quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Programa de telecentros no Brasil
0 Comentários quinta-feira, outubro 29, 2009
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: Acesso Digital, Inclusão Digital, telecentros
Fonte: Tele Sintese. Data: 28/10/2009.
O Programa Nacional de Apoio à Inclusão Digital nas Comunidades – Telecentros.BR foi instituído hoje por decreto presidencial como parte da política pública para esse setor do governo federal, e com coordenação de um colegiado formado por integrantes dos Ministérios do Planejamento, das Comunicações e da Ciência e Tecnologia. O objetivo central é a implantação e manutenção de telecentros públicos comunitários em todo o território nacional, unificando as ações nessa área dos três ministérios.
O decreto qualifica os telecentros como espaços que proporcionem acesso público e gratuito às tecnologias da informação e da comunicação, com computadores conectados à internet, disponíveis para múltiplos usos, incluindo navegação livre e assistida, cursos e outras atividades de promoção ao desenvolvimento local. As unidades poderá ser implantadas diretamente pela administração pública direta e indireta ou em parceria com organizações privadas sem fins lucrativos. Nesse último caso, a seleção das entidades se dará por meio de editais de seleção, amplamente divulgados.
O Ministério das Comunicações ficará responsável pela disponibilização dos equipamentos de informática e mobiliário novos e o serviço de conexão em banda larga à internet. O Ministério da Ciência e Tecnologia concederá bolsas para auxílio financeiro dos monitores de telecentros apoiados. E o Ministério do Planejamento disponibilizarão equipamentos de informática recondicionados e a constituição de rede de formação para monitores.
Os telecentros funcionarão com sistemas operacionais e aplicativos softwares livres e de código aberto. A coordenação do programa também deve observar as diretrizes adotadas pelo Comitê Gestor do Programa de Inclusão Digital do governo federal, coordenado pelo assessor especial da Presidência da República, César Alavarez.
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Nova rede de banda larga no Brasil
5 Comentários terça-feira, outubro 13, 2009
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: Acesso Digital, banda larga, Inclusão Digital, rede digital
Foonte: Valor Econômico. Data: 13/10/2009.
Autor: Cristiano Romero.
Os estudos para a rede, que terá conexão considerada rápida - 1 megabyte (1 Mbps) -, estão em estágio avançado
O plano nacional de inclusão digital poderá ser executado em 14 meses para implantar 31,448 mil quilômetros de fibras óticas. O último grande projeto de obras do governo Luiz Inácio Lula da Silva vai interligar 4.245 municípios (76% do território nacional) e beneficiar com o acesso à banda larga 162 milhões de pessoas (87% do total). A apresentação da proposta definitiva está prevista para 9 de novembro.
O projeto está orçado em R$ 1,1 bilhão, segundo o secretário de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Rogério Santanna. Os estudos para a rede, que terá conexão considerada rápida - 1 megabyte (1 Mbps) -, estão em estágio avançado. Hoje, 90% das conexões de internet no país têm velocidade inferior a 1 Mbps.
Apesar de ser o país mais rico da América Latina, o Brasil tem baixo índice de disseminação da banca larga - ela atinge 5,2 habitantes em cada 100. Os índices são maiores no Chile (8,5%), Argentina (7,8%) e Uruguai (6,5%).
O presidente Lula terá de decidir qual entidade administrará a rede nacional de banda larga. Há quatro possibilidades em análise. A primeira é usar a antiga holding do Sistema Telebrás, que foi mantida após a privatização das empresas de telefonia em 1998. Outra opção é criar uma nova empresa. Uma terceira é usar estatais do setor de tecnologia da informação, como Serpro e Dataprev, para incorporar as novas atividades. A quarta seria encampar a Eletronet, empresa do grupo AES que está em processo de falência e na qual a LightPar, braço de participações acionárias da Eletrobrás, detém 49% do capital. Para evitar atrasos, o governo pretende colocar em execução o plano sem contar com os 12 mil quilômetros de fibras óticas da Eletronet.
Dessas alternativas, a que mais tem ganhado força no governo é ressuscitar a Telebrás. "Para usá-la, basta uma portaria do Ministério das Comunicações, porque a Lei Geral de Telecomunicações já atribui ao ministro o poder de dar uma nova função à estatal", disse Santanna. A Telebrás é uma empresa de capital aberto com ação cotada em bolsa e R$ 283 milhões em caixa. O governo detém 91% das ações. Se ela voltar a operar, acredita Santanna, poderá promover uma oferta inicial de ações para captar recursos e destiná-los a futuros investimentos.
sábado, 19 de setembro de 2009
Computadores nos lares brasileiros
2 Comentários sábado, setembro 19, 2009
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: Acesso Digital, Brasil, Inclusão Digital
Fonte: Agência Brasil. Data: 18/09/2009.
