sexta-feira, 28 de abril de 2006
O Mundo das Bibliotecas Técnicas na FEUP
quinta-feira, 27 de abril de 2006
Faleceu a criadora do Formato MARC
Henriette Avram, considerada uma das criadoras do Formato MARC (Machine Readable Cataloging), faleceu aos 86 anos, em 22 de abril de 2006. Esse formato foi o veículo para o intercâmbio de dados bibliográficos que, em 1971, foi adotado como padrão nos Estados Unidos, seguido depois, pela maioria dos outros países. Avram, que tinha 86 anos, aposentou-se da Library of Congress em 1992, depois de 26 anos de serviço, onde ocupou inúmeros cargos.
ISBN com 13 dígitos
Em janeiro de 2007 a indústria editorial começará a utilizar o ISBN (International Standard Book Number) com 13 dígitos para identificar todos os livros. O atual código, com 10 dígitos, será abandonado. O sítio abaixo explica as mudanças que serão feitas e provê programas gratuitos para a efetuar a conversão para o novo ISBN.
URL: http://www.isbn.org/standards/home/isbn/transition.asp
Processo do "Código Da Vinci" causa celeuma
Fonte: Folha de S. Paulo. Data: 27 de abril de 2006.
O juiz britânico Peter Smith, que presidiu o julgamento do processo de plágio movido contra Dan Brown, autor de 'O Código Da Vinci', colocou um código no texto do veredicto, que acabou inocentando o escritor. A suspeita foi levantada por advogados de Londres e Nova York que, desde a divulgação do resultado, no dia 7 de abril, notaram que as letras de algumas palavras do documento estavam em itálico. Smith disse que 'provavelmente' confirmaria a existência de um código, caso alguém o decifrasse. 'Não posso discutir o julgamento. Mas não vejo por que um veredicto não pode ser divertido', declarou Smith à agência de notícias Associated Press. '[As letras em itálicos] não parecem erro de datilografia, né?' Smith se destacou durante o julgamento por conta das observações espirituosas que quebraram o gelo do processo. Ao todo, seu documento tem 71 páginas. No primeiro dos 360 parágrafos do texto, a palavra 'claimants' [reclamante, requerente] aparece com o 's' em itálico. E as letras em itálico nos primeiros sete parágrafos formam as palavras 'Smithy Code' [algo como código de Smith]. O advogado Dan Tench, da firma de advocacia londrina Olswang, notou ocódigo quando viu pela primeira vez as letras em itálico do documento, numa versão colocada na internet. 'Acho que ele estava entrando no espírito da coisa. [O código] não tira a validade do documento. Ele estava apenas se divertindo um pouco', diz Tench. O advogado Mark Stephens garante que tentará quebrar o código de Smith: 'Os juízes são conhecidos por escrever veredictos muito sofisticados e engraçados. A tendência já existe há algum tempo: um fez um texto com rimas, outro em pares de versos. É algo que acrescenta um pouco de humor ao que seria um texto árido. Há um precedente', brinca. Publicado no Brasil pela editora Sextante, 'O Código Da Vinci' vendeu mais de 40 milhões de cópias no mundo todo. No processo, cujo julgamento Smith comandou, Brown havia sido acusado de ter plagiado 'O Santo Graal e a Linhagem Sagrada', de Michael Baigent, Richard Leigh e Henry Lincoln. O livro foi lançado originalmente em 1982, publicado no Brasil em 1993 pela Nova Fronteira, que reeditou o título recentemente.
Comentário: Bibliotecas e Sociedade da Informação
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Se nos colocarmos dentro de uma biblioteca, podemos observar que a quantidade de informação disponível em muitas áreas excede a capacidade do indivíduo em consumi-la, há uma necessidade premente em adquirir mais qualidade ao invés da quantidade de informação. O mesmo se passa com as Tecnologias da Informação e Comunicação, dada a crise económica que se abate sobre a sociedade, as universidades e as respectivas bibliotecas devem fazer uma selecção criteriosa das TIC a adquirir, analisando e estudando as necessidades dos utilizadores, o impacto da nova tecnologia, o custo-benefício, a formação, as mais valias, etc.
