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quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Fundada em 23 de novembro de 2012 a Associação Brasileira de Profissionais da Informação (ABRAINFO)


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"Dia 23 de novembro de 2012, na presença de mais de 80 participantes, foi fundada a Associação Brasileira de Profissionais da Informação (ABRAINFO). 
Consequência das discussões iniciadas no Facebook, em março deste ano."
- Anúncio enviado por Antonio Agenor Briquet de Lemos, via Facebook, dia 23/11/2012.

Grupo no FaceBook:
http://www.facebook.com/groups/126172034187521/
"Este Grupo discute, exclusivamente, a representatividade profissional: Para que servem as associações? O sentido de uma associação forte. A participação dos profissionais e os benefícios coletivos. Perspectivas futuras."

Website da ABRAINFO:
http://www.abrainfo.com.br


Reproduzo mensagem do Briquet de Lemos (de nov.2012):

Nos últimos meses pelas redes sociais foi possível constatar o interesse dos bibliotecários, arquivistas e museólogos pelo tema “representatividade profissional”. Essas discussões mostraram um quase e inesperado consenso: a necessidade de integração maior entre entre Arquivologia, Biblioteconomia e Museologia. As ferramentas digitais, incluindo a internet, foram determinantes para essa aproximação – já evidenciada no perfil dos cursos de formação de profissionais para essas áreas, bem como no perfil de nossas representações acadêmicas e políticas.

Dessa constatação surgiu a proposta de abertura de um novo espaço de diálogo e de convergência. Para chegar a essa meta, considerou-se a necessidade de existir uma associações que pudesse reunir, amplamente, os profissionais de Informação – sem as tradicionais divisões. Assim, com o trabalho incansável do nosso colega Luís Milanesi, está sendo proposta a criação da ABRAINFO – Associação Brasileira de Profissionais da Informação.
Essa entidade de caráter nacional deverá aproximar pessoas físicas que trabalhem na área da Informação, os bibliotecários, arquivistas e museólogos e, ainda, engenheiros, linguistas e outros que inclusive dão aulas nos cursos das três áreas. O objetivo maior que se busca é a convergência tanto do ponto de vista teórico e prático quanto da representatividade social.
No próximo dia 23 de novembro vamos realizar a assembleia para instituir a entidade. É importante que essa iniciativa seja do conhecimento de todos os profissionais brasileiros. Por isso peço a sua ajuda para divulgar o convite.
No próximo dia 23 de novembro, às 14 horas, na Biblioteca Municipal Mário de Andrade, rua da Consolação, 94, São Paulo, será realizada a Assembleia de Fundação da ABRAINFO –
Associação Brasileira de Profissionais da Informação. Em nome de todos que participaram das discussões preliminares convidamos você, na qualidade de sócio fundador, para comparecer e
compartilhar ideias e propostas, visando a criação da Entidade. Na ocasião será discutido e aprovado o seu Estatuto e eleitos os membros do Conselho Deliberativo provisório que terá a incumbência de organizar as bases da Associação e convocar eleições no prazo de seis meses.




quarta-feira, 11 de julho de 2012

Bibliotecas brasileiras


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Foi publicado hoje na edição de Julho de 2012 da revista 3MAIS, da 3M do Brasil, uma matéria sobre bibliotecas brasileiras que são exemplos de inovação.

Para conferir, acesse http://www.3m.com.br/bibliotecas.

Texto do editorial:
"Em todo o mundo, é comum tomarmos conhecimento de inúmeros projetos na área de Biblioteconomia que se transformaram em verdadeiras referências, seja por sua inovação, como a recém-inaugurada biblioteca pública de Stuttgart, na Alemanha, ou ainda, por sua relevância histórica e cultural, como a famosa biblioteca da Abadia de Saint Gallen, na Suiça, e dezenas de outras bibliotecas grandiosas mundo a fora. Impressionados por estes maravilhosos exemplos, muitas vezes, deixamos de voltar nossa atenção para o nosso país, e buscar conhecer nele as referências de bibliotecas que estão inovando, se modernizando, criando novos espaços para mudar e transformar a vida das pessoas à sua volta. E foi com este pensamento que preparamos para esta edição uma lista de bibliotecas brasileiras que são exemplos de inovação, trazendo diferenciais em sua estrutura, no modo de interação com o público
ou ainda, na renovação do espaço da biblioteca, transformando-os em verdadeiros centros de cultura e de conhecimento, voltado também para o lazer. Vale a pena conferir, e se tiver a oportunidade, conhecê-las pessoalmente."

Fonte: Revista 3Mais, julho de 2012.

sábado, 22 de maio de 2010

Editoras miram filão dos livros técnicos


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Autor:Tom Cardoso.
Fonte: Valor Online. Data: 20/05/2010.

O mercado editorial brasileiro está com o freio de mão puxado. São vários os motivos: o baixo índice de leitura no país (3,7 títulos por habitante/ano - 1,3 se retirados os livros escolares-didáticos); o mercado ainda não sabe muito bem como lidar com o livro eletrônico; e o ano de 2009 não deve apresentar o mesmo desempenho de 2008, quando cresceu 9,71% e movimentou cerca de R$ 3,3 bilhões.

Porém, o potencial de expansão ainda é enorme, tanto que nos últimos anos grupos estrangeiros, principalmente da Espanha, desembarcaram por aqui em busca de bons negócios. E conseguiram. A Planeta do Brasil, braço editorial do grupo Planeta, quinto grupo de comunicação do mundo e líder em língua espanhola, apresenta bons resultados em poucos anos de mercado brasileiro. O mesmo vale para o Grupo Santillana, também espanhol, braço editorial do Grupo Prisa, gigante de comunicação que atua em vários países da América Latina desde 1964. A Planeta, que chegou ao Brasil em 2003, aparece em quinto lugar no ranking elaborado pelo jornal "Folha de S. Paulo" que enumera as editoras que mais emplacaram livros na lista dos mais vendidos. Já a Santillana, no país desde 2001, quando adquiriu a Editora Moderna (hoje ela controla, além da Moderna, a editora Salamandra e parte da Objetiva), fechou 2009 com faturamento de R$ 525 milhões. Em menos de dez anos, a participação da Santillana no mercado brasileiro cresceu 44%.

Rosely Boschini, presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL), conta que a Pesquisa de Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro de 2009, realizada pela FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), ainda não está pronta, mas adianta que os números do ano passado - e talvez deste ano - não devem mudar muito. Em 2008, foram publicados 51.129 títulos (mais 19,52% em relação a 2007) e produzidos 340.274.195 exemplares (menos 3,17%).

Para Rosely, a 21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, em agosto, mostrará se o mercado conseguiu superar a estagnação. As editoras estarão voltadas para o vertiginoso crescimento dos livros técnicos, filão que se fortaleceu com o aumento do poder aquisitivo das classes C e D. Livros científicos, técnicos e profissionais (9,28%) foram um dos segmentos que mais cresceram em 2008 (aumento de quase 10% sobre 2007).

"Os programas governamentais de compra de livros para as escolas são estáveis, transparentes e com regras claras, o que dá segurança para o mercado", afirma Sérgio Quadros, diretor-geral do Grupo Santillana no Brasil. Os planos para os próximos anos são ambiciosos. O grupo espera encerrar 2010 com faturamento de R$ 580 milhões e investir, até 2015, cerca de R$ 30 milhões por ano no desenvolvimento de novos produtos.

