Fonte: Correio da Manhã. Data:
11/07/2013.
O mercado livreiro continua a sofrer as consequências da crise e no primeiro
semestre de 2013 foram vendidos menos 300 mil exemplares (excluindo manuais
escolares), uma diminuição de 5% face aos mesmos meses do ano transato. Ou
seja, os portugueses compraram menos 50 mil livros por mês.
No total, foram vendidos 5,8 milhões de unidades, revelam os números da GfK
Portugal, que refletem uma cobertura estimada entre os 75% e os 80% das vendas
do mercado nacional de livros não escolares. Neste período, as editoras
faturaram 62 milhões de euros, uma diminuição de aproximadamente dois milhões.
A quebra surge apesar de um balanço positivo da Feira do Livro de Lisboa,
que recebeu mais de 500 mil visitantes, mais 10% do que em 2012, e um novo
recorde, revelou a Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL). A
responsável pela organização do evento referiu ainda que também as vendas
"aumentaram face ao ano passado", com alguns "editores a
afirmarem, a uma semana da feira terminar, ter superado as vendas da última
edição". Contudo, a não realização da Feira no Porto poderá explicar parte
da quebra.
A tendência de perda já tinha sido verificada em 2012, quando o mercado
livreiro vendeu menos um milhão de unidades. No total, no ano passado foram
comprados 13,65 milhões de livros, com um volume de negócios superior a 149
milhões de euros. Um montante que representa uma quebra de 9% (mais de 15
milhões) face a 2011.
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sexta-feira, 19 de julho de 2013
domingo, 19 de maio de 2013
Em Óbidos (PT) igreja em transforma em livraria
0 Comentários domingo, maio 19, 2013
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: comércio livreiro, Óbidos (Portugal)
Fonte: Público (Lisboa). Data: 24/04/2013.
Abrir
uma livraria por estes dias já parece arriscado. Agora imagine-se abrir várias
numa pequena vila com pouco mais de 3000 habitantes, a 45 minutos de carro de
Lisboa. A ideia começa a ganhar força esta terça-feira com a conversão de um
Igreja em livraria.
Veja
o vídeo (duração: 5:15) no URL:
segunda-feira, 8 de abril de 2013
Amazon compra rede social de livros Goodreads
1 Comentários segunda-feira, abril 08, 2013
Publicado por Paulo Barreiro de Sousa
Assunto: comércio livreiro, e-book reader, E-books, Livraria, Livros
O negócio vai colocar uma das maiores livrarias online do mundo a controlar um dos mais conhecidos serviços de recomendação de livros, o que já suscitou preocupações entre os utilizadores da rede social de livros que temem ficar sujeitos às regras rígidas da Amazon.
A Amazon, que já foi várias vezes acusada de ter no seu site críticas fraudulentas a livros, anunciou esta semana que vai comprar o Goodreads, um site social de recomendação de livros, com cerca de 16 milhões de membros e uma reputação sólida.
A multinacional americana vende muitos tipos de produtos e de serviços (incluíndo serviços de armazenamento de ficheiros e de transmissão de filmes e séries), mas os livros são a imagem de marca da empresa, que comercializa o leitor Kindle, e uma parte muito importante do seu negócio.
Os detalhes da compra da rede social de livros não foram revelados mas, num comunicado da empresa norte-americana, o vice-presidente da Amazon, Russ Grandinetti, lembrou que o Goodreads tinha ajudado "a mudar a maneira como nós descobrimos e discutimos os livros", e que agora, as duas empresas têm a "intenção de conceber novas maneiras de encantar os leitores e os autores".
No Goodreads (que foi fundado e é gerido há seis anos por um casal de Los Angeles), os utilizadores podem atribuír uma classificação (entre uma e cinco estrelas) aos livros, escrever uma crítica, criar “estantes virtuais” com os livros que já leram, os que estão a ler e os que querem ler, bem como seguir a actividade dos contactos que tiverem dentro do site. Isto é, podem ver o que os seus amigos naquela rede social andam a ler (em tempo real). O Goodreads faz ainda recomendações de livros a cada utilizador e disponibiliza ferramentas para autores promoverem os seus trabalhos.
Funcionalidades como a crítica de livros também existem no site da Amazon. Mas os utilizadores não têm o mesmo sentimento de comunidade e a credibilidade das críticas na Amazon foi manchada por alguns casos de críticas e pontuações de livros que tinham sido forjadas, em alguns episódios mediante pagamento.
O Goodreads tem 16 milhões de utilizadores, que têm 530 milhões de livros nas suas prateleiras digitais e que escreveram 23 milhões de recensões dos livros que leram. Outra vertente são os clubes de leitura que no Goodreads já chegam aos 30 mil.
O negócio vai colocar uma das maiores livrarias do mundo a controlar um dos mais conhecidos serviços de recomendação de livros, o que já suscitou preocupações, narra o jornal americano New York Times.
A Amazon já tinha comprado um site concorrente do Goodreads, chamado Shelfari, e, por via de outras empresas em que participa, tem também uma participação no Library Thing.
Fonte: Público
Fonte: Público
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
Brasileiro está comprando mais livros
0 Comentários sexta-feira, agosto 19, 2011
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: comércio livreiro, hábito de leitura
Fonte: Sindicato Nacional do Editores de Livros (SNEL)
Data: 17/08/201.
O número de exemplares vendidos no País cresceu de 387.149.234, em 2009, para 437.945.286, em 2010, o que favoreceu um avanço de 8,12% no faturamento do setor editorial no ano passado, que ficou na casa dos R$ 4,5 bilhões, como mostra a pesquisa "Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro", realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE/USP) sob encomenda do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) e Câmara Brasileira do Livro (CBL). O preço dos livros também continuou em queda, com recuo de 4,42%.
O documento completo pode ser lido no:
URL: http://anl.org.br/web/pdf/pesquisa_setor_livreiro/relatorio_FIPE_2011.pdf
segunda-feira, 13 de junho de 2011
E-books além dos EUA
0 Comentários segunda-feira, junho 13, 2011
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: comércio livreiro, livro eletrônico
Fonte: Folha de S. Paulo. Data: 11/06/2011.
Autora: Josélia Aguiar.
Até agora, os Estados Unidos lideraram a expansão da indústria do livro digital. As vendas nas redes americanas já representam 8% do mercado, e a expectativa é que continuem a crescer. Países que apresentavam ritmo mais lento, porém, começam já a aumentar o ritmo, informa a coluna Painel das Letras. A indústria do livro alemã anunciou que espera vender 6,6% de e-books ainda neste ano. No Japão, a aquisição de aparelhos móveis já ultrapassou o de computadores. O resultado? O aumento da procura por e-books, cujas vendas superaram os U$ 700 milhões em 2010.
Autora: Josélia Aguiar.
Até agora, os Estados Unidos lideraram a expansão da indústria do livro digital. As vendas nas redes americanas já representam 8% do mercado, e a expectativa é que continuem a crescer. Países que apresentavam ritmo mais lento, porém, começam já a aumentar o ritmo, informa a coluna Painel das Letras. A indústria do livro alemã anunciou que espera vender 6,6% de e-books ainda neste ano. No Japão, a aquisição de aparelhos móveis já ultrapassou o de computadores. O resultado? O aumento da procura por e-books, cujas vendas superaram os U$ 700 milhões em 2010.
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Portugal: Editar em tempo de crise é chover no molhado
0 Comentários sexta-feira, maio 27, 2011
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: comércio livreiro, Portugal
Fonte: Diário de Notícias (Lisboa). Data: 26/05/2011.
Autor: Manuel Porto Valento.
Sei que, num estudo encomendado por um dos nossos grandes grupos editoriais, um especialista afirmou serem os momentos de crise favoráveis à leitura e ao livro, uma vez que as pessoas ficam mais por casa e, portanto, mais disponíveis para actividades gerais de entretenimento e lazer cultural. Não sei se a tese é consistente, mas sei que a desmentem, para já, os resultados das principais cadeias de livrarias.
