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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Dia Mundial do Braille


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Assinala-se, hoje 4 de Janeiro, o «Dia Mundial do Braille», efeméride que pretende, acima de tudo chamar a atenção para os problemas dos cidadãos invisuais e da responsabilidade que a todos nos envolve nesta problemática, de modo próprio na construção de um mundo onde seja possível, cada vez mais e em cada dia, a sua integração e um não pleno à discriminação, dentro do princípio que foi campanha no ano prestes a findar «Igualdade de oportunidade para todos».

Recorda-se que o método de Braille, que veio permitir um vasto número de actividades aos invisuais, de modo próprio a leitura, a integração profissional, a música, etc, foi inventado por Louis Braille, que faleceu em Paris aos 43 anos de idade, em 1852 e que cegara aos 3 anos.

Professor toda a sua curta vida, compositor e um verdadeiro génio compôs livros para facilitar o ensino e elaborou com Foucault, um novo alfabeto para cegos, também aplicado à música, à estenografia e ao cálculo, modificando preponderantemente a educação dos mesmos.

Fonte: ROL

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Evento: Seminário Nacional de Bibliotecas Braille


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O VII Seminário Nacional de Bibliotecas Braille (SENABRAILLE) será realizado de 27 a 30 de novembro de 2011, em Campinas, no Centro de Convenções da UNICAMP, e terá como tema central: Bibliotecas: espaços acessíveis a múltiplos usuários.

Será organizado pela Unicamp – Coordenação Geral da Universidade (CGU) e Sistema de Bibliotecas (SBU) – e pela Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários, Cientistas da Informação e Instituições (FEBAB).

O evento tem por objetivo discutir diversas temáticas, como políticas públicas, empregabilidade, tecnologias assistivas, artes e, principalmente, permitir o compartilhamento de experiências entre pessoas dispostas a redesenhar novos conceitos para a Biblioteca ao defini-la com uma organização acessível a múltiplos leitores, oferecendo uma oportunidade para debater, discutir e unir esforços para a construção de um ambiente mais acessível.

Maiores informações no URL: www.sbu.unicamp.br/senabraille/

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Novos recursos para cegos


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Fonte: PublishNews. Data: 13/04/2011.

Dispositivo reproduzirá em áudio a descrição de todas as imagens do livroA Fundação Dorina Nowill para Cegos lançará um recurso exclusivo de audiodescrição com a tecnologia Pentop para livros infantis impressos em tinta e Braille. A novidade será lançada durante a Reatech, Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade, que acontece de 14 a 17 de abril, em São Paulo. Com o recurso, o usuário utilizará uma caneta interativa sobre o papel e o dispositivo reproduzirá em áudio a descrição de todas as imagens do livro. A tecnologia é ativada por um sensor posicionado na ponta da "caneta", que decodifica o material impresso e reproduz o áudio correspondente.Gravada em voz humana com efeitos sonoros lúdicos, especialmente voltados para o público infantil, o recurso permite que as crianças cegas e com baixa visão compreendam de forma clara e objetiva as ilustrações do livro e informações que não estão contidas nos diálogos, como por exemplo, cores, expressões dos personagens, objetos, etc. A Feira Internacional ocorrerá no Centro de Exposições Imigrantes (Rodovia dos Imigrantes - Km 1,5 - São Paulo/SP), de quinta e sexta-feira, das 13h às 21h; sábado e domingo, das 10h às 19h.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Audioteca no Rio precisa da ajuda de voluntários


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Fonte: Rede Globo, Programa RJTV. Data: 19/11/2010.

URL: http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2010/11/audioteca-no-rio-precisa-da-ajuda-de-voluntarios.html

A maior audioteca do estado do Rio está precisando da ajuda de voluntários para que deficientes visuais continuem tendo acesso aos mais de 3 mil livros gravados do acervo.