Não menos ousadas são as metas da Planeta. "Nosso objetivo é chegar ao seleto grupo das três primeiras editoras do Brasil até 2020", afirma César González, diretor geral da Planeta do Brasil. A editora não revela números de seu faturamento em 2009, mas dá exemplos práticos da importância que o mercado brasileiro tem hoje o para o grupo espanhol. "Temos números de vendas próximos ao mercado argentino. Porém, lá a Planeta está há 42 anos, aqui apenas há sete", compara González.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Evento gratuito: Simpósio Internacional de Políticas Públicas para Acervos Digitais (26 a 29 abril)


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Acontece, de 26 a 29 de abril de 2010, O Simpósio Internacional de Políticas Públicas para Acervos Digitais, no Auditório Jaraguá do Novotel Jaraguá, em São Paulo-SP (Brasil).

O evento é gratuito e aberto a público. A inscrição será feita na entrada do evento, no Novotel Jaraguá, e está sujeita à lotação do Auditório que tem 250 lugares.

As mesas de discussão serão transmitidas na íntegra, ao vivo, no site do evento. Não será necessário nenhum tipo de cadastramento para assistir ao Simpósio pela rede.

O evento reunirá especialistas para colaborar com a formulação de um modelo sustentável de preservação e acesso universal do patrimônio cultural brasileiro.

Haverá painéis sobre os seguintes temas: "Grandes Projetos de Digitalização"; "Direito à Cultura – Acesso Qualificado"; "Preservação (patrimônio cultural)"; "Direitos de Autor e Diversidade Cultural"; "Sustentabilidade para Ações de Digitalização" e "Políticas Públicas – Por um Plano Nacional".

Acesse o site do evento e saiba mais: http://culturadigital.br/simposioacervosdigitais

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Modernização de Bibliotecas no Brasil


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Prefeituras de municípios com até 20 mil habitantes devem enviar propostas até 25 de janeiro de 2010.

O Ministério da Cultura, por meio do Programa Mais Cultura, modernizará 100 bibliotecas públicas em municípios com até 20 mil habitantes. O investimento do MinC é de R$ 3,285 milhões.

As prefeituras interessadas em participar do edital nacional devem enviar propostas até 25 de janeiro de 2010 para o Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas/Fundação Biblioteca Nacional (Rua da Imprensa, nº 16, Sala 1.102 - Palácio Gustavo Capanema – Centro – CEP 22030-120 - Rio de Janeiro, RJ).

O edital está disponível nas páginas eletrônicas do Ministério da Cultura, no link Editais e Premiações, e do Programa Mais Cultura. Os projetos contemplados receberão kit composto de mil livros, mobiliários, almofadas, pufes, tapetes e telecentro digital com 11 computadores conectados à internet banda larga.

Segundo o diretor de Livro, Leitura e Literatura do MinC, Fabiano dos Santos Piuba, a ação tem por objetivo estimular o gosto pela leitura e tornar as bibliotecas espaços culturais dinâmicos e atrativos. “Não é suficiente ter a biblioteca, é preciso que ela seja um espaço cultural dinâmico, apropriado pela comunidade a que atende”, afirma.

Entre 2008 e 2009, o Mais Cultura investiu R$ 22,5 milhões para modernizar 410 bibliotecas públicas municipais em todo o país. Dessas, 299 localizadas nos Territórios da Cidadania.

Outros R$ 21,2 milhões estão previstos para modernizar 576 bibliotecas a partir de 2010, por meio de editais pactuados com os governos estaduais. O Governo Federal investe 66% dos recursos e os estados aportam 33% de contrapartida.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Orkut já não é a mídia social mais usada no Brasil


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Fonte: Exame. Data: 24/11/2009.
Autora: Luiza Dalmazo.
Enquanto a maioria das pessoas compara o Orkut com o Facebook, a empresa de pesquisas e monitoramento na internet E-life e a InPress Porter Novelli, compararam todas as ferramentas consideradas de mídia social. E a descoberta é que o Orkut não é mais o rei absoluto no Brasil.
Dos quase 1 300 usuários entrevistados, 87,2% disseram que acessam o Twitter de sete a cinco vezes por semana, contra 72,6% que acessa o Orkut no mesmo período. É o líder, portanto, em frequência de acesso. Seria diferente se fossem analisados outros critérios.
Segundo lugar no tempo de uso dos internautas, o Orkut ainda é o primeiro colocado entre as redes sociais com mais cadastrados no Brasil -- 89,6% dos respondentes têm conta na rede. O Twitter é o segundo, com 80,1% e o YouTube o terceiro, com 79,6%. O Facebook aparece na quinta posição, com 57,6% dos entrevistados registrados.
Cada rede social, no entanto, parece ter uma função definida na rotina dos usuários. O Twitter, de acordo com 70% dos respondentes, é usado para leitura de notícias. O Orkut serve para contato com os amigos (segundo 86% das pessoas ouvidas) e o YouTube para passatempo e diversão (89,6%).
Para Alessandro Barbosa Lima, CEO da E.Life, essa diferenciação é interessante porque muitas empresas usam abordagens semelhantes para redes sociais, mas dificilmente uma só estratégia vai funcionar para todas elas. ''As redes são usadas para finalidades muito diferentes e não uma abordagem para cobrir tudo'', diz.
Nos três últimos meses, 4,8% dos respondentes fizeram cadastro no LinkedIn, o que foi uma surpresa na opinião de Lima. ''Foi a terceira rede social mais lembrada, atrás apenas do Twitter e do Facebook (em que 46,3% e 10% fizeram cadastros, respectivamente)."

