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sábado, 25 de janeiro de 2014
Revisão da literatura sobre acesso aberto
A obra "Access Publishing: A Literature
Review" de Giancarlo Frosio, apresenta uma exaustiva e atualizada revisão
da literatura sobre acesso aberto. A obra pode ser acessada no URL:
quarta-feira, 5 de junho de 2013
Evento: Acesso aberto
Data: 6 a 9 de outubro de 2013.
Local: Universidade de São Paulo, Sistema de Bibliotecas,
Auditório.
Objetivo: promover o compartilhamento, a discussão, a
geração e a divulgação de conhecimentos, práticas e pesquisas sobre o acesso
aberto em todas as suas dimensões e perspectivas, servindo de catalisador à
disseminação de políticas, pesquisa e desenvolvimento na área.
Detalhes no
URL: www.acessoaberto.pt/c/index.php/confoa2013/2013
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
Dos enciclopedistas aos bibliotecários: o acervo digital dos EUA vem aí
0 Comentários terça-feira, fevereiro 26, 2013
Publicado por Michelangelo Viana
Assunto: Acesso Digital, Acesso Livre, biblioteca digital, Bibliotecas, Digitalização, e-book
ENTREVISTA - ROBERT DARNTON
por LUCAS FERRAZ - FSP
RESUMO
Diretor do complexo de bibliotecas da Universidade Harvard [Robert Darnton] comenta o lançamento da Biblioteca Pública Digital dos EUA, em abri [de 2013], que vai pôr em rede o acervo em domínio público de dezenas de bibliotecas acadêmicas. Criado como antítese do Google Books, o projeto da DPLA é financiado por recursos privados.
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O iluminismo é o principal tema de estudo do historiador americano Robert
Darnton, 73, autor de vários títulos sobre como a difusão do conhecimento
alimentou revoluções no século 18. É de certa forma inspirado nos ideais dos
enciclopedistas que Darnton comanda ele também uma revolução.
Como diretor do imenso complexo de bibliotecas da Universidade Harvard, ele encabeça a criação da DPLA (Digital Public Library of America, sigla para biblioteca pública digital americana), que a partir de abril [de 2013] vai reunir e compartilhar gratuitamente na internet o acervo e obras de milhares de bibliotecas e universidades do país.
A DPLA é a resposta de Darnton e da academia à violação de direitos autorais representada pelo Google Books, que lucra com os livros repassados para a rede.
"Vamos fazer diferente", diz Darnton, que vê a biblioteca digital como o seu projeto mais ambicioso, algo a ser feito "por séculos".
O debate em torno do livro na era das tecnologias digitais foi tema de "A Questão dos Livros", coletânea de textos que lançou no Brasil em 2010, pela Companhia das Letras. Pela mesma editora, lançou no ano passado "O Diabo na Água Benta", no qual aborda outro assunto importante em sua produção intelectual, o jornalismo - em especial, a imprensa clandestina que veiculava insultos e difamações mas também denúncias políticas de um e outro lado do canal da Mancha no século 18.
Irmão e filho de jornalistas, diz manter o encanto pelo ofício, que chegou a exercer nos anos 1960: foi repórter de polícia do "The New York Times" e teve como colega de editoria um dos maiores jornalistas americanos vivos, Gay Talese - de quem diz não ser muito fã.
Em seu escritório na Wadsworth House, no campus de Harvard, onde recebeu a Folha para esta entrevista, Darnton comentou algumas obras que retratam a história do jornalismo nos Estados Unidos. Seu pai, Byron Darnton, é citado em várias delas. Ao cobrir para o "New York Times" a Segunda Guerra Mundial (1939-45) no Pacífico, Byron foi atingido num bombardeio e tornou-se um dos primeiros jornalistas americanos mortos no conflito.
Folha - Como estão os preparativos para o lançamento da DPLA, que o sr. anunciou para abril?
Robert Darnton - Não queremos gerar falsas expectativas: de início não teremos todo o material digitalizado. Levará tempo. Teremos 2 milhões de livros liberados pelo domínio público. Vamos começar modestamente. Espero que cresça mais e mais. É um trabalho que deve ser feito por séculos.
O início envolve a digitalização de coleções especiais, principalmente as de Harvard. Temos uma enorme quantidade delas nas 73 bibliotecas da universidade, são mais de 18 milhões de volumes. Estamos escaneando livros, manuscritos e fotografias de diferentes assuntos.
Há acervos sobre mulheres, imigrações e obras sobre doenças epidêmicas, por exemplo; e há coleções históricas importantes, sobre a era medieval e sobre fotografia, com imagens da Lua e da escravidão, como fotos de escravos que nasceram na África e foram levados para os EUA.
Qual o maior problema que estão encontrando?
Montamos um escritório para discutir a questão legal e convidamos pessoas de diferentes instituições, de várias partes do país, que costumam enfrentar o mesmo tipo de problema: o óbvio, dinheiro, além de dúvidas relativas à tecnologia, à organização, ao conteúdo digitalizado e ao público que vai utilizar tudo isso. Mas a questão legal é a mais importante. Não podemos violar os direitos autorais.
A ideia é que a DPLA seja a antítese do Google Books?
Exatamente. O Google tenta fazer a mesma coisa, mas sob a lógica do lucro. O Google veio a Harvard para discutir a cópia de livros, quando eles começaram a digitalização. Eles também foram à NYPL (sigla em inglês da Biblioteca Pública de Nova York) e às universidades Stanford, do Michigan e da Califórnia.
Harvard disse que eles poderiam digitalizar alguns livros -aqueles em domínio público, não os protegidos por lei. Mas as demais universidades deram permissão para que copiassem o que quisessem, e eles começaram a fazer isso.
A Liga dos Autores e a Associação Americana de Editoras foram à Justiça contra a empresa. Após três anos de negociação secreta, fecharam um acordo com o Google, mas a Justiça de Nova York vetou, por entender que infringia a lei de direitos autorais.
Vamos fazer diferente, não vamos ganhar dinheiro, queremos apenas servir o público com livros abertos na internet.
Quantas bibliotecas e universidades americanas terão acervos digitalizados na DPLA?
Não tenho ainda um número certo, mas são milhares. Todas as bibliotecas abertas para pesquisa no país estarão envolvidas. Mas levará tempo: no início, serão todas as que já têm material digitalizado. Obviamente, todas que tiverem coleções anteriores a 1923 poderão participar.
A DPLA poderá usar livros publicados após 1923, se autores e editoras concordarem com a abertura das obras na internet, gratuitamente?
Sim, temos um programa para tentar convencê-los a ceder obras para a base da DPLA. Muitos livros deixam de ser lidos após alguns meses no mercado; eles morrem. Autores, claro, querem leitores. A maioria das obras não tem valor financeiro cinco ou seis anos depois da publicação, e os proprietários dos direitos podem ficar felizes ao ver seus livros disponíveis.
O fato de que as universidades e instituições envolvidas no projeto da DPLA tenham visões diferentes sobre o futuro do livro e sobre como usar a internet não é um problema?
É um problema potencial. Mas há coisas sendo feitas. Há uma coalizão de fundações, que vão nos prover dinheiro, e há as bibliotecas e universidades, que vão disponibilizar os acervos.
Estamos concebendo uma estrutura tecnológica que permita harmonizar todas as coleções digitais em um mesmo sistema. Superada essa questão, será o momento de reunir livros e coleções, por exemplo, do Alabama e da Dakota do Norte numa mesma base. É muito trabalho.
O site já está funcionando experimentalmente, mas ainda não há nada aberto ao público. No dia 18 de abril [de 2013] vamos lançá-lo com uma cerimônia na Biblioteca Pública de Boston.
O governo norte-americano não apoia a DPLA?
Não, é um projeto completamente independente do governo, gerido por fundações privadas. Não há envolvimento público.
A principal política, mesmo nas universidades privadas como Harvard, é abrir as bibliotecas para compartilhar conhecimento intelectual ao redor dos Estados Unidos e do mundo.
É difícil para as pessoas da Europa ou da América Latina compreenderem, porque muita gente fora dos EUA, para tocar esse tipo de projeto, depende do governo. Mas este é um país em que não devemos ter fé no governo ou no Congresso para prover um bom serviço gratuito ao público.
