sexta-feira, 30 de junho de 2006

Projecto RODA (Repositório de Objectos Digitais Autênticos)


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As iniciativas do Governo Electrónico determinam dever a Administração Pública, cada vez mais, basear a sua actividade nos meios electrónicos de suporte à produção e comunicação, no intuito de agilizar processos e assegurar um serviço mais rápido, completo e transparente para o cidadão. Neste cenário torna-se claro o crescimento de produção de objectos digitais, os quais importa preservar em condições que garantam o seu valor evidencial, autenticidade e utilização plena a curto, médio e, eventualmente, longo prazo – sob pena de se colocarem sérias dificuldades à continuidade dos processos de negócio organizacionais, de não se rentabilizar o uso da informação detida pelo sector público, de não se garantir a salvaguarda de direitos do Estado e dos cidadãos, de se perderem os registos que sustentam a memória individual e colectiva.
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Neste sentido o IAN/TT (Instituto dos Arquivos Nacionais/Torre do Tombo) assumiu como objectivo estratégico desenvolver processos, ferramentas e recursos capazes de dar resposta às necessidades de preservação dos objectos digitais produzidos na AP e que cuja conservação continuada seja considerada como justificada. Este projecto conta ainda com a participação da Universidade do Minho uma perspectiva de coordenação informática de todo o desenvolvimento.
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O objectivo do projecto RODA (Repositório de Objectos Digitais Autênticos) é promover e concretizar, até Março de 2007, o estudo de uma solução – ultimada na construção de um protótipo exemplificativo da solução encontrada – que compreenda as vertentes técnica e tecnológica, capaz de vir posteriormente a desenvolver-se na escala necessária para responder cabalmente às necessidades das organizações no que respeita à transferência de objectos digitais de conservação a longo prazo.
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Neste momento o RODA dispõe de um portal (http://crib.dsi.uminho.pt/roda/) onde toda a informação relativa ao projecto será disponibilizada à medida que for sendo produzida.
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Informação disponibilizada pelo Dr. Miguel Ferreira, investigador do Departamento de Sistemas de Informação da Universidade do Minho.

quinta-feira, 29 de junho de 2006

Accoona lança motor de busca europeu


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Apresentando-se como pioneira em tecnologias de busca por inteligência artificial, a Accoona apresenta agora o seu portal com informação específica da Europa, em três categorias de pesquisa de conteúdos: internet, notícias e negócios.



A informação é recolhida da internet e, nas pesquisas focadas nos negócios, o utilizador tem livre acesso a dados seleccionados da Dun & Bradstreet. Premindo o logótipo da D&B, mostrado no conjunto de resultados, obtém acesso a informações seleccionadas, relativas a cerca de 25 milhões de empresas europeias.



O Accoona tem ainda o ‘Talking Search Bar’, uma barra de pesquisa activada por voz, que integra tecnologia de terceiros e permite ao utilizador escutar o texto escrito. Para já, este servico está disponível apenas em inglês, mas a empresa pretende que passe a ser possível o acesso nos restantes idiomas. Esta tecnologia permite verbalizar o texto em tempo real.





Projecto Gutenberg pretende disponibilizar em livre acesso mais de 300.000 livros em Julho


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O Projecto Gutenberg e a World eBook Library pretendem disponibilizar 300.000 livros eletrónicos durante um mês, na primeira feira mundial de livros eletrónicos, a World eBook Fair. Os downloads estarão disponíveis no website da feira, a 4 de
Julho, aniversário dos 35 anos da fundação do Projeto Gutenberg, até 4 de Agosto de 2006, informa o website Physorg.com.

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Notícia completa: Portal de Referência

Banda Larga


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Desde o dia 20 de Junho, Portugal é um dos cinco países que têm todo o território coberto com acesso à Internet de banda larga, através da Portugal Telecom. O número de clientes da banda larga subiu 40% entre Março de 2005 e Março de 2006, um dos crescimentos mais altos verificados entre os países mais desenvolvidos, e a taxa de penetração subiu de 9 para 12,5%, colocando Portugal ligeiramente acima da média europeia.
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terça-feira, 27 de junho de 2006

Bibliodomus – A biblioteca municipal em casa


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Bibliodomus – Biblioteca em Casa, um Serviço Domiciliário de Apoio à Leitura é o nome de um projecto da Câmara do Seixal que irá ser desenvolvido na Biblioteca Municipal do Seixal e que visa levar o livro a populações carenciadas ou com dificuldades objectivas em frequentarem as bibliotecas ou usarem informação disponível.



Está neste momento a decorrer um inquérito, até ao final do mês, para identificar munícipes com problemas de mobilidade e determinar as suas necessidades, para depois se proceder à selecção dos 80 casos que irão integrar a fase-piloto do projecto.



O inquérito destina-se a pessoas com problemas de mobilidade que se sentem limitados ou impedidos de usufruir e aceder aos serviços de empréstimo domiciliário gratuito de livros, audiovisuais ou a obterem informações que sejam importantes para a sua vida quotidiana.