Localizada na Rua 1º de Março, no Centro do Rio, a maior parte dos livros da Audioteca Sal e Luz, que é uma instituição sem fins lucrativos, ainda está gravada em fitas cassete, mídia obsoleta e pouco usada nos dias atuais.

De acordo com a administração da Audioteca, faltam recursos para passar todas as fitas para CDs, mídia mais moderna.

“Temos uma parceria com a Secretaria estadual de Assistência Social que acaba em novembro. E a partir de novembro vamos ficar sem recursos. Por isso a Audioteca pede recursos, ajuda da sociedade para quem puder, quem gosta da ideia da Audioteca”, disse a voluntária Cristhiane Blume.

O espaço, que funciona desde 1986, conta com quatro estúdios onde as gravações são feitas por voluntários. As obras variam de livros de literatura clássica a infanto-juvenil. Os livros são emprestados gratuitamente para deficientes visuais de todo o Brasil. O envio das obras pelo Correio também é gratuito.

Voluntários podem fazer contribuições em dinheiro. Mas, quem preferir, também pode ajudar lendo e gravando livros. A aposentada Nilza Lopes, de 81 anos, diz que ajuda há 17 anos. Ela conta que já leu livros de massoterapia, telemarketing, câmara escura, culinária e até tricô.

A magia dos livros gravados também chega ao ouvido de crianças com deficiência visual. Juliana, de 10 anos, conta que o lugar a deixa muito feliz.

“Aqui é o maior lugar que eu já encontrei na minha vida. Cheio de gente legal. Cheio de livros”, diz a menina.

Serviço:

Os interessados em contribuir com a Audioteca Sal e Luz podem obter mais informações pelo telefone: 2233-8007. A instituição fica na Rua 1º de Março, 125, 7º andar, no Centro. [Rio de Janeiro, RJ]

domingo, 4 de outubro de 2009

Substituição do Braille


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Possibilidade de substituição do braille nas escolas
Autor: Marcos Chagas.
Fonte: Agência Brasil. Data: 25/9/2009.
A possibilidade de o Ministério da Educação (MEC) substituir, nas instituições de ensino, o sistema braille de leitura para cegos e portadores de forte deficiência visual por computadores com programas específicos mobiliza entidades representativas dessa parcela da população. Esse será um dos pontos principais do documento final do Seminário Brasileiro em Comemoração ao Bicentenário de Nascimento de Louis Braille, criador do alfabeto para cegos.
O documento vai ser encaminhado a autoridades do Legislativo e do Executivo.A proposta seria uma alternativa apresentada pelo MEC para regularizar a distribuição de livros didáticos em braille a cerca de 10 mil crianças cegas de escolas públicas. O primeiro-vice-presidente da Organização Nacional de Cegos do Brasil (ONCB), Moisés Bauer Luiz, ressaltou que a substituição do braille por outro sistema é completamente inviável.
O encontro, promovido pela organização, reúne 300 pessoas e 70 instituições na Câmara dos Deputados e será encerrado após dois dias de debates. Entidades internacionais também participam do seminário, uma recomendação da Organização das Nações Unidas (ONU) para comemorar os 200 anos da criação desse sistema de leitura pelo francês Louis Braille, cego desde os 8 anos de idade.
Sobre a iniciativa do MEC, Moisés Bauer afirmou que a organização defende um sistema misto no qual se preserve o método tradicional para alfabetizar as crianças deficientes, aliando a incorporação de novos sistemas como os programas de informática próprios para cegos.“O sistema braille é fundamental para a formação educacional do cego, principalmente da 1ª à 4ª séries”, destacou o vice-presidente da ONCB. Quanto ao atraso na distribuição dos livros didáticos, a instituição questiona a iniciativa do MEC de cancelar a parceria com a Fundação Dorina Nowill, responsável pela confecção e distribuição dos livros didáticos juntamente com o Instituto Benjamin Constant.
Segundo ele, a alternativa apresentada pelo ministério de reestruturar o sistema, com a capacitação dos estados para confeccionar e distribuir o material didático, levará pelo menos dois anos até ser implementada. “Até a semana passada não tinha saído sequer o edital de licitação para a compra de 554 impressoras que serão distribuídas [aos estados e escolas capacitadas ao trabalho]”, afirmou.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Partituras musicais em Braille