Editar em tempos de crise é chover no molhado: mesmo em tempos de vacas gordas a actividade editorial portuguesa sempre esteve condicionada pela escassez de massa crítica, pela falta de hábitos de leitura e pelo parco estímulo recebido, quer do poder político, quer das diversas instâncias da comunicação social. Poder-se-ia pois dizer que os editores conhecem como ninguém os meandros de uma situação em que a vontade de fazer mais e melhor esbarra, invariavelmente, com a escassa resposta do mercado e o silêncio, tonitruante, de muitos prescritores.
É evidente que a presente crise, e a dificuldade de crédito que lhe está associada, pode afectar seriamente a sobrevivência de algumas pequenas editoras - muitas delas responsáveis por linhas editoriais que contribuem notoriamente para o enriquecimento do nosso tecido cultural. Os grandes grupos e as grandes editoras têm logicamente outras possibilidades de defesa, se souberem articular inteligentemente a edição literária e a edição comercial e não caírem na armadilha de pensar que é editando "pior" que melhor se defendem das inevitáveis contracções do consumo. Até porque, em minha opinião, será a literatura mais ligeira (e uso a designação sem qualquer intenção pejorativa) aquela que mais sofrerá com os efeitos perversos de uma crise.
Sempre defendi que é preciso publicar o que "dá" para poder publicar o que "não dá". Nunca como nestes tempos será preciso compreender o que significa articular estes dois polos de uma mesma realidade. Se a edição já não é o território utópico em que o autor (o verdadeiro autor) era o sintagma nominal que justificava toda uma actividade; se o leitor se tornou, com a emergência da indústria editorial, o animal feroz que todos querem domesticar e compreender; se os editores (os verdadeiros editores) se confrontam hoje com o poder crescente das estruturas comerciais e de marketing; se o país está em crise (económica mas não só), cujos efeitos os potenciais compradores de livros sentem no bolso - então chegou a altura de compreender definitivamente que a edição é fundamental na educação de um povo e que não pode ser abandonada às flutuações dos ratings e às oscilações dos mercados. Pena é que os partidos políticos não o tenham ainda compreendido.
Autor: Manuel Porto Valento.
Sei que, num estudo encomendado por um dos nossos grandes grupos editoriais, um especialista afirmou serem os momentos de crise favoráveis à leitura e ao livro, uma vez que as pessoas ficam mais por casa e, portanto, mais disponíveis para actividades gerais de entretenimento e lazer cultural. Não sei se a tese é consistente, mas sei que a desmentem, para já, os resultados das principais cadeias de livrarias.
Editar em tempos de crise é chover no molhado: mesmo em tempos de vacas gordas a actividade editorial portuguesa sempre esteve condicionada pela escassez de massa crítica, pela falta de hábitos de leitura e pelo parco estímulo recebido, quer do poder político, quer das diversas instâncias da comunicação social. Poder-se-ia pois dizer que os editores conhecem como ninguém os meandros de uma situação em que a vontade de fazer mais e melhor esbarra, invariavelmente, com a escassa resposta do mercado e o silêncio, tonitruante, de muitos prescritores.
É evidente que a presente crise, e a dificuldade de crédito que lhe está associada, pode afectar seriamente a sobrevivência de algumas pequenas editoras - muitas delas responsáveis por linhas editoriais que contribuem notoriamente para o enriquecimento do nosso tecido cultural. Os grandes grupos e as grandes editoras têm logicamente outras possibilidades de defesa, se souberem articular inteligentemente a edição literária e a edição comercial e não caírem na armadilha de pensar que é editando "pior" que melhor se defendem das inevitáveis contracções do consumo. Até porque, em minha opinião, será a literatura mais ligeira (e uso a designação sem qualquer intenção pejorativa) aquela que mais sofrerá com os efeitos perversos de uma crise.
Sempre defendi que é preciso publicar o que "dá" para poder publicar o que "não dá". Nunca como nestes tempos será preciso compreender o que significa articular estes dois polos de uma mesma realidade. Se a edição já não é o território utópico em que o autor (o verdadeiro autor) era o sintagma nominal que justificava toda uma actividade; se o leitor se tornou, com a emergência da indústria editorial, o animal feroz que todos querem domesticar e compreender; se os editores (os verdadeiros editores) se confrontam hoje com o poder crescente das estruturas comerciais e de marketing; se o país está em crise (económica mas não só), cujos efeitos os potenciais compradores de livros sentem no bolso - então chegou a altura de compreender definitivamente que a edição é fundamental na educação de um povo e que não pode ser abandonada às flutuações dos ratings e às oscilações dos mercados. Pena é que os partidos políticos não o tenham ainda compreendido.
quarta-feira, 11 de maio de 2011
O número é
Fonte: Folha de S. Paulo. Data: 07/05/2011.
Autora: Josélia Aguiar.
De acordo com a coluna Painel das Letras, foram vendidos em Portugal em 2010 14,5 milhões de livros. Isso representa cerca de 5% do volume no Brasil, segundo APEL e CBL.
Autora: Josélia Aguiar.
De acordo com a coluna Painel das Letras, foram vendidos em Portugal em 2010 14,5 milhões de livros. Isso representa cerca de 5% do volume no Brasil, segundo APEL e CBL.
terça-feira, 26 de abril de 2011
Livraria Bertrand do Chiado é a mais antiga do mundo
0 Comentários terça-feira, abril 26, 2011
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: comércio livreiro, Livraria Bertrand
Fonte: Público (Portugal). Data: 21/04/2011.
URL: http://www.publico.pt/Cultura/livraria-bertrand-do-chiado-e-a-mais-antiga-do-mundo_1490867
Autora: Isabel Coutinho.
A Livraria Bertrand do Chiado foi reconhecida pelo Guinness como a livraria mais antiga do mundo ainda em actividade. O atestado, certificado pelo Guinness Book of Records, está exposto desde ontem à noite no interior da loja.
A livraria Bertrand do Chiado está em funcionamento desde 1732 e o processo de candidatura a livraria mais antiga do mundo obedeceu “a uma rigorosa prestação de provas”. Foi necessário confirmar que a actividade da livraria não foi interrompida ao longo destes anos e para isso contribuíram o historiador contemporâneo e colaborador da LisbonWalker, José Antunes; o sociólogo Miguel Cabrita; Ana Salvado, que no momento da candidatura era subdirectora do Instituto Nacional para a Reabilitação; o escritor, historiador e crítico de arte José Augusto-França, entre outros.
A primeira Bertrand, fundada por Pedro Faure em 1732, abriu portas na Rua Direita do Loreto, em Lisboa. Mais tarde, em 1755, quando já era o genro de Faure, Pierre Bertrand que dirigia a livraria foi instalar-se junto da Capela de Nossa Senhora das Necessidades por causa do Grande Terramoto. Dezoito anos depois, em 1773, a Bertrand voltou a abrir as portas na já reconstruída baixa pombalina. No texto de José António Saraiva, “Bertrand – a história de uma editora” é-nos dito pelo historiador que a Bertrand teve 11 nomes e conheceu quatro moradas.
Esta novidade, de a Livraria Bertrand do Chiado ser a mais antiga do mundo, foi dada ontem durante um jantar que juntou livreiros, editores, autores e jornalistas na loja do Chiado. Um espaço ao lado da livraria, o número 15 da Rua Anchieta, foi recentemente recuperado e passará agora a chamar-se a Sala do Autor onde se realizarão lançamentos de livros e tertúlias como a "Ler No Chiado". Foi nessa sala que José Fontana, que foi durante 16 anos empregado da Bertrand do Chiado, primeiro como livreiro e depois como gerente, se suicidou por estar doente com tuberculose. Personagem real que inspirou o romance “Na próxima semana, talvez”, de Alberto Nessi, e que já está à venda nas livrarias.
A rede de livrarias Bertrand apresentou ontem também um “Manifesto” que Paulo Oliveira, do Conselho de Administração, definiu como “um compromisso com o livro e com o leitor”. O escritor valter hugo mãe e o editor Diogo Madre Deus (editor da Cavalo de Ferro, fundou em 2005 com Romana Petri, a Cavallo di Ferro editore, com sede em Roma) leram durante a cerimónia o manifesto “Somos Livros”: “Somos a tinta fresca em folha áspera. A capa dura. Aquilo que procura. Somos a História. Desde sempre. O terramoto de 55 e a revolução de 74. Somos todos os nomes. As pessoas do Pessoa. Alexandre Herculano e Ramalho Ortigão.”
