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terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Dos enciclopedistas aos bibliotecários: o acervo digital dos EUA vem aí


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ENTREVISTA - ROBERT DARNTON

por LUCAS FERRAZ - FSP

RESUMO
Diretor do complexo de bibliotecas da Universidade Harvard [Robert Darnton] comenta o lançamento da Biblioteca Pública Digital dos EUA, em abri [de 2013], que vai pôr em rede o acervo em domínio público de dezenas de bibliotecas acadêmicas. Criado como antítese do Google Books, o projeto da DPLA é financiado por recursos privados.

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O iluminismo é o principal tema de estudo do historiador americano Robert Darnton, 73, autor de vários títulos sobre como a difusão do conhecimento alimentou revoluções no século 18. É de certa forma inspirado nos ideais dos enciclopedistas que Darnton comanda ele também uma revolução.

Como diretor do imenso complexo de bibliotecas da Universidade Harvard, ele encabeça a criação da DPLA (Digital Public Library of America, sigla para biblioteca pública digital americana), que a partir de abril [de 2013] vai reunir e compartilhar gratuitamente na internet o acervo e obras de milhares de bibliotecas e universidades do país.

A DPLA é a resposta de Darnton e da academia à violação de direitos autorais representada pelo Google Books, que lucra com os livros repassados para a rede.

"Vamos fazer diferente", diz Darnton, que vê a biblioteca digital como o seu projeto mais ambicioso, algo a ser feito "por séculos".

O debate em torno do livro na era das tecnologias digitais foi tema de "A Questão dos Livros", coletânea de textos que lançou no Brasil em 2010, pela Companhia das Letras. Pela mesma editora, lançou no ano passado "O Diabo na Água Benta", no qual aborda outro assunto importante em sua produção intelectual, o jornalismo - em especial, a imprensa clandestina que veiculava insultos e difamações mas também denúncias políticas de um e outro lado do canal da Mancha no século 18.

Irmão e filho de jornalistas, diz manter o encanto pelo ofício, que chegou a exercer nos anos 1960: foi repórter de polícia do "The New York Times" e teve como colega de editoria um dos maiores jornalistas americanos vivos, Gay Talese - de quem diz não ser muito fã.

Em seu escritório na Wadsworth House, no campus de Harvard, onde recebeu a Folha para esta entrevista, Darnton comentou algumas obras que retratam a história do jornalismo nos Estados Unidos. Seu pai, Byron Darnton, é citado em várias delas. Ao cobrir para o "New York Times" a Segunda Guerra Mundial (1939-45) no Pacífico, Byron foi atingido num bombardeio e tornou-se um dos primeiros jornalistas americanos mortos no conflito.

Folha - Como estão os preparativos para o lançamento da DPLA, que o sr. anunciou para abril?
Robert Darnton - Não queremos gerar falsas expectativas: de início não teremos todo o material digitalizado. Levará tempo. Teremos 2 milhões de livros liberados pelo domínio público. Vamos começar modestamente. Espero que cresça mais e mais. É um trabalho que deve ser feito por séculos.
O início envolve a digitalização de coleções especiais, principalmente as de Harvard. Temos uma enorme quantidade delas nas 73 bibliotecas da universidade, são mais de 18 milhões de volumes. Estamos escaneando livros, manuscritos e fotografias de diferentes assuntos.
Há acervos sobre mulheres, imigrações e obras sobre doenças epidêmicas, por exemplo; e há coleções históricas importantes, sobre a era medieval e sobre fotografia, com imagens da Lua e da escravidão, como fotos de escravos que nasceram na África e foram levados para os EUA.

Qual o maior problema que estão encontrando?
Montamos um escritório para discutir a questão legal e convidamos pessoas de diferentes instituições, de várias partes do país, que costumam enfrentar o mesmo tipo de problema: o óbvio, dinheiro, além de dúvidas relativas à tecnologia, à organização, ao conteúdo digitalizado e ao público que vai utilizar tudo isso. Mas a questão legal é a mais importante. Não podemos violar os direitos autorais.

A ideia é que a DPLA seja a antítese do Google Books?
Exatamente. O Google tenta fazer a mesma coisa, mas sob a lógica do lucro. O Google veio a Harvard para discutir a cópia de livros, quando eles começaram a digitalização. Eles também foram à NYPL (sigla em inglês da Biblioteca Pública de Nova York) e às universidades Stanford, do Michigan e da Califórnia.
Harvard disse que eles poderiam digitalizar alguns livros -aqueles em domínio público, não os protegidos por lei. Mas as demais universidades deram permissão para que copiassem o que quisessem, e eles começaram a fazer isso.
A Liga dos Autores e a Associação Americana de Editoras foram à Justiça contra a empresa. Após três anos de negociação secreta, fecharam um acordo com o Google, mas a Justiça de Nova York vetou, por entender que infringia a lei de direitos autorais.
Vamos fazer diferente, não vamos ganhar dinheiro, queremos apenas servir o público com livros abertos na internet.

Quantas bibliotecas e universidades americanas terão acervos digitalizados na DPLA?
Não tenho ainda um número certo, mas são milhares. Todas as bibliotecas abertas para pesquisa no país estarão envolvidas. Mas levará tempo: no início, serão todas as que já têm material digitalizado. Obviamente, todas que tiverem coleções anteriores a 1923 poderão participar.

A DPLA poderá usar livros publicados após 1923, se autores e editoras concordarem com a abertura das obras na internet, gratuitamente?
Sim, temos um programa para tentar convencê-los a ceder obras para a base da DPLA. Muitos livros deixam de ser lidos após alguns meses no mercado; eles morrem. Autores, claro, querem leitores. A maioria das obras não tem valor financeiro cinco ou seis anos depois da publicação, e os proprietários dos direitos podem ficar felizes ao ver seus livros disponíveis.

O fato de que as universidades e instituições envolvidas no projeto da DPLA tenham visões diferentes sobre o futuro do livro e sobre como usar a internet não é um problema?
É um problema potencial. Mas há coisas sendo feitas. Há uma coalizão de fundações, que vão nos prover dinheiro, e há as bibliotecas e universidades, que vão disponibilizar os acervos.
Estamos concebendo uma estrutura tecnológica que permita harmonizar todas as coleções digitais em um mesmo sistema. Superada essa questão, será o momento de reunir livros e coleções, por exemplo, do Alabama e da Dakota do Norte numa mesma base. É muito trabalho.
O site já está funcionando experimentalmente, mas ainda não há nada aberto ao público. No dia 18 de abril [de 2013] vamos lançá-lo com uma cerimônia na Biblioteca Pública de Boston.

