terça-feira, 9 de Fevereiro de 2010

Google acabou de apresentar o Buzz


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Lembram-se do wave? Pois bem a Google acaba de lançar o Buzz que basicamente é uma actualização do Gmail às redes sociais...



Para saber mais consulte www.google.com/buzz e leia a notícia sobre o Buzz no El País.

sábado, 6 de Fevereiro de 2010

Disponibilização da revista Prisma.Com: Edição n.º9, Dezembro de 2009‏


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Já se encontra disponível o nº 9 (Dezembro de 2009) da Revista de Ciência da Informação e da Comunicação do CETAC.Media - Prisma.Com.

Poderá aceder à publicação através do URL: http://prisma.cetac.up.pt
 
Edição N.º 9 - Dezembro de 2009

Artigos
Fluxos videomusicais: uma proposta epistemológica para o estudo dos vídeos musicais na web 2.0 

Blogosfera, Midiaesfera y Fútbol: aspectos del funcionamiento de un nuevo ecosistema informativo en la Argentina
Gonzalo Prudkin[+]

ADOPT_DTV: Barreiras à adopção da televisão digital no contexto da transição da televisão analógica para o digital em Portugal
Célia Quico, Manuel José Damásio[+]
 
Prémio CETAC/CONTECSI*
Mediações e mediadores em Ciência da Informação
Armando Malheiro da Silva[+]

Etnografia virtual em redes sociais de escolas públicas do norte e nordeste brasileiros: o Programa Tonomundo
Brasilina Passarelli, Mariana Tavernari[+]
 
Gestão da Informação: um estudo de caso em um instituto de pesquisa tecnológica
Raniery C. Q. Pimenta, Manoel Veras Sousa Neto[+]

SIC – Sistema de Inteligência Competitiva: um estudo descritivo exploratório em uma empresa do setor brasileiro de comunicações
Luciano Augusto Toledo, Luiz Alberto Toledo, Cláudio Alberto de Moraes, Moizes Ari Zilber[+]
 
O processo de construção do Portal de Ensino do Exército Brasileiro: relato de uma experiência
Sandra de Azevedo Silva, Ana Alice Vilas Boas, Glória de Jesus Oliveira[+]
Recensões
Os Efeitos Cognitivos da Comunicação de Massas
Carmen Diego Gonçalves [+]

Tecnologia Educativa: La formación del profesorado en la era de Internet
Luísa Aires[+]

Testemunho do Dr. Eloy Rodrigues sobre os congressos BAD


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No blogue dedicado ao 10º Congresso BAD existe uma secção de vídeos muito interessantes, em que alguns dos profissionais da informação mais proeminentes do nosso país relatam um conjunto multifacetado de visões e experiências acerca das suas participações nos congressos anteriores.

Em forma de convite a visitarem este interessante espaço, destaco o vídeo de um dos nossos colaboradores, o do Dr. Eloy Rodrigues:


quarta-feira, 3 de Fevereiro de 2010

«Tag cloud» da Temática do 10º Congresso BAD


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Uma perspectiva diferente, mas não menos interessante, da temática do 10º Congresso Nacional de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas, a realizar-se nos próximos dias 6, 7 e 8 de Abril, em Guimarães.