Conta-se que nas salas da livraria, ninguém ousava invadir o cantinho de Aquilino Ribeiro e ainda não há muito era possível encontrar naqueles corredores Fernando Namora ou José Cardoso Pires. A Bertrand Livreiros é o nome de uma rede com 53 livrarias espalhadas pelo país e integra formalmente o Grupo Porto Editora desde 30 de Junho do ano passado.
URL: http://www.publico.pt/Cultura/livraria-bertrand-do-chiado-e-a-mais-antiga-do-mundo_1490867
Autora: Isabel Coutinho.
A Livraria Bertrand do Chiado foi reconhecida pelo Guinness como a livraria mais antiga do mundo ainda em actividade. O atestado, certificado pelo Guinness Book of Records, está exposto desde ontem à noite no interior da loja.
A livraria Bertrand do Chiado está em funcionamento desde 1732 e o processo de candidatura a livraria mais antiga do mundo obedeceu “a uma rigorosa prestação de provas”. Foi necessário confirmar que a actividade da livraria não foi interrompida ao longo destes anos e para isso contribuíram o historiador contemporâneo e colaborador da LisbonWalker, José Antunes; o sociólogo Miguel Cabrita; Ana Salvado, que no momento da candidatura era subdirectora do Instituto Nacional para a Reabilitação; o escritor, historiador e crítico de arte José Augusto-França, entre outros.
A primeira Bertrand, fundada por Pedro Faure em 1732, abriu portas na Rua Direita do Loreto, em Lisboa. Mais tarde, em 1755, quando já era o genro de Faure, Pierre Bertrand que dirigia a livraria foi instalar-se junto da Capela de Nossa Senhora das Necessidades por causa do Grande Terramoto. Dezoito anos depois, em 1773, a Bertrand voltou a abrir as portas na já reconstruída baixa pombalina. No texto de José António Saraiva, “Bertrand – a história de uma editora” é-nos dito pelo historiador que a Bertrand teve 11 nomes e conheceu quatro moradas.
Esta novidade, de a Livraria Bertrand do Chiado ser a mais antiga do mundo, foi dada ontem durante um jantar que juntou livreiros, editores, autores e jornalistas na loja do Chiado. Um espaço ao lado da livraria, o número 15 da Rua Anchieta, foi recentemente recuperado e passará agora a chamar-se a Sala do Autor onde se realizarão lançamentos de livros e tertúlias como a "Ler No Chiado". Foi nessa sala que José Fontana, que foi durante 16 anos empregado da Bertrand do Chiado, primeiro como livreiro e depois como gerente, se suicidou por estar doente com tuberculose. Personagem real que inspirou o romance “Na próxima semana, talvez”, de Alberto Nessi, e que já está à venda nas livrarias.
A rede de livrarias Bertrand apresentou ontem também um “Manifesto” que Paulo Oliveira, do Conselho de Administração, definiu como “um compromisso com o livro e com o leitor”. O escritor valter hugo mãe e o editor Diogo Madre Deus (editor da Cavalo de Ferro, fundou em 2005 com Romana Petri, a Cavallo di Ferro editore, com sede em Roma) leram durante a cerimónia o manifesto “Somos Livros”: “Somos a tinta fresca em folha áspera. A capa dura. Aquilo que procura. Somos a História. Desde sempre. O terramoto de 55 e a revolução de 74. Somos todos os nomes. As pessoas do Pessoa. Alexandre Herculano e Ramalho Ortigão.”
Conta-se que nas salas da livraria, ninguém ousava invadir o cantinho de Aquilino Ribeiro e ainda não há muito era possível encontrar naqueles corredores Fernando Namora ou José Cardoso Pires. A Bertrand Livreiros é o nome de uma rede com 53 livrarias espalhadas pelo país e integra formalmente o Grupo Porto Editora desde 30 de Junho do ano passado.
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Editores estudam mercados de Angola e Moçambique
0 Comentários segunda-feira, fevereiro 07, 2011
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: Angola, comércio livreiro, Moçambique
Fonte: O Estado de S. Paulo. Data: 05/02/2011.
Autora: Raquel Cozer.
Mercados ainda pouco conhecidos dos editores brasileiros, Angola e Moçambique serão este ano objeto de missões comerciais empreendidas pelo Brazilian Publishers, que busca ampliar a venda de livros nacionais no exterior, informa a coluna Babel. O projeto programou viagem para Angola de 25 a 29/4 e para Moçambique de 19 a 23/9, com presença de editores associados. Embora não estejam entre os oito territórios prioritários para ações do projeto, os dois países foram detectados como mercados para prospecção em ranqueamento realizado em 2009.
Autora: Raquel Cozer.
Mercados ainda pouco conhecidos dos editores brasileiros, Angola e Moçambique serão este ano objeto de missões comerciais empreendidas pelo Brazilian Publishers, que busca ampliar a venda de livros nacionais no exterior, informa a coluna Babel. O projeto programou viagem para Angola de 25 a 29/4 e para Moçambique de 19 a 23/9, com presença de editores associados. Embora não estejam entre os oito territórios prioritários para ações do projeto, os dois países foram detectados como mercados para prospecção em ranqueamento realizado em 2009.
sábado, 28 de agosto de 2010
Venda porta a porta de livros supera comércio via internet
0 Comentários sábado, agosto 28, 2010
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: comércio livreiro, Enciclopédia Barsa
Autora: Gleyma Lima.
Fonte: Jornal DCI. Data: 19/08/2010.
A venda porta a porta chama a atenção do mercado editorial, ao superar as vendas do comércio eletrônico (e-commerce) e ficar abaixo apenas das vendas em livrarias físicas. A perspectiva para o segmento para este ano é que este nicho de venda direta tenha aumento de 10% a 15%, segundo a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), que contabilizou mais de 28,8 milhões de livros vendidos na modalidade porta a porta (venda direta) no Brasil, em 2009.
De acordo com a diretora de Marketing da Barsa Planeta Internacional Sandra Cabral, a demanda das classes C e D fez locais como Manaus, Belém e Rondônia hoje serem a grande aposta da empresa. "Acabamos de abrir uma filial em Rondônia devido a alta demanda de lá. Não compensava mais mandar vendedores daqui para a região", explicou.
Para o presidente da Associação Brasileira de Difusão do Livro (ABDL), Luís Antônio Torelli, a bola da vez deste segmento é a venda porta a porta por meio do cartão crédito. "Em março deste ano fizemos uma parceria com a Redecard em que vendedores de algumas distribuidoras credenciadas têm um chip instalado no celular e realizam as vendas com os dados do cartão do cliente, pelo aparelho móvel. A transação é chamada de foneshop", disse Torelli.
Segundo o porta-voz da ABDL, a nova opção de pagamento deve gerar um aumento entre 15% as vendas. "Antes dessa parceria perdíamos esta porcentagem em vendas devido aos populares hoje não utilizarem tanto cheque, e o carnê ter perdido a voz ativa", alertou.
Quem concorda com ele é a diretora de Marketing da Barsa. "As vendas de cartão de crédito hoje correspondem a mais de 50% das vendas da Barsa", explicou. No Brasil há 70 anos, a empresa começa a pensar em abrir capital na Bolsa de Valores. "Estamos analisando a possibilidade de abrir capital. Nosso presidente inclusive viaja no próximo mês para a Espanha para ver isso de perto", disse a executiva.
A Barsa Planeta Internacional possui ao total 18 obras em seu portfólio e vendeu 350 mil obras no ano passado, sendo o carro-chefe da empresa a enciclopédia Barsa, com 72 mil obras vendidas em 2009. Atualmente a empresa tem dois mil vendedores e está presente em 14 estados no País. A pretensão é crescer 15%, por isso parcela em até 25 vezes, com parcelas a R$ 120 e acessível para a classe C e D.
Segundo a ABDL com a construção de tantos prédios nas capitais do Brasil, o segmento hoje mira para atingir o público-alvo as escolas, tanto públicas como particulares. "Hoje as instituições de ensino representam 60% das vendas diretas", disse.
