“Biblioteca Sonora Digital” é um novo serviço, acessível pela Internet, que disponibiliza livros falados da Biblioteca Sonora da Biblioteca Pública Municipal do Porto. O serviço, a partir do endereço http://bibliotecas.cm-porto.pt, é exclusivo para portadores de deficiência visual e sujeito a autenticação.
Fonte: Jornal de Notícias, v. 124, n.215, 02/jan/2012 p.17
Para ver todos os 359 títulos disponíveis em áudio, acesse o Catálogo on-line, clique na aba "Braille e Áudio", marque a opção [x] Áudio Digital, digite o sinal de porcentagem (%) na caixa de busca e clique na seta vermelha.
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terça-feira, 3 de janeiro de 2012
Biblioteca sonora disponível online (Biblioteca Pública Municipal do Porto)
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Publicado por Michelangelo Viana
Assunto: audiolivro, audioteca, livros para cegos
sábado, 29 de maio de 2010
Audioteca de Cabo Frio
Fonte: O Globo. Data: 25/05/2010.
Cabo Frio (estado do Rio de Janeiro) inaugurou nesta semana sua primeira audioteca para deficiente visuais. Com mais de 2700 títulos, o objetivo é atender todos os leitores com essa característica especial. Quem quiser, poderá receber em casa, via Correio, um CD com a publicação do assunto de seu interesse. Para isso, basta fazer o pedido por telefone e desfrutar do variado acervo de livros falados que estão disponíveis. O material já vem com o selo de devolução, que deve ser feito num prazo de 30 dias. Os interessados não precisam estar cadastrados no Dapede (Departamento de Apoio de Pessoas Com Deficiência), onde funciona o novo serviço.
A audioteca funciona no Dapede, que fica na Avenida Vitor Rocha, nº 100, no Parque Burle. Também há atendimento pelo telefone (22) 2645-5674, para consultar a relação de livros disponíveis e também para ter mais detalhes do projeto.
Cabo Frio (estado do Rio de Janeiro) inaugurou nesta semana sua primeira audioteca para deficiente visuais. Com mais de 2700 títulos, o objetivo é atender todos os leitores com essa característica especial. Quem quiser, poderá receber em casa, via Correio, um CD com a publicação do assunto de seu interesse. Para isso, basta fazer o pedido por telefone e desfrutar do variado acervo de livros falados que estão disponíveis. O material já vem com o selo de devolução, que deve ser feito num prazo de 30 dias. Os interessados não precisam estar cadastrados no Dapede (Departamento de Apoio de Pessoas Com Deficiência), onde funciona o novo serviço.
A audioteca funciona no Dapede, que fica na Avenida Vitor Rocha, nº 100, no Parque Burle. Também há atendimento pelo telefone (22) 2645-5674, para consultar a relação de livros disponíveis e também para ter mais detalhes do projeto.
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Audiolivro no Brasil
3 Comentários terça-feira, dezembro 08, 2009
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: audiolivro, mercado livreiro
Fonte: Época. Data: 2/12/2009.
Autora: Laura Lopes.
O mercado de audiolivros brasileiro cresceu. Confira o perfil de quem compra, quais as principais editoras do país e algumas sugestões para o Natal
O que prende mais a sua atenção: ler um livro ou escutá-lo? Os mais tradicionais diriam ler um livro. Mas um audiolivro também pode entreter muito, desde que seu conteúdo seja interessante e a narração, boa. Ela (a narração) está para o audiolivro assim como a edição ou a tradução estão para uma obra-prima da literatura.
O mercado brasileiro que se forma em torno dessa nova mídia quer aliar títulos famosos a vozes conhecidas. Entre os audiolivros mais vendidos, das poucas editoras especializadas que atuam no país, estão obras-primas e best-sellers, grande parte narrada por atores, personalidades ou os próprios autores, como Antônio Fagundes, Nelson Motta, Ana Maria Braga, Glória Kalil e Marília Pêra. Eles têm de se exercitar: não podem fazer nem uma leitura muito teatral, nem muito distante. Ela deve ser suficiente.