Autora: Thais Leitão.
Rio de Janeiro - Pelo menos três em cada dez domicílios brasileiros tinham computador em 2008, totalizando 18 milhões de residências. Além disso, dois em cada dez eram conectados à internet, somando quase 14 milhões. Embora os números mostrem algum avanço em relação aos dados de 2007, ainda revelam desigualdade no acesso a essa tecnologia.
Mais da metade dos domicílios do país que têm computador está localizada no Sudeste (10 milhões), região que também concentra a maior proporção de domicílios conectados à internet (31,5%). Em seguida vêm o Sul (28,6%) e o Centro-Oeste (23,5%). Nos últimos lugares aparecem as regiões Norte (10,6%) e Nordeste (11,6%).
Os dados foram divulgados hoje (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e constam da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) relativa ao ano de 2008. O estudo, publicado anualmente, traz uma radiografia da situação econômica do país, com informações sobre população, migração, educação, trabalho, família, domicílios e rendimentos.
De acordo com Elis Monteiro, relações públicas do Comitê para Democratização da Internet (CDI), organização não governamental que atua na inclusão digital de pessoas de baixa renda, especialmente nas favelas do Rio de Janeiro, os números revelam que as classes sociais mais baixas ainda têm muitas dificuldades no acesso principalmente à internet.
“O acesso ao computador ficou mais fácil nos últimos anos, com a queda de preços e programas de financiamento para aquisição desse bem. Ao mesmo tempo, o acesso à internet requer investimentos mais altos tanto por parte do governo como da iniciativa privada. Muitas vezes as empresas que levam a infraestrutura, que é a base de tudo, acabam concentrando sua área de atuação, em que também está concentrado o dinheiro, especialmente nas regiões Sul e Sudeste. O governo precisa fazer um trabalho de convencimento para que essas companhias universalizem a estrutura e melhorem a qualidade do acesso”, defendeu.
Essa diferença entre as regiões foi notada pela empregada doméstica Edna Maria da Silva, que chegou ao Rio vinda de Pernambuco há cerca de seis meses. Logo que conseguiu um emprego na capital fluminense, fez sua matrícula em um curso de informática.
“Lá no Nordeste é muito mais difícil conseguir locais com acesso à internet. Aqui no Rio, pelo menos, as casas parecem ter mais computadores com o serviço. Por isso, logo que eu consegui um emprego tratei de me inscrever, porque hoje em dia, sem saber mexer no computador, é quase como se a gente não soubesse ler e escrever”, afirmou.
Segundo o levantamento do IBGE, de 2007 para 2008 houve aumento no número de domicílios atendidos por rede coletora de esgoto (1,4 ponto percentual), somando 30,2 milhões de residências que dispõem do serviço. Também subiu em 603 unidades o número de domicílios com outro tipo de esgotamento sanitário ou sem qualquer esgotamento (0,2 ponto percentual). A Região Norte, responsável pela menor parcela de residências ligadas à rede coletora de esgotamento (9,5%), apresentou redução de 0,5 ponto percentual na proporção de lares com esse serviço, e aumento de 5,5 pontos percentuais nos domicílios com fossa séptica (unidades de tratamento primário de esgoto doméstico).
O estudo também indica um aumento de 0,6 ponto percentual nas residências que passaram a contar com serviço de coleta de lixo (87,9%) e nos lares com fornecimento de energia elétrica, que alcançaram 98,6% do total. O acesso à telefonia também cresceu, principalmente a celular. Entre os dois anos, o número de domicílios com algum tipo de telefone somou 82,1% e os que tinham só telefone móvel celular, 37,6%.
sábado, 29 de agosto de 2009
Banda larga no Brasil é lenta e cara
2 Comentários sábado, agosto 29, 2009
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: Acesso Digital, banda larga, Inclusão Digital, Internet
Autora: Miriam Aquino.
O coordenador do programa de inclusão digital da Presidência da República, Cezar Alvarez, conclamou as empresas de telecomunicações a se engajarem no Projeto Nacional de Banda Larga, que deverá estar definido pelo governo em 30 dias, conforme determinou ontem o presidente Lula. Segundo ele, o governo está disposto a discutir todas as questões que possam ajudar a criação de uma política nacional de banda larga, desde que as empresas também saibam que precisam fazer a sua parte. "A banda larga no Brasil é pouca, concentrada, lenta e cara", disparou ele.
Em um duro recado paras as empresas, ele assinalou que a banda larga é uma ferramenta para efetivar os direitos de cidadania, mas ela não estaria cumprindo este papel. Assinalou que dos 24% dos domicílios brasileiros que têm computador, apenas 17% têm acesso à internet, dos quais 30% com velocidades de até 256 Kbps. "Além disso, 40% da banda larga do país está concentrada no estado de São Paulo e 80% nas regiões Sul e Sudeste". Para demonstrar que o serviço também é muito caro, ele lembrou que, na cidade de Manaus se oferece 200 Kbps por R$ 119,00. Outro exemplo para respaldar as críticas do governo: 78% das empresas brasileiras têm banda larga abaixo de 2 Mbps. "Com a política, o governo quer não apenas estimular a oferta, mas também apoiar a demanda", concluiu.