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Como diretor do imenso complexo de bibliotecas da Universidade Harvard, ele encabeça a criação da DPLA (Digital Public Library of America, sigla para biblioteca pública digital americana), que a partir de abril [de 2013] vai reunir e compartilhar gratuitamente na internet o acervo e obras de milhares de bibliotecas e universidades do país.
A DPLA é a resposta de Darnton e da academia à violação de direitos autorais representada pelo Google Books, que lucra com os livros repassados para a rede.
"Vamos fazer diferente", diz Darnton, que vê a biblioteca digital como o seu projeto mais ambicioso, algo a ser feito "por séculos".
O debate em torno do livro na era das tecnologias digitais foi tema de "A Questão dos Livros", coletânea de textos que lançou no Brasil em 2010, pela Companhia das Letras. Pela mesma editora, lançou no ano passado "O Diabo na Água Benta", no qual aborda outro assunto importante em sua produção intelectual, o jornalismo - em especial, a imprensa clandestina que veiculava insultos e difamações mas também denúncias políticas de um e outro lado do canal da Mancha no século 18.
Irmão e filho de jornalistas, diz manter o encanto pelo ofício, que chegou a exercer nos anos 1960: foi repórter de polícia do "The New York Times" e teve como colega de editoria um dos maiores jornalistas americanos vivos, Gay Talese - de quem diz não ser muito fã.
Em seu escritório na Wadsworth House, no campus de Harvard, onde recebeu a Folha para esta entrevista, Darnton comentou algumas obras que retratam a história do jornalismo nos Estados Unidos. Seu pai, Byron Darnton, é citado em várias delas. Ao cobrir para o "New York Times" a Segunda Guerra Mundial (1939-45) no Pacífico, Byron foi atingido num bombardeio e tornou-se um dos primeiros jornalistas americanos mortos no conflito.
Folha - Como estão os preparativos para o lançamento da DPLA, que o sr. anunciou para abril?
Robert Darnton - Não queremos gerar falsas expectativas: de início não teremos todo o material digitalizado. Levará tempo. Teremos 2 milhões de livros liberados pelo domínio público. Vamos começar modestamente. Espero que cresça mais e mais. É um trabalho que deve ser feito por séculos.
O início envolve a digitalização de coleções especiais, principalmente as de Harvard. Temos uma enorme quantidade delas nas 73 bibliotecas da universidade, são mais de 18 milhões de volumes. Estamos escaneando livros, manuscritos e fotografias de diferentes assuntos.
Há acervos sobre mulheres, imigrações e obras sobre doenças epidêmicas, por exemplo; e há coleções históricas importantes, sobre a era medieval e sobre fotografia, com imagens da Lua e da escravidão, como fotos de escravos que nasceram na África e foram levados para os EUA.
Qual o maior problema que estão encontrando?
Montamos um escritório para discutir a questão legal e convidamos pessoas de diferentes instituições, de várias partes do país, que costumam enfrentar o mesmo tipo de problema: o óbvio, dinheiro, além de dúvidas relativas à tecnologia, à organização, ao conteúdo digitalizado e ao público que vai utilizar tudo isso. Mas a questão legal é a mais importante. Não podemos violar os direitos autorais.
A ideia é que a DPLA seja a antítese do Google Books?
Exatamente. O Google tenta fazer a mesma coisa, mas sob a lógica do lucro. O Google veio a Harvard para discutir a cópia de livros, quando eles começaram a digitalização. Eles também foram à NYPL (sigla em inglês da Biblioteca Pública de Nova York) e às universidades Stanford, do Michigan e da Califórnia.
Harvard disse que eles poderiam digitalizar alguns livros -aqueles em domínio público, não os protegidos por lei. Mas as demais universidades deram permissão para que copiassem o que quisessem, e eles começaram a fazer isso.
A Liga dos Autores e a Associação Americana de Editoras foram à Justiça contra a empresa. Após três anos de negociação secreta, fecharam um acordo com o Google, mas a Justiça de Nova York vetou, por entender que infringia a lei de direitos autorais.
Vamos fazer diferente, não vamos ganhar dinheiro, queremos apenas servir o público com livros abertos na internet.
Quantas bibliotecas e universidades americanas terão acervos digitalizados na DPLA?
Não tenho ainda um número certo, mas são milhares. Todas as bibliotecas abertas para pesquisa no país estarão envolvidas. Mas levará tempo: no início, serão todas as que já têm material digitalizado. Obviamente, todas que tiverem coleções anteriores a 1923 poderão participar.
A DPLA poderá usar livros publicados após 1923, se autores e editoras concordarem com a abertura das obras na internet, gratuitamente?
Sim, temos um programa para tentar convencê-los a ceder obras para a base da DPLA. Muitos livros deixam de ser lidos após alguns meses no mercado; eles morrem. Autores, claro, querem leitores. A maioria das obras não tem valor financeiro cinco ou seis anos depois da publicação, e os proprietários dos direitos podem ficar felizes ao ver seus livros disponíveis.
O fato de que as universidades e instituições envolvidas no projeto da DPLA tenham visões diferentes sobre o futuro do livro e sobre como usar a internet não é um problema?
É um problema potencial. Mas há coisas sendo feitas. Há uma coalizão de fundações, que vão nos prover dinheiro, e há as bibliotecas e universidades, que vão disponibilizar os acervos.
Estamos concebendo uma estrutura tecnológica que permita harmonizar todas as coleções digitais em um mesmo sistema. Superada essa questão, será o momento de reunir livros e coleções, por exemplo, do Alabama e da Dakota do Norte numa mesma base. É muito trabalho.
O site já está funcionando experimentalmente, mas ainda não há nada aberto ao público. No dia 18 de abril [de 2013] vamos lançá-lo com uma cerimônia na Biblioteca Pública de Boston.
O governo norte-americano não apoia a DPLA?
Não, é um projeto completamente independente do governo, gerido por fundações privadas. Não há envolvimento público.
A principal política, mesmo nas universidades privadas como Harvard, é abrir as bibliotecas para compartilhar conhecimento intelectual ao redor dos Estados Unidos e do mundo.
É difícil para as pessoas da Europa ou da América Latina compreenderem, porque muita gente fora dos EUA, para tocar esse tipo de projeto, depende do governo. Mas este é um país em que não devemos ter fé no governo ou no Congresso para prover um bom serviço gratuito ao público.
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terça-feira, 18 de dezembro de 2012
DOAB: catálogo de livros de acesso aberto
0 Comentários terça-feira, dezembro 18, 2012
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: Acesso Livre, DOAB, livro eletrônico
A OAPEN
Foundation, uma iniciativa internacional dedicada à publicação de acesso aberto
com sede na Biblioteca Nacional da Holanda, desenvolveu o Diretório de Livros
de Acesso Aberto (DOAB), contava no final de dezembro de 2012 com 1257 títulos
em formato PDF http://www.doabooks.org/
quarta-feira, 27 de junho de 2012
Japão: um milhão de artigos em acesso livre
0 Comentários quarta-feira, junho 27, 2012
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: Acesso Livre, informação científica, Japão
Bases científicas abertas no Japão
ultrapassam 1 milhão de artigos
Fonte: FAPESP. Data: 21/06/2012.
URL:
http://agencia.fapesp.br/15769
O número de artigos científicos e
tecnológicos e outros registros em bases de acesso livre no Japão ultrapassaram
a marca de um milhão.
O anúncio foi feito pela JAIRO
(sigla para “Repositórios On-line Institucionais Japoneses”), um serviço do
Instituto Nacional de Informática do país que reúne metadados de mais de 200
bases individuais japonesas de artigos científicos.
O milionésimo artigo
foi publicado no dia 1º de junho, na base de dados de Kagoshima, intitulado
“Studies on the Relationship between the Gear-types and the Fishing
Efficiencies in the Trawl Nets II: Relationship between the Towing Force of the
Trawler and the Catch of the Eastern Net”.
Mais informações sobre a JAIRO: http://jairo.nii.ac.jp/en
terça-feira, 1 de maio de 2012
Acesso livre: duas notícias conflitantes
0 Comentários terça-feira, maio 01, 2012
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: Acesso Livre, periódico eletrônico
Harvard pede aos seus cientistas para publicar em revistas de conteúdo livre
Fonte: O Público (Lisboa). Data: 26/04/2012.
URL: http://www.publico.pt/Ci%C3%AAncias/harvard-pede-aos-seus-cientistas-para-publicar-em-revistas-de-conteudo-livre-1543685
Autor: Adriano Miranda.
