sexta-feira, 28 de julho de 2006

O Problema da Info-exclusão


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Actualmente, a sociedade divide-se entre aqueles que têm acesso à Internet e os que não têm (os chamados info-excluídos). Dentro da população online, existe ainda uma grande linha de separação entre aqueles que têm ligações de banda larga e os que têm ligações de banda estreita (mais lentas). Uma das grandes razões para esta separação é o custo das conexões de alta velocidade.
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Os consumidores que ainda utilizam as chamadas conexões dial-up são diferentes daqueles que já utilizam a banda larga, ficando aquém destes últimos no que se refere à adopção de tecnologia e às actividades online. Para trazer a população da banda estreita para a banda larga, os fornecedores de acessos terão que disponibilizar serviços mais baratos, rentabilizando o seu negócio com a aposta em novos utilizadores.
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Fonte: SINFIC

quinta-feira, 27 de julho de 2006

Portais colaborativos ganham terreno


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Os benefícios desta ferramenta de trabalho são vários. Ganhos de eficiência, simplificação dos processos de informação ou maior rapidez na tomada de decisão são alguns dos exemplos que começam a cativar as PME.
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A contínua desmaterialização de processos de negócio e de documentos e a evolução das comunicações obriga os decisores das empresas a repensar estratégias e métodos de partilha de informação, trabalho e relacionamento dentro e fora da organização. Os portais colaborativos são uma resposta válida para as companhias portuguesas, uma vez que possibilitam aumentar a eficácia dos fluxos de informação e a tomada de decisões.
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As grandes empresas trabalham já com este tipo de ferramentas mas, como é habitual, esta é uma oferta que começa a orientar-se para as médias e pequenas empresas.
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Aceda à notícia completa em Semana Informática

terça-feira, 25 de julho de 2006

Recepção de Propostas de Estágio - Licenciatura em Ciência da Informação


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Licenciatura em Ciência da Informação - ano lectivo 2006/2007
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Encontra-se aberto o período de recepção de propostas de estágio para o ano lectivo de 2006/2007 o qual terminará em 31 de Outubro de 2006.
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As entidades interessadas deverão contactar a Coordenação de Estágios através dos seguintes endereços:
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Endereço postal:
Directora de Curso da Licenciatura em Ciência da Informação
Departamento de Ciências e Técnicas do Património
Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Via Panorâmica, s/n 4150-564 Porto
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O processo de selecção de candidatos inicia-se em 04 de Dezembro de 2006 e os estágios em 01 de Março de 2007.
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sexta-feira, 21 de julho de 2006

European University Association cria grupo de trabalho sobre o Open Access


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A European University Association (EUA) criou um grupo de trabalho Ad Hoc sobre o Open Access, na sequência de uma reunião realizada no dia 29 de Junho, convocada devido ao crescente interesse sobre o tema do Acesso Livre à literatura científica. O anúncio da constituição do grupo de trabalho, refere que ele deverá ser composto por representantes dos Conselhos/Conferências Nacionais de Reitores, e que a sua composição e programa de trabalho deverão ser conhecidos na próxima reunião do Conselho da EUA em Outubro.





Se as universidades europeias fizerem o que está ao seu alcance - requerer que as publicações dos seus membros sejam depositadas nos seus repositórios - e não se perderem em discussões (sem consequências práticas) sobre as questões gerais do sistema, mercado e modelos económicos da publicação científica, isso será um ponto de viragem histórico para o Open Access.





Apontador para o anúncio oficial da EUA.


O pior inimigo da burocracia


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Este é o título de um interessante artigo sobre gestão documental da revista Exame Informática de Agosto.