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Cidades do interior têm internet gratuita
22 Comentários quarta-feira, agosto 26, 2009
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: Acesso Digital, Inclusão Digital, Internet
Autor: Felipe Bachtold.
Mesmo com carência de infraestrutura básica, como água encanada, municípios investem na tecnologia. Em Mâncio Lima, cidade do Acre, na fronteira com o Peru, apenas 5% dos habitantes recebem água encanada em casa. Mas o morador que tiver um computador pode acessar a internet de graça pelo sistema sem fio instalado pela prefeitura no mês de maio.
Assim como o município de 13 mil habitantes do Acre, prefeituras de todo o país, especialmente de pequenas cidades, vêm se mobilizando para instalar sistemas gratuitos de internet para a população.
A implantação do sistema já havia causado polêmica em grandes cidades na campanha eleitoral do ano passado, quando candidatos como Marta Suplicy (PT), em São Paulo, chegaram a prometer o acesso universal e gratuito à internet.
Em três cidades, os prefeitos aproveitaram as festas de aniversário do município para lançar os sistemas. Em Jaboticabal (SP), a prefeitura diz já ter investido R$ 1 milhão no sistema nos últimos quatro anos. Poços de Caldas (MG) gastou R$ 315 mil com o projeto.
Em Parintins (AM), de 102 mil habitantes e famosa por seu festival folclórico, a prefeitura instalou antenas em praças que permitem o acesso.
Segundo a administração municipal, a novidade atrai usuários com notebooks ao local. "Diariamente, umas 50 pessoas sentam na praça, levam suas cadeiras. Tem gente que começa a acessar às 7h da noite e sai às 3h da manhã", diz Francisco Neto, coordenador do projeto. O mesmo ocorre em Manacapuru, também no Amazonas.
A prefeitura de Parintins gastou R$ 7.000 na importação de cada antena que possibilita o acesso. A mesma quantia foi paga em Mâncio Lima. Segundo a chefe de gabinete, Maria Ivete Pinheiro, havia muita demanda por internet na cidade.
Em parte das cidades, há restrições para conteúdos considerados inadequados, como sites eróticos. Rio Verde (GO), que iniciou o serviço no início do mês, veta o download ilegal de músicas e filmes.
Para o sociólogo Sérgio Amadeu, que é doutor pela USP e pesquisa inclusão digital, o modelo adotado pelas prefeituras no Brasil é adequado para pequenas cidades. Ele afirma que, em levantamento com municípios que adotaram o sistema, mais moradores acabaram comprando computadores.
Diz ainda que, em cidades carentes, a implantação da internet gratuita "é uma forma de romper a reprodução da miséria" e pode gerar empregos.
Nos EUA
Cercada de polêmica, a implantação de sistemas de acesso gratuito de internet nos Estados Unidos não foi bem-sucedida em algumas cidades.
Em San Francisco, Chicago e na Filadélfia, problemas nas parcerias privadas que sustentavam os projetos nos últimos anos acabaram provocando o fim da experiência.
O modelo é criticado por representar uma ação estatal em uma área tradicionalmente regida pela iniciativa privada. Os defensores da política dizem que ela beneficia localidades que não seriam atendidas pelo sistema convencional.
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
Gestão da Informação na era da inclusão Social: instrumento de mudança nas Bibliotecas Públicas
0 Comentários segunda-feira, setembro 15, 2008
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: biblioteca pública, Inclusão Digital
Assim, dentro de uma determinada contemporaneidade de domínio da tecnologia dos sistemas de recuperação da informação, havia um problema bem determinado e uma solução simplista. O problema consistia em como controlar e gerenciar o volume da informação, em um mundo de muitos documentos. A solução técnica operacional trouxe, porém uma "economia de informação" baseada em uma exclusão documental, simbólica e de pessoas, estas por desletramento operacional para lidar com a solução técnica.
O sistema de recuperação da informação obedecia, então, um rígido formalismo técnico que foi necessário aos propósitos do gerenciamento e controle da informação naquela situação. Só a partir dos anos 80 e com novos modelos tecnológicos aconteceu uma modificação no posicionamento dos agentes que operavam a exclusão da informação em função da melhor produtividade do sistema. Isso aconteceu, principalmente, devido a uma nova compreensão do conceito de que a informação se relaciona com o conhecimento e com o desenvolvimento humano e, assim, qualquer solução correta deveria colocar o homem como prioridade da gestão.