O conselho consultivo da Universidade de Harvard, uma das mais prestigiadas do mundo, sugeriu aos seus investigadores não só que publicassem os artigos em revistas científicas de conteúdo livre, como abandonassem os conselhos editoriais daquelas que não queiram rever o modo de acesso aos artigos que publicam.
A carta enviada aos membros da universidade explicitava a “situação insustentável” que a biblioteca enfrenta devido à subida de preços das assinaturas das revistas científicas. “Várias grandes editoras de revistas tornaram a comunicação científica financeiramente insustentável e restritiva a nível acadêmico. A situação é exacerbada devido ao esforço de certos editores de adquirirem, agregarem e aumentarem o preço das revistas”, diz a carta enviada a 17 de Abril.
Segundo o documento, o custo anual que a universidade suporta para ter acesso às revistas é de 3,75 milhões de dólares (2,83 milhões de euros). Em 2010, este valor era um décimo de todas as colecções que a biblioteca adquiria. A carta denunciava ainda que, em apenas seis anos, a assinatura de algumas revistas tinham aumentado em 145%, custando a de algumas 30.200 euros por ano.
“Apesar de a produção científica continuar a aumentar e de a publicação poder ser cara, margens de lucro de 35% ou mais sugerem que os preços que temos de pagar não resultam de um aumento do número de novos artigos”, diz o documento.
Muitos contratos englobam várias revistas diferentes que pertencem a uma editora. Algumas destas revistas têm muita leitura, outras nem tanto. Por isso, o conselho consultivo da universidade quer diminuir assinaturas que envolvem muitas revistas, já que não são comportáveis para a biblioteca. Não fazê-lo “pode erodir seriamente colecções noutras áreas, que já estão comprometidas”, refere a carta.
Para lutar contra o status quo da publicação científica, o documento propõe aos professores e estudantes para considerarem submeter os artigos a revistas de acesso livre, ou que têm custos de assinatura razoáveis. “Desloquem o prestígio para [as publicações de] acesso livre”, sugere o documento.
“Se estiverem num conselho editorial de uma revista, verifiquem se pode ser de acesso livre, ou se pode ser publicada por outras editoras. Se não for assim, considerem a vossa demissão”, diz ainda. Outra proposta é que os cientistas encorajem as associações profissionais a tomarem conta das revistas da sua especialidade.
======
Harvard versus Yale: o acesso aberto
No inicio desta semana, o estudante universitário de Yale, Emmanuel Quartey postou uma entrevista em vídeo com a bibliotecária da escola, Susan Gibbons, em que ele perguntou sobre o acesso aberto nos periódicos científicos. A sua resposta foi mais ambivalente do que a do corpo docente de Harvard. Embora ela tenha mencionado que o acesso aberto torna as revistas mais acessíveis, ela temia que pedir a um jovem docente para publicar no acesso aberto, presumivelmente em revistas menos prestigiadas, poderia prejudicar as suas chances de promoção acadêmica. Em suma, o prestigio desse jovem professor ficaria parado, podendo afastar esses docentes de Yale. Assim, a biblioteca continuará a apoiar tanto as revistas de acesso aberto como as de acesso mediante assintura.
O vídeo pode ser visto no URL: http://www.theatlantic.com/technology/archive/2012/04/harvard-vs-yale-open-access-publishing-edition/256468/Ac
Fonte: O Público (Lisboa). Data: 26/04/2012.
URL: http://www.publico.pt/Ci%C3%AAncias/harvard-pede-aos-seus-cientistas-para-publicar-em-revistas-de-conteudo-livre-1543685
Autor: Adriano Miranda.
O conselho consultivo da Universidade de Harvard, uma das mais prestigiadas do mundo, sugeriu aos seus investigadores não só que publicassem os artigos em revistas científicas de conteúdo livre, como abandonassem os conselhos editoriais daquelas que não queiram rever o modo de acesso aos artigos que publicam.
A carta enviada aos membros da universidade explicitava a “situação insustentável” que a biblioteca enfrenta devido à subida de preços das assinaturas das revistas científicas. “Várias grandes editoras de revistas tornaram a comunicação científica financeiramente insustentável e restritiva a nível acadêmico. A situação é exacerbada devido ao esforço de certos editores de adquirirem, agregarem e aumentarem o preço das revistas”, diz a carta enviada a 17 de Abril.
Segundo o documento, o custo anual que a universidade suporta para ter acesso às revistas é de 3,75 milhões de dólares (2,83 milhões de euros). Em 2010, este valor era um décimo de todas as colecções que a biblioteca adquiria. A carta denunciava ainda que, em apenas seis anos, a assinatura de algumas revistas tinham aumentado em 145%, custando a de algumas 30.200 euros por ano.
“Apesar de a produção científica continuar a aumentar e de a publicação poder ser cara, margens de lucro de 35% ou mais sugerem que os preços que temos de pagar não resultam de um aumento do número de novos artigos”, diz o documento.
Muitos contratos englobam várias revistas diferentes que pertencem a uma editora. Algumas destas revistas têm muita leitura, outras nem tanto. Por isso, o conselho consultivo da universidade quer diminuir assinaturas que envolvem muitas revistas, já que não são comportáveis para a biblioteca. Não fazê-lo “pode erodir seriamente colecções noutras áreas, que já estão comprometidas”, refere a carta.
Para lutar contra o status quo da publicação científica, o documento propõe aos professores e estudantes para considerarem submeter os artigos a revistas de acesso livre, ou que têm custos de assinatura razoáveis. “Desloquem o prestígio para [as publicações de] acesso livre”, sugere o documento.
“Se estiverem num conselho editorial de uma revista, verifiquem se pode ser de acesso livre, ou se pode ser publicada por outras editoras. Se não for assim, considerem a vossa demissão”, diz ainda. Outra proposta é que os cientistas encorajem as associações profissionais a tomarem conta das revistas da sua especialidade.
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Harvard versus Yale: o acesso aberto
No inicio desta semana, o estudante universitário de Yale, Emmanuel Quartey postou uma entrevista em vídeo com a bibliotecária da escola, Susan Gibbons, em que ele perguntou sobre o acesso aberto nos periódicos científicos. A sua resposta foi mais ambivalente do que a do corpo docente de Harvard. Embora ela tenha mencionado que o acesso aberto torna as revistas mais acessíveis, ela temia que pedir a um jovem docente para publicar no acesso aberto, presumivelmente em revistas menos prestigiadas, poderia prejudicar as suas chances de promoção acadêmica. Em suma, o prestigio desse jovem professor ficaria parado, podendo afastar esses docentes de Yale. Assim, a biblioteca continuará a apoiar tanto as revistas de acesso aberto como as de acesso mediante assintura.
O vídeo pode ser visto no URL: http://www.theatlantic.com/technology/archive/2012/04/harvard-vs-yale-open-access-publishing-edition/256468/Ac
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Lançado o DOAB: Directory of Open Access Books
0 Comentários sexta-feira, abril 13, 2012
Publicado por Michelangelo Viana
Assunto: Acesso Livre, E-books, Livros, livros de acesso livre, open acess
O OAPEN (Open Access Publishing in European Networks) tem o prazer de anunciar o lançamento do Diretório de Livros de Acesso Aberto (www.doabooks.org), um serviço de descoberta para livros revisados por pares publicados sob uma licença Open Access.
O DOAB fornece um índice pesquisável para a informação sobre estes livros, com links para os textos completos das publicações no site da editora ou repositório.
O principal objetivo do DOAB é aumentar o descobrimento dos livros de acesso aberto. Editoras acadêmicas são convidadas a fornecer os metadados de seus livros de Acesso Aberto para o DOAB. Estes metadados serão coletados via harvesting (coleta automática), a fim de maximizar a visibilidade, difusão e impacto.
No início do serviço há pouco mais de 20 editores que participam com cerca de 750 livros de Acesso Aberto e novas publicações e livros serão adicionados nos próximos dias.
Os editores que desejarem participar do DOAB podem encontrar mais informações em http://www.doabooks.org/doab?func=forPublishers.
O DOAB foi lançado em uma versão Beta para permitir o feedback dos usuários e o desenvolvimento adicional do serviço. Nós esperamos aumentar consideravelmente o número de editores e livros em acesso aberto no DOAB nos próximos meses e, assim, criar um recurso valioso para a comunidade acadêmica e público interessado.