Biblioteca Baeta Neves disponibiliza consulta de livros online


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Já está disponível a consulta online da Biblioteca Baeta Neves, do Centro de Ecologia Aplicada “Prof. Baeta Neves” (CEABN), no website: http://www.isa.utl.pt/ceabn/content/1/7/biblioteca .
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A Biblioteca (BBN), foi criada a partir do espólio documental do Professor Carlos Manuel Baeta Neves, reconhecido engenheiro silvicultor, docente e investigador do Instituto Superior de Agronomia, pioneiro em Portugal nas ciências da Ecologia e Conservação da Natureza, sócio fundador da Liga para a Protecção da Natureza e autor de numerosos trabalhos científicos nas suas diversas áreas de interesse.
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Para além dos trabalhos da sua autoria, a BBN possui várias obras de referência no âmbito da Ecologia (autores como Mário Pavan, Rachel Carson ou Jean Dorst), Ornitologia (publicações de J.A. Reis Júnior, A. Armando Themido ou Germano da Fonseca Sacarrão), Entomologia (Auguste Forel e A.F. de Seabra) ou Botânica (com João Vasconcellos ou Ruy Telles Palhinha), entre muitos outros.
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Notícia completa em: Cienciapt.Net

segunda-feira, 26 de junho de 2006

Biblioteca Municipal de Santa Maria da Feira é pioneira na Certificação de Qualidade Total


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Pela primeira vez em Portugal, uma biblioteca da Rede Nacional de Bibliotecas Públicas (RNBP) foi certificada pelo Instituto Português de Qualidade. No dia 21 de Junho de 2006, a Biblioteca Municipal de Santa Maria da Feira recebeu o Diploma de Certificação de Qualidade Total ISO 9001: 2000, em cerimónia realizada no seu Auditório. A instituição integra a RNBP desde 1988.


In IPLB

Síndrome da fadiga da informação


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Tensão, irritabilidade e sentimento de abandono causado pela sobrecarga de informação a que o ser humano está exposto.
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LEWIS apud ANTUNES, 1998

Google quer «recuperar» milhões de livros esquecidos


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O Google estima que 75% dos 13 milhões de livros editados anualmente no mundo são esquecidos ou desaparecem. Face a este cenário, a empresa propõe-se agora a recuperá-los para que possam voltar ao domínio público.
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Segundo Marco Marinucci, director de Desenvolvimento Internacional do Google Books, a ideia consiste em recorrer a todos os canais de informação para dar relevo aos livros, nomeadamente a sua oferta e disponibilidade.
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Marinucci, actualmente responsável pelo motor de buscas de livros do Google, falava na quarta-feira num fórum de debate sobre o futuro deste sector em Madrid.
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Segundo este responsável, a «indústria editorial começa a compreender que tem ferramentas digitais para alterar o futuro» e sublinhou que o Google é «uma empresa pública e global que respeita as leis e os direitos de autor de cada país».
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Informação disponibilizada pelo nosso colega Alex Lennine da ExtraLibris

sábado, 24 de junho de 2006

Plataforma de integração da herança cultural europeia em desenvolvimento


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Conteúdos culturais digitalizados podem ser armazenados e disponibilizados sem custos para as organizações através da rede europeia BRICKS, que assegura a interoperabilidade entre museus, bibliotecas, especialistas de arte, investigadores e o grande público.
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Se numa fase inicial a Europa se deparou com o problema da digitalização de milhões de conteúdos culturais espalhados por toda a Europa como livros, artefactos, filmes e fotografias, numa segunda fase, coloca-se também a questão do armazenamento desses conteúdos digitalizados, assim como, a sua distribuição por parte das pequenas e médias organizações culturais.

Neste sentido, o projecto Building Resources for Integrated Cultural Knowledge Services (BRICKS), que está a ser desenvolvido no âmbito do programa da Information Society Technologies (IST), está a criar novas infra-estruturas tecnológicas de forma a permitir que museus, arquivos, bibliotecas e outras instituições de pequena e média dimensão possam partilhar e explorar os seus conteúdos, reduzindo os custos de distribuição dos serviços de biblioteca digital.

«As pequenas organizações, em geral, têm falta de meios financeiros para construir e manter os seus próprios sistemas portanto para eles os benefícios de juntar a comunidade BRICKS são grandes», refere Sílvia Boi, Directora de Comunicações do projecto, citada em comunicado do IST. A especialista adianta ainda que as pequenas organizações «podem simplesmente fazer o download do software e adicionar os seus conteúdos à rede a baixos custos, ganhando visibilidade e capacidade de partilhar o seu conhecimento ao longo das fronteiras organizativas. A capacidade de se pode escalar o sistema significa que o número de nós que podem ser adicionados é infinita».


Notícia completa em: TV Ciência

sexta-feira, 23 de junho de 2006

Bibliotecas públicas no Século XXI


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Acaba de ser divulgado nos Estados Unidos o documento "Long Overdue: A Fresh Look at Public Attitudes About Libraries in the 21st Century", que analisa as atitudes da população em relação às bibliotecas públicas. No relatório são incluídos tópicos como: serviços bibliotecários, bibliotecas na Idade da Internet, financiamentos das atividades das biblotecas públicas.O documento (1.8 Mb em formato PDF) pode ser copiado do URL:
http://www.publicagenda.org/research/pdfs/long_overdue.pdf

quinta-feira, 22 de junho de 2006

Amesterdão nomeada "Capital Mundial do Livro 2008"