Universidade do Minho lança mestrado em Ciência da Informação


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Inscrições abertas até 11 de Setembro
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A Universidade do Minho passa a oferecer, a partir do próximo ano lectivo, um inovador mestrado em Ciência da Informação, resultado da parceria criada entre a Escola de Engenharia, e o Instituto de Ciências Sociais.
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As candidaturas já se encontram abertas, podendo inscrever-se - até 11 de Setembro próximo - titulares de licenciatura designadamente em Ciência da Informação ou equivalente ou com curso de especialização em Ciências Documentais ou equivalente.
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Este curso de mestrado foi criado com a noção clara de que a chamada "sociedade da informação" é muito mais do que um slogan a que frequentemente se recorre. Em particular as actividades profissionais mais directamente relacionadas com o processamento da informação debatem-se, cada vez mais, com a necessidade de lidar com novos instrumentos de trabalho e com a complexidade acrescida nas tarefas de organização e gestão da informação. Tais necessidades exigem novos métodos de trabalho, e competências relacionadas com a conversão da informação existente para novos suportes, e com a garantia da perenidade dos suportes digitais, sem esquecer as questões legais.
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A formação pós-graduada em "ciência da informação" que a UM passa agora a proporcionar procura constituir-se como um espaço de reflexão e de contributo naquelas temáticas. O curso contempla, entre outros aspectos, a natureza da informação, o seu tratamento e gestão, as suas fontes e respectivos âmbitos, os suportes e veículos, as tecnologias, as instituições e serviços constituídos em torno da informação, a problemática dos usos sociais e dos utilizadores/consumidores, a informação nas organizações e subsistemas sociais, as políticas de informação de âmbito nacional, europeu e internacional.
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O Curso de Mestrado tem a duração de dois anos, funcionando a parte lectiva em horário pós-laboral, nas instalações do Campus de Azurém, em Guimarães.
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Os interessados poderão obter informação mais desenvolvida através do site http://mci.dsi.uminho.pt, do mail mci@dsi.uminho.pt, ou do telef. 253 510 319 (Departamento de Sistemas de Informação).
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Informação disponibilizada pela colega Susana Cunha (BMAG - Biblioteca Municipal Almeida Garrett - Porto). Desde já agradeço pela sua colaboração.

quinta-feira, 20 de julho de 2006

Rumo às sociedades do conhecimento


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Estaremos no limiar de uma nova era - das sociedades do conhecimento?
Koïchiro Matsuura
Director-geral da UNESCO
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Os desenvolvimentos científicos do séc. XX praticamente trouxeram uma terceira revolução industrial, a das novas tecnologias, as quais são essencialmente tecnologias intelectuais. Esta revolução, que foi acompanhada por um maior avanço da globalização, lançou os alicerces da economia do conhecimento, colocando o conhecimento no centro da actividade humana, do desenvolvimento e mudança social. A informação não é conhecimento; e a incipiente sociedade de informação mundial só cumprirá o potencial se facilitar a emergência de sociedades de conhecimento pluralista e participativo que incluam em vez de excluírem.
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Significa isto que o século XXI irá assistir ao desenvolvimento de sociedades de conhecimento partilhado? Como é sublinhado na Relatório Mundial da UNESCO Rumo às Sociedades do Conhecimento, não deve haver indivíduos excluídos nas sociedades do saber: pois o conhecimento é um bem público que deve ser acessível a todos. O conhecimento tem duas qualidades notáveis: a não rivalidade e, uma vez passado o período de protecção dado pelos direitos de propriedade intelectual, a sua não exclusividade.
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Há, actualmente, um claro consenso de que o desenvolvimento das sociedades preconizado na partilha do conhecimento é a melhor forma de travar a guerra contra a pobreza e fazer a prevenção de grandes riscos para a saúde tais como pandemias, de reduzir a terrível perda de vidas causada por tsunamis e tempestades tropicais e de promover o desenvolvimento humano sustentado. Pois há, hoje em dia, novos métodos de desenvolvimento ao nosso alcance: já não estão alicerçados, como no passado, em "sangue, suor e lágrimas", mas na inteligência, capacidade científica e tecnológica de lidar com os problemas, no valor acrescentado intelectual e na expansão de serviços em todos os sectores da economia, que devem conduzir ao desenvolvimento cívico e ao crescimento de uma democracia de longo alcance.
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Consulte o artigo completo em: Rumo às sociedades do conhecimento
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Fonte: Diário de Notícias

terça-feira, 18 de julho de 2006

O Futuro da Captura de Informação


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A captura de informação - digitalização de documentos, garantia da qualidade e indexação - tem vindo a ganhar uma grande popularidade junto das empresas, à medida que os avanços na tecnologia de reconhecimento óptico de caracteres (OCR/ICR) facilita a indexação de documentos e a conversão de imagens digitalizadas em texto. Consequentemente, muitos vêem a captura de documentos como um mercado maduro e estagnado em termos tecnológicos. Nada poderia estar mais longe da verdade.
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A emergência de aplicações centradas nos conteúdos, o aumento da complexidade dos tipos de documentos, a necessidade de simplificar os processos de compatibilidade, e a necessidade de extrair informação de forma mais inteligente dos documentos capturados, coloca às organizações mais critérios de decisão para as soluções de captura de documentos. Desta forma, as organizações deverão escolher aplicações centradas nos conteúdos, e procurar soluções que sejam nativas, ou que mantenham uma estreita integração com os sistemas de gestão de conteúdos existentes internamente.
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Fonte: SINFIC

sábado, 15 de julho de 2006

As dificuldades da biblioteca pública no Brasil


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Abaixo consta um artigo publicado hoje em jornal da capital brasileira comentando, de forma crítica e lúcida, as dificuldades enfrentadas pelas bibliotecas públicas no Brasil.
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Amor egoísta dos príncipes pelo livro
Autor: Felipe LindosoAntropólogo, especialista em políticas públicas de cultura, é autor do livro O Brasil pode ser um país de leitores?
Fonte: Correio Braziliense (Brasília), 15/07/2006.