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quarta-feira, 26 de abril de 2006
Máquina de leitura...
sexta-feira, 21 de abril de 2006
Biblioteca Municipal de Matosinhos apresenta: Encontro de Literatura em Viagem
Biblioteca Municipal da Golegã
quinta-feira, 20 de abril de 2006
Projecto para integrar as bibliotecas nacionais... na investigação europeia
quarta-feira, 19 de abril de 2006
Google muda de nome para “Gu Ge” na China
O motor de busca mais popular do mundo adoptou um novo nome com o objectivo de entrar mais facilmente no mercado chinês: “Gu Ge” – que pode ser traduzido como “a canção das colheitas”. --
Esta é a primeira vez que o gigante da Internet muda de nome, uma iniciativa que o director-executivo do Google, Eric Schmidt, justifica como uma medida necessária para tornar mais fácil à população chinesa o reconhecimento dos serviços do motor de busca. --
Recorde-se que a China já superou os EUA na liderança do mercado de Internet em termos de utilizadores.--
Fonte: Exame Informática
terça-feira, 18 de abril de 2006
PRIMAVERA DE LIVROS
Ver:
Fonte: IPLB
quinta-feira, 13 de abril de 2006
Política de preservação digital
O documento, aprovado pelo Conselho Diretor da LAC em primeiro de fevereiro de 2006, trata da política de preservação digital dos documentos públicos e privados de interesse para a história e cultura do Canadá.
Usando a voz para fazer a busca na Web
Autor: Alexandre Barbosa. Data: 13/04/2006
Fonte: O Estado de S. Paulo
Não é segredo que todas as grandes empresas de buscas,como Yahoo, MSN e Google desenvolvem projetos para incorporar o reconhecimento de voz em seus serviços, mas um novo pedido de patente, feito pelo Google, é sinal de que está cada vez mais próximo o dia em que o usuário vai pedir o que quer na Web, verbalmente.No caso, é a patente de número 7,027,987, registrada ontem no serviço de registro de patentes dos EUA e que cobre uma 'interface de voz para um mecanismo de busca'.Segundo a descrição do pedido, trata-se 'de um sistema que provê resultados a partir de um pedido de busca feito verbalmente. O sistema recebe a sentença de buscado usuário, aplica uma ou mais hipóteses de reconhecimento, cada uma associada a um peso, a partir da sentença, e constrói uma busca booleana em um sistema de varreduras, oferecendo então os resultados para o usuário'.O serviço, apontam analistas, poderia alavancar a participação do Google nas buscas de produtos e serviços em telefonia móvel, fornecendo respostas fonadas ou mesmo em forma de texto para os usuários.
Símbolo de Ciência da Informação
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Hoje queria pedir a colaboração de todos, para que, entre “todos”, possamos desvendar algumas raízes da nossa área profissional, nomeadamente, as características simbolísticas da Ciência da Informação, ou das suas áreas associadas (Arquivística, Biblioteconomia, Documentação, etc.).
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Penso que todos os profissionais da informação que já se formaram ou estão em vias de tal, devem ter alguma curiosidade em saber se existe algum símbolo do seu curso (ou área), qual a cor da pedra do anel? Se as demais áreas dispõem de elementos identificativos, porque é que nós, profissionais da informação, não dispomos de um símbolo que nos identifique, que nos caracterize e nos una como uma classe profissional de importância vital para a sociedade da informação?
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Assim sendo, peço a todos os que puderem para enviar para os comentários desta mensagem ou para o meu e-mail, alguma pista, referência, notícia ou, simplesmente, a vossa opinião, pois entre todos pode ser que haja algum consenso.
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Fico a aguardar pelas vossas contribuições.
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Paulo Sousa
O futuro do catálogo da biblioteca
Nesse documento, elaborado para a Library of Congress, são analisadas as pesquisas sobre os catálogos de bibliotecas e apresentadas sugestões a respeito do futuro dos catálogos.
quarta-feira, 12 de abril de 2006
Google e MSN preparam “operação plástica” aos seus motores de busca
Actualmente, o Google usa apenas um recurso a negrito para destacar a palavra-chave encontrada. Já o MSN Search prepararia mudanças mais significativas e vinculadas ao pacote de serviços Live.com. O motor de busca da Microsoft vai incluir notícias via RSS para cada pesquisa e um novo design para área de busca de imagens.
Google e Microsoft confirmam que vão fazer mudanças, mas não especificam quais nem divulgam a data em que as alterações ficarão disponíveis ao utilizador.
Holmes - Sistema de busca de artigos em Ciência da Informação e áreas associadas
Actividades como o levantamento bibliográfico e a busca facilitada em múltiplos repositórios e periódicos com "revisão pelos pares" (peer-review) são os principais argumentos para um sistema como este.