A Internet trouxe a liberdade das vozes, da troca dos enunciados em documentos abertos e colaborativos e da disponibilidade do documento digital para leitura. Acessos e arquivos foram abertos e enormes acervos foram e estão sendo digitalizados e colocados disponíveis e sem custo na web. Mas junto trouxe um novo e maior problema de gestão,As bibliotecas nacionais e públicas têm com esmerado esforço seguido o rastro das tecnologias intensas e mutantes para diminuir a inclusão digital e por este caminho chegar, talvez, à inclusão social.
Mas grandes barreiras persistem. A primeira barreira é poder comprar o computador, a segunda é poder pagar o acesso a web. A terceira é a proficiência digital do receptor.O letramento digital emperra o a inclusão digital. Ser digitalmente fluente envolve saber como usar as ferramentas da tecnologia. Mas é preciso, também, saber como construir para si mesmo coisas significativas, com estas ferramentas. Seguir as pegadas do conhecimento em um entrosamento de documentos digitais é como percorrer um labirinto de opções, onde o trajeto para o saber é permitido a cada passo do andar. O caminhante só faz o caminho que é consentido por suas competências em abarcar o conhecer.
Um estudo com excluídos digitais, moradores de rua, na Escócia * analisa o poder que as tecnologias de informação têm em realizar mudanças no bem estar social. Verifica, então, que o estilo de vida daqueles desprivilegiados é nômade e temporário. É construído por uma permanência transeunte que é mediada pela satisfação imediata de suas necessidades básicas. Quando em um ambiente social e econômico estável existe o desejo e a motivação para a mudança, e tudo se comporta adequadamente e de outra forma. Mas estes grupos de excluidos formam uma sub-cultura, de moradores de rua, descrita no estudo como caótica, usando o termo para indicar uma vida sem organização e de eventos errantes e imprevisíveis. A rota da inclusão social é uma realidade muito complexa e requer muitos mais fatores do que só o acesso e o uso da potencialidade da tecnologia digital.
Foi aberto a estes excluídos socialmente o acesso, através das bibliotecas públicas, de um instrumental de condições de acesso digital, como a doação de um celular aberto, uma conta de email aberta, acesso ilimitado a web e aos computadores das bibliotecas públicas que permeassem sua passagem. Após algum tempo se reexaminou o grupo estudado e foi verificado que a inclusão digital em nada contribuiu ou ocasionou qualquer inclusão social ou sequer uma modificação qualitativa na vida das pessoas daquele grupo.
Assim, devemos olhar além da visão determinista de que a tecnologia trará sempre e somente benefícios positivos pela sua implantação e trajeto. As novas tecnologias digitais, somente, não resolvem o processo de ajudar indivíduos socialmente empobrecidos a mudar suas vidas para o melhor. A inclusão digital não gera, necessariamente, inclusão social.
Democratizar a informação em sentido da inclusão social não pode envolver somente programas para facilitar e aumentar o acesso a este tipo de informação. É necessário que o indivíduo que a receba tenha condições (até de uma vida organizada) para elaborar este insumo recebido, transformando-o em conhecimento esclarecedor e libertador, em benefício próprio e da sociedade onde vive. A grande força da inclusão social pela informação é a educação, em todos os seus sentidos.*
Fonte: Aldo Barreto
Digital Inclusion without Social Inclusion: The Consumption of Information and Communication Technologies (ICTs) in Homeless Subculture in Central Scotland. Artigo de Claire E. Buré, Universidade de Edimburgo para o The Journal of Community Informatics , Vol. 2, No. 2 http://ci-journal.net/index.php/ciej/article/view/251/212
quarta-feira, 2 de abril de 2008
Inclusão digital no Brasil
0 Comentários quarta-feira, abril 02, 2008
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: Brasil, Inclusão Digital
Fonte: http://info.abril.com.br/aberto/infonews/032008/31032008-1.shl
Data: 31 de março de 2008
BRASÍLIA - Apesar do que chamou de “lentidão”, o secretário de Ciência e Tecnologia para a Inclusão Digital do Ministério da Ciência e Tecnologia, Joe Valle, disse que o país tem razões para comemorar o Dia Nacional de Inclusão Digital, festejado no sábado 29.
Segundo o Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (Cetic), até o ano passado quase metade (47%) da população brasileira jamais havia utilizado um computador. Em 2006, outra pesquisa do órgão indicava que 54% dos brasileiros estavam na mesma situação.
Embora os dados de 2007 indiquem que 59% da população nunca tinham acessado a rede mundial de computadores e que apenas 24% dos domicílios possuíam computadores, o Cetic considerou que houve um forte aumento na posse e no uso das tecnologias da informação e comunicação, já que em 2006 esses índices eram de 67% e 20%, respectivamente.