O Diretório de Livros Open Access é provido pela OAPEN Foundation em cooperação com SemperTool. A Fundação OAPEN é uma iniciativa internacional dedicada à publicação de monografias em acesso aberto, com base na Biblioteca Nacional em Haia (Holanda). O DOAB foi desenvolvido em estreita colaboração com Lars Bjørnshauge e Baker Salam Shanawa (Diretor da SemperTool), que também foram responsáveis pelo desenvolvimento do Directory of Open Access Journals (DOAJ).
Para mais informações, entre em contato com Eelco Ferwerda, Diretor da Fundação OAPEN, e.ferwerda@oapen.org, +31(0)629565168.
Fonte:
http://doabooks.org/doab?func=news&nId=2&uiLanguage=en 12/04/2012
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
Relatório Britânico sobre acesso livre
Importante documento oficial do Parlamento do Reino Unido acaba de ser publicado. Ele aponta que a internet transformou a natureza da pesquisa científica, abrindo novas maneiras de coletar, utilizar e divulgar a informação cientifica. Isto levou ao aumento da demanda para o acesso a tais informações. O documento comenta o Acesso Aberto (AO), importante ação visando tornar as revistas cientificas disponíveis gratuitamente online, ao invés de cobrar dos leitores para visualizá-las.
O texto completo do documento [Open Access to Scientific Information; PDF, 342.9 KB] pode ser lido no URL: URL: www.parliament.uk/business/publications/research/briefing-papers/POST-PN-397
Murilo Cunha
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Evento: Comunicação científica
0 Comentários sexta-feira, fevereiro 10, 2012
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: Acesso Livre, comucação científica
Será realizado no período de 5-6 de junho de 2012,
em Florianópolis (SC), o 3º Simpósio Brasileiro de Comunicação Científica:
Perspectivas em Acesso Aberto - Cenários para 2020. Ele dá continuidade das
ações do Departamento de Ciência da Informação (CIN) e do Programa de
Pós-Graduação em Ciência da Informação (PGCIN) da Universidade Federal de Santa
Catarina (UFSC). Esse evento tem como objetivo proporcionar à comunidade
acadêmica discussões sobre a comunicação científica com foco nas perspectivas
de acesso aberto/livre e preservação digital, pretendendo avançar na discussão
destas duas temáticas. Nesta edição, além da presença de pesquisadores
nacionais e estrangeiros proferindo palestras e participando de mesas-redondas,
será aberta a recepção de trabalhos científicos sobre o tema. Os trabalhos
selecionados serão publicados em número especial da revista eletrônica “Encontros
Bibli”.
Maiores detalhes no URL: http://www.sbcc.ufsc.br
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Pé de guerra
Fonte: Revista Piauí - Questões da Ciência.
Já são quase cinco mil os signatários do manifesto The Cost of Knowledge [O custo do conhecimento], um boicote coletivo à Elsevier, a maior editora de revistas científicas do mundo. Os pesquisadores afirmam que não vão mais publicar nos periódicos do grupo e nem atuar como revisores - um trabalho que costumam fazer de graça.
O grupo holandês Elsevier publica cerca de dois mil periódicos e teve em 2010 um lucro de 847 milhões de euros, ou mais de um terço da sua receita anual. A editora é acusada pelos pesquisadores de explorar o trabalho voluntário dos pesquisadores e cobrar preços extorsivos por suas revistas, obrigando muitas vezes as bibliotecas a assinar pacotes de periódicos, nos quais títulos menos relevantes são empurrados junto com revistas essenciais (qualquer semelhança com os pacotes das operadoras de TV a cabo não é coincidência).
A proposta de boicote reflete uma insatisfação antiga da comunidade científica com um sistema de publicação que ainda é majoritariamente fechado. Mas ela foi desencadeada por um projeto de lei dos Estados Unidos que impediria que pesquisas financiadas com dinheiro público tivessem acesso aberto um ano depois de publicada.
O grupo holandês é alvo do protesto por sua visibilidade, mas o descontentamento dos cientistas se estende a outras editoras. "A Elsevier é somente a empresa que mais chama a atenção por essas práticas e pelo lucro exorbitante que tem, mas há algo de muito errado com todo o sistema de publicação de artigos científicos", reconheceu o físico Ernesto Galvão, professor da Universidade Federal Fluminense e um dos signatários brasileiros do manifesto.
O projeto de lei e a reação dos pesquisadores já motivaram a publicação de dezenas de artigos e posts na imprensa mundial. Para citar apenas três exemplos colhidos na blogosfera brasileira, vale ler os textos de Carlos Orsi, que fez uma discussão minuciosa do contexto em que surgiu o manifesto, de André Rabelo, que apontou alguns caminhos possíveis para o futuro da ciência aberta, e de Átila Iamarino, que discutiu como os cientistas brasileiros podem se posicionar nesse debate.
Conteúdo aberto x fechado
A defesa da ciência aberta reflete um movimento mais amplo pelo acesso irrestrito à informação em vários domínios. Na avaliação do médico e pesquisador da área de saúde pública Kenneth Camargo, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), as editoras de periódicos se vêem diante de uma crise que há anos assusta as indústrias fonográfica e cinematográfica. "Determinadas empresas se acostumaram com um modelo de negócios que está ameaçado", avaliou o médico, que também assinou o manifesto. "Mas com o crescimento dos portais abertos como o Scielo, no Brasil, o PLoS e o Biomed Central, no exterior, claramente está se desenhando um campo de força oposto."
Mas ainda não está claro qual modelo poderá substituir o sistema atual. Camargo - que é editor da revista brasileira Physis, publicada pela Uerj, e editor associado do American Journal of Public Health, dos Estados Unidos - lembra que, em alguns periódicos abertos do exterior, os autores precisam pagar uma taxa de publicação (os recursos acabam diluídos nas verbas de financiamento à pesquisa). Entre as revistas brasileiras de acesso aberto, a prática não é rotineira.
"Ainda dependemos de fundos da universidade e das agências de fomento para arcar com os custos de secretaria, edição, impressão", disse Kenneth Camargo. "Enquanto não equacionarmos como isso vai funcionar, não está muito claro qual modelo econômico seguiremos no futuro. Mas não dá para ser esse modelo oligopolista."
Soluções como o arXiv, repositório público de artigos muito usado por pesquisadores das ciências exatas, estão entre as mais citadas pelos críticos como possível modelo alternativo ao atual. Ernesto Galvão aposta num modelo como esse para o futuro da publicação científica, desde que o sistema tenha um mecanismo de validação da qualidade dos artigos. "Acredito que outros modelos para publicação são possíveis, que combinem algum tipo de julgamento por pares e um baixo custo de disseminação", disse o físico.
Em defesa da Elsevier - A editora holandesa divulgou no início do mês um comunicado não assinado em que defende que as editoras são necessárias para o bom funcionamento da ciência. "Sem as editoras e os revisores, os três milhões de artigos enviados todo ano às revistas científicas não seriam transformados no 1,5 milhão de artigos publicados todo ano", diz o comunicado. "Os pesquisadores funcionam de forma mais eficiente e efetiva por causa do valor agregado por todos nós através dos processos de publicação."
O economista David Stern, editor da revista Ecological Economics, publicada pela Elsevier, também saiu em defesa da editora holandesa em seu blog. Para ele, não faz sentido o argumento segundo o qual pagar pelos artigos científicos significa pagar em dobro pela ciência que já havia sido financiada com recursos públicos. "A Elsevier é como o Walmart, eles distribuem o produto e isso custa dinheiro", afirmou Stern. "Não vejo por que usar dinheiro público para pagar à PLoS para publicar um artigo seja moralmente melhor do que usá-lo para que uma biblioteca universitária assine um periódico. Os custos têm que ser pagos de uma forma ou de outra."
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
Projeto de lei contra o acesso livre
O projeto de lei n. HR 3699 (Research Works Act) foi apresentado ao Congresso Americano, em 23 de dezembro de 2011, pelo deputado Darrell Issa (Republicano, Califórnia), presidente da Comissão de Supervisão e Reforma do Governo, em conjunto com a Deputada Carolyn Maloney (Democratas, NY). De acordo com o sítio da Association of American Publishers (AAP), a “legislação visa prevenir interferências de regulamentação com editoras privadas do setor de pesquisa em análise pelos pares (peer review), a produção e a publicação de artigos de revistas cientificas, médicas, técnicas, jurídicas ou acadêmicas. Ele é um projeto que visa impedir atividades como as dos Institutos Nacionais de Saúde Publica (NIH), que exige que os cientistas devam submeter ao repositório digital PubMed os seus manuscritos de artigos já aceitos por uma revista e cujas pesquisas receberam verbas dos institutos.