Actualmente, o projecto ainda está a ser testado. Já foram detectados alguns problemas, sendo que alguns dos quais já estão a ser solucionados, nomeadamente:
a) O Holmes não consegue reconhecer acentuação nos dados importados a partir de 2 (dois) periódicos electrónicos;
O desenvolvimento de métodos (agentes inteligentes) que possam indexar periódicos que não utilizam o protocolo OAI é uma possibilidade a ser explorada, caso haja uma grande aceitação do Holmes.
O mentor deste projecto agradece aos visitantes que queiram fazer testes (pesquisas) e comentários sobre o sistema.
terça-feira, 11 de abril de 2006
DIA MUNDIAL DO LIVRO 2006
O "Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor" é comemorado, desde 1996 e por decisão da UNESCO, a 23 de Abril, dia de São Jorge.
segunda-feira, 10 de abril de 2006
Difusão Cultural na Internet
Link: http://www.estado.com.br/editorias/2006/04/10/cad87347.xml
Data: 10 abril 2006
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A difusão de livros na internet vai provocar uma revolução semelhante à invenção da imprensa, mas é preciso estar atento para evitar que se torne monopólio de países ou empresas e que sufoque a diversidade cultural que se anuncia neste século 21. Essa é, em resumo, a idéia defendida pelo diretor da Biblioteca Nacional da França Jean-Nõel Jeanneney, que esteve no Rio na semana passada para participar do Colóquio de Bibliotecas Digitais, na Maison de France. Ele veio também lançar o livro "Quando o Google Desafia a Europa: Em Defesa de uma Reação", uma resposta à promessa do site de buscas de digitalizar e colocar na rede mundial 7 milhões de títulos até 2010.
"O livro foi conseqüência de um artigo que escrevi no Le Monde no início de 2005, logo após o anúncio do Google. É claro que é bom ter acesso à informação, mas é preciso que seu controle não fique só com uma empresa, que seu financiamento não se dê só pela publicidade e que essa grande quantidade de informação seja ordenada", afirma Jeanneney, que é historiador, foi diretor da Rádio France e assumiu a Biblioteca Nacional de lá há quatro anos. "Não se pode deixar a cultura e a difusão da língua só nas mãos do mercado. Quem é a favor dessa liberdade absoluta acha que tudo se resolverá se não houver controle, mas posso afirmar, como historiador, que não é isso que acontece."
Jeanneney lembrou que a invenção da imprensa, no século 15, ao mesmo tempo em que democratizou o conhecimento, até então guardado nos mosteiros e nas poucas universidades existentes, eliminou culturas e línguas que não tinham acesso fácil a esse meio. "É preciso evitar que isso ocorra novamente. Além disso, o Estado sempre interveio nos meios de comunicação, criando barreiras aos produtos estrangeiros ou cotas", lembrou ele. "Na internet é impossível intervir dessa forma, mas pode-se agir afirmativamente, criando ou estimulando a criação de bibliotecas virtuais e a publicação de mais e mais títulos nessa nova mídia."
Segundo Jeanneney, o anúncio do Google chamou atenção dos governos europeus para o controle da difusão cultural pela internet. "Há um consenso entre governos de que é preciso ordenar a publicação de livros na internet, uniformizar a forma de digitalização e de acesso do público e também à preservação do direito do autor, detalhe que o Google tinha esquecido." Para o diretor da Biblioteca Nacional da França, a participação da Alemanha no colóquio evidencia essa preocupação. "Acordamos para a questão em 2005, tomamos iniciativas em 2006 e teremos velocidade de cruzeiro em 2007." Por velocidade de cruzeiro ele entende a digitalização de livros e seu controle pelo Estado, mas sempre ouvindo a iniciativa privada, especialmente as grandes empresas que podem patrocinar o processo e acelerá-lo. "É preciso encontrar um equilíbrio, pois Estado e mercado devem ser parceiros nesse processo. Há consenso na Europa de que não se pode deixar a preservação das culturas nacionais e regionais nas mãos da iniciativa privada, mas esta pode ser sócia nessa empreitada.” Vi entre vocês uma preocupação com a preservação da cultura, sua difusão e o cuidado com a diversificação. O Brasil tem também muita força intelectual e econômica, apesar das desigualdades sociais. Mas a difusão de livros na internet pode contribuir para diminuir essa desigualdade, pois é sabido que a cultura é uma das ferramentas para chegar a esse resultado."
