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sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Reordenando as cinco leis de Ranganathan: mudança nos comportamentos dos usuários e alternância de prioridades (OCLC, 2014)


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Em junho desse ano a OCLC (Online Computer Library Center, Inc) publicou um interessante Relatório de Pesquisa (136 páginas) escrito por Lynn Silipigni Connaway, Ph.D. e Ixchel M. Faniel, Ph.D. intitulado "Reordering Ranganathan: Shifting User Behaviors, Shifting Priorities", minha tradução livre como "Reordenando as cinco leis de Ranganathan: mudança nos comportamentos dos usuários e alternância de prioridades".

Nesse relatório da OCLC, os autores redefinem a ordem das cinco leis escritas por Shiyali Ramamrita Ranganathan em 1931, principalmente porque se no passado havia escassez de informação (pouca publicação e a maior parte somente em mídias impressas e em acervos fechados), hoje a escassez é de tempo! A quarta Lei (Poupe o tempo do leitor) que figura como a primeira lei "deveria guiar a interpretação e aplicação das outras quatro".

Lista na ordem original de 1931
1) Os livros são escritos para serem lidos
2) Todo leitor tem seu livro
3) Todo livro tem seu leitor
4) Poupe o tempo do leitor
5) Uma biblioteca é um organismo em crescimento

Lista reordenada em 2014 (por Connaway e Faniel):
1) Poupe o tempo do leitor (antes #4)
2) Todo leitor tem seu livro (mesma ordem, #2)
3) Os livros são escritos para serem lidos (antes #1)
4) Todo livro tem seu leitor (antes #3)
5) Uma biblioteca é um organismo em crescimento (mesma ordem, #5)

"[...] não há nenhuma razão para supor que Ranganathan não quis dizer que 'livros' não pudessem ser considerados como toda e qualquer mídia que uma biblioteca pode agora, ou desde sempre, obter, catalogar e circular. A ideia de que teríamos um dia de codificar informações em formato digital e compartilhá-las com todo o mundo através de computadores interconectados provavelmente não teria feito Ranganathan mudar a sua linguagem." (p.2)

O relatório completo (em inglês) pode ser livremente acessado ou baixado em:

CONNAWAY, Lynn Silipigni; FANIEL, Ixchel M. Reordering Ranganathan: Shifting User Behaviors, Shifting Priorities. Dublin, OH: OCLC Research, 2014. Disponível em: <http://www.oclc.org/content/dam/research/publications/library/2014/oclcresearch-reordering-ranganathan-2014.pdf> Acesso em: 28 nov. 2014.


terça-feira, 23 de outubro de 2012

Iº Colóquio do Acesso à Informação em Saúde | 19 de Novembro


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O acesso à informação em saúde, aos registos clínicos de cada um de nós, não é um assunto que apenas interesse aos proprietários da informação: os doentes. Também os profissionais de saúde, médicos, enfermeiros e outros, autores desses registos, têm direitos e deveres neste domínio.  

De igual modo, as instituições de saúde, fieis depositárias desse património informacional, têm direitos e deveres, cujos sujeitos não são apenas os doentes e os profissionais de saúde.

Onde acaba o acesso legitimo e começa o acesso ilegítimo?  Como podemos garantir o cumprimento da lei no domínio do acesso à informação em saúde?  Que direitos e deveres aqui estão em causa? E de quem?

O Centro Hospitalar de São João e a CADA (Comissão de acesso aos documentos administrativos) organizam, no próximo dia 19 de Novembro, o Iº Colóquio do Acesso à Informação em Saúde que terá lugar na Aula Magna da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), entre as 8h30 e as 17h30.

De forma a garantir a sua participação no colóquio e a posterior emissão do respetivo certificado deverá inscrever-se em http://acessoinformacaosaude.pt.vu.

Aceda ao cartaz. Para mais informações consulte: www.chsj.pt

domingo, 23 de setembro de 2012

Há cada vez mais livros a viajar nos transportes públicos


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Numa sociedade cada vez mais apressada, a leitura nos transportes públicos é uma forma de se aproveitar o tempo gasto nas deslocações entre casa e o trabalho. E, pela comodidade, o comboio é onde mais se lê.