sábado, 21 de novembro de 2009

Brasil: 113 mil escolas sem bibliotecas


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Rosely Boschini: 113 mil escolas sem bibliotecas
Fonte: Agência Brasil Que Lê. Data: 18/11/2009.
URL:
http://www.blogdogaleno.com.br/texto_ler.php?id=6732&secao=22
No comando de uma das instituições de maior prestígio no mundo da cultura no Brasil, a editora Rosely Boschini, presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL) pela segunda vez, não têm dúvidas sobre os avanços obtidos no País durante a atual década no que diz respeito ao acesso aos livros e à leitura. Prova disso, diz, é o crescimento dos índices de leitura apontados pela pesquisa Retratos da Leitura no Brasil e os 95 milhões de leitores de livros espalhados pelo território nacional. Mas ela enumera pelo menos dois grandes problemas: a baixa adesão de estados e municípios, em 2009, aos planos estaduais do livro e leitura e, mais grave ainda, a existência de nada menos do que 113 mil escolas sem bibliotecas no País. Some-se a isso, alerta, “os grilhões do analfabetismo”, que atinge um entre cada dez brasileiros.
O Brasil está prestes a completar a primeira edição trienal (2006/2009) do seu primeiro Plano Nacional do Livro e Leitura. Isso é bom para o País?
A iniciativa foi excelente, na medida em que abriu oportunidades para o amplo engajamento do setor público e de instituições da sociedade civil no objetivo de estimular a leitura. No entanto, acredito que a principal meta prevista para 2009 — o fomento à criação dos planos estaduais e municipais — tenha ficado aquém das demandas do País quanto ao livro. É preciso maior proatividade e envolvimento de estados e municípios.O que o País avançou na atual década e, particularmente, nos últimos anos?Creio que seja possível dimensionar essa evolução em termos mais concretos por meio da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, do Instituto Pró-Livro, entidade criada pela CBL, Snel e Abrelivros. Em sua última edição, o estudo identificou a existência de 95 milhões de leitores no País. Este público passou a ler, em sete anos, 4,7 títulos por habitante/ano. Este salto ocorreu em várias faixas importantes da sociedade, como, por exemplo, os jovens com mais de 15 anos e um mínimo de três anos de escolaridade (que leram 3,7 livros por ano, contra 1,8 apontado na pesquisa anterior). As estatísticas evidenciam que, em paralelo às indispensáveis políticas públicas, a mobilização da sociedade e do setor privado é imprescindível para inserir de modo pleno o Brasil na chamada sociedade do conhecimento.
O que ainda está por ser feito na área do livro e leitura?
Obviamente, o Brasil ainda precisa avançar muito em termos de inclusão social, distribuição de renda e educação, fatores exponenciais para que mais pessoas possam fazer da leitura um hábito cotidiano. O grande gargalo, contudo, é mesmo a educação, em especial no tocante à qualidade do ensino e estrutura das escolas públicas. Vejam este exemplo: dados do Censo Escolar 2008, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), do Ministério da Educação, indicam que a falta de biblioteca é uma realidade em 113 mil escolas do Brasil. Isto é equivalente a 68,81% da rede pública! O problema não se limita à falta de livros. Em 2009, o orçamento federal para o envio de obras gerais à rede pública é de R$ 76,6 milhões. É um montante apreciável para as aquisições. Em 2008, as escolas receberam, em média, 39,6 livros cada uma, média muito razoável. E isto não inclui o PNLD (Programa Nacional do Livro Didático). O que mais falta nas escolas é infraestrutura física de acessibilidade aos livros, ambiente adequado para leitura e pessoal capacitado para promoção e divulgação do hábito de ler.Somam-se a esse problema os grilhões do analfabetismo, uma triste realidade para um a cada dez brasileiros. Em números absolutos, são cerca de 15 milhões os maiores de 15 anos que não sabem ler e escrever, de acordo com o IBGE. Mais grave ainda é que 21,6% dos habitantes com mais de 15 anos são analfabetos funcionais, ou seja, indivíduos que não entendem o que leem. Os dados, incompatíveis com um país que almeja o desenvolvimento, explicam em grande parte o porquê de mais brasileiros não lerem. Precisamos eliminar tais obstáculos, que transcendem ao universo do mercado editorial, pois dizem respeito ao quadro socioeconômico do País.
Que papel a CBL enxerga para si como um dos atores sociais de relevância na questão do livro e da leitura no País?
A CBL tem um papel preponderante de incrementar o setor editorial por meio de ações para difundir e estimular a leitura. Para cumprir de modo adequado essa missão, definimos estratégias amparadas no desenvolvimento do negócio do livro, ações políticas que garantam peso institucional equivalente à importância do setor para o País e apoio ao trabalho dos agentes da cadeia produtiva. Nossas responsabilidades estão explícitas, em termos práticos, nas ações que temos desenvolvido em conjunto com as demais entidades do mercado. A primeira evidência desse esforço e contribuição está na oferta de livros. No período 2006/2008, foram lançados 57 mil novos títulos e impressos mais de um bilhão de exemplares, conforme a pesquisa “Produção e Vendas do Mercado Editorial Brasileiro”, realizada pela Fipe/USP para a CBL e o SNEL. O estudo também aponta significativa redução de preços. Se considerarmos os valores reais, ou seja, já descontado a inflação, de 2004 a 2008 a queda do preço médio efetivo do período foi de 22,4% no segmento de obras gerais, por exemplo. O fato de as entidades do setor terem reafirmado entendimento com o Ministério da Cultura para a criação do Fundo Pró-Livro também foi importante. O mercado editorial, cumprindo compromisso assumido há quatro anos, destinará um percentual de seu faturamento a essa finalidade. Há, ainda, duas iniciativas da CBL que apresentam consistente resultado: a Bienal Internacional do Livro de São Paulo, o principal momento do livro no Brasil, e o Prêmio Jabuti. Este, criado em 1959, chegou em 2009 à 51ª edição, contemplando 21 categorias e atingindo número recorde de inscrições, com 2.574 obras. Como se vê, o trabalho e o empenho são grandes para convertermos o Brasil em um país de leitores.

sábado, 19 de setembro de 2009

Computadores nos lares brasileiros


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Três em cada dez domicílios tinham computador em 2008
Fonte: Agência Brasil. Data: 18/09/2009.
Autora: Thais Leitão.
Rio de Janeiro - Pelo menos três em cada dez domicílios brasileiros tinham computador em 2008, totalizando 18 milhões de residências. Além disso, dois em cada dez eram conectados à internet, somando quase 14 milhões. Embora os números mostrem algum avanço em relação aos dados de 2007, ainda revelam desigualdade no acesso a essa tecnologia.
Mais da metade dos domicílios do país que têm computador está localizada no Sudeste (10 milhões), região que também concentra a maior proporção de domicílios conectados à internet (31,5%). Em seguida vêm o Sul (28,6%) e o Centro-Oeste (23,5%). Nos últimos lugares aparecem as regiões Norte (10,6%) e Nordeste (11,6%).
Os dados foram divulgados hoje (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e constam da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) relativa ao ano de 2008. O estudo, publicado anualmente, traz uma radiografia da situação econômica do país, com informações sobre população, migração, educação, trabalho, família, domicílios e rendimentos.
De acordo com Elis Monteiro, relações públicas do Comitê para Democratização da Internet (CDI), organização não governamental que atua na inclusão digital de pessoas de baixa renda, especialmente nas favelas do Rio de Janeiro, os números revelam que as classes sociais mais baixas ainda têm muitas dificuldades no acesso principalmente à internet.
“O acesso ao computador ficou mais fácil nos últimos anos, com a queda de preços e programas de financiamento para aquisição desse bem. Ao mesmo tempo, o acesso à internet requer investimentos mais altos tanto por parte do governo como da iniciativa privada. Muitas vezes as empresas que levam a infraestrutura, que é a base de tudo, acabam concentrando sua área de atuação, em que também está concentrado o dinheiro, especialmente nas regiões Sul e Sudeste. O governo precisa fazer um trabalho de convencimento para que essas companhias universalizem a estrutura e melhorem a qualidade do acesso”, defendeu.
Essa diferença entre as regiões foi notada pela empregada doméstica Edna Maria da Silva, que chegou ao Rio vinda de Pernambuco há cerca de seis meses. Logo que conseguiu um emprego na capital fluminense, fez sua matrícula em um curso de informática.
“Lá no Nordeste é muito mais difícil conseguir locais com acesso à internet. Aqui no Rio, pelo menos, as casas parecem ter mais computadores com o serviço. Por isso, logo que eu consegui um emprego tratei de me inscrever, porque hoje em dia, sem saber mexer no computador, é quase como se a gente não soubesse ler e escrever”, afirmou.
Segundo o levantamento do IBGE, de 2007 para 2008 houve aumento no número de domicílios atendidos por rede coletora de esgoto (1,4 ponto percentual), somando 30,2 milhões de residências que dispõem do serviço. Também subiu em 603 unidades o número de domicílios com outro tipo de esgotamento sanitário ou sem qualquer esgotamento (0,2 ponto percentual). A Região Norte, responsável pela menor parcela de residências ligadas à rede coletora de esgotamento (9,5%), apresentou redução de 0,5 ponto percentual na proporção de lares com esse serviço, e aumento de 5,5 pontos percentuais nos domicílios com fossa séptica (unidades de tratamento primário de esgoto doméstico).
O estudo também indica um aumento de 0,6 ponto percentual nas residências que passaram a contar com serviço de coleta de lixo (87,9%) e nos lares com fornecimento de energia elétrica, que alcançaram 98,6% do total. O acesso à telefonia também cresceu, principalmente a celular. Entre os dois anos, o número de domicílios com algum tipo de telefone somou 82,1% e os que tinham só telefone móvel celular, 37,6%.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Brasileiro lê pouco