Valle aponta que várias instituições e ministérios trabalham para democratizar o acesso ao universo digital e que é preciso considerar as particularidades nacionais. “Mesmo com todo o esforço do governo na questão da inclusão digital, há um aumento pequeno. Agora, é preciso considerar o tamanho do país, as necessidades básicas que vêm sendo atendidas. Com as pessoas podendo se alimentar e com o aumento do poder de compras, a próxima etapa é que elas se insiram na sociedade da informação”, disse o secretário à Agência Brasil
O secretário argumentou que devido ao tamanho do território brasileiro e à diversidade cultural, os projetos governamentais têm de adquirir “uma musculatura” que exige tempo e um trabalho coordenado: “O esforço pela inclusão digital tem de ser muito grande e, logicamente, precisava de uma coordenação, hoje a cargo do assessor especial da Presidência da República, César Alvarez. Somente assim poderemos enxergar os horizontes ainda não alcançados."
Segundo Valle, o Ministério da Ciência e Tecnologia investirá, até 2010, cerca de R$ 50 milhões na criação de 2 mil telecentros, de centros vocacionais tecnológicos, além de ajudar o Ministério da Educação a informatizar escolas públicas. “Não basta colocarmos as máquinas. Há um complemento, como o conteúdo que será colocado nessas máquinas. E também a questão da conectividade, que é fundamental para conseguirmos a efetividade do processo de inclusão digital”, disse.
O esforço maior, acrescentou, é garantir a sustentabilidade dos telecentros. “Um dos grandes gargalos, hoje, é como os telecentros podem continuar funcionando após o término do convênio com a instituição pública. Dos cerca de 14 mil telecentros implementados já há os que funcionam plenamente, de forma sustentável. Caberá à coordenação do processo pegar estes casos de sucesso para que eles sejam replicados em vários outros lugares”.
Valle comparou o acesso ao conhecimento das tecnologias digitais à alfabetização: “Trata-se de ter como crescer, como se desenvolver, de ter renda e ter o conhecimento necessário para melhorar a qualidade de vida. Se a pessoa não tem acesso à internet, aos computadores, estará cada vez mais fora do mercado de trabalho. A questão digital é fundamental para o dia-a-dia das pessoas, pois dependemos dos computadores para quase tudo.”
Comentário:
A inclusão digital no Brasil ainda tem um longo caminho a ser percorrido. Segundo o recente documento divulgado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia [URL: http://www.nic.br/imprensa/coletivas/2008/tic-domicilios2007.pdf ], “59% da população nunca tinham acessado a rede mundial de computadores e que apenas 24% dos domicílios possuíam computadores”. Esses dados estatísticos mostram que os três níveis governamentais, as organizações privadas e as do terceiro setor precisam redobrar os seus esforços para ampliar o acesso à informação digital por parte da nossa população.
Murilo Cunha
quinta-feira, 29 de novembro de 2007
Internet é mais cara em países pobres que em ricos
0 Comentários quinta-feira, novembro 29, 2007
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: Brasil, Inclusão Digital, Internet
Data: 28/11/2007
Um cidadão de Manaus paga cerca de 1.600% a mais pelo uso da internet do que um morador da Europa ou dos Estados Unidos. Tal distorção é causada, entre outros fatores, pela hegemonia dos americanos na administração dos domínios (propriedade dos endereços dos sites). Essa foi a conclusão desta terça-feira de painel da 6ª Oficina para a Inclusão Digital, que ocorre em Salvador até o próximo dia 29. Segundo Carlos Seabra, diretor de Tecnologia e Projetos do Instituto de Pesquisas e Projetos Sociais e Tecnológicos (Ipso), é necessário o engajamento da população para que o acesso à rede mundial seja democratizado.
— Quanto mais pobre o país, mais as pessoas pagam, e dentro do país também existem diferenças. A população que está sendo incluída digitalmente precisa entender o que se passa política e economicamente para termos uma cidadania participativa — afirmou.
Mediada por Seabra, a mesa contou com a presença de Carlos Afonso, representante da sociedade civil no Comitê Gestor da Internet Brasil, e de José Alexandre Bicalho, representante da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). A proposta foi fazer um balanço sobre os resultados do Fórum de Governança da Internet (IGF), que aconteceu em novembro, no Rio de Janeiro.
— As pessoas devem ter mais consciência do que está por trás da inclusão digital. Temos de entrar nas discussões de governança de forma pesada. Se um país como Ruanda quer se conectar à internet, tem que pagar um dinheirão, ao passo que a Austrália, quando vai se conectar, paga muito menos, porque eles têm um poder de negociação maior com os Estados Unidos — declarou Seabra.