O governo norte-americano não apoia a DPLA?
Não, é um projeto completamente independente do governo, gerido por fundações privadas. Não há envolvimento público.
A principal política, mesmo nas universidades privadas como Harvard, é abrir as bibliotecas para compartilhar conhecimento intelectual ao redor dos Estados Unidos e do mundo.
É difícil para as pessoas da Europa ou da América Latina compreenderem, porque muita gente fora dos EUA, para tocar esse tipo de projeto, depende do governo. Mas este é um país em que não devemos ter fé no governo ou no Congresso para prover um bom serviço gratuito ao público.
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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

O problema do empréstimo do digital


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domingo, 18 de julho de 2010

Internet entre os índios Suruí


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Entre os Suruí, internet já faz parte do dia a dia
Autor: André Borges. Data: 16/07/2010.
Fonte: Valor Econômico.
A mesma internet que hoje testa os limites da "aldeia global", expressão criada pelo sociólogo Marshall McLuhan para se referir às mudanças sociais causadas pelas mídias eletrônicas, avança agora sobre a "aldeia local".
Os Waimiri Atroari não foram os primeiros e tampouco serão os últimos entre os povos indígenas a enxergar na internet um forte aliado para garantir seus direitos, em vez de uma ameaça à sua organização e cultura.
Entre os municípios de Cacoal (RO) e Aripuanã (MT), a tribo dos índios Suruí (que significa "gente de verdade") convive diariamente com o acesso à internet. Entre as 25 aldeias, três delas estão equipadas com computador. Parte da população dos 1.350 índios Suruí também usa telefone celular para se comunicar, diz Almir Suruí, líder da tribo.
"Todo povo e todo país tem que melhorar e se desenvolver. Nossa missão com a tecnologia é levar para o mundo o valor da floresta, para que todos a conheçam e a respeitem", diz Almir.
O acesso à tecnologia pelo povo Suruí teve início há pouco mais de dois anos, quando Almir foi até os Estados Unidos para negociar com executivos do Google um sistema que conectasse sua tribo. O projeto deu certo. Em 2008, uma equipe internacional do Google liderada por Rebecca Moore, cientista responsável por projetos ambientais da companhia, passou oito dias na tribo Suruí, no convívio com os índios. A partir da visita, a companhia americana lançou o Google Earth Outreach, recurso pelo qual organizações não governamentais têm acesso a mapas digitais e mecanismos para difundir e proteger projetos socioambientais.
Nas aldeias Suruí, diz Almir, a excitação dos índios para usar a internet é grande. O recurso, diz ele, é novidade para seu povo, mas é preciso ter acesso controlado. "É importante que a gente se preocupe com a questão cultural. Há critérios para uso do computador", diz Almir. "Ninguém pode usar para fazer bagunça, é uma ferramenta de comunicação."
Hoje, os Suruí têm computadores que foram doados pelo Google. O acesso à internet é financiado por um programa social apoiado pelo Ministério da Cultura.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Política de informação no Brasil


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Autor: Hélio Kuramoto
Fonte: Jornal da Ciência.
URL: http://www.jornaldaciencia.org.br/Detalhe.jsp?id=70343

"A discussão de políticas nacionais de ciência, tecnologia e inovação passa pela discussão de políticas nacionais de acesso à informação científica"


Hélio Kuramoto é doutor em Ciências da Informação e da Comunicação e funcionário do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict). Artigo enviado pelo autor para o "JC e-mail":

É muito interessante e importante ver iniciativas como a da 4ª Conferência Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (CNCTI), que se propõe a discutir a ciência, a tecnologia e a inovação com vistas a um desenvolvimento sustentável.

O "Diário de Notícias" publicou no dia 8 de julho de 2006, na coluna Opinião (http://dn.sapo.pt/2006/07/08/opiniao/rumo_sociedades_conhecimento.html), um artigo do diretor geral da Unesco, Koïchiro Matsuura, com o título "Rumo às Sociedades do Conhecimento", comentando o relatório da Unesco de mesmo título. A matéria, é bem verdade, é um tanto quanto antiga, porém o seu teor continua ainda muito atual.

O diretor geral da Unesco começa o seu artigo observando que os desenvolvimentos científicos do século XX praticamente promoveram uma terceira revolução industrial em consequência das novas tecnologias, também denominadas de tecnologias intelectuais. Essa revolução, aliada ao avanço da globalização, lançou os alicerces da economia do conhecimento, colocando o conhecimento no centro da atividade humana, do desenvolvimento e mudança social.

Ele sustenta ainda que a informação não é conhecimento; e que a incipiente sociedade de informação mundial só cumprirá seu potencial se facilitar a emergência de sociedades de conhecimento pluralista e participativo, que incluam em vez de excluírem.

O referido relatório afirma que não deve haver indivíduos excluídos nas sociedades do saber, dado que o conhecimento é um bem público e deve ser acessível a todos. Esse relatório defende que o conhecimento tem duas qualidades notáveis: a não rivalidade e, uma vez passado o período de proteção dado pelos direitos autorais, a sua não exclusividade.

Há, hoje, um claro consenso de que o desenvolvimento das sociedades preconizado no compartilhamento do conhecimento é a melhor forma de lutar contra a pobreza e de prevenir grandes riscos para a saúde, tais como pandemias, bem como reduzir a terrível perda de vidas causada por tsunamis e tempestades tropicais, e de promover o desenvolvimento humano sustentado.

Existem, hoje em dia, novos métodos de desenvolvimento ao nosso alcance. Esses não são baseados, como no passado, em "sangue, suor e lágrimas". Baseiam-se na inteligência, capacidade científica e tecnológica de lidar com os problemas, assim como no valor agregado intelectual e na expansão de serviços em todos os setores da economia, que devem conduzir ao desenvolvimento cívico e ao crescimento de uma democracia de longo alcance.

Koïchiro corrobora, assim, com a ideia de que o compartilhamento do conhecimento contribuirá para a diminuição das desigualdades sociais e, consequentemente, para um desenvolvimento sustentável. Ele ilustra em seu discurso a importância do compartilhamento do conhecimento científico. Esse conhecimento advém do acesso e uso da informação científica.

A informação científica é o insumo crucial para o desenvolvimento da ciência em qualquer país. Hoje, nenhuma pesquisa começa do zero. Uma pesquisa se inicia com a busca da informação científica. Daí a importância do Portal de Periódicos da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e das iniciativas de acesso livre ao conhecimento científico.

O movimento do acesso livre ("open access") ao conhecimento científico começou a partir do momento em que os pesquisadores tiveram dificuldades no acesso à informação científica, causadas em grande parte pelo alto preço das assinaturas das revistas científicas, que, consequentemente, dificultava que as bibliotecas dos principais centros de pesquisa mantivessem coleções de periódicos científicos.

No Brasil, o panorama não é diferente. Graças a essa iniciativa dos pesquisadores, hoje o conhecimento científico começa a ser compartilhado, livremente, por meio da definição de políticas institucionais de informação, da construção e manutenção dos repositórios institucionais nas principais universidades em todo o mundo.

A discussão de políticas nacionais de ciência, tecnologia e inovação passa pela discussão de políticas nacionais de acesso à informação científica. Sem essas políticas, o desenvolvimento científico corre sério risco de não acontecer ou de se realizar a um elevado custo. O desenvolvimento científico gera novos acervos de informação científica que, por conseguinte, gera novos ciclos de desenvolvimento científico. É um ciclo virtuoso. A informação científica dá origem ao desenvolvimento de novas pesquisas.