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Um comité de selecção, composto pela UNESCO e as 3 principais associações profissionais internacionais do mundo do livro, elegeu a cidade de Amesterdão Capital Mundial do Livro para o ano de 2008.
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Fonte: UNESCO

quarta-feira, 21 de junho de 2006

Arquivo Contemporâneo do Ministério das Finanças


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Inaugurado a 17 de Setembro de 1999, o Arquivo Contemporâneo do Ministério das Finanças encontra-se integrado na Direcção de Serviços de Documentação e Informação da Secretaria-Geral do Ministério das Finanças e tem como principais funções orientar os procedimentos técnicos que visam a organização, preservação e gestão do seu acervo, procurando ainda a comunicação e cooperação com serviços congéneres de outras entidades públicas ou privadas, e organismos internacionais.
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O edifício que o alberga, anteriormente apelidado de “armazém das farinhas”, foi mandado construir por D. Maria I, com o objectivo de melhor assegurar a distribuição de cereal aos moradores de Lisboa, tendo o seu interior sido alterado e redesenhado para atender às necessidades especiais de um arquivo, no que terá resultado um espaço moderno e de conforto, ideal para receber e disponibilizar a informação ao público em geral. Visite e poderá encontrar serviços que incluem uma sala de leitura presencial, apoio e orientação na pesquisa do Arquivo Digital, de entre outros.
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Para saber mais, visite a página do Arquivo Contemporâneo.
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Encontram-se, disponíveis no Arquivo Digital cerca de 132.000 documentos pertencentes ao fundo da Direcção-Geral do Património; 9.000 que dizem respeito ao fundo da Secretaria-Geral e 2.000 documentos referentes à Direcção-Geral dos Impostos. O Arquivo Digital é uma iniciativa que visa disponibilizar on-line a documentação à guarda do ACMF, possibilitando o acesso não só à descrição arquivística, mas também aos próprios documentos.
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Informação disponibilizada pela Dr.ª Fernanda Ribeiro

Do mundo Google


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A Google apresentou mais um serviço o Google Trends. Como eles mesmo anunciam:

See what the world is searching for

How does Google Trends work?

Google Trends analyzes a portion of Google web searches to compute how many searches have been done for the terms you enter relative to the total number of searches done on Google over time. We then show you a graph with the results -- our search-volume graph -- plotted on a linear scale.

Located just beneath our search-volume graph is our news-reference-volume graph. This graph shows you the number of times your topic appeared in Google News stories. When Google Trends detects a spike in the volume of news stories for a particular term, it labels the graph and displays the headline of an automatically selected Google News story written near the time of that spike. Currently, only English-language headlines are displayed, but we hope to support non-English headlines in the future.

Below the search and news volume graphs, Google Trends displays the top cities, regions, and languages for the first term you entered.

terça-feira, 20 de junho de 2006

Abertas as inscrições para o I Seminário sobre Informação na Internet (Brasil)


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As inscrições para o I Seminário sobre Informação na Internet e o Simpósio Internacional de Acesso Livre à Informação Científica já estão abertas. Os eventos acontecem na semana de 22 a 25 de agosto, no Hotel Nacional, em Brasília. A promoção é do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict).

No I Seminário sobre Informação na Internet, que acontece nos dias 22 e 23 de agosto, serão analisadas questões como a preservação digital, normas e padrões (XML e EPING), a websemântica (indexação), direitos autorais, governo eletrônico e cidadania, softwares para busca e conteúdos de sites como o Google, Yahoo, MSN, UOL, Terra e também dos blogs.

O objetivo é trocar experiências e avaliar as melhores práticas no desenvolvimento de repositórios e periódicos de acesso livre, além de tratar dos conceitos relativos ao comércio, pesquisa e educação virtual. Na noite do dia 23, o Ibict lança o Portal de Acesso Livre a Periódicos.

O livre acesso à informação científica será discutido durante o Simpósio Internacional de Acesso Livre à Informação, nos dias 24 e 25 de agosto. O evento visa à troca de experiências e avaliação de melhores práticas no desenvolvimento de repositórios e periódicos de acesso livre. Pesquisadores, professores, estudantes, pró-reitores de pesquisa, agências de fomento, editores científicos, coordenadores de projetos de coleções digitais de informação científica e estudantes debaterão sobre a necessidade de uma política de acesso livre à informação científica no Brasil.

Palestrantes brasileiros e estrangeiros já estão com suas participações confirmadas. Acesse o site www.ibict.br e faça a sua inscrição.

Consulte aqui a programação.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social do Ibict
Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia - Ibict

Novo portal dedicado à gestão de conhecimento...


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No dia 8 de Março, foi criado mais um portal dedicado à gestão de conhecimento e a outros temas relacionados, como a mudança, aprendizagem e metanóia organizacional, comunidades de prática, trabalho cooperativo, metodologias quantitativas e e-learning.
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O COL - Change and Organizational Learning - pretende ser "uma base de conhecimento sobre esse conjunto de matérias e, por outro, um ponto de encontro e de debate entre os que por elas se interessam, podendo servir de base a uma Comunidade de Aprendizagem em torno de todas estas questões."
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O COL inclui foruns de discussão e wikis que permitem a participação dos membros (registo gratuito) bem como repositório de documentos.
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Ainda está a dar os primeiros passos, mas promete ser um espaço de grande valor para a comunidade lusófona que se interessa por estas áreas.
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Fonte: KMOL
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sábado, 17 de junho de 2006

XVII Feira do Livro & Multimédia de Ovar


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Vai decorrer de 23 de Junho a 2 de Julho, no Parque Senhora da Graça (em frente à Biblioteca Municipal) a 17ª Edição da Feira do Livro & Multimédia de Ovar, que conta com 29 editoras/distribuidoras participantes.
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Esta Feira é uma iniciativa com tradição no Concelho de Ovar, que visa o reconhecimento da importância do livro e de outros meios, pretendendo ser um espaço de leitura, animação e partilha de saberes, sendo organizada pela Câmara Municipal de Ovar.
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O evento contará ainda com momentos de poesia, música, teatro, bailado, reflexões, encontro com escritores, ludoteca pedagógica e uma selecção do Ovarvídeo 2005 e poderá ser visitado diariamente entre as 12h00 e as 24 h00.
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Fonte: Apel

quarta-feira, 14 de junho de 2006

Defender o acesso ao conhecimento: Seminário internacional sobre as bibliotecas e os direitos de autor em Kiev