Livrarias
Apesar do segmento estar forte ainda no País, a expansão das lojas físicas no segmento de livrarias ainda é forte e o investimento para se manter no ranking também. A Livraria SBS, por exemplo, que hoje atua no Brasil, Argentina e Peru e envolve 60 livrarias, no primeiro semestre deste ano abriu uma loja na unidade da PUC de Brasília, e para o próximo deve inaugurar mais dois pontos de vendas na PUC de Recife e FGV em Brasília.
"Queremos crescer organicamente e continuar com o foco em vendas de livros de idiomas", comentou a diretora da SBS, Susana Fioressi. Para ela, com a nova Classe C este ano, a rede pretende passar o ticket médio de R$ 45 para R$ 50. A SBS atua com e-commerce, porém considera ainda as vendas insignificantes.
Já a distribuidora Disal, de livros didáticos e línguas, com 14 lojas próprias no do País, e ticket médio de R$ 80, deve abrir sua 15° loja em Belo Horizonte (MG) e também aposta na nova classe emergente, porém com uma estratégia diferente. "Vamos apostar em mais opções de compras neste semestre. Neste mês teremos mais de 15 lançamentos para este público", explicou a supervisora da Disal, Juliana Camargo.
Entre as maiores do segmento, ainda há forte crescimento na área de vendas on-line. No recente balanço da Livraria Saraiva, a companhia, com 91 unidades instaladas, atingiu um faturamento 21,7% maior no primeiro semestre deste ano, ante o mesmo período do ano anterior, sendo que a participação do total de receita bruta das operações do site Saraiva.com em relação ao total das operações varejistas do grupo atingiu 36,2% no primeiro semestre de 2010. A receita bruta do grupo atingiu R$ 742,3 milhões neste período no primeiro semestre. A livraria Saraiva afirmou que daqui até o final do ano vai dar maior ênfase aos segmentos de livros didáticos e universitários.
A venda de livros porta a porta é maior que as realizadas via comércio eletrônico (e-commerce) e fica abaixo apenas da comercialização nas livrarias físicas. A perspectiva para o segmento para este ano é que o nicho de venda direta tenha aumento de 10% a 15%, segundo a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), que contabilizou mais de 28,8 milhões de livros vendidos na modalidade porta a porta no Brasil, em 2009.
Fonte: Jornal DCI. Data: 19/08/2010.
A venda porta a porta chama a atenção do mercado editorial, ao superar as vendas do comércio eletrônico (e-commerce) e ficar abaixo apenas das vendas em livrarias físicas. A perspectiva para o segmento para este ano é que este nicho de venda direta tenha aumento de 10% a 15%, segundo a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), que contabilizou mais de 28,8 milhões de livros vendidos na modalidade porta a porta (venda direta) no Brasil, em 2009.
De acordo com a diretora de Marketing da Barsa Planeta Internacional Sandra Cabral, a demanda das classes C e D fez locais como Manaus, Belém e Rondônia hoje serem a grande aposta da empresa. "Acabamos de abrir uma filial em Rondônia devido a alta demanda de lá. Não compensava mais mandar vendedores daqui para a região", explicou.
Para o presidente da Associação Brasileira de Difusão do Livro (ABDL), Luís Antônio Torelli, a bola da vez deste segmento é a venda porta a porta por meio do cartão crédito. "Em março deste ano fizemos uma parceria com a Redecard em que vendedores de algumas distribuidoras credenciadas têm um chip instalado no celular e realizam as vendas com os dados do cartão do cliente, pelo aparelho móvel. A transação é chamada de foneshop", disse Torelli.
Segundo o porta-voz da ABDL, a nova opção de pagamento deve gerar um aumento entre 15% as vendas. "Antes dessa parceria perdíamos esta porcentagem em vendas devido aos populares hoje não utilizarem tanto cheque, e o carnê ter perdido a voz ativa", alertou.
Quem concorda com ele é a diretora de Marketing da Barsa. "As vendas de cartão de crédito hoje correspondem a mais de 50% das vendas da Barsa", explicou. No Brasil há 70 anos, a empresa começa a pensar em abrir capital na Bolsa de Valores. "Estamos analisando a possibilidade de abrir capital. Nosso presidente inclusive viaja no próximo mês para a Espanha para ver isso de perto", disse a executiva.
A Barsa Planeta Internacional possui ao total 18 obras em seu portfólio e vendeu 350 mil obras no ano passado, sendo o carro-chefe da empresa a enciclopédia Barsa, com 72 mil obras vendidas em 2009. Atualmente a empresa tem dois mil vendedores e está presente em 14 estados no País. A pretensão é crescer 15%, por isso parcela em até 25 vezes, com parcelas a R$ 120 e acessível para a classe C e D.
Segundo a ABDL com a construção de tantos prédios nas capitais do Brasil, o segmento hoje mira para atingir o público-alvo as escolas, tanto públicas como particulares. "Hoje as instituições de ensino representam 60% das vendas diretas", disse.
Livrarias
Apesar do segmento estar forte ainda no País, a expansão das lojas físicas no segmento de livrarias ainda é forte e o investimento para se manter no ranking também. A Livraria SBS, por exemplo, que hoje atua no Brasil, Argentina e Peru e envolve 60 livrarias, no primeiro semestre deste ano abriu uma loja na unidade da PUC de Brasília, e para o próximo deve inaugurar mais dois pontos de vendas na PUC de Recife e FGV em Brasília.
"Queremos crescer organicamente e continuar com o foco em vendas de livros de idiomas", comentou a diretora da SBS, Susana Fioressi. Para ela, com a nova Classe C este ano, a rede pretende passar o ticket médio de R$ 45 para R$ 50. A SBS atua com e-commerce, porém considera ainda as vendas insignificantes.
Já a distribuidora Disal, de livros didáticos e línguas, com 14 lojas próprias no do País, e ticket médio de R$ 80, deve abrir sua 15° loja em Belo Horizonte (MG) e também aposta na nova classe emergente, porém com uma estratégia diferente. "Vamos apostar em mais opções de compras neste semestre. Neste mês teremos mais de 15 lançamentos para este público", explicou a supervisora da Disal, Juliana Camargo.
Entre as maiores do segmento, ainda há forte crescimento na área de vendas on-line. No recente balanço da Livraria Saraiva, a companhia, com 91 unidades instaladas, atingiu um faturamento 21,7% maior no primeiro semestre deste ano, ante o mesmo período do ano anterior, sendo que a participação do total de receita bruta das operações do site Saraiva.com em relação ao total das operações varejistas do grupo atingiu 36,2% no primeiro semestre de 2010. A receita bruta do grupo atingiu R$ 742,3 milhões neste período no primeiro semestre. A livraria Saraiva afirmou que daqui até o final do ano vai dar maior ênfase aos segmentos de livros didáticos e universitários.
A venda de livros porta a porta é maior que as realizadas via comércio eletrônico (e-commerce) e fica abaixo apenas da comercialização nas livrarias físicas. A perspectiva para o segmento para este ano é que o nicho de venda direta tenha aumento de 10% a 15%, segundo a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), que contabilizou mais de 28,8 milhões de livros vendidos na modalidade porta a porta no Brasil, em 2009.
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Aumenta a venda de livros espíritas
0 Comentários sexta-feira, maio 07, 2010
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: comércio livreiro, espiritismo
Onda espírita no cinema aumenta venda de livros
Fonte: O Estado de S. Paulo. Data: 03/05/2010.
Em 2008, o sucesso além do esperado de "Bezerra de Menezes - O Diário de um Espírito", uma produção despretensiosa que acabou vista por 505 mil brasileiros, já havia chamado atenção para o apelo dos filmes com temáticas espiritualistas. Este ano, com o centenário do médium Chico Xavier, assuntos como vida pós-morte, reencarnação e psicografia estão tomando os cinemas - vão de "Chico Xavier, O Filme", dirigido pelo ateu Daniel Filho e visto por mais de 2,7 milhões de brasileiros em um mês, a projetos menores, tocados por produtores e diretores espíritas que, mais do que lucrar, desejam ver mensagens edificantes espalhadas por aí.
