sábado, 25 de maio de 2013
Disponível o nº 18 revista Prisma.Com
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Publicado por Paulo Barreiro de Sousa
Assunto: CETAC, Ciência da Informação, informação científica, investigação, Revista Prisma.com
quarta-feira, 27 de junho de 2012
Japão: um milhão de artigos em acesso livre
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Publicado por Murilo Cunha
Assunto: Acesso Livre, informação científica, Japão
sábado, 31 de março de 2012
Evento: Informação e Inovação
0 Comentários sábado, março 31, 2012
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: Evento, informação científica
Tefko Saracevic será o conferencista de abertura do Seminário sobre Informação e Inovação, organizado pelo PPGCI da UFRJ-Ibict no Rio de Janeiro. O tema da conferência de abertura será Recursos Inovadores de Informação para Qualidade de Vida e Sustentabilidade.
O evento será realizado na cidade do Rio no período de 09 a 11 de maio de 2012. O Seminário tem como temática central a relação entre Informação e Inovação, em seus múltiplos aspectos, com o objetivo de promover o debate e o desenvolvimento das questões relativas às políticas, iniciativas e empreendimentos em distintos setores de atividades do país.
Os conteúdos temáticos do evento foram definidos com base nas áreas estratégicas do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação – MCTI, agregados em três campos:
Energia e Desenvolvimento
Saúde e Qualidade de Vida
Ambiente e Sustentabilidade
Maiores informações em http://www.ppgci.ufrj.br/
sábado, 25 de fevereiro de 2012
Chamada de novos trabalhos para a Prisma.com n.º 17 - até 31 de março de 2012
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Publicado por Paulo Barreiro de Sousa
Assunto: informação científica, Open Access, Revista Prisma.com
Consulte a Prisma.Com @ Facebook
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Novo número da Prisma.Com - edição n.º 15 2011
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Publicado por Paulo Barreiro de Sousa
Assunto: Ciência da Informação, informação científica, profissional da informação, Revista Científica, Revista Prisma.com
Consulte: Editorial do n.º 15 da Prisma.Com
terça-feira, 6 de setembro de 2011
Abertas candidaturas ao RCAAP
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Publicado por Paulo Barreiro de Sousa
Assunto: informação científica, RCAAP, Repositório, Repositório Científico de Acesso Aberto de Portugal
As candidaturas podem ser apresentada por instituições científicas e do ensino superior nacional e este concurso diz respeito à criação de repositórios institucionais em regime de SARI (Serviço de Alojamento de Repositórios Institucionais).
O SARI é um serviço de alojamento gratuito destinado às instituições do sistema científico e do ensino superior, tendo ainda associados vários serviços como a gestão e manutenção da infra-estrutura, cópias de segurança e serviço de helpdesk.
Fonte: iGOV
sexta-feira, 10 de junho de 2011
Novo número da Prisma.Com: Edição n.º 14 2010 (Especial Videojogos2010)
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Publicado por Paulo Barreiro de Sousa
Assunto: Ciência da Informação, informação científica, profissional da informação, Revista Científica, Revista Prisma.com
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
Disponibilização do n.º 13 (Dez. de 2010) da revista Prisma.Com
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Publicado por Paulo Barreiro de Sousa
Assunto: Ciência da Informação, informação científica, profissional da informação, Revista Científica, Revista Prisma.com
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Chamada de novos trabalhos para a Prisma.com - até 31 de Outubro de 2010
0 Comentários sexta-feira, outubro 15, 2010
Publicado por Paulo Barreiro de Sousa
Assunto: informação científica, periódico de acesso livre, Revista Prisma.com
PRISMA.COM, propriedade da unidade de investigação CETAC.Media (Centro de Estudos em Tecnologias, Artes e Ciências da Comunicação), é uma publicação on-line dedicada à pesquisa de temas, problemas e casos de intersecção e convergência das novas tecnologias digitais com a complexidade dos fenómenos de informação e comunicação.
A publicação das colaborações será sujeita a avaliação prévia, por especialistas, em regime de anonimato.