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Bibliotecários vindos de 25 países examinaram as repercussões da legislação do direito de autor no acesso à informação e ao conhecimento, nomeadamente na era do digital, e debateram as políticas e estratégias a adoptar para proteger o acesso ao património cultural e científico no futuro.
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Aceda à notícia completa em: Defender o acesso ao conhecimento

terça-feira, 13 de junho de 2006

Subscrição gratuita do Boletim Informativo Electrónico da SAI


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Informa-se que o Centro de Estudos sobre Bibliotecología da Sociedade Argentina de Informação está distribuindo o seu Boletim Informativo Electrónico. É uma publicação grátis que se difunde através subscrição com notícias internacionais de interesse. Aqueles que estejam interessados, devem completar o seguinte formulário:
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Os números anteriores podem ser consultados no seguinte endereço:
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Informação disponibilizada pelo nosso colega Alex Lennine da ExtraLibris

segunda-feira, 12 de junho de 2006

Acabar com o papel? Talvez sim, mas não com a informação!


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O problema

Como guardar de forma permanente os documentos físicos de uma organização?
Este requisito resulta de vários aspectos como a dimensão das organizações, a sua dispersão geográfica, os tempos de resposta exigidos pelo mercado e impostos pela concorrência, a redução dos custos de arquivo, a externalização de processos e a satisfação de imperativos legais como é o caso dos cheques e da circulação interbancária de imagem.

O desafio

Como arquivar os documentos num formato digital garantindo que estes não são destruídos ou alterados durante o processo de captura, e acima de tudo, assegurando o total acesso aos mesmos sem perda de informação no processo de classificação?É vulgar o processo de digitalização danificar os documentos originais devido aos meios mecânicos, ao aquecimento e à exposição à luz, assim como uma deficiente classificação de um documento impedir o acesso ao mesmo para o futuro (ex: um dígito é o suficiente para não encontrar o número de factura).

A solução

Potentes sistemas de captura, indexação, arquivo e consulta, suportados em processos, pessoas e tecnologias com capacidade de reconhecimento automático, classificação, validação, controlo de qualidade e verificação da informação importada para os sistemas ópticos.O acesso aos documentos deve ser assegurado pelas mais variadas tecnologias, incluindo tecnologias abertas, que permitam a consulta dos documentos e a integração com outros sistemas por interfaces várias como, APIs Windows, Web Services, .Net, RMI e Corba.

Um sistema de arquivo

Um sistema de arquivo óptico, independentemente da sua arquitectura, normalmente é composto pelos seguintes subsistemas funcionais:

- Captura

- Arquivo

- Consulta


Consulte o artigo completo em: Acabar com o papel? Talvez sim, mas não com a informação!