O ''fenômeno'' tem reflexos no mercado editorial: a biografia "As Vidas de Chico Xavier" (Planeta), do jornalista Marcel Souto Maior, na qual o filme é inspirado, está sendo reimpressa com uma tiragem de 30 mil exemplares, tamanha a procura nas lojas. O livro está em quinto lugar nas listas dos mais vendidos, na categoria ''não-ficção'' e será relançado pela Leya em junho. Em segundo lugar, aparece outro de Souto Maior, "Chico Xavier - A História do Filme de Daniel Filho" (Leya), com fotos e lances interessantes do set. Há quem vá do cinema direto para a livraria.
As publicações atribuídas a espíritos e psicografadas pelo médium também estão saindo como nunca. "Não só as vendas dos livros estão crescendo por causa do filme, mas também o número de pessoas que procuram as casas espíritas", conta Geraldo Campetti, diretor executivo da Federação Espírita Brasileira, que edita 88 dos 412 livros que Chico psicografou. O best-seller é "Nosso Lar", com dois milhões de exemplares. O título também virou filme, dirigido por Wagner de Assis e com Othon Bastos e Rosanne Mulholland no elenco. A estreia está prevista para setembro.
Espírita, o empresário Luiz Eduardo Girão, produtor de "Bezerra de Menezes" e co-produtor de "Chico Xavier", não enxerga nas muitas iniciativas uma ''onda'' que passará ao virar o ano. "É um gênero que veio para ficar. O Brasil vai acabar exportando esses filmes. O verdadeiro Pré-Sal brasileiro é essa literatura espírita", arrisca Girão, que cita os livros da médium Zibia Gasparetto (12 milhões de exemplares vendidos) como fontes de inspiração para novos roteiros. Dois deles já estão sendo desenvolvidos para o cinema: "Ninguém É de Ninguém" e "Pelas Portas do Coração".
Dirigido pelos cearenses Glauber Filho - que assina também "Bezerra de Menezes" - e Halber Gomes, "As Mães de Chico Xavier" começou a ser rodado mês passado em Guaramiranga, a 110 quilômetros de Fortaleza. O lançamento deve ser no fim do ano. Mais uma vez, Nelson Xavier vive Chico. Tem mais: filmado em Itapira (SP), "E a Vida Continua", com direção do ator Paulo Figueiredo e baseado em obra de Chico, deve sair em junho.
Fonte: O Estado de S. Paulo. Data: 03/05/2010.
Em 2008, o sucesso além do esperado de "Bezerra de Menezes - O Diário de um Espírito", uma produção despretensiosa que acabou vista por 505 mil brasileiros, já havia chamado atenção para o apelo dos filmes com temáticas espiritualistas. Este ano, com o centenário do médium Chico Xavier, assuntos como vida pós-morte, reencarnação e psicografia estão tomando os cinemas - vão de "Chico Xavier, O Filme", dirigido pelo ateu Daniel Filho e visto por mais de 2,7 milhões de brasileiros em um mês, a projetos menores, tocados por produtores e diretores espíritas que, mais do que lucrar, desejam ver mensagens edificantes espalhadas por aí.
O ''fenômeno'' tem reflexos no mercado editorial: a biografia "As Vidas de Chico Xavier" (Planeta), do jornalista Marcel Souto Maior, na qual o filme é inspirado, está sendo reimpressa com uma tiragem de 30 mil exemplares, tamanha a procura nas lojas. O livro está em quinto lugar nas listas dos mais vendidos, na categoria ''não-ficção'' e será relançado pela Leya em junho. Em segundo lugar, aparece outro de Souto Maior, "Chico Xavier - A História do Filme de Daniel Filho" (Leya), com fotos e lances interessantes do set. Há quem vá do cinema direto para a livraria.
As publicações atribuídas a espíritos e psicografadas pelo médium também estão saindo como nunca. "Não só as vendas dos livros estão crescendo por causa do filme, mas também o número de pessoas que procuram as casas espíritas", conta Geraldo Campetti, diretor executivo da Federação Espírita Brasileira, que edita 88 dos 412 livros que Chico psicografou. O best-seller é "Nosso Lar", com dois milhões de exemplares. O título também virou filme, dirigido por Wagner de Assis e com Othon Bastos e Rosanne Mulholland no elenco. A estreia está prevista para setembro.
Espírita, o empresário Luiz Eduardo Girão, produtor de "Bezerra de Menezes" e co-produtor de "Chico Xavier", não enxerga nas muitas iniciativas uma ''onda'' que passará ao virar o ano. "É um gênero que veio para ficar. O Brasil vai acabar exportando esses filmes. O verdadeiro Pré-Sal brasileiro é essa literatura espírita", arrisca Girão, que cita os livros da médium Zibia Gasparetto (12 milhões de exemplares vendidos) como fontes de inspiração para novos roteiros. Dois deles já estão sendo desenvolvidos para o cinema: "Ninguém É de Ninguém" e "Pelas Portas do Coração".
Dirigido pelos cearenses Glauber Filho - que assina também "Bezerra de Menezes" - e Halber Gomes, "As Mães de Chico Xavier" começou a ser rodado mês passado em Guaramiranga, a 110 quilômetros de Fortaleza. O lançamento deve ser no fim do ano. Mais uma vez, Nelson Xavier vive Chico. Tem mais: filmado em Itapira (SP), "E a Vida Continua", com direção do ator Paulo Figueiredo e baseado em obra de Chico, deve sair em junho.
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Venda de livro pela internet avança no Brasil
0 Comentários quarta-feira, janeiro 06, 2010
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: Associação Nacional de Livrarias, comércio livreiro, Livraria
Fonte: Folha de S. Paulo. Data: 04/01/2010.
Menos livrarias brasileiras trabalham com o livro didático. O e-commerce está cada vez mais presente e começa a avançar na participação do faturamento. Persiste a tendência de centralização das livrarias em grandes centros.
Essas são algumas tendências detectadas pelo novo diagnóstico do setor livreiro no Brasil, elaborado pela ANL (Associação Nacional de Livrarias). Desde 2006, a associação não realizava um levantamento do gênero. O estudo deve ficar pronto nos próximos meses, e ser divulgado juntamente com a nova edição do "Anuário Nacional de Livrarias".
Segundo a ANL, um objetivo do estudo é "ser um instrumento utilizado, tanto pelos empresários em suas tomadas de decisões, como pelos dirigentes das entidades que representam este grupo de empresários em suas negociações de políticas para o setor junto ao governo".
Para o presidente da ANL, Vitor Tavares (Livraria Loyola), estas tendências já eram esperadas --não tão positivas, como o fechamento de um grande número de pontos de vendas no Brasil, principalmente devido a "concorrência predatória".
Em outubro do ano passado, Tavares enviou carta ao Ministério da Cultura com sugestões de ações práticas em benefício para os livreiros, como a aprovação de linha de crédito em bancos oficiais para a abertura de pequenas e médias livrarias, desoneração fiscal, criação de cursos para profissionais do setor, entre outras propostas.
A ANL também defende a adoção da lei do preço único para a venda de livros no Brasil, que vigora em diversos países como França, Espanha, Portugual, México e Argentina. Mas a ideia de que os livros sejam vendidos por um preço fixo divide opiniões dentro do setor. O SNEL (Sindicato Nacional de Editores de Livros) e outras entidades são contrários à proposta.
Menos livrarias brasileiras trabalham com o livro didático. O e-commerce está cada vez mais presente e começa a avançar na participação do faturamento. Persiste a tendência de centralização das livrarias em grandes centros.
Essas são algumas tendências detectadas pelo novo diagnóstico do setor livreiro no Brasil, elaborado pela ANL (Associação Nacional de Livrarias). Desde 2006, a associação não realizava um levantamento do gênero. O estudo deve ficar pronto nos próximos meses, e ser divulgado juntamente com a nova edição do "Anuário Nacional de Livrarias".
Segundo a ANL, um objetivo do estudo é "ser um instrumento utilizado, tanto pelos empresários em suas tomadas de decisões, como pelos dirigentes das entidades que representam este grupo de empresários em suas negociações de políticas para o setor junto ao governo".
Para o presidente da ANL, Vitor Tavares (Livraria Loyola), estas tendências já eram esperadas --não tão positivas, como o fechamento de um grande número de pontos de vendas no Brasil, principalmente devido a "concorrência predatória".
