sábado, 27 de fevereiro de 2010

4 de Maio será o dia mundial contra os sistemas de protecção anti-cópia


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No próximo dia 4 de Maio assinala-se o dia mundial contra os sistemas de protecção anti-cópia (os chamados DRM - Digital Right Management). O anúncio foi feito pela Free Software Foundation, promotora da iniciativa, que quer desta forma protestar contra o uso desta tecnologia.

A acção de 4 de Maio tem como objectivo alertar os utilizadores para "os perigos das tecnologias que restringem o acesso dos utilizadores a filmes, música, literatura e software", pode ler-se no comunicado da organização, colocado online.

"Quando as empresas se organizam para desenvolver produtos que nos restringem, nós temos de nos organizar para combatê-las", indicou o mesmo responsável.

De acordo com a fundação, o uso dos DRM impede a utilização dos conteúdos adquiridos e força as pessoas a usarem o software proprietário, frisa o presidente da Fundação para o Software Livre, Richard Stallma.

Em 2006 já tinha sido assinalado um dia contra o DRM, que contou com várias manifestações, à escala mundial, recorda o Sapo Tek.

Fonte: Público

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Correntes d'Escritas - Póvoa de Varzim


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Começou hoje e já atribuiu o Prémio Literário Casino da Póvoa a Maria Velho da Costa pela obra Myra. O anúncio foi feito há momentos na Sessão Oficial de Abertura, no Casino da Póvoa.

Vá acompanhando o evento aqui.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Seminário 'Epistemologia das Ciências da Informação: Aproximações e problemáticas'


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sábado, 20 de fevereiro de 2010

Sistema de publicação automática da Amazon já aceita e-books em português


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Já é possível a autores e editoras com obras em português, espanhol e italiano usarem um serviço da Amazon que permite a publicação automática de livros digitais.

Até aqui, a Kindle Digital Text Platform permitia apenas livros em inglês, alemão e francês.

Esta plataforma permite a qualquer pessoa criar um e-book e vendê-lo para clientes do Kindle (ou para clientes que, mesmo não tendo o aparelho, usem a aplicação do Kindle para computador ou para iPhone).

O preço dos livros é determinado por quem recorre ao serviço e a Amazon fica com 65 por cento das receitas. Numa nota, a empresa adianta ainda que tenciona alargar o sistema a outras línguas.

Fonte: Público

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Anúncios em vídeo chegam amanhã à imprensa portuguesa


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A revista "Sábado" é a primeira publicação em Portugal a utilizar uma tecnologia que permite colocar vídeos em suportes de papel. O anúncio, da Renault, vai ser distribuído num encarte.

Designada Video In Print (VIP), a nova tecnologia, comercializada em Portugal pela Pixel, é constituída por um ecrã de dois milímetros de espessura, que pode ser incorporado numa folha de de revista ou num livro, por exemplo.

Um encarte demonstrativo da tecnologia, disponibilizado pela Pixel e semelhante (embora com outros conteúdos) ao que amanhã sai na Sábado, mostra um pequeno ecrã de 2,4 polegadas (sensivelmente do tamanho do de um telemóvel comum) colocado numa folha de cartão dobrada – no interior, estão vários fios e componentes eléctricos que fazem o sistema funcionar. A espessura do conjunto é muito superior à de um folha de papel.

Botões ao longo da folha permitem ao leitor seleccionar vários vídeos. Nas costas, uma entrada faz com que seja possível, através de um cabo USB, ligar o dispositivo a um computador, para que o ecrã possa ser recarregado – a bateria dura uma média de 120 minutos.

O vídeo, com som, arranca quando se abre o encarte, num sistema semelhante aos postais musicais.

O encarte da Renault será incluído apenas em alguns exemplares da "Sábado", de forma aleatória. Ao todo, informa aquela empresa, são seis vídeos publicitários, com uma duração total de dez minutos.