Os artigos devem respeitar as normas e estilos de redacção, e ser submetidos por via electrónica, para o e-mail da Revista Prisma.Com.
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Portal de anais de eventos científicos
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Publicado por Murilo Cunha
Assunto: anais de eventos, congresso cientifico, informação científica
URL: http://www.osti.gov/scienceconferences
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Periódicos indexados no ISI WOS
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Publicado por Murilo Cunha
Assunto: bibliometria, informação científica, Periódicos
Murilo Cunha
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Leitores 2.0
1 Comentários terça-feira, agosto 18, 2009
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: Acesso à Informação, hábito de leitura, informação científica
Autores: Sofia Moutinho & Bernardo Esteves .
Fonte: Ciência Hoje On-line. Data: 13/08/2009.
URL: http://cienciahoje.uol.com.br/151119
Na era da web 2.0, os cientistas estão lendo mais artigos científicos, sem precisar gastar mais tempo com essa tarefa. As responsáveis por isso são as novas técnicas de busca, indexação e recuperação de informação das publicações digitais. O diagnóstico é de dois cientistas da informação da Universidade de Illinois (EUA), que apostam que essa tendência vai se acentuar ainda mais nos próximos anos.
A internet tornou a leitura de artigos científicos mais seletiva e eficiente
As novas ferramentas de publicação científica permitem que os cientistas sejam mais seletivos, filtrem melhor as informações relevantes e desenvolvam estratégias mais eficientes de leitura. A conclusão é de Allen Renear e Carole Palmer, que discutem essa tendência em artigo da Science desta semana. Ler vários artigos simultaneamente e lançar mão de outros recursos para maximizar a leitura já eram um hábito na rotina dos cientistas. A diferença, apontam os autores, é o uso em ampla escala de ferramentas próprias do ambiente digital, aliada à tendência das publicações científicas de construir redes hipertextuais de artigos. O impacto disso sobre o cotidiano dos pesquisadores é palpável.
De acordo com dados citados pelos autores, o número de artigos lidos por cientista em 2005 era cerca de 50% maior do que no início dos anos 1990, sem que o tempo de leitura tenha aumentado. Na verdade, o tempo gasto para ler cada artigo diminuiu drasticamente: entre o final dos anos 1970 e meados dos anos 1990, a média era de quase 50 minutos; desde então, ela é de pouco menos de meia hora. A seletividade é uma das características essenciais da nova leitura on-line. Para os pesquisadores 2.0, ler é também editar.
“No meio digital, os cientistas podem identificar os segmentos de texto mais relevantes para eles de forma mais eficiente”, explica Carole Palmer à CH On-line. “Hoje eles usam seu tempo na leitura desses segmentos e não no texto como um todo.” Revolução Os autores situam no fim dos anos 1990 o que eles não hesitam em qualificar como revolução na forma de ler e publicar artigos científicos.
Entre os responsáveis por isso está a linguagem XML (sigla em inglês para “linguagem de marcação extensível”, em tradução livre), que permite a criação de documentos com uma organização hierárquica dos dados e tornou possível a criação de bancos de dados científicos interligados na internet. Desde então, o uso de ferramentas de busca especializadas, bancos de dados e repositórios de artigos científicos virou rotina na vida dos cientistas.
Bancos de artigos como o MedLine ou PubMed permitem encontrar artigos específicos com grande agilidade e têm ferramentas que possibilitam, com poucos cliques, checar as referências bibliográficas ou ler artigos similares com as mesmas palavras-chave, autores ou instituições. Renear e Palmer acreditam que, na próxima década, os cientistas mudarão a narrativa de seus artigos em função dos recursos da internet e que as suas estratégias de leitura serão ainda mais desenvolvidas. Os textos da rede, apostam eles, tendem a ser cada vez mais repletos de links gerados automaticamente ou pelos próprios usuários.
“Já há muitas narrativas diferentes em blogs, por exemplo, e creio que virão outras mudanças moldadas pelas tecnologias de leitura”, prevê Palmer. “É o momento certo para que autores e editores inovem.”