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Brasileiro ainda lê pouco, constata estudo da Câmara do Livro
Autor: Luiz Augusto Gollo. Fonte: Agência Brasil. Data: 9/9/2009
Análise usou dados da Pesquisa de Orçamentos Familiares do IBGE
Uma análise mais detalhada da Pesquisa de Orçamentos Familiares 2002-2003, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostrou aos membros da Câmara Brasileira do Livro (CBL), reunidos nesta terça-feira, dia 8, durante a 19ª Convenção Nacional, no Rio de Janeiro, que 40,7% das famílias adquirem algum tipo de material de leitura.
É um percentual baixo, sobretudo se revistas e jornais estão incluídos na despesa, e mais grave ainda se for considerado outro dado revelador: gasta-se praticamente a mesma quantia em cópias e em originais de livros técnicos e didáticos.
"O preço do livro no Brasil não justifica mais o baixo índice de consumo", afirma Rosely Boschini, presidente da Câmara. "As editoras estão buscando muitas maneiras de oferecer um produto com a mesma qualidade e mais acessível. Seria interessante o Estado transmitir aos educadores a necessidade de despertar nos alunos o gosto pela leitura".
O estudo divulgado na convenção foi feito a pedido de oito entidades atuantes no mercado editorial, quase todas presentes à entrevista que se seguiu ao lançamento, a cargo do seu coordenador, Kaizô Iwakami Beltrão, pesquisador do IBGE e consultor. De início, ele destacou que os dados são os mais recentes disponíveis e que nova pesquisa, em andamento agora, poderá refletir uma nova realidade.
"É uma coleta de informações em 50 mil domicílios e, a princípio, mostra que maior renda e maior escolaridade estão também ligadas a maior índice de leitura. Mas isso não quer dizer que quem ganha mais ou estudou mais lê mais livros. O consumo quase sempre se refere a livros didáticos, revistas e jornais, e não a literatura".
Na realidade, os índices mais altos de aquisição de material de leitura se relacionam a lares com estudantes, onde têm relativo destaque despesas com revistas, jornais, livros didáticos, fotocópias, livros técnicos e livros não didáticos. Mas o total não passou de 0,6% da renda familiar no ano, enquanto somaram quase 2% no período os gastos com TV, vídeo, som e microcomputador.
"É preciso difundir nas crianças não o hábito da leitura, mas sim o gosto pela leitura", defende João Carneiro, presidente da Câmara Riograndense do Livro, que põe por terra outro mito: o de que a professora é quem desperta a criança para a leitura. "Está comprovado, por diversos estudos, que é a mãe quem primeiro incentiva a leitura. É a cultura de ler, contar histórias para o filho, antes mesmo de ele ser alfabetizado. Isto é marcante no gosto futuro pela leitura".
O cruzamento de inúmeros indicadores da pesquisa do IBGE, na elaboração do estudo encomendado pela Câmara Brasileira do Livro, permite conclusões aparentemente óbvias, que, entretanto, traduzem realidades surpreendentes.
É o caso, por exemplo, da comparação de gastos anuais da família média em 2002/2003 com vários itens contabilizados: material de leitura, R$ 110; tv/vídeo/som/micro, R$ 400; telefonia celular, R$ 180; e lazer fora de casa, R$ 125. "Na época, é importante lembrar, o salário mínimo era R$ 200", ressalta Kaizô Iwakami Beltrão.
Rosely Boschini aplaude ideias como o Vale Cultura, mas enfatiza a necessidade de muitas parcerias entre Estado, iniciativa privada e família como a maneira mais rápida e eficaz de recuperar o terreno perdido pelo mercado do livro. E exemplifica:
"O Rio de Janeiro tem, talvez, três mil bancas de jornais, o mesmo número de livrarias que existem no país. É preciso resgatar o papel da livraria, o ambiente do livro. Sabe que as pessoas só frequentam bibliotecas enquanto são estudantes? Depois não vão mais", lamenta.
João Carneiro adianta a questão: "A leitura não é apresentada como uma coisa prazerosa, é uma obrigação escolar. Isso tem de mudar, para alcançarmos um nível como o da França, onde a literatura é agregador cultural do país, os escritores franceses são a própria França no mundo".
A pesquisa coordenada por Kaizô Iwakami Beltrão para a Câmara Brasileira do Livro foi encomendada pelas seguintes entidades: Associação Brasileira de Difusão do Livro (ABDL), Associação Brasileira de Direitos Reprográficos (ABDR), Associação Estadual de Livrarias do Rio de Janeiro (AEL-RJ), Associação Nacional de Livrarias (ANL), Câmara Riograndense do Livro (CRL), Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) e Instituto Pró-Livro (IPL). Foi consultora do trabalho a médica Milena Piraccini, livreira da Livraria Leonardo da Vinci, diretora da ANL e da AEL-RJ.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Novo imposto sobre livros


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Governo estuda novo imposto sobre livros
Fonte: O Estado do de S. Paulo. Data: 22/08/2009.
BRASÍLIA - O Ministério da Fazenda discute internamente a possibilidade de criar um novo tributo a ser cobrado das editoras de livros para viabilizar a implementação do Fundo Pró-Leitura, instrumento para incentivar a leitura no País. A proposta, que tem origem no Ministério da Cultura, conta com o apoio de integrantes do gabinete do ministro da Fazenda, Guido Mantega, mas não tem a simpatia da área técnica, principalmente Receita Federal e Secretaria de Política Econômica.
Os técnicos contrários à tributação avaliam que o momento de crise econômica não é propício para aumentar a carga tributária, ainda que de um setor específico. Além disso, um novo tributo tornaria ainda mais complexo o já complicado sistema tributário brasileiro. A avaliação desses técnicos é que, se não houver alternativa e for definida a tributação, o melhor seria elevar PIS/Cofins do setor.
Os defensores dentro do governo da nova tributação argumentam que esse foi um compromisso assumido pelos livreiros em 2004, quando, no Plano Nacional do Livro e Leitura, houve a desoneração de PIS/Cofins das editoras. A contrapartida assumida à época pelos editores foi a de as empresas contribuírem com 1% do faturamento anual para o Fundo Pró-Leitura, que financiaria atividades como montagem de bibliotecas e formação de professores e bibliotecários. Pelos cálculos preliminares do Ministério da Fazenda, a contribuição para o fundo representaria um custo de R$ 60 milhões por ano ao setor.
A eliminação do PIS/Cofins representou uma renúncia fiscal da ordem de R$ 300 milhões. O governo esperava que a desoneração resultasse na redução dos preços dos livros, o que, segundo uma fonte, não ocorreu. ?As empresas usaram a desoneração e não contribuíram para o fundo?, afirmou. ?Os preços de livros só caíram recentemente por causa da crise.?
O diretor de livro, leitura e literatura do Ministério da Cultura, Fabiano dos Santos Piúba, defendeu a contribuição do setor para o fundo, destacando que representaria ?um compromisso social do setor para a constituição de um país leitor?. Piúba ressaltou que o fundo vai fomentar a criação e modernização de bibliotecas, bem como a ampliação de seus acervos, formação de professores, bibliotecários, contadores de histórias e campanhas de leitura.

