sábado, 14 de julho de 2012
Vida média de uma página da internet
0 Comentários sábado, julho 14, 2012
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: Internet, preservação digital
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Preservação Digital – vídeo de sensibilização
1 Comentários quinta-feira, outubro 27, 2011
Publicado por Paulo Barreiro de Sousa
Assunto: Ciência da Informação, preservação digital, Projecto RODA, recuperação da informação
Apresento-vos um vídeo muito interessante que apela à sensibilização para a importância da Preservação Digital, publicado pela Direção-Geral de Arquivos, e que visa, paralelamente, a promoção do projecto RODA (Repositório de Objectos Digitais e Autênticos).
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Manuscritos do Mar Morto estão na Internet
0 Comentários quarta-feira, setembro 28, 2011
Publicado por Paulo Barreiro de Sousa
Assunto: documento histórico, manuscritos, preservação digital
Cinco rolos dos Manuscritos do Mar Morto, que incluem alguns dos textos bíblicos mais antigos, estão desde ontem disponíveis na Internet, depois de terem sido digitalizados no âmbito de projecto do Museu de Israel, em Jerusalém, e do Google, e podem ser consultados em http://dss.collections.imj.org.il/.
O Livro de Isaías, o Manuscrito da Guerra, o do Templo, o da Regras da Comunidade e o Comentário de Habacuque, o profeta, são os cinco manuscritos desde ontem online, 64 anos depois de os primeiros destes documentos terem sido descobertos em Qumran, a noroeste do Mar Morto, por um grupo de pastores que procurava uma cabra tresmalhada.
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Evento: Conferência sobre Tecnologia, Cultura e Memória
0 Comentários quarta-feira, maio 18, 2011
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: biblioteca digital, preservação digital
Data: 13-15 de setembro de 2011.
URL: http://www.liber.ufpe.br/ctcm/sobre_ctcm.php
A Conferência sobre Tecnologia, Cultura e Memória é produto da cooperação desenvolvida entre pesquisadores do Grupo de Pesquisa Memória e Sociedade do Laboratório Liber/UFPE, do Instituto Holandês do Patrimônio - Erfgoed Nederland, e do projeto Brasiliana USP. O evento vem atender a demanda de conhecimento teórico e prático no campo da curadoria do patrimônio digital e das políticas públicas para a preservação e o acesso da herança cultural.
O Coordenador é o Professor Marcos Galindo Lima, Departamento de Ciência da Informação da Universidade Federal de Pernambuco.
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Apresentação do livro ‘PRESERVMAP – Um Roteiro da preservação na Era Digital’
0 Comentários quinta-feira, outubro 21, 2010
Publicado por Paulo Barreiro de Sousa
Assunto: Ciência da Informação, Internet, preservação digital, profissional da informação, recursos de informação, sociedade da informação
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Programa gratuito preserva dados digitais para o futuro
0 Comentários sexta-feira, outubro 08, 2010
Publicado por André Ricardo Luz
Assunto: preservação digital
Cientistas europeus disponibilizaram gratuitamente um software desenvolvido com o objetivo de garantir que os dados armazenados digitalmente sejam preservados, acessados e compreendidos no futuro, sobrevivendo às contínuas mudanças tecnológicas.
Preservação do conhecimento
A ferramenta é resultado do CASPAR (Cultural, artistic and scientific knowledge preservation, for access and retrieval - preservação do conhecimento cultural, artístico e científico para o acesso e recuperação), um projeto que consumiu 8,8 milhões de euros de investimentos dentro do programa europeu Agenda Digital.
Os grandes volumes de dados eletrônicos, incluindo registros oficiais, arquivos históricos e resultados de pesquisas científicas estão se tornando ilegíveis ou correndo o risco de serem perdidos não apenas porque as novas tecnologias não conseguem lê-los, mas também porque os usuários não conseguem entender a informação.
O objetivo do novo software de código aberto é eliminar esse problema de uma vez por todas, "por um futuro indefinido", afirmam os pesquisadores.
Bases de dados do passado guardavam os registros em formatos diferentes e com precisão diferente das atuais, e as bases de dados do futuro também evoluirão com as necessidades e terão formatos diferentes dos atuais.
Por exemplo, os sinais da influência humana sobre o aquecimento global estão sendo coletados há várias décadas. Apesar da evolução das tecnologias de gravação de dados - dos cartões perfurados e das fitas magnéticas até os inúmeros servidores da computação em nuvem - é crucial para o progresso científico que esses dados sejam inteiramente acessíveis e possam ser diretamente comparados com os dados coletados no futuro.