Novos hábitos de leitura no Brasil Para entender como os cientistas brasileiros estão vivenciando essa mudança nos hábitos de leitura e publicação de artigos, a CH On-Line ouviu alguns de seus colunistas e ex-colunistas, pesquisadores de diferentes áreas e gerações. Eles reconhecem que estão lendo cada vez mais artigos.
“Leio um número maior de artigos do que há 10 anos, ainda que o número de horas disponíveis para isso naturalmente não possa crescer no mesmo ritmo da acessibilidade”, atesta a neurocientista Suzana Herculano-Houzel, de 36 anos, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). “Gosto muito da disponibilidade instantânea de artigos novos, mas aprecio enormemente a rapidez de acesso também a publicações mais antigas, que consulto muito on-line.”
Os pesquisadores que ouvimos confirmam também uma maior seletividade ao lidar com um volume maior de informação. “Leio muito mais, mas de maneira mais diagonal”, conta o físico Adilson de Oliveira, 42 anos, professor da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). “Com a internet, recebo a lista de artigos publicados nas principais revistas do meu interesse e, em função do título, leio o artigo inteiro.” Mas nem todos os pesquisadores ouvidos apontaram mudanças na forma como leem os artigos. “A internet afetou a quantidade de artigos de que tomo conhecimento, mas não a forma como os leio”, pondera o físico Carlos Alberto dos Santos, 62 anos, professor aposentado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). “Continuo lendo apenas os artigos que atendem às minhas necessidades bibliográficas, que imprimo e leio no papel.” Já o geneticista Sergio Danilo Pena, 61 anos, professor da Universidade Federal de Minas Gerais, aponta a agilidade como principal diferencial da digitalização dos periódicos. “Com a internet tenho acesso às publicações com muito maior rapidez. Antes, eu pedia separatas dos artigos, que demoravam meses para chegar. Hoje o acesso é instantâneo, leio os artigos assim que são publicados.”
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Visual Complexity
0 Comentários quarta-feira, julho 01, 2009
Publicado por Paulo Barreiro de Sousa
Assunto: Arquitectura de Informação, Design da Interacção, informação científica, Visualização da Informação
Manuel Lima is an interaction designer, information architect and design researcher. He currently works as a Senior User Experience Designer at Nokia’s NextGen Software & Services in London. Manuel is also a frequent speaker in conferences and festivals around the world, on the topic of Information Visualization, in particular the visualization of complex networks.
Manuel Lima | Visual Complexity from digup.tv on Vimeo.
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Falsa revista
2 Comentários sexta-feira, maio 15, 2009
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: informação científica, Periódicos
Investigação da revista The Scientist aponta para uma publicação por demais suspeita, patrocinada pela indústria farmacêutica Merck, na gigante editorial de revistas científicas Elsevier Rubens Pazza e Karine Frehner Kavalco escrevem para o “Observatório da Imprensa”:
Duvidar da eficácia, segurança e resultados divulgados pelas empresas farmacêuticas, sem qualquer base, pode ser taxado de extremismo. O caso em questão parece teoria da conspiração, mas, infelizmente, trata-se da mais pura verdade. Denunciada inicialmente há algumas semanas pelo jornal The Australian, uma investigação da revista The Scientist aponta para uma publicação por demais suspeita, patrocinada pela indústria farmacêutica Merck, na gigante editorial de revistas científicas Elsevier.
Cientistas, médicos e acadêmicos foram recrutados pela empresa farmacêutica Merck para endossar artigos que atestam a segurança do seu medicamento Vioxx. Este antiinflamatório, lançado em 1999 e usado por cerca de 80 milhões de pacientes, teve muito sucesso por ser eficiente e não causar problemas estomacais. No entanto, após várias denúncias de problemas cardíacos causados pelo seu uso, o produto foi retirado do mercado em 2004.
