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quinta-feira, 4 de abril de 2013

A mais pequena biblioteca pública do país mora numa cabine telefónica


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Cabine telefónica à inglesa dá lugar a micro-biblioteca em Barcelinhos. Projecto resulta de parceria entre a Junta de Barcelinhos, a Câmara de Barcelos e a Fundação PT. Fundação Calouste Gulbenkian também deu uma ajuda. 
Instalada na margem esquerda do rio Cávado, uma antiga cabine telefónica foi convertida na mais pequena biblioteca pública do país. Inaugurada a 27 de Março, a "micro-biblioteca" tem sido elogiada por utentes e vizinhos.

A criação deste equipamento cultural decorre do programa Livros do Cávado,  uma parceria pioneira entre a Junta de Freguesia de Barcelinhos, a Câmara de Barcelos e a Fundação PT. Segundo o presidente da junta, José Peixoto, a ideia é “dinamizar a zona ribeirinha” da freguesia, “complementar a biblioteca da junta” e “incentivar a leitura”. “Deve ser uma montra da nossa biblioteca interior”, acrescentou.

A ideia de converter a cabine, de estilo inglês, para este efeito partiu da junta de freguesia, mas foi a Fundação PT que se encarregou de restaurar “por completo” a réplica londrina,e de a transportar de Lisboa para Barcelinhos. “Sem essa ajuda seria impossível”, disse  José Peixoto. A Fundação Calouste Gulbenkian também contribuiu, atribuindo um subsídio de 300 euros para a aquisição de publicações. Os munícipes e fregueses também podem ajudar, doando livros à micro-biblioteca. “Já está criada uma base de dados para registar todos os livros recolhidos”, acrescentou o autarca.

O número necessariamente limitado, por uma questão de espaço, de revistas, livros e jornais do dia em exposição nas prateleiras da pequena cabine não significa que os utentes rapidamente descubram que aqui já não têm nada de novo para ler. As obras disponíveis serão periodicamente renovadas com recurso aos cerca de dois mil livros do catálogo da biblioteca da junta, em rotatividade. Ainda assim, cabe de tudo um pouco na cabine, “desde a poesia a publicações científicas”, e os idiomas também serão diversos, uma vez que Barcelinhos é um ponto de passagem dos Caminhos de Santiago.

José Peixoto garante que o reacção da população tem sido “excelente” e, apesar de não haver ainda números actualizados, todos têm desfrutado da micro-biblioteca. “Os caminheiros de Santiago, quando chegam de Macieira de Rates, sentam-se nas mesas de pedra a apreciar a paisagem”, tornando o momento propício à leitura, conta o presidente da junta. Com vista para o rio, para a ponte medieval, e para o castelo romano, este é um local de referência a nível paisagístico e, por isso, toda a zona envolvente foi recuperada.

O autarca adiantou ainda que os habitantes da freguesia “vão poder levar os livros para casa” até durante uma semana. “Tudo de forma gratuita”, salientou. A tomar conta da cabine, que estará aberta das 9h ao meio-dia e das 14h às 17h30, vão estar funcionários da junta. Mas à distância, que nesta biblioteca não há espaço que chegue para "bibliotecários": brevemente, a cabine vai dispor de uma campainha que soará na vizinha biblioteca da junta.

Fonte: Público.pt

sábado, 17 de dezembro de 2011

Eduardo Lourenço é o Prémio Pessoa 2011


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O filósofo e ensaísta Eduardo Lourenço foi hoje distinguido com o Prémio Pessoa que desde 1987 premeia figuras com um papel relevante no ano anterior nas áreas da cultura e da ciência.

O anúncio foi feito, como habitualmente, no Palácio de Seteais em Sintra por Francisco Pinto Balsemão, que preside ao júri também constituído por Fernando Faria de Oliveira (Vice-Presidente), António Barreto, Clara Ferreira Alves, Diogo Lucena, João Lobo Antunes, José Luís Porfírio, Maria de Sousa, Mário Soares, Miguel Veiga e Rui Magalhães Baião.

"Num momento crítico da História e da sociedade portuguesa, torna-se imperioso e urgente prestar reconhecimento ao exemplo de uma personalidade intelectual, cultural, ética e cívica que marcou o século XX português", escreveu o júri em comunicado sobre a escolha de Eduardo Lourenço, homenageando "a generosidade e a modéstia desta sabedoria, que tendo deixado uma marca universal nos Estudos Portugueses e nos Estudos Pessoanos, nunca desdenhou a heteredoxia nem as grandes questões do nosso tempo e da nossa identidade".