terça-feira, 2 de Fevereiro de 2010

O livro eletrônico e os impostos


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O livro evoluiu. E a tributação?
Autor: José Eduardo Tellini Toledo
Professor da Fundação Getulio Vargas e sócio da área tributária do Escritório Leite, Tosto e Barros Advogados.
Fonte: Correio Braziliense. Data: 1/02/2010.
Há algum tempo foi divulgada na mídia a chegada ao Brasil do chamado Kindle, leitor eletrônico comercializado pela Amazon, a maior livraria do mundo. Prometendo ser uma revolução, esse equipamento eletrônico, com apenas 290 gramas e com capacidade de armazenamento de 1.500 arquivos digitalizados, garante o recebimento de um livro adquirido em apenas 60 segundos.
O preço que será disponibilizado a todos nós brasileiros: US$ 279, acrescido de uma taxa de envio de US$ 21 e US$ 285.34 de imposto de importação. E foi justamente essa composição do preço que chamou nossa atenção.
Não desconhecemos que, hoje, por meio de determinados sistemas de informática, é possível ler livros nos mais diversos equipamentos: computadores, iphones, blackberries, entre outros. Nesses casos, não temos dúvida de que tais equipamentos não têm a função preponderante de ser um leitor de arquivos digitalizados; muito pelo contrário, a finalidade essencial é justamente outra, sendo semelhante leitor um mero acessório. Mas o que dizer em relação ao chamado Kindle? Como largamente divulgado, sua única e exclusiva função é de um leitor eletrônico. Uma rápida visita ao site www.amazon.com, mais especificamente ao kindle store, verificamos que somente são disponibilizados para esse aparelho livros, revistas e jornais.
Ora, será que nesse caso, não estamos diante de uma nova forma de divulgação de livros, jornais e periódicos? Sobre esse ponto decidimos reservar alguns momentos para reflexão. Isso porque, como é do conhecimento geral, os livros, jornais, periódicos e papel destinado à sua impressão estão imunes à incidência de impostos, seja pela União, seja pelos Estados (e Distrito Federal) e Municípios (artigo 150, inciso VI, alínea "d", da Constituição Federal).
A doutrina brasileira é pacífica no sentido de que essa imunidade foi concedida sem qualquer condição, sem qualquer interpretação que possa vir a limitá-la ou descaracterizá-la. De fato, o legislador constituinte teve a intenção de impedir a instituição de impostos sobre determinados bens ou atividades que especificamente indicou dada à sua relevância social. Por outro lado, não há como pretender aplicar essa norma de forma restrita, já que, por se tratar de imunidade tributária genérica, admite-se a interpretação ampla, de modo a transparecer os princípios e postulados nela consagrados (RE 102.141-RJ / STF). Assim, não são necessárias grandes digressões para concluir que o legislador constituinte, ao tratar da imunidade sobre livros, jornais e periódicos, não limitou o benefício apenas àqueles elaborados em papel. Pelo contrário, pretendeu proteger os valores insertos nesses meios de comunicação. Por outro lado, em se tratando do papel, somente aquele que for destinado à impressão desses produtos é que poderá gozar da imunidade constitucional.
Mas jamais foi colocado (até porque o texto constitucional assim não está escrito) que somente os livros, jornais e revistas feitos de papel seriam imunes. Admitir tal hipótese é restringir a interpretação das normas constitucionais, o que afronta uma interpretação literal ou teleológica dessa norma. De fato, se o legislador não fez qualquer distinção, não cabe ao intérprete fazê-la.
Não desconhecemos que as antigas constituições federais estabeleciam que a imunidade somente era aplicada ao papel destinado à fabricação de livros, jornais e periódicos. Ou seja, o benefício tinha por finalidade proteger o produto "papel", e não o conteúdo onde era aplicado. Mas a redação da atual Carta Magna é diametralmente oposta. Desde 1988, não se pretendeu apenas proteger o papel, mas também o livro, as revistas e os periódicos, enquanto meios de divulgação da liberdade de expressão.
Esse tema não é novo. O próprio Supremo Tribunal Federal já reconheceu que a finalidade dessa norma é "evitar embaraços ao exercício da liberdade de expressão intelectual, artística, científica e de comunicação, bem como facilitar o acesso da população à cultura, à informação e à educação" (RE 221239 - São Paulo).
Apesar disso, sempre houve grande discussão, principalmente por parte dos entes tributantes, que somente esses materiais, quando feitos de papel, estariam imunes de impostos. Os demais, veiculados por outros meios (que não o papel), não estariam incluídos nessa imunidade e, portanto, não haveria (segundo eles) qualquer óbice em sua tributação. Contudo, não só os livros eletrônicos ou audiolivros já se encontram presentes no nosso dia a dia; os livros de pano, ou livros de plástico, como os infantis, já são de longa data conhecidos pela população em geral. Como podemos, então, desconsiderar a evolução tecnológica e pretender que apenas os produtos de papel sejam imunes aos impostos? Caberia ao legislador ordinário, em plena sintonia com o mandamento constitucional, observar que a finalidade da imunidade em questão é justamente o incentivo e a proteção à educação e cultura. Se assim fosse, certamente não haveria conflitos ou posicionamentos divergentes entre os entes tributantes e os contribuintes. Os meios pelo quais os livros, jornais e periódicos são divulgados apenas decorrem de uma evolução tecnológica, que em nada conflitam com a norma constitucional. Infelizmente, só podemos concluir que a chegada do kindle reabrirá a discussão em torno da imunidade dos impostos para os livros, jornais e periódicos. Oxalá nossos tribunais consigam pacificar essa discussão, a fim de evitar que a cada nova tecnologia o tema volte à baila e novos conflitos entre os entes tributantes e os contribuintes sejam travados.
Realmente o livro evoluiu, mas a tributação ainda está presa a conceitos arcaicos e dissonantes em relação à Constituição Federal.
Comentário:
O artigo acima aborda uma importante faceta relacionada com o aspecto jurídico do livro eletrônico. É vital para o sucesso do livro eletrônico que o mesmo também seja amparado pela isenção dos impostos, conforme já prescreveu a atual Constituição Brasileira. Esta, já em 1988, mostrou que os livros, jornais, periódicos e papel destinado à sua impressão estão imunes à incidência de impostos. Assim, por analogia, os órgãos tributários também devem considerar o livro eletrônico e o aparelho de leitura de livro eletrônico como bens passíveis de isenção de tributos.
O livro eletrônico está em seus primórdios. Ainda teremos muita coisa para acontecer, especialmente na escolha pelo mercado do formato e leitor mais adequado para o livro eletrônico – no momento, a nível mundial, existem mais de cinco padrões. Devo lembrar que, no tempo do vídeo, o formato da SONY (U-Matic) era o de melhor qualidade. Entretanto, o mercado forçou a escolha do VHS! A mesma coisa ainda está para acontecer com o formato+leitor do livro eletrônico. Portanto, dentre uns dois a cinco anos teremos um padrão mundial. A partir daí o livro eletrônico irá deslanchar e ocupará lugar preponderante na vida quotidiana.
Murilo Cunha

segunda-feira, 1 de Fevereiro de 2010

Desfile de Bibliotecas móveis


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O "desafio" e o vídeo veio daqui. Passem por lá e respondam ao desafio...