A denúncia da manutenção de um periódico destinado à promoção dos produtos da Merck veio à tona durante o julgamento da indústria, em processo por causa dos efeitos colaterais deste medicamento, e foi primeiro divulgada no jornal The Australian, no dia 9 de abril deste ano.De acordo com a denúncia, a Merck, Sharp and Dohme Austrália (MSDA) teria patrocinado vários números de uma publicação da Excerpta Medica, uma subdivisão da gigante editorial Elsevier – a revista Australasian Journal of Bone and Joint Medicine. A revista não é indexada no Medline e não tem website.
Valor do patrocínio não foi reveladoNo dia 30 de abril, a revista The Scientist publicou alguns trechos do depoimento do médico australiano George Jelinek, membro de uma associação de editores, que fez a análise das publicações.
No depoimento, Jelinek afirma que mesmo para muitos especialistas, os artigos publicados entre 2003 e 2004 parecem tratar de artigos científicos perfeitamente genuínos, que passaram por revisão aos pares, o método tradicional de publicações científicas.
No entanto, o médico afirma que "somente uma inspeção profunda das revistas, juntamente com o conhecimento das revistas e convenções de publicações médicas, permitiram que eu pudesse determinar que a revista não era, de fato, uma publicação médica avaliada por pares, mas sim, uma publicação de marketing para a Merck, Sharp and Dohme Australia (MSDA)".
Jelinek também notou que quatro dos 21 artigos do primeiro número da revista eram sobre o medicamento para osteoporose Fosamax (marca registrada de Merk, Sharp and Dohme Australia, certamente). No segundo número, dos 29 artigos, nove eram sobre o Vioxx e 12 sobre o Fosamax. Todos os artigos apontam conclusões positivas para os produtos da MSDA. Outro caso interessante são alguns artigos de revisões publicados, contendo apenas uma ou duas referências, assinados por B & J editorial. Assume-se que B & J sejam as iniciais de Bone and Joint, parte do nome da referida revista. Trata-se de um mecanismo interessante para que os proprietários da revista exponham suas opiniões podendo passar despercebidos por leitores desavisados. Estas publicações podem ser caracterizadas como puro marketing, e nada de científico.
De acordo com as explicações da MSDA, a Elsevier compreende que esta seja uma publicação complementar que leva resumos e compilações de artigos publicados em outras revistas avaliadas por pares e publicadas pela editora, incluindo a respeitada revista Lancet.
Entretanto, a Elsevier afirma que não considera uma publicação de compilações como sendo uma revista científica. Embora não apareça em nenhum número da revista, tanto a Elsevier quanto a MSDA afirmam que a publicação era patrocinada pela MSDA, mas o valor não foi revelado."Teorias da conspiração"Como se não bastasse esta revista, a Elsevier admitiu que publicou entre 2000 e 2005 seis revistas patrocinadas por indústrias farmacêuticas que pareciam ser revistas avaliadas por pares, mas não divulgavam o patrocínio.A editora afirma estar reexaminando suas publicações após as denúncias de irregularidades, mas, embora tenha divulgado as revistas patrocinadas, não divulgou quais as empresas farmacêuticas eram patrocinadoras.As publicações científicas sérias, avaliadas por pares, em geral podem ser de duas formas. Pagas por propagandas e assinatura das revistas e venda de reprints (excerto de determinado artigo individualmente); ou pagas pelos autores e liberadas ao público, em geral gratuitamente.Não é incomum que as empresas patrocinem números suplementares em revistas indexadas e avaliadas por pares, com compilações de artigos publicados que sejam interessantes para ela, para que possam divulgar e distribuir tais artigos gratuitamente.Essa prática está associada à divulgação da empresa, o que faz com que os leitores tenham em mente que se trata do "lado bom" dos resultados de seus produtos, não descartando um possível "lado ruim".
No entanto, o caso da Merck e das outras cinco publicações da Elsevier não passa de puro marketing, com o propósito de enganar os leitores, pela não divulgação de quem está patrocinando a publicação. Ou seja, tal prática pode fazer com que os leitores achem que não há um "lado ruim" no uso destes medicamentos.