Ao terminar de ler as 682 páginas (fora o índice) do livro do professor Fernando Henrique Cardoso A arte da política - A história que vivi, fui assaltado por uma tremenda angústia: não há uma única linha de reflexão sobre políticas públicas de cultura em todo o calhamaço. O professor é um intelectual portentoso. O livro está pontilhado de citações de pensadores da mais variada estirpe, substanciando a teoria política que o professor procurou aplicar no exercício da Presidência da República. Max Weber, Karl Marx, Antonio Gramsci estão lá, junto com Erasmo de Roterdã, Raymundo Faoro, Florestan Fernandes (que foi professor de FHC e aparece mais nessa condição), Habermas, Hegel, Kant, Keynes, Maquiavel (com destaque), Montesquieu, Pascal e os diletos amigos do autor, Alain Touraine e Manuel Castells. Além de punhados de autores brasileiros, citados aqui e ali, sempre reforçando algum ponto da análise do eminente sociólogo.Certamente parte considerável do livro é dedicada à análise dos problemas da economia e da política institucional, como é de se esperar e certamente deve ser. Mas, se o professor cita tanto e é tão amigo dos livros e do saber, como explicar a ausência de qualquer reflexão sobre política pública de cultura? Na página 259 ele diz que "na Cultura, Weffort realizaria um excelente trabalho e acabou permanecendo os oito anos à frente do ministério", e que a escolha do titular tinha sido "pessoal". Mais nada disse sobre o assunto.Acontece uma coisa interessante na relação entre os políticos e os livros. Uma boa parte deles é leitor assíduo. São intelectuais de peso, como FHC e seu ministro da Cultura. Mas sua paixão pelos livros se esgota... nas respectivas bibliotecas domésticas. No máximo se estende às bibliotecas das eminentes instituições universitárias nas quais ensinaram e estudaram. Não conheço nenhum, nenhum mesmo, que expresse o raciocínio de que, sendo os livros tão bons, tão importantes, deveriam estar acessíveis ao conjunto da população.
Não, a sensação é a de ver Pombais redivivos esclarecendo D. José I: "Enterremos os mortos e cuidemos dos vivos". Porque eles sabem o que fazer, como fazer e para onde ir. A autonomia de pensamento que obtiveram com a leitura não é algo que, no fundo, queiram ampliar para o povo, já que seu diálogo é com os demais intelectuais. Frederico II da Prússia buscava os conselhos de Voltaire e dos demais iluministas. O círculo do saber girava entre os ilustrados, que certamente queriam o melhor "para a humanidade".A administração FHC é retrato dessa mentalidade. As iniciativas em termos de bibliotecas foram espasmódicas. A mobilização em torno da Câmara Setorial do Livro produziu um anteprojeto de lei que repousou na gaveta do encarregado da área por seis anos, até ser ressuscitada - amputada - pelo senador José Sarney. O programa de bibliotecas nos municípios foi pífio e irregular. Mas foi criada a Ordem do Mérito Cultural, que distribui medalhas para medalhões. Na prática, essa mentalidade deixa as verbas e a execução de uma política pública para o livro e a leitura relegada à última das prioridades.Constata-se que, na posição dos políticos em relação à cultura, faltou a simples passagem para o utilitarismo. Uma filosofia que talvez não tivesse tanto charme quanto a francesa, mas que fez surgir na Inglaterra do século 19 o movimento das bibliotecas públicas, impulsionado pelo cartismo mas, no final das contas, ancorado na compreensão de que, nas bibliotecas, o valor social do livro para a sociedade se incrementa à medida que mais pessoas a ele têm acesso. Como bem assinala Matthew Battles no seu A conturbada história das bibliotecas, citando John Stuart Mill, "estas ofereciam um bem ainda maior que a razão: também ofereciam a felicidade".Parece que nossos políticos, em vez do utilitarismo inglês, se afeiçoam à matriz filosófica do personagem do Outono do patriarca, de Gabriel Garcia Márquez, que era erudito e tinha lido tudo... no original francês. E como sabia de tudo, exercia o poder ditatorial sem remorsos. É o despotismo esclarecido que continua na moda.