Esse projeto de lei é uma reação das editoras comerciais contra o crescimento do conceito de acesso livre. O livre acesso à pesquisa médica salva vidas em todo o mundo e, com esse projeto, isto seria impedido. Esse assunto certamente vai provocar uma grande discussão a nível mundial.
Abaixo o texto completo do projeto de lei. Para maiores detalhes sobre o andamento do projeto consultar o URL: http://thomas.loc.gov/cgi-bin/bdquery/z?d112:h.r.03699:
Murilo Cunha
H.R.3699 -- Research Works Act (Introduced in House - IH)
HR 3699 IH
112th CONGRESS
1st Session
H. R. 3699
To ensure the continued publication and integrity of peer-reviewed research works by the private sector.
IN THE HOUSE OF REPRESENTATIVES
December 16, 2011
Mr. ISSA (for himself and Mrs. MALONEY) introduced the following bill; which was referred to the Committee on Oversight and Government Reform
A BILL
To ensure the continued publication and integrity of peer-reviewed research works by the private sector.
Be it enacted by the Senate and House of Representatives of the United States of America in Congress assembled,
SECTION 1. SHORT TITLE.
This Act may be cited as the `Research Works Act'.
SEC. 2. LIMITATION ON FEDERAL AGENCY ACTION.
No Federal agency may adopt, implement, maintain, continue, or otherwise engage in any policy, program, or other activity that--
(1) causes, permits, or authorizes network dissemination of any private-sector research work without the prior consent of the publisher of such work; or
(2) requires that any actual or prospective author, or the employer of such an actual or prospective author, assent to network dissemination of a private-sector research work.
SEC. 3. DEFINITIONS.
In this Act:
(1) AUTHOR- The term `author' means a person who writes a private-sector research work. Such term does not include an officer or employee of the United States Government acting in the regular course of his or her duties.
(2) NETWORK DISSEMINATION- The term `network dissemination' means distributing, making available, or otherwise offering or disseminating a private-sector research work through the Internet or by a closed, limited, or other digital or electronic network or arrangement.
(3) PRIVATE-SECTOR RESEARCH WORK- The term `private-sector research work' means an article intended to be published in a scholarly or scientific publication, or any version of such an article, that is not a work of the United States Government (as defined in section 101 of title 17, United States Code), describing or interpreting research funded in whole or in part by a Federal agency and to which a commercial or nonprofit publisher has made or has entered into an arrangement to make a value-added contribution, including peer review or editing. Such term does not include progress reports or raw data outputs routinely required to be created for and submitted directly to a funding agency in the course of research.
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Acesso gratuito a 346 anos de ciência na Internet
0 Comentários terça-feira, novembro 01, 2011
Publicado por Paulo Barreiro de Sousa
Assunto: Acesso Livre, Internet, Open Access, Revista, Revista Científica
A britânica The Royal Society vai disponibilizar online os 346 anos da prestigiada "Philosophical Transactions", revista que teve colaborações de assinadas por cientistas como Charles Darwin, Isaac Newton ou Stephen Hawking.
Com mais de 350 anos de existência, a The Royal Society sempre foi uma montra da ciência. A sua revista "Philosophical Transactions", editada desde 1665, fez eco de milhares de estudos científicos. Mais concretamente, 60 mil investigações assinadas por Isaac Newton, Benjamin Franklin, Charles Darwin, Thomas Huxley, Michael Faraday, Robert Boyle ou Stephen Hawking, entre tantos outros.
"Não há nada mais necessário para promover os avanços dos assuntos filosóficos do que a comunicação dos mesmos", afirmou o primeiro director da revista, Henry Oldenburg, na carta com que apresentou aos leitores o número inicial de "Philosophical Transactions", publicado em 6 de Março de 1655.
Os objectivos passavam então por incentivar os cientistas a continuar a investigar e por fomentar o conhecimento dos cidadãos britânicos, e de outras partes do mundo, com os avanços da ciência, que seriam transmitidos "de forma clara e verdadeira".
A "Philosophical Transictions" acabou por cumprir a missão e foi a primeira publicação do mundo a seguir estritas normas de controlo e rigor. De facto, foi o director alemão Henry Oldenburg o primeiro a enviar os manuscritos que chegavam à revista a especialistas para que pudessem avaliar a qualidade dos estudos antes de serem publicados. Assim nasceu o jornalismo científico moderno.
Actualmente, a The Royal Society edita nove publicações, entre as quais a "Philosophical Transictions", editada ininterruptamente desde 1665. A estrutura da publicação actual é muito diferente da do século XVII, mas continua a reger-se pelos mesmos princípios de rigor e veracidade.
Notícia completa no JN
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Acesso Livre ao Conhecimento
1 Comentários segunda-feira, outubro 31, 2011
Publicado por Nuno de Matos
Assunto: Acesso Livre, Associação BAD
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
DOAJ agora conta com 7.000 títulos
0 Comentários sexta-feira, setembro 23, 2011
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: Acesso Livre, periódico
Fonte: Directory of Open Access
Journals. Data: 15/09/2011.
O Diretório de Periódicos de Acesso
Livre (DOAJ, sigla em inglês) está crescendo, agora são mais de 7.000 títulos
de periódicos na sua base de dados. Cerca de 45% desses títulos podem ser
pesquisados a nível de artigo, num total de mais de 600 mil registros.
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Evento: Conferência Luso-Brasileira sobre Acesso Aberto
0 Comentários quarta-feira, maio 04, 2011
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: Acesso Livre, Conferência Luso-Brasileira sobre Acesso Aberto, Evento
Local: IBICT, Rio de Janeiro. Data: 24 e 25 de Novembro de 2011
URL: www.ibict.br
Na sequência do Memorando de Entendimento assinado entre os Ministros da Ciência e Tecnologia de Portugal e do Brasil em Outubro de 2009, e dando continuidade à Conferência Luso-Brasileira sobre Acesso Aberto, organizada em 2010 pela Universidade do Minho, vai realizar-se nos dias 24 e 25 de Novembro (CPRM – Serviço Geológico do Brasil), no Rio de Janeiro, Brasil, a 2ª Conferência Luso-Brasileira de Acesso Aberto.
A conferência pretende reunir as comunidades brasileiras e portuguesas que desempenham atividades (pesquisa, desenvolvimento, gestão de serviços, definição de políticas, etc.) relacionadas com o acesso aberto ao conhecimento científico.
Os temas a serem tratados no âmbito da conferência são os seguintes, aqui apresentados a título de exemplo:
- repositórios de publicações científicas;
- revistas científicas de acesso aberto;
- repositórios de dados;
- direitos autorais;
- políticas e mandatos de acesso aberto;
- interoperabilidade entre os repositórios e outros sistemas de informação de apoio à atividade científica e acadêmica;
Datas importantes:
01 de Julho – Submissão das propostas de comunicação e pôsteres
01 de Agosto – Comunicação da aceitação das propostas
As propostas deverão ser apresentadas por meio do website da Conferência, a ser disponibilizado em breve.
URL: www.ibict.br
Na sequência do Memorando de Entendimento assinado entre os Ministros da Ciência e Tecnologia de Portugal e do Brasil em Outubro de 2009, e dando continuidade à Conferência Luso-Brasileira sobre Acesso Aberto, organizada em 2010 pela Universidade do Minho, vai realizar-se nos dias 24 e 25 de Novembro (CPRM – Serviço Geológico do Brasil), no Rio de Janeiro, Brasil, a 2ª Conferência Luso-Brasileira de Acesso Aberto.
A conferência pretende reunir as comunidades brasileiras e portuguesas que desempenham atividades (pesquisa, desenvolvimento, gestão de serviços, definição de políticas, etc.) relacionadas com o acesso aberto ao conhecimento científico.
Os temas a serem tratados no âmbito da conferência são os seguintes, aqui apresentados a título de exemplo:
- repositórios de publicações científicas;
- revistas científicas de acesso aberto;
- repositórios de dados;
- direitos autorais;
- políticas e mandatos de acesso aberto;
- interoperabilidade entre os repositórios e outros sistemas de informação de apoio à atividade científica e acadêmica;
Datas importantes:
01 de Julho – Submissão das propostas de comunicação e pôsteres
01 de Agosto – Comunicação da aceitação das propostas
As propostas deverão ser apresentadas por meio do website da Conferência, a ser disponibilizado em breve.