sexta-feira, 29 de Janeiro de 2010

Projeto cria fundo de apoio a bibliotecas


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Fonte: Agência Câmara. Data: 18/01/2010.
Autora: Noeli Nobre.
Tramita na Câmara o Projeto de Lei 6200/09, do Senado, que cria o Fundo Nacional de Apoio a Bibliotecas (Funab). O objetivo é financiar a construção, a formação, a organização, a manutenção, a ampliação e o equipamento de bibliotecas e acervos em todo o País.
Segundo o projeto, o Funab - um mecanismo de implementação da Política Nacional do Livro (Lei 10.753/03) - funcionará na forma de apoio a fundo perdido ou de empréstimos reembolsáveis. As fontes de receita incluirão:- doações;- legados;- subvenções e auxílios de entidades de qualquer natureza, inclusive organismos internacionais;- reembolso de empréstimos realizados por meio do fundo;- aplicações em títulos públicos federais;- saldos de exercícios anteriores.
Incentivo
Com a medida, o autor da proposta, senador Neuto de Conto (PMDB-SC), espera incentivar o hábito da leitura entre os brasileiros."A melhor alternativa para aproximar o povo do livro de forma imediata seria a instituição de um grande número de bibliotecas públicas. Bibliotecas de bairro em todas as cidades do País que estivessem no caminho e fizessem parte da vida da dona de casa, da empregada doméstica, do gari, do motorista de táxi, do garoto do futebol, de qualquer cidadão comum", defende o senador.
Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Educação e Cultura; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
URL do Projeto: http://www2.camara.gov.br/internet/proposicoes/chamadaExterna.html?link=http://www.camara.gov.br/internet/sileg/Prop_Detalhe.asp?id=454679
Comentário:
Sem suporte orçamentário regular a biblioteca pública sempre terá dificuldade em manter a sua sustentabilidade. O Projeto ora em andamento na Câmara dos Deputados é uma ação importante para sanar essa grande falha. É torcer para que o projeto seja aprovado e que seja as bibliotecas públicas sejam contempladas com verbas nos próximos orçamentos federais. Algo similar deveria ser feito a nivel estadual.
Murilo Cunha

quinta-feira, 28 de Janeiro de 2010

Acesso Livre à Informação Científica. Que desafios para os direitos de autor?


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A Palestra irá decorrer no dia 11 de Fevereiro de 2010, às 14 horas, no Auditório B da Reitoria da Universidade Nova de Lisboa, Campus de Campolide.

Através deste link pode consultar o programa, a informação sobre os oradores convidados e o folheto de divulgação.

A sessão tem como objectivos:

  1. Divulgar o projecto Creative Commons Portugal;
  2. Alertar a comunidade científica para o uso das Licenças Creative Commons na inovação científica;
  3. Esclarecer a forma de licenciamento dos conteúdos arquivados e disponibilizados através dos Repositórios Institucionais;
  4. Esclarecer dúvidas sobre os direitos de autor de documentos arquivados e disponibilizados através dos Repositórios Institucionais.

As inscrições são feitas através do email: repositorio@fct.unl.pt. A entrada é livre.
Para mais informações contactar através do email repositorio@fct.unl.pt ou do telefone: 21 294 96 77

Informações em http://biblioteca.fct.unl.pt/CDB/

quarta-feira, 27 de Janeiro de 2010

Padres devem ser blogueiros, diz papa


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Fonte: Info online. Data: 26/01/2010.
Autora: Jordana Viotto.
O papa Bento XVI pediu aos padres católicos que utilizem novas formas de comunicação, como blogs, para "espalhar as mensagens do evangelho".
Em sua mensagem para a Igreja Católica no Dia Mundial da Comunicação, no último sábado, o papa afirmou que "as vias de comunicação abertas pelas conquistas técnológicas tornaram-se instrumento útil". Ele refere-se especialmente ao público jovem.
Para o papa, de 82 anos, pelos meios modernos de comunicação, o sacerdote poderá divulgar as atividades da igreja e "ajudar os homens de hoje".
No Brasil, padres populares, como Marcelo Rossi e Fábio de Mello, contam com essas ferramentas.
Em seu site, Rossi tem uma ferramenta de chat para que os usuários se comuniquem e uma mensagem diária. Já Fábio de Mello escreve sobre suas experiências e envia mensagens aos fiéis no seu blog.
Comentário:
O Papa está certo! Finalmente a Igreja Católica percebeu o impacto dos blogs na difusão das informações. Como sabemos, o blog pode ser utilizado em qualquer área temática, sendo, portanto, uma ferramenta útil.
Murilo Cunha
URL dos sítios citados:
www.fabiodemelo.com.br/
www.padremarcelorossi.com.br/

Livrarias


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A Book.it, uma marca da Sonae Distribuição que reúne no mesmo espaço livraria, papelaria, publicações e serviços, terá este ano 14 novas lojas em todo o país, que vêm juntar-se às 14 já existentes.

“A Book.it é um projecto de livrarias fora dos grandes centros urbanos (…) A primeira foi em Chaves, depois Tomar, Abrantes, Torres Novas… Temos 14 lojas a nível nacional e este ano queremos abrir mais 14. Queremos ser uma referência cultural na cidade que escolhemos e levar a cultura a todo o país”, disse hoje Rosário Almeida, gestora comercial da Sonae Distribuição, numa apresentação à imprensa.
Uma notícia a ler na integra no jornal I

segunda-feira, 25 de Janeiro de 2010

“Bibliotecas estão 20 anos atrasadas”