Para o júri, do qual Eduardo Lourenço foi membro até 1993, este prémio pretende prestigiar o filósofo e a sua intervenção na sociedade, "ao longo de décadas de dedicação, labor e curiosidade intelectual, que o levaram à constituição de uma obra filosófica, ensaística e literária sem paralelo".

"Não há dúvida que o nosso premiado é uma referência e o nosso país precisa de referências", disse Pinto Balsemão na entrega do prémio a Eduardo Lourenço.

Também Mário Soares destacou a importância deste prémio nos dias de hoje. "Num momento como este é particularmente importante dar o prémio a Eduardo Lourenço porque para além de tudo é um homem que acredita em Portugal e nos portugueses", disse em Sintra.

Segundo o comunicado do júri, "Eduardo Lourenço é um português de que os portugueses se podem e devem orgulhar. O espírito de Eduardo Lourenço foi sempre reforçado pela sua cidadania atenta e actuante. Portugal precisa de vozes como esta. E de obras como esta".

O prémio, de 60 mil euros, é uma iniciativa do jornal "Expresso" (do grupo Impresa de que é presidente executivo Pinto Balsemão) e tem o patrocínio da Caixa Geral dos Depósitos.

Os escritores Herberto Hélder, Vasco Graça Moura, a pianista Maria Joao Pires ou o bispo D. Manuel Clemente foram alguns dos nomes premiados com o galardão que comemora este ano o 25º aniversário. A vencedora do ano passado foi a cientista Maria do Carmo Fonseca, directora executiva do Instituto de Medicina Molecular da Universidade de Lisboa. O júri - que diz querer ir contra "uma velha tradição nacional" de apenas reconhecer postumamente os autores de grandes obras e promover o seu reconhecimento em vida - destacou a sua "cultura de rigor". 

Fonte: Público

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Nós Portugueses: as bibliotecas


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As bibliotecas escolares e públicas de Portugal analisadas no programa 'Nós Portugueses', da RTP (Telejornal de 28/11/2011), a partir dos dados da Pordata.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Portugal: Editar em tempo de crise é chover no molhado


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Fonte: Diário de Notícias (Lisboa). Data: 26/05/2011.

Autor: Manuel Porto Valento.

Sei que, num estudo encomendado por um dos nossos grandes grupos editoriais, um especialista afirmou serem os momentos de crise favoráveis à leitura e ao livro, uma vez que as pessoas ficam mais por casa e, portanto, mais disponíveis para actividades gerais de entretenimento e lazer cultural. Não sei se a tese é consistente, mas sei que a desmentem, para já, os resultados das principais cadeias de livrarias.

Editar em tempos de crise é chover no molhado: mesmo em tempos de vacas gordas a actividade editorial portuguesa sempre esteve condicionada pela escassez de massa crítica, pela falta de hábitos de leitura e pelo parco estímulo recebido, quer do poder político, quer das diversas instâncias da comunicação social. Poder-se-ia pois dizer que os editores conhecem como ninguém os meandros de uma situação em que a vontade de fazer mais e melhor esbarra, invariavelmente, com a escassa resposta do mercado e o silêncio, tonitruante, de muitos prescritores.

É evidente que a presente crise, e a dificuldade de crédito que lhe está associada, pode afectar seriamente a sobrevivência de algumas pequenas editoras - muitas delas responsáveis por linhas editoriais que contribuem notoriamente para o enriquecimento do nosso tecido cultural. Os grandes grupos e as grandes editoras têm logicamente outras possibilidades de defesa, se souberem articular inteligentemente a edição literária e a edição comercial e não caírem na armadilha de pensar que é editando "pior" que melhor se defendem das inevitáveis contracções do consumo. Até porque, em minha opinião, será a literatura mais ligeira (e uso a designação sem qualquer intenção pejorativa) aquela que mais sofrerá com os efeitos perversos de uma crise.