sábado, 1 de agosto de 2009

Bibliotecas presidenciais no Brasil


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Bibliotecas Presidenciais
Fonte: Blog do Noblat. Data: 31/07/2009.
URL: http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2009/07/12/bibliotecas-presidenciais-204279.asp
A cópia da carta escrita pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e enviada pelo Senador Sarney aos seus colegas de Senado, e que li ontem aqui, é um monumento às várias gradações de um atributo que se torna, a cada dia que passa, um dos traços mais característicos do político brasileiro: a esperteza.
Quero ressaltar que me refiro, neste caso, à esperteza de ambos. Um estava querendo um bem tombado, que pertencia ao Estado do Maranhão, para instalar sua Fundação, onde guardaria, ou deveria guardar, material que preserva a memória de seu governo. O outro estava querendo demonstrar que uma Biblioteca Presidencial é importantíssima e que o Estado deve sim colaborar porque, desculpe, Presidente FHC, a rudeza de meu pensamento, porque lhe interessava que na sua vez o Estado colaborasse.
Não vejo outro motivo para que o Presidente Fernando Henrique Cardoso assinasse tal carta a não ser esse. Também é bom lembrar que a carta foi escrita há quatro anos, o que nos leva à terceira traulitada da esperteza nacional: a tentativa de fazer crer que a carta é de anteontem...
Mas vamos ao que mais interessa: não há a menor dúvida que uma Biblioteca Presidencial é instituição importante para a memória do país. Sendo um organismo caro para ser montado, mantido e alimentado, já se calcula que não há de ser o ex-presidente a arcar com as despesas monumentais. É de todo imprescindível que receba subvenção governamental. Mas há que ter uma contrapartida...
Os EUA são o país onde se deve ir buscar como fazer para o bom funcionamento desse tipo de biblioteca. Foi o que fui fazer.
A inveja começa no site onde se pode pesquisar sobre o assunto: www.archives.gov/presidential-libraries/
Mal entramos e podemos perceber os séculos que nos separam... Começa por uma informação importantíssima: “as Bibliotecas Presidenciais americanas são supervisionadas pelo Arquivo Nacional (The National Archives). Formam um corpo de onze Bibliotecas Presidenciais, mais o Arquivo Presidencial do Governo Nixon.
As Bibliotecas Presidenciais não são bibliotecas no sentido comum da palavra. São arquivos e museus que reúnem, em um mesmo local, documentos e objetos de um Presidente e seu governo, apresentados ao público para estudo e discussão independente de considerações ou filiações políticas e/ou partidárias. As Bibliotecas Presidenciais e os Museus, assim como seu acervo, pertencem ao povo americano”.
Aí é que está o segredo do sucesso: as Bibliotecas Presidenciais americanas pertencem ao povo americano. Do momento em que passam a ser organizadas e supervisionadas pelo Arquivo Nacional, não é o “seu’ fulano que nomeia o “seu” sicrano, nem é ele que vai pedir doações e resolver onde vai empregar o dinheiro. O Estado, ou seja, a instituição encarregada de manter a memória nacional é que vai cuidar de tudo.
O ex-presidente e titular da biblioteca, se estiver vivo, e se quiser, não perde o contacto com sua biblioteca. Em primeiro lugar, elas são erguidas em seu estado, de acordo com ele, e são independentes uma da outra. Em segundo lugar, há um Conselho Consultivo formado por 12 membros, cada um representando uma das instituições. O Conselho se reúne duas vezes por ano e faz recomendações ao Arquivo Nacional para analisar e aprimorar os serviços prestados ao público pelas bibliotecas. O site é imenso, são muitos os detalhes. Grande e rico em informações, traz os endereços físicos e os endereços on line das Bibliotecas.
Depois de ler tudo isso, fui aos dois sites, do iFHC (http://www.ifhc.org.br/) e da Fundação José Sarney (www.fundacaojs.org.br/). Se eu pudesse recomendar alguma coisa a alguém, recomendaria que lessem com cuidado os dois sites.
Mas sonhar ainda é possível. Sonho com o dia em que o iFHC seja o embrião de todas as Bibliotecas Presidenciais brasileiras e que todas venham a fazer parte de um Arquivo Nacional digno desse nome.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Comissão da Câmara aprova exigência de biblioteca em escolas públicasPortal


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Fonte: Portal UOL Educação.
Data: 17/7/2009 .
A Comissão de Educação e Cultura da Câmara aprovou uma proposta que exige a instalação de bibliotecas em todas as escolas públicas de educação básica. Para cuidar do acervo, bibliotecários com formação superior deverão ser contratados. O texto, aprovado no dia 15/7, determina ainda que o acervo seja permanentemente atualizado e mantido em local próprio, atraente e acessível, com acesso à internet. O projeto também estabelece que cada sistema de ensino poderá organizar o trabalho dos bibliotecários - inclusive para que eles atendam a mais de uma biblioteca escolar cada um.
Segundo o texto do projeto de lei, os sistemas de ensino da União, dos estados e dos municípios deverão garantir capacitação específica aos bibliotecários para atuar como mediadores entre os alunos e a leitura. A proposta define um prazo de cinco anos para implantação das medidas previstas.
A proposta será encaminhada para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, onde será votada em definitivo. Legislação atualSegundo o Plano Nacional de Educação, a "atualização e ampliação do acervo das bibliotecas"está entre as metas do ensino fundamental. Em relação ao ensino médio, um dos objetivos é estabelecer padrões mínimos nacionais de infraestrutura que incluam "espaço para a biblioteca".
Já a Lei 10.753/03, que institui a Política Nacional do Livro, determina que o Poder Executivo tenha programas anuais de manutenção e atualização do acervo de bibliotecas públicas, universitárias e escolares. Essa lei também exige, para efeito de autorização de escolas, a existência de acervo mínimo de livros para as bibliotecas escolares. Atualmente, o Ministério da Educação desenvolve o Programa Nacional Biblioteca da Escola, por meio do qual distribui livros para todas as escolas públicas, a partir do número de alunos. Uma escola com até 250 alunos, por exemplo, recebe 20 livros (0,08 livro por estudante).

Você consome cultura?