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Software em português para transcrição de partituras em Braile é lançado
Fonte: Agência Brasil. Data: 08/07/2009.
BRASÍLIA – O primeiro software em língua portuguesa para a transcrição de partituras em Braile foi lançado nesta quarta-feira, na Biblioteca Nacional de Brasília.
Desenvolvido por professores do Núcleo de Comunicação Eletrônica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o componente faz parte de um projeto que visa a capacitar profissionais de educação musical para trabalhar com músicos e estudantes cegos.
A cerimônia de apresentação do Musibraille terá a presença do secretário da Identidade e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura, Américo Córdula. Participam do lançamento Antonio Borges (programador do software Musibraille), Dolores Tomé (coordenadora do Musibraille) e Antonio Miranda (diretor da Biblioteca Nacional de Brasília).
O programa de computador será distribuído durante oficinas de capacitação nas capitais, mas o software pode ser baixado gratuitamente pela internet.
As oficinas começam na Biblioteca Nacional de Brasília, de hoje a sexta-feira, e em seguida serão realizadas em Recife (de 4 a 7 de agosto, na Biblioteca Pública Pernambucana da Secretaria de Educação do Estado), em Belém (de 2 a 5 de setembro, na Universidade Federal do Pará), no Rio de Janeiro (de 6 a 9 de outubro, no Instituto Benjamim Constant) e em Porto Alegre (de 10 a 13 de novembro, na Usina do Gasômetro).

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Programa que transforma textos em livros digitais falados


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MEC lança programa que transforma textos em livros digitais falados
Fonte: IDG Now. Data:24/06/2009.
Brasília - Software de código aberto permite transformar textos em livros digitais para deficientes auditivos e também imprime em braille.
O Ministério da Educação (MEC) lançou, nesta quarta-feira (24/6), o software Mecdaisy, que permite a produção de livros digitais falados, voltados a deficientes visuais.
O Mecdaisy foi criado em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e usa o padrão Digital Accessible Information System (DAISY), do consórcio homônimo, que transforma o texto escrito em áudio.
O software oferece também a opção de impressão do material em braille. O programa possui recursos de navegabilidade que permitem anotações e marcações de texto a partir de teclas de atalhos ou do mouse.
O investimento no programa foi de 680 mil reais, e ainda serão destinados 180 mil reais a cada um dos 55 centros de produção do Mecdaisy espalhados pelo Brasil.
A ideia é distribuir os livros didáticos às escolas. O material também vai integrar o Acervo Digital Acessível, espaço virtual criado pela Universidade de Brasília (UnB) para deficientes visuais.
Em 2008, a Microsoft lançou um plug-in para o editor de textos Word que auxilia na criação de audiobooks. A Universidade Estadual Paulista (Unesp) está desenvolvendo um console para que os deficientes visuais possam ler páginas da internet em braille

