Autor: Osny Tavares. Data: 10/08/2010.
Fonte: Gazeta do Povo, Curitiba (PR).
Escola pública em Curitiba com banda larga: acesso será oferecido também a prefeituras do interior do Paraná. A Copel vai passar a vender conexão de internet no atacado com preços subsidiados, exigindo em troca que os provedores locais ofereçam aos clientes opções de pacotes econômicos de banda larga, que custarão entre R$ 15 e R$ 30. O decreto que oficializa o Plano Estadual de Banda Larga será assinado hoje pelo governador do Paraná, Orlando Pessuti, e a estimativa é que os primeiros pacotes comecem a ser oferecidos em um mês.
Segundo a Copel, o plano possibilitará a universalização da oferta de banda larga no Paraná até 2013. A iniciativa estadual antecipa a criação do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), que almeja atingir 40 milhões de domicílios brasileiros até 2014.
Subsídio
Para oferecer conexão à internet no atacado, a estatal de energia elétrica vai utilizar a sua rede de cabos de fibra óptica, que chega hoje a 227 cidades do Paraná e será aumentada. A internet da Copel será vendida aos provedores por R$ 230 por Mbps (megabits por segundo, medida de velocidade de conexão), um valor mais de 50% abaixo do preço médio do mercado. O subsídio é derivado da diminuição da margem de lucro da empresa e da isenção do pagamento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Além dos provedores, as prefeituras do interior também receberão o serviço da Copel. Segundo levantamento da consultoria Teleco, 90% dos municípios paranaenses são atendidos por algum provedor de internet.
Para Carlos Eduardo Moscalewsky, superintendente de Telecomunicações da Copel, o Plano Estadual de Banda Larga representa um esforço para antecipar os benefícios do similar nacional. “Estudos do Banco Mundial comprovam que cada 10% de penetração de banda larga corresponde a um aumento de 1,3% do PIB da região”, informa.
Pacotes
Os pacotes populares oferecerão conexões de 256 kb (R$ 15) e 512 kb (R$ 30). As velocidades estão abaixo da conexão mínima de banda larga, segundo a União Internacional de Telecomunicações – agência da ONU para padronização do setor. “Apesar da velocidade limitada, reconhecemos ser importante universalizar o acesso à internet convencional. No longo prazo, o desejo é que os clientes passem a receber o fornecimento em banda larga”, almeja Moscalewsky.
A Copel também está investindo em uma rede de fibra óptica que ofereça conexões entre 20 e 100 Mbps diretamente ao consumidor, sem intermediação de provedores. O piloto do projeto Banda Extra Larga está sendo instalado na região central de Curitiba, e espera fornecer internet para empresas e escritórios. A Copel almeja ampliar também este serviço e oferecê-lo no interior do estado.
Plano nacional pretende atingir 40 milhões de residências
Lançado oficialmente em maio deste ano, o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) pretende capilarizar a oferta de banda larga no Brasil, triplicando o número de domicílios com acesso a internet. Previsto para alcançar 40 milhões de residências até 2014, o plano criou polêmica em torno da reativação da estatal Telebrás, que gerenciava o mercado de telecomunicações antes das privatizações no setor.
Para reativar a Telebrás, que será usada como “espinha dorsal” do plano, o governo deve investir na estatal R$ 3,2 bilhões, através de recursos do Tesouro Nacional. A empresa precisa de R$ 5,7 bilhões para voltar a operar.
O custo total do PNBL é estimado em R$ 12,8 bilhões. Mais da metade deste valor será emprestada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Segundo o governo, empresas privadas poderão participar do PNBL de forma complementar, levando o serviço até o consumidor final.
O custo da tarifa deve ser de R$ 15, para o plano com incentivos, com velocidade de até 512 kbps, e de R$ 35 para o plano comum, com velocidade entre 512 e 784 kbps.
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quarta-feira, 11 de agosto de 2010
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Mercado de trabalho para bibliotecário no Paraná
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Publicado por Murilo Cunha
Assunto: bibliotecário, mercado de trabalho, Paraná
Empresas abrem vagas para bibliotecários
Mas maior oferta de vagas para profissional continua sendo em universidades e escolas
Fonte: Jornal de Londrina. Data: 21/09/2009.
Autora: Thays Puzzi.
URL: http://portal.rpc.com.br/jl/online/conteudo.phtml?tl=1&id=926176&tit=Empresas-abrem-vagas-para-bibliotecarios
Há quem ainda pense que um bibliotecário é aquele profissional pacato, que se atém a apenas organizar e emprestar livros de um acervo moroso e cheio de poeira. Engana-se. A profissão, uma das mais antigas do mundo, acompanha o ritmo acelerado das novas tecnologias e exige, além de senso crítico apurado, espírito investigativo, boa comunicação e muito dinamismo.