Descrição dos dados
Com problemas como este em mente, os pesquisadores do CASPAR criaram uma ferramenta é capaz de descrever todos os tipos de dados para que os números possam ser extraídos no futuro - o equivalente a ser capaz de imprimi-los hoje.
O programa também garante que os números e os relacionamentos entre eles possam ser entendidos e manipulados em qualquer software, e para qualquer pesquisa que os cientistas possam querer.
As técnicas foram amplamente utilizadas e testadas com sucesso com diferentes tipos de dados científicos, culturais e artísticos, que serviram para validar a técnica.
O programa pode ser baixado gratuitamente no site do projeto CASPAR, no endereço www.casparpreserves.eu.
Fonte: Site Inovação Tecnológica
sábado, 27 de março de 2010
O acervo digital é mais caro do que em papel
URL: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100317/not_imp525296,0.php
Fonte original: The New York Times. Autora: Patricia Cohen.
Em meio ao material de arquivo de Salman Rushdie em exposição na
Universidade Emory, em Atlanta, há capas ilustradas de seus livros,
diários escritos à mão e quatro computadores Apple (um deles arruinado
por um incidente com uma coca-cola). Os 18 gigabytes de dados contidos
neles parecem prometer aos futuros biógrafos e estudiosos de literatura
um verdadeiro país das maravilhas digital: vastos arquivos organizados
que podem ser facilmente pesquisados em poucos cliques.
Mas, como a maioria dos paraísos rushdieanos, esse idílio digital tem
seu próprio conjunto de problemas. Como as bibliotecas e os arquivos de
pesquisa estão descobrindo, o material "nascido digital" - criado
inicialmente no formato eletrônico - é muito mais difícil e caro de ser
preservado do que se supunha.
Rascunhos, correspondência e comentários editoriais produzidos
eletronicamente, com os quais poetas contemporâneos, romancistas e
autores de não-ficção parecem se preocupar tanto, são apenas uma série
de dígitos - os binários 0 e 1 - gravados em disquetes, CDs e discos
rígidos, que se estragam muito mais rápido do que o papel. Mesmo que
essas mídias de armazenamento sobrevivam, o implacável avanço da
tecnologia pode significar que equipamentos e softwares mais antigos
deixem de existir. Imagine ter um disco de vinil, mas nenhuma vitrola.
A luta contra a extinção digital passa por perguntas difíceis: como
definir o que deve ser preservado, como deve ser essa preservação, e
como tornar esse material disponível? "Não há dúvida de que essas
questões têm tirado o sono de muita gente", disse Anne Van Camp,
diretora dos Arquivos da Instituição Smithsonian e membro de uma
força-tarefa que estuda os aspectos econômicos da preservação digital.
Metodologia. Apesar de os computadores serem usados cotidianamente há
duas décadas, os arquivos de escritores estão apenas começando a chegar
aos acervos. Na semana passada, o Centro Harry Ransom, da Universidade
do Texas, de Austin, anunciou a compra do arquivo de David Foster
Wallace, que cometeu suicídio em 2008. A Emory montou em fevereiro uma
exposição com seu acervo de Rushdie e, no ano passado, pouco antes de
morrer, John Updike enviou 50 disquetes de 5,25 polegadas à Biblioteca
Houghton, em Harvard.
Leslie Morris, curadora da Biblioteca Houghton, disse, "Ainda não
desenvolvemos uma metodologia" para processar esse material.
"Armazenamos os disquetes em nossa seção climatizada, e torcemos para
que Harvard defina logo alguns procedimentos universais."
Entre os desafios estão a contratação de arquivistas familiarizados com
a informática; a aquisição do equipamento e da experiência necessários
para decifrar, transferir e obter acesso aos dados armazenados em
formatos tecnológicos obsoletos; o desenvolvimento de um sistema de
proteção contra alterações e apagamento acidentais; e a definição de
como organizar o acesso de forma a torná-lo mais útil.
Na Biblioteca Emory, os computadores de Rushdie confrontaram os
arquivistas com um dilema: apenas copiar o conteúdo dos arquivos ou
tentar também recuperar a aparência e a organização dele.
Por causa do interesse especial da Emory no impacto da tecnologia no
processo criativo, a diretora interina do Acervo de Arquivos Manuscritos
e Livros Raros, Naomi Nelson, disse que os arquivistas decidiram recriar
a experiência e o ambiente eletrônico original.