Falta pouco para chegar a S. Pedro do Estoril, mais duas páginas talvez. Nesta viagem, é Gabriel García Marquez — com Os Funerais da Mamã Grande — que atenua os solavancos do comboio da Linha de Cascais e faz Palmira de Almeida desligar-se da realidade.

Aos 67 anos, Palmira já perdeu a conta aos livros que leu. Começou com as histórias das princesas numa vila de Angola colonial, onde não era fácil comprar livros. Por influência dos irmãos, passou para a banda desenhada e, mais tarde, deixou-se encantar pelos romances em fascículos. Em 1974, veio para Portugal, onde trabalha como empregada doméstica, e trouxe o gosto da leitura para os comboios.

Vive em Almada e até chegar a S. Pedro apanha três comboios e dois metros. Com o cabelo curto, as hastes dos óculos vermelhas e uma camisola branca, vai olhando para as flores da capa do livro enquanto fala. “Leio em todas as viagens. O meu trabalho é muito manual — sempre a limpar, a limpar — também preciso de exercitar o cérebro”, conta. “Aproveito as viagens porque em casa não tenho tempo. Chego tarde e vou logo dormir e aos fins-de-semana tomo conta dos meus netos”, acrescenta.

Em 2009, o barómetro da opinião pública do Plano Nacional de Leitura realizou um inquérito a 1045 pessoas e encontrou 96% como Palmira de Almeida, que considera a leitura muito importante. Para os inquiridos, a leitura é especialmente importante no ensino e a formação (97%), na utilidade para a profissão (94%) e no exercício da cidadania (93%).

Com os olhos fixos numa das últimas páginas, Vera Brandão, de 29 anos, é uma campeã da leitura. “Leio, em média, nove livros por mês e também tenho um blogue de literatura”, conta a professora de uma sala de estudo em Carcavelos. Tira os óculos e acrescenta: “Gosto mesmo muito de ler e o comboio não me incomoda, é muito estável. É como estar sentada à secretária”. Põe os óculos e volta a mergulhar nas páginas de um livro já gasto, A Mutação, de Robin Cook.

Para o comissário do Plano Nacional de Leitura, Fernando Pinto do Amaral, o comboio — pela sua estabilidade — é um dos melhores meios de transportes a utilizar numa altura em que a leitura é cada vez mais fragmentária. “Actualmente, andamos sempre a saltitar de texto para texto. Mas [este tipo de leitura] não substitui uma leitura extensiva em que conseguimos mergulhar numa história”, refere Pinto do Amaral. “E isto pode ser feito nos transportes, sobretudo nos comboios, em que as viagens são mais estáveis”, defende.

Notícia completa no Público.PT

terça-feira, 10 de julho de 2012

Entrevista de Filipe Bento sobre o presente e o futuro das bibliotecas.


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Filipe Bento, administrador do Sistema de Gestão Integrada de Bibliotecas ALEPH da Biblioteca da Universidade de Aveiro, acabar de dar uma entrevista interessante sobre sua visão sobre o presente e o futuro das bibliotecas. 

Quais as principais transformações introduzidas pelas TIC nas bibliotecas? 

 [F.B.] Penso que as bibliotecas continuam a espelhar o que sempre foram: espaços abertos. Bem, na biblioteca digital os “espaços” precisam de login [risos]. Só que agora, com a tecnologia, é como se pudéssemos levar a biblioteca física onde quer que os utilizadores estejam. As bibliotecas estiveram sempre no centro da comunidade e devem continuar a ser espaços onde as pessoas podem circular à-vontade, criar comunidades e ajudarem-se mutuamente. Se calhar as pessoas que deram início ao movimento open (source/access) devem ter-se inspirado nas bibliotecas! [risos]. E a biblioteca deve providenciar esse mesmo espaço facilitador não só a nível físico mas também a nível virtual. E visto que as bibliotecas possuem um manancial, uma riqueza enorme de recursos (às vezes as pessoas esquecem-se disso), devem utilizar as tecnologias para promover e para facilitar o seu uso, promovendo uma maior aproximação aos utilizadores virtuais, aproveitando as facilidades de comunicação proporcionadas pela tecnologia.  