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Fonte: Agência Brasil Que Lê. Data: 14/01/2010.
No comando do maior Conselho de Biblioteconomia do País, Evanda Verri Paulino, a presidente do CRB, que reúne os 8 mil bibliotecários paulistas, defende um novo papel para as bibliotecas e adoção de um modelo híbrido, que integre as unidades municipais, comunitárias e escolares para atender melhor tanto os estudantes como as comunidades em seu entorno. Para ela, que também é professora de Biblioteconomia e Ciências da Informação na Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESP-SP), as bibliotecas devem funcionar cada vez mais como uma espécie de agência educadora e laboratórios de informações.
A atual década tem sido um período de avanços importantes na questão do livro e da leitura no Brasil. Que balanço fazem os bibliotecários sobre esse período?
As iniciativas nas esferas pública e privada são necessárias para estimular a leitura e desenvolver a cidadania no Brasil. Ações importantes têm ocorrido. Entretanto, elas ainda não apresentaram resultados concretos. As diversas pesquisas em Educação ainda reiteram a necessidade de refletirmos sobre os aspectos nos quais ainda estamos falhando. Como bibliotecários e educadores, ajudamos a elaborar os projetos pedagógicos nas escolas e desenvolvemos ações culturais para estimular a leitura e o interesse pela pesquisa e pelo conhecimento. No entanto, nos perguntamos: será que estamos levando em consideração as características e as demandas da comunidade que pretendemos sensibilizar? No mundo globalizado, cada comunidade continua sendo única e especial. E sabemos que a busca pela informação e pelo conhecimento só acontece quando o indivíduo sente necessidade e curiosidade, e está motivado. Nós, bibliotecários, devemos ajudar a despertar e estimular o indivíduo para a leitura, a pesquisa, o saber e o questionamento. Portanto, programas que criam salas de leitura (a maioria sob a responsabilidade de professores readaptados) e se restringem à entrega de livros são insuficientes até mesmo para estimular a leitura no país. A transformação educacional e cultural é gradativa e trabalhosa, envolve um esforço multidisciplinar planejado e integrado, desenvolvido por profissionais preparados e competentes. É importante considerar também que as inovações oriundas da tecnologia da informação têm modificado as relações humanas e os modos de gerar e disseminar conhecimento. Assim, estamos cada vez mais focados em desenvolver competências informacionais, ajudando a preparar os indivíduos para acessar, analisar, filtrar e selecionar informações, para que possam se apropriar de conteúdos de maneira ética e gerar novos conhecimentos. A leitura está presente em todas as etapas desse processo e ajuda a integrar e agilizar o complexo trajeto para buscar e encontrar a informação, essencial para a aprendizagem continuada e para a formação de cidadãos.E o que representa, nesse contexto, o Plano Nacional do Livro e Leitura?
O Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), por meio de projetos, programas, atividades e eventos, busca incentivar a leitura, fazendo com que ela se torne parte do cotidiano do brasileiro. Sem dúvida, o PNLL inclui ações importantíssimas para estimular a leitura, como a implantação de novas bibliotecas e a criação de projetos sociais. No entanto, precisamos ajudar estudantes e jovens a se tornarem usuários autônomos da informação, capazes de acessar e selecionar as informações que melhor atendam às suas necessidades e interesses. Alguns podem até discordar alegando que eles nunca foram tão “independentes” face ao acesso fácil à informação. Mas nós que lecionamos sabemos a dificuldade que esses jovens apresentam na hora de pesquisar e estruturar um texto com conteúdo claro e objetivo, e raciocínio inteligível. E a dificuldade que têm na hora de expor e defender uma opinião e se comunicar com clareza e discernimento para serem bem sucedidos e felizes nos âmbitos pessoal e profissional.
A competência informacional ajuda a fortalecer o repertório de conhecimento prévio adquirido também pela leitura e contribui para a aquisição de competências múltiplas, para o aprimoramento da capacidade de ler, escrever e se comunicar, e para utilizar as novas mídias digitais para manter-se atualizado e disponibilizar, compartilhar e colaborar na geração de novos conhecimentos.
Qual é, na sua opinião, o papel dos bibliotecários nesse novo cenário?
Cabe aos bibliotecários sensibilizar seus parceiros, colegas e superiores, seja em organizações ou em instituições, para a necessidade de criar e implantar programas de capacitação informacional sólidos, abrangentes e permanentes. Hoje, os bibliotecários atuam em bibliotecas públicas, escolares e comunitárias, em agências de publicidade, escritórios de advocacia, em editoras, em instituições públicas e privadas, além de organizar a informação disponível na Internet (sites, blogs e redes de relacionamento, entre outros), trabalho o qual chamamos Arquitetura da Informação.
Na era da informação e do conhecimento, a informação é fundamental para a estratégia do negócio e para a tomada de decisão. Por isso, atuamos em organizações das mais diversas naturezas. Assim como em instituições educacionais, nas organizações trabalhamos para difundir, organizar e democratizar a informação. Trabalhamos para a inclusão informacional e o uso competente da informação. Nas bibliotecas escolares, bibliotecários e professores trabalham em parceria para ensinar ferramentas essenciais na atualidade como: tirar conclusões e decisões embasadas em informações advindas de fontes confiáveis, aplicar o conhecimento em situações distintas e gerar novos conhecimentos. A competência informacional tornou-se uma disciplina tão relevante nos dias atuais como a Matemática, a Arte e a História. O Conselho Regional de Biblioteconomia do Estado de São Paulo está fazendo um levantamento das bibliotecas escolares exemplares da região, por meio do projeto “Biblioteca Vitrine: uma parceria para ser vista”.
Como as bibliotecas municipais e, sobretudo, as escolares, devem atuar nesse contexto?
A biblioteca escolar deve assumir hoje a posição de “agência educadora” e de “laboratório de informações”, podendo oferecer uma ampla gama de recursos e currículo de capacitação informacional para ajudar os alunos a adquirirem as competências necessárias. Em 2007, a American Association of School Librarians lançou os “parâmetros para o aprendiz do século XXI”, terceira edição do livro Information Power que, desde 1988, enfatiza a necessidade de ensinar o pensamento crítico aliado ao uso da informação. Este estudo mudou o paradigma da atuação das bibliotecas escolares nos EUA. Nesse sentido, o Brasil encontra-se pelo menos vinte anos atrasado em sua abordagem. Em São Paulo, assim como em outros Estados, levando-se em conta nossa realidade, de carência de bibliotecas escolares efetivas e crescimento de bibliotecas comunitárias, talvez pudéssemos começar a implantar o conceito de “bibliotecas híbridas”, nas quais as bibliotecas – públicas, escolares e comunitárias – trabalhariam em parceria, desenvolvendo programas de apoio mútuo com foco na classe estudantil e nas comunidades locais. Para conhecer melhor também as iniciativas voluntárias, decidimos que o tema do IX Prêmio Laura Russo 2010, a ser entregue no Dia do Bibliotecário, 12 de março, será o “Empreendedorismo Social: agente de transformação” (mais informações em www.crb8.org.br).
Comentário:
Excelente entrevista da colega Evanda Verri Paulino, presidente do Conselho Regional de Biblioteconomia do Estado de São Paulo. Evanda mostra as diversas facetas profissionais do bibliotecário, que deve atuar em diversas frentes. Mostrou também a urgência de investimentos públicos em recursos humanos, notadamente na necessidade de que cada biblioteca possa ser gerenciada por um bibliotecário preparado para os novos tempos.
Murilo Cunha