Como historiador e professor universitário, Jeanneney sempre viveu entre livros, escrevendo-os - é autor de uma história dos meios de comunicação adotada nas universidades européias, de um dicionário sobre rádio e televisão franceses, ensaios sobre Victor Hugo e Clemenceau e outros gêneros. Para ele, o livro físico é uma fonte de prazer única, não só pelo conteúdo, mas também pelo tato e até o cheiro. "Livros novos têm um odor particular, que faz parte do prazer da leitura", lembrou ele. "Hoje em dia leio tanto na tela do computador quanto o livro físico. Quando quero uma informação técnica, rápida, vou para a tela, mas se é por prazer, nada se compara ao livro de papel."
10as Jornadas PORBASE
10as Jornadas PORBASE
dedicadas ao tema
Normalização Bibliográfica
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sábado, 8 de abril de 2006
A volatilidade dos endereços Web
Data: 15 abril 2004
Dos milhares de artigos publicados anualmente em revistas científicas de todo o mundo, grande parte ganha, além da versão em papel, um espaço na internet. Com a popularização da rede mundial de computadores, muitos são inclusive publicados apenas na versão eletrônica. Até aí, nenhuma novidade.O problema é que essa inclusão digital não significa permanência – e muito menos perenidade.Um estudo feito pelo norte-americano Jonathan Wren, do Centro Avançado deTecnologia Genômica da Universidade de Oklahoma <http://www.genome.gov/>,mostrou que grande parte dos artigos publicados na internet acabam em um limbo digital e os endereços onde deveriam estar retornam apenas as infamesmensagens de "página não encontrada" no programa de navegação.Após longa análise, Wren descobriu que, por exemplo, quase um quinto de todos os endereços mencionados na última década em resumos do Medline<http://medline.cos.com/>,um serviço do governo norte-americano extremamente popular entre a comunidade científica, simplesmente desapareceu. Segundo a Nature<http://www.nature.com/>,Wren decidiu investigar o problema depois que encontrou um endereço não existente mencionado no Medline para um dos artigos que escreveu.
Outro cientista preocupado com o problema é Robert Dellavalle, da Faculdadede Dermatologia da Universidade do Colorado <http://www.colostate.edu/> que,em outra pesquisa, verificou que cerca de 12% dos endereços de internet mencionados nos periódicos The New England Journal ofMedicine, The Journal of the American Medical Association e Science depareceram apenas dois anos após a publicação. Dellavalle sugere o desenvolvimento de sistemas aprimorados de catalogação eletrônica, pois considera "inadequada" a resposta das editoras ao problema.
"Os periódicos não estão fazendo coisa alguma para amenizar a situação. É impressionante o que tem desaparecido. Até mesmo um artigo que escrevi sobre preservação digital não se encontra mais onde deveria estar", disse à Nature. O pesquisador da Universidade do Colorado acredita que, se os responsáveis pelas publicações solicitassem aos autores o envio das referências do artigo ao Internet Archive <http://www.archive.org/>, um projeto da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, além de manter cópias escritas do trabalho, o problema poderia diminuir. Pelo menos um periódico, o PLoS Biology<http://biology.plosjournals.org/>está pedindo aos autores para usarem o Internet Archive. Enquanto isso, outros editores estão trabalhando em uma iniciativa chamada CrossRef <http://www.crossref.org/>, que pretende fornecer códigos numéricos permanentes para documentos eletrônicos, de modo que eles não se percam, mesmo com a mudança dos endereços de internet.