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Autora: Barbara Marcolini
Data: 28/07/2009.
Fonte: Ciência Hoje On-line.
Gasto com produtos culturais em regiões metropolitanas do Brasil é baixo, avalia estudo
Apenas 40% dos moradores de regiões metropolitanas brasileiras gastam dinheiro com cultura. Foi o que constatou um estudo que levou em conta as despesas da população com diversas atividades culturais, da compra de CDs a ingressos de peças de teatro. Além do baixo consumo, a pesquisa também confirmou a tendência elitista desses produtos, que são pouco adquiridos pela parcela da população com menor renda e escolaridade.
O estudo baseou-se nos dados da Pesquisa de Orçamento Familiar, realizada entre 2002 e 2003 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A economista Sibelle Diniz, pesquisadora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), identificou e comparou os gastos com produtos e atividades culturais dos lares de nove regiões metropolitanas – Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Salvador, Recife, Fortaleza e Belém – e do Distrito Federal. Características como idade, escolaridade e renda dos indivíduos também foram relacionadas aos seus hábitos de consumo.
Entre os produtos culturais considerados no trabalho estão artigos de áudio, vídeo, leitura e arte, além de ingressos de teatro, shows, cinema, museus e estádios. Instrumentos musicais, aparelhos de televisão, máquinas fotográficas e gastos com internet e TV por assinatura também foram incluídos.
A avaliação, realizada durante o mestrado de Diniz na UFMG, mostra que quem tem maior renda e escolaridade consome mais produtos culturais. Mas alguns dados surpreenderam a pesquisadora. Por exemplo: Rio de Janeiro e São Paulo, apesar de apresentarem as maiores ofertas de infra-estrutura cultural (casas de shows, teatros, museus e centros culturais) não lideram a lista de gastos, encabeçada pelas regiões metropolitanas de Salvador e Recife.
“Uma hipótese para esse cenário no Sudeste seria a maior oferta de eventos gratuitos”, sugere Diniz. “Mas alguns problemas relacionados à urbanização dessas áreas também podem estar afastando o público, como o custo do transporte e a criminalidade.”
A análise também aponta particularidades do consumo de cada região. No Norte e Nordeste do país prevalecem gastos com CDs e apresentações musicais. Já no Sul e Sudeste, embora o consumo de CDs esteja no topo da lista, há um gasto acima da média com cinema e teatro. “A oferta em cada região expressa o envolvimento de sua população com a arte”, avalia a economista. “No Nordeste, por exemplo, a música popular é muito forte na composição da identidade cultural.”
Ausência de hábitos culturais Quanto aos 60% da população que não reservam qualquer fração da sua renda a produtos culturais, a economista não tem dúvidas: mais do que o custo, é a falta de hábito que os afasta da cultura. “A pessoa consome aquilo a que está exposta; ela não tem interesse por algo que não conhece”, justifica.
Para a pesquisadora, é preocupante o fato de mais da metade da população ter acesso somente aos produtos culturais divulgados pela grande mídia, como o rádio e a televisão. Mas a culpa não é somente do consumidor: Diniz acusa as próprias entidades culturais de serem excludentes. “As atividades culturais oferecidas muitas vezes são voltadas às classes mais abastadas. Logo, as pessoas de baixa renda não se sentem parte desse universo.”
A solução apontada pela economista para aumentar o consumo cultural dessa parcela da população inclui os produtores de cultura. “É preciso aproximar demanda e oferta, com uma política voltada para o consumidor”, sugere. Por outro lado, também seria necessário que os consumidores ampliassem os seus interesses. “Nesse aspecto, a educação faz toda a diferença”, destaca Diniz. “Se essa população recebesse uma educação artística de qualidade, talvez valorizasse um pouco mais a cultura.”

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Brasil nos assuntos mais buscados do Twitter


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Fonte: UOL Gigablog.
Data: 5/07/2009.
O país voltou a fazer parte dos trending topics, os assuntos mais buscados do Twitter, nesta terça-feira (14).
O #BrazilwantsJBagain está entre as hashtags mais procuradas. A palavra faz referência à banda Jonas Brothers e os fãs querem outro show deles no Brasil.
Para se ter uma idéia, foram mais de 2 mil tweets com #brazilwantsjbagain no dia de hoje, segundo o site blablabra.net, o que fez com que entrasse nos Trending Topics.
Estar entre as palavras mais buscadas não é surpresa, já que o Brasil assumiu a liderança em penetração no Twitter no mês de junho.
O que surpreende é o fato de o país estar um pouco atrás da hashtag Harry Potter, cujo sexto filme da franquia estreia nesta quarta-feira.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Brasil é o 42º em ranking de conectividade


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Fonte: Meio & Mensagem. Data: 03/07/2009.
No resultado final estão 70 países e o Brasil ocupa posição de destaque no quesito que avalia os negócios e o uso de serviços online. 03/07/2009 - 18:34
Ranking apresentado após estudo da consultoria IBM aponta o Brasil como sendo o 42º no ranking de Conectividade. O ranking, chamado de E-readiness, serve como um medidor para detectar o quão amigável é o mercado local às oportunidades baseadas na internet.
No resultado final estão 70 países e o Brasil ocupa posição de destaque no quesito que avalia os negócios e o uso de serviços online.
O estudo teve apoio da unidade de inteligência da The Economist e descreve o Brasil como um dos países com melhor cenário macroeconômico e oportunidades de negócios do mundo. A pesquisa ressalta que o país foi pouco alterado em virtude da crise mundial, com maior índice de empreendedorismo entre os pesquisados. No entanto, o Brasil ainda precisa superar um problema relacionado deficiências na infraestrutura e baixa adoção do comércio eletrônico pelos consumidores e empresa de modo geral.
Segundo Ricardo Gomez, diretor da Consultoria IBM Brasil. "Apesar de o Brasil vir crescendo consistentemente nesse ranking desde 2005, a conectividade e a infraestrutura de TI ainda são um desafio no país. A baixa adesão à internet banda larga, devido especialmente a sua pouca disponibilidade e alto custo, é um obstáculo considerável ao crescimento do comércio eletrônico brasileiro".

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Legislação brasileira


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Novo site facilita busca de informações legislativas e jurídicas
Fonte: Câmara dos Deputados . Data: 30/06/2009.
Autor: Noéli Nobre
O LexML foi elaborado sem custos para as entidades participantes, usando apenas os recursos técnicos já disponíveis.
Foi lançado nesta terça-feira o portal de busca por assuntos legislativos e jurídicos criado pelo Senado Federal em parceria com os serviços de informática da Câmara, do Tribunal de Contas da União (TCU), da Advocacia-Geral da União (AGU), da Controladoria-Geral da União (CGU), do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e do Banco Central, entre outros órgãos públicos.
A Rede de Informação Legislativa e Jurídica (LexML) reúne dados sobre leis, projetos de leis, decretos, normas, súmulas, acórdãos e jurisprudências. Todo o material - aproximadamente 1,2 milhão de documentos - é disponibilizado pelas instituições parceiras e qualquer órgão federal, estadual e municipal que queira participar pode fazer um acordo de cooperação para também disponibilizar seus documentos.
A busca no site (www.lexml.gov.br) é simples: basta digitar o assunto no campo de pesquisas e clicar em "encontrar". Existem ainda as opções de procurar apenas assuntos da área jurídica ou da legislativa, além de proposições legislativas.
"De forma simplificada, o cidadão digita o assunto que deseja pesquisar e o site vai apresentar todas as informações referentes ao assunto, seja o projeto de lei que deu origem à lei, a própria lei ou decisões do Supremo Tribunal Federal posteriores à sua publicação", explica o diretor do Centro de Informática (Cenin) da Câmara, Fernando Torres.
Sem custosDurante o lançamento oficial nesta terça-feira, o 1º vice-presidente do Senado, Marconi Perillo (PSDB-GO), destacou que o projeto, já premiado antes mesmo de seu lançamento, foi elaborado sem nenhum custo para as instituições participantes. Foram utilizados os recursos operacionais de informática já existentes.
"O cidadão vai ser o grande beneficiado com mais esse instrumento de interesse e de informação, que transforma o Brasil em um país cada vez mais avançado do ponto de vista de respeito e de resguardo dos direitos e da cidadania", disse o senador.
Área trabalhistaNa opinião do presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Milton de Moura França, o novo portal será útil à área trabalhista porque vai permitir que empregadores e trabalhadores tenham acesso a informações ordenadas e sistematizadas relativas a decisões de tribunais.
Já para o ministro-chefe da Controladoria-Geral da União (CCU), Jorge Hage, o site segue a atual tendência de transparência preconizada no Brasil.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Acesso à internet chega a 44,5 milhões de brasileiros


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Fonte: Correio Braziliense, Brasília. Data: 15/06/2009.