Na exposição, visitantes podem acessar um computador e ver exatamente a
mesma tela para a qual Rushdie olhava, realizar buscas nos arquivos dele
assim como o autor fazia, e descobrir quais os aplicativos que ele
costumava usar. "Não conheço nenhum outro lugar no mundo onde seja
possível acessar por meio da emulação um acervo nascido digital", diz
Erika Farr, diretora da Biblioteca Robert W. Woodruff, em Emory.
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Geocities: a morte anunciada
0 Comentários sexta-feira, outubro 30, 2009
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: Geocities, preservação digital
Lançado em 1994, o Geocities foi um dos mais importantes serviços de criação de sites antes do advento dos blogues. É o fim de uma era, dizem muitos. O Geocities, fundado em 1994 e comprado pela Yahoo em 1999, foi o primeiro serviço a permitir a uma grande parte dos internautas partilhar os seus interesses de forma simples, um pouco à semelhança do que acontece agora com os blogues e as redes sociais.
O percurso do serviço termina hoje, segunda-feira, após a perda de popularidade para sites como o Myspace ou o Facebook. Será lembrado por alguns como um democratizador da Internet e, por muitos outros, como um local povoado de páginas de animações rudimentares e muito pouca informação revelante. O certo é que o serviço Geocities tornou possível ao utilizador comum construir uma página simples e colocar online conteúdo, numa altura em que a Internet ainda não era, verdadeiramente, a "autoestrada da informação" que conhecemos e utilizamos hoje em dia.
Para além de não ser possível efectuar registo no serviço, também todos os dados armazenados nos milhões de páginas criadas ao longo dos anos será apagado permanentemente a partir de hoje,segunda-feira.
No entanto, segundo o Computer World, uma equipa de arquivistas digitais está a tentar salvar o máximo de informação possível, através do download do conteúdo colocado nas páginas criadas pelos utilizadores do Geocities. O volume de informação que o grupo estima conseguir acumular ronda os dez terabytes.
A decisão de "resgate" do conteúdo que agora irá desaparecer prende-se, explica Jason Scott, um dos arquivistas, com o facto de o Geocities ter sido "para milhares de pessoas, o seu primeiro website", tendo representado um papel crucial no desenvolvimento da Internet como a conhecemos agora.
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Novo tipo de memória
0 Comentários quarta-feira, junho 10, 2009
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: preservação digital, sistema de memória
Autora: Mariana Amaro. Data: 5/6/2009.
Fonte: INFO Online
URL: http://info.abril.com.br/noticias/ciencia/cientistas-desenvolvem-memoria-eterna-05062009-9.shl
SÃO PAULO - Cientistas da Universidade de Berkeley estão testando uma maneira de armazenar informações por mais de um bilhão de anos.
Poucas coisas duram para sempre, mas pesquisadores da Universidade de Berkeley na Califórnia pretendem encaixar informações e arquivos digitais nessa categoria. Eles descobriram uma maneira de armazenar dados por meio de uma nanopartícula de ferro inserida em um nanotubo de carbono que pode durar mais que um bilhão de anos. Diferente dos melhores dispositivos existentes hoje que degradam com o tempo e duram entre 10 e 30 anos.
A pesquisa surgiu da necessidade de melhorar a capacidade de armazenamento da quantidade de informações – em constante crescimento - disponíveis hoje por causa da Internet.
Para armazenar bits na nanopartícula, é preciso uma descarga elétrica no tubo, o que leva a partícula a mudar de posição. Esse deslocamento representa um código binário, formado por uma sequência de zeros e uns digitais. A memória construída com o nanotubo terá capacidade de armazenamento de 1 terabyte por polegada quadrada, o que significa armazenar os dados de 25 DVDs em um selo postal.
Além de durar bem mais, essa "memória eterna" tem outra vantagem: não é feita de silício, a matéria-prima de grande parte dos produtos tecnológicos.
Na matéria publicada na revista científica Nano Letters sobre a pesquisa, o grupo de cientistas de Berkeley liderado pelo professor Alex Zettl, afirmou que já existe um protótipo e citou o fato de que o Livro do Apocalipse de William, o Conquistador, escrito em couro no ano 1086, sobreviveu por 900 anos. Já uma versão digitalizada da obra, feita em 1986, já não podia mais ser lida 20 anos depois.