É interessante que nada disso tenha sido divulgado pela imprensa brasileira. O que parece uma teoria da conspiração, neste caso, trata-se da mais pura verdade. E o silêncio da imprensa nacional pode reforçar as especulações com relação a outras teorias da conspiração envolvendo corporações...(Observatório da Imprensa, 12/5)
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Cresce a produção científica brasileira
0 Comentários quinta-feira, maio 14, 2009
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: bibliometria, informação científica
Fonte: Agência FAPESP. Data: 14/5/2009.
URL: http://www.agencia.fapesp.br:80/materia/10488/questao-de-qualidade.htm
Por Fábio de Castro
A ciência brasileira ganhou mais visibilidade global: o número de revistas científicas nacionais indexadas na base de dados internacional Web of Science-ISI (WoS) aumentou 205% entre 2002 e 2008.
A razão do aumento, de acordo com especialistas em cientometria e com a empresa Thomson Reuters, responsável pela WoS, é o crescimento do interesse mundial pela pesquisa científica brasileira, considerada de alta qualidade.
Esse aumento da presença brasileira na base WoS não significa que a produção científica nacional tenha crescido no mesmo percentual. Segundo pesquisadores da área de cientometria, ouvidos pela Agência FAPESP, a declaração do ministro da Educação Fernando Haddad de que teria ocorrido no Brasil um aumento de mais de 50% no número de artigos publicados em apenas um ano (de 2007 a 2008), o que seria inédito no país e no mundo, não se justifica.
Segundo José Claudio Santos, gerente regional da Thomson Scientific para a América do Sul, desde 2006 a empresa tem procurado agregar à base de dados uma maior quantidade de conteúdos da região. Com a inclusão de novos periódicos, a presença brasileira na base aumentou 56% de 2007 para 2008."A comunidade internacional estava cobrando isso, porque estão sendo divulgadas continuamente notícias sobre a excelente qualidade da produção científica brasileira, especialmente nas áreas de energias alternativas, agricultura e ciências sociais. Havia demanda por um conjunto de dados que não tínhamos na base e começamos a indexar informação", disse Santos à Agência FAPESP."O que aumentou foi a presença latino-americana na base de dados e o Brasil liderou esse processo de crescimento, o que é excelente. Mas isso não ocorreu devido aos investimentos do governo em ciência, como foi dito. Os investimentos continuam baixos.
A razão maior foi que nos dois últimos anos foram indexadas novas revistas", disse Rogerio Meneghini, coordenador científico do programa Scientific Electronic Library Online (SciELO), criado em 1997 por meio de uma parceria entre a FAPESP e o Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde (Bireme).Segundo Meneghini, além da nova orientação da Thomson para englobar países em desenvolvimento, a empresa tem concentrado o foco em áreas temáticas como mudanças climáticas, biodiversidade, saúde pública e algumas disciplinas das ciências sociais.
"O Brasil estava bem em todas essas áreas e, por conta disso, acabou se destacando entre os outros países do continente que ganharam mais espaço na WoS", explicou.
Em artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo de 12 de maio, Meneghini desmentiu a versão que atribuía aos investimentos federais um suposto aumento na produção científica. Para ele, é possível que o governo tenha se equivocado ao deparar com os dados da WoS."Os dados sobre o aumento da indexação de periódicos brasileiros na WoS não estão disponíveis na internet. Eu os obtive à parte. Quando o governo alardeou os números como se fossem fruto de seus investimentos, logo percebi o equívoco. Acredito, supondo boa fé, que eles tenham se empolgado com os ótimos números e assim chegaram a conclusões erradas", afirmou um dos principais especialistas brasileiros em cientometria.
Meneghini destaca que mais investimentos públicos nas revistas científicas brasileiras poderiam aumentar ainda mais a visibilidade da ciência nacional."Seria preciso criar certas políticas. Não basta investir dezenas de milhões de dólares anualmente para manter um portal que dá aos cursos de pós-graduação acesso às revistas nacionais - embora esse seja um produto importante. É preciso também investir nas revistas nacionais, o que não é feito", afirmou.