O número de brasileiros com acesso à internet em casa ou no trabalho atingiu a marca de 44,5 milhões de pessoas em maio. Desse total, 34,5 milhões usaram a internet no mês passado em pelo menos um desses dois ambientes. Os dados são de pesquisa do Ibope Nielsen Online, que pela primeira vez apresentou os resultados da medição também no local de trabalho.
O tempo de navegação do brasileiro, considerando os dois ambientes, foi de 40 horas e 41 minutos em abril, o que mantém o Brasil na liderança de uso da rede, de acordo com o instituto.

Considerando os brasileiros de 16 anos ou mais de idade com posse de telefone fixo ou móvel, o Ibope projeta a existência de 62,3 milhões de pessoas com acesso à internet em qualquer ambiente (residências, trabalho, escolas, lan-houses, bibliotecas e telecentros).

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Brasileiro troca TV pela web


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Fonte: Zero Hora (Porto Alegre, RS). Data: 01/04/2009.

81% CONSIDERAM O COMPUTADOR UMA FERRAMENTA DE ENTRETENIMENTO MAIS IMPORTANTE DO QUE A TV
O brasileiro passa três vezes mais tempo na internet do que vendo TV. São, em média, 32,5 horas semanais conectado contra 9,8 horas em frente à TV, segundo o estudo O Futuro da Mídia, da empresa de auditoria Deloitte. A web é a segunda atividade de lazer preferida pelos brasileiros, com 53%, logo atrás de ver filmes em casa (55%). Assistir à programação das emissoras de TV aparece em terceiro lugar (46%), seguido por ouvir música (36%) e ir ao cinema (30%). Além disso, dois terços dos que veem TV ao mesmo tempo navegam na internet, leem e-mails e acessam sites.
O estudo indicou que 81% consideram o computador uma ferramenta de entretenimento mais importante do que a TV. Os recursos de edição multimídia contribuem diretamente para a preferência pelo computador, já que 83% dos entrevistados disseram que criam seu próprio conteúdo de entretenimento, como vídeos, fotos e músicas.
O uso da internet poderia ser ainda maior se não fossem os altos preços cobrados pelo acesso à web no país, que impedem que o volume de conexões acompanhe o crescimento do número de computadores nos lares brasileiros, constatou um estudo feito pelo Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br).
Com isso, ano a ano cresce no país o número de PCs sem conexão com a rede mundial. Em 2008, a diferença entre casas com computador e residências com acesso à rede dobrou de 4% para 8%. Os PCs estão presentes em 28% dos domicílios, mas apenas 20% dispõem de algum tipo de conexão com a web. Isso significa que 4 milhões de lares brasileiros têm hoje computador, mas desconectados da internet. Entre os entrevistados, 54% citaram o preço como razão para não contratar algum tipo de conexão.
– A barreira continua a ser o custo elevado – afirmou Alexandre Barbosa, coordenador do Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (Cetic.br), que desenvolveu a pesquisa.
Sem poder pagar uma assinatura mensal de internet, o brasileiro utiliza cada vez mais as lan houses, ou pontos públicos de acesso à web, onde encontra preços mais baixos pela conexão. Entre os entrevistados, 47% afirmaram utilizar uma lan para se conectar, índice superior aos 43% que acessaram a internet de casa em 2008.
– Há lans que cobram R$ 1 por hora – diz Barbosa.
O estudo também mostrou queda nas conexões feitas a partir do trabalho, de 26%, em 2005, para 22%, em 2008, o que pode tanto ser um sinal do aumento das conexões domésticas quanto de restrições impostas pelas empresas ao acesso de funcionários. Os centros públicos gratuitos de internet, ou telecentros, criados por iniciativas governamentais, respondem por apenas 3% dos acessos.
– As lan houses são um meio bastante efetivo para a inclusão digital. Mas os telecentros têm uma missão especial, ligada à educação – diz Augusto Gadelha, secretário de política de informática do Ministério de Ciência e Tecnologia.

Campeãs de audiência As atividades de lazer preferidas dos brasileiros:
Ver filmes em casa 55%
Navegar na internet 53%
Assistir à TV 46%
Ouvir música 36%
Ir ao cinema 30%

quarta-feira, 25 de março de 2009

Mais brasileiros acessam a web de casa


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Fonte: Adnews. Data: 24/03/2009.

O número de usuários ativos da internet em residências aumentou para 24,8 milhões em fevereiro de 2009, segundo o IBOPE Nielsen Online. O crescimento foi de 1,4% sobre o mês de janeiro e de 12,5% sobre fevereiro de 2008. Pessoas que moram em residências em que há computador com internet somaram 38,2 milhões.
Considerando todos os brasileiros de 16 anos ou mais de idade com posse de telefone fixo ou móvel, o IBOPE projeta a existência de 62,3 milhões de pessoas com acesso à internet em qualquer ambiente. Dos 24,8 milhões de usuários ativos de fevereiro de 2009, 21,5 milhões ou 87% navegaram por meio de banda larga, crescimento de 3,9% sobre janeiro de 2009 e de 24% sobre fevereiro de 2008. “O crescimento do uso de banda larga em fevereiro foi maior no público feminino, principalmente crianças e adolescentes, justamente os perfis que historicamente menos usam conexões rápidas”, informou José Calazans, analista de Mídia do IBOPE Nielsen Online.
Considerando as pessoas de 16 anos ou mais de idade que moram em domicílios com telefonia fixa, o total com acesso em todos os ambientes (residências, trabalho, escolas, lan-houses, bibliotecas, telecentros) no quarto trimestre de 2008 foi de 43,2 milhões.
O tempo de navegação por pessoa da internet residencial caiu 10,7% em relação ao mês anterior e 1,1% na comparação com fevereiro de 2008, ficando em 22 horas e 10 minutos. Entre os países medidos com a mesma metodologia, navegaram mais que o Brasil em fevereiro o Reino Unido, com 23 horas e 29 minutos, a França, com 22 horas e 50 minutos, e a Alemanha, com 22 horas e 22 minutos por pessoa em residências.
“Por ser um mês mais curto, fevereiro registrou diminuição da navegação em todos os países. Na Europa, a queda foi menor por causa do crescente interesse por redes sociais neste momento”, explicou o analista José Calazans.
As categorias que registraram o maior aumento percentual em relação ao mês anterior foram Educação e Carreiras, com 5,9%, Portais, Buscadores e Comunidades, com 1,7%, Telecomunicações e Serviços de Internet, com 1,4%.
Cresceram acima da média da internet residencial na comparação com fevereiro de 2008 as categorias Informações Corporativas (23,8%), Viagens e Turismo (19,8%), Comércio Eletrônico (17,0%), Buscadores, Portais e Comunidades (13,6%) e Entretenimento (13,6%).