Incertezas sobre a web 2.0


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Fonte: El Pais. Data: 8/01/2010.
Depois de superada a crise da web 1.0 representada pela quebra das companhias pontocom no início do presente século, a web evoluiu para outro modelo menos voltado para o negócio e comércio eletrônico. Esta nova etapa, conhecida como web 2.0 ou redes sociais, baseia-se mais na comunicação entre pessoas e comunidades (many to many frente ao one to one). Nesta etapa, havia esperança de que as empresas de Internet alcançassem sua rentabilidade graças à publicidade e ao tráfego gerado. Isto fez com que os grandes nomes da Internet tomassem atitude frente ao fenômeno das redes sociais buscando novas sinergias (Google-YouTube, My Space-News Corporation, Facebook-Microsoft etc.) ou se introduzissem no negócio dos buscadores (Microsoft-Yahoo).
Simultaneamente, a web evoluiu de forma natural, otimizando as pesquisas. Já não só indexavam páginas web, mas levavam em conta o contexto e o significado (web 3.0 o web semântica). Esta lógica evolução da web obedece a seu design e a sua arquitetura iniciais: compartilhar (sua origem universitário) e deslocar e sobrepor (sua origem militar). Desta maneira, as duas formas de fazer se contrapõem: comunidades virtuais frente a pessoas, blogs versus home pages, directories versus tagging, portals versus RSS, pages views versus cost per click, adversiting versus word of mouth etc. É Netscape frente a Google, e, como consequencia da lógica do negócio, e na atualidade, de todos contra Google.
Mas a atual crise econômica (global, financeira e de confiança) colocou sob suspeita a rentabilidade das redes sociais de modo que, provavelmente, encontramo-nos perante a segunda borbulha, o segundo cybercrash da era Internet. Parecia que a crise econômica não iria afetar Silycom Valley, mas já se observa certo movimento na falha de São Francisco. Em 2008, as redes sociais foram saudadas como antídoto para as empresas tecnológicas, mas hoje parece que o futuro está mais no lítio que no silício. A Nasdaq se desequilibrou como o resto dos setores, e os investimentos em start-ups ficaram escassos. Os mais de 1.200 milhões de pessoas conectadas em redes sociais não conseguiram ainda que YouTube, Facebook ou Tuenti sejam rentáveis. Somente My Space conta com um modelo de benefícios porque está ligado ao tráfego no telefone celular. Enquanto isso, os meios de comunicação estão tentando se adaptar à competência que representa a Internet, sem conseguir resultados importantes.
Mas, na atualidade, a publicidade está em crise, e também deixou de investir na Internet. O cost per mil foi reduzido no último ano em torno de 40%. As pequenas e médias empresas não conseguem entender a Internet. Os anúncios em redes sociais não são atrativos para as grandes companhias, pois não é uma publicidade contextual ao aparecer com outros vídeos, fotos ou links com mensagens contraditórias, e, em alguns casos, negativos para sua estratégia de marca. Os internautas tampouco parecem que sejam tão participativos e ativos na Internet. A regra 90-9-1 criada por Jacob Nielsen parece que se cumpre em todas as comunidades criadas: 90% são audiência, mas não geram conteúdos; 9% são editores ao modificar e opinar sobre o que outros geram, e somente 1% são criadores. Os milhões de blogs são verdadeiros monólogos, sem capacidade de influência e sem que suas opiniões cheguem a ninguém. A escada gerada por Forrester, segmentando de acordo com os diferentes níveis de participação na rede, tampouco parece se cumprir (creators, critics, joiners, spectators, collectors e inactives). As redes sociais evoluirão para o marketing, desenvolvendo novas produtividades e rompendo a lógica pela qual surgiram.
A verdadeira revolução não vem da mão das redes sociais, e sim da aplicação assassina de maior êxito na Internet: os portais P2P. Ou do desfrute online de todo tipo de conteúdos, maquiados por novos intermediários. Um modelo que consiste em intercambiar arquivos gratuitos que outros fizeram trabalhando e investindo seu dinheiro. Até agora, o mercado tem dois lados que se equilibram: os que pagam e os que não. O dia em que se generalizar a escala planetária a gratuidade se acabará a informação contrastada, os bons filmes, séries e música. Estas surgem de um esforço que não se pode traduzir mais que em rendas de trabalho e em benefícios empresariais.
A sociedade amateur, a free culture de Lessing ou a free economics de Anderson são um sonho impossível, que está se convertendo numa nova religião com excessiva ideologia. Os conteúdos financiados somente pela publicidade e os autogerados pelos usuários sem lucro não podem substituir o conjunto dos meios de comunicação e as indústrias do entretenimento ao minguar drasticamente seus recursos. Se abrirá claramente uma brecha entre conteúdos low cost e premium. Assim como agora, uns pagarão a publicidade e outros diretamente os usuários-consumidores. Enquanto isso, a web 2.0 não dá benefícios, e já se fala da web 3.0. Outros põem o prefixo 2.0 em tudo porque está na moda, esperando que caiam as nozes sem balançar a nogueira.