De acordo com Santos, os critérios da Thomson para a indexação de revistas impressas e eletrônicas permanecem os mesmos. "Só são indexadas na base as revistas que obedecem a cinco critérios básicos: habilidade de publicar e distribuir a tempo; uso de convenções internacionais para a parte editorial; publicação preferencial em inglês; conteúdo editorial - como resumos e palavras-chave - também em inglês; e diversidade internacional", explicou o responsável pela área comercial, editorial e de estudos bibliométricos da Thomson no continente.
O aumento da participação latino-americana na base WoS, segundo Santos, foi de 154% entre 2002 e 2008. "Em 2002, tínhamos 63 revistas do continente indexadas. Fechamos 2008 com 160, sendo 64 delas revistas brasileiras.
De todos os países - Brasil, México, Chile, Argentina e Colômbia -, o Brasil foi o que mais teve aumento no número de indexações: 205%."Conclusões distorcidasPara Leandro Innocentini Lopes de Faria, professor do Departamento de Ciência da Informação do Centro de Educação e Ciências Humanas da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), independentemente da maneira como foi divulgado, o aumento da presença brasileira na WoS é animador - com a nova situação, o país passa da 15ª para a 13ª posição entre os países com mais artigos publicados na base de dados."A maneira de divulgar é que foi um tanto estranha, já que o suposto crescimento da produção científica era artificial, provocado pelo aumento do número de periódicos.
Mas a boa notícia é que a ciência brasileira ganhou mais espaço", afirmou o professor.Lopes de Faria é autor de estudo com base na WoS e no Portal Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), que será publicado na próxima edição dos Indicadores de Ciência, Tecnologia e Inovação em São Paulo, da FAPESP.
"Nos indicadores que criamos, analisamos a produção científica considerando que a base de dados utilizada tem uma coleção constante. Se o universo de revistas é o mesmo, podemos calcular o crescimento da produção científica a partir dali. Entretanto, a partir do momento em que a WoS aumenta o número de revistas indexadas, não se pode mais comparar com o ano anterior, ou as conclusões ficariam obviamente distorcidas", afirmou.
Segundo Lopes de Faria, o banco de dados da WoS vinha sendo frequentemente utilizado para a produção de indicadores justamente por manter uma coleção constante de revistas. Em contrapartida, o ponto negativo da base era o fato de que esse conjunto, embora estável, tinha pouca representação de revistas brasileiras."A falta de periódicos brasileiros era muito criticada e agora está havendo um ajuste, deixando o conjunto mais representativo. Mas se trata de um momento de mudança, o que inviabiliza análises conclusivas neste momento. A base só poderá ser usada agora para avaliar o crescimento da produção científica dentro de alguns anos, a não ser que a WoS faça uma inclusão retroativa das edições das novas revistas indexadas que foram publicadas nos últimos anos", explicou.
Importância do SciELO
Segundo Abel Packer, diretor da Bireme e um dos idealizadores do SciELO, ao lado de Meneghini, a melhora na qualidade dos periódicos nacionais foi decisiva para o aumento de sua presença na WoS."Embora tenham ampliado os critérios, eles não os relaxaram. O fato é que há uma grande melhora nos periódicos, que vem sendo explicitada pelo SciELO. Com isso, ficou impossível para os organismos internacionais ignorar a ciência que vem sendo feita no Brasil", afirmou.
Para Packer, o programa apoiado pela FAPESP teve um papel proativo no registro de um aumento das publicações científicas latino-americanas. "O SciELO demonstrou que temos um conjunto significativo de periódicos de qualidade que merece indexação internacional. Temos contribuído para dar às revistas brasileiras maior visibilidade nacional e internacional, o que se reflete em um número grande e crescente de downloads de artigos nas coleções SciELO, além do aumento do número de citações, que reflete o impacto dessa produção científica", disse.