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Sobre a transitoriedade dos suportes
0 Comentários quarta-feira, abril 29, 2009
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: livro, livro eletrônico, preservação digital
Umberto Eco
Do The New York Times
URL: http://terramagazine.terra.com.br:80/interna/0,,OI3718541-EI12929,00.html
No encerramento da jornada Escola para Livreiros, destinada a Umberto e Elisabetta Mauro, em Veneza, falamos, entre outros assuntos, da transitoriedade dos suportes de informação. O monólito egípcio, a tabuleta de argila, o papiro, o pergaminho e, obviamente, o livro impresso, já foram suportes para a informação escrita. Este último, até agora, demonstra que sobrevive bem por quinhentos anos, mas somente quando feito de papel à base de algodão. A partir da metade de século XIX, passou-se ao papel à base de madeira, e parece que este tipo de papel dura, no máximo, setenta anos (de fato, basta manipular jornais ou livros da década de 1940 para ver que muitos deles se desmancham quando folhados). Portanto, há muito tempo são realizados congressos e são estudados meios diferentes para salvar todos os livros que enchem as nossas bibliotecas - uma das soluções mais bem-sucedidas (mas praticamente impossível de ser aplicada a todos os livros existentes) é escanear todas as páginas e copiá-las em um suporte eletrônico.
Mas nesse ponto nos deparamos com outra questão: todos os suportes para a transmissão e conservação da informação, da foto ao filme de cinema, do disco à memória USB que usamos no nosso computador, são mais perecíveis do que o livro. Sabemos muito bem disso: nas velhas fitas cassetes em pouco tempo a fita se enrolava, tentávamos desembaraçá-la introduzindo um lápis no carretel, muitas vezes sem êxito; as fitas de vídeo facilmente perdem as cores e a definição e quando usadas para estudar, tendo que adiantá-las e rebobiná-las com frequência, estragavam-se mais rapidamente. Também tivemos a oportunidade de comprovar qual a duração de um disco de vinil antes de ficar muito riscado, mas ainda não sabemos quanto tempo duraria um CD-ROM, já que, sendo a invenção que podia substituir o livro, saiu rapidamente do mercado porque podemos acessar o mesmo conteúdo on-line e com um custo mais em conta. Também não sabemos qual será a duração de um filme em DVD, apenas sabemos que quando a vemos muitas vezes, começa a apresentar problemas. E, da mesma forma, não tivemos tempo material de comprovar a duração dos discos flexíveis (os floppy disk) para computador: antes que pudéssemos descobrir, eles foram substituídos pelos disquetes, e estes pelos discos regraváveis, e estes pelos pen drives. Com o desaparecimento dos diferentes suportes, também desapareceram os computadores capazes de lê-los (penso que ninguém mais tem em casa um computador com compartimento para o floppy) e quem não copiou no suporte seguinte o que tinha no anterior (e assim por diante por toda a vida), perdeu tudo irremediavelmente (a não ser que guarde no porão uma dúzia de computadores obsoletos, um para cada suporte desaparecido).
Então, sabemos que todos os suportes mecânicos, elétricos e eletrônicos são perecíveis em curto prazo, ou não sabemos quanto tempo duram, provavelmente nunca o saberemos. Enfim, basta uma queda de tensão, um raio no jardim ou qualquer outro acontecimento muito mais banal, para desmagnetizar uma memória. Se a eletricidade faltar por um longo período, já não poderíamos usar nenhuma memória eletrônica. Mesmo eu tendo gravado na minha memória eletrônica todo o Don Quixote, não poderia lê-lo à luz de velas, deitado em uma rede, em um barco, na banheira, em uma cadeira de balanço, da forma que um livro me permite fazê-lo nas condições mais precárias. E se o computador o ou e-book cai do quinto andar, certamente terei perdido tudo, mas se o livro cai das minhas mãos, no máximo, as folhas se soltam.
Os suportes modernos parecem estar mais direcionados à difusão da informação do que à sua conservação. O livro, no entanto, é o principal instrumento de difusão (pensemos no papel desempenhado pela Bíblia impressa durante a reforma protestante) e, ao mesmo tempo, de conservação.
É possível que daqui a alguns séculos a única forma de ter notícias sobre o passado, depois de todos os suportes eletrônicos terem se desmagnetizado, continue sendo um belo incunábulo. E, entre todos os livros modernos, sobreviverão aqueles muitos feitos com papel de alta qualidade, ou os que agora propõem muitos editores, feitos com papel livre de ácidos.
Não me considero um reacionário preso ao passado. Em um disco rígido portátil de 250 gigas, gravei as maiores obras mestras da literatura mundial e da história da filosofia: é muito mais confortável recuperar do disco rígido em poucos segundos, uma citação de Dante ou da Summa Theologica, que levantar-se e pegar um volume pesado nas prateleiras mais altas. Mas estou feliz de os livros continuarem nas minhas prateleiras, é uma garantia da memória para quando os fios dos instrumentos eletrônicos entrarem em curto.