O audiolivro é um bom presente para o Natal: custa barato (cerca de R$ 25) e parece ser a aposta do mercado editorial para os próximos anos. "O principal fator que move esse consumidor é a falta de tempo", diz Sandra Silvério, diretora da Livro Falante. Ela vendeu uma editora de revistas em 2004 para investir tudo no novo mercado e hoje tem 20 títulos. Em sua visão, se ficar no trânsito é inevitável, dedique esse "tempo perdido" à necessidade e ao prazer de ler. "Uma boa história ou um assunto interessante pode entreter completamente um motorista que, sem uma distração, poderia ficar bastante angustiado num congestionamento", diz Sandra.
Há aqueles que adotaram o novo formato para usar em academias, no ônibus, na fila do banco, enquanto corre no parque ou na espera no aeroporto. Parece não importar muito o local: a portabilidade que o audiolivro oferece é muito maior que a de um livro. Pessoas com dificuldade de leitura, que usam óculos ou são idosas, também contam com essa alternativa.
Não se trata, aqui, apenas de audiolivros sobre temas religiosos (a Bíblia falada ou espíritas) ou infantis (quem se lembra das historinhas em fitas cassete das décadas de 70 e 80?), mas de títulos procurados por leitores assíduos ou estudantes. Poemas Completos de Alberto Caeiro, do heterônimo de Fernando Pessoa, é o audiolivro mais vendido da Livro Sonoro. Segundo o diretor da empresa, Luiz Carlos Gioia, a poesia é um gênero bem apreciado por esse tipo de consumidor. O fato do livro constar da lista de muitos vestibulares também aumenta sua procura. Dos 12 audiolivros publicados pela editora, seis são da Coleção Vestibular e têm liderado as vendas. Também são muito procurados os que abordam concursos, negócios, finanças e economia doméstica.
Se antigamente um audiolivro era caro – em fita cassete e, depois, na época em que o CD era caro – e geralmente impootado, hoje a tecnologia é muito mais barata. "Com a compressão de arquivos de áudio (em mp3, por exemplo) e a possibilidade de venda via download na internet, o custo para a venda de audiolivros caiu muito, e o Brasil pode deslanchar nesse sentido", diz Sandra, da Livro Falante. É no que aposta Marco Giroto, dono da Audiolivro, que vende 50 mil títulos por mês e abriu a primeira audiolivraria brasileira, em São Paulo. "Começamos com sete títulos e três anos depois temos 100. Entre vendas e faturamento, o crescimento foi de 150% ao ano", afirma o empresário, que tem a vontade de fundar a Associação de Editoras de Audiolivros em Língua Portuguesa, em que farão parte editoras do Brasil e Portugal, para que dados de mercado sejam apurados. Hoje, nem a Câmara Brasileira do Livro nem a Agência Brasileira do ISBN (da Fundação Biblioteca Nacional) possuem dados de quantos audiolivros são comercializados no país.
Nos Estados Unidos, onde esse mercado é maduro (bem como na Inglaterra e na Alemanha), o hábito de escutar livros é muito mais apurado que no Brasil. Uma pesquisa feita pela Audio Publishers Association (APA) em 2008 mostrou que 28% dos americanos haviam escutado audiolivros no ano anterior, em que o volume de vendas com o produto passou de US$ 1 bilhão. Esses leitores são consumidores assíduos de livros impressos: 92% disseram ter lido livros no mesmo período e um terço deles leu 16 ou mais títulos. "O audiolivro não vai concorrer com o livro impresso", diz Cristina Albuquerque, diretora de operações da Plugme, novo braço da Ediouro dedicado ao audiolivro e criado em setembro de 2008. Até o fim de 2009, terá lançado 50 títulos em CD e 70 para downloads. "Os americanos têm 50 mil títulos de audiolivro à disposição na Amazon e várias lojas especializadas, algumas delas até alugam pela web", afirma Cristina, que lança os audiolivros na internet antes de levá-los às livrarias.
Os números prometem no Brasil. De acordo com o estudo "Retratos da Leitura no Brasil", feito pelo Instituto Pró Livro no ano passado, 3% da população brasileira que lê (95, 6 milhões) aderiram ao audiolivro. Pode ser uma pequena porcentagem, mas representa 2,8 milhões de pessoas. É animador. "Pretendemos produzir um audiobook a cada 45 dias, mas com nível de excelência que agrade o ouvinte", afirma o diretor da Livro Sonoro. "Estamos inovando na produção do clássico O cortiço, de Aloísio Azevedo. Mais de 20 personagens interpretarão uma espécie de radionovela", diz Gioia. A produção consumirá oito meses e o lançamento está prometido para fevereiro.