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
Editoras procuram alternativas para o acesso livre
Fonte: Publishing Perspectives. Data: 12/12/2010.
URL: http://publishingperspectives.com/2010/12/making-open-access-pay/
Siobhan O’Leary relata o debate na Alemanha sobre o acesso livre. A reunião do German Book Office Editor, que reuniu editores de universidades norte-americanas e acadêmicos alemães, além de editores de livros CTP da Alemanha, mais uma vez levantou a questão do acesso gratuito a publicações, especialmente de como editores podem ganhar dinheiro com isso num momento em que a pressão de bibliotecas, autores, acadêmicos e outros são cada vez maior para que o conteúdo seja aberto e acessível. As experiências que surgem na Alemanha são várias, mas fazem parte basicamente de modelos híbridos de impressão e livro digital: acesso livre quando o autor levanta fundos para a publicação; conteúdo livre por um período na web e depois passa a ser pago; institutos desenvolvendo os seus próprios produtos “open access” e outras opções.
URL: http://publishingperspectives.com/2010/12/making-open-access-pay/
Siobhan O’Leary relata o debate na Alemanha sobre o acesso livre. A reunião do German Book Office Editor, que reuniu editores de universidades norte-americanas e acadêmicos alemães, além de editores de livros CTP da Alemanha, mais uma vez levantou a questão do acesso gratuito a publicações, especialmente de como editores podem ganhar dinheiro com isso num momento em que a pressão de bibliotecas, autores, acadêmicos e outros são cada vez maior para que o conteúdo seja aberto e acessível. As experiências que surgem na Alemanha são várias, mas fazem parte basicamente de modelos híbridos de impressão e livro digital: acesso livre quando o autor levanta fundos para a publicação; conteúdo livre por um período na web e depois passa a ser pago; institutos desenvolvendo os seus próprios produtos “open access” e outras opções.
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Conferência luso-brasileira sobre Acesso Livre
0 Comentários terça-feira, outubro 26, 2010
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: Acesso Livre, Conferência luso-brasileira sobre Acesso Livre
1ª Conferência luso-brasileira sobre Acesso Livre, Universidade do Minho, 25 e 26 de Novembro de 2010.
No Website da Conferência (http://confoa2010.acessolivre.ptconfoa2010.acessolivre.pt) já está disponível informação (ainda provisória) sobre comunicações e posters aceites para integrar o programa científico da 1ª Conferência Luso-Brasileira sobre Acesso Livre.
Como o número de participantes que serão aceites está limitado à capacidade da sala, e para aproveitar eventuais preços especiais oferecidos por alguns hotéis de Braga, aconselhamos que efectuem a inscrição na conferência (http://bit.ly/bFnDND) e a reserva de alojamento (caso necessário) tão depressa quanto possível. Foram disponibilizadas informações sobre alojamento em: http://bit.ly/9Fk1iy .
Convidámos-vos ainda, para além de se inscreverem na conferência, a registarem-se e usarem as redes sociais associadas à conferência como o Facebook e o Twitter. São uma excelente forma para informar outros colegas que irão participar na conferência, agendar encontros e reuniões durante o evento, mas também para dialogar e interagir com outros participantes mesmo ANTES da conferência começar.
Esperamos-vos nas redes sociais desde já e em Braga no final de Novembro!
Ricardo Saraiva
Universidade do Minho - Serviços de Documentação
RepositóriUM: https://repositorium.sdum.uminho.pt
Campus de Gualtar, 4710-057 Braga - Portugal
Telefone: +351 253 604 150 Ext.: 605153
Fax: +351 253 604 159
No Website da Conferência (http://confoa2010.acessolivre.ptconfoa2010.acessolivre.pt) já está disponível informação (ainda provisória) sobre comunicações e posters aceites para integrar o programa científico da 1ª Conferência Luso-Brasileira sobre Acesso Livre.
Como o número de participantes que serão aceites está limitado à capacidade da sala, e para aproveitar eventuais preços especiais oferecidos por alguns hotéis de Braga, aconselhamos que efectuem a inscrição na conferência (http://bit.ly/bFnDND) e a reserva de alojamento (caso necessário) tão depressa quanto possível. Foram disponibilizadas informações sobre alojamento em: http://bit.ly/9Fk1iy .
Convidámos-vos ainda, para além de se inscreverem na conferência, a registarem-se e usarem as redes sociais associadas à conferência como o Facebook e o Twitter. São uma excelente forma para informar outros colegas que irão participar na conferência, agendar encontros e reuniões durante o evento, mas também para dialogar e interagir com outros participantes mesmo ANTES da conferência começar.
Esperamos-vos nas redes sociais desde já e em Braga no final de Novembro!
Ricardo Saraiva
Universidade do Minho - Serviços de Documentação
RepositóriUM: https://repositorium.sdum.uminho.pt
Campus de Gualtar, 4710-057 Braga - Portugal
Telefone: +351 253 604 150 Ext.: 605153
Fax: +351 253 604 159
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Evento: 1ª Conferência Luso-Brasileira de Acesso Livre
0 Comentários quarta-feira, junho 09, 2010
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: Acesso Livre, repositório digital
Local: Universidade do Minho, Braga.
Datas: 25 e 26 de Novembro de 2010.
Na sequência do Memorando de Entendimento assinado entre os Ministros da Ciência e Tecnologia de Portugal e do Brasil em Outubro de 2009, e dando continuidade às Conferências sobre o Acesso Livre ao Conhecimento, organizadas pela Universidade do Minho em 2005, 2006, 2008 e 2009 (as duas últimas integradas no projecto Repositório Científico de Acesso Aberto de Portugal), vai realizar-se nos dias 25 e 26 de Novembro, na Universidade do Minho, em Braga, Portugal, a 1ª Conferência Luso-Brasileira de Acesso Livre.
A conferência pretende reunir as comunidades portuguesas e brasileiras que desenvolvem actividades, nomeadamente de investigação, de desenvolvimento, de gestão de serviços e de definição de políticas, relacionadas com o acesso livre ao conhecimento, através de repositórios e de revistas de acesso livre.
Os temas da conferência incluirão, entre outros que poderão ser propostos por participantes:
- Repositórios de publicações científicas;
- Revistas científicas de acesso livre;
- Repositórios de dados;
- Políticas e mandatos de acesso livre;
- Interoperabilidade entre os repositórios e outros sistemas de informação de apoio à actividade científica e académica;
- Impacto do acesso livre na actividade científica e nas comunidades científicas;
Convite à apresentação de propostas de comunicações e posters
Convidam-se todos os potenciais interessados (gestores de repositórios, editores de revistas científicas, investigadores, professores e estudantes) a submeterem propostas de comunicações e posters, para serem apresentados no decorrer da conferência.
Processo de submissão de propostas
Comunicações – Deverá ser submetido um resumo de 1 a 2 páginas (aproximadamente 500 a 1.000 palavras) de cada proposta. Os resumos das comunicações aceites, bem como as respectivas apresentações e outro material relacionado, serão disponibilizados no Website da conferência.
Posters – Deverá ser submetido um resumo de 1 página (até 500 palavras). Os posters aceites serão exibidos durante a conferência e estarão também disponíveis no Website.
Datas importantes:
16 de Julho – Submissão das propostas de comunicações e posters
30 de Julho – Comunicação da aceitação das propostas
As propostas deverão ser apresentadas através do sítio Web da Conferência, que estará disponível para o efeito, a partir de 15 de Junho, em http://confoa2010.acessolivre.pt/.
Contactos e Organização da Conferência:
Em caso de dúvidas ou necessidade de informação adicional, contacte:
e-mail: confoa2010@acessolivre.pt
Datas: 25 e 26 de Novembro de 2010.
Na sequência do Memorando de Entendimento assinado entre os Ministros da Ciência e Tecnologia de Portugal e do Brasil em Outubro de 2009, e dando continuidade às Conferências sobre o Acesso Livre ao Conhecimento, organizadas pela Universidade do Minho em 2005, 2006, 2008 e 2009 (as duas últimas integradas no projecto Repositório Científico de Acesso Aberto de Portugal), vai realizar-se nos dias 25 e 26 de Novembro, na Universidade do Minho, em Braga, Portugal, a 1ª Conferência Luso-Brasileira de Acesso Livre.