domingo, 11 de junho de 2006

Os "sem livros" no Brasil


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Educação Os "sem-livro"
Fonte: Correio Braziliense, Brasilia, 11 de junho de 2006.
Setenta e cinco por cento dos brasileiros não dominam o exercício da leitura, e mais de 60% não sabem interpretar textos. Especialistas alertam que o hábito tem de começar cedo, ainda na infância
------Erika Klingl Da equipe do Correio
Na casa de Maurizan Dias Queiroz , de 5 anos, não há livros. Nem uma Bíblia ou uma revista de histórias em quadrinhos. Seus avós, Doralice Gomes de Oliveira, de 64, e Sebastião Queiroz de Oliveira, de 63, nunca foram à escola. Os pais do menino, que mora na Vila Estrutural, passam o dia no lixão, de onde tiram, em uma boa semana de coleta, R$ 60. A história de Maurizan está longe de ser única. Ele faz parte de um exército de brasileiros distantes dos livros, do letramento e de todo o universo mágico que só a leitura proporciona.No Brasil, a categoria dos "sem-livro" é maior que a dos sem-teto ou dos sem-terra. Somos uma população que não lê. Nada menos que 75% dos brasileiros não dominam o exercício da leitura, um número que inclui os analfabetos absolutos - sem qualquer habilidade de leitura e escrita - e os 68% considerados analfabetos funcionais, que têm dificuldades para compreender e interpretar textos. "São pessoas que até conseguem decodificar uma palavra ou frase mas não vão além do significado restrito", explica Márcia Elizabeth Bortone, professora da Universidade de Brasília (UnB). De acordo com a educadora, boa parte da culpa dessa incapacidade de interpretar o que está escrito e entrar no mundo da história é, justamente, a falta de intimidade com a leitura.Naturalmente, sem livros em casa, não há como se desenvolver essa intimidade. E vale destacar que, quanto mais cedo, melhor para formar um futuro devorador de livros. Maurizan, por exemplo, está em uma ótima idade para ser apresentado ao mundo da Turma da Mônica, dos príncipes e princesas ou de outros personagens da literatura infantil."Meu neto vai ser doutor", apostaa a avó do menino, que não sabe nem assinar o nome. "Minha loucura é ver esse garoto com um diploma na mão", sonha o avô, que aprendeu a ler pelo que ele chama de professor mundo. O professor Antônio Ibañez, da Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação (CNE), concorda com os dois. "As crianças têm todos os instrumentos, cabe aos pais, professores e sociedade não jogar esses talentos fora", argumenta.AtrasoNão são poucas as causas que levam os brasileiros a terem baixo índice de leitura. Muitos simplesmente não querem. Apenas um adulto alfabetizado em cada três lê livros. O brasileiro médio lê 1,8 livro não-acadêmico por ano, de acordo com dados do último levantamento da Câmara Brasileira do Livro (CBL). O número é menos da metade do que se lê nos Estados Unidos ou na Europa.Além disso, a leitura é desencorajada pelo preço das publicações. Nas principais livrarias, o livro O Código Da Vinci, sucesso absoluto de vendas, pode ser comprado por R$ 31, pouco menos do que 10% do salário mínimo brasileiro. A média dos livros da escritora Ruth Rocha, uma das maiores autoras de livros infantis, é R$ 25. Com isso, entramos em um ciclo vicioso: os brasileiros compram poucos livros porque eles são caros, o que provoca uma baixa tiragem, responsável por puxar para cima os preços.Mas a maior dificuldade está no fato de que a leitura é um hábito difícil de formar. Os brasileiros compraram menos livros em 2004 - 289 milhões - do que em 1991. O quadro fica ainda pior quando olhamos o que as compras do governo representam nesse montante. De todos os exemplares vendidos em 2004, 135 milhões foram compras institucionais, a maioria de livros didáticos. E, dos 153 milhões vendidos à população em geral, apenas 51,5 milhões eram da categoria geral, que inclui as ficções, romances, obras literárias, clássico e histórias infantis. Do restante, 56 milhões eram livros didáticos, 16 milhões eram científicos ou profissionais e 28 milhões eram religiosos.O baixo crescimento da leitura aparece na formação da nossa sociedade. A pesquisa de analfabetismo funcional, do Instituto Paulo Montenegro, o braço social do Ibope, existe desde 2001. Os números mudaram pouco em quatro anos. Apenas o grupo que está no nível 2 de alfabetismo teve crescimento significativo, passando de 34% para 38%. O nível 1, chamado de rudimentar, porque tem a capacidade de ler títulos e frases isoladas, se manteve na faixa dos 30%, como nos outros anos. Também como em 2001, apenas 26% dos brasileiros estão no grupo dos que apresentam plenas habilidades de leitura e escrita.
------ Entrevista - Ziraldo "Um país justo precisa de livros"
Fundador de O Pasquim, criador da Turma do Pererê e escritor do best-seller infantil O Menino Maluquinho, Ziraldo Alves Pinto entende como ninguém da atração que os livros podem exercer nas pessoas, especialmente nas crianças. A história do menino que sabia aproveitar como poucos a vida alcançou a marca de 1,8 milhão de exemplares vendidos. "Quando faço um livro, penso no quanto pode se transformar num objeto amado pelo leitor infantil", afirma o escritor. O senhor concorda que a formação de um leitor começa ainda na infância? Lógico. Os pais não podem fazer idéia de como é importante a presença do que se pode chamar de literatura na vida de seus filhos. Vamos deixar de falar de literatura e falar em livros. Livros de histórias, livros que contam casos, que despertam a curiosidade das crianças para o mundo. Para fazer um país justo e feliz, bom para os filhos e os filhos dos filhos, um povo tem que saber pensar, refletir, discernir, tem que saber escolher. E só se aprende isto através da palavra escrita. Minha preocupação não é somente o Brasil, é também o mundo. Na opinião do senhor, pais que não têm dinheiro para comprar livros têm alguma saída? As crianças estão lendo mais, estão mais interessadas em histórias, em leituras, graças às políticas educacionais, doações escolares e consciência de todos da necessidade da leitura. Qual a preocupação que um escritor deve ter ao escrever para crianças? Acho que num mundo ideal, a criança seria o centro de preocupação da sociedade. Um mundo de crianças felizes seria o futuro sonhado. Não faço proselitismo com meus livros infantis, não trato temas políticos, não quero fazer a cabeça de ninguém naquela faixa de idade. Gosto de inquietar adultos acomodados e despertar as crianças para a alegria e o prazer de ler com desenvoltura. Quer dizer, quando faço um livro, penso no quanto pode ser transformar num objeto amado pelo leitor infantil. É mais fácil ou é mais difícil para um escritor conquistar os pequenos leitores? Eles são mais exigentes? É uma pergunta difícil de responder. Acho que é mais fácil com as crianças porque eu faço muito sucesso com elas. Eu chego nos colégios e tudo é uma festa. (EK)

sábado, 10 de junho de 2006

FUNDAÇÃO CALOUSTE GULBENKIAN APOIA BIBLIOTECA NACIONAL


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A Fundação Calouste Gulbenkian e a Biblioteca Nacional (BN) assinaram, no dia 24 de Maio, um protocolo de cooperação com o objectivo de promover o restauro de obras pertencentes às colecções da BN, que constituam marcos na história da tipografia e da criação cultural portuguesas. O acordo prevê uma contribuição anual da Fundação de 50 mil euros, assumindo a BN a responsabilidade pela selecção das obras, pela supervisão técnica do processo, pela contratação de dois conservadores restauradores exclusivamente adstritos ao processo e pela criação de uma Unidade de Restauro Fundação Calouste Gulbenkian, que funcionará no seu Laboratório de Conservação e Restauro. A BN compromete-se, também, a realizar anualmente uma mostra das obras restauradas com os fundos providenciados pela Fundação, assegurando a edição do respectivo catálogo.