Umberto Eco é filósofo e escritor. É autor de "A Misteriosa Chama Da Rainha Loana", "Baudolino", "O Nome da Rosa" e "O Pêndulo de Foucault". Artigo distribuído pelo The New York Times Sybdicate.
quarta-feira, 4 de março de 2009
A sinuca digital
Autor: Paulo Pacini.
Fonte: Jornal do Brasil. Data: 3/3/2009.
URL: http://jbonline.terra.com.br/leiajb/noticias/2009/03/03/sociedadeaberta/sinuca_digital.asp
Quando, em 1999, o neurobiólogo Joseph Miller pediu à Nasa acesso aos dados das missões Viking, que aterrissaram em Marte em 1976, sua solicitação foi prontamente atendida. As fitas magnéticas, corretamente armazenadas, foram localizadas e entregues. Infelizmente, delas não foi possível se extrair nada, pois o formato digital no qual a informação foi codificada já tinha sido esquecido, e seus criadores haviam falecido ou se aposentado. Graças a algumas anotações em folhas de papel, anexadas às fitas, depois de muito esforço foi possível recuperar um terço da informação.
O episódio acendeu uma luz vermelha em todas instituições que trabalham com o armazenamento de informações digitais, acerca dos riscos que a evolução tecnológica pode ocasionar para o resgate futuro dos dados.
Um dos grupos mais preocupados com a conservação de seus arquivos é a indústria do cinema, e, para situar o problema, a Academy of Motion Picture Arts and Sciences (instituição que concede os Oscars) divulgou, em 2007, um estudo abrangente, no qual também são analisados casos de outros setores. Para os estúdios, a preservação dos filmes é uma questão de vida ou morte, pois um terço de sua renda provém de reprises, comercializadas para a TV ou em DVDs.
A maior parte de seu acervo são filmes de 35mm, uma tecnologia confiável, conhecida, cuja qualidade ainda não foi equiparada pelo meio digital, com uma vida prevista de pelo menos 100 anos, em condições corretas de armazenamento, e um custo extremamente baixo. Por esta razão, quase tudo é filmado em película, apesar de todo processamento posterior ser digital. O custo do arquivamento digital é pelo menos 11 vezes superior, pois necessita uma verdadeira parafernália para seus muitos terabytes de informação, armazenados em discos rígidos ou fitas magnéticas, pedindo uma estrutura pesada de servidores, com manutenção constante, incluindo hardware, software, substituição de mídia, treinamento de pessoal, consumo de energia elétrica, só para citar alguns. Mesmo assim, a acessibilidade não está garantida, pois tudo muda na indústria de informática, os formatos de arquivo, sistemas operacionais, interfaces, software, etc.Em outros setores, a questão é igualmente grave.
A Biblioteca do Congresso dos EUA criou o programa NDIIPP, para a criação e preservação da informação digital, que estipulou algumas linhas gerais de orientação, procurando favorecer a criação de uma rede de arquivamento, pois se considera que a tarefa é grande demais para uma única instituição.
Os arquivo nacional americano, o Nara, que contém todos os registros da esfera governamental, também criou uma iniciativa nesse sentido, que inclui a padronização dos formatos de arquivo e da metainformação, ou seja, informação sobre as informações, que facilitam sua localização.A imprensa também lida com dificuldades relativas ao arquivamento de informações, especialmente de imagens, pois é prática corrente o descarte de material não utilizado, apagando-se a memória das máquinas.
Não existem mais negativos que possam ser utilizados no futuro, em novas publicações. Emissoras de TV frequentemente eliminam material gravado digitalmente, reutilizando as fitas, preservando para a posteridade só uma parte da informação.Esses problemas, que pouca gente vê, são extremamente sérios.
O único meio encontrado até o momento para se garantir o acesso futuro aos arquivos digitais é, antes de tudo, ter-se uma política de preservação da informação, e também um esquema de migração contínua para novos formatos, a ser feita a cada poucos anos, a um custo elevado.A maioria dos países está se conscientizando das limitações da tecnologia atual com relação ao arquivamento a longo prazo, ao mesmo tempo em que buscam soluções.
Será necessário um grande esforço das instituições governamentais e privadas brasileiras para que o costumeiro imediatismo e aversão ao planejamento não faça com que no futuro exista uma enorme lacuna em todo tipo de dados relativos ao período histórico que então será o nosso presente.
segunda-feira, 2 de março de 2009
A perda da memória coletiva
0 Comentários segunda-feira, março 02, 2009
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: jornal eletrônico, preservação digital
URL: http://jbonline.terra.com.br/nextra/2009/03/01/e010317852.asp
EUA - Acadêmicos, pesquisadores e até mesmo estudiosos da História do beisebol perceberam recentemente o desaparecimento de alguns arquivos de jornais mais antigos até há pouco disponíveis na Web. Os problemas surgiram depois que o site PaperofRecord.com, uma coleção de mais de 20 milhões de páginas de jornais, se fundiu ao Google News Archive.