Conforme a chefe do departamento de Ciência da Informação da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Ivone Guerrido Di Chiara, com a chegada de novas ferramentas, principalmente a internet, houve uma quebra de paradigmas vigentes na profissão. “Foi um divisor de águas. Antes o bibliotecário tinha a posse do acervo. Agora diferentes tecnologias viabilizaram e começaram a promover o acesso a informações que não estão disponíveis só fisicamente.”
Habilitado basicamente para coletar, organizar e distribuir informação utilizando diferentes técnicas e ferramentas, o bibliotecário encontra no mercado grandes oportunidades de atuação. No Paraná, as universidades são as maiores empregadoras. Mesmo com um piso salarial estadual de R$ 1.200, o profissional pode chegar a ganhar R$ 8 mil. “Um bibliotecário com mestrado em início de carreira chega a ganhar mais do que um professor da área”, afirma Ivone.
Atuação em empresas
Mas atuar em bibliotecas universitárias e escolares não é a única opção. Segundo a coordenadora acadêmica do curso de biblioteconomia da UEL, Maria Júlia Giannasi Kaimer, cada vez mais as organizações buscam pessoas habilitadas para gerenciar suas informações.
“Se uma empresa não organiza as informações que produz, acaba perdendo espaço no cenário da competitividade”, ressalta Maria Júlia. Segundo ela, não há mais a possibilidade de se contratar um profissional para lidar com a informação que não domine as técnicas de um bibliotecário. “Esse acaba sendo o diferencial para uma empresa.”
Espaço no mercado
A coordenadora também destaca que os alunos da última turma que se formou na UEL, a única instituição paranaense com graduação em biblioteconomia, estão em sua maioria empregados. “Aqueles que se preocupam com a educação continuada conseguem se inserir no mercado com facilidade.” É o caso de Richele Grenge Vignoli, graduada em 2008 pela UEL. Há seis meses atuando no gerenciamento de informações de uma transportadora de produtos químicos de Londrina, Richele garante que esse novo nicho necessita de profissionais qualificados. A bibliotecária também presta consultoria para outra empresa do ramo. “Vale a pena investir. Além de ser uma atuação bastante interessante, dá um retorno melhor do que se estivesse trabalhando em uma biblioteca”, salienta.
“Nós fazemos o controle do conhecimento humano”
Basicamente existem quatro tipos de bibliotecas: as universitárias, as escolares e infantis, as públicas e as especializadas. Esta última, direcionada a algum tema ou abordagem, está cada vez mais presente no cotidiano de grandes corporações.
É o que ocorre na Embrapa Soja de Londrina. Com um acervo que chega à casa dos 30 mil livros, a empresa disponibiliza para a sociedade uma biblioteca que concentra todo tipo de informação sobre soja.
Além de manter, atualizar e disseminar essas informações aos usuários, a biblioteca ainda realiza a editoração de tudo que é produzido pelos pesquisadores da instituição. “Fazemos a normatização bibliográfica de pesquisas, artigos que serão publicados”, explica o coordenador bibliotecário da Embrapa Soja, Ademir Benedito Alves de Lima. Ele atua nesse cargo desde a década de 1980.
Ele, que disse ter encontrado realização profissional na área, afirmou que esse é um campo que está em alta. “Nós fazemos o controle do conhecimento humano. Olhamos o que já existe para possibilitar o surgimento de novas informações, ou seja, o cuidado para que não se reinvente a roda”, observou.
A estudante de Biblioteconomia da UEL e estagiária da Embrapa, Clotilde da Luz, não esconde a satisfação. “É uma profissão instigante, que aguça o senso investigativo. Muitos pesquisadores me entregam listas com referências bibliográficas e tenho que organizar e passar essas informações da melhor maneira”, afirma.
Biblioteca municipal também busca atualização
Com 75 mil livros no acervo, sem contar os periódicos, a Biblioteca Pública de Londrina está com um projeto de reestruturação que prevê a readequação do espaço físico, além da informatização do atendimento aos usuários.
De acordo com diretor das bibliotecas municipais de Londrina, Rovilson José da Silva, o projeto será desenvolvido em três etapas e tem início neste ano: serão melhorias na estrutura física da Biblioteca Pública, como os sistemas de iluminação, ventilação, elétrico e hidráulico.
Conforme Rovilson, a proposta ainda é chegar em 2012 com parte do sistema informatizado. “Como já ocorre em grandes centros, a idéia é que aqui funcione o sistema de bibliotecas do Município. Junto a todo esse processo também serão realizadas formações continuadas dos profissionais. Eles precisam estar em contato direto com as novas tendências”, explica.
Mas maior oferta de vagas para profissional continua sendo em universidades e escolas
Fonte: Jornal de Londrina. Data: 21/09/2009.
Autora: Thays Puzzi.