Segundo Paulo Lago, diretor da editora Nossa Cultura, que tem 43 títulos, 2009 foi o ano de transição. “A visibilidade do produto aumentou nas livrarias, que hoje já destinam um espaço especial para esse formato. A entrada de outros grandes grupos editoriais brasileiros nesse segmento também ajudou na divulgação do formato”, afirma. Em dezembro, a editora lancará O Tigre Branco, do escritor indiano Aravind Adiga e que foi eleito o melhor audiolivro de 2009 nos Estados Unidos pela APA. É um caminho, também, para atrair a atenção de não-leitores para o hábito de ler.
Autora: Laura Lopes.
O mercado de audiolivros brasileiro cresceu. Confira o perfil de quem compra, quais as principais editoras do país e algumas sugestões para o Natal
O que prende mais a sua atenção: ler um livro ou escutá-lo? Os mais tradicionais diriam ler um livro. Mas um audiolivro também pode entreter muito, desde que seu conteúdo seja interessante e a narração, boa. Ela (a narração) está para o audiolivro assim como a edição ou a tradução estão para uma obra-prima da literatura.
O mercado brasileiro que se forma em torno dessa nova mídia quer aliar títulos famosos a vozes conhecidas. Entre os audiolivros mais vendidos, das poucas editoras especializadas que atuam no país, estão obras-primas e best-sellers, grande parte narrada por atores, personalidades ou os próprios autores, como Antônio Fagundes, Nelson Motta, Ana Maria Braga, Glória Kalil e Marília Pêra. Eles têm de se exercitar: não podem fazer nem uma leitura muito teatral, nem muito distante. Ela deve ser suficiente.
O audiolivro é um bom presente para o Natal: custa barato (cerca de R$ 25) e parece ser a aposta do mercado editorial para os próximos anos. "O principal fator que move esse consumidor é a falta de tempo", diz Sandra Silvério, diretora da Livro Falante. Ela vendeu uma editora de revistas em 2004 para investir tudo no novo mercado e hoje tem 20 títulos. Em sua visão, se ficar no trânsito é inevitável, dedique esse "tempo perdido" à necessidade e ao prazer de ler. "Uma boa história ou um assunto interessante pode entreter completamente um motorista que, sem uma distração, poderia ficar bastante angustiado num congestionamento", diz Sandra.
Há aqueles que adotaram o novo formato para usar em academias, no ônibus, na fila do banco, enquanto corre no parque ou na espera no aeroporto. Parece não importar muito o local: a portabilidade que o audiolivro oferece é muito maior que a de um livro. Pessoas com dificuldade de leitura, que usam óculos ou são idosas, também contam com essa alternativa.
Não se trata, aqui, apenas de audiolivros sobre temas religiosos (a Bíblia falada ou espíritas) ou infantis (quem se lembra das historinhas em fitas cassete das décadas de 70 e 80?), mas de títulos procurados por leitores assíduos ou estudantes. Poemas Completos de Alberto Caeiro, do heterônimo de Fernando Pessoa, é o audiolivro mais vendido da Livro Sonoro. Segundo o diretor da empresa, Luiz Carlos Gioia, a poesia é um gênero bem apreciado por esse tipo de consumidor. O fato do livro constar da lista de muitos vestibulares também aumenta sua procura. Dos 12 audiolivros publicados pela editora, seis são da Coleção Vestibular e têm liderado as vendas. Também são muito procurados os que abordam concursos, negócios, finanças e economia doméstica.
Se antigamente um audiolivro era caro – em fita cassete e, depois, na época em que o CD era caro – e geralmente impootado, hoje a tecnologia é muito mais barata. "Com a compressão de arquivos de áudio (em mp3, por exemplo) e a possibilidade de venda via download na internet, o custo para a venda de audiolivros caiu muito, e o Brasil pode deslanchar nesse sentido", diz Sandra, da Livro Falante. É no que aposta Marco Giroto, dono da Audiolivro, que vende 50 mil títulos por mês e abriu a primeira audiolivraria brasileira, em São Paulo. "Começamos com sete títulos e três anos depois temos 100. Entre vendas e faturamento, o crescimento foi de 150% ao ano", afirma o empresário, que tem a vontade de fundar a Associação de Editoras de Audiolivros em Língua Portuguesa, em que farão parte editoras do Brasil e Portugal, para que dados de mercado sejam apurados. Hoje, nem a Câmara Brasileira do Livro nem a Agência Brasileira do ISBN (da Fundação Biblioteca Nacional) possuem dados de quantos audiolivros são comercializados no país.