O dilema, descobriram os pesquisadores, é que o Google encontrou dificuldades para reformatar as imagens dos jornais e adquirir os direitos de exibição do conteúdo de algumas das publicações mais antigas, e por isso bloqueou, ao menos temporariamente, o acesso a alguns dos arquivos.
Existe uma visão idealizada da Web como uma espécie de armazém geral do conhecimento humano, e no sentido da amplitude daquilo que se pode descobrir com uma busca aleatória no Google, isso é verdade. Mas apesar de toda essa abertura, a Web provou ser um receptáculo ineficiente para a preservação histórica, e boa parte do tesouro que ela abriga fica perdido em um labirinto de páginas de Web alteradas, links quebrados e sites eliminados.
O diretor da Biblioteca Britânica recentemente alertou em artigo para o jornal Observer que, se essa memória digital não for reparada, corremos o risco de “criar um buraco negro para os futuros historiadores e escritores”.
Os arquivos do Sporting News, conhecido como “a Bíblia do beisebol” e fundado em 1886, estão entre as publicações que caíram vítimas da transição da PaperofRecord.com ao controle do Google. Alguns jornais mexicanos antigos também estão indisponíveis, lamentam os acadêmicos.
Preservar a História na Web é difícil até mesmo para o Google, cuja missão declarada é a de “organizar a informação do mundo e torná-la universalmente acessível e útil”.
– Estamos fazendo o melhor que podemos para encontrar uma solução que inclua o máximo possível do conteúdo adquirido – disse um porta-voz do Google sobre a transição do arquivo de jornais.
Mas à medida que a proporção cada vez maior de nossa memória coletiva ganha abrigo online, cresce o perigo de que percamos o conteúdo e contexto de eventos acontecidos até mesmo há poucos dias, quanto mais há semanas, meses ou décadas.
quarta-feira, 9 de julho de 2008
Arquivos franceses postos na Rede
0 Comentários quarta-feira, julho 09, 2008
Publicado por Nuno de Matos
Assunto: Arquivo digital, preservação digital
As Câmaras Municipais de Montélimar e a de St. Cloud, em França, digitalizaram e disponibilizam online, respectivamente, arquivo histórico e registos paroquiais locais. O portal dos arquivos de Montélimar destina-se a «preservar documentos frágeis e a evitar a sua manipulação». Este site apresenta também conteúdos sobre a história da cidade ou visitas guiadas, virtuais, aos eventos organizados pelo serviço dos arquivos municipais da cidade.
Também de utilização gratuita, é o site dos registos paroquiais da cidade de Saint-Cloud. Para uma melhor conservação estes documentos foram digitalizados, estando todos os registos do sec.XVIII já estão disponíveis online e consultáveis mediante critérios como ano, período, acontecimento (nascimento, casamento, óbito), nome ou sobrenome.In i-gov.org
terça-feira, 13 de maio de 2008
Arquivo da Internet
1 Comentários terça-feira, maio 13, 2008
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: Internet, Internet Archive, preservação digital
Sugiro conferir a riqueza desse projeto, consultando algum sítio que você conhece e que sofreu alterações ao longo do tempo.
Murilo Cunha
quarta-feira, 23 de abril de 2008
Sistema de armazenamento digital de longo prazo evolui com a tecnologia
0 Comentários quarta-feira, abril 23, 2008
Publicado por André Ricardo Luz
Assunto: Arquivística, arquivologia, preservação digital
23/04/2008
Os dados digitais estão por toda parte: livros, filmes, imagens e praticamente todo o conhecimento gerado pela humanidade estão hoje já armazenados em formato digital ou sendo rapidamente convertidos em bits. Manter esses dados por longo prazo, contudo, não é um problema que se possa chamar de definitivamente solucionado.
Armazenamento de longo prazo
A melhor opção para o armazenamento digital de longo prazo hoje disponível é a fita magnética, que tem uma vida útil estimada em 100 anos. E, uma vez gravada, ela não consome energia. É por isso que empresas e governos utilizam sistemas de armazenamento e backup em fitas magnéticas. A vida útil estimada dos discos ópticos, como CDs e DVDs, não passa de 10 anos, uma marca da qual os discos rígidos nem se aproximam, devido ao desgaste constante de suas inúmeras partes móveis.