Consulte a entrevista completa.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Dia Internacional do Livro Infantil


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Era uma vez um conto que contava o mundo inteiro


Era uma vez um conto que contava o mundo inteiro. Na verdade não era só um, mas muitos os contos que enchiam o mundo com as suas histórias de meninas desobedientes e lobos sedutores, de sapatinhos de cristal e príncipes apaixonados, de gatos astutos e soldadinhos de chumbo, de gigantes bonacheirões e fábricas de chocolate. Encheram o mundo de palavras, de inteligência, de imagens, de personagens extraordinárias. Permitiram risos, encantos e convívios. Carregaram-no de significado. E desde então os contos continuam a multiplicar-se para nos dizerem mil e uma vezes: “Era uma vez um conto que contava o mundo inteiro…”

Quando lemos, contamos ou ouvimos contos, cultivamos a imaginação, como se fosse necessário dar-lhe treino para a mantermos em forma. Um dia, sem que o saibamos certamente, uma dessas histórias entrará na nossa vida para arranjar soluções originais para os obstáculos que se nos coloquem no caminho.

Quando lemos, contamos ou ouvimos contos em voz alta, estamos a repetir um ritual muito antigo que cumpriu um papel fundamental na história da civilização: construir uma comunidade. À volta dos contos reuniram-se as culturas, as épocas e as gerações, para nos dizerem que japoneses, alemães e mexicanos são um só; como um só são os que viveram no século XVII e nós mesmos, que lemos um conto na Internet; e os avós, os pais e os filhos. Os contos chegam iguais aos seres humanos, apesar das nossas grandes diferenças, porque no fundo todos somos os seus protagonistas.

Ao contrário dos organismos vivos, que nascem, reproduzem-se e morrem, os contos são fecundos e imortais, em especial os da tradição oral, que se adequam às circunstâncias e ao contexto do momento em que são contados ou rescritos. E são contos que nos tornam seus autores quando os recontamos ou ouvimos.

E também era uma vez um país cheio de mitos, contos e lendas que viajaram durante séculos, de boca em boca, para mostrar a sua ideia de criação, para narrar a sua história, para oferecer a sua riqueza cultural, para aguçar a curiosidade e levar sorrisos aos lábios. Era igualmente um país onde poucos habitantes tinham acesso aos livros. Mas isso é uma história que já começou a mudar. Hoje os contos estão a chegar cada vez mais aos lugares distantes do meu país, o México. E, ao encontrarem os seus leitores, estão a cumprir o seu papel de criar comunidades, de criar famílias e de criar indivíduos com maior possibilidade de serem felizes.

Francisco Hinojosa

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Livros digitais: O futuro?


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Os livros digitais estão a ganhar terreno e a começarem a fazer parte do quotidiano das escolas. Em Corrèze, França, iPads foram distribuídos por alunos do sexto ano.
Enquanto nos países desenvolvidos as novas tecnologias entram nas escolas, nos países em desenvolvimento, como a Colômbia, os materiais didácticos mais convencionais são quase inexistentes.
Para mitigar as necessidades nas comunidades rurais surgiu a biblioteca itinerante Biblioburro....  

Fonte: Euronews

segunda-feira, 18 de julho de 2011

O "efeito Google" está a mudar a forma como memorizamos informação


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Há quatro anos, Betsy Sparrow, psicóloga e professora assistente da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, estava a ver um filme a preto e branco, dos anos 40. Sabia que conhecia uma das actrizes, a cara era-lhe familiar, mas... não se lembrava do nome dela. Não perdeu muito tempo. Agarrou no smartphone, entrou na Internet e teve a resposta em segundos. "Como é que se fazia antigamente para memorizar coisas destas?", recorda-se de perguntar, em conversa com o marido, nessa mesma noite.