Em outubro do ano passado, Tavares enviou carta ao Ministério da Cultura com sugestões de ações práticas em benefício para os livreiros, como a aprovação de linha de crédito em bancos oficiais para a abertura de pequenas e médias livrarias, desoneração fiscal, criação de cursos para profissionais do setor, entre outras propostas.
A ANL também defende a adoção da lei do preço único para a venda de livros no Brasil, que vigora em diversos países como França, Espanha, Portugual, México e Argentina. Mas a ideia de que os livros sejam vendidos por um preço fixo divide opiniões dentro do setor. O SNEL (Sindicato Nacional de Editores de Livros) e outras entidades são contrários à proposta.
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Livreiros testam ''dia do download''
0 Comentários sexta-feira, outubro 16, 2009
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: acesso cultural, comércio livreiro, Feira do Livro de Frankfurt
Fonte: Folha de S. Paulo Online. Data: 14/10/2009.
Em meio à insegurança por causa da crise econômica e à revolução digital, a Feira do Livro de Frankfurt abriu nesta quarta-feira (14) ao público. Apesar do momento, os primeiros dados oficiais sobre o número de expositores não refletem uma queda dramática.
No ano passado, 3.337 expositores participaram do evento, uma ligeira baixa em comparação aos 3.312 inscritos nesta edição. Para os especialistas, o pequeno recuo representa a consolidação do setor por meio das fusões.
No entanto, a menor participação de visitantes na feira fica evidente em uma caminhada pelos pavilhões, na comparação com as edições anteriores.
"É incrível poder caminhar sem ser empurrado", comentou um editor após a abertura da feira.
Os editores alemães não sofreram muito com a crise --o setor cresceu 2,8% neste ano-- mas em outros países, especialmente no mundo anglo-saxão, houve queda nas vendas, como disse o diretor da feira, Jürgen Boos.
Há tempos Boos vem insistindo que a pergunta-chave do momento é como o setor editorial pode fechar negócios com conteúdos digitais e ressaltou que a busca de uma resposta pode tornar esta edição da feira uma das mais importantes da história.
Dia do download
Os livreiros alemães lançaram nesta quarta uma iniciativa que pode ser vista como uma tentativa de responder a pergunta. Trata-se de "Download-days", uma atividade que será realizada durante a feira com a participação de Herta Müller, ganhadora do último Prêmio Nobel de Literatura, com sua obra "Atemschaukel".
Em cada um dos dias da feira, os editoriais darão acesso livre a um título que estará pendurado em plataforma digital libreka.de, da Associação de Livreiros Alemães.
Com a abertura limitada, espera-se que os leitores fiquem tentados a comprar os livros, seja no formato digital ou no tradicional. No entanto, há quem duvide da estratégia e considere difícil manter o interesse de compra de um produto que no primeiro momento foi oferecido gratuitamente.
A iniciativa abriu com "Couch Surfing" de Brian Thacker, e segue amanhã com "Atemschaukel". Depois será a vez de "Welt aus Glas", de Ernst-Wilhelm Handler, "Glücklicher Hund", de Nadja Kneissler, e "Adam und Evelyn", de Ingo Schulze.
Após a feira, a plataforma terá continuidade, mas não será diária. Um título ficará à disposição dos leitores todas as terças. As obras digitais oferecidas na feira são romances, com exceção de "Glücklicher Hund", um manual de psicologia canina. Libreka.de está sendo considerada pelos livreiros como uma alternativa ao programa de digitalização do Google, com a vantagem de ser controlado pelas editoras.
Embora os leitores eletrônicos não tenham aderido na Europa com a velocidade estimada há um ano, quando foram apresentados na Feira de Frankfurt, um especialista dos livreiros alemães, Roland Schil, demonstrou convicção que chegará o dia em que essas ferramentas se tornarão parte do cotidiano. Para isso, Schil é imprescindível que os leitores eletrônicos incluam além de livros, outros conteúdos, como jornais.
Em meio à insegurança por causa da crise econômica e à revolução digital, a Feira do Livro de Frankfurt abriu nesta quarta-feira (14) ao público. Apesar do momento, os primeiros dados oficiais sobre o número de expositores não refletem uma queda dramática.
No ano passado, 3.337 expositores participaram do evento, uma ligeira baixa em comparação aos 3.312 inscritos nesta edição. Para os especialistas, o pequeno recuo representa a consolidação do setor por meio das fusões.
No entanto, a menor participação de visitantes na feira fica evidente em uma caminhada pelos pavilhões, na comparação com as edições anteriores.
"É incrível poder caminhar sem ser empurrado", comentou um editor após a abertura da feira.
Os editores alemães não sofreram muito com a crise --o setor cresceu 2,8% neste ano-- mas em outros países, especialmente no mundo anglo-saxão, houve queda nas vendas, como disse o diretor da feira, Jürgen Boos.
Há tempos Boos vem insistindo que a pergunta-chave do momento é como o setor editorial pode fechar negócios com conteúdos digitais e ressaltou que a busca de uma resposta pode tornar esta edição da feira uma das mais importantes da história.
Dia do download
Os livreiros alemães lançaram nesta quarta uma iniciativa que pode ser vista como uma tentativa de responder a pergunta. Trata-se de "Download-days", uma atividade que será realizada durante a feira com a participação de Herta Müller, ganhadora do último Prêmio Nobel de Literatura, com sua obra "Atemschaukel".
Em cada um dos dias da feira, os editoriais darão acesso livre a um título que estará pendurado em plataforma digital libreka.de, da Associação de Livreiros Alemães.
Com a abertura limitada, espera-se que os leitores fiquem tentados a comprar os livros, seja no formato digital ou no tradicional. No entanto, há quem duvide da estratégia e considere difícil manter o interesse de compra de um produto que no primeiro momento foi oferecido gratuitamente.
A iniciativa abriu com "Couch Surfing" de Brian Thacker, e segue amanhã com "Atemschaukel". Depois será a vez de "Welt aus Glas", de Ernst-Wilhelm Handler, "Glücklicher Hund", de Nadja Kneissler, e "Adam und Evelyn", de Ingo Schulze.
Após a feira, a plataforma terá continuidade, mas não será diária. Um título ficará à disposição dos leitores todas as terças. As obras digitais oferecidas na feira são romances, com exceção de "Glücklicher Hund", um manual de psicologia canina. Libreka.de está sendo considerada pelos livreiros como uma alternativa ao programa de digitalização do Google, com a vantagem de ser controlado pelas editoras.
Embora os leitores eletrônicos não tenham aderido na Europa com a velocidade estimada há um ano, quando foram apresentados na Feira de Frankfurt, um especialista dos livreiros alemães, Roland Schil, demonstrou convicção que chegará o dia em que essas ferramentas se tornarão parte do cotidiano. Para isso, Schil é imprescindível que os leitores eletrônicos incluam além de livros, outros conteúdos, como jornais.
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
Ser e estar livreiro em tempos modernos
0 Comentários sexta-feira, agosto 21, 2009
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: acesso cultural, comércio livreiro, livro eletrônico
Autor: Vitor Tavares. Data: 19/8/2009.
Fonte: Brasil que Lê - Agência de Notícias.
Em tempos antigos, nas mais diversas civilizações, a leitura e o saber formavam um misto de paixão e poder a que apenas os mais privilegiados tinham acesso. Nos tempos modernos, essa paixão ainda persiste - para muitos, com o mesmo entusiasmo -, mas o acesso tornou-se bem mais democrático. Ferramentas de comunicação, em suas mais modernas formas tecnológicas, e o livro, um dos principais vetores do saber, convivem democraticamente disseminando o conhecimento.Mesmo assim, para os pessimistas, o livro e o exercício da atividade do livreiro estariam com os dias contados, quase uma visão apocalíptica do fim dos tempos. Os mais nostálgicos se lembram das lojas de discos, superespecializadas e cobiçadas, que desapareceram no tempo. Cabe a nós, livreiros, então, a sobrevivência desse segmento.