Pensando nesse problema, cientistas da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, criaram um sistema que, segundo eles, poderá garantir o armazenamento seguro de informações digitais por um período ilimitado de tempo. Ao invés de inventar uma nova forma de armazenamento, eles criaram uma camada de software que acessa os dados independentemente do meio físico onde eles estão armazenados.
Evoluindo com a tecnologia
O protótipo do sistema, batizado de Pérgamo, se baseia justamente em discos rígidos que, embora pouquíssimo duráveis, são mais baratos e de acesso mais rápido. É bom lembrar que o objetivo do sistema não é manter um backup de dados, que se espera nunca será utilizado, mas a manutenção de arquivos que deverão ser acessados constantemente ao longo do tempo.
Pérgamo é o nome da cidade grega em cuja biblioteca o papiro começou a ser substituído pelo bem mais durável pergaminho. O próprio nome pergaminho é uma homenagem à cidade.
E o que acontecerá quandos os discos rígidos se tornarem obsoletos? Eles poderão ser simplesmente trocados por qualquer nova tecnologia, que também será capaz de se comunicar por meio do protocolo Pérgamo. Da mesma forma que se faz um hot swapping de discos em um sistema de armazenamento atual, será possível fazer uma troca a quente de meios de armazenamento diferentes.
"Em 50 anos, os dispositivos poderão utilizar armazenamento holográfico," exemplifica o pesquisador Mark Storer. "Na medida em que você possa encapsular o novo meio de armazenamento nessa camada inteligente que fala nesse protocolo, ele poderá participar da rede."
Tomos inteligentes
A rede Pérgamo utiliza blocos individuais de armazenamento, chamados tomos, que podem ser em construídos com qualquer tecnologia, o que garante sua evolução tecnológia. Cada tomo do protótipo é formado por um disco rígido, ao qual foi adicionado um microprocessador de baixa potência, um cartão de memória não-volátil e uma porta Ethernet.
O gasto de energia da nova rede foi alvo de grande preocupação dos pesquisadores. Quando não está sendo utilizado, o bloco básico de um HD pode entrar em modo de hibernação automaticamente. Quando em uso, seu consumo é de 11,5 watts. "Cada tomo é como um minicomputador, mas com exigências de energia muito baixas," diz o pesquisador. O nível de consumo permite que cada tomo seja alimentado pela própria rede Ethernet, utilizando a tecnologia Power over Ethernet, dispensando cabos elétricos adicionais.
Fonte: Site Inovação TecnológicaFonte Bibliográfica:
- Pergamum: Replacing Tape with Energy Efficient, Reliable, Disk-Based Archival Storage
Mark W. Storer, Kevin M. Greenan, Ethan L. Miller, Kaladhar Voruganti,
6th USENIX Conference Proceedings
February 2008
Vol.: Pages 1-16
sábado, 5 de abril de 2008
DGARQ - Recomendações para a Produção de Planos de Preservação Digital
0 Comentários sábado, abril 05, 2008
Publicado por Paulo Barreiro de Sousa
Assunto: armazenamento de informação, Direcção-Geral de Arquivos, preservação a longo-prazo, preservação digital
A produção do presente documento visa dar uma linha de orientação às organizações de modo a que estas possam garantir as condições materiais mínimas para preservar informação digital durante esse período. Não é considerada, neste documento, a possibilidade de criação de um arquivo digital, orientado para a preservação de objectos digitais de conservação permanente."
Aceda ao texto integral do Plano de Preservação Digital v. 1.0 (.pdf)
Fonte: Direcção Geral de Arquivos
Desde já agradeço à colega Márcia Vieira, Arquivísta de formação, pela sua colaboração na divulgação desta notícia.
sábado, 29 de março de 2008
A urgência da preservação digital
Fonte: Folha de S. Paulo, 22/03/2008
URL: http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u384654.shtml
A Casa Branca admitiu ontem (21), a um tribunal federal, que destruiu os discos rígidos de computadores antigos. "Quando os computadores estão no final de seu ciclo de vida útil e são retirados, os discos rígidos geralmente são enviados para outra instituição do governo para destruição física", afirmou uma declaração juramentada da Casa Branca enviada ao juiz John Facciola. O documento acrescentou que a Casa Branca criou um programa de modernização permanente que inclui a substituição a cada ano de um terço desses computadores no escritório executivo do presidente. Alguns dados dos discos rígidos --mas não necessariamente todos—são levados para novos computadores, completou a nota. Em janeiro deste ano a Casa Branca disse que havia "reciclado" arquivos eletrônicos de antes de outubro de 2003. Essa operação, que consistiu na gravação de novos documentos sobre dados já existentes, colocou a possibilidade de que fosse impossível recuperar e-mails perdidos.