Algum tempo depois, decidiu estudar a questão, com dois colegas. A equipa acaba de publicar um artigo na revista Science que resulta de uma série de experiências com estudantes da Universidade de Harvard. Chama-se O Efeito Google na Memória: Consequências cognitivas de ter a informação na ponta dos dedos. Uma das experiências consistiu, no essencial, no seguinte: pediu-se a um grupo de estudantes que escrevessem no computador um conjunto de informações; antes de começarem, os investigadores disseram a metade dos alunos que o que iriam escrever ficaria guardado no computador; à outra metade foi dito que a informação se perderia. De seguida, pediu-se-lhes que reproduzissem as frases, de cabeça. Resultado: os que achavam que a informação tinha desaparecido revelaram, de longe, melhor memória, "como se os seus cérebros tivessem feito um backup". Os que acreditavam que poderiam consultar a informação, porque ela estava guardada, saíram-se pior.

Numa outra experiência, os estudantes tiveram que escrever perguntas e respostas, sendo a informação guardada em diferentes "pastas". No final, os alunos revelaram ser mais capazes de recordar as "pastas" onde podiam encontrar as respostas do que as respostas propriamente ditas.

Se dantes as pessoas confiavam nos livros, nos colegas e nos familiares para as ajudarem a encontrar determinadas informações - é um clássico, por exemplo, que os homens confiem que as mulheres não deixarão escapar uma data importante e que elas confiem nos maridos para se lembrar do nome de um amigo distante - hoje confiamos cada vez mais que a Net cumpre essa função. A Net tornou-se uma espécie de banco pessoal de memória. 

Fonte: Público

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Opinião: Browsers, o que se espera hoje da navegação web


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A opinião interessante de Sérgio Martinho, que trabalha na Microsoft, sobre os Browsers:

Quando assisto a uma peça de teatro, gosto obviamente de estar num edifício que aprecio, gosto que a peça seja apresentada num palco imponente, mas no fundo, são os actores o centro das atenções, são eles o motivo de eu lá estar. Obviamente que o palco deverá proporcionar todas as condições. Deve ser um sítio seguro, que garanta aos artistas um meio para expressarem a sua arte. Assim deverá ser o browser. Deverá ser o elo de interligação entre o utilizador e as miríades de sites existentes. Estes sim, quais artistas do teatro, devem estar preparados para envolverem o utilizador numa experiência enriquecedora.

O browser canaliza em si a forma de melhor partido tirar da Internet, qual caravela utilizada há 500 anos pelos navegadores portugueses que trouxeram novos mundos ao mundo.

Nos últimos anos, foram exponenciais as mudanças nesta área. A Web já deixou de ser um utilitário para ser uma ferramenta centralizada no utilizador. Os novos sistemas operativos proporcionam um elevar de novas experiências de utilização assentes nas riquíssimas capacidades gráficas e elevados níveis de interactividade. Aquilo que eu gostaria de ver era um nível indiferenciado de experiência verdadeiramente absorvente independentemente de estar a utilizar uma aplicação instalada no PC ou uma aplicação via browser. Neste ponto, há ainda muito a evoluir. Consigo obter muito mais da aplicação instalada do que da aplicação na Web. Há muito conteúdo que é apresentado de forma lenta, simplista, muitas das vezes nada intuitivo. Algo tem mesmo de mudar, algo está a mudar porque não é admissível que em média um browser apenas utilize 10% do poder computacional que um computador moderno tem ao seu dispor. Eu quero que os meus sites favoritos sejam o centro da minha experiência, quero que esses sites estejam verdadeiramente integrados com o sistema operativo de modo a se comportarem como uma aplicação nativa; quando esta interligação acontece, capacita o tão desejado libertar do verdadeiro potencial da Web.

Revejo-me a 100% nos dados compilados pelo estudo que a equipa msn.pt fez em Fevereiro passado sobre a utilização Web. Este estudo apontou 3 áreas que são de especial atenção: A Segurança, a Privacidade e a Experiência de Navegação.

Segurança: As motivações mais importantes para a escolha do browser em Portugal são em primeiro lugar a segurança (64%), logo seguida da rapidez (61%) e da facilidade de utilização (59%).