Entretanto, não nos podemos iludir. Vivemos hoje na era do conhecimento e da informação: o que é novidade num curto espaço de tempo se torna ultrapassado. Opções eletrônicas para a leitura, como o E-Book, o Kindle, o Reader e outras tecnologias, brevemente baterão à nossa porta e os novos leitores, que cresceram convivendo com os smart fones, acesso à banda larga e computadores de última geração, não terão dificuldades com o novo. Portanto, as livrarias, as editoras e distribuidoras devem preparar-se para o hoje. O hoje já é o futuro, não haverá outro caminho senão a atualização, a informação e o conhecimento.
A inovação e a criatividade do livreiro serão as principais ferramentas para enfrentar os novos tempos. Já vislumbro os leitores "baixando" legalmente o conteúdo digital em seus E-Books, diretamente nos caixas das livrarias, como ocorre atualmente com os celulares pré-pagos nos caixas dos supermercados. Acompanhar e adotar as novas tecnologias é o caminho.
O livro físico não desaparecerá das prateleiras das livrarias, mas o eletrônico, rapidamente, estará presente em nossa vida e caminhará paralelamente ao livro físico, sem sombra de dúvida. Precisamos, sim, incentivar cada vez mais as pequenas e médias livrarias a privilegiarem o livro como o seu principal produto de venda.
O sucesso de uma livraria, na minha opinião, está calcado em quatro vertentes: bom atendimento, prestação de serviço, bom sistema de informação (automação comercial) e acervo rico e atualizado.
Quando falo de acervo rico e atualizado, reconheço que não é fácil mantê-lo com capital próprio, e, aí, sim, a aquisição de livros via sistema de consignação ajuda. Porém me preocupo muito quando vejo que algumas livrarias trabalham com quase 100% de seu estoque consignado. Penso que um bom livreiro, para atingir o sucesso financeiro no médio prazo, precisa, na medida do possível, capitalizar a sua livraria - um bom acervo é a verdadeira "poupança" do livreiro. Livrarias que dispõem de bons livros em seus estoques em momento de aperto financeiro, como o atual, poderão diminuir suas compras e só adquirir as novidades, os best sellers, e trabalhar sob encomendas; com o acervo próprio (poupança) terão gorduras para queimar e se capitalizar novamente. O ideal é trabalhar de forma híbrida: parte adquirida, parte consignada.Outro problema das consignações é o controle - se ele for falho, poderá prejudicar não só o livreiro, como também o distribuidor e o editor. A consignação é sempre uma boa estratégia de negociação, especialmente em eventos, lançamentos e por um período predeterminado. Se permanente, deve ser muito bem estudada e planejada pelas partes envolvidas - livreiro, distribuidor e editor. Sem falar que hoje, conforme regulamentação da Receita Federal, todas as consignações devem ter um período determinado. É trabalhoso e, sem um controle adequado e um bom sistema de informática, quase impossível de controlar.
Mesmo com todas essas dificuldades que estamos atravessando, esperamos um crescimento entre 3% e 5%, o que, para este ano, podemos considerar bom - acima desse porcentual, somente as livrarias que estavam capitalizadas, que mantiveram seus investimentos e abriram novas lojas e/ou ampliaram as já existentes. É óbvio que as redes que abrirem novas livrarias passarão a vender mais, porém não sei se com a mesma rentabilidade. As médias e independentes terão de usar muita criatividade e recorrer a parcerias para manterem, pelo menos, o faturamento do ano anterior.
Sem dúvida, ainda corremos o risco de fechamento de livrarias de pequeno e médio porte, provocando uma concentração ainda maior do setor. Temos consciência de que a sobrevivência delas, que hoje representam 65% desse mercado, ainda é muito temerosa. Consequência, em primeiro lugar, de práticas comerciais predatórias, em especial de alguns sites que também comercializam livros e de alguns varejistas do setor; segundo, em razão dos custos elevados para manter uma livraria aberta; terceiro, carência do hábito de leitura da população em geral; quarto, há também, em alguns casos, o problema de gestão administrativa e de carência de profissionais capacitados para o varejo livreiro; e, por último, a falta de ações governamentais específicas em defesa das livrarias - que tenham como foco a sobrevivência delas -, como o incentivo à abertura de novas livrarias fora dos grandes centros.
Hoje, cerca de 1.600 municípios, em todo o Brasil, não têm sequer uma livraria. O que vemos, então, é que não serão os livros eletrônicos e as novas tecnologias de comunicação os nossos principais predadores.
Vitor Tavares, executivo na área de livrarias há 20 anos, é presidente da Associação Nacional de Livrarias (ANL) e diretor das Livrarias Loyola.
(Reprodução autorizada mediante citação da 'Brasil que Lê - Agência de Notícias')
Contato: agencia@brasilquele.com.br
Fonte: Brasil que Lê - Agência de Notícias.
Em tempos antigos, nas mais diversas civilizações, a leitura e o saber formavam um misto de paixão e poder a que apenas os mais privilegiados tinham acesso. Nos tempos modernos, essa paixão ainda persiste - para muitos, com o mesmo entusiasmo -, mas o acesso tornou-se bem mais democrático. Ferramentas de comunicação, em suas mais modernas formas tecnológicas, e o livro, um dos principais vetores do saber, convivem democraticamente disseminando o conhecimento.Mesmo assim, para os pessimistas, o livro e o exercício da atividade do livreiro estariam com os dias contados, quase uma visão apocalíptica do fim dos tempos. Os mais nostálgicos se lembram das lojas de discos, superespecializadas e cobiçadas, que desapareceram no tempo. Cabe a nós, livreiros, então, a sobrevivência desse segmento.
Entretanto, não nos podemos iludir. Vivemos hoje na era do conhecimento e da informação: o que é novidade num curto espaço de tempo se torna ultrapassado. Opções eletrônicas para a leitura, como o E-Book, o Kindle, o Reader e outras tecnologias, brevemente baterão à nossa porta e os novos leitores, que cresceram convivendo com os smart fones, acesso à banda larga e computadores de última geração, não terão dificuldades com o novo. Portanto, as livrarias, as editoras e distribuidoras devem preparar-se para o hoje. O hoje já é o futuro, não haverá outro caminho senão a atualização, a informação e o conhecimento.
A inovação e a criatividade do livreiro serão as principais ferramentas para enfrentar os novos tempos. Já vislumbro os leitores "baixando" legalmente o conteúdo digital em seus E-Books, diretamente nos caixas das livrarias, como ocorre atualmente com os celulares pré-pagos nos caixas dos supermercados. Acompanhar e adotar as novas tecnologias é o caminho.
O livro físico não desaparecerá das prateleiras das livrarias, mas o eletrônico, rapidamente, estará presente em nossa vida e caminhará paralelamente ao livro físico, sem sombra de dúvida. Precisamos, sim, incentivar cada vez mais as pequenas e médias livrarias a privilegiarem o livro como o seu principal produto de venda.
O sucesso de uma livraria, na minha opinião, está calcado em quatro vertentes: bom atendimento, prestação de serviço, bom sistema de informação (automação comercial) e acervo rico e atualizado.
Quando falo de acervo rico e atualizado, reconheço que não é fácil mantê-lo com capital próprio, e, aí, sim, a aquisição de livros via sistema de consignação ajuda. Porém me preocupo muito quando vejo que algumas livrarias trabalham com quase 100% de seu estoque consignado. Penso que um bom livreiro, para atingir o sucesso financeiro no médio prazo, precisa, na medida do possível, capitalizar a sua livraria - um bom acervo é a verdadeira "poupança" do livreiro. Livrarias que dispõem de bons livros em seus estoques em momento de aperto financeiro, como o atual, poderão diminuir suas compras e só adquirir as novidades, os best sellers, e trabalhar sob encomendas; com o acervo próprio (poupança) terão gorduras para queimar e se capitalizar novamente. O ideal é trabalhar de forma híbrida: parte adquirida, parte consignada.Outro problema das consignações é o controle - se ele for falho, poderá prejudicar não só o livreiro, como também o distribuidor e o editor. A consignação é sempre uma boa estratégia de negociação, especialmente em eventos, lançamentos e por um período predeterminado. Se permanente, deve ser muito bem estudada e planejada pelas partes envolvidas - livreiro, distribuidor e editor. Sem falar que hoje, conforme regulamentação da Receita Federal, todas as consignações devem ter um período determinado. É trabalhoso e, sem um controle adequado e um bom sistema de informática, quase impossível de controlar.