No debate, também foram apresentados indicadores do uso da internet no Brasil. Para Seabra, a internet pelo celular pode se converter em uma maneira de ampliar o acesso à rede mundial de computadores. A neutralidade na transmissão de dados também foi foco das discussões. Seabra diz que há provedores de acesso, no Brasil, que reconhecem quando o usuário está no site do concorrente e, por isso, torna a conexão mais lenta para aquela página.
sábado, 24 de novembro de 2007
Estudo "O Papel da Sociedade da Informação no aproximar das Regiões"
0 Comentários sábado, novembro 24, 2007
Publicado por Paulo Barreiro de Sousa
Assunto: estudo, Inclusão Digital, literacia digital, sociedade da informação
A APDSI - Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação apresentou, no dia 25 de Setembro, o estudo "O Papel da Sociedade da Informação no aproximar das Regiões".Neste analisam-se as possibilidades de exploração das novas tecnologias da informação e comunicação na fixação das populações e no desenvolvimento das regiões mais periféricas e desfavorecidas.
Aceda ao estudo "O Papel da Sociedade da Informação no aproximar das Regiões" (PDF | 946 kb)
terça-feira, 9 de outubro de 2007
Governo define Requisitos de Acessibilidade para webites da Administração Pública
0 Comentários terça-feira, outubro 09, 2007
Publicado por Paulo Barreiro de Sousa
Assunto: acessibilidade, Inclusão Digital, Legislação, websites
Foi aprovada, em reunião de Conselho de Ministros, a Resolução que estabelece as orientações relativas à acessibilidade pelos cidadãos com necessidades especiais aos sites do Governo e dos serviços e organismos públicos da Administração Central.
A resolução estabelece requisitos mínimos de acessibilidade, de modo a assegurar que a informação disponibilizada nesses sites seja compreendida e “pesquisável” pelos cidadãos com necessidades especiais.
O documento define os requisitos técnicos de acessibilidade a cumprir, adoptando os níveis de conformidade das directrizes sobre a acessibilidade do conteúdo da Internet desenvolvidas pelo World Wide Web Consortium (W3C).
Impõe-se, relativamente aos sites de conteúdo meramente informativo, o respeito pelo nível de conformidade “A”, que obriga à remoção das barreiras digitais que possam existir nos sítios e que impeçam totalmente os cidadãos com necessidades especiais de os utilizar, fixando-se um prazo de três meses para a concretização de tal objectivo.
Estabelece-se ainda , para os sites que impliquem a prestação de serviços transaccionais aos cidadãos, como a entrega de declarações de rendimentos, pedido de certidões, constituição de empresas, realização de registos, etc., o respeito pelo nível de conformidade “AA”, de modo a garantir que os cidadãos com necessidades especiais conseguem utilizar directamente os sítios e ter acessos aos conteúdos neles constantes sem que para tal tenham de contornar quaisquer obstáculos. Os sites do Estado com serviços transaccionais terão um prazo de seis meses para cumprir este requisito.
O acompanhamento e a coordenação da implementação do conjunto de medidas foi atribuído à Secretaria-Geral da Presidência do Conselho de Ministros, sendo ainda criado um grupo de trabalho, envolvendo a Agência para a Modernização Administrativa (AMA), que coordena, a Agência para a Sociedade do Conhecimento (UMIC), o Instituto Nacional para a Reabilitação e o Ceger, Centro de Gestão da Rede Informática do Governo, com funções de consultadoria técnica na implementação das medidas fixadas.
Esta medida insere-se no Plano de Acção para a Integração das Pessoas com Deficiências ou Incapacidade para os anos de 2006 a 2009, dando igualmente execução ao Plano Nacional de Promoção da Acessibilidade (PNPA).
quarta-feira, 20 de junho de 2007
Meninos de rua de Buenos Aires usam a internet
0 Comentários quarta-feira, junho 20, 2007
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: Argentina, Inclusão Digital, Internet, meninos de rua
11 de junho, Fonte: BBC Brasil
URL: http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2007/
06/printable/070611_meninosderuainternetfp.shtml
Data: 11 de junho de 2007.
Autoria: Márcia Carmo (Buenos Aires)
Um levantamento realizado pelo governo da cidade de Buenos Aires revelou que 97% dos meninos que vivem nas ruas já usaram internet alguma vez na vida. Deste total, 30% navegam duas ou três vezes por semana e 55% passam mais de uma hora conectados à rede.
A mesma pesquisa apontou que 30% do total destes usuários gastam entre seis e 20 pesos por semana (entre R$ 4 e R$ 14) para pagar o acesso à internet nos cybercafés. A maioria deles (65%) prefere trocar mensagens com os amigos, já que quase a metade tem e-mail. A pesquisa ainda revelou que 20% já possuem um fotolog.
Locutórios
Os resultados são possíveis porque em Buenos Aires – e no resto da Argentina também – existe praticamente um "locutório" (como os argentinos chamam os cybercafés) em cada esquina.
Os preços pela hora na internet variam, mas são considerados acessíveis para a maioria da população e podem custar entre 50 centavos e um peso.