Sempre defendi que é preciso publicar o que "dá" para poder publicar o que "não dá". Nunca como nestes tempos será preciso compreender o que significa articular estes dois polos de uma mesma realidade. Se a edição já não é o território utópico em que o autor (o verdadeiro autor) era o sintagma nominal que justificava toda uma actividade; se o leitor se tornou, com a emergência da indústria editorial, o animal feroz que todos querem domesticar e compreender; se os editores (os verdadeiros editores) se confrontam hoje com o poder crescente das estruturas comerciais e de marketing; se o país está em crise (económica mas não só), cujos efeitos os potenciais compradores de livros sentem no bolso - então chegou a altura de compreender definitivamente que a edição é fundamental na educação de um povo e que não pode ser abandonada às flutuações dos ratings e às oscilações dos mercados. Pena é que os partidos políticos não o tenham ainda compreendido.

sábado, 21 de novembro de 2009

Portugal: Parceria distribuirá livros nos ônibus urbanos


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Fonte: BBC Brasil. Data: 13/11/2009.
Autor: Jair Rattner.
A empresa pública de transporte de Lisboa Carris e a editora Objectiva lançaram uma iniciativa para distribuir capítulos de livros nos ônibus da capital portuguesa com o objetivo de aumentar o número de leitores. A primeira leitura será distribuída no próximo dia 19 e se trata de um capítulo do livro Querido Gabriel, uma carta de um pai a um filho que sofre de autismo, do escritor norueguês Halfdan Freihow. O livreto terá 16 páginas e será produzido em formato de bolso (10x15cm). Segundo Alexandre Vasconcelos e Sá, da Objectiva, serão distribuídos 25 mil livros com capítulos ou trechos de livros que a editora está lançando. Ele explica que o livreto distribuído no transporte público funciona como um "aperitivo", impulsionando o leitor e usuário do transporte a comprar o livro.
"Nosso objetivo é aumentar o número de leitores em Portugal. Atualmente, Portugal é o país com menor número de leitores da União Europeia. Segundo as estatísticas, 54% dos portugueses não leem livros", afirmou Vasconcelos e Sá. "Pretendemos atingir o maior número de pessoas. Vamos distribuir nas linhas de maior movimento, no horário que transportamos mais passageiros", disse Luís Vale do Couto, secretário-geral da Carris. A empresa tem 750 ônibus e 55 bondes que transportam diariamente 600 mil passageiros. A editora investirá de 3.000 euros (R$ 7.700) para cada livro e a empresa Carris ficará encarregada da distribuição. "Para nós o investimento é mínimo. Apenas contratamos quatro promotoras, que são jovens estudantes que entrarão nos veículos com um uniforme e conversarão com os passageiros para ver se estão interessados em ler o livro", diz Vale do Couto.
Outras obras
Segundo a editora, a distribuição será direcionada e feita com base nos estudos de tráfego da empresa transportadora. Dessa forma, é possível identificar quais as linhas que transportam mais turistas, idosos, jovens, além dos horários de maior movimento para direcionar a leitura que mais interessaria os usuários. A lista das obras que serão publicadas e distribuídas nos ônibus de Lisboa já está definida. Depois da obra de Freihow, em dezembro será a vez de um trecho do livro "A Estirpe", do cineasta mexicano Guillermo del Toro. A lista inclui ainda um título brasileiro. "Vamos distribuir um livro com trechos do livro "Eu que amo tanto", da brasileira Marília Gabriela", diz Vasconcelos e Sá.
Fragrância
De acordo com a Carris, a parceria com a Objectiva faz parte de uma tentativa de fazer com que mais pessoas passem a deixar o carro em casa para andar em Lisboa. "Este é apenas um de vários projetos que têm a meta de mudar a imagem da empresa, fazer com que usem mais o transporte público", afirmou Vale do Couto. Um dos investimentos da empresa é em ter perfumes nos ônibus. "Nos ônibus novos, estamos introduzindo três fragrâncias, com cheiros típicos portugueses: canela, manjericão e o cheiro do Rio Tejo, ligeiramente cítrico".

sábado, 27 de junho de 2009

Mais de duas mil bibliotecas escolares em 13 anos.