Percebe-se, portanto, que não se pode falar de desenvolvimento sustentável sem se falar em acesso livre à literatura científica. As iniciativas de acesso livre são fundamentais para o desenvolvimento sustentável, porque a simples disseminação livre e aberta da informação científica promoverá e provocará o desenvolvimento científico sustentável. Essas iniciativas fazem parte de um novo modelo de se fazer ciência. Diversos países já adotaram e vem se integrando a este modelo.

Apenas para citar algumas iniciativas mundiais: 1) os Estados Unidos da América já aprovaram uma lei tornando obrigatório a todos os pesquisadores financiados pelo NIH (National Institute of Helth) o depósito, no PubMedCentral (repositório central do NIH, de acesso livre), de uma cópia dos seus trabalhos publicados em revistas científicas. No momento, eles estão discutindo uma nova lei com o propósito de estender esta lei a todas as outras agências de fomento do governo americano; 2) o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação da Austrália fez constar em seu relatório de revisão do sistema nacional de inovação que todos os resultados de pesquisas australianas serão de livre acesso. Veja o relatório no link: http://www.innovation.gov.au/innovationreview/Documents/NIS-review-web.pdf; 3) a Comunidade Europeia já estabeleceu que todos os resultados de pesquisas financiadas por aquela comunidade devem ter uma cópia depositada em um repositório de acesso livre; 4) a Espanha discute, hoje, um projeto de Lei de Ciência e Tecnologia, no qual consta que todos os resultados de pesquisa financiados com recursos públicos deverão ser depositados em repositórios de acesso livre.

Concluindo, entendo que a 4ª CNCTI seria um espaço ideal para discutirmos as iniciativas de acesso livre e promover a discussão e a proposição de uma política nacional de acesso livre à informação científica.

Certamente, isto teria como resultados: 1) o registro e a disseminação da produção científica brasileira; 2) maior visibilidade para as pesquisas brasileiras, universidades e seus pesquisadores; 3) maior celeridade no desenvolvimento científico brasileiro; 4) redução nas desigualdades sociais; 5) maior transparência e governança no investimento e administração da ciência, no país; e, finalmente, 6) otimização do investimento em ciência.

O estabelecimento de uma política nacional de acesso livre à informação científica certamente colocaria o Brasil no contexto mundial do acesso livre, do "e-science" e quiçá entre as nações mais desenvolvidas do planeta.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Evento gratuito: Simpósio Internacional de Políticas Públicas para Acervos Digitais (26 a 29 abril)


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Acontece, de 26 a 29 de abril de 2010, O Simpósio Internacional de Políticas Públicas para Acervos Digitais, no Auditório Jaraguá do Novotel Jaraguá, em São Paulo-SP (Brasil).

O evento é gratuito e aberto a público. A inscrição será feita na entrada do evento, no Novotel Jaraguá, e está sujeita à lotação do Auditório que tem 250 lugares.

As mesas de discussão serão transmitidas na íntegra, ao vivo, no site do evento. Não será necessário nenhum tipo de cadastramento para assistir ao Simpósio pela rede.

O evento reunirá especialistas para colaborar com a formulação de um modelo sustentável de preservação e acesso universal do patrimônio cultural brasileiro.

Haverá painéis sobre os seguintes temas: "Grandes Projetos de Digitalização"; "Direito à Cultura – Acesso Qualificado"; "Preservação (patrimônio cultural)"; "Direitos de Autor e Diversidade Cultural"; "Sustentabilidade para Ações de Digitalização" e "Políticas Públicas – Por um Plano Nacional".

Acesse o site do evento e saiba mais: http://culturadigital.br/simposioacervosdigitais

quarta-feira, 10 de março de 2010

Direito fundamental: acessar a internet


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Fonte: Teletime. Data: 8 mar 2010.

O acesso à internet é um direito fundamental da humanidade para 87% das pessoas, de acordo com estudo feito pela consultoria canadense GlobeScan, encomendado pelo BBC World Service, serviço internacional de rádio da rede pública britânica. Segundo o levantamento, 87% das pessoas que têm acesso à rede mundial de computadores advogam essa tese, enquanto 71% dos que não têm acesso também querem ter o mesmo direito.

A pesquisa, que ouviu 27 mil adultos em 26 países, também constatou que 78% dos internautas acreditam que a web trouxe mudanças positivas às suas vidas, enquanto 51% disseram gostar de passar o tempo navegando em redes sociais e sites de relacionamento. A Coreia do Sul foi o país em que mais pessoas (96%) avaliaram a internet como direito fundamental, seguida pelo México (94%) e Brasil (91%).

No entanto, as opiniões quanto à segurança da rede mundial se dividem, já que 48% das pessoas dizem se sentir seguras para trocar opiniões on-line e 49% discordam. Gana foi o país em que mais pessoas se mostraram preocupadas com o que dizem on-line, com 74% dos internautas. Logo depois na lista vem a Alemanha, com 72%, e a Coreia do Sul, com 70%.

Os brasileiros, apesar de seguirem o entusiasmo mundial com a Internet, não a colocam como prioridade absoluta em suas vidas, como a média mundial. Cerca de 55% dos internautas do mundo declararam não conseguir viver sem acessar a web, enquanto no Brasil 71% disseram que viveriam tranquilamente sem ela.

Análise da GlobeScan também constatou que, ao contrário do que os números de usuários de redes sociais apontam, a maioria (47%) dos internautas do mundo acessam a rede mundial como fonte de informações, apenas 12% a usam para fins de entretenimento e 5% como ferramenta de busca, pesquisa e compra de produtos ou serviços.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Você conhece as gerações X, Y e Z?