Onde a internet vai parar


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Fonte: O Estado de S. Paulo. Data: 10/01/2010.
Autor: José Paulo Cavalcanti.
Na verdade, ela não vai parar. Vai se transformar - e muito - para poder ser regulamentada
O símbolo do herói moderno, para o filósofo italiano Umberto Galimberti (Il Gioco Delle Opinioni - O Jogo das Opiniões), deveria ser Ulisses, rei de Ítaca, por ter inventado o cavalo de Troia, em cujo ventre se esconderam soldados que à noite abriram as portas da cidade. Porque seria Ulisses portador dos valores básicos que se exigiria de uma sociedade moderna, mentira e astúcia. Retraduzindo essas palavras, para dar-lhes mínimos de dignidade, astúcia passa a ser a "capacidade de encontrar o ponto de equilíbrio entre forças contrárias". Enquanto mentir significa "habitar a distância que separa aparência e realidade"; e, também, "escapar da ingenuidade dos que acreditam que as coisas são, sempre, o que aparentam ser". Com Ulisses, inaugura-se a dupla consciência da realidade e sua máscara. É também o que se passa com a internet, na oposição aparentemente inconciliável entre o hoje e o amanhã. Posto que soluções dadas, atendendo ao que parece indispensável ou razoável no presente, serão capazes de comprometer irreversivelmente o futuro; enquanto a só espera plácida por esse futuro, hoje implausível, pode ser suficiente para degradar o presente a ponto de torná-lo intolerável.
O cenário desse aparente drama é que nos estamos convertendo em uma civilização impressentidamente nova, provavelmente nem pior nem melhor do que as anteriores. Apenas diferente. E talvez ainda não sejamos capazes de compreender, em toda a sua extensão, o "mito da idade da informação". São outros os valores, outros os padrões de organização social, outros os processos de transmissão de conhecimento, alterando as bases tradicionais da economia, da religião, da história, da própria cultura. E a questão já nem é saber se as novas tecnologias da informação vão alterar nossa maneira de viver, mas como o farão. Esse desenvolvimento extraordinário se processa em duas dimensões principais. Uma técnica, que corresponde à melhoria crescente na quantidade, na qualidade e na velocidade de transmissão da informação; outra cultural, interferindo em nossos padrões de convivência, produzindo o que François Brune (A Comunicação Social Vítima dos Negociantes) chama de "mercantilização do imaginário". Nossas cidades, não por acaso, são povoadas por cinderelas suburbanas que sonham, secretamente, com o fausto implausível de uma outra vida que nunca terão. Suspirando escondidas em seus quartos humildes, à espera do príncipe encantado em que se converte diariamente o galã da novela das 8, nas televisões; ou amigos, alguns próximos outros inatingíveis, nos orkuts da vida. Condenadas a viver vidas paralelas, como se a miséria de suas existências exigisse o contraponto desse eldorado a que se chega apenas girando um botão. Ou tocando algumas teclas.
Para o filósofo espanhol Ferrater Mora (Dicionário de Filosofia), "o paradoxo fascina porque propõe algo que parece assombroso seja como se diz que é". E o paradoxo, para a internet, é a pretensão de que deva ser, necessariamente, a única atividade livre de controles democráticos. Porque relações em comunidade são, sempre, construídas a partir de controles sociais. Temos interferências em todos os setores. No tráfego, só podemos dirigir com carteira de habilitação, o carro deve ser emplacado, o cinto de segurança é obrigatório, o sinal vermelho deve ser respeitado, temos contramão, estacionamento proibido, velocidade máxima permitida, e nunca ninguém pensou que esses limites possam violar a liberdade de locomoção, sagrada na Constituição como direito individual e cláusula pétrea. Sendo natural que algum tipo de controle social, democrático, se opere também em relação à internet. Um controle que decorrerá de sua inevitável regulamentação. A internet vai ser regulada quando estiver pronta para ser regulada. Vai mudar, precisamente, para poder ser regulada. Em outras palavras, vai poder ser regulada porque vai mudar. No futuro, claro, quando estivermos todos mortos, talvez. Provavelmente, deixando de ser a internet como a conhecemos hoje, para ser algo parecido. Mantendo só o nome. Ou nem isso.
Apenas para constar seja aqui dito que, no coração das pessoas, pouco a pouco foi-se dando a tragédia. Acabamos confiando nas máquinas cegamente. Primeiro no computador, claro. Depois na internet. Perdemos a razão crítica. Nos desacostumamos a questionar. Duvidar, para gente demais, acaba sendo heresia. Se Deus é onisciência, o novo deus da gurizada existe mesmo, e seu nome é Google (por enquanto). Segundo uma lenda moderna, máquinas não erram. Problema é que erram, por erro do programador ou por conta própria. Estamos desaprendendo a beleza de errar por nossos próprios erros. Tempos faz pesquisei onde estava a mesa, nos velhos romances; e era, sempre, o lugar mais importante da casa. O centro da vida familiar. Na sala de jantar de outros tempos nos olhávamos de frente, uns para os outros. Depois veio a televisão. A família passou a ficar no sofá, ombro a ombro, com a tela na frente. Depois de olhos nos olhos, orelha a orelha. Passamos a nos falar de lado. Sem mais dar importância ao brilho no rosto das pessoas queridas. Mas, na televisão, a gente ao menos está (quase) sempre acompanhado. Computador, ainda pior, é hábito de quem não gosta de olhar de frente. De quem não gosta de gente. Quantos de nós passamos noites inteiras na companhia dessas máquinas que só respondem o que lhes perguntamos? Sem mais tempo para encontrar os amigos. Para jogar dominó em fins de tarde. Estamos começando a viver o mundo terrível do futuro. A democracia da solidão. A conclusão dessa pequena fábula aqui contada, que nem fábula é, será só a de que essa internet de hoje vai mudar. Como também o homem que a digita. Mudarão os dois, pois. Para melhor? Não sei. Ninguém sabe.

quinta-feira, 21 de Janeiro de 2010

10º Congresso BAD com forte dinâmica 2.0


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O 10º Congresso Nacional de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas que se vai realizar nos próximos dias 6, 7 e 8 de Abril em Guimarães passou recentemente a ter uma presença significativa na Web 2.0 e nas redes sociais.