sexta-feira, 7 de abril de 2006
Seminário : Direito de Autor : Comemorações do Dia Mundial do Livro nas Bibliotecas LX
09h30 – Recepção aos participantes
INCITE - blogs Informação-Documentação
28 de Abril - Forum sobre Bibliotecas Escolares em Ponte de Lima
sexta-feira, abril 07, 2006
Publicado por Nuno de Matos
28 de Abril
- 9.30 horas – Recepção aos participantes
- 10.00 horas – Sessão de abertura
- 10.15 horas – "As redes concelhias"*, Dr.ª Teresa Calçada, Gabinete da Rede de Bibliotecas Escolares
- 10.45 horas – "A rede concelhia de bibliotecas de Ponte de Lima", Dr.ª Isabel Costa, Prof.ª Carminda Correia e Escola EB2.3/S de Arcozelo
- 11.15 horas – Intervalo para café
- 11.45 horas – “Rede concelhia de Santa Maria da Feira” *, BM de SM da Feira
- 12.15 horas – Debate
- 12.45 horas – Intervalo para almoço
- 14.30 horas – "Diz-me como lês, dir-te-ei como és?", Dr. Belmiro Ribeiro, Centro de Formação das Escolas de Gondomar
- 15.00 horas – "Projecto dar vida às letras: acção à descoberta do livro e da biblioteca", Rede de Bibliotecas do Vale do Minho
- 15.30 horas – "A biblioteca escolar para além do Centro de Recursos", Prof.ª Doutora Lourdes Dionísio, Universidade do Minho
- 16.00 horas – Debate
- 16.30 horas – Encerramento
* Título a confirmar
Org.: Câmara Municipal de Ponte de Lima/Biblioteca Municipal e Rede concelhia de Bibliotecas Escolares
Apoio: Littera. Associação Portuguesa para a Literacia
Inscrições (envio): até 24 de Abril
Biblioteca Municipal de Ponte de Lima
Largo da Picota
4990 - 090 Ponte de Lima
biblioteca@cm-pontedelima.pt
Fax 258.900410
A Internet em Portugal
quinta-feira, 6 de abril de 2006
Uma imagem por mil palavras: "Il bibliotecario"
Será esta a caricatura do bibliotecário moderno? Como é que podemos caracterizar este profissional da informação nos dias de hoje?
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Será um cientista da informação? Um robot mecanizado que realiza tarefas pré-concebidas empiricamente ao longo dos últimos séculos?
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Se as bibliotecas são "organizações sem fins lucrativos", porque é que estas não cooperam muito mais, se partilham da mesma missão e dos mesmos objectivos?
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Será uma questão cultural ou política?
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Se houvesse mais cooperação, talvez os profissionais da informação ficassem mais livres de algumas tarefas rotineiras do dia a dia laboral e dispusessem de mais tempo para desenvolver mecanismos, serviços e recursos de apoio aos seus utilizadores.
Sites de busca emburrecem os estudantes?
Autoria: Edward Tenner Fonte: Estado de S. Paulo, 2 de abril de 2006.
Conversas sobre declínio eram coisa antiga na academia já em 1898, quando tradicionalistas fustigavam Harvard por ter eliminado a exigência do idioma grego para o ingresso na universidade.Mas hoje há um viés novo: os sites de busca estarão emburrecendo os estudantes?Em dezembro, o Centro Nacional para Estatísticas da Educação, dos EUA, publicou um relatório sobre a capacidade de ler e escrever. Revelou que a proporção de universitários capazes de interpretar textos complexos havia caído de 40% para 31% desde 1992.Como diz Mark S. Schneider, comissário de estatísticas da educação do centro, "o inquietante é que a avaliação não pretendia testar a compreensão de Proust, mas a habilidade de ler rótulos". Uma pesquisa britânica teve resultados semelhantes.A grande mudança foi a internet. A partir do início da década de 1990, escolas, bibliotecas e governos adotaram a internet como o portal para o acesso universal à informação.E no âmago de suas esperanças estavam mecanismos de busca, como o Google e seus rivais, Yahoo e MSN.
Os novos sites não só encontram mais, eles geralmente apresentam informação utilizável na primeira tela.O Google modestamente declara que sua missão é "organizar a informação do mundo e torná-la universalmente acessível e útil". Mas a conveniência pode ser problema.Nos primórdios da internet, o mecanismo de busca mais sério era o Alta Vista. Para usá-lo bem, o pesquisador precisava aprender a construir um enunciado como "Engelbert Humperdinck e não Las Vegas" - para o compositor de ópera, não o cantor contemporâneo. Agora, graças a uma programação brilhante, uma simples consulta produz uma primeira página pelo menos adequada.A eficiência decorre de sua capacidade de analisar conexões entre sites.
O Google classifica páginas pela freqüência com que são conectados a outros sites altamente classificados. Conseguiu isso usando uma variação de um conceito familiar em ciência natural, a análise de citações.Em vez de procurar quais estudos são mais citados nas publicações influentes, ele afere com que freqüência as páginas são conectadas a sites altamente classificados - classificados por conexões com eles mesmos. A análise de citações tem sido atacada em círculos bibliotecários por inflar as classificações (e indiretamente os preços) de algumas publicações.Os mecanismos de busca têm o problema oposto: a dispersão em vez da concentração de interesse. Apesar do ajuste fino, suas fórmulas exibem sites medíocres no mesmo pé que os especializados.Curioso sobre o campo acadêmico de história do mundo? Consulte "história do mundo" no Google.Quando tentei, o único artigo sobre o movimento de história do mundo, da Wikipedia, só aparece na quinta tela e era breve e concêntrico. Só na sétima tela descobri o site World History Network, nada bom para iniciantes.
