa que remte o fenómeno para o domínio biopsicológico onde ideias, imagens e emoções emergem da cognição e da emotividade constituindo-se em informação a partir do momento em que são codificadas e expressas ainda dentro da cabeça humana num código qualquer, nomeadamente o linguístico. Saussure dá à lingua um sentido que vai para além de código e daí a importância operatória, para semiólogos, sociólogos e outros especialistas, do conceito de linguagem. Eu tenho mais dificuldade em distinguir linguagem de informação do que informação de língua. Esta é um código e como tal elemento constitutivo do fenómeno e processo info-comunicacional. Já não consigo distinguir com tanta clareza informação de linguagem, porque é frequente assistir a situações em que quem usa linguagem está a significar algo idêntico ao que condensamos na definição de informação que reproduziu.

Resumindo: a noção de ideia subsume-se na expressão reprersentação mental e emocional, cabendo dentro da definição de informação, assim como língua é aceite, por nós, como código socio-cultural incorporado pelos seres humanos a partir do momento em que nascem numa determinada família, comunidade e país. E da mesma forma aprendem outros códigos, nomeadamente o numérico (base da aritmética), o musical, o geométrico, o cromático, etc. Os códigos permitem expressar ideias ou representações constituindo uma unidade de sentido completa - a informação - que tende a ser comunicada, partilhada, trocada, usada com o(s) outro(s).

Espero ter sido proveitosamente esclarecedor, mas sinto que este tópico pode render bastante e desejo voltar a ele.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

A Internacionalização da "CI" portuguesa...


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A Ana inaugurou este espaço ou "coluna" bloguista lançando um desafio a mim e aos meus colegas para que publiquemos nossas ideias e propostas em inglês, a fim de que a contribuição que vimos dando de há uns anos a esta parte para o campo cientifico da Documentação e Informação possa ser conhecido "lá fora". 

Ora bem, Ana, alguma coisa tem sido feita, mas é manifestamente insuficiente. Minha colega Fernanda Ribeiro tem sido pioneira nesse esforço e eu ando insistindo comigo próprio na necessidade de traduzir os verbetes do DeltCI - Dicionário eletrônico de Terminologia em Ciência da Informação para inglês. Preciso, também, de revê-lo e devo sublinhar que tratando-se de um projecto de cooperação luso-brasileira em que participam colegas da Universidade Federal do Espirito Santo, nomeadamente do Attilio Provedel, recebeu o impulso generoso do Paulo Sousa, mas agora precisa de entrar noutra fase e espero que a Filipa Ramalho possa ajudar-me a avançar algo mais com este instrumento essencial para o reforço e a consolidação teórico-conceptual da CI. Já no que toca à tradução de livros como "A Informação" as dificuldades crescem e penso que a edição de livros nossos no estrangeiro só se fará se conseguirmos uma boa difusão através de artigos e comunicações em inglês.

Enfim, Ana, posso tranquilizá-la num ponto: a nossa intenção firme hoje é traduzir nossas propostas em inglês para que possamos alargar o diálogo tão necessário a outros espaços e comunidades que nos possam perceber e connosco discutir. Falta dinheiro e tempo, mas há vontade...

O que entendo por "Consultório CI"...


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O título deste espaço de diálogo surgiu-me em conversa amena com o Paulo Sousa, entusiasta e proficiente animador deste blogue A Informação, que é, sem dúvida, uma referência incontornável da Ciência da Informação em nível da infoesfera, e a ambos pareceu bem... Mas depois, meditando, apercebi-me de alguns eventuais equívocos, para não lhes chamar outra coisa. Desde logo, um é o risco de parecer pretencioso, uma vez que a palavra consultório, enraizada no universo clínico, pressupõe a existência de alguém, de um especialista ou (indo mais longe) de um sábio, que a tudo responde e tudo esclarece. Não custa perceber que esta acepção me desagrada e perverte o sentido que este espaço bloguista deve ser. Como, também, não adianta mitigá-la e dar-lhe um tom mais modesto, reduzindo-o a secção de perguntas e respostas simples e curtas que se ajudarem excelente, se não paciência - ninguém fica em "perigo de vida"...

Na verdade, o sentido do título deste espaço corresponde à intenção ou leit-motiv que me levou a manifestar ao Paulo Sousa algo parecido com isto e com uma presença regular, e não deriva, em rigor, da acepção etimológica e mais vernácula da palavra, mas ressignificando-a "consultório CI" quer dizer e quer ser umlocus de diálogo aberto e problematizador, em que fluam ideias e refutações, demonstrações e concordâncias, essenciais como argamassa para a construção do campo cientifico em que estamos sinceramente empenhados - eu, o Paulo Sousa e todos quantos aderem a este projecto bloguista


Feita esta breve, mas imprescindível nota de esclarecimento, tentarei pela minha parte que o tempo que investirmos aqui seja sempre dado por útil e agradável.

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