Privacidade: A privacidade é uma das maiores preocupações dos utilizadores em Portugal. 57% está preocupado com a possibilidade de alguém ver os sites que visitou.

Experiência de navegação: Os consumidores não estão impressionados com a qualidade dos websites: 95% dos inquiridos considera que os sites podem ser melhores. Para o futuro, de uma maneira geral, os utilizadores querem ver filmes em alta definição online (57%), e navegar em 3D (51%).

A melhor experiência de navegação é conseguida se o browser me permite navegar de uma forma rápida, em segurança e que seja fácil de usar.
Fonte: Exame Informática

segunda-feira, 7 de março de 2011

Facebook: Ter muitos "amigos" pode causar stress


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Considera o seu dia-a-dia stressante e usa as redes sociais como forma de relaxar e descomprimir? Tem muitos amigos no Facebook? Então é capaz de ser má ideia...

Um estudo da Universidade de Edinburgh Napier, citado pela BBC, chegou à conclusão que ter muitos amigos no Facebook pode causar ansiedade. Senão vejamos: três em cada dez estudantes (dos 200 analisados), confessou que rejeitar um pedido de amizade lhes causava sentimentos de culpa, enquanto que um em cada dez admitiu mesmo que o Facebook em si lhes causava stress. 63% chega até a revelar que deixa para depois a decisão de aceitar pedidos de amizade na rede social. 

A pressão de ter de agradar a um número considerável de "amigos", com updates, vídeos e fotos interessantes, pode estar na origem de tal fenómeno. "É como ter um mini canal de notícias sobre si mesmo. Quanto mais pessoas se tiver, mais se sente que há uma audiência a ver. O utilizador torna-se uma mini celebridade", justifica.

Através do estudo, revela à BBC Kathy Charles, da universidade, chegaram à conclusão que "quem tem mais contactos e quem mais tempo investe no site tem mais apetência para ficar stressado". "Como jogar, o Facebook mantém os utilizadores num limbo neurótico, que os faz continuar por lá mais um pouco só para não perderem alguma coisa boa que possa acontecer no entretanto", entende. 

Na ânsia de agradar a todos e se manter sempre actualizado, há quem fique sempre no site ou o consulte constantemente, com receio de perder informação importante se sair. Há, também, quem não publique certos conteúdos ou apresente opiniões contrárias à sua personalidade para não ofender contactos. No teatro dos enganos, a pressão social chega ao Facebook e é, como muitas outras coisas, ampliada.

Fonte: JN

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Google alterou algoritmo de pesquisa para valorizar sites de qualidade


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A Google anunciou ontem que alterou o seu algoritmo de pesquisa do motor de busca da Internet para dar prioridade aos sites de maior qualidade colocando mais para baixo as páginas de fraca qualidade. Esta alteração, segundo a empresa, vai fazer-se notar em 11,8 por cento das pesquisas, ou seja em cerca de um em cada oito visitas.

Quando se procura alguma palavra, expressão ou conceito na Internet, o motor de busca acciona uma pesquisa à procura de sites que respondam à pesquisa. Essa busca depende de um algoritmo, uma espécie de fórmula complexa que tem instruções na forma como faz a pesquisa. São essas instruções que podem ser aperfeiçoadas, para dar mais importância a certos aspectos, do que outros. Foi isso que a empresa fez.

No blogue da Google, a empresa explica que está constantemente a actualizar o algoritmo de pesquisa do seu motor, mas que na maior parte das vezes são poucas as pessoas que notam diferenças efectivas quando fazem pesquisa. Desta vez é diferente.

“No último dia lançámos uma grande melhoria no algoritmo e queremos que as pessoas saibam o que se passa”, explica um texto do blogue oficial da empresa. “Esta actualização foi desenhada para produzir rankings de páginas de baixa qualidade – sites que dão pouco valor acrescentado aos utilizadores, copiam informação de outros sites ou não são muito úteis.”