A conferência pretende reunir as comunidades portuguesas e brasileiras que desenvolvem actividades, nomeadamente de investigação, de desenvolvimento, de gestão de serviços e de definição de políticas, relacionadas com o acesso livre ao conhecimento, através de repositórios e de revistas de acesso livre.
Os temas da conferência incluirão, entre outros que poderão ser propostos por participantes:
- Repositórios de publicações científicas;
- Revistas científicas de acesso livre;
- Repositórios de dados;
- Políticas e mandatos de acesso livre;
- Interoperabilidade entre os repositórios e outros sistemas de informação de apoio à actividade científica e académica;
- Impacto do acesso livre na actividade científica e nas comunidades científicas;
Convite à apresentação de propostas de comunicações e posters
Convidam-se todos os potenciais interessados (gestores de repositórios, editores de revistas científicas, investigadores, professores e estudantes) a submeterem propostas de comunicações e posters, para serem apresentados no decorrer da conferência.
Processo de submissão de propostas
Comunicações – Deverá ser submetido um resumo de 1 a 2 páginas (aproximadamente 500 a 1.000 palavras) de cada proposta. Os resumos das comunicações aceites, bem como as respectivas apresentações e outro material relacionado, serão disponibilizados no Website da conferência.
Posters – Deverá ser submetido um resumo de 1 página (até 500 palavras). Os posters aceites serão exibidos durante a conferência e estarão também disponíveis no Website.
Datas importantes:
16 de Julho – Submissão das propostas de comunicações e posters
30 de Julho – Comunicação da aceitação das propostas
As propostas deverão ser apresentadas através do sítio Web da Conferência, que estará disponível para o efeito, a partir de 15 de Junho, em http://confoa2010.acessolivre.pt/.
Contactos e Organização da Conferência:
Em caso de dúvidas ou necessidade de informação adicional, contacte:
e-mail: confoa2010@acessolivre.pt
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Política de informação no Brasil
0 Comentários quarta-feira, abril 21, 2010
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: Acesso à Informação, Acesso Digital, Acesso Livre, Politica nacional de informação
Autor: Hélio Kuramoto
Fonte: Jornal da Ciência.
URL: http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=70343
"A discussão de políticas nacionais de ciência, tecnologia e inovação passa pela discussão de políticas nacionais de acesso à informação científica"
Hélio Kuramoto é doutor em Ciências da Informação e da Comunicação e funcionário do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict). Artigo enviado pelo autor para o "JC e-mail":
É muito interessante e importante ver iniciativas como a da 4ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (CNCTI), que se propõe a discutir a ciência, a tecnologia e a inovação com vistas a um desenvolvimento sustentável.
O "Diário de Notícias" publicou no dia 8 de julho de 2006, na coluna Opinião (http://dn.sapo.pt/2006/07/08/opiniao/rumo_sociedades_conhecimento.html), um artigo do diretor geral da Unesco, Koïchiro Matsuura, com o título "Rumo às Sociedades do Conhecimento", comentando o relatório da Unesco de mesmo título. A matéria, é bem verdade, é um tanto quanto antiga, porém o seu teor continua ainda muito atual.
O diretor geral da Unesco começa o seu artigo observando que os desenvolvimentos científicos do século XX praticamente promoveram uma terceira revolução industrial em consequência das novas tecnologias, também denominadas de tecnologias intelectuais. Essa revolução, aliada ao avanço da globalização, lançou os alicerces da economia do conhecimento, colocando o conhecimento no centro da atividade humana, do desenvolvimento e mudança social.
Ele sustenta ainda que a informação não é conhecimento; e que a incipiente sociedade de informação mundial só cumprirá seu potencial se facilitar a emergência de sociedades de conhecimento pluralista e participativo, que incluam em vez de excluírem.
O referido relatório afirma que não deve haver indivíduos excluídos nas sociedades do saber, dado que o conhecimento é um bem público e deve ser acessível a todos. Esse relatório defende que o conhecimento tem duas qualidades notáveis: a não rivalidade e, uma vez passado o período de proteção dado pelos direitos autorais, a sua não exclusividade.
Há, hoje, um claro consenso de que o desenvolvimento das sociedades preconizado no compartilhamento do conhecimento é a melhor forma de lutar contra a pobreza e de prevenir grandes riscos para a saúde, tais como pandemias, bem como reduzir a terrível perda de vidas causada por tsunamis e tempestades tropicais, e de promover o desenvolvimento humano sustentado.
Existem, hoje em dia, novos métodos de desenvolvimento ao nosso alcance. Esses não são baseados, como no passado, em "sangue, suor e lágrimas". Baseiam-se na inteligência, capacidade científica e tecnológica de lidar com os problemas, assim como no valor agregado intelectual e na expansão de serviços em todos os setores da economia, que devem conduzir ao desenvolvimento cívico e ao crescimento de uma democracia de longo alcance.
Koïchiro corrobora, assim, com a ideia de que o compartilhamento do conhecimento contribuirá para a diminuição das desigualdades sociais e, consequentemente, para um desenvolvimento sustentável. Ele ilustra em seu discurso a importância do compartilhamento do conhecimento científico. Esse conhecimento advém do acesso e uso da informação científica.
A informação científica é o insumo crucial para o desenvolvimento da ciência em qualquer país. Hoje, nenhuma pesquisa começa do zero. Uma pesquisa se inicia com a busca da informação científica. Daí a importância do Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e das iniciativas de acesso livre ao conhecimento científico.
O movimento do acesso livre ("open access") ao conhecimento científico começou a partir do momento em que os pesquisadores tiveram dificuldades no acesso à informação científica, causadas em grande parte pelo alto preço das assinaturas das revistas científicas, que, consequentemente, dificultava que as bibliotecas dos principais centros de pesquisa mantivessem coleções de periódicos científicos.
No Brasil, o panorama não é diferente. Graças a essa iniciativa dos pesquisadores, hoje o conhecimento científico começa a ser compartilhado, livremente, por meio da definição de políticas institucionais de informação, da construção e manutenção dos repositórios institucionais nas principais universidades em todo o mundo.
A discussão de políticas nacionais de ciência, tecnologia e inovação passa pela discussão de políticas nacionais de acesso à informação científica. Sem essas políticas, o desenvolvimento científico corre sério risco de não acontecer ou de se realizar a um elevado custo. O desenvolvimento científico gera novos acervos de informação científica que, por conseguinte, gera novos ciclos de desenvolvimento científico. É um ciclo virtuoso. A informação científica dá origem ao desenvolvimento de novas pesquisas.
Percebe-se, portanto, que não se pode falar de desenvolvimento sustentável sem se falar em acesso livre à literatura científica. As iniciativas de acesso livre são fundamentais para o desenvolvimento sustentável, porque a simples disseminação livre e aberta da informação científica promoverá e provocará o desenvolvimento científico sustentável. Essas iniciativas fazem parte de um novo modelo de se fazer ciência. Diversos países já adotaram e vem se integrando a este modelo.
Apenas para citar algumas iniciativas mundiais: 1) os Estados Unidos da América já aprovaram uma lei tornando obrigatório a todos os pesquisadores financiados pelo NIH (National Institute of Helth) o depósito, no PubMedCentral (repositório central do NIH, de acesso livre), de uma cópia dos seus trabalhos publicados em revistas científicas. No momento, eles estão discutindo uma nova lei com o propósito de estender esta lei a todas as outras agências de fomento do governo americano; 2) o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação da Austrália fez constar em seu relatório de revisão do sistema nacional de inovação que todos os resultados de pesquisas australianas serão de livre acesso. Veja o relatório no link: http://www.innovation.gov.au/innovationreview/Documents/NIS-review-web.pdf; 3) a Comunidade Europeia já estabeleceu que todos os resultados de pesquisas financiadas por aquela comunidade devem ter uma cópia depositada em um repositório de acesso livre; 4) a Espanha discute, hoje, um projeto de Lei de Ciência e Tecnologia, no qual consta que todos os resultados de pesquisa financiados com recursos públicos deverão ser depositados em repositórios de acesso livre.
Concluindo, entendo que a 4ª CNCTI seria um espaço ideal para discutirmos as iniciativas de acesso livre e promover a discussão e a proposição de uma política nacional de acesso livre à informação científica.