No mesmo dia foi inaugurada uma exposição bibliográfica de apresentação da campanha Salve Um Livro, lançada pela Biblioteca Nacional. A segunda edição desta campanha traduziu-se em 16 mil euros, provenientes de doações (entre particu lares, empresas e outras organizações), o que permitiu realizar trabalho de conservação e restauro em 61 obras seleccionadas. A escolha criteriosa dos livros incidiu, na sua maioria, em obras do século XVIII, mas, de um modo geral, abrange espécies dos séculos XVII a XX; do seu elenco constam títulos de autores anónimos, estrangeiros em edições portuguesas, como Lope de Vega ou Rafael Bluteau, e nacionais, como Azevedo Fortes ou Miguel Torga, José Régio e Branquinho da Fonseca, em primeiras edições.
As peças bibliográficas recuperadas encontram-se expostas, na Biblioteca Nacional, até 28 de Julho.



In NEWSLETTER da Fundação Calouste Gulbenkian

sexta-feira, 9 de junho de 2006

Arquivo de Elvas com 2 kms de estantes


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(...) A vereadora da cultura da Câmara Municipal de Elvas, Elsa Grilo, adiantou hoje à Agência Lusa que o Arquivo Municipal fica instalado no antigo convento de São Francisco, cujo edifício foi completamente remodelado, num investimento de 1,2 milhões de euros.



Segundo a autarca, o arquivo inclui toda a documentação que pertenceu ao antigo bispado de Elvas, que abrangia vários concelhos dos distritos de Portalegre e Évora e ainda Olivença (Espanha).



Toda a documentação da Câmara Municipal de Elvas, desde o século XIV, também está guardada no Arquivo Municipal, indicou.



«É um espólio valiosíssimo em termos de documentos históricos da região, considerado dos mais importantes arquivos do país, que engloba dois quilómetros de estantes com documentos», realçou Elsa Grilo.



Empresas continuam alienadas na gestão documental


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O acesso a informação fidedigna, de uma forma rápida e transparente, é um processo que deveria ser natural para a maioria das organizações, no entanto, a realidade é bem diferente.
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Os documentos fazem parte integrante de uma organização. É neles que se estrutura todo um conjunto de informação que, quando processada e utilizada de forma correcta, permite optimizar processos de trabalho e tomar decisões de forma mais rápida e fundamentada por parte dos decisores. Os documentos e a própria informação são um elemento transversal às organizações e indispensável ao seu bom funcionamento.

Com a quantidade de dados e informação gerada diariamente, quer em suporte físico, através da emissão de facturas, da impressão de documentos, do envio de faxes ou da própria cópia de papel, quer através da criação de documentos de forma electrónica, como correio electrónico, mensagens de telemóvel, processos de negócio, PDF ou apresentações em Power Point é, imperativo para as empresas conhecer exactamente onde está a informação. Só desta forma é possível que os seus processos internos sejam bem sucedidos, dentro dos padrões de exigência e qualidade pelos quais uma organização se deve reger.

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Texto completo em: Empresas continuam alienadas da gestão documental

Fonte: Exame Informática

Google lança aplicação de folhas de cálculo


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É grátis e compatível com os ficheiros Excel e pode ser actualizada por grupos de utilizadores através da Internet. É a mais recente novidade no segmento das aplicações de folhas de cálculo. Foi lançada hoje pelo Google e isso explica o nome com que foi baptizada: Google Spreadsheets.
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A nova aplicação, que ainda está em versão beta, permite “importar” dados de folhas de cálculo dos formatos Excel e Common Separated Values (.csv).
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Além do lançamento da Google Spreadsheet, o Google adquiriu em Março a aplicação Writely para o processamento de texto. Estas duas aplicações deixam o Google bem posicionado para iniciar a concorrência com alguns dos produtos históricos da Microsoft, mas também podem ser importantes para dar mais um passo rumo à Web 2.0, com serviços que conjugam as virtudes da Internet com as funcionalidades do software tradicional.
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Consultar notícia completa em: Google lança aplicação de folhas de cálculo

quinta-feira, 8 de junho de 2006

Últimas... do 8 de Junho


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Bom dia,
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Ontem recebi uma sugestão muito interessante para colocar no blog. Sara Tavares, profissional da informação, enviou-nos a referência do blog que está a proceder ao levantamento dos 12 livros mais marcantes da biblioteconomia. Trata-se do Bibliotecários Sem Fronteiras. Este blog é muito bom, contando entre os seus colaboradores, com um profissional da informação português, de seu nome Fernando Vilarinho. Desde já agradeço à Sara pela sua colaboração, obrigada.
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Para aqueles que acompanham a evolução da nossa área em termos académicos e curriculares, aqui fica um documento muito interessante para analisar. Trata-se do Título de Grado en Información e Documentácion, documento este, apresentado em Espanha.
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Cumprimentos,
Paulo Sousa

terça-feira, 6 de junho de 2006

Projectos iD: 40 projectos aprovados


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São 40, os projectos aprovados pela equipa do POSC até à presente data. A linha de financiamento Inclusão Digital enquadra-se no Programa Nacional para a Participação dos Cidadãos com Necessidades Especiais na Sociedade da Informação (RCM 110/2003).
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segunda-feira, 5 de junho de 2006

14ª Jornadas de Bibliotecas Infantis, Juvenis e Escolares


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Decorreu na Fundação Germán Sánchez Ruipérez, nos dias 25, 26 e 27 de Maio, em Salamanca, as jornadas de bibliotecas infantis, juvenis e escolares. Esta 14ª edição tem como tema "Ler com sentido ou o sentido de ler".

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No website da Fundação pode aceder-se a um estudo de campo bastante interessante. Este pode ser acedido [aqui]
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domingo, 4 de junho de 2006

Carlos III com repositório digital de Biblioteconomia


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Carlos III com repositório digital de Biblioteconomia
O Departamento de Biblioteconomia da Universidade Carlos III de Madrid (Espanha) está inaugurando o seu repositório digital. Ainda em fase experimental, ele pode ser consultado no URL:
http://hipatia.uc3m.es:8080/dspace/

sexta-feira, 2 de junho de 2006

Estamos de aniversário! 1º ano de vida!