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Fonte: Folha de S. Paulo. Data: 14/12/2009.
Autor: Ronaldo Lemos.
Rupert Murdoch está preocupado com o Google. O magnata da mídia, dono da News Corp. (que inclui a Fox, o seriado "House" e o "Wall Street Journal"), acha que o site de buscas está competindo de maneira indevida com ele. Isso porque o Google exibe, nos resultados de pesquisa, notícias produzidas por vários grupos de mídia (como a Fox) sem ter uma política de remuneração bem definida para isso.
A questão é complexa e merece uma discussão bem maior do que o espaço desta coluna.
Por ora, quero falar de uma outra preocupação que deveria estar no radar do sr. Murdoch. Trata-se da chegada da galera chamada de geração Z. São as crianças e agora pré-adolescentes que nasceram a partir de 1995.
Obviamente, não dá para saber ainda características definidas. Mas indícios mostram que essa geração promete virar de cabeça para baixo sua relação com a mídia.
Veja, por exemplo, a comunidade Creche e Escola Fake ("CEF" para os íntimos) no Orkut. Frequentada principalmente por crianças de 8 a 12 anos, ela é uma amostra das possibilidades (e problemas) que essa nova geração vai nos colocar. São hoje mais de 95 mil membros.
A comunidade funciona como uma espécie de novela escrita coletivamente. As crianças pegam fotos de bebês e de outras crianças que encontram na internet (de preferência bebês fofos de origem nórdica), criam perfis falsos e começam a inventar histórias para os "fakes".
A coisa é complexa, especialmente porque as narrativas evoluem (as crianças crescem, namoram, casam) e estão todas entrelaçadas. É como brincar de casinha, mas elevado à infinita potência. Há desde concursos de popularidade entre os "fakes" e os "offos" e as "offas" (as pessoas reais por trás dos perfis "fake") até programas de rádio com as últimas notícias.
A geração Y, hoje com 30 e poucos anos, conseguiu fazer coisas incríveis na rede, como a Wikipedia. Mas essa geração falhou em construir coletivamente narrativas estáveis e contínuas que pudessem abranger centenas de milhares de pessoas. Ao que tudo indica essa é uma tarefa que a geração Z faz sem pensar muito. E, com isso, pode contribuir para redefinir a mídia estilo Murdoch.
Monitor
Já era:Geração X (nascida entre 1966 e 1976) no centro das atenções
Já é:Geração Y (nascida entre 1977 e 1994)
Já vem: Geração Z (nascida entre 1995 e 2012)

sábado, 12 de dezembro de 2009

Brasil: 104 milhões ainda não têm acesso à internet


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Fonte: O Estado de S. Paulo. Data: 12/12/2009.
Autora: Jacqueline Farid.
URL: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091212/not_imp480790,0.php
A internet ainda é inacessível para 104,7 milhões de brasileiros (ou 65,2% da população acima de 10 anos), apesar dos significativos avanços registrados no País no acesso à rede nos últimos anos. Pesquisa divulgada ontem pelo IBGE mostra que o aumento no número de usuários, entre 2005 e 2008, ocorreu especialmente entre os mais pobres, menos escolarizados e nas Regiões Norte e Nordeste. Os locais públicos de acesso pago, como "lan houses", são os mais usados pelos internautas, que acessam a rede, sobretudo, em sites de relacionamento.O levantamento se refere à população com 10 anos ou mais de idade e mostra que, em três anos, 24 milhões de pessoas foram incluídas no acesso à web no Brasil. Desse total, 17 milhões tinham renda mensal de até dois salários mínimos, sendo que 10,6 milhões recebiam até um salário. O total de usuários chegou a 56 milhões em 2008, com aumento de 75% ante 2005.
"Esses dados mostram que o acesso está sendo democratizado", avalia o gerente da pesquisa mensal de emprego do instituto, Cimar Azeredo. Mais democrático, mas ainda desigual e excludente, como ele mesmo avalia. "Ainda há um número expressivo de pessoas alijadas da inclusão digital", lembra Azeredo. Ele cita informações do site especializado Internet worldstats, que mostram que enquanto no Brasil o porcentual de pessoas com acesso à rede é de 34,8%, na América do Norte chega a 74% e na Europa a 52%.
O País está acima da média mundial (25,6%) e da América Latina e Caribe (30,5%). Azeredo atribui o nível reduzido de acesso à desigualdade de renda e a problemas na educação. "A desigualdade de renda se reflete no acesso à internet. Um País com renda tão desigual não mostraria um acesso à rede igual para todas as classes."O secretário executivo do Comitê para Democratização da Informática (CDI), Rodrigo Baggio diz que falta uma política centralizada de inclusão digital sustentável. "Quase todos os ministérios têm um projeto. Isso gera ineficiência no uso dos recursos.
O grande desafio é estabelecer uma política pública unificada e participativa." Para Baggio, o uso de lan house é exemplo de falta de qualidade na inclusão digital. "Na falta de uma política pública eficaz, o mercado é que está executando essa inclusão digital de baixa qualidade. Ela é feita através das lan houses, que já são cerca de 100 mil, e com a venda facilitada de computadores. Porém, ainda que tenham a ferramenta, nada garante que essas pessoas poderão ter acesso à internet por causa dos custos." Um segundo - e grave - problema está na retenção dos recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust), que, de acordo com Baggio, estão contingenciados para o superávit primário. A pesquisa do IBGE mostra que, em muitos casos, a exclusão digital é uma escolha.
Das 104,7 milhões de pessoas que não acessavam a internet, 32,8%, ou 34 milhões, responderam que isso ocorria porque "não achavam necessário ou não queriam". Mas boa parte simplesmente se mostrou inapta, já que 31,6% disseram que "não sabiam utilizar a internet". Segundo a pesquisa, que pergunta aos usuários se acessaram a rede nos últimos três meses, 80,4% das pessoas com 15 anos ou mais de estudo acessavam a internet em 2008, enquanto no grupo dos sem instrução o porcentual não ultrapassava 7,2%. "Para sairmos de um cenário de exclusão digital, é preciso investir em educação", alerta.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Exclusão digital é a prova da desigualdade mundial


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Fonte: Convergência Digital. Data: 16/11/2009.
As sessões do Fórum de Governança da Internet da ONU começaram neste domingo, 15/11, em Sharm el-Sheikh, onde até a próxima quarta-feira (18) serão analisados diferentes aspectos da situação na rede.
Ao abrir o evento, o subsecretário-geral da ONU para Assuntos Econômicos e Sociais, Sha Sukang, chamou a atenção sobre a exclusão digital que divide aqueles com acesso à internet dos que não têm contato com a rede.
"A brecha é ampla, especialmente para milhões de africanos e árabes. Em 2005, 50% das pessoas de países desenvolvidos tinham acesso à internet, frente aos 9% dos países em desenvolvimento", disse. Hoje, destacou, 70% da população dos países desenvolvidos têm internet, frente aos 17% das pessoas dos países em vias de desenvolvimento, disse.
"São colocadas questões sobre como integrar a todos, melhorar o acesso nas diferentes línguas, isso é, o que devemos ajustar especialmente diante dos Objetivos do Milênio da ONU para 2015", acrescentou.
O IGF 2009 tem como tema "Governança da Internet: Criando Oportunidades para Todos". Representantes de diversos organismos e empresas no fórum analisarão temas como a segurança, a abertura, a privacidade, o acesso, a diversidade e a gestão dos recursos críticos na rede.
Jerry Yang, um dos fundadores do portal Yahoo!, ressaltou a capacidade da rede de ligar as comunidades do mundo, graças a "sua abertura, liberdade de expressão e capacidade de gerar a participação de todos".
O Fórum de Governança da Internet foi criado dentro da ONU por ocasião da Cúpula Mundial da Sociedade da Informação de 2005. O encontro no Egito é o quarto, depois dos realizados em Atenas, Rio de Janeiro e Hyderabad (Índia).