Acesso à informação legislativa no Brasil


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Câmara lança serviço de acesso a informação legislativa Brasil
Fonte: Agência Câmara, 10/07/2006.
URL: http://www.camara.gov.br/internet/agencia/materias.asp?pk=91128
O presidente da Câmara, Aldo Rebelo, lança amanhã o Serviço de Integração Tecnológica (SIT-Câmara), para facilitar o acesso às informações legislativas pelas organizações que acompanham diariamente a tramitação de projetos na Casa. Órgãos públicos, associações de classe, organizações não governamentais e outras entidades poderão acessar gratuitamente, com mais facilidade, as informações legislativas. O novo serviço permitirá a importação de dados diretamente do sistema de informações da Câmara para os sistemas das entidades interessadas.

Como pesquisar no Google


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Livro ensina a pesquisar no Google e indica outros serviços
Fonte: Diário Digital / Lusa, 12/07/2006.
URL: http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=18&id_news=235783
As técnicas de pesquisa no Google e os principais serviços e software deste mecanismo/motor de busca são o tema da obra «Google», lançada esta semana pelo Centro Atlântico como vigésimo volume da coleção Software Obrigatório. O livro, escrito pela equipe editorial do Centro Atlântico e repleto de exemplos práticos, afirma que, apesar de o Google ser o motor de busca mais usado do mundo, os utilizadores ainda desconhecem muitas das suas potencialidades.

Dicionário acessível via telefônica


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Dicionário de português acessível nos telemóveis Portugal,
Fonte: Público Data: 13/07/2006 URL: http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1264011

Um dicionário da língua portuguesa com cerca de cem mil vocábulos vai estar em breve, literalmente, à mão de qualquer pessoa que tenha um telemóvel com acesso à Internet. O novo dicionário tem também um corrector ortográfico e permite pesquisar tempos verbais. O novo serviço é um desenvolvimento do “Dicionário da Língua Portuguesa On-line”, lançado há dez anos pela Priberam e a Texto Editores, cujo número de utilizadores ronda hoje os 48 mil por dia.