Muitos estudantes parecem não ter habilidade para estruturar suas buscas.Em 2002, pediram a estudantes de graduação da Universidade de Tel-Aviv que encontrassem na internet, sem limite de tempo, uma imagem da Monalisa, o texto completo de Robinson Crusoe ou David Copperfield e uma receita de torta de maçã com fotografia. Só 15% executaram as três tarefas.Hoje, o Google acelerou essas tarefas, mas o problema persiste. Bibliotecária da Associação Histórica Americana, Pamela Martin observou que "a simplicidade e a impressionante proeza de busca do Google engana os estudantes, fazendo-os crer que são bons pesquisadores em geral".A educação superior está contra-atacando. Bibliotecários estão ensinando "capacitação para obter informação".
Alunos de pós estão começando a discutir a adesão à Wikipedia em vez de combatê-la, como muitos ainda fazem quixotescamente. Uma melhor informação numa sala de aula poderá produzir a sociedade que a internet um dia prometeu? Há duas maneiras de avançar. Mais proprietários de conteúdo gratuito de qualidade deveriam aprender as manhas para incrementar seus sites de forma a melhorar sua classificação nos mecanismos de busca.E o Google pode fazer mais para educar os usuários sobre o poder - e freqüente conveniência - de suas opções de busca avançada. Seria uma vergonha se uma tecnologia brilhante acabasse ameaçando o intelecto que a produziu.
quarta-feira, 5 de abril de 2006
O ÚLTIMO LIVRO DE AGUSTINA BESSA-LUÍS SERÁ PRÉ-PUBLICADO NO ABRUPTO
A pré-publicação iniciou-se hoje dia 5, e irá durar, diariamente, até 2ª, dia 10.
35ª Conferência Internacional da IASL
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Toda a informação respeitante a este evento poderá ser consultada no sítio do Gabinete da Rede de Bibliotecas Escolares, em www.rbe.min-edu.pt/ ou directamente na página web da Conferência no sítio da IASL - International Association of School Librarianship, em http://www.iasl-slo.org/conference2006.html.
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Esta será uma excelente oportunidade para reflectir sobre como colocar Portugal no atlas global da sociedade em rede e da economia assente no conhecimento que vai caracterizar o século XXI e a sua participação é fundamental.
terça-feira, 4 de abril de 2006
Arquivística.net - Chamada para Artigos
- Chamada para Artigos -
A Arquivística.net está a receber artigos para o seu 3º número, até ao dia 30 de Junho de 2006. A revista Arquivística.net é uma publicação semestral de trabalhos (artigos, ensaios, entrevistas, cartas e recensões) relacionados com a Arquivística ou que apresentem estudos e pesquisas nos demais campos ligados à Ciência da Informação.
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Editores da revista Arquivística.net
Cartazes e outro material gráfico da Biblioteca Pública de Braga
segunda-feira, 3 de abril de 2006
Últimas...
Blogs a visitar:
Visitem estes projectos interessantes, pois disponibilizam recursos informacionais de grande relevo para os profissionais da informação.
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Google Page Creator
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Novo serviço do Google, ainda na fase beta, que disponibiliza gratuitamente o alojamento de páginas web e um editor que cria essas mesmas páginas.
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Visite: http://pages.google.com/
domingo, 2 de abril de 2006
Brasil: uma nação de não-leitores
Saiu no "The Economist", edição impressa de 16 de março de 2006, um artigo sobre a leitura no Brasil. Em 2000, um quarto dos habitantes com 15 ou mais anos de idade foram considerados analfabetos funcionais; somente um adulto em cada três lia livros. Um brasileiro lia em média 1.8 livros não acadêmicos por ano; os brasileiros ocupavam a 27a. posição entre 30 países, no que se relaciona ao tempo dispendido semanalmente com leitura de livros (5.2 horas por semana). Nessa mesma pesquisa a Argentina ocupava a 18a. posição.
Os assinantes da revista podem ter acesso via: URL: http://www.economist.com/displaystory.cfm?story_id=E1_VGPGPGJ