Certamente, isto teria como resultados: 1) o registro e a disseminação da produção científica brasileira; 2) maior visibilidade para as pesquisas brasileiras, universidades e seus pesquisadores; 3) maior celeridade no desenvolvimento científico brasileiro; 4) redução nas desigualdades sociais; 5) maior transparência e governança no investimento e administração da ciência, no país; e, finalmente, 6) otimização do investimento em ciência.
O estabelecimento de uma política nacional de acesso livre à informação científica certamente colocaria o Brasil no contexto mundial do acesso livre, do "e-science" e quiçá entre as nações mais desenvolvidas do planeta.
Fonte: Jornal da Ciência.
URL: http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=70343
"A discussão de políticas nacionais de ciência, tecnologia e inovação passa pela discussão de políticas nacionais de acesso à informação científica"
Hélio Kuramoto é doutor em Ciências da Informação e da Comunicação e funcionário do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict). Artigo enviado pelo autor para o "JC e-mail":
É muito interessante e importante ver iniciativas como a da 4ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (CNCTI), que se propõe a discutir a ciência, a tecnologia e a inovação com vistas a um desenvolvimento sustentável.
O "Diário de Notícias" publicou no dia 8 de julho de 2006, na coluna Opinião (http://dn.sapo.pt/2006/07/08/opiniao/rumo_sociedades_conhecimento.html), um artigo do diretor geral da Unesco, Koïchiro Matsuura, com o título "Rumo às Sociedades do Conhecimento", comentando o relatório da Unesco de mesmo título. A matéria, é bem verdade, é um tanto quanto antiga, porém o seu teor continua ainda muito atual.
O diretor geral da Unesco começa o seu artigo observando que os desenvolvimentos científicos do século XX praticamente promoveram uma terceira revolução industrial em consequência das novas tecnologias, também denominadas de tecnologias intelectuais. Essa revolução, aliada ao avanço da globalização, lançou os alicerces da economia do conhecimento, colocando o conhecimento no centro da atividade humana, do desenvolvimento e mudança social.
Ele sustenta ainda que a informação não é conhecimento; e que a incipiente sociedade de informação mundial só cumprirá seu potencial se facilitar a emergência de sociedades de conhecimento pluralista e participativo, que incluam em vez de excluírem.
O referido relatório afirma que não deve haver indivíduos excluídos nas sociedades do saber, dado que o conhecimento é um bem público e deve ser acessível a todos. Esse relatório defende que o conhecimento tem duas qualidades notáveis: a não rivalidade e, uma vez passado o período de proteção dado pelos direitos autorais, a sua não exclusividade.
Há, hoje, um claro consenso de que o desenvolvimento das sociedades preconizado no compartilhamento do conhecimento é a melhor forma de lutar contra a pobreza e de prevenir grandes riscos para a saúde, tais como pandemias, bem como reduzir a terrível perda de vidas causada por tsunamis e tempestades tropicais, e de promover o desenvolvimento humano sustentado.
Existem, hoje em dia, novos métodos de desenvolvimento ao nosso alcance. Esses não são baseados, como no passado, em "sangue, suor e lágrimas". Baseiam-se na inteligência, capacidade científica e tecnológica de lidar com os problemas, assim como no valor agregado intelectual e na expansão de serviços em todos os setores da economia, que devem conduzir ao desenvolvimento cívico e ao crescimento de uma democracia de longo alcance.
Koïchiro corrobora, assim, com a ideia de que o compartilhamento do conhecimento contribuirá para a diminuição das desigualdades sociais e, consequentemente, para um desenvolvimento sustentável. Ele ilustra em seu discurso a importância do compartilhamento do conhecimento científico. Esse conhecimento advém do acesso e uso da informação científica.
A informação científica é o insumo crucial para o desenvolvimento da ciência em qualquer país. Hoje, nenhuma pesquisa começa do zero. Uma pesquisa se inicia com a busca da informação científica. Daí a importância do Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e das iniciativas de acesso livre ao conhecimento científico.
O movimento do acesso livre ("open access") ao conhecimento científico começou a partir do momento em que os pesquisadores tiveram dificuldades no acesso à informação científica, causadas em grande parte pelo alto preço das assinaturas das revistas científicas, que, consequentemente, dificultava que as bibliotecas dos principais centros de pesquisa mantivessem coleções de periódicos científicos.
No Brasil, o panorama não é diferente. Graças a essa iniciativa dos pesquisadores, hoje o conhecimento científico começa a ser compartilhado, livremente, por meio da definição de políticas institucionais de informação, da construção e manutenção dos repositórios institucionais nas principais universidades em todo o mundo.
A discussão de políticas nacionais de ciência, tecnologia e inovação passa pela discussão de políticas nacionais de acesso à informação científica. Sem essas políticas, o desenvolvimento científico corre sério risco de não acontecer ou de se realizar a um elevado custo. O desenvolvimento científico gera novos acervos de informação científica que, por conseguinte, gera novos ciclos de desenvolvimento científico. É um ciclo virtuoso. A informação científica dá origem ao desenvolvimento de novas pesquisas.
Percebe-se, portanto, que não se pode falar de desenvolvimento sustentável sem se falar em acesso livre à literatura científica. As iniciativas de acesso livre são fundamentais para o desenvolvimento sustentável, porque a simples disseminação livre e aberta da informação científica promoverá e provocará o desenvolvimento científico sustentável. Essas iniciativas fazem parte de um novo modelo de se fazer ciência. Diversos países já adotaram e vem se integrando a este modelo.
Apenas para citar algumas iniciativas mundiais: 1) os Estados Unidos da América já aprovaram uma lei tornando obrigatório a todos os pesquisadores financiados pelo NIH (National Institute of Helth) o depósito, no PubMedCentral (repositório central do NIH, de acesso livre), de uma cópia dos seus trabalhos publicados em revistas científicas. No momento, eles estão discutindo uma nova lei com o propósito de estender esta lei a todas as outras agências de fomento do governo americano; 2) o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação da Austrália fez constar em seu relatório de revisão do sistema nacional de inovação que todos os resultados de pesquisas australianas serão de livre acesso. Veja o relatório no link: http://www.innovation.gov.au/innovationreview/Documents/NIS-review-web.pdf; 3) a Comunidade Europeia já estabeleceu que todos os resultados de pesquisas financiadas por aquela comunidade devem ter uma cópia depositada em um repositório de acesso livre; 4) a Espanha discute, hoje, um projeto de Lei de Ciência e Tecnologia, no qual consta que todos os resultados de pesquisa financiados com recursos públicos deverão ser depositados em repositórios de acesso livre.
Concluindo, entendo que a 4ª CNCTI seria um espaço ideal para discutirmos as iniciativas de acesso livre e promover a discussão e a proposição de uma política nacional de acesso livre à informação científica.
Certamente, isto teria como resultados: 1) o registro e a disseminação da produção científica brasileira; 2) maior visibilidade para as pesquisas brasileiras, universidades e seus pesquisadores; 3) maior celeridade no desenvolvimento científico brasileiro; 4) redução nas desigualdades sociais; 5) maior transparência e governança no investimento e administração da ciência, no país; e, finalmente, 6) otimização do investimento em ciência.
O estabelecimento de uma política nacional de acesso livre à informação científica certamente colocaria o Brasil no contexto mundial do acesso livre, do "e-science" e quiçá entre as nações mais desenvolvidas do planeta.
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Acesso Livre à Informação Científica. Que desafios para os direitos de autor?
A Palestra irá decorrer no dia 11 de Fevereiro de 2010, às 14 horas, no Auditório B da Reitoria da Universidade Nova de Lisboa, Campus de Campolide.
Através deste link pode consultar o programa, a informação sobre os oradores convidados e o folheto de divulgação.
A sessão tem como objectivos:
- Divulgar o projecto Creative Commons Portugal;
- Alertar a comunidade científica para o uso das Licenças Creative Commons na inovação científica;
- Esclarecer a forma de licenciamento dos conteúdos arquivados e disponibilizados através dos Repositórios Institucionais;
- Esclarecer dúvidas sobre os direitos de autor de documentos arquivados e disponibilizados através dos Repositórios Institucionais.
As inscrições são feitas através do email: repositorio@fct.unl.pt. A entrada é livre.
Para mais informações contactar através do email repositorio@fct.unl.pt ou do telefone: 21 294 96 77
Informações em http://biblioteca.fct.unl.pt/CDB/
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