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Internet em braille


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Autor: Alex Sander Alcântara.
Data: 17/6/2009.
Fonte: Agência FAPESP
A leitura e escrita de pessoas com deficiência visual se dá principalmente por meio do sistema inventado pelo francês Louis Braille (1809-1852). Trata-se de um alfabeto cujos caracteres se indicam por pontos em relevo, distinguidos por meio do tato. A partir de seis pontos salientes é possível fazer 63 combinações para representar letras simples e acentuadas, pontuações, algarismos, sinais algébricos e notas musicais.
Um projeto de pesquisa, conduzido na Universidade Estadual Paulista (Unesp), em São José do Rio Preto, tem desenvolvido um console em braille para permitir o acesso de deficientes visuais ao conteúdo de páginas da internet.
O trabalho visa à construção de um dispositivo eletromecânico, reconfigurável em tempo real, capaz de exibir todos os diferentes sinais do alfabeto braille em uma matriz de pontos que se elevam e abaixam em uma superfície de referência.
A pesquisa tem apoio da FAPESP na modalidade Auxílio a Pesquisa – Regular, no projeto intitulado “Desenvolvimento de um dispositivo anagliptográfico para inclusão digital de deficientes visuais”, coordenado por José Márcio Machado, professor do Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas.
Segundo Machado, com o dispositivo um deficiente visual pode acessar textos comuns disponibilizados na internet sem necessidade de impressoras especiais, e no tempo real do acesso.
“Montados lado a lado em um teclado de leitura, os dispositivos se ligam a um processador capaz de ler um texto em uma tela comum de computador e o converter para os sinais braille”, disse à Agência FAPESP. “O dispositivo poderá contribuir para ampliar as possibilidades de trabalho de deficientes visuais em todas as atividades que empregam computadores pessoais.”
O projeto foi finalista regional do Prêmio Santander de Ciência e Inovação de 2008, na categoria Tecnologia da Informação e Comunicação. Além de Machado, participa da pesquisa Mário Luiz Tronco, especialista em robótica.
O projeto está em fase de construção do hardware. Machado ressalta que o dispositivo não converte arquivos de texto em áudio, uma vez que já existem outros equipamentos capazes de fazer isso. “Não é do nosso conhecimento que existam no Brasil pesquisas para o desenvolvimento desse tipo de equipamento, mas sabemos que existem resultados na área de conversão de texto em voz”, disse.
A tecnologia de computação tem tornado possível o rompimento das barreiras em relação aos portadores de deficiência visual. Antes, um texto extenso demorava horas para ser criado manualmente em braille. Hoje, o processo leva minutos com o uso de impressoras específicas para o sistema.
Por enquanto, o projeto envolve apenas a utilização de computadores de mesa (desktops). “A miniaturização para uso em unidades portáteis (como notebooks) dependerá de desenvolvimentos e investimentos futuros”, disse Machado.
“Em uma etapa posterior, finalizados os testes com o protótipo, será possível determinar custos de produção em maior escala, mas as tecnologias envolvidas são todas acessíveis ao parque industrial do país”, afirmou.
De acordo com o coordenador do projeto, o próximo passo será disponibilizar o dispositivo para testes com deficientes visuais. “Também pensamos em realizar uma generalização da ideia original para representar, por matrizes de pontos reconfiguráveis com maior dimensão, gráficos e figuras simples, que seriam reconhecidos pelo usuário também por via tátil. Isso seria muito importante, por exemplo, para o ensino de conceitos matemáticos avançados”, apontou.
Em relação às limitações, Machado aponta que a principal é falta de mão de obra especializada, “que acaba reduzindo a velocidade dos desenvolvimentos”. A possibilidade de registro de patente é uma questão a ser examinada quando a etapa de testes terminar.

O professor da Unesp conta que o grupo está elaborando um artigo para apresentação na Conference on Ecological Modelling, que será realizada em Xian, na China, em setembro.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Invisuais “conseguem” ler na Biblioteca Municipal


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Uma notícia bem interessante sobre o investimento na acessibilidade à informação:
Jornais em braille são uma raridade em Portugal mas os invisuais já podem “ler”, diariamente, notícias frescas na Biblioteca Municipal de Viana do Castelo, graças a um inovador “scanner” com voz.

“É só pegar no jornal, digitalizá-lo e esperar que o ‘scanner’ nos leia as notícias. Quem diz um jornal, fala num livro, numa revista ou num outro documento qualquer, obviamente”, explicou, a responsável pela sala de leitura especial daquela biblioteca.

Ana Paula Pereira, 39 anos, invisual, garante que com as facilidades que a Biblioteca Municipal de Viana do Castelo proporciona, ninguém tem desculpas para não ler.

“Aqui, só não lê quem não quer”, afirma.

Aceda à notícia completa no jornal Falcão do Minho

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