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É com muito gosto que festejamos com vocês o nosso primeiro ano de actividade!

quinta-feira, 1 de junho de 2006

Mais de 100 personalidades apoiam Plano Nacional de Leitura


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Luis Figo, Belmiro de Azevedo, José Saramago, Eduardo Lourenço e D. José Policarpo são algumas das personalidades que integram a Comissão de Honra do Plano Nacional de Leitura, que vai ser apresentado hoje pelo governo.



Segundo a lista a que a agencia Lusa teve acesso, a referida Comissão é constituída por 108 nomes, ordenados alfabeticamente, desde o cientista Alexandre Quintanilha ao governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio.



Os sociólogos António Barreto e Manuel Vilaverde Cabral, os banqueiros Artur Santos Silva e Ricardo Espírito Santo Salgado, os ex-presidentes Jorge Sampaio e Mário Soares, os escritores Eduardo Prado Coelho, Miguel Sousa Tavares e Vasco Graça Moura fazem também parte da Comissão.



A lista inclui ainda, entre outros, Emílio Rui Vilar, Francisco Pinto Balsemão, Jaime Gama, José Gil, José Pacheco Pereira, Manuel Maria Carrilho, Manuel Sobrinho Simões, Manuela Ferreira Leite, Teresa Patrício Gouveia e Vital Moreira.



O Plano Nacional de Leitura, promovido e coordenado pelo Ministério da Educação, com o alto patrocínio do Presidente da Republica, visa combater os «preocupantes» níveis de iliteracia da população e especialmente dos jovens.



Trata-se de um plano pensado para dez anos, cuja coordenação competirá essencialmente ao Ministério da Educação, mas que sairá fora do âmbito escolar, disse uma fonte governamental, sem adiantar mais pormenores.



O Plano será apresentado na Biblioteca do Palácio da Ajuda quinta-feira à tarde pelos ministros da Educação, Cultura e Assuntos Parlamentares, Maria de Lurdes Rodrigues, Isabel Pires de Lima e Augusto Santos Silva, respectivamente.



De acordo com um despacho conjunto daqueles três ministérios, publicado em 22 de Dezembro de 2005, «a promoção de um plano nacional de leitura constitui uma resposta institucional à preocupação pelos níveis de iliteracia da população em geral e particularmente dos jovens, à saída do ensino obrigatório».



Os objectivos centrais do Plano, «a concretizar em termos faseados» e «de médio prazo», são «o desenvolvimento de competências nos domínios da leitura e da escrita» e «o alargamento e aprofundamento dos hábitos de leitura».



Despacho conjunto n.º 1081/2005 para a promoção de um plano nacional de leitura


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PRESIDÊNCIA DO CONSELHO DE MINISTROS
E MINISTÉRIOS DA EDUCAÇÃO E DA CULTURA



(Despacho publicado no "Diário da República" - II Série, n.º 244,
de 22 de Dezembro de 2005, páginas 17 807 - 17 808)




Despacho conjunto n.º 1081/2005 - A promoção de um plano nacional de leitura constitui uma resposta institucional à preocupação pelos níveis de iliteracia da população em geral e particularmente dos jovens, à saída do ensino obrigatório, definindo o conjunto de estratégias consideradas adequadas com vista à plena aquisição de competências de leitura.



O desenvolvimento de competências nos domínios da leitura e da escrita bem como o alargamento e aprofundamento dos hábitos de leitura devem, por isso, constituir objectivos centrais de um plano nacional de leitura, a concretizar em termos faseados, de médio prazo, e com potencialidades para mobilizar também organizações da sociedade civil.



Importa por isso definir áreas de intervenção e programas, identificando responsáveis pela concepção, desenvolvimento, avaliação e financiamento.



O plano nacional de leitura, constituindo uma iniciativa do Ministério da Educação, não pode contudo deixar de incluir, ao nível do seu desenvolvimento e acompanhamento, outros Ministérios, como é o caso do Ministério da Cultura e do Gabinete do Ministro dos Assuntos Parlamentares, que de igual modo são susceptíveis de contribuir, designadamente através do Instituto Português do Livro e das Bibliotecas e do Instituto de Comunicação Social, para lhe conferir a necessária eficácia.



Neste contexto e com o objectivo de promover a dinamização do plano nacional de leitura, determina-se:



1 - É criada uma equipa de coordenação do plano nacional de leitura, constituída pelos seguintes elementos:
  • Isabel Alçada, que coordena e assegura a representação externa da equipa;
  • Maria Teresa Carmo Soares Calçada, em representação do Ministério da Educação;
  • Jorge Martins, em representação do Ministério da Cultura;
  • Ana Madureira, em representação do Ministério da Cultura;
  • Maria Alexandra Ferreira da Silva e Lorena, em representação do Ministro dos Assuntos Parlamentares.



2 - A equipa de coordenação do plano nacional de leitura tem as seguintes competências:
  • Elaborar um plano nacional de leitura até 3 de Março de 2006;
  • Planificar e calendarizar as actividades necessárias à concretização, desenvolvimento e avaliação do plano nacional de leitura;
  • Coordenar a execução do plano nacional de leitura em articulação com as entidades e os departamentos e serviços directamente envolvidos;
  • Apresentar propostas de acção de melhoria do plano nacional de leitura no decurso da sua vigência;
  • Identificar as instituições e parcerias susceptíveis de colaborar no desenvolvimento do plano nacional de leitura, bem como os respectivos contributos;
  • Apresentar um relatório anual de execução do plano.