Para facilitar o acesso dos meninos carentes à informática, o governo da cidade de Buenos Aires criou dois "locutórios" gratuitos e exclusivos para essas crianças. Eles passam até três horas nos dois locais, divertindo-se com jogos virtuais de futebol e basquete, entre outros.
"Antes, estes meninos estavam em um campinho de futebol, mas hoje entram nos locutórios para baixar filmes, escutar música e jogar na internet", disse Marisa Graham, diretora do projeto, ao jornal Perfil.
Pesquisa realizada há dois anos pela Universidade Três de Fevereiro apontou que os meninos de rua gastam metade do que ganham limpando vidros nos sinais de trânsito, por exemplo, para pagar o uso da internet.
ONGs
Paralelamente à criação dos "locutórios" gratuitos, ONGs também se dedicam à causa. É o caso da Fundação Criar Vale a Pena (CVLP, sigla em espanhol), que ensina meninos e meninas de bairros carentes a criar vídeos sobre suas próprias vidas, no computador.
O objetivo, segundo os diretores da ONG, é a inclusão digital. Atualmente, quase metade da população Argentina (16 milhões) tem acesso a uma conexão de rede.
Deste total, 34,3% usam os "locutórios", modalidade que se espalhou pelo país depois da histórica crise econômica de 2001, quando muitos queriam diminuir os gastos domésticos ou aproveitar para mandar currículos pela internet.
Do total de usuários argentinos, 64,2% têm computador em casa, 19,4% entram na internet no trabalho e os outros 4,2% o fazem de universidades e outras instituições.
quinta-feira, 17 de maio de 2007
O dia da Internet assinala-se hoje
0 Comentários quinta-feira, maio 17, 2007
Publicado por Paulo Barreiro de Sousa
Assunto: Inclusão Digital, Internautas, Internet
O Dia da Internet, criado com o aval da ONU, foi idealizado pela Associação dos utilizadores de Internet espanhola.quarta-feira, 16 de maio de 2007
Portugal cai um ponto num "ranking" de literacia digital
0 Comentários quarta-feira, maio 16, 2007
Publicado por Paulo Barreiro de Sousa
Assunto: Inclusão Digital, infoliteracia, literacia digital
Só a Itália manteve o mesmo lugar do ano transacto (o 25º posto), tendo os restantes sofrido oscilações na classificação. Portugal e a Eslovénia caíram um posto, tendo as maiores quebras sido para a Alemanha, que desceu sete lugares, e Irlanda, que caiu cinco posições.
Na classificação geral, que conta com 69 países, a Holanda está em oitavo lugar este ano, tendo descido dois lugares face a 2006 e a Finlândia encontra-se em 10º, já que recuou três posições. Segue-se a Áustria, que registou uma descida de três lugares para 11º.
[...]
terça-feira, 17 de abril de 2007
Portugal apresenta um dos maiores níves de competências em TIC
0 Comentários terça-feira, abril 17, 2007
Publicado por Paulo Barreiro de Sousa
Assunto: Inclusão Digital, TIC
sábado, 24 de março de 2007
Usuários da Internet no Brasil
0 Comentários sábado, março 24, 2007
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: biblioteca pública, Brasil, Inclusão Digital, Internet
Fonte: Lista de discussão: abarreto-l, 24 de março de 2007.
O Brasil tem 32,1 milhões de cidadãos com idade acima de dez anos que acessam a Internet. Porém 120 milhões nessa mesma faixa não acessam. Apenas 21% da população têm acesso a Internet, o que põe o Brasil no 62º lugar no ranking de nível de acesso no mundo, e em quarto lugar na América Latina, atrás de países como Costa Rica, Guiana Francesa e Uruguai.
Os dados são do suplemento especial da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad/2005), divulgado esta semana pelo IBGE e evidenciam a enorme exclusão digital em que ainda vive a população brasileira. No perfil dos que tem acesso a maioria é estudante, a idade é baixa, entre 15 e 17 anos, a renda é alta e o uso é majoritariamente para educação e aprendizado. A exclusão digital aponta para uma exclusão social de renda e educação.
A renda, com informado pela pesquisa do Ibge é a principal barreira para o acesso à rede. Enquanto o rendimento médio familiar do brasileiro é de R$ 471 per capita, o ganho dos que acessam a Internet sobe para mil reais. Na parcela dos que não acessam, o rendimento cai para R$ 333.
A primeira barreira é poder comprar o computador, a segunda é poder pagar o acesso. A terceira é a proficiência digital: depois do acesso é a capacidade de interagir com a máquina na Internet para ver e retirar informação útil.