Somente 6% dos brasileiros têm banda larga


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94% dos brasileiros não têm banda larga
Fonte: O Estado de S. Paulo. Data: 15/11/209.
Autora: Tatiana de Mello Dias.
Adianta falar em inclusão digital sem conexão veloz? Governos de todo o mundo já discutem como universalizar o acesso rápido, mas o Brasil ainda engatinha nesta questão
Existe um Brasil que não consegue assistir a vídeos no YouTube. Que não tem perfil no Facebook, não acompanha a dinâmica do Twitter nem sonha em entrar no Google Wave. Entra no MSN, mas precisa de nove horas para fazer o download do programa – isso quando a conexão não cai. É o Brasil desconectado – ou 94,2% do nosso País.
O Banco Mundial já avisou: cada vez que as conexões rápidas aumentam em 10%, o PIB de um país cresce 1,3%. Estamos longe disso: hoje a internet banda larga no País chega a 5,8% da população.
O governo federal se prepara para lançar ainda neste mês o Plano Nacional de Banda Larga, que pretende levar internet rápida a quase 80% dos municípios brasileiros. O plano prevê a expansão do acesso com planos, segundo o ministro das Comunicações, Hélio Costa, de até R$ 9,90. A meta é expandir o acesso domiciliar – mas, segundo o coordenador dos projetos de inclusão digital do governo federal, Cezar Alvarez, “seria ingenuidade pensar em atingir o universo da população com conexões individuais”. Para ele, é preciso investir também em acessos coletivos.
O plano está sendo discutido por um grupo de trabalho interministerial. O governo ainda não revelou se a rede de banda larga será administrada por uma empresa estatal, por exemplo, mas parte dessas dúvidas devem ser sanadas hoje. A Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência realiza hoje, em Brasília, um seminário internacional sobre o assunto com a participação dos ministros Hélio Costa e Paulo Bernardo (Planejamento), Ronaldo Sardenberg, presidente da Anatel, e outros especialistas internacionais. O Plano Nacional está na pauta. Segundo o coordenador do evento, Gabriel Laender, a definição do texto “já foi praticamente concluída”. “Estamos num momento de revisão e articulação final”, disse.
Não se sabe ainda qual é o conteúdo, mas as metas são ambiciosas. Augusto Gadelha, secretário de Política da Informática do Ministério da Ciência e Tecnologia, diz que em cinco anos a banda larga atingirá um “porcentual significativo de domicílios e todas as escolas urbanas e órgãos públicos do País”. “Poderemos estar entre os dez países com maior penetração de banda larga do mundo”.
Internet cada vez mais veloz
Uma pesquisa conjunta das universidades de Oxford, na Inglaterra, e Oviedo, na Espanha, mostrou que, neste ano, a velocidade média da banda larga aumentou 45% em comparação com o ano anterior. A Coreia do Sul, líder do ranking, tem 97% de suas residências conectadas – o que leva a uma mudança no perfil de consumo, com a mídia física sendo substituída por músicas, filmes e livros digitais. É o Japão, no entanto, o dono da web mais veloz, com conexão média de 60 Mbps.
A importância de 2009, no entanto, não está nos dados de web ultravelozes, mas na iniciativa de diversos países para que uma conexão 1 Mbps seja garantida, colocando a web no mesmo patamar de serviços básicos como água e eletricidade. Começou com o primeiro ministro inglês Gordon Brown, que anunciou um projeto para a expansão da banda larga para todos os ingleses. Depois, Finlândia e Itália foram mais longe e colocaram a banda larga como um “direito fundamental”. E tudo indica que é apenas o começo. (Rafael Cabral)
O mundo e a internet rápida
• Melhor custo-benefício, o Japão tem 64% de suas casas com banda larga, com velocidade média de 60 Mbps, custando US$ 0,27 por 1 Mbps.
• 97% do povo coreana tem acesso à banda larga (média de 46 Mbps). O país é o líder de um ranking de conexões das universidades de Oxford e Oviedo. • Melhor país da Europa em conexão, a Suécia tem penetração de 69%, custo médio de US$ 0,63 por cada 1 Mbps e velocidade média de 18 Mbps na conexão.
• Devido ao tamanho do território e ao controle sobre a população, a Suíça conseguiu conectar 90% de seus cidadãos com banda larga e é o segundo melhor país da Europa no ranking.
• A Finlândia, que aprovou uma lei que diz que uma conexão de 1 Mbps é “direito fundamental” de qualquer cidadão, tem 80% de penetração e média de 22 Mbps.
• Apesar de também ter um projeto para a universalização da banda larga, a situação da Itália não é tão boa: 50% de casas conectadas, com média de 4 Mbps.
• Nos EUA, a média de velocidade é de 4,8 Mbps e a média de preço por 1 Mbps é de US$ 3,33. Cerca de 80% das residências têm acesso à banda larga.
• A velocidade média de conexão por banda larga na França é de 17,6 Mbps. Paga-se US$ 1,64 por cada 1 Mbps e cerca de 70% das casas são atendidas pelo serviço de internet rápida.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Internet chega às escolas do Timor Leste


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Fonte: Agência Lusa. Data: 9/11/2009.
Alunos de várias escolas do Timor Leste vão passar a ter internet nas salas de aula em janeiro, no início do ano letivo, com o NetTimor, um projeto iniciado em 2006, mas que agora está em fase de conclusão.
O NetTimor é resultado de uma parceria entre a Timor Telecom (TT), a Fundação Portugal Telecom, a Diocese de Baucau, e os governos de Portugal e Timor Leste, lançado há três anos. Contudo, atrasos foram registrados por causa da crise política de 2006, sendo que somente agora as instalações estão sendo feitas nas escolas.
Ao todo são 11 escolas e centros de formação de professores espalhados pelo país que passam a dispor de acesso gratuito à rede, fornecendo novos recursos pedagógicos a alunos e professores.
São abrangidas escolas públicas, duas escolas católicas, a Escola Portuguesa e dois centros de formação de professores, nas regiões de Díli, Viqueque, Baucau, Liquiçá e Gleno.
Segundo explicou à Agência Lusa Francisco Pedro, da Timor Telecom, o projeto representa um investimento superior a 125 mil euros e inclui o fornecimento de computadores, geradores elétricos e combustível para garantir a continuidade dos serviços onde a rede elétrica não é contínua.
O NetTimor integra ainda uma componente de formação em tecnologias de informação, com a participação de professores portugueses, através da Cooperação Portuguesa.
Além das comunicações e equipamentos, vai ser dada formação aos professores timorenses para poderem explorar os recursos pedagógicos que a internet proporciona.
Portal
Além disso, a TT está desenvolvendo também um outro projeto para a sociedade da informação, que é a criação de um portal Sapo no Timor, cujo conteúdo será em português e em tétum - as duas línguas oficiais do país.
A empresa do grupo Portugal Telecom (PT) anunciou também que vai concretizar uma outra aposta forte no desenvolvimento do setor, com instalação de pontos de internet e telefones comunitários.
O acesso massificado à rede deverá ser alcançado com o lançamento de “Centros de Informação Comunitários”, uma espécie de postos públicos de acesso à internet, proporcionando à população, especialmente às crianças, a possibilidade de acederem às tecnologias de informação.
A Portugal Telecom detém uma participação majoritária e a gestão na Timor Telecom, que goza de uma situação de monopólio no Timor Leste.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Programa de telecentros no Brasil