O blogue do Congresso, a presença no Facebook e no Twitter, as áreas no Flickr e no Youtube, são ferramentas para a BAD divulgar e promover o 10º Congresso, mas são também úteis instrumentos para todos os potenciais participantes partilharem e obterem informação. E, tal como escrevi no blogue do Congresso, estas ferramentas podem e devem ser usadas para promover o debate e a reflexão (antes, durante e após a realização do Congresso) sobre os temas que preocupam os profissionais portugueses.

Espero ir-vos “encontrando” nas redes associadas ao Congresso nas próximas semanas, e vê-los presencialmente no Centro Cultural Vila Flor em Abril.
Bom Congresso!

quarta-feira, 20 de Janeiro de 2010

IVA para livros electrónicos baixa... em Espanha


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Em Espanha os livros electrónicos passaram a ter um IVA de 4% ou seja idêntico à taxa praticada para os livros em papel.
Los libros electrónicos compartirán con sus réplicas de papel el mismo montante del Impuesto sobre el Valor Añadido (el IVA) y quedará fijado en el 4% (el llamado tipo superreducido). Ese porcentaje es el que grava a bienes como las viviendas de protección ofical, el material escolar o los alimentos de primera necesidad. La medida, anunciada esta mañana por la Ministra de Cultura, Ángeles González-Sinde, en la Biblioteca Nacional, supone la adopción por parte de España de una recomendación aprobada por la Unión Europea el pasado mes de marzo. El IVA del 4% para libros electrónicos es una vieja reclamación de los editores. Hasta ahora era del 16%.

Ler mais em El País

terça-feira, 19 de Janeiro de 2010

Almoço de amizade e homenagem ao Henrique Barreto Nunes


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Aproveito para divulgar uma homenagem justa e merecida a um grande profissional da informação que marcou várias gerações de profissionais da nossa área em Portugal. No decorrer da minha caminhada académica tive o prazer de cruzar-me com o Dr. Henrique Barreto Nunes, um grande profissional.

Mensagem publicada no BAD Norte Blogue

Caros Colegas:

O Dr. Henrique Barreto Nunes, bibliotecário, como gosta de se apresentar, é um homem a quem a cultura portuguesa muito deve. Natural de Monção, marcado pelos anos que passou em Coimbra como estudante, director da Biblioteca Pública de Braga e, mais recentemente, também do Arquivo Distrital, tem sido verdadeiramente fundamental na cultura da região do Minho e, a nível profissional, na acção das bibliotecas públicas em Portugal: a sua empenhada intervenção na ASPA pela defesa do Património, as intervenções na Minia e na Fórum, a orientação para a leitura pública da sua biblioteca, em busca de um sonho que, com outros colegas, começou a definir em 1983, com o Manifesto sobre a Leitura Pública em Portugal, resumem pouco do muito que fez e tem para fazer.

Para os bibliotecários, o Henrique foi sempre um colega criativo, inovador e competente, amável, prestável, amigo, quer como professor de Leitura Pública, quer como orientador de estágios de nóveis bibliotecários, quer como colega experiente, sempre pronto a fornecer, com a humildade que só os grandes possuem, uma opinião, um parecer, uma orientação. Assim aconteceu com tantas bibliotecas e com tantos bibliotecários.

Estar com o Henrique neste “rito de passagem” em que se faz o balanço da obra feita e se projectam novas acções é um gesto que só pode decorrer da própria natureza da vida e da amizade verdadeiramente sentida pelos seus colegas.

Assim, vínhamos convidá-lo a participar num almoço de homenagem e amizade a realizar no próximo dia 6 de Fevereiro, sábado, às 13.00 h, no PORTO, no Palacete Pinto Leite (antigo Conservatório de Música do Porto), Rua da Maternidade, 3-9.

Com os melhores cumprimentos,

António Pina Falcão

Presidente do Conselho Directivo Nacional da BAD


Nota importante:

As inscrições para o Almoço, com o custo de 25 €, deverão ser recebidas na BAD (Rua Morais Soares, nº 43-C 1- Drt – 1900-341 Lisboa), impreterivelmente até 28 de Janeiro, acompanhadas do cheque correspondente, passado à ordem de UNISELF, e referindo o nome do participante, seu endereço electrónico ou contacto telefónico, para possibilitar a confirmação da reserva. Excepcionalmente, poderá ser aceite o pagamento em numerário, até ao dia do Almoço, mas nesse caso sem garantia da reserva e considerando a lotação da sala.

sexta-feira, 15 de Janeiro de 2010

Português entra no Guiness a escrever SMS


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O português Pedro Matias, de 27 anos, bateu ontem, quinta-feira, o recorde do Mundo de escrita de mensagens de texto num telemóvel.

Num evento promovido por uma marca de telemóveis, que decorreu em Nova Iorque, Pedro Matias conseguiu escrever 264 caracteres em um minuto e 59 segundos, retirando 23 segundos ao anterior recorde mundial.

Em declarações ao site de tecnologia “Engadget”, Pedro diz ter praticado muito e que esta é a sua vocação. “Ter um recorde no Guiness é fantástico”, acrescentou o homem mais rápido do Mundo a escrever mensagens escritas.

O “LG Mobile World Cup” é o primeiro campeonato do Mundo que desafia os concorrentes a escrever mensagens escritas. Na competição, o primeiro prémio foi para a Coreia do Sul, o segundo ficou no EUA e o terceiro prémio foi ganho pela equipa da Argentina.