sexta-feira, 14 de julho de 2006

Livro eletrônico: a Alexandria portátil


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A Alexandria portátil
Fonte: http://www.revistapronto.com.br/Noticia.asp?ID=150
Vem de longe o sonho humano de ter todo o conhecimento futuro e passado num só lugar. Os livros sempre foram as moradias deste desejo, espalhadas, distantes, por vezes em agrupamentos. Já se tentou reunir todos os livros, documentos e conceitos num só local, a Biblioteca de Alexandria, 300 A.C., depois pira de estimados 30 a 70% do escrito até então, originais de filósofos gregos tornados fumaça. Mas o imaginado por Borges já tem respaldo tecnológico, questão de braços agora! É o fim de dois paradigmas, o papel e o espaço. Digitalizar livros não é recente. Os próprios manuais dos programas de computação já eram escritos e entregues em disquetes, como ebooks e os escaners sempre foram periféricos baratos e em paralela evolução aos PCs. O impulso à transformação digital deriva da concorrência dos mecanismos de busca, especialmente o Google, versão yuppie de Deus: onipotente, onisciente e onipresente. Acesso aos livros, especialmente os antigos, passou a ser diferencial na concorrência entre buscadores. É entre traças e aforismos que Microsoft, Yahoo! e Cadê guerreiam. Alguns números ajudam.Desde a Suméria de 3100 A.C. , publicamos ao menos 32 milhões de livros, 750 milhões de artigos e ensaios (somem este) , 25 milhões de canções , 500 milhões de imagens e 100 bilhões de páginas de Internet (duas décadas, as cem) . Os 50 petabytes hoje ocupariam o espaço de uma cidade. À curva das atuais taxas de compressão e armazenamento não levarão uma dezena de anos e carregaremos nossa Alexandria num iPod.Em 2003, a livraria Amazon inaugura o serviço A9, com o qual o freguês percorre algumas páginas dos livros relacionados ao assunto que procura. Já era uma revolução, alguém, no caso um programa, vasculhava por mim uma livraria inteira, coisa de dez segundos. Se eu precisasse de citações, trechos curtos ou referências bibliográficas a livraria abstinha-se de cobrar. Uma revolução! A Google Inc. não tardou a responder. Na Feira de Livros de Frankfurt, em 06 de outubro de 2004, sob testemunho de Paulo Coelho e Dan Brown, anunciou o projeto, que já iniciara, de digitalizar as sete maiores bibliotecas dos Estados Unidos, que inclui as bibliotecas de Harvard, Stanford, Michigan e Oxford. Só Harvard guarda 15 milhões de volumes. A dupla dona books.google.com foi clara no objetivo da empreitada, que custará anos e dólares inestimáveis: "abrir (unlock) a riqueza de informações que está offline e trazê-la online". Algumas das universidades impuseram restrições, como não disponibilizar conteúdos integrais de livros recentes. Não há mais recuo, a indústria livreira sofreu a mesma punhalada que a fonográfica, e bambeia pelos mesmos corredores virtuais, os trocadores de arquivos P2P, ponto a ponto, que as irmãs audíveis. Se procuro por Da Vinci Code na rede E-Donkey, tenho mais de uma centena de opções grátis a desembolsar R$31,00 pela obra. Itens caros, como As Obras Completas de Freud e Enciclopédia Brittannica, igualmente oferecidos à troca.Todas as músicas gravadas já digitalizadas, daí a dianteira no fornecimento de serviços, pagos ou não. Só em Stanford, que possui oito milhões de livros, a Google utiliza um robô da suíça 4digitalbooks capaz de escanear mil páginas por hora. Ao humano cabe apenas abastecer a máquina com os volumes. E tem política aí gente: na China, todas as bibliotecas estão em igual processo, com uma ressalva: só os livros em chinês ganharão versão eletrônica. Uma vez em circulação, os novos ricos do Vale do Silício e os pobres da conectada Índia têm em mãos a mesma biblioteca. Num segundo tempo, os termos estabelecerão imediata conexão, uma palavra levando e outra, culturalmente transformadas, num infinito. No "Admirável Mundo Novo" dos livros, cada bit leva a outro, cada página a outras tantas, coisa quem em 1984, o ano, nem a casa das quimeras projetava. Uma exceção, talvez: Nicholas Negroponte, do MIT, idealizador do projeto OLPC- "One Laptop Per Child", um computador de U$$100 a ser distribuído a todos os alunos das escolas públicas de países pobres. No Brasil, embora em ajustes de custos, parte da produção já começou. A Biblioteca Virtual do Estudante Brasileiro da USP e o Projeto Gutenberg já contam com milhares de livros grátis, notadamente clássicos e pertencentes ao currículo do ensino médio. Cópias baratas e leis de pantanosas de domínio público (autorização para copiar) tiveram efeito perverso. Há coleções inteiras abandonadas pelos publishers e com reprodução controlada, um continente de livros legados às trevas. O caso mais comum é a inviabilidade econômica em reimprimir e manter edições. Noutra ponta, fúnebre, as editoras desconhecem os reais destinatários dos direitos cujos autores morreram. É algo assustador: 75% dos livros guardados em bibliotecas são órfãos. Apenas 15% deles são de domínio público e 10% são reeditados. Enfim, a maior parte deles jaz em cavernas.E como ficam os direitos autorais. Descontados autores vivos, bestsellers e coleções direcionadas, mesmo a lei americana, é porosa. Poucos editores possuem lista segura de pertencimento intelectual das obras que imprimem e forçados pela Google e pelo A Million Book Project, cujo nome explica a cumprida missão, seguem as mesmas toadas. Sabem que ao final a cópia vencerá. Mesmo a Biblioteca do Congresso Americano tem pouca rastreabilidade acerca dos recipientes de direitos das obras que hospeda. É questão de tempo, como tem sido com a música.Kevin Kelly, um dos fundadores da Wired, www.kk.org e autor de "Out of Control: The New Biology of Machines, Social Systems and the Economic World" (Fora de Controle: A Nova Biologia das Máquinas, Sistemas Sociais e Economia Mundial) prevê novo modelo de recebimento de pelos autores passará necessariamente pelo Google ou assemelhados será a troca de links ou de serviços publicitários, fato que provocou o retorno às catacumbas. Com a digitalização frenética dos dois terços abandonos, editores buscam maneiras de receber algo pelos ressuscitados. E a encrenca ainda é maior, Google com cabeças de vantagem, claro. Não só.Dos vivos e novos, as leis atuais são inócuas. Não há, como foi com o vinil, como controlarmos as cópias, que crescem exponencialmente. A riqueza migrou do arquivo em si, seja livro, música ou filme, software para os serviços agregados que o produtor deste fornecerá online. A interatividade, a personalização, o pós venda agora concentram valor e nestes devem mirar os produtores de conteúdo. A tecnologia empurra a lei e a oferta a outros regimes.A biblioteca do mundo já é fato e o cessar fogo entre as buscadores e produtores é inevitável, uma vez que já se conhece o resultado. Nós, os leitores.