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Fonte: Publico.PT. Data: 26/06/2009
Autora: Bárbara Wong
URL: http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1388784&idCanal=58
Há 13 anos, eram poucas as escolas com biblioteca no país: havia apenas 164 bibliotecas na Rede de Bibliotecas Escolares. Em 2009, os 2.º e 3.º ciclos estão totalmente cobertos, o secundário está acima dos 90 por cento e só o 1.º ciclo continua com um défice de bibliotecas, com cerca de 40 por cento de cobertura. Actualmente, são 900 no 1.º ciclo e 1163 nos ciclos seguintes. Cerca de um milhão de alunos tem acesso a bibliotecas escolares.
O mérito, diz um novo estudo de António Firmino da Costa, do Centro de Investigação e Estudos de Sociologia do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE), deve-se muito à "coordenadora com elevada capacidade de liderança" e a "um corpo técnico relativamente reduzido, mas muito competente e motivado". A coordenadora é Maria Teresa Calçada, que está à frente do projecto desde o início.Segundo o estudo, o objectivo nuclear do programa foi "largamente atingido", ou seja, dotar o país de uma rede de bibliotecas escolares. Este objectivo tem tido impactos "relevantes" na promoção da leitura e também na criação de bibliotecas modernas que, além dos livros, oferecem novos meios de literacia como os audiovisuais, informática e de informação. Em 13 anos, foram investidos 40 milhões de euros na qualificação, remodelação e apetrechamento de bibliotecas escolares. Houve também investimento indirecto, "igualmente importante", por parte do Ministério da Educação e apoios de bibliotecas públicas e autarquias.Os desafios que se propõe para o futuro são ampliar, diversificar e actualizar os fundos documentais e continuar a renovar instalações e equipamentos, sobretudo com novas tecnologias. O estudo propõe ainda o alargamento da formação de professores bibliotecários, bem como de outros profissionais das equipas das bibliotecas.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Enciclopédia Virtual da Expansão Portuguesa


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URL: http://www.cham.fcsh.unl.pt/eve/index.php?lang=pt
A Enciclopédia Virtual da Expansão Portuguesa é um projecto desenvolvido pelo Centro de História de Além-Mar unidade de investigação interuniversitária, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e da Universidade dos Açores, que pretende disponibilizar a todos os interessados conteúdos multimédia de natureza científica, educativa e cultural sobre a temática dos Descobrimentos e da Expansão Portuguesa.
Ela destina-se a um público vasto, dentro e fora de Portugal, incluindo alunos do ensino secundário, estudantes e investigadores do meio universitário, profissionais da comunicação social e todos os interessados em História dos Descobrimentos e da Expansão Portuguesa.
O sítio disponibiliza artigos, imagens, mapas, cronologias e genealogias, de carácter sintético, mas dotados de grande fiabilidade científica, encontrando-se em permanente ampliação e actualização. Tais materiais são produzidos por professores e investigadores do meio académico, e validados por uma Comissão Científica composta pelos mais reputados historiadores nacionais e estrangeiros.
O projecto abrange uma vasta área geográfica, que vai desde os Açores até ao Japão, e um intervalo de tempo compreendido entre o início do século XV e o final do século XVIII. O carácter bilingue da Enciclopédia Virtual da Expansão Portuguesa pretende torná-la num incontornável meio para a divulgação internacional da história e da historiografia da presença portuguesa no mundo, ainda que, por razões de ordem técnica, o ritmo da tradução para a língua inglesa não possa estar a par da colocação em linha das entradas redigidas em Português e vice-versa. Sublinha-se o carácter nacional da empresa expansiva portuguesa, mas também a sua inserção numa quadro europeu mais vasto e a sua importância para uma nova consciência europeia emergente, suspensa hoje entre a crítica e a apologia do processo expansivo Ocidental.
Vale a pena fazer uma busca nesse sítio, cujo conteúdo informacional é muito rico.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Portugal: banda larga para todos?


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Portugal estuda universalizar banda larga
Fonte: Tele Síntese. Data: 08/06/2009

A Comissão Europeia estuda incluir a banda larga como um serviço de universalização, mas alguns países já se antecipam a essa proposta, entre eles Portugal. Mário Lino, ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações confirmou à imprensa portuguesa que seu governo está estudando a possiblidade de transformar a internet banda larga em um serviço universal. A idéia, explicou, é fazer uma licitação internacional para escolher a empresa que passaria a ter a obrigação de universalizar o serviço em Portugal.

Portugal: melhora o acesso à internet


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Portugal supera média da União Europeia em acessos à Internet
Fonte: Portal Imprensa. Data: 09/02/2009.
Nesta segunda-feira (09), a Agência para a Sociedade do Conhecimento (Umic) apontou que o acesso à Internet em Portugal de pessoas com ensino médio e superior completo supera às médias registradas na União Europeia.
Enquanto no grupo a média para quem tem ensino médio e superior foi de 67% e 89%, respectivamente, em Portugal 87% dos portugueses com ensino médio completo utilizam a rede de computadores, e 91% dos portugueses são usuários da Internet.
Individualmente, Portugal ainda está atrás de Holanda, Luxemburgo, França e Suécia, informou a agência de notícias Ansa. Entre os estudantes portugueses, 97% recorrem à internet e 98% ao computador, ante 94% e 96% da média da União Europeia.