domingo, 4 de janeiro de 2009

Leitura no Brasil


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Projetos de leitura crescem no País
Em dois anos, mais do que triplicou o número de iniciativas no Brasil que facilitam acesso da população ao livro
Autores: Simone Iwasso, Edison Veiga e José Luis da Conceição
Fonte: O Estado de S. Paulo. Data: 4/01/2009
URL: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090104/not_imp302182,0.php

Eles sabem que metade da população adulta é analfabeta funcional, que os brasileiros não leem nem dois livros por ano e que os estudantes estão entre os piores do mundo em testes de leitura. Mesmo assim, contrariando uma realidade preocupante, uma série de pessoas sozinhas, organizações não-governamentais e mesmo municípios e Estados estão multiplicando projetos de incentivo à leitura pelo País. Dados do Programa Nacional do Livro e Leitura (PNLL), dos Ministérios da Cultura e da Educação, mostram que o número de projetos cadastrados saltou de 162 em 2006 para quase 600 em 2008.
A última edição do Prêmio Vivaleitura, por exemplo, teve 1.899 projetos inscritos de todos os Estados, tanto das capitais quanto dos pequenos municípios do interior do País. São bibliotecas em casas de palafita na região amazônica, nas garagens da periferia de grandes cidades, no lombo de animais, nos carrinhos de catadores de papel, no porta-malas de carros, em ônibus adaptados. Vizinhos que se unem e criam grupos de leitura, professores que criam modelos pedagógicos para serem usados extraclasse, redes de ensino que reformularam seus programas."A principal característica deles é que boa parte envolve um alto grau de voluntariedade e criatividade", afirma Jefferson Assumpção, coordenador-geral de Livro e Leitura do Ministério da Cultura. "Apesar de haver muitos geridos por governos e empresas, geralmente os projetos são criados por pessoas que se sentem modificadas pela leitura, que desenvolvem uma profunda relação com os livros e que querem levar isso para os outros", diz.
Em Alto Alegre do Pindaré, uma cidade maranhense com menos de 30 mil habitantes, um jegue circula pelas ruas de terra carregando bolsas cheias de livros. Senhoras, crianças e adultos formam fila para emprestar até dois exemplares por vez, todas as semanas. Em Florianópolis, uma moradora do bairro da Lagoa da Conceição construiu uma biblioteca dentro de um barco para que pudesse emprestar livros para várias comunidades, inclusive as de difícil acesso - o projeto hoje é coordenado por uma ONG chamada Sociedade Amantes da Leitura. "O essencial em um projeto é possibilitar que a biblioteca saia do prédio fechado e chegue até as pessoas", diz Lourdes Atiê, coordenadora pedagógica do Prêmio Vivaleitura, uma iniciativa criada há três anos pelos Ministérios da Educação, da Cultura e pela Organização dos Estados Ibero-Americanos para Educação, Ciência e Cultura (OEI), com patrocínio da Fundação Santillana. "Depois disso, precisam pensar não apenas em distribuir os livros, mas em ajudar para formar um leitor autônomo. A universidade precisa dialogar com a comunidade, a escola precisa atrair o interesse do seu aluno e a sociedade deve ajudar a ter canais entre pessoas e livros.
"EM VEZ DE LIXO, LIVROS"
"Ler e brincar, é só começar", reza o lema de um projeto na Liberdade, região central de São Paulo. A cada duas semanas, sempre às terças-feiras, uma carroça de catadores de lixo sai da sede da Associação Maria Flos Carmeli, na Rua do Glicério, e estaciona no pátio da Igreja Nossa Senhora da Paz, a poucos metros dali.
Em vez de lixo, a carroça fica carregada de livros. Poucos minutos depois, está rodeada de crianças, na maioria alunos da escola municipal que funciona ali pertinho, atentas às histórias contadas pelo jovem Fábio Pereira de Abreu, de 29 anos.E quem é esse sujeito, capaz de cativar as crianças com livros? Paulistano da Vila Brasilândia, zona norte da capital, ele já tinha trabalhado como contínuo, auxiliar de expedição e em uma lan house, até conhecer a associação. Acabou contratado como monitor de informática. Há um ano, foi convidado pela coordenadora pedagógica da ONG, Silvana do Nascimento, para fazer um teste de mediação de leitura. Ele nem sabia muito bem o que era isso, mas já adorava crianças. Sua experiência anterior em algo parecido eram as peças teatrais que ele encenava com os colegas em uma igreja na Vila Brasilândia, quando adolescente. Fábio foi aprovado. "Sou fascinado por criança", não se cansa de afirmar. "É preciso ter um cuidado especial para ler para elas. Comecei utilizando fantoche, depois fui criando fantasias que tinham a ver com as histórias."
Foi assim quando leu A Casa Sonolenta, de Audrey Wood, sobre um lugar em que todos viviam dormindo. "Coloquei pijama e pantufas", lembra. Foi um sucesso. Depois disso, a cada história, inventava uma fantasia. Vestiu-se até de galinha. "Ler para as crianças é o que mais gosto de fazer", conta. "Quando estou fantasiado, elas ficam em dúvida se sou eu mesmo", diz. Ao se preparar para contar Os Três Lobinhos e o Porco Mau, de Eugene Trivizas, no dia 2 de dezembro, resolveu inventar uma espécie de personagem-coringa.
"Transformei-me no ?Palhaço das Histórias?", diz. Ele pretende repetir o personagem em outras sessões. A carreira de contador de histórias mudou a rotina de Fábio. Ele, que não tinha o hábito da leitura, agora devora oito obras por semana - todas infantis. "Não sabia nada de literatura infantil", revela. "No começo, a coordenadora pedagógica da associação era quem indicava os títulos que devia ler." Tomou tanto gosto pela coisa que acabou entrando no curso de Pedagogia, na Uninove. E de onde veio a ideia de levar os livros nessas carroças?
"As crianças que atendemos aqui na associação (cerca de 90, de 3 a 6 anos) são, em sua maioria, filhos de catadores de material reciclável", explica a coordenadora pedagógica, Silvana do Nascimento. Quem leva a carroça até o pátio, a cada 15 dias, é um carroceiro profissional, pai de algumas das crianças atendidas.O acervo da ONG é formado, principalmente, por livros recebidos em doação. São 1,8 mil títulos. A cada evento, a carroça leva 400 deles.
Os livros podem ser emprestados pela criançada - em média, são retirados 82 por mês -, que se compromete a devolver na quinzena seguinte. "As crianças cuidam bem dos livros", se orgulha Fábio. "Até hoje, perdemos apenas dois exemplares."
NÚMEROS:
4,7 livros é a média de leitura anual da população brasileira, incluindo a Bíblia e livros didáticos e técnicos, segundo pesquisa feita no ano passado com adolescentes e adultos pelo Instituto Pró-Livro.
1,3 livro é o número de obras que os brasileiros leem por ano por vontade própria, sem ser obrigados por escolas ou universidades.
1,1 livro é o número de obras que as pessoas compram por ano, 39% dos leitoresbrasileiros têm até 17 anos, ou seja, estão em idade escolar e leem livros indicados pela escola; 14% têm entre 18 e 24 anos, idade compatível com ensino superior.

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