Comentário:
A notícia acima é preocupante! Ela mostra que, mesmo nos Estados Unidos, ainda existe um longo caminho a ser percorrido para a correta preservação da informação armazenada em arquivos digitais. Em passado recente as mensagens e demais documentos relativos ao processo administrativo de uma organização geralmente eram classificados e armazenados em arquivos permanentes, preservando assim a memória institucional. Agora, à medida que grande parte dos documentos é totalmente digital existe o grande perigo da perda dessa memória caso não haja uma política séria de preservação digital. Assim, é crucial que as organizações iniciem esforços para implantação desse tipo de política. Ainda há tempo para salvar esse importante patrimônio arquivístico.
Murilo Cunha
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
DPE anuncia o 2º Concurso Internacional de Preservação Digital
1 Comentários quinta-feira, janeiro 31, 2008
Publicado por Paulo Barreiro de Sousa
Assunto: preservação a longo-prazo, preservação digital
O consórcio Digital Preservation Europe (DPE) aposta na sensibilização e melhoria das práticas de gestão, longevidade e reutilização dos objectos digitais.Com este desafio pretende-se promover a inovação a todos os níveis, proporcionando uma visão de conjunto da preservação digital que está a ser encarada pela comunidade científica internacional.
Aceda a toda a informação sobre o consurso em Digital Preservation Europe (DPE)
Datas importantes:
- Abertura do Desafio: 15 de Janeiro de 2008
- Prazo para entrega de candidaturas: 30 de Maio 2008
- Anúncio dos vencedores: ECDL 17 Setembro de 2008, Aarhus, Dinamarca
Prémios:
- Primeiro prémio 3000 Euros
- Segundo Prémio 1500 euros
- Terceiro prémio 500 euros
terça-feira, 11 de dezembro de 2007
Arquivistica.net: Nova Edição Publicada
0 Comentários terça-feira, dezembro 11, 2007
Publicado por André Ricardo Luz
Assunto: arquivologia, Descrição Arquivística, governo eletrônico, periódico eletrônico, preservação digital, Revista Arquivística.net
O Vol. 3, N° 1 (2007) da Arquivistica.net foi publicada em http://www.arquivistica.net
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Editorial da 5ª edição
Andre Ricardo Luz, UFF/IBICT
Julio Cesar Cardoso, BNDES
http://www.arquivistica.net
Artigo
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A bibliografia arquivística no Brasil – Análise quantitativa e qualitativa
Alexandre de Souza Costa, UNIRIO
http://www.arquivistica.net
Governo Eletrônico no Brasil: o Portal Rede Governo
José Maria Jardim,
http://www.arquivistica.net
Automação de arquivos no Brasil: os discursos e seus momentos
Leandro R. Negreiros, Universidade Federal de Minas Gerais - Escola de Ciência da Informação
Eduardo W. Dias, Universidade Federal de Minas Gerais - Escola de Ciência da Informação
http://www.arquivistica.net
Uma abordagem sistêmica aplicada à Arquivística
Welder Antônio Silva, UFF/IBICT
Suzana Marinho,
Patrícia Kelly dos Santos,
http://www.arquivistica.net
Estudos sobre o sistema de arquivos da Universidade Estadual de Campinas
Fábio Rodrigo Pinheiro da Silva, UNICAMP - Arquivo Central do Sistema de Arquivos
Neire do Rossio Martins, UNICAMP - Arquivo Central do Sistema de Arquivos
http://www.arquivistica.net
Repositórios digitais confiáveis e certificação
Katia P. Thomaz, Tech-in Gestão, Projetos e Tecnologia Soc. Civil Ltda.
http://www.arquivistica.net
Relato de experiência
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A era digital nas instituições de guarda brasileiras – a experiência da Rede da Memória Virtual Brasileira
Paulo Miguel Fonseca, UERJ/FBN
Vinícius Pontes Martins, FBN
http://www.arquivistica.net
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Arquivistica.net
André Ricardo Luz
Linux user 369770
Editor da revista Arquivistica.net
quinta-feira, 6 de dezembro de 2007
A informação científica na era digital
0 Comentários quinta-feira, dezembro 06, 2007
Publicado por Paulo Barreiro de Sousa
Assunto: informação digital, preservação digital, União Europeia
Aceda ao relatório "Council Conclusions on scientific information in the digital age: access, dissemination and preservation" (PDF | 164 kb)