A tecnologia de VIP foi lançada em Setembro nos Estados, Unidos com uma campanha conjunta da CBS e da Pepsi na revista “Entertainment Weekly”, na qual a estação televisiva apresentou vários trailers das suas novas séries e a Pepsi transportou os seus anúncios de televisão para a revista.


Fonte: Público

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Livros e carnaval dão samba!


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Fonte: Blog do Galeno. Data: 12/02/2010.
URL: http://www.blogdogaleno.com.br/

De novo o Brasil mostra que carnaval e livros podem dar samba. Em diversas cidades brasileiras, a literatura e seus personagens fantásticos vestem a fantasia e vão para a avenida. No Rio, onde se faz o melhor e mais badalado carnaval do mundo, nada menos do que três bibliotecas vão desfilar na Sapucaí. Salgueiro, Ilha do Governador e Tijuca escolheram o tema para desenvolver seus enredos. Nada mais natural e apropriado, e com todas as condições de ampliar a presença dos livros e da leitura no imaginário nacional.
Um Dom Quixote gigante na Ilha
O desfile das escolas de samba do Grupo Especial do Rio será aberto por um dos maiores personagens da literatura universal de todos os tempos: Dom Quixote de La Mancha, com sua história clássica do cavaleiro sonhador. É assim que a União da Ilha do Governador, escola que está de volta à divisão principal do carnaval carioca, dará o pontapé inicial na maior festa popular do País. Afinal, mais de 400 anos depois de criado, o cavaleiro inventado pelo escritor Miguel de Cervantes está mais vivo do que nunca no imaginário daqueles que cultivam os sonhos.
Tijuca revive a lendária biblioteca de Alexandria
A Unidos da Tijuca preparou algumas surpresas grandiosas para seu carnaval 2010. Seu carro alegórico mais brilhante será A Biblioteca de Alexandria, que trará os segredos da humanidade alimentados pela literatura. Para isso, vai recontar a história da biblioteca famosa que, construída há 2.300 anos no Egito (e destruída por um incêndio que acabou com a "casa dos livros de todos os povos"), continua, até hoje, cercada de mistérios.
Salgueiro e a história sem ponto final
O enredo do Salgueiro, uma das escolas de samba mais famosas do carnaval carioca, é sobre literatura: "Uma História de Amor sem Ponto Final". Um dos carros alegóricos fala de um dos livros do bruxinho Harry Potter, um dos mais vendidos no mundo. Outro simboliza a Bíblia, o mais lido e que mais influenciou o mundo Ocidental. E um outro ainda reproduzirá nada menos do que uma biblioteca gigante na passarela da Sapucaí. A escola quer dar vida aos personagens dos livros.
Um sarau de carnaval!
E vem do Acre a boa tirada da semana para não perder a oportunidade de tudo virar leitura. A Casa de Leitura da Gameleira resolveu promover em Rio Branco o seu Sarau de Carnaval. Foi buscar nos versos do cantor, compositor e escritor Chico Buarque a inspiração: "se aliste meu camarada/a gente vai salvar/ o nosso carnaval". Era uma opção para quem não curte as festas de Momo, sempre muito movimentadas e tumultuadas, mas se ligam em manifestações poéticas e artísticas em torno da celebração mais popular do Brasil. O sarau foi baseado principalmente nas composições dos mestres da MPB, como Chico, Vinicius e Cartola. Quem topou ir ao palco declamar uma poesia ou outra obra literária já se credenciou para sair de lá escolhido rei ou rainha da festa.
O prêmio era um... livro. Para ser lido no feriadão.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Nova biblioteca pública em São Paulo