3 - A coordenação da referida equipa é assegurada por Isabel Alçada, coadjuvada por Maria Teresa Carmo Soares Calçada.



3.1 - São competências da coordenadora da equipa:

  • Assegurar o cumprimento das competências atribuídas à equipa;
  • Elaborar o plano de acção, o relatório de execução e o orçamento, incluindo as despesas necessárias à actividade da equipa e a encomenda de trabalhos e estudos que considere necessários;
  • Estabelecer os contactos com as várias entidades intervenientes do plano, designadamente autarquias, organizações profissionais e instituições ligadas à educação e cultura;
  • Assegurar a articulação com as direcções regionais de educação e de cultura, e demais departamentos e serviços envolvidos, tendo em vista o desenvolvimento e execução de todo o processo.



4 - A equipa de coordenação depende da Ministra da Educação, que assegurará a necessária articulação com a Ministra da Cultura e com o Ministro dos Assuntos Parlamentares e está integrada funcionalmente no Gabinete Coordenador da Rede de Bibliotecas Escolares, a quem compete também o apoio técnico e logístico, bem como a gestão das verbas afectas à concretização do Plano Nacional de Leitura e que poderá vir a ser reforçado se tal se considerar necessário.



5 - As despesas com o funcionamento da equipa de coordenação são suportadas pelo Ministério da Educação, com excepção dos vencimentos do pessoal afecto ao Ministério da Cultura e ao Gabinete do Ministro dos Assuntos Parlamentares, que serão suportados, respectivamente, por estes departamentos ministeriais.



23 de Novembro de 2005 - A Ministra da Educação, Maria de Lurdes Reis Rodrigues. - A Ministra da Cultura, Maria Isabel da Silva Pires de Lima. - O Ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Ernesto Santos Silva.

A leitura como experiência tátil


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A LEITURA COMO EXPERIÊNCIA TÁTIL, MANUAL, AXILAR
Autor: Berilo Vargas
Fonte: O Globo, Rio de Janeiro, Caderno Prosa e Verso, 27 de maio de 2006.

Deu na revista de domingo do "New York Times" - O livro, como objeto, começou a perder o que se poderia chamar de sua corporalidade - e seu lugar na prateleira dos utensílios do espírito. Fóssil de estágios pretéritos da nossa civilização, estaria condenado pela marcha da História a dissolver-se nas telas de uma gigantesca e abstrata biblioteca universal, já em frenético processo de construção por mecanismos de busca como Google, Yahoo, Microsoft e outras entidades fantasmagóricas que tecem e controlam a www -.
Pode ser que a época do livro esteja, de fato, chegando ao fim. Se é assim, para onde irá o hábito da leitura? Como criar vínculos sentimentais com textos cuja materialidade se resume a sombras pontilhadas numa tela fria? Já tentaram ler o "Dom Casmurro" online, por gosto e não por dever de ofício? Impossível deixar-se levar por muito tempo no mundo sem fronteiras da Internet pelo passo miúdo da prosa machadiana.
Tempos atrás um livro debaixo do braço era parte da bagagem do universitário. Professores repetiam uma frase de efeito disfarçada de conselho: "Não se absorve a sabedoria pelo sovaco". Enganavam-se. Impossível apaixonar-se por um autor, qualquer autor, ou por um livro, qualquer livro, sem carregá-lo debaixo do braço. Lemos com os olhos, com a mente - e com as axilas. E faz sentido: não são os livros nossas muletas mentais?
Veja-se o caso de "Os Sertões". Dava quase tanto prazer carregar de um lado para outro a volumosa obra-prima de Euclides, devidamente fechada, deixá-la na mesa ao alcance da mão, pegá-la de volta para abri-Ia e fechá-la sem motivo aparente, pronunciar em silêncio o nome sagrado do autor e o título consagrado do livro, quanto sentar-se para ler mais uma vez que o sertanejo não tem o raquitismo exaustivo dos mestiços neurastênicos do litoral, e descobrir outras novidades. O amor à literatura não terá por base a leitura como experiência tátil, manual, axilar?
O texto literário online tem o grave defeito de ser arredio ao tato e aos outros sentidos. Não se pode pegá-lo, segurá-lo, apalpar-lhe a pessoa física, aspirar-lhe o cheiro de papel velho ou de papel novo que, em muitos casos, dá uma dimensão inesperada ao conteúdo, e fica para sempre associado a uma história, a uma emoção que nos vem subitamente, ao dobrarmos a esquina de uma página, com a surpresa de um ritmo, de uma palavra, de uma imagem coruscante.
A busca do prazer estético requer do leitor base sólida, na cabeça e nas mãos. Escrever bem, e ler na mesma altura, é atividade sofregamente artesanal, como abotoar uma blusa ou desembrulhar um 'bombom. Como baixar Proust das prateleiras do ciberespaço e torná-lo apetecível a quem nunca leu um parágrafo seu? Quem teria testa para encarar os sete volumes de "Em busca do tempo perdido" na frigidez mineral de uma tela? Como quebrar a arrogância do "Ulisses" joyciano sem erguer o peso de suas mil páginas? Será a conversão do livro em entidade virtual o fim da leitura por esporte?
No futuro, ninguém sabe. Mas por ora é negócio desligar nossas bibliotecas virtuais e sair de casa com um livrinho, digamos, do Mário Quintana, para tirá-lo do bolso no metrô e ler numa página aberta ao acaso, só com a energia dos dedos, que "todos esses que aí estão, atravancando meu caminho, eles passarão, eu passarinho!"

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