Segundo a empresa, estas alterações fazem sobressair as páginas de maior qualidade, que aparecem mais em cima na lista de pesquisa do motor de busca. A mudança vai acontecer já nos Estados Unidos, e só depois é que se vai sentir no resto do mundo.

“A Google depende do conteúdo de alta qualidade criado por óptimos sites em todo o mundo, e temos a responsabilidade de encorajar um ecossistema saudável na Web”, explica o comunicado.

Fonte: Público

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Bibliotecas são cada vez mais procuradas pelos jovens


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As bibliotecas municipais e escolares em Portugal estão a ganhar importância como espaços privilegiados para utilização da Internet, revela um estudo europeu sobre crianças e riscos online hoje apresentado na Universidade Nova de Lisboa.

Este foi um dos dados que surpreendeu a coordenadora nacional do estudo, Cristina Ponte, que reforça o potencial das bibliotecas como espaço a apostar para ensinar os alunos a fazer uma boa utilização da Internet.

Os investigadores presentes hoje no debate sobre os resultados do estudo foram unânimes em considerar que com a rede de bibliotecas escolares e com a presença - obrigatória há dois anos - de professores bibliotecários está aberto caminho para uma intervenção mais activa junto dos alunos.

Esta intervenção passa por dar apoio, controlar e ensinar a fazer um bom uso da Internet, nomeadamente junto dos jovens oriundos de estratos socioeconómicos mais baixos, que são, simultaneamente, quem tem menos apoio deste género em casa e quem mais usa as bibliotecas, por ter acesso à Internet grátis.

Segundo o estudo, a procura de bibliotecas por jovens portugueses para aceder à Internet é em Portugal o dobro da europeia.

As crianças procuram-nas como um espaço onde se sentem bem, tal como em casa, refere Cristina Ponte, acrescentando que há crianças com Internet em casa que ainda assim vão para as bibliotecas, muitas vezes com o seu portátil, para conviver.

«Este dado vem reforçar o potencial das bibliotecas, que deve ser pensado. As bibliotecas são locais de socialização e um potencial para intervenção activa em matéria de segurança», afirmou a investigadora.

Fonte: SOL

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

2010 - o ano dos ebooks!


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A tecnologia está a revolucionar o comportamento informacional, desde os hábitos de leitura até à interacção multi-canal da informação, proporcionando uma reengenharia do comportamento info-comunicacional. Calma... pois ainda estamos no início! :-)


A jornalista Isabel Coutinho escolhe os melhores livros do ano. No papel ou no ebook.

Realização: Joana Bourgard

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Mais de metade dos cibernautas usa redes sociais pelo menos uma vez por semana


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Actividades como enviar e receber e-mails e procurar notícias continuam a ser as mais frequentes na Internet. Mas as redes sociais têm ganho popularidade e 51 por cento dos utilizadores de Internet em Portugal já vão pelo menos uma vez por semana a sites como o Facebook ou o Hi5. Quase um terço fá-lo todos os dias. E, dos que têm um perfil numa rede social, 72 por cento consideram estes sites “essenciais para a manutenção dos laços pessoais”.

Notícia completa: Público

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Instant Previews é a nova ferramenta de pesquisa Google


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A ferramenta de pesquisa Google Instant Previews vai estar disponível internacionalmente a partir de hoje.

O Google Instant Previews é uma ferramenta opcional que pode ser acionada através de um pequeno ícone em forma de lupa disposto ao lado direito dos vários resultados.

Esta ferramenta funciona através de uma janela que, quando acionada, revela várias informações sobre o resultado em questão, incluindo informação visual.

Este novo tipo de snippets visuais, que complementam os snippets em formato textual, surge como forma de facilitar a pesquisa do utilizador, que tem acesso a uma pré-visualização de um site sem ter de entrar, de facto, neste.

Os snippets visuais incluem um snapshot de cada um dos resultados bem como várias chamadas de atenção para informação considerada relevante. A atualização de snapshots em tempo real é feita consoante a popularidade de um determinado site no motor de pesquisa.