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Com cara de livraria, biblioteca é inaugurada onde funcionava o Carandiru
Autora: Fernanda Calgaro.
Fonte: Portal G1. Data: 7/2/2010.
No local onde funcionava a Casa de Detenção do Carandiru, na Zona Norte de São Paulo, será inaugurada nesta segunda-feira (8) a Biblioteca de São Paulo. A abertura ao público será na terça. Com pufes coloridos e poltronas confortáveis, o novo espaço cultural, que ocupa um pavilhão de 4.257 m2, foge do estereótipo da biblioteca pública com ar austero e lembra mais uma livraria moderna de grande rede. A inauguração marca a etapa final da mudança do lugar que chegou a ser o maior presídio da América Latina, com cerca de 8.000 presos e foco de constantes rebeliões e fugas. A transformação começou em 2002, quando os primeiros pavilhões com as celas foram implodidos e deram origem, anos depois, ao Parque da Juventude. Dos sete pavilhões originais, somente dois foram mantidos e, depois de reformados, passaram a abrigar uma escola técnica. "É com muita alegria que vamos ocupar esse lugar de tão triste memória”, afirma o secretário estadual de Cultura, João Sayad. A biblioteca foi pensada com o objetivo de incentivar a leitura e será um centro de treinamento para todas as bibliotecas municipais que existem no estado de São Paulo. "O frequentador vai encontrar os livros expostos pela capa, sem pretensão didática ou de erudição. Vão estar ali os livros mais procurados e os lançamentos recentes. O local pretende ser uma biblioteca que chama o público para ler. Vai ter Playboy, Claudia, Capricho e Caras", enumera Sayad.

O prédio da biblioteca foi erguido inicialmente com a proposta de abrigar eventos e exposições, mas ficou fechado por alguns anos, sem nunca ter sido usado. Por causa das dimensões e do fácil acesso -fica em frente à estação do metrô Carandiru- foi escolhido para a biblioteca. Da construção original, que, com suas paredes de vidro, privilegia a integração com o verde do parque, pouco precisou ser mudado. "As intervenções incluíram colocação de revestimento e isolamento acústico, mas a estrutura não foi mexida", afirma a idealizadora e gestora do projeto, Adriana Ferrari, assessora de gabinete da secretaria. O investimento de implantação foi de R$ 12,5 milhões (R$ 10 milhões do estado e R$ 2,5 milhões do Ministério da Cultura). O custeio será de R$ 4 milhões. Uma verba adicional de R$ 1 milhão deve ser destinada todo ano para a atualização do acervo. Com cerca de 30 mil itens, que incluem livros, DVDs, CDs, revistas, quadrinhos e jornais, a biblioteca dispõe de equipamentos de última geração, como um terminal de auto-atendimento, que permite ao usuário cadastrado liberar o empréstimo sozinho. Também há a preocupação com acessibilidade: o local tem de elevador e impressora em braile a software que faz a leitura em voz alta. O acesso à internet será de graça e computadores estão espalhados por todos os lados. "A ideia é usar esses recursos concorrentes do livro, como a internet, a música e o DVD, para atrair o interesse pela leitura", diz Adriana. De "Dom Casmurro" ao "Diário de Bridget Jones", o acervo promete agradar a todos os gostos e ter um pouco de tudo.

A biblioteca é dividida por faixa etária. Cabanas coloridas, com cadeiras e pufes, são o centro da atenção do pavimento térreo, destinado às crianças e aos adolescentes. Dependurados dos tetos, aviõezinhos de papel em tamanho gigante compõem a decoração. Nesse andar também há um auditório para palestras e eventos e uma área externa coberta, com café e espaço para apresentações artísticas. O primeiro andar é destinado ao público adulto. Com mesas de leitura, computadores e poltronas, o ambiente é aconchegante. O acervo com livros e DVDs de conteúdo adulto ficarão numa área restrita, com acesso permitido para maiores de 18 anos. A expectativa é receber cerca de 700 pessoas diariamente. "Estamos muito animados e acreditamos que a biblioteca será muito bem recebida pela população", diz a diretora da biblioteca, Magda Maciel Montenegro. Ela é integrante da Poiesis, organização social que administra também o Museu da Língua Portuguesa e a Casa das Rosas. O local ficará aberto de terça a sexta das 9h as 21h, e, nos finais de semana e feriados, até as 19h. "Se houver demanda, também podemos pensar em abrir às segundas", diz Magda.