Nos Estados Unidos, onde esse mercado é maduro (bem como na Inglaterra e na Alemanha), o hábito de escutar livros é muito mais apurado que no Brasil. Uma pesquisa feita pela Audio Publishers Association (APA) em 2008 mostrou que 28% dos americanos haviam escutado audiolivros no ano anterior, em que o volume de vendas com o produto passou de US$ 1 bilhão. Esses leitores são consumidores assíduos de livros impressos: 92% disseram ter lido livros no mesmo período e um terço deles leu 16 ou mais títulos. "O audiolivro não vai concorrer com o livro impresso", diz Cristina Albuquerque, diretora de operações da Plugme, novo braço da Ediouro dedicado ao audiolivro e criado em setembro de 2008. Até o fim de 2009, terá lançado 50 títulos em CD e 70 para downloads. "Os americanos têm 50 mil títulos de audiolivro à disposição na Amazon e várias lojas especializadas, algumas delas até alugam pela web", afirma Cristina, que lança os audiolivros na internet antes de levá-los às livrarias.
Os números prometem no Brasil. De acordo com o estudo "Retratos da Leitura no Brasil", feito pelo Instituto Pró Livro no ano passado, 3% da população brasileira que lê (95, 6 milhões) aderiram ao audiolivro. Pode ser uma pequena porcentagem, mas representa 2,8 milhões de pessoas. É animador. "Pretendemos produzir um audiobook a cada 45 dias, mas com nível de excelência que agrade o ouvinte", afirma o diretor da Livro Sonoro. "Estamos inovando na produção do clássico O cortiço, de Aloísio Azevedo. Mais de 20 personagens interpretarão uma espécie de radionovela", diz Gioia. A produção consumirá oito meses e o lançamento está prometido para fevereiro.
Segundo Paulo Lago, diretor da editora Nossa Cultura, que tem 43 títulos, 2009 foi o ano de transição. “A visibilidade do produto aumentou nas livrarias, que hoje já destinam um espaço especial para esse formato. A entrada de outros grandes grupos editoriais brasileiros nesse segmento também ajudou na divulgação do formato”, afirma. Em dezembro, a editora lancará O Tigre Branco, do escritor indiano Aravind Adiga e que foi eleito o melhor audiolivro de 2009 nos Estados Unidos pela APA. É um caminho, também, para atrair a atenção de não-leitores para o hábito de ler.
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
Livro eletrônico
0 Comentários segunda-feira, dezembro 08, 2008
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: audiolivro, livro eletrônico
Best-sellers também chegam à internet
Autora: Daniela Arrais
Fonte: Folha Online. Data: 6/12/2008.
O professor de idiomas Giuliano Reali, 30, começou a ler livros digitais quando o escritor Stephen King lançou "Riding the Bullet", em 2000. Logo depois, quis ler um título que não existia no Brasil e acabou adquirindo a versão eletrônica em um site. Desde que comprou um smartphone, ler e-books se tornou tão comum quanto usar o e-mail ou consultar o GPS.
No dia-a-dia de Reali e de inúmeros leitores, os e-books já são realidade. O mercado editorial busca soluções para atender a esse tipo de leitor, que forma um contingente que vem ganhando expressão, segundo dados da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, encomendada pelo Instituto Pró-Livro ao Ibope: 3% (ou 4,6 milhões de pessoas) do universo estudado, que equivale a 92% da população brasileira, lêem livros digitais e 2% (ou 2,9 milhões) usam audiolivros.
No universo de leitores, que corresponde a 95 milhões de pessoas, 7% (ou 7 milhões) baixam livros gratuitamente da internet, segundo a pesquisa.
Editoras investem em catálogos digitais. A inglesa Random House (www.randomhouse.com) anunciou na semana passada que está disponibilizando milhares de livros nesse formato -já existem 8.000 títulos e a idéia é chegar a 15 mil, segundo a Associated Press.