Ao longo do desenvolvimento da coleção SciELO, uma série de periódicos atingiu um número de fator de impacto maior que 1, algo então inédito no país. Isso se deveu, segundo Packer, à constante avaliação crítica feita pelo programa em sua seleção de artigos, cuja consequência é uma melhora de qualidade gradual dos periódicos."Gostaria de fazer uma crítica aos índices internacionais como a WoS, que sempre olharam nossos periódicos como produtos de segunda categoria. Chamávamos há muito tempo a atenção para que nossas revistas tivessem uma cobertura mais ampla devido à sua qualidade. Finalmente obtivemos sucesso, mas essa mudança chegou bem tarde", destacou.
Mais qualidade
Para a cientometrista Jacqueline Leta, professora do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a notícia de que o Brasil agora passa a ser o 13º país do mundo com mais artigos publicados na WoS deve ser comemorada."É uma excelente notícia. O que é ruim é a forma como foram apresentadas as causas desse crescimento - ele foi causado muito mais pela inserção de mais periódicos na base WoS do que por um aumento das publicações.
A Capes tem grandes méritos, mas não fez nada sozinha", disse.Essa indexação de novos periódicos brasileiros, segundo ela, foi resultado de uma grande negociação e muitas articulações feitas entre a Thomson e a comunidade científica brasileira."Houve todo um processo editorial que levou à melhora em todos os quesitos das revistas, desde a submissão até a publicação. Tudo isso garantiu a esse periódicos uma avaliação melhor. Se não tivessem qualidade, também não entrariam na base", apontou.
Segundo Jacqueline, é preciso ressaltar que as bases como a WoS têm limites de catalogação de periódicos. Por isso seus organizadores restringem a indexação às revistas com maior reconhecimento mundial. "As bases fazem um recorte na literatura científica mundial. Não haveria capacidade técnica ou econômica para incluir todos os periódicos do mundo", explicou.
Os periódicos dos Estados Unidos, segundo Jacqueline, tradicionalmente dominam as bases de dados da WoS. "Se pensarmos em termos demográficos, talvez a China tenha o maior número de periódicos do mundo, mas não está representada de forma tão concentrada como outros países de grande tradição científica. Por isso, a produção científica de um país não é necessariamente proporcional ao número de artigos publicados na base. Os números precisam sempre ser entendidos levando-se em conta a dimensão da base", disse
quarta-feira, 18 de março de 2009
Mapa do Conhecimento
0 Comentários quarta-feira, março 18, 2009
Publicado por Paulo Barreiro de Sousa
Assunto: conhecimento, informação científica, Representação da Informação
A new map of knowledge has been assembled by scientists at the research library of the Los Alamos National Laboratory. It is based on electronic data searches in which users moved from one journal to another, thus establishing associations between them. [...]In the map, published in the current issue of PLoS One, the journals are color-coded as follows: physics, light purple; chemistry, blue; biology, green; medicine, red; social sciences, yellow; humanities, white; mathematics, purple; and engineering, pink. The interconnecting lines reflect the probability that a reader will click from one journal to another on the computer screen.
quinta-feira, 12 de março de 2009
Situación de los repositorios institucionales en España: informe 2009
0 Comentários quinta-feira, março 12, 2009
Publicado por Paulo Barreiro de Sousa
Assunto: Acesso Livre, informação científica, Open Access, recursos de informação, Repositório
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Histórias de sucesso na área da investigação
2 Comentários quarta-feira, janeiro 28, 2009
Publicado por Paulo Barreiro de Sousa
Assunto: conhecimento, informação científica, investigação, União Europeia
A Comissão Europeia acabou de lançar mais uma publicação da «Research for Europe» – «Uma selecção de histórias de investigação de maior sucesso» na comunidade europeia.A revista periódica apresenta uma selecção de 40 dos mais bem sucedidos programas de investigação e iniciativas do sexto «Frameworks Programme for Research» – que cobrem quase todos os aspectos da nossa vida: saúde, ambiente, alimentação, a forma como viajamos e como a nossa energia é produzida, entre outros. Muitas das instituições que alargam estudos para benefícios planetários são portuguesas.