domingo, 28 de dezembro de 2008

Alto preço do livro em Portugal


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Lobo Antunes critica preços dos livros
Fonte: Jornal de Notícias. Data: 28/12/2008
URL: http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Cultura/Interior.aspx?content_id=1064110
O escritor António Lobo Antunes considerou sábado no Porto que os livros em Portugal são "indecentemente caros", referindo que "há países com maior poder de compra onde são muito mais baratos", como Alemanha, Holanda e Noruega.
O autor de "Arquipélago da Insónia", publicado este ano e que já vai na sétima edição, falou durante a cerimónia em que recebeu o Prémio Clube Literário do Porto, com um valor pecuniário de 25.000 euros.
Lobo Antunes, de 68 anos, foi apresentado pelo jornalista, comentador e professor Carlos Magno como um autor que "escreve sobre a contemporaneidade como poucos o fazem neste país", fazendo uso de uma "ironia absolutamente a toda a prova".
O escritor disse que não podia deixar de estar no Porto para receber o prémio, por ter "uma dívida de gratidão muito grande para com a cidade", que vem do tempo em que esteve internado num hospital lisboeta, a lutar contra um cancro.
"Quando há dois anos estive muito doente, recebi sete, oito mil cartas e a maior parte eram do Porto. Isso é uma coisa que nunca poderei pagar", explicou.
O autor falou sobre a sua doença, a morte, a escrita, a cultura, a guerra, o preço dos livros, entre outros temas.
Disse por exemplo que os governos pouco têm feito pela cultura desde o 25 de Abril de 1974.
"Quem tem trabalhado com a cultura são as autarquias e são fundações" como aquela a que está ligado o Clube Literário do Porto, a Fundação Dr. Luís de Araújo, defendeu.
Como autor, o que o move é "tentar colocar em palavras o que por definição é impossível contar em palavras, como as emoções ou os impulsos".
Lobo Antunes evocou Ernesto Melo Antunes, que foi um dos ideólogos do 25 de Abril e morreu há nove anos, tendo mantido com ele uma grande amizade.
"A morte de um amigo é uma coisa irreparável", resumiu, para depois acrescentar que "o que aparece nos livros são estas coisas todas, ou seja, a vida".
"Os portugueses vivem tão mal e os livros são tão indecentemente caros!", criticou, em seguida, frisando que "que quem lê não são as classes altas, é a classe média baixa, como se pode observar nas feiras do livro".
O presidente da Fundação Dr. Luís de Araújo, Augusto Morais, ofereceu a Lobo Antunes um elefante prateado, que definiu como sendo "uma provocação à memória" do escritor.
O autor de "Memoria de Elefante", o seu primeiro livro, lançado em 1979, recordou que ninguém, na altura, queria publicar este livro, que acabou por ser um êxito editorial.
Perante uma plateia constituída por várias dezenas de pessoas, entre elas muitos jovens, Lobo Antunes falou sobre a sua experiência enquanto doente com um cancro, dizendo que viveu então "uma mistura de sentimentos" e que passou depois "dois meses sentado numa cadeira, completamente vazio".
Segundo Lobo Antunes, a doença deu-lhe outra perspectiva sobre a vida.
"A gente passa a jogar com as cartas para cima; não há nada para esconder", sustentou.
António Lobo Antunes revelou à comunicação social que poderá haver um novo livro seu "talvez para o fim do ano que vem".
"Não depende só de mim, penso que sim, se for capaz de o acabar", completou.
O Prémio Clube Literário do Porto tem "um significado muito maior do que um prémio no estrangeiro, por maior nome que o prémio tenha".
"É para as pessoas do meu país que eu escrevo", justificou.
Esta é a quarta edição do Prémio Clube Literário do Porto, que nos anos anteriores distinguiu os escritores Mário Cláudio, Armando Baptista Bastos, e Miguel Sousa Tavares.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Ranking mundial de internet: Portugal: 28; Brasil: 59