Segundo Raj Krishan, criador da Google Instant Previews, o objetivo desta funcionalidade é, além de maximizar a rapidez da pesquisa, adequar os resultados oferecidos aos esperados pelo utilizador.

O Google Instant Previews pretende, assim, facilitar ao utilizador a comparação entre os vários resultados e permitir a adequação dos mesmos relativamente à procura de imagens, segundo comunicado.

A Google afirma que esta nova ferramenta leva menos de um décimo de segundo a completar a pesquisa.

Relativamente ao futuro, Raj Krishan afirmou o interesse no desenvolvimento do motor de pesquisa da Google para a plataforma móvel.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Portugueses têm em média 196 “amigos” nas redes sociais


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Entre Facebook, Twitter e demais rede sociais online, os portugueses somam, em média, 196 “amigos”.

O número coloca Portugal em quarto lugar entre os 17 países europeus listados num estudo global, divulgado ontem pela empresa de análises britânica TNS, que questionou 50 mil pessoas em 48 países.

Mais sociais do que os portugueses são os noruegueses (com uma média de 216 “amigos”), os polacos (201) e os gregos (198).

Contudo, tendo em conta apenas os utilizadores entre os 16 e os 20 anos (a faixa etária que mais socializa online), Portugal sobe para o segundo lugar, com uma média de 325 “amigos”. O primeiro lugar, com larga margem, vai para a Grécia, onde cada jovem tem 439 contactos.

O estudo mostra ainda que os portugueses passam 13 horas por semana online e que a actividade mais importante, de longe, é o e-mail, que foi destacado por 64 por cento dos inquiridos.

As redes sociais surgem em segundo lugar, com 15 por cento a classificarem-nas como a actividade mais relevante.

Fonte: Público 

domingo, 12 de setembro de 2010

Um quarto dos internautas usa identidades falsas online


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Mais de um quarto das pessoas online já mentiu acerca da sua verdadeira identidade e mais do que uma em cinco já fez alguma coisa da qual mais tarde se veio a arrepender, revela uma nova sondagem da Norton, a empresa de antivirus e segurança online.

Dezassete por cento dos inquiridos na sondagem da Norton indicaram que mentiram acerca da sua idade e do local onde viviam, ao passo que nove por cento indicou ter mentido acerca da sua vida financeira ou afectiva. Sete por cento dos inquiridos admitiu ainda ter mentido acerca da sua aparência.

O estudo - Norton Cybercrime Report: The Human Impact - conclui igualmente que uma média global de dois terços dos utilizadores inquiridos já foi vítima de cibercrime.

A forma como cada país lida com a resolução destes casos também varia muito. Por exemplo, no Reino Unido, um caso de cibercrime demora uma média de 25 dias a ser resolvido e poderá custar 153 dólares. No Brasil, o número médio de dias de resolução poderá disparar para 44 dias e com custos muitos superiores (1408 dólares).

Portugal não vem referenciado neste estudo.

Significativas são igualmente as atitudes dos inquiridos no que toca à ética online: muitos consideraram “legal” fazerem download de músicas, álbuns e filmes sem pagarem nada por isso (17%, 14% e 15%, respectivamente), ao passo que 17% indicaram o plágio como uma prática aceitável.

Cerca de um terço dos inquiridos admitiu ainda ter enviado por e-mail ou “postado” fotografias de outras pessoas sem lhes terem pedido autorização prévia e um quarto terá visto, secretamente, o historial de browsing de outro utilizador.

Fonte: Público

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Pesquisas por palavras proibidas aumentaram 10 vezes na China


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No dia em que o Googole desafiou as autoridades chinesas e começou a disponibilizar pesquisas sem censura, palavras como "Tianamen", "Corrupção" ou "Falun Gong" tiveram 10 vezes mais buscas.
O "pico" de buscas por palavras "proibidas" pelo Partido Comunista Chinês ocorreu na passada terça-feira, quando os serviços do Google chinês passaram a operar a partir de Hong Kong.

A busca de termos tradicionalmente censurados terá caído abruptamente nos dias seguintes.