No Brasil, a Lex Editora (www.lex.com.br) tem obras digitalizadas sobre legislação. A partir de uma assinatura, que custa entra R$ 420 e R$ 2.000, a editora permite acesso ao conteúdo, que pode ser lido por celular ou PDA.
Vantagens
Para Reali, a principal vantagem dos e-books é a mobilidade. "Não acho nem um pouco cansativo. Acho até mais fácil de segurar um smartphone do que um livro aberto. A iluminação passa a ser secundária, você pode até mesmo ler no escuro, pois a tela do telefone basta."
No entanto, ele acha que a tecnologia ainda tem muito a crescer no Brasil. "O brasileiro é muito impermeável ao uso de conveniências eletrônicas. As pessoas te olham como um ET ou um nerd quando te vêem lendo um e-book ou usando a função GPS no seu celular, quando, na verdade, você está apenas dando um passo para tornar a sua vida mais prática."
Mago
Para o best-seller Paulo Coelho, editores são tão ruins quanto os monges copistas que lamentavam a chegada dos livros impressos no século 16 --ele declarou isso na Feira de Frankfurt, em outubro.
Para o mago -que disponibiliza seus livros em www.piratecoelho.wordpress.com --, há uma falta de entendimento sobre a internet fazer parte da indústria.
"Em vez de olharem a nova mídia como uma oportunidade de criar novas formas de promoção, editores se concentram em criar microssites, que são completamente fora de moda, e alguns se queixam dos "infortúnios" das outras indústrias culturais, percebendo a internet como inimiga", disse.
Autora: Daniela Arrais
Fonte: Folha Online. Data: 6/12/2008.
O professor de idiomas Giuliano Reali, 30, começou a ler livros digitais quando o escritor Stephen King lançou "Riding the Bullet", em 2000. Logo depois, quis ler um título que não existia no Brasil e acabou adquirindo a versão eletrônica em um site. Desde que comprou um smartphone, ler e-books se tornou tão comum quanto usar o e-mail ou consultar o GPS.
No dia-a-dia de Reali e de inúmeros leitores, os e-books já são realidade. O mercado editorial busca soluções para atender a esse tipo de leitor, que forma um contingente que vem ganhando expressão, segundo dados da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, encomendada pelo Instituto Pró-Livro ao Ibope: 3% (ou 4,6 milhões de pessoas) do universo estudado, que equivale a 92% da população brasileira, lêem livros digitais e 2% (ou 2,9 milhões) usam audiolivros.
No universo de leitores, que corresponde a 95 milhões de pessoas, 7% (ou 7 milhões) baixam livros gratuitamente da internet, segundo a pesquisa.
Editoras investem em catálogos digitais. A inglesa Random House (www.randomhouse.com) anunciou na semana passada que está disponibilizando milhares de livros nesse formato -já existem 8.000 títulos e a idéia é chegar a 15 mil, segundo a Associated Press.
No Brasil, a Lex Editora (www.lex.com.br) tem obras digitalizadas sobre legislação. A partir de uma assinatura, que custa entra R$ 420 e R$ 2.000, a editora permite acesso ao conteúdo, que pode ser lido por celular ou PDA.
Vantagens
Para Reali, a principal vantagem dos e-books é a mobilidade. "Não acho nem um pouco cansativo. Acho até mais fácil de segurar um smartphone do que um livro aberto. A iluminação passa a ser secundária, você pode até mesmo ler no escuro, pois a tela do telefone basta."
No entanto, ele acha que a tecnologia ainda tem muito a crescer no Brasil. "O brasileiro é muito impermeável ao uso de conveniências eletrônicas. As pessoas te olham como um ET ou um nerd quando te vêem lendo um e-book ou usando a função GPS no seu celular, quando, na verdade, você está apenas dando um passo para tornar a sua vida mais prática."
Mago
Para o best-seller Paulo Coelho, editores são tão ruins quanto os monges copistas que lamentavam a chegada dos livros impressos no século 16 --ele declarou isso na Feira de Frankfurt, em outubro.
Para o mago -que disponibiliza seus livros em www.piratecoelho.wordpress.com --, há uma falta de entendimento sobre a internet fazer parte da indústria.
"Em vez de olharem a nova mídia como uma oportunidade de criar novas formas de promoção, editores se concentram em criar microssites, que são completamente fora de moda, e alguns se queixam dos "infortúnios" das outras indústrias culturais, percebendo a internet como inimiga", disse.
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