USA: Tecnologia permite controlar PC com o pensamento


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Um homem paralítico usou um novo sensor cerebral e conseguiu mover um cursor, abrir e-mails no seu computador e controlar um dispositivo robotizado com a força do pensamento.
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A notícia foi avançada ontem pela agência Reuters. O sistema foi criado por um grupo de cientistas que acreditam que o sensor BrainGate, que funciona por meio de electródos implantados no cérebro, pode oferecer novas esperanças a pessoas paralisadas por motivo de doença ou acidentes.
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«Trata-se do primeiro passo de um teste clínico em curso, e os primeiros resultados são encorajadores devido ao potencial de ajudar as pessoas que sofrem de paralisia», disse em entrevista o médico Leigh Hochberg, do Massachusetts General Hospital.
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O homem, de 25 anos, que sofre de paralisia nos quatro membros desde há três anos, completou tarefas como movimentar um cursor no ecrã e controlar um braço robotizado. Ele é o primeiro de quatro pacientes com ferimentos na medula espinal, distrofia muscular, derrames ou distúrbios motoneurológicos a testar o sistema de controlo cerebral de movimentos desenvolvido pela Cyberkinetics Neurotechnology Systems, de Massachusetts, Estados Unidos.
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«Trata-se do início de uma importante tecnologia neurológica, com a qual a capacidade de transmitir sinais com origem no cérebro dará um grande passo adiante. Temos a capacidade de transmitir sinais ao cérebro, mas transmitir sinais do cérebro é um verdadeiro desafio. Acredito que o resultado seja um acontecimento histórico», disse o professor John Donoghue, da Universidade de Brown, em Rhode Island, director científico da Cyberkinetics.
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Os cientistas implantaram um minúsculo chip de silício com 100 electródos numa área do cérebro que controla os movimentos do corpo. A actividade das células foi registada e enviada a um computador que traduzia os comandos e permitia que o paciente se movesse e controlasse aparelhos externos.
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«Esta parte do cérebro, o córtex motor, que em geral envia sinais à espinha e aos membros para controlar movimentos, continua a poder ser usada para controlar um aparelho externo, mesmo anos depois dos ferimentos na medula espinal», acrescentou Hochberg, co-autor do estudo, publicado pela revista científica Nature.
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quinta-feira, 13 de julho de 2006

Palavra Google já é oficialmente um verbo


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"Usar o motor de busca Google para encontrar determinada informação através da Internet”. É assim que o dicionário Merriam-Webster agora define o possível uso da palavra Google enquanto verbo na língua inglesa.
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O dicionário de Oxford já havia considerado que o nome do mais popular motor de busca da net podia ser usado como verbo. Mas ontem também o prestigiado Merriam-Webster incluiu essa referência.
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Ao contrário da maioria das palavras que demoram entre 10 a 20 anos a conseguirem entrar oficialmente para estes dicionários, a palavra Google demorou apenas cinco anos a adquirir este novo estatuto apesar de a título não oficial estar há muito a ser usada como verbo em muitas publicações e na linguagem do dia-a-dia entre os utilizadores.
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quarta-feira, 12 de julho de 2006

Editoras unidas contra o Google


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Invocar o nome do Google é o bastante para conseguir enorme visibilidade na mídia. A indústria editorial está temerosa com o desejo do mecanismo de busca em digitalizar a maioria dos livros publicados.
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Veja o artigo completo no The Guardian, de 11 de Julho de 2006.
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Informação disponibilizada pelo Dr. Murilo Bastos

Bases de dados das Ilhas Atlânticas e Arquivo Regional da Madeira


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Bom dia,
Aproveito a oportunidade para divulgar dois projectos muito interessantes. Estes foram desenvolvidos na Região Autónoma da Madeira.
Desde já agradeço à colega de profissão Márcia Vieira pela sua colaboração, foi ela que nos enviou estas referências.
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Com os melhores cumprimentos,
Paulo Sousa

Portugal em 14º lugar nas oportunidades digitais entre os Quinze da UE antes do alargamento


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Portugal está 14º lugar entre os Quinze da União Europeia (UE) anteriores ao alargamento, apenas à frente da Grécia no índice de oportunidades digitais, que pretende medir a facilidade de acesso dos cidadãos às tecnologias de informação e comunicações (TIC), tanto em disponibilidade como em preço. E fica em 25º lugar entre 40 países europeus (média de 0,55). A Guiné-Bissau surge com o quarto pior lugar, com um índice 0,04. Entre os países de língua portuguesa, o segundo pior é Moçambique, no 169º lugar (índice 0,09), imediatamente abaixo de Timor-Leste (0,10), enquanto o Brasil ocupa o 71º lugar (índice 0,42), Cabo Verde 107º (0,33) e Angola 135ª posição (0,21).
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Notícia completa em: Público.PT

terça-feira, 11 de julho de 2006

Conferência Internacional sobre DUBLIN CORE e Aplicações de Metadados


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O seminário DC-2006 – Metadado para o Conhecimento e a Aprendizagem – acontece este ano em Colima, no México, de 3 até 6 de outubro. O evento é o sexto de uma série de congressos previamente realizados em Tókio ( 2001), Florença (2002), Seattle (2003), Shangai (2004) e Madrid (2005).