Serviço
Biblioteca de São Paulo
Endereço: Parque da Juventude. Avenida Cruzeiro do Sul, 2.630, Prédio 3 -
Fica ao lado da estação de metrô Carandiru (Linha Azul) - Há estacionamento pago para carros Horários de funcionamento: Terça a sexta, das 9h às 21h. Sábado, domingo e feriado, das 9h às 19h

Video In Print, o pequeno ecrã para todos os papéis


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A Pixel mostrou hoje como pretende inserir pequenos ecrãs de vídeo em jornais, revistas, panfletos, cartões de visita ou embrulhos de presente. Video In Print é o nome da tecnologia.


A Pixel acaba de garantir a revenda para o mercado português desta solução que promete dar um primeiro passo rumo à electrónica descartável.

Numa apresentação para jornalistas, a Pixel lembrou que o VIP pretende actuar como uma mais-valia comercial para editoras e meios de comunicação impressos.

A solução desenvolvida pela Americhip é compatível com todos os formatos de vídeo digital.

A primeira versão do VIP não permite carregar vídeos para o dispositivo incorporado no papel (ou no cartão, plástico, ou outro suporte), mas está prevista essa possibilidade para versões futuras. Em contrapartida, é possível descarregar vídeos do VIP para o computador - desde que o fornecedor da solução assim queira.

A produção de soluções com VIP integrado deverá ser feita em parceria com a Pixel. A inclusão dos pequenos ecrãs implica o envio dos projectos para programação na Americhip, nos EUA.

A Pixel não revela os custos dos pequenos ecrãs - apenas refere que varia consoante a encomendas.

Fonte: Exame Informática

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Google acabou de apresentar o Buzz


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Lembram-se do wave? Pois bem a Google acaba de lançar o Buzz que basicamente é uma actualização do Gmail às redes sociais...



Para saber mais consulte www.google.com/buzz e leia a notícia sobre o Buzz no El País.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Disponibilização da revista Prisma.Com: Edição n.º9, Dezembro de 2009‏


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Já se encontra disponível o nº 9 (Dezembro de 2009) da Revista de Ciência da Informação e da Comunicação do CETAC.Media - Prisma.Com.

Poderá aceder à publicação através do URL: http://prisma.cetac.up.pt
 
Edição N.º 9 - Dezembro de 2009

Artigos
Fluxos videomusicais: uma proposta epistemológica para o estudo dos vídeos musicais na web 2.0 

Blogosfera, Midiaesfera y Fútbol: aspectos del funcionamiento de un nuevo ecosistema informativo en la Argentina
Gonzalo Prudkin[+]

ADOPT_DTV: Barreiras à adopção da televisão digital no contexto da transição da televisão analógica para o digital em Portugal
Célia Quico, Manuel José Damásio[+]
 
Prémio CETAC/CONTECSI*
Mediações e mediadores em Ciência da Informação
Armando Malheiro da Silva[+]

Etnografia virtual em redes sociais de escolas públicas do norte e nordeste brasileiros: o Programa Tonomundo
Brasilina Passarelli, Mariana Tavernari[+]
 
Gestão da Informação: um estudo de caso em um instituto de pesquisa tecnológica
Raniery C. Q. Pimenta, Manoel Veras Sousa Neto[+]

SIC – Sistema de Inteligência Competitiva: um estudo descritivo exploratório em uma empresa do setor brasileiro de comunicações
Luciano Augusto Toledo, Luiz Alberto Toledo, Cláudio Alberto de Moraes, Moizes Ari Zilber[+]
 
O processo de construção do Portal de Ensino do Exército Brasileiro: relato de uma experiência
Sandra de Azevedo Silva, Ana Alice Vilas Boas, Glória de Jesus Oliveira[+]
Recensões
Os Efeitos Cognitivos da Comunicação de Massas
Carmen Diego Gonçalves [+]

Tecnologia Educativa: La formación del profesorado en la era de Internet
Luísa Aires[+]

Testemunho do Dr. Eloy Rodrigues sobre os congressos BAD


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No blogue dedicado ao 10º Congresso BAD existe uma secção de vídeos muito interessantes, em que alguns dos profissionais da informação mais proeminentes do nosso país relatam um conjunto multifacetado de visões e experiências acerca das suas participações nos congressos anteriores.