Esta quebra nas buscas estará relacionada com o bloqueio técnico a que o líder dos motores de busca foi alvo na maior parte do território chinês, depois de afrontar o governo local.

De acordo com o New York Times, são múltiplos os relatos que dão conta da impossibilidade de acesso ao Google.cn em várias cidades chinesas.

O governo chinês ainda não fez qualquer comentário, mas já ninguém duvida da sua intervenção neste bloqueio do Google.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Jovens se sentem mais sós que idosos, diz pesquisa britânica


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Uma pesquisa feita na Grã-Bretanha revela que jovens se sentem mais solitários do que adultos com mais de 55 anos. O levantamento, intitulado The Lonely Society (em tradução literal, a sociedade solitária), foi feito com 2.256 participantes. Quase 60% dos ouvidos com idades entre 18 e 34 anos disseram que sentem solidão com frequência ou às vezes. O número cai para 35% entre entrevistados com 55 anos ou mais.

quinta-feira, 25 de março de 2010

O que se escreve nas redes sociais pode originar despedimento


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Se um trabalhador denegrir a reputação da sua empresa numa rede social, essa acção não fica à margem da lei. Pode ser penalizado disciplinarmente e, em último caso, despedido.

Mesmo aqueles cujas mensagens só são acedidas pelos amigos, em meios como o Facebook ou o Twitter.

"Não há uma legislação sobre a forma como as empresas se devem relacionar com as redes sociais". Porém, "tudo o que se passa na internet e nas redes sociais não são realidades que ficam à margem da lei", explicou João Laborinho Lúcio esta quinta-feira no seminário "Redes sociais: Do código de conduta à reputação das empresas" que se realizou em Lisboa.

No entender deste advogado, no ordenamento jurídico português "há um conjunto de leis que são suficientes". E que prevêm o recurso à Justiça caso sejam violados Direitos de Personalidade nas mensagens. No caso das entidades patronais, estas podem instaurar acções disciplinares e até despedir os autores das mesmas.

Para evitar este tipo de situações, são muitas as empresas que têm vindo a adoptar códigos de conduta, com regras de "carácter vinculativo", que definam princípios fundamentais, relações entre colaboradores e regras de utilização da internet, e-mails e redes sociais. 

Fonte: JN

segunda-feira, 22 de março de 2010

Google disponibiliza pesquisa em tempo real e inclui redes sociais e blogues


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O motor de busca Google permite a partir de hoje fazer pesquisas em tempo real em todo o mundo, oferecendo também actualizações publicadas nas redes sociais, em blogues e como títulos de notícias, anunciou hoje, sexta-feira, a empresa.

A nova funcionalidade já estava a funcionar nos Estados Unidos desde Dezembro, mas com o alargamento ao resto do mundo, o Google irá monitorizar mais de mil milhões de documentos por dia à procura de actualizações e processar centenas de milhões de alterações diárias.

"Nos Estados Unidos estão sempre a ser publicadas notícias e informações sobre [o Presidente] Barak Obama e os resultados das pesquisas [no Google] permitem ver tudo o que foi dito até dois segundos antes", explicou Dylan Casey, director de produto da Google numa conferência de imprensa por telefone realizada quinta feira.

As informações publicadas em redes como o Twitter, o MySpace e o FriendFeed, assim como títulos de notícias e posts de blogues ficam disponíveis poucos segundos depois de publicados na Internet, referiu.

"Sempre que um utilizador fizer uma pesquisa sobre uma celebridade que, nesse momento, esteja a ser notícia por algum motivo, sobre o seu clube preferido ou sobre os últimos desenvolvimentos políticos, passará a, partir de agora, também a visualizar no Google, os tweets, as notícias de última hora e os posts de blogues logo após terem sido publicados na Internet", explicou a empresa.

As novas opções de pesquisa e últimos resultados passam a estar igualmente disponíveis nos dispositivos iPhone e Android.

O próximo passo deverá ser a inclusão de informação colocada pelos cibernautas.

"A Google está a pensar incluir nas pesquisas informação dada pelos próprios utilizadores", afirmou Dylan Casey.

Fonte: JN

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