URL: http://portal.rpc.com.br/jl/online/conteudo.phtml?tl=1&id=926176&tit=Empresas-abrem-vagas-para-bibliotecarios
Há quem ainda pense que um bibliotecário é aquele profissional pacato, que se atém a apenas organizar e emprestar livros de um acervo moroso e cheio de poeira. Engana-se. A profissão, uma das mais antigas do mundo, acompanha o ritmo acelerado das novas tecnologias e exige, além de senso crítico apurado, espírito investigativo, boa comunicação e muito dinamismo.
Conforme a chefe do departamento de Ciência da Informação da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Ivone Guerrido Di Chiara, com a chegada de novas ferramentas, principalmente a internet, houve uma quebra de paradigmas vigentes na profissão. “Foi um divisor de águas. Antes o bibliotecário tinha a posse do acervo. Agora diferentes tecnologias viabilizaram e começaram a promover o acesso a informações que não estão disponíveis só fisicamente.”
Habilitado basicamente para coletar, organizar e distribuir informação utilizando diferentes técnicas e ferramentas, o bibliotecário encontra no mercado grandes oportunidades de atuação. No Paraná, as universidades são as maiores empregadoras. Mesmo com um piso salarial estadual de R$ 1.200, o profissional pode chegar a ganhar R$ 8 mil. “Um bibliotecário com mestrado em início de carreira chega a ganhar mais do que um professor da área”, afirma Ivone.
Atuação em empresas
Mas atuar em bibliotecas universitárias e escolares não é a única opção. Segundo a coordenadora acadêmica do curso de biblioteconomia da UEL, Maria Júlia Giannasi Kaimer, cada vez mais as organizações buscam pessoas habilitadas para gerenciar suas informações.
“Se uma empresa não organiza as informações que produz, acaba perdendo espaço no cenário da competitividade”, ressalta Maria Júlia. Segundo ela, não há mais a possibilidade de se contratar um profissional para lidar com a informação que não domine as técnicas de um bibliotecário. “Esse acaba sendo o diferencial para uma empresa.”
Espaço no mercado
A coordenadora também destaca que os alunos da última turma que se formou na UEL, a única instituição paranaense com graduação em biblioteconomia, estão em sua maioria empregados. “Aqueles que se preocupam com a educação continuada conseguem se inserir no mercado com facilidade.” É o caso de Richele Grenge Vignoli, graduada em 2008 pela UEL. Há seis meses atuando no gerenciamento de informações de uma transportadora de produtos químicos de Londrina, Richele garante que esse novo nicho necessita de profissionais qualificados. A bibliotecária também presta consultoria para outra empresa do ramo. “Vale a pena investir. Além de ser uma atuação bastante interessante, dá um retorno melhor do que se estivesse trabalhando em uma biblioteca”, salienta.
“Nós fazemos o controle do conhecimento humano”
Basicamente existem quatro tipos de bibliotecas: as universitárias, as escolares e infantis, as públicas e as especializadas. Esta última, direcionada a algum tema ou abordagem, está cada vez mais presente no cotidiano de grandes corporações.
É o que ocorre na Embrapa Soja de Londrina. Com um acervo que chega à casa dos 30 mil livros, a empresa disponibiliza para a sociedade uma biblioteca que concentra todo tipo de informação sobre soja.
Além de manter, atualizar e disseminar essas informações aos usuários, a biblioteca ainda realiza a editoração de tudo que é produzido pelos pesquisadores da instituição. “Fazemos a normatização bibliográfica de pesquisas, artigos que serão publicados”, explica o coordenador bibliotecário da Embrapa Soja, Ademir Benedito Alves de Lima. Ele atua nesse cargo desde a década de 1980.
Ele, que disse ter encontrado realização profissional na área, afirmou que esse é um campo que está em alta. “Nós fazemos o controle do conhecimento humano. Olhamos o que já existe para possibilitar o surgimento de novas informações, ou seja, o cuidado para que não se reinvente a roda”, observou.
A estudante de Biblioteconomia da UEL e estagiária da Embrapa, Clotilde da Luz, não esconde a satisfação. “É uma profissão instigante, que aguça o senso investigativo. Muitos pesquisadores me entregam listas com referências bibliográficas e tenho que organizar e passar essas informações da melhor maneira”, afirma.
Biblioteca municipal também busca atualização
Com 75 mil livros no acervo, sem contar os periódicos, a Biblioteca Pública de Londrina está com um projeto de reestruturação que prevê a readequação do espaço físico, além da informatização do atendimento aos usuários.
De acordo com diretor das bibliotecas municipais de Londrina, Rovilson José da Silva, o projeto será desenvolvido em três etapas e tem início neste ano: serão melhorias na estrutura física da Biblioteca Pública, como os sistemas de iluminação, ventilação, elétrico e hidráulico.
Conforme Rovilson, a proposta ainda é chegar em 2012 com parte do sistema informatizado. “Como já ocorre em grandes centros, a idéia é que aqui funcione o sistema de bibliotecas do Município. Junto a todo esse processo também serão realizadas formações continuadas dos profissionais. Eles precisam estar em contato direto com as novas tendências”, explica.
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