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Decreto institui programa de telecentros comunitários
Fonte: Tele Sintese. Data: 28/10/2009.
O Programa Nacional de Apoio à Inclusão Digital nas Comunidades – Telecentros.BR foi instituído hoje por decreto presidencial como parte da política pública para esse setor do governo federal, e com coordenação de um colegiado formado por integrantes dos Ministérios do Planejamento, das Comunicações e da Ciência e Tecnologia. O objetivo central é a implantação e manutenção de telecentros públicos comunitários em todo o território nacional, unificando as ações nessa área dos três ministérios.
O decreto qualifica os telecentros como espaços que proporcionem acesso público e gratuito às tecnologias da informação e da comunicação, com computadores conectados à internet, disponíveis para múltiplos usos, incluindo navegação livre e assistida, cursos e outras atividades de promoção ao desenvolvimento local. As unidades poderá ser implantadas diretamente pela administração pública direta e indireta ou em parceria com organizações privadas sem fins lucrativos. Nesse último caso, a seleção das entidades se dará por meio de editais de seleção, amplamente divulgados.
O Ministério das Comunicações ficará responsável pela disponibilização dos equipamentos de informática e mobiliário novos e o serviço de conexão em banda larga à internet. O Ministério da Ciência e Tecnologia concederá bolsas para auxílio financeiro dos monitores de telecentros apoiados. E o Ministério do Planejamento disponibilizarão equipamentos de informática recondicionados e a constituição de rede de formação para monitores.
Os telecentros funcionarão com sistemas operacionais e aplicativos softwares livres e de código aberto. A coordenação do programa também deve observar as diretrizes adotadas pelo Comitê Gestor do Programa de Inclusão Digital do governo federal, coordenado pelo assessor especial da Presidência da República, César Alavarez.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Banda larga na Finlândia é um direito do cidadão


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Fonte: Correio Braziliense (Brasilia). Data: 21/10/2009.
O acesso à banda larga de qualidade virou um direito constitucional. Pelo menos para os moradores da Finlândia, que viram o governo do país promulgar uma lei que torna o acesso à internet com conexão de 1 Mbps um direito fundamental de todo cidadão. “Conexões de dados não são apenas entretenimento, mas uma necessidade”, defendeu o secretário do Ministério dos Transportes e Comunicação, Harri Pursiainen. Segundo o governo finlandês, 83% da população (de 5,3 milhões de habitantes) entre 16 e 74 anos utilizavam a web diariamente. A intenção é que, em 2015, nenhum cidadão finlandês viva a mais de 2 km de um ponto de conexão capaz de trafegar dados a 100 Mbps.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Nova rede de banda larga no Brasil


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Plano de inclusão digital atingirá 4.245 municípios
Foonte: Valor Econômico. Data: 13/10/2009.
Autor: Cristiano Romero.
Os estudos para a rede, que terá conexão considerada rápida - 1 megabyte (1 Mbps) -, estão em estágio avançado
O plano nacional de inclusão digital poderá ser executado em 14 meses para implantar 31,448 mil quilômetros de fibras óticas. O último grande projeto de obras do governo Luiz Inácio Lula da Silva vai interligar 4.245 municípios (76% do território nacional) e beneficiar com o acesso à banda larga 162 milhões de pessoas (87% do total). A apresentação da proposta definitiva está prevista para 9 de novembro.
O projeto está orçado em R$ 1,1 bilhão, segundo o secretário de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Rogério Santanna. Os estudos para a rede, que terá conexão considerada rápida - 1 megabyte (1 Mbps) -, estão em estágio avançado. Hoje, 90% das conexões de internet no país têm velocidade inferior a 1 Mbps.
Apesar de ser o país mais rico da América Latina, o Brasil tem baixo índice de disseminação da banca larga - ela atinge 5,2 habitantes em cada 100. Os índices são maiores no Chile (8,5%), Argentina (7,8%) e Uruguai (6,5%).
O presidente Lula terá de decidir qual entidade administrará a rede nacional de banda larga. Há quatro possibilidades em análise. A primeira é usar a antiga holding do Sistema Telebrás, que foi mantida após a privatização das empresas de telefonia em 1998. Outra opção é criar uma nova empresa. Uma terceira é usar estatais do setor de tecnologia da informação, como Serpro e Dataprev, para incorporar as novas atividades. A quarta seria encampar a Eletronet, empresa do grupo AES que está em processo de falência e na qual a LightPar, braço de participações acionárias da Eletrobrás, detém 49% do capital. Para evitar atrasos, o governo pretende colocar em execução o plano sem contar com os 12 mil quilômetros de fibras óticas da Eletronet.
Dessas alternativas, a que mais tem ganhado força no governo é ressuscitar a Telebrás. "Para usá-la, basta uma portaria do Ministério das Comunicações, porque a Lei Geral de Telecomunicações já atribui ao ministro o poder de dar uma nova função à estatal", disse Santanna. A Telebrás é uma empresa de capital aberto com ação cotada em bolsa e R$ 283 milhões em caixa. O governo detém 91% das ações. Se ela voltar a operar, acredita Santanna, poderá promover uma oferta inicial de ações para captar recursos e destiná-los a futuros investimentos.

Agora tudo via celular!


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Livros, programas de rádio e seriados são pensados para começar primeiro na web, no smartphone ou celular
Fonte: O Globo Online. Data: 12/10/2009.
Autora: Marina Gonçalves.
Foi a música que primeiro viu a internet como aliada: a banda inglesa Radiohead foi a precursora, quando lançou digitalmente, em outubro de 2007, o disco "In rainbows". Agora a coisa começa a esquentar: tem seriado, livro, programa de rádio, tudo pensado para começar primeiro na web - ou no smartphone, no celular...
"Os buchas", seriado da Oi TV lançado no mês passado, por exemplo, foi totalmente criado para ser multiplataforma. Além dos capítulos inteiros disponíveis no site do canal, há vídeos teasers no Youtube, página no Twitter, blog. E até subtrama para celular.
- Criamos um programa para ser trabalhado em multiplataforma, com conteúdos convergentes em todas as mídias a nosso alcance. A ideia era que eles se completassem - explica o diretor da série, Pedro Antonio.
Além da participação na web, o seriado tem uma trama para celular, com conteúdo completamente independente sobre um dos protagonistas. E o blog "Volta Ju" (http://9ht6v.tk), de outro personagem, criado para agir como um viral, misturando ficção e realidade.
- O celular é uma maneira de interagir ainda mais com o público. Nossa estrutura na internet foi criada para que atendesse ao espectador da TV, com piadas, dicas e subprodutos que se comunicam com o programa. É um conteúdo de formato vertical, dentro do universo que o jovem está inserido hoje. Tentamos nos aproximar deles em vários níveis, com conteúdo específico para cada um - diz.
Na seara dos livros, a novidade, que deve ser lançada ainda este mês, vem da editora Gol Mobile, em processo final de acordo com a Record, para três lançamentos até o Natal. A Gol Readers vai além de aplicativos como o Kindle - recém chegado no Brasil. A ideia é que, a longo prazo, a parceria seja feita com todas as editores do país.
- O primeiro dos três livros será uma degustação free para testar sua audiência , com apenas dois capítulos e a capa de um romance póstumo de Sidney Sheldon, "Senhora do Jogo". É um mercado novo, que certamente vai crescer brutalmente, mas ninguém tem uma fórmula pronta ainda de como vai funcionar - explica Aumary Mello, coordenador do projeto.
Os outros dois títulos serão vendidos pela Apple Store: "Diários do Vampiro", best seller na última bienal, e o interativo "Grau 26" (em inglês, "Level 26"). A grande novidade é o terceiro livro: a cada 20 páginas, por exemplo, o leitor ganha uma senha para assistir a uma ação que dialoga com o enredo do livro. Os leitores poderão ainda conversar com o assassino e o autor, numa espécie de novela digital. Multiplataforma, depois de lançado, ele vai virar uma série de TV a cabo, em 2010 e 2011, com colaboração e crítica dos blogueiros.
- Não queremos só migrar o conteúdo do livro para celular, mas também gerar outros tipos de conhecimento - diz Mello.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Telecentros em bibliotecas públicas