O objetivo é discutir uma série de tópicos relacionados a padrões e tecnologias para o metadado. Serão abordadas questões referentes à melhora da qualidade do acesso à informação na internet, o governo eletrônico, o e-aprendizado, as bibliotecas digitais, as ontologias, além de informações empresariais.

O padrão Dublin Core foi aprovado como norma ISO 15836 dede 2003 e é hoje uma linguagem comum internacional usada em uma comunidade de mais de 50 países em 20 diferentes idiomas. O Dublin Core define um grupo básico dos elementos dos metadados que podem ser usados para descrever recursos digitais, incluindo locais da web, imagens, publicações e base de dados.

Participam profissionais vinculados ao mundo digital, profissionais da informação, documentaristas, webmasters, administradores de sítios da web, criadores de blogs, empresários, entre outros.
Mais informações podem ser obtidas no endereço http://dc2006.ucol.mx/ ou pelo e-mail dc2006@ucol.mx

Fonte: Assessoria de Comunicação Social Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict)

segunda-feira, 10 de julho de 2006

Museu Alberto Sampaio de Guimarães acolhe biblioteca digital de arte


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Guimarães - A empresa de tecnologias IBM e o Instituto Português dos Museus (IPM) assinaram na passada sexta-feira um protocolo de cooperação que vai permitir aos visitantes do Museu Alberto Sampaio, em Guimarães, visitar uma biblioteca digital com mais de 2000 obras de arte.
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O contrato permitiu a abertura de dois quiosques multimédia no museu vimaranense, no passado sábado. As estruturas permitem conhecer algumas das maiores obras de arte do Museu Hermitage, em São Petersburgo, e aceder a informação sobre a restauração da «Fiorentina Pietà», uma obra que o pintor Miguel Ângelo deixou inacabada.
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Desenvolvido por profissionais da IBM, o programa «Hermitage» disponibiliza soluções multimédia do tipo «museu virtual», desenvolvidas através da instalação de um CD-ROM e do acesso ao «website» www.hermitagemuseum.org.
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O projecto para a reconstrução da «Fiorentina Pietá» começou em 1998, com recurso a uma tecnologia computacional desenvolvida pela IBM. Através de modelos a três dimensões, a ferramenta permite agregar mais de dois milhões de bits de dados. O resultado são «réplicas da obra em grande escala, com um elevado nível de perfeição», explica a empresa em comunicado.
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O protocolo será assinado pelo director do IPM, Manuel Bairrão Oleiro e pelo presidente da IBM Portugal, José Joaquim de Oliveira.
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sábado, 8 de julho de 2006

Portugal em 12º no e-Government


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A pedido da Comissão Europeia, a Capgemini analisou a maturidade do e-Government em 28 países europeus. No cômputo global o resultado é bastante positivo, o que não invalida a continuação de esforços para aceleração do desenvolvimento. Portugal alcançou o 12.º lugar do ranking.



sexta-feira, 7 de julho de 2006

Biblioteca Pública Regional da Madeira


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Visite o website da Biblioteca Pública Regional da Madeira. Pode pedir o cartão de leitor, verificar os horários dos espaços físicos da biblioteca, o seu endereço e o de outras bibliotecas públicas da Madeira, consultar o catálogo e visualizar o espaço físico da biblioteca através de fotografias e, inclusive, consultar as newsletters bimensais.



"O Plano tecnológico não existe, é um powerpoint"



Augusto Mateus no Semanário Económico de hoje.

Perspectivas Actuais do Acesso à Informação Cartográfica


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Vai realizar-se o
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2º Encontro do Grupo de Trabalho de Cartotecas Públicas Hispano-Lusas (Ibercarto) Dos Produtores aos Utilizadores: Perspectivas Actuais do Acesso à Informação Cartográfica
Biblioteca Nacional de Portugal, 23 e 24 de Novembro de 2006.