Em forma de convite a visitarem este interessante espaço, destaco o vídeo de um dos nossos colaboradores, o do Dr. Eloy Rodrigues:


quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

«Tag cloud» da Temática do 10º Congresso BAD


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Uma perspectiva diferente, mas não menos interessante, da temática do 10º Congresso Nacional de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas, a realizar-se nos próximos dias 6, 7 e 8 de Abril, em Guimarães.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

O livro eletrônico e os impostos


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O livro evoluiu. E a tributação?
Autor: José Eduardo Tellini Toledo
Professor da Fundação Getulio Vargas e sócio da área tributária do Escritório Leite, Tosto e Barros Advogados.
Fonte: Correio Braziliense. Data: 1/02/2010.
Há algum tempo foi divulgada na mídia a chegada ao Brasil do chamado Kindle, leitor eletrônico comercializado pela Amazon, a maior livraria do mundo. Prometendo ser uma revolução, esse equipamento eletrônico, com apenas 290 gramas e com capacidade de armazenamento de 1.500 arquivos digitalizados, garante o recebimento de um livro adquirido em apenas 60 segundos.
O preço que será disponibilizado a todos nós brasileiros: US$ 279, acrescido de uma taxa de envio de US$ 21 e US$ 285.34 de imposto de importação. E foi justamente essa composição do preço que chamou nossa atenção.
Não desconhecemos que, hoje, por meio de determinados sistemas de informática, é possível ler livros nos mais diversos equipamentos: computadores, iphones, blackberries, entre outros. Nesses casos, não temos dúvida de que tais equipamentos não têm a função preponderante de ser um leitor de arquivos digitalizados; muito pelo contrário, a finalidade essencial é justamente outra, sendo semelhante leitor um mero acessório. Mas o que dizer em relação ao chamado Kindle? Como largamente divulgado, sua única e exclusiva função é de um leitor eletrônico. Uma rápida visita ao site www.amazon.com, mais especificamente ao kindle store, verificamos que somente são disponibilizados para esse aparelho livros, revistas e jornais.
Ora, será que nesse caso, não estamos diante de uma nova forma de divulgação de livros, jornais e periódicos? Sobre esse ponto decidimos reservar alguns momentos para reflexão. Isso porque, como é do conhecimento geral, os livros, jornais, periódicos e papel destinado à sua impressão estão imunes à incidência de impostos, seja pela União, seja pelos Estados (e Distrito Federal) e Municípios (artigo 150, inciso VI, alínea "d", da Constituição Federal).
A doutrina brasileira é pacífica no sentido de que essa imunidade foi concedida sem qualquer condição, sem qualquer interpretação que possa vir a limitá-la ou descaracterizá-la. De fato, o legislador constituinte teve a intenção de impedir a instituição de impostos sobre determinados bens ou atividades que especificamente indicou dada à sua relevância social. Por outro lado, não há como pretender aplicar essa norma de forma restrita, já que, por se tratar de imunidade tributária genérica, admite-se a interpretação ampla, de modo a transparecer os princípios e postulados nela consagrados (RE 102.141-RJ / STF). Assim, não são necessárias grandes digressões para concluir que o legislador constituinte, ao tratar da imunidade sobre livros, jornais e periódicos, não limitou o benefício apenas àqueles elaborados em papel. Pelo contrário, pretendeu proteger os valores insertos nesses meios de comunicação. Por outro lado, em se tratando do papel, somente aquele que for destinado à impressão desses produtos é que poderá gozar da imunidade constitucional.
Mas jamais foi colocado (até porque o texto constitucional assim não está escrito) que somente os livros, jornais e revistas feitos de papel seriam imunes. Admitir tal hipótese é restringir a interpretação das normas constitucionais, o que afronta uma interpretação literal ou teleológica dessa norma. De fato, se o legislador não fez qualquer distinção, não cabe ao intérprete fazê-la.