O analfabetismo digital emperra o a inclusão digital. Ser digitalmente fluente envolve não apenas saber como usar as ferramentas tecnológicas, mas também saber como construir coisas significativas com estas ferramentas, pois seguir as pegadas em um documento digital é como percorrer um labirinto de opções pessoais onde o trajeto para o conhecimento é consentido a cada passo do andar. O caminhante não faz o caminho o caminhar é permitido pelo conhecer.
O que define esta fluência digital é o que apresenta o artigo * abaixo onde a fluência digital é estudada como sendo fruto de existirem três condições conjuntas: conhecimentos, atitudes e habilidades. São identificadas, então, 15 habilidades básicas que em um contexto de atitudes e conhecimento definem a proficiência digital e a possibilidade de usar a web para assimilar conhecimento.
Um outro importante estudo piloto examinou com os desabrigados na Escócia ** analisa o significado que estas tecnologias de informação têm em realizar mudanças no bem estar social. Verifica então, que o estilo de vida dos desprivilegiados é nômade e temporário construído por uma permanência mediada pela satisfação imediata de suas necessidades.
É uma sub-cultura descrita no estudo como caótica, um termo coloquial usado descrever uma vida de eventos errantes e imprevisíveis. A rota da inclusão social é uma realidade muito complexa e requer muitos mais fatores do que só o acesso e o uso da potencialidade da tecnologia digital.
Devemos olhar alem da visão determinista de a tecnologia trará sempre e somente benefícios positivos no seu trajeto As novas tecnologias digitais não resolvem o processo de ajudar indivíduos socialmente empobrecidos a mudar suas vidas para o melhor.
A inclusão digital não gera inclusão social.
Aldo Barreto
*Mitos e lendas da informação: o texto, o hipertexto e o conhecimento http://www.dgz.org.br/fev07/Art_02.htm
** Digital Inclusion without Social Inclusion: The Consumption of Information and Communication Technologies (ICTs) in Homeless Subculture in Central Scotland. Artigo de Claire E. Buré, Universidade de Edimburgo para o The Journal of Community Informatics , Vol. 2, No. 2 (2006)
http://ci-journal.net/index.php/ciej/article/view/251/212
http://www.ci-journal.net/index.php/ciej
Comentário:
Muito interessante a análise sobre o longo caminho que temos que percorrer para ampliar o acesso à Internet no Brasil. Valeria a pena mencionar que recursos para minorar o chamado "fosso digital" já existem. Refiro-me aos enormes montantes advindos do imposto que é cobrado nas contas telefônicas que, atualmente, parecem que já ultrapassou a marca dos cinco bilhões de reais (ou cerca de 2.4 bilhões de dólares, muito dinheiro em qualquer lugar do mundo). Como se sabe 1% dos serviços de telecomunicações vai para formar esse Fundo.
Infelizmente, esses recursos até agora estão sendo "contingenciados" e permanecem parados em algum lugar da burocracia federal. É um crime contra a população brasileira, principalmente para os 120 milhões que estão na faixa etária acima de 10 anos (conforme assinalado no texto de Barreto) e que ficam à margem da Grande Rede. Até agora não vi nenhuma manifestação das entidades da nossa área para coibir esse verdadeiro "abuso" governamental.
Vale a pena citar que, tempos atrás, foi feito um excelente trabalho realizado no âmbito do Programa Sociedade da Informação que visava equipar, com verbas oriundas do FUST, mais de 700 bibliotecas públicas do nosso país. Salvo engano, parece que nenhum CENTAVO foi gasto com esse projeto de tamanha repercussão social, com enormes efeitos multiplicadores, principalmente junto às camadas sociais menos favorecidas.
Acredito que as bibliotecas possam contribuir na luta da inclusão social e, como tal, "o caminhante" precisa fazer o caminho.
Murilo Cunha
quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007
Somente 11% dos brasileiros acessam a Internet
0 Comentários quinta-feira, fevereiro 15, 2007
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: Acesso Digital, Brasil, Inclusão Digital, Internet
URL: http://www.fndc.org.br/internas.php?p=noticias&cont_key=131683
SÃO PAULO – Apenas onze em cada 100 brasileiros acessaram a internet em 2006, segundo dados do e-Marketer. Mesmo com um número de usuários abaixo da média mundial (16 a cada 100), o país ocupou a 10ª posição entre os países que mais acessaram a web no ano passado, com 21,2 milhões de internautas.
Segundo a pesquisa, em se tratando de números absolutos de usuários de internet, o Brasil esteve na frente de países como Espanha, México, Austrália e Argentina. O topo do ranking foi ocupado pelos Estados Unidos (com 181 milhões de usuários), China (com 133 milhões) e Japão (com 87,2 milhões).
Enquanto apenas 11% da população brasileira acessou a internet, o número de internautas americanos, japoneses, ingleses e australianos correspondeu a mais da metade da população de cada um desses países. A Coréia do Sul foi o país com maior taxa de penetração da web em 2006, chegando a 70% da população.