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Mais informações em http://purl.pt/7115/1/

quinta-feira, 6 de julho de 2006

Metade dos portugueses não sabe utilizar um computador


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O nosso país está entre os quatro membros da União Europeia cujas populações apresentam menores conhecimentos na utilização de computadores.
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Mais de metade da população portuguesa não apresenta as competências básicas para a utilização de um computador. Os dados são de um estudo do Eurostat e colocam Portugal nos últimos lugares da lista da Europa dos 25 no que à literacia digital diz respeito.
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Assim sendo, 54 por cento da população nacional não sabe mexer num computador, valor semelhante ao apresentado também pelo Chipre. Abaixo de Portugal, surgem apenas a Hungria (57%), a Itália (59%) e a Grécia (com 65%) [...].
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Notícia completa em Semana Informática

quarta-feira, 5 de julho de 2006

Creative destruction in the library


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A revista The Economist desta semana dedica um artigo interessante sobre o livre acesso a trabalhos de investigação.

terça-feira, 4 de julho de 2006

Arquivos pessoais de John F. Kennedy na Internet


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A Biblioteca e Museu John F. Kennedy, em Boston, anunciou que irá colocar na Web, numa biblioteca digital, milhões de documentos, fotos e arquivos de áudio do ex-presidente. O projecto levará mais de uma década a ser concluído.


É um projecto ambicioso que transformará o material na primeira colecção presidencial completa disponível na Internet. A Biblioteca JFK tem cerca de 8,4 milhões de páginas de documentos pessoais, parlamentares e presidenciais de Kennedy, 400 mil fotos, milhares de horas de gravações de áudio, 2,6 milhões de metros de filmes gravados e está ligada à Administração Nacional de Arquivos e Registros.


Os arquivos guardam importantes momentos do século XX, entre eles a luta pelos direitos civis, a crise dos mísseis cubanos e a corrida à Lua.



Questionário: Situação da Mudança e Aprendizagem Organizacionais em Portugal


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O Portal COL - Change and Organizacional Learning está a desenvolver um estudo sobre a "Situação da Mudança e Aprendizagem Organizacionais em Portugal". Colabore respondendo ao seguinte Questionário.

Duas Bolsas de Investigação na área de Recuperação de Informação


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Lisboa, Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa
Prazo: 10 a 27 de Julho de 2006
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Integrar-se-ão na equipa de investigação do grupo XLDB (http://xldb.fc.ul.pt) do LASIGE (http://lasige.di.fc.ul.pt) no projecto GREASE (http://xldb.fc.ul.pt/grease).
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Habilitações: licenciados em Informática da FCUL (ou similar)
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Experiência: experiência na área de recuperação de informação.
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Notícia completa em ScienceJobs

segunda-feira, 3 de julho de 2006

Coimbra - Penitenciária transformada em biblioteca


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O edifício ocupado pela Penitenciária poderá transformar-se na "maior biblioteca do país", com a transferência para aquele espaço do espólio das bibliotecas Municipal e da Universidade de Coimbra. A ideia partiu do director da Biblioteca Geral da Universidade, Carlos Fiolhais, e foi desde logo apoiada pela Câmara de Coimbra, como afirmou, ao JN, o presidente Carlos Encarnação.


O programa de intervenção para a renovação urbana da actual Penitenciária será hoje discutido na reunião semanal do Executivo. De acordo com Carlos Encarnação, é objectivo da autarquia manter o edifício e "dar-lhe uma vertente cultural", pelo que "aderimos de imediato" à ideia de criação da Casa do Conhecimento.(...)



Notícia completa: Jornal de Notícias

Diário da República - edição electrónica


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O primeiro-ministro apresentou hoje a edição electrónica «universal e gratuita» do Diário da República como «um novo símbolo da modernização tecnológica», salientando o exemplo dado pela administração pública para estar na linha da frente da inovação.


«Não poderíamos falar de modernização acelerada da administração pública sem dar este passo», afirmou José Sócrates, na apresentação da edição electrónica do Diário da República e do Sistema de Certificação Electrónica do Estado, numa cerimónia na sede da Imprensa Nacional, em Lisboa.


A partir de hoje, o Diário da República estará acessível, sem quaisquer restrições, a todos os cidadãos, que poderão consultar, arquivar e imprimir os seus conteúdos, através do site da Internet gerido pela Imprensa Nacional Casa da Moeda, www.dre.pt.


O fim da edição em papel do Diário da República irá representar uma poupança de 1.400 toneladas de papel.



Novo arquivo municipal de Paredes de Coura vai custar quase 700 mil euros


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A construção do Arquivo Municipal de Paredes de Coura foi adjudicada por 697 mil euros e a obra deverá arrancar em Setembro, com um prazo de conclusão de um ano, informou o presidente da câmara.(...)
O investimento no arquivo de Paredes de Coura será comparticipado em 35 por cento pelo Programa de Apoio à Rede de Arquivos Municipais, suportando a câmara a fatia restante. O arquivo terá dois pisos e, além das áreas destinadas ao público, como salas de leitura e gabinetes de atendimento, disporá de gabinetes técnicos para conservação e restauro, recepção e classificação de documentos e quatro áreas de depósito. Passará a integrar a Rede Nacional de Arquivos.(...)

Por Olga Ferreira

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