Mesmo com todas essas dificuldades que estamos atravessando, esperamos um crescimento entre 3% e 5%, o que, para este ano, podemos considerar bom - acima desse porcentual, somente as livrarias que estavam capitalizadas, que mantiveram seus investimentos e abriram novas lojas e/ou ampliaram as já existentes. É óbvio que as redes que abrirem novas livrarias passarão a vender mais, porém não sei se com a mesma rentabilidade. As médias e independentes terão de usar muita criatividade e recorrer a parcerias para manterem, pelo menos, o faturamento do ano anterior.
Sem dúvida, ainda corremos o risco de fechamento de livrarias de pequeno e médio porte, provocando uma concentração ainda maior do setor. Temos consciência de que a sobrevivência delas, que hoje representam 65% desse mercado, ainda é muito temerosa. Consequência, em primeiro lugar, de práticas comerciais predatórias, em especial de alguns sites que também comercializam livros e de alguns varejistas do setor; segundo, em razão dos custos elevados para manter uma livraria aberta; terceiro, carência do hábito de leitura da população em geral; quarto, há também, em alguns casos, o problema de gestão administrativa e de carência de profissionais capacitados para o varejo livreiro; e, por último, a falta de ações governamentais específicas em defesa das livrarias - que tenham como foco a sobrevivência delas -, como o incentivo à abertura de novas livrarias fora dos grandes centros.
Hoje, cerca de 1.600 municípios, em todo o Brasil, não têm sequer uma livraria. O que vemos, então, é que não serão os livros eletrônicos e as novas tecnologias de comunicação os nossos principais predadores.
Vitor Tavares, executivo na área de livrarias há 20 anos, é presidente da Associação Nacional de Livrarias (ANL) e diretor das Livrarias Loyola.
(Reprodução autorizada mediante citação da 'Brasil que Lê - Agência de Notícias')
Contato: agencia@brasilquele.com.br
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Kindle 2 da Amazon
0 Comentários terça-feira, fevereiro 10, 2009
Publicado por Nuno de Matos
Assunto: comércio livreiro, eBooks
A Amazon já apresentou a segunda geração do leitor de livros electrónicos Kindle. O novo modelo é mais fino, tem mais capacidade de armazenamento (dá para 1500 livros) e consegue virar as páginas de forma mais rápida.
A Amazon continua a direccionar o Kindle para um público-alvo mais endinheirado. Por isso, o preço de 359 dólares (cerca de 276 euros) torna o Kindle só ao alcance de alguns.
“A nossa visão é que qualquer um dos livros que exista em formato impresso, em qualquer idioma, possa estar disponível em 60 segundos”, disse o CEO da Amazon, Jeff Bezos, na apresentação do Kindle, em Nova Iorque.
O leitor de livros electrónicos vai estar à venda a partir de dia 24 e pode ser encontrado na sua página oficial. Nessa página também pode ver um vídeo sobre a nova versão do Kindke.
A Amazon continua a direccionar o Kindle para um público-alvo mais endinheirado. Por isso, o preço de 359 dólares (cerca de 276 euros) torna o Kindle só ao alcance de alguns.
“A nossa visão é que qualquer um dos livros que exista em formato impresso, em qualquer idioma, possa estar disponível em 60 segundos”, disse o CEO da Amazon, Jeff Bezos, na apresentação do Kindle, em Nova Iorque.
O leitor de livros electrónicos vai estar à venda a partir de dia 24 e pode ser encontrado na sua página oficial. Nessa página também pode ver um vídeo sobre a nova versão do Kindke.
Notícia da Exame Informática
Veja mais informação sobre o Kindle 2
sexta-feira, 6 de junho de 2008
Vendas de livros atingem 17% do comércio eletrônico
0 Comentários sexta-feira, junho 06, 2008
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: comércio livreiro, e-commerce, Internet, Livros
Vendas de livros representam 17% do e-commerce
Fonte: Jornal do Brasil. Data: 05/06/2008
Rio - O comércio eletrônico no ano passado teve 17% de sua participação das vendas de livros, de acordo com dados da consultoria e-Bit. Seguindo essa tendência, o grupo editorial Ediouro, que tem 10 selos, acompanha a migração dos leitores e cria atrações para os internautas apaixonados por literatura. O diálogo com blogueiros e comunidades em sites de relacionamento fazem parte do projeto.
O produto está no alto das listas de mais vendidos pela Internet no Brasil.
- O segmento de livros é muito suscetível ao boca a boca, já que as pessoas decidem a compra após uma boa indicação. Se estão todos online, o poder de viralização e a influência de um leitor sobre o outro são potencializados - afirma Daniel Deivisson, diretor da agência especializada em marketing digital.
O comércio eletrônico está crescendo na esteira da ampliação de internautas. Em 2007, o aumento chegou a 43% e o número de consumidores que experimentaram a compra online chegou a 9,5 milhões. Em 2006, eram 7 milhões. Para 2008, a previsão é de 12 milhões de compradores e alta de 45%. Os números são da Consultoria E-Bit que também prevê, já para o primeiro semestre de 2008, que o número de consumidores online chegue a 10,5 milhões.
O perfil de consumidores online também está mudando. As classes C e D aproveitam o aumento da renda real e a isenção de impostos do Governo para reforçar os números de internautas. O preço da banda larga em queda também contribui para a transformação. A confiança nos mecanismos de segurança do comércio virtual e as facilidades de crédito são apontadas como fatores decisivos nesta alta.
- Os leitores se tornaram formadores reais de opinião e influenciam uns aos outros continuamente em redes de relacionamento e blogs. Isso pode se tornar uma grande ameaça ou uma oportunidade para empresas com suas marcas e produtos - defende Deivisson.
Os dados também apontam que 25 a 40% dos consumidores pesquisam na Internet antes de comprar em lojas reais ou virtuais. Eles buscam informações mais aprofundadas sobre produtos, lojas e fazem comparações de preços. Para atender a esse público, as páginas criadas pela Frog terão informações extras sobre os autores, sinopses dos livros e ainda capítulos gratuitos para baixar.
Fonte: Jornal do Brasil. Data: 05/06/2008
Rio - O comércio eletrônico no ano passado teve 17% de sua participação das vendas de livros, de acordo com dados da consultoria e-Bit. Seguindo essa tendência, o grupo editorial Ediouro, que tem 10 selos, acompanha a migração dos leitores e cria atrações para os internautas apaixonados por literatura. O diálogo com blogueiros e comunidades em sites de relacionamento fazem parte do projeto.
O produto está no alto das listas de mais vendidos pela Internet no Brasil.
- O segmento de livros é muito suscetível ao boca a boca, já que as pessoas decidem a compra após uma boa indicação. Se estão todos online, o poder de viralização e a influência de um leitor sobre o outro são potencializados - afirma Daniel Deivisson, diretor da agência especializada em marketing digital.
O comércio eletrônico está crescendo na esteira da ampliação de internautas. Em 2007, o aumento chegou a 43% e o número de consumidores que experimentaram a compra online chegou a 9,5 milhões. Em 2006, eram 7 milhões. Para 2008, a previsão é de 12 milhões de compradores e alta de 45%. Os números são da Consultoria E-Bit que também prevê, já para o primeiro semestre de 2008, que o número de consumidores online chegue a 10,5 milhões.
O perfil de consumidores online também está mudando. As classes C e D aproveitam o aumento da renda real e a isenção de impostos do Governo para reforçar os números de internautas. O preço da banda larga em queda também contribui para a transformação. A confiança nos mecanismos de segurança do comércio virtual e as facilidades de crédito são apontadas como fatores decisivos nesta alta.
- Os leitores se tornaram formadores reais de opinião e influenciam uns aos outros continuamente em redes de relacionamento e blogs. Isso pode se tornar uma grande ameaça ou uma oportunidade para empresas com suas marcas e produtos - defende Deivisson.
Os dados também apontam que 25 a 40% dos consumidores pesquisam na Internet antes de comprar em lojas reais ou virtuais. Eles buscam informações mais aprofundadas sobre produtos, lojas e fazem comparações de preços. Para atender a esse público, as páginas criadas pela Frog terão informações extras sobre os autores, sinopses dos livros e ainda capítulos gratuitos para baixar.
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