Fonte: JN

Biblioteca de Vila Real expõe segredos encontrados em livros antigos


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Cartas de amor, flores secas e postais ilustrados foram alguns dos segredos descobertos entre os milhares de livros antigos da Biblioteca Municipal de Vila Real, que vão estar patentes ao público a partir de hoje e até ao final de Fevereiro.

A exposição "Coisas que Aparecem no Meio dos Livros" resulta do trabalho de catalogação, higienização e conservação do Fundo Antigo da biblioteca, que reúne actualmente dez mil livros.

O coordenador da instituição, Vítor Nogueira, disse à agência Lusa que estes livros "têm vindo a ser objecto de um amplo processo de conservação e restauro". "Trabalhar na limpeza desses volumes é muitas vezes confrontar-se com pequenos segredos, marcadores improvisados, que ficaram esquecidos, pequenas curiosidades que o tempo e os livros decidiram preservar", salientou.

O responsável referiu que dentro dos livros "aparece um pouco de tudo", desde cartas de amor, dedicatórias, bichos como insectos ou traças, cartões de visita, telegramas, postais ilustrados e até boletins do Totobola com mais de 50 anos. "Esta exposição quer chamar a atenção para a faceta museológica que se quer evidenciar. Não é só catalogar ou restaurar, é também colocar à disposição de quem estiver interessado todo este património literário", afirmou.

Desde que o novo edifício da biblioteca Júlio Teixeira abriu as portas, há três anos, está a ser feito um amplo trabalho de restauro dos livros antigos, muitos dos quais remontam aos séculos XV, XVI, XVII ou XVIII.

Uma parte importante do acervo foi legado pelos conventos de São Domingos e São Francisco, que fecharam as portas no século XIX, mas todos os livros com mais de 50 anos são remetidos para o Fundo Antigo. Aqui, uma equipa de técnicos, procede à sua catalogação, higienização, preservação e manutenção.

Neste trabalho, os técnicos contam com a ajuda dos alunos de Vila Real através do atelier "A minha turma salva um livro", que se realiza regularmente há mais de um ano e que visa a sensibilização das crianças para a conservação do fundo bibliográfico em geral. As crianças colocam as luvas e as máscaras, por causa das poeiras e microrganismos escondidas entre as paginas dos livros antigos, depois passam várias vezes a trincha, sempre de baixo para cima, e no final ajudam a colocar a capa de plástico que passará a envolver e a proteger as publicações.

Segundo Vítor Nogueira, até ao momento foram tratados cerca de 20 por cento dos dez mil livros, havendo por isso, segundo referiu, "ainda muitos segredos por descobrir".

A Biblioteca de Vila Real assinalou 170 anos em Outubro, estando intimamente ligada, na sua origem, à extinção das ordens religiosas masculinas e à nacionalização dos seus bens, que ocorreu na primeira metade do século XIX.

Em 1960, o património da Biblioteca Pública ficou em risco por causa de um incêndio que destruiu a Secretaria da Câmara Municipal, procedendo-se, então, à transferência do seu espólio para uma loja do Mercado Municipal, sem qualquer preocupação na conservação das obras.

Em 27 de Outubro de 2006 foi inaugurado o actual edifício da Biblioteca Municipal Doutor Júlio Teixeira.

Fonte: Público.pt

quarta-feira, 13 de Janeiro de 2010

Português é a segunda língua no Twitter


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O português é a segunda língua mais escrita no Twitter, usada em 11 por cento das mensagens.Sem surpresas, o inglês surge como a língua mais frequente, com uns esmagadores 61 por cento do total. Em terceiro lugar está o japonês (seis por cento) e em quarto surge o espanhol (quatro por cento).

Os números foram divulgados pela empresa americana Textwise, especializada em análise de conteúdo online, e correspondem a uma amostra de 8,9 milhões de mensagens trocadas por 2,6 milhões de utilizadores do Twitter durante um período de duas semanas.

Das mensagens analisadas, 22 por cento continham um endereço de Internet e seis por cento eram retweets, ou seja, mensagens de outro utilizador que são replicadas.

Fonte: Público.pt

terça-feira, 12 de Janeiro de 2010

Modernização de Bibliotecas no Brasil


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Prefeituras de municípios com até 20 mil habitantes devem enviar propostas até 25 de janeiro de 2010.

O Ministério da Cultura, por meio do Programa Mais Cultura, modernizará 100 bibliotecas públicas em municípios com até 20 mil habitantes. O investimento do MinC é de R$ 3,285 milhões.

As prefeituras interessadas em participar do edital nacional devem enviar propostas até 25 de janeiro de 2010 para o Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas/Fundação Biblioteca Nacional (Rua da Imprensa, nº 16, Sala 1.102 - Palácio Gustavo Capanema – Centro – CEP 22030-120 - Rio de Janeiro, RJ).

O edital está disponível nas páginas eletrônicas do Ministério da Cultura, no link Editais e Premiações, e do Programa Mais Cultura. Os projetos contemplados receberão kit composto de mil livros, mobiliários, almofadas, pufes, tapetes e telecentro digital com 11 computadores conectados à internet banda larga.

Segundo o diretor de Livro, Leitura e Literatura do MinC, Fabiano dos Santos Piuba, a ação tem por objetivo estimular o gosto pela leitura e tornar as bibliotecas espaços culturais dinâmicos e atrativos. “Não é suficiente ter a biblioteca, é preciso que ela seja um espaço cultural dinâmico, apropriado pela comunidade a que atende”, afirma.

Entre 2008 e 2009, o Mais Cultura investiu R$ 22,5 milhões para modernizar 410 bibliotecas públicas municipais em todo o país. Dessas, 299 localizadas nos Territórios da Cidadania.

Outros R$ 21,2 milhões estão previstos para modernizar 576 bibliotecas a partir de 2010, por meio de editais pactuados com os governos estaduais. O Governo Federal investe 66% dos recursos e os estados aportam 33% de contrapartida.

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