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BIBLIOTECAS PÚBLICAS RECEBEM TELECENTROS COMUNITÁRIOS
Fonte: Portal da Inclusão Digital.
Data: 8/10/2009.
Meta do governo é equipar, com conexão gratuita à internet e terminais de computadores, 410 bibliotecas até o final de outubro.Os usuários de 403 bibliotecas públicas de todo o país já podem utilizar os kits telecentros doados pelo Ministério das Comunicações como forma de incrementar estudos e pesquisas. Os pontos já estão montados e, até o final de outubro, estudantes e professores terão acesso gratuito à Internet de alta velocidade.
Ao todo, 410 bibliotecas públicas serão beneficiadas com a instalação de 4.100 computadores ligados à Internet.A ação é possível graças a uma parceria do Ministério da Cultura, que repassou ao Ministério das Comunicações cerca de R$ 9 milhões por meio de um Termo de Descentralização de Crédito.
O Ministério das Comunicações fez um aditivo ao contrato de licitação dos 6,2 mil kits para a primeira etapa do Programa Telecentros Comunitários, em 2007, e adquiriu mais 410 kits para o programa Mais Cultura.Cada kit telecentro custou aproximadamente R$ 21.400 com equipamentos. São 11 computadores conectados em rede e com acesso à Internet banda larga, um projetor multimídia, uma impressora e todo o mobiliário necessário para o funcionamento.
A seleção dos municípios que receberam os kits foi feita pelo Ministério da Cultura. Por meio de um termo de doação, o Ministério das Comunicações entregou os kits às prefeituras, que os encaminhou às bibliotecas pública municipais.
A intenção do governo federal é aumentar as visitas às bibliotecas e diversificar as fontes de consulta, além de possibilitar aos visitantes acesso gratuito às novas tecnologias. “A tecnologia colocada pelo Ministério das Comunicações à disposição nas bibliotecas dá condições de um leitor tradicional vir a ser também um leitor digital”, afirma o coordenador de Projetos Especiais do Ministério das Comunicações, Carlos Paiva.
Segundo o Ministério da Cultura, a meta do programa Bibliotecas Mais Cultura é zerar o número de municípios sem bibliotecas ainda este ano e modernizar as já existentes. De acordo com o Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas, 661 municípios ainda não têm esses espaços.

sábado, 19 de setembro de 2009

Computadores nos lares brasileiros


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Três em cada dez domicílios tinham computador em 2008
Fonte: Agência Brasil. Data: 18/09/2009.
Autora: Thais Leitão.
Rio de Janeiro - Pelo menos três em cada dez domicílios brasileiros tinham computador em 2008, totalizando 18 milhões de residências. Além disso, dois em cada dez eram conectados à internet, somando quase 14 milhões. Embora os números mostrem algum avanço em relação aos dados de 2007, ainda revelam desigualdade no acesso a essa tecnologia.
Mais da metade dos domicílios do país que têm computador está localizada no Sudeste (10 milhões), região que também concentra a maior proporção de domicílios conectados à internet (31,5%). Em seguida vêm o Sul (28,6%) e o Centro-Oeste (23,5%). Nos últimos lugares aparecem as regiões Norte (10,6%) e Nordeste (11,6%).
Os dados foram divulgados hoje (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e constam da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) relativa ao ano de 2008. O estudo, publicado anualmente, traz uma radiografia da situação econômica do país, com informações sobre população, migração, educação, trabalho, família, domicílios e rendimentos.
De acordo com Elis Monteiro, relações públicas do Comitê para Democratização da Internet (CDI), organização não governamental que atua na inclusão digital de pessoas de baixa renda, especialmente nas favelas do Rio de Janeiro, os números revelam que as classes sociais mais baixas ainda têm muitas dificuldades no acesso principalmente à internet.
“O acesso ao computador ficou mais fácil nos últimos anos, com a queda de preços e programas de financiamento para aquisição desse bem. Ao mesmo tempo, o acesso à internet requer investimentos mais altos tanto por parte do governo como da iniciativa privada. Muitas vezes as empresas que levam a infraestrutura, que é a base de tudo, acabam concentrando sua área de atuação, em que também está concentrado o dinheiro, especialmente nas regiões Sul e Sudeste. O governo precisa fazer um trabalho de convencimento para que essas companhias universalizem a estrutura e melhorem a qualidade do acesso”, defendeu.
Essa diferença entre as regiões foi notada pela empregada doméstica Edna Maria da Silva, que chegou ao Rio vinda de Pernambuco há cerca de seis meses. Logo que conseguiu um emprego na capital fluminense, fez sua matrícula em um curso de informática.
“Lá no Nordeste é muito mais difícil conseguir locais com acesso à internet. Aqui no Rio, pelo menos, as casas parecem ter mais computadores com o serviço. Por isso, logo que eu consegui um emprego tratei de me inscrever, porque hoje em dia, sem saber mexer no computador, é quase como se a gente não soubesse ler e escrever”, afirmou.
Segundo o levantamento do IBGE, de 2007 para 2008 houve aumento no número de domicílios atendidos por rede coletora de esgoto (1,4 ponto percentual), somando 30,2 milhões de residências que dispõem do serviço. Também subiu em 603 unidades o número de domicílios com outro tipo de esgotamento sanitário ou sem qualquer esgotamento (0,2 ponto percentual). A Região Norte, responsável pela menor parcela de residências ligadas à rede coletora de esgotamento (9,5%), apresentou redução de 0,5 ponto percentual na proporção de lares com esse serviço, e aumento de 5,5 pontos percentuais nos domicílios com fossa séptica (unidades de tratamento primário de esgoto doméstico).
O estudo também indica um aumento de 0,6 ponto percentual nas residências que passaram a contar com serviço de coleta de lixo (87,9%) e nos lares com fornecimento de energia elétrica, que alcançaram 98,6% do total. O acesso à telefonia também cresceu, principalmente a celular. Entre os dois anos, o número de domicílios com algum tipo de telefone somou 82,1% e os que tinham só telefone móvel celular, 37,6%.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Alemanha faz objeções à publicação de livros online pelo Google