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Acaba de sair o documento “The Global Information Technology Report 2007-2008”, divulgado pelo Fórum Econômico Mundial, com sede na Suíça. Esse estudo faz um panorama dos desempenhos de regiões e países no âmbito da tecnologia da informação, indicando pontuações para cada país analisado. São levados em considerações aspectos como infra-estrutura, leis ligadas à tecnologia e formas como os indivíduos, governos e empresas utilizam a tecnologia.
Portugal ocupa a 29ª posição e o Brasil a 59ª. O Brasil perdeu seis posições.
Esse levantamento é realizado pela INSEAD, uma universidade de negócios francesa, a pedido do Fórum Econômico Mundial sendo publicado anualmente desde 2001.
O texto pode ser consultado no URL: http://www.weforum.org/en/initiatives/gcp/Global%20Information%20Technology%20Report/index.htm
Abaixo a tabela com as posições dos 127 países analisados no relatório mais recente.
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The Networked Readiness Index 2007–2008 rankings
2007–2008 rank Country/ Economy Score
1 Denmark 5.78
2 Sweden 5.72
3 Switzerland 5.53
4 United States 5.49
5 Singapore 5.49
6 Finland 5.47
7 Netherlands 5.44
8 Iceland 5.44
9 Korea, Rep. 5.43
10 Norway 5.38
11 Hong Kong SAR 5.31
12 United Kingdom 5.30
13 Canada 5.30
14 Australia 5.28
15 Austria 5.22
16 Germany 5.19
17 Taiwan, China 5.18
18 Israel 5.18
19 Japan 5.14
20 Estonia 5.12
21 France 5.11
22 New Zealand 5.02
23 Ireland 5.02
24 Luxembourg 4.94
25 Belgium 4.92
26 Malaysia 4.82
27 Malta 4.61
28 Portugal 4.60
29 United Arab Emirates 4.55
30 Slovenia 4.47
31 Spain 4.47
32 Qatar 4.42
33 Lithuania 4.41
34 Chile 4.35
35 Tunisia 4.33
36 Czech Republic 4.33
37 Hungary 4.28
38 Barbados 4.26
39 Puerto Rico 4.25
40 Thailand 4.25
41 Cyprus 4.23
42 Italy 4.21
43 Slovak Republic 4.17
44 Latvia 4.14
45 Bahrain 4.13
46 Jamaica 4.09
47 Jordan 4.08
48 Saudi Arabia 4.07
49 Croatia 4.06
50 India 4.06
51 South Africa 4.05
52 Kuwait 4.01
53 Oman 3.97
54 Mauritius 3.96
55 Turkey 3.96
56 Greece 3.94
57 China 3.90
58 Mexico 3.90
59 Brazil 3.87
60 Costa Rica 3.87
61 Romania 3.86
62 Poland 3.81
63 Egypt 3.74
64 Panama 3.74
65 Uruguay 3.72
66 El Salvador 3.72
67 Azerbaijan 3.72
68 Bulgaria 3.71
69 Colombia 3.71
70 Ukraine 3.69
71 Kazakhstan 3.68
72 Russian Federation 3.68
73 Vietnam 3.67
74 Morocco 3.67
75 Dominican Republic 3.66
76 Indonesia 3.60
77 Argentina 3.59
78 Botswana 3.59
79 Sri Lanka 3.58
80 Guatemala 3.58
81 Philippines 3.56
82 Trinidad and Tobago 3.55
83 Macedonia, FYR 3.49
84 Peru 3.46
85 Senegal 3.46
86 Venezuela 3.44
87 Mongolia 3.43
88 Algeria 3.38
89 Pakistan 3.37
90 Honduras 3.35
91 Georgia 3.34
92 Kenya 3.34
93 Namibia 3.33
94 Nigeria 3.32
95 Bosnia and Herzegovina 3.22
96 Moldova 3.21
97 Mauritania 3.21
98 Tajikistan 3.18
99 Mali 3.17
100 Tanzania 3.17
101 Gambia, The 3.17
102 Guyana 3.16
103 Burkina Faso 3.12
104 Madagascar 3.12
105 Libya 3.10
106 Armenia 3.10
107 Ecuador 3.09
108 Albania 3.06
109 Uganda 3.06
110 Syria 3.06
111 Bolivia 3.05
112 Zambia 3.02
113 Benin 3.01
114 Kyrgyz Republic 2.99
115 Cambodia 2.96
116 Nicaragua 2.95
117 Suriname 2.91
118 Cameroon 2.89
119 Nepal 2.88
120 Paraguay 2.87
121 Mozambique 2.82
122 Lesotho 2.79
123 Ethiopia 2.77
124 Bangladesh 2.65
125 Zimbabwe 2.50
126 Burundi 2.46
127 Chad 2.40

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