Não desconhecemos que as antigas constituições federais estabeleciam que a imunidade somente era aplicada ao papel destinado à fabricação de livros, jornais e periódicos. Ou seja, o benefício tinha por finalidade proteger o produto "papel", e não o conteúdo onde era aplicado. Mas a redação da atual Carta Magna é diametralmente oposta. Desde 1988, não se pretendeu apenas proteger o papel, mas também o livro, as revistas e os periódicos, enquanto meios de divulgação da liberdade de expressão.
Esse tema não é novo. O próprio Supremo Tribunal Federal já reconheceu que a finalidade dessa norma é "evitar embaraços ao exercício da liberdade de expressão intelectual, artística, científica e de comunicação, bem como facilitar o acesso da população à cultura, à informação e à educação" (RE 221239 - São Paulo).
Apesar disso, sempre houve grande discussão, principalmente por parte dos entes tributantes, que somente esses materiais, quando feitos de papel, estariam imunes de impostos. Os demais, veiculados por outros meios (que não o papel), não estariam incluídos nessa imunidade e, portanto, não haveria (segundo eles) qualquer óbice em sua tributação. Contudo, não só os livros eletrônicos ou audiolivros já se encontram presentes no nosso dia a dia; os livros de pano, ou livros de plástico, como os infantis, já são de longa data conhecidos pela população em geral. Como podemos, então, desconsiderar a evolução tecnológica e pretender que apenas os produtos de papel sejam imunes aos impostos? Caberia ao legislador ordinário, em plena sintonia com o mandamento constitucional, observar que a finalidade da imunidade em questão é justamente o incentivo e a proteção à educação e cultura. Se assim fosse, certamente não haveria conflitos ou posicionamentos divergentes entre os entes tributantes e os contribuintes. Os meios pelo quais os livros, jornais e periódicos são divulgados apenas decorrem de uma evolução tecnológica, que em nada conflitam com a norma constitucional. Infelizmente, só podemos concluir que a chegada do kindle reabrirá a discussão em torno da imunidade dos impostos para os livros, jornais e periódicos. Oxalá nossos tribunais consigam pacificar essa discussão, a fim de evitar que a cada nova tecnologia o tema volte à baila e novos conflitos entre os entes tributantes e os contribuintes sejam travados.
Realmente o livro evoluiu, mas a tributação ainda está presa a conceitos arcaicos e dissonantes em relação à Constituição Federal.
Comentário:
O artigo acima aborda uma importante faceta relacionada com o aspecto jurídico do livro eletrônico. É vital para o sucesso do livro eletrônico que o mesmo também seja amparado pela isenção dos impostos, conforme já prescreveu a atual Constituição Brasileira. Esta, já em 1988, mostrou que os livros, jornais, periódicos e papel destinado à sua impressão estão imunes à incidência de impostos. Assim, por analogia, os órgãos tributários também devem considerar o livro eletrônico e o aparelho de leitura de livro eletrônico como bens passíveis de isenção de tributos.
O livro eletrônico está em seus primórdios. Ainda teremos muita coisa para acontecer, especialmente na escolha pelo mercado do formato e leitor mais adequado para o livro eletrônico – no momento, a nível mundial, existem mais de cinco padrões. Devo lembrar que, no tempo do vídeo, o formato da SONY (U-Matic) era o de melhor qualidade. Entretanto, o mercado forçou a escolha do VHS! A mesma coisa ainda está para acontecer com o formato+leitor do livro eletrônico. Portanto, dentre uns dois a cinco anos teremos um padrão mundial. A partir daí o livro eletrônico irá deslanchar e ocupará lugar preponderante na vida quotidiana.
Murilo Cunha

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Desfile de Bibliotecas móveis


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O "desafio" e o vídeo veio daqui. Passem por lá e respondam ao desafio...

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