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Fonte: O Globo. Fonte original: Reuters. Data: 01/09/2009.
URL: http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2009/09/01/alemanha-faz-objecoes-publicacao-de-livros-online-pelo-google-767417047.asp
BERLIM (Reuters) - O governo alemão enviou a um tribunal de Nova York argumentos por escrito contra os planos do Google de publicar milhares de livros escaneados online, afirmou o Ministério de Justiça do país nesta quinta-feira.
O Google firmou um acordo com grupos de autores e de editoras nos Estados Unidos permitindo que copie livros para colocar na Internet, mas o acordo vem recebendo muitas críticas.
A Alemanha reclama que o Google escaneou livros de bibliotecas norte-americanas para formar sua base de dados sem consultar os donos dos direitos, e também há preocupações de que o serviço possa sair caro para as bibliotecas, uma vez que não é certo quanto o Google irá cobrar.
"Esperamos que o tribunal não aprove o acordo, ou que pelo menos remova autores e editoras alemãs... para que não sejam afetados", disse a Ministra da Justiça alemã Brigitte Zypries em comunicado do ministério.
Caso isso aconteça, os alemães poderão decidir por si próprios se querem ou não deixar suas obras disponíveis ao Google.
Autoridades alemãs participarão de uma audiência em 7 de outubro para discutir se o acordo é justo ou não, informou o ministério.
Na semana passada, a comissária de mídia da União Europeia disse que apoia o acordo.
(Reportagem de Madeline Chambers)

sábado, 29 de agosto de 2009

Banda larga no Brasil é lenta e cara


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Fonte: Tele Sintese. Data: 27/08/2009.
Autora: Miriam Aquino.
O coordenador do programa de inclusão digital da Presidência da República, Cezar Alvarez, conclamou as empresas de telecomunicações a se engajarem no Projeto Nacional de Banda Larga, que deverá estar definido pelo governo em 30 dias, conforme determinou ontem o presidente Lula. Segundo ele, o governo está disposto a discutir todas as questões que possam ajudar a criação de uma política nacional de banda larga, desde que as empresas também saibam que precisam fazer a sua parte. "A banda larga no Brasil é pouca, concentrada, lenta e cara", disparou ele.
Em um duro recado paras as empresas, ele assinalou que a banda larga é uma ferramenta para efetivar os direitos de cidadania, mas ela não estaria cumprindo este papel. Assinalou que dos 24% dos domicílios brasileiros que têm computador, apenas 17% têm acesso à internet, dos quais 30% com velocidades de até 256 Kbps. "Além disso, 40% da banda larga do país está concentrada no estado de São Paulo e 80% nas regiões Sul e Sudeste". Para demonstrar que o serviço também é muito caro, ele lembrou que, na cidade de Manaus se oferece 200 Kbps por R$ 119,00. Outro exemplo para respaldar as críticas do governo: 78% das empresas brasileiras têm banda larga abaixo de 2 Mbps. "Com a política, o governo quer não apenas estimular a oferta, mas também apoiar a demanda", concluiu.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Yahoo, Microsoft e Amazon se unem contra biblioteca virtual do Google


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Fonte: BBC Brasil. Data 24/8/2009.
Amazon, Microsoft e Yahoo estariam prestes a unir forças para se opor a um acordo que pode transformar o Google na principal fonte online para muitos trabalhos literários, criando a maior biblioteca virtual do mundo.
As três gigantes do setor de tecnologia devem se unir à coalizão Open Book Alliance, liderada pela organização sem fins lucrativos Internet Archive.
A Internet Archive tem se oposto publicamente ao acordo firmado em 2008 entre o Google e editoras e autores e já digitalizou mais de 1,5 milhão de livros, tornando todos disponíveis de graça.
"O Google está tentando monopolizar o sistema de bibliotecas. Se o acordo for fechado, eles realmente serão 'a' biblioteca e a única biblioteca", afirmou Brewster Kahle, fundador da Internet Archive.
Microsoft e Yahoo já confirmaram a participação na Open Book Alliance. A Amazon até o momento não fez comentários, pois a aliança ainda não foi formalmente lançada.
Acordo
O acordo assinado no ano passado foi para encerrar dois processos contra o Google por desrespeito aos direitos autorais, abertos após a empresa ter escaneado livros sem autorização.
O Google concordou em pagar US$ 125 milhões (cerca de R$ 230 milhões) para a criação do Registro de Direitos de Livros, no qual autores e editores poderiam registrar trabalhos online e receber remuneração. Autores e editores receberiam 70% da venda destes livros e o Google ficaria com os 30% restantes.
O Google também ganharia o direito de digitalizar trabalhos cujos donos dos direitos autorais são desconhecidos. Acredita-se que estes trabalhos compreendam até 70% dos livros publicados depois de 1923.
Os comentários a respeito deste acordo deverão ser registrados na Justiça americana até o dia 4 de setembro. No começo de outubro, um juiz de Nova York vai analisar se aprova a abertura de uma ação coletiva contra o acordo.
Paralelamente, o governo americano está investigando o impacto do acordo no mercado.
Enquanto o prazo de 4 de setembro se aproxima, o número de grupos e organizações que são contra o acordo aumenta. Mas, com os três gigantes do setor de tecnologia se juntando ao grupo, a Open Book Alliance poderá ganhar destaque mundial.
Os que criticam o acordo do Google afirmam que ele irá transformar o futuro da indústria de livros e o acesso público ao patrimônio cultural da humanidade que está concentrado em livros.
"Acreditamos que, se (o acordo) for aprovado, o Google conseguirá um monopólio sancionado pela Justiça e a exploração de uma coleção ampla de livros do século 20", afirmou Peter Brantley, diretor de acesso da Internet Archive.
Privacidade
Além do temor de monopólio, o acordo do Google também levanta a questão da privacidade.
A Fundação Electronic Frontier e a organização americana de defesa dos direitos do consumidor Consumer Watchdog, entre outros, enviaram uma carta ao Google para pedir que a companhia garanta aos americanos que “vai manter a segurança e liberdade que frequentadores de biblioteca tem há tempos: para ler e aprender sobre qualquer coisa (...) sem se preocupar se há alguém observando ou se seus passos poderão ser seguidos".
O Google se defende e afirma que o acordo traz muitos benefícios aos autores e vai disponibilizar milhões de livros não impressos na internet e em bibliotecas.
"O acordo do Google Books está injetando mais competição no espaço dos livros digitais, então é compreensível que nossos competidores lutem para evitar mais competição", afirmou a companhia em uma declaração.

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