Estes trabalhos são considerados cruciais por terem facultado novos conhecimentos, tecnologias e soluções que ajudam a enfrentar grandes desafios na sociedade actual. Em muitos dos casos, estes estudos resultam motivando práticas – no desenvolvimento de produtos de consumo, prevenindo ou curando doenças ou mudando a forma como o mundo do negócio funciona.
Mais do que isso, estes projectos de investigação permitem uma ligação entre alguns dos melhores cientistas europeus nas suas áreas específicas e criando assim uma rede de fundações para a investigação de modo a que, uma vez que os trabalhos estão terminados, se possa reduzir a fragmentação e duplicar esforços na investigação científica futura.
- Aceda ao texto integral da notícia em: Ciência Hoje
terça-feira, 25 de novembro de 2008
Novidades do E-LIS
0 Comentários terça-feira, novembro 25, 2008
Publicado por Paulo Barreiro de Sousa
Assunto: Acesso Livre, Ciência da Informação, E-LIS, informação científica, Repositório
Nos últimos dias de Novembro o Arquivo de Acesso Aberto E-LIS, especializado em Documentação e Informação, passou a estar acessível e assente na nova plataforma. ePrints 3.0 [ver aqui breve descrição por Leslie Carr - PDF] e foi realojado num outro servidor no CILEA (Consorzio Interuniversitario Lombardo per L'Elaborazione Automatica).
Com esta nova plataforma abriram-se, acima de tudo, as possibilidades à implementação de novas funcionalidades de interacção com utilizadores e autores, à assistência do processo de depósito de trabalhos e à sua preservação, num momento em que o arquivo está quase a atingir os 9000 documentos.
O endereço do serviço não mudou, quem o tinha registado nos seus marcadores pode continuar a usar essa informação. Contudo o serviço de alertas (DSI) não pôde ser migrado. Assim, agradecemos a tod@s os que se habituaram a usá-lo anteriormente que criem de novo as suas preferências para não perderem as actualizações de conteúdos que estavam a acompanhar. Por tal, a equipa do E-LIS apresenta desde já o seu pedido de desculpa.
domingo, 15 de junho de 2008
Proquest compra o banco de dados Dialog
0 Comentários domingo, junho 15, 2008
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: banco de dados, DIALOG, informação científica, informação tecnológica
Fundado em 1972, por Roger Summit, o Dialog foi o primeiro sistema de recuperação da informação a ser utilizado globalmente, tendo liderado o mercado nas áreas de recuperação da informação em linha por meio de bases de dados da informação científica e tecnológica. O seu serviço em linha teve início com três bases de dados: ERIC (Educação), NTIS (documentos e relatórios técnicos do governo norte-americano) e PANDEX (índice de citações, similar ao Science Citation Index). Em 2002 o Dialog oferecia acesso a 531 bases de dados, tornando-se um dos maiores; em 2008 o seu enorme acervo continha mais de 15 terabytes de conteúdo informacional.
Ele teve enorme importância até o aparecimento da World Wide Web (WWW) em meados dos anos 1990. Com o advento da web diversos produtores de bases de dados passaram a oferecer os seus produtos diretamente na web às bibliotecas e usuários finais, sem a necessidade de utilizar os grandes bancos de dados – no caso, o Dialog e o Orbit (que anos atrás havia sido adquirido pelo Questel, o grande banco de dados francês). A partir daí teve início as dificuldades para esses bancos de dados. Aqui vale a pena indagar se a época desses grandes bancos de dados não atingiu o seu ciclo máximo de vida? A empresa Proquest tem pela frente um enorme desafio em demonstrar perante os seus clientes, atuais e futuros, que os grandes bancos de dados ainda podem ocupar lugar de destaque no contexto do ciberespaço.
Murilo Cunha
Notas:
Maiores informações no URL:
www.dialog.com/pressroom/2008/061208_proquest.shtml






