quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Projecto Gutenberg disponibiliza gratuitamente 375 obras em português


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Fonte: Jornal de Notícias. Datas: 12/12/2009.
A biblioteca digital internacional Projecto Gutenberg disponibiliza já cerca de 375 e-books em língua portuguesa, incluindo obras de Eça de Queirós, Cesário Verde ou Camilo Castelo Branco, mas sofre de falta de voluntários.
Daquele total fazem ainda parte "algumas traduções de obras de autores estrangeiros, como Dostoiévski ou Júlio Verne", contou a coordenadora da vertente de língua portuguesa da iniciativa Voluntariado Literário (http://pagina-a-pagina.blogspot.com), à qual se deve a inclusão de livros em português no Projecto Gutenberg.
"Quando um livro é digitalizado, as páginas ficam no formato de imagem, cabendo ao computador fazer uma leitura que converta o texto outra vez em letras - é o processo de Reconhecimento Óptico de Caracteres, que comporta cerca de 10 por cento de erros técnicos que cabe aos voluntários corrigir", explicou Rita Farinha.Para garantir a fidelidade do trabalho, cada página é revista por cinco voluntários e, no final, a versão integral da obra é validada pela coordenadora ou por outro pós-processador autorizado, de modo a assegurar "a união de todas as páginas" e a criação de um e-book, "geralmente com uma versão em texto e outra em html". Com 255 voluntários para a língua portuguesa, "entre portugueses, brasileiros e imigrantes lusos na Holanda, Luxemburgo ou França", a média de revisores activos por mês tem sido, porém, de apenas 24 ao longo do ano, segundo Rita Farinha, o que se revela insuficiente para alcançar o objectivo de 2009: "rever 60 mil páginas".
Comentário:
O que você acabou de ler é muito importante. O Projeto Gutenberg está precisando de voluntários para fazer a revisão dos textos digitalizados na nossa língua. No final de 2009 o Projeto contava com mais de trinta mil títulos, entre os quais somente 375 títulos na língua portuguesa. Isto é muito pouco! Vamos colaborar para aumentar a visibilidade dos livros em portugues. Para maiores detalhes de como colaborar favor consultar o URL: http://www.gutenberg.org/wiki/PT_Principal Vamos chegar até 1.000 títulos no final de 2010?
Murilo Cunha

Feliz Ano Novo


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Em nome de todos os colaboradores, desejo a todos os amigos e visitantes um excelente ano de 2010!

Votos de umas boas entradas no Ano Novo, com muita saúde, paz e informação relevante para cada um!

Wikipedia salva suposto suicida


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Autor: James Della Valle.
Fonte: INFO Online. Data: 29/12/2009.
Um suposto suicida fez uma doação de US$ 100 à Wikipedia após alegar que alguns artigos o fizeram desistir de se envenenar com cianureto. Segundo o usuário anônimo, a decisão veio após visitar algumas páginas relacionadas ao veneno que o distraíram.
“Eu vim aqui para descobrir sobre o cianureto para me suicidar. Então, descobri que Alan Turing morreu pelo mesmo veneno. Li sua história que me levou a outros artigos que me fizeram esquecer o suicídio”, afirmou.
O ato pode ser apenas uma brincadeira ou até mesmo um truque dos colaboradores para promover a área de doações da enciclopédia virtual.
No começo de dezembro, Jimmy Wales, um dos fundadores da Wikipedia, iniciou uma campanha de arrecadação agressiva para o serviço. O objetivo é conseguir US$ 10 milhões que ajudarão o projeto a continuar em funcionamento.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Amazon vende mais e-books do que livros em papel no dia de Natal


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O ano que foi de viragem no mundo dos livros electrónicos está a acabar bem para a empresa que mais trabalhou para promover esta tecnologia: no dia de Natal, pela primeira vez, os clientes da Amazon compraram mais livros electrónicos do que em papel.
Num comunicado, a Amazon adianta ainda que o Kindle (o mais conhecido leitor de e-books no mercado) foi o produto mais vendido durante a quadra festiva, um fenómeno que terá sido impulsionado, em parte, pelo facto de a empresa ter avançado recentemente com a possibilidade de se encomendar o Kindle a partir de praticamente qualquer país do mundo, incluindo Portugal.

Como já é tradição no que diz respeito às vendas do aparelho, a empresa não adianta números concretos.

O único número disponibilizado pela Amazon indica que no dia de maior volume de encomendas, 14 de Dezembro, foram feitas, ao todo, 9,5 milhões de encomendas dos vários produtos que a empresa tem disponíveis (embora seja conhecida como uma livraria online, a Amazon vende muitos outros tipos de produtos, desde leitores de música a artigos de mercearia).

O enorme volume das vendas da Amazon não permite, porém, fazer qualquer estimativa sobre as vendas do Kindle. A empresa já admitiu que funciona num modelo de vendas de “cauda longa”. Trata-se de um modelo, popularizado pelo director da revista Wired, Chris Anderson, que consiste em vender quantidades relativamente pequenas de muitos produtos diferentes, normalmente a par de um número muito restrito de produtos que têm muita procura.

A "cauda longa" significa que um best-seller na Amazon vende tipicamente menos unidades do que o conjunto dos livros que são menos vendidos – e o mesmo se aplica aos artigos de qualquer outro género.

Ao todo, a Amazon tem 390 mil livros electrónicos disponíveis, muitos dos quais best-sellers. Para comprar estes livros não é necessário ter um Kindle. Os e-books podem ser lidos num iPhone ou iPod Touch ou simplesmente num computador. Em ambos os casos, é necessária uma aplicação da Amazon – os e-books não são disponibilizados num formato aberto e não podem ser lidos em aparelhos da concorrência, como o Sony Reader.

O dia de Natal não é um dia de pico de vendas. A acompanhar a normal quebra das vendas de edições impressas no dia 25 esteve o facto de, provavelmente, muitos clientes estarem no dia 25 a experimentar os Kindle que lhes foram oferecidos, o que contribuiu para o avolumar das vendas dos e-books.

O Kindle é o leitor de e-books mais mediático, mas, como a Amazon não divulga números de vendas, não é possível estabelecer com precisão a quota de mercado. Os analistas especializados apresentam-no frequentemente como o líder do sector, seguido pelo Sony Reader.

Na sequência do comunicado da Amazon, as acções da empresa subiram 2,53 dólares, para os 141 dólares.

Fonte: Público.pt

sábado, 26 de dezembro de 2009

“A internet nos suga como uma esponja”


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Fonte: Revista Época. Data: 11/12/2009.
Autor: Alexandre Mansur.
Um dos maiores palestrantes do mundo empresarial diz que viver conectado é prejudicial a nosso cérebro
Para Nicholas Carr, um dos palestrantes mais valorizados do mundo dos negócios, a dependência da troca de informações pela internet está empobrecendo nossa cultura. Mais ainda: nosso intelecto, ao se acostumar aos múltiplos estímulos das redes sociais, aos e-mails e aos comunicadores instantâneos, perde a capacidade de raciocínios elaborados. Autor de um famoso artigo cujo título resume o conteúdo – “O Google está nos tornando mais estúpidos?” – , Carr está preparando um livro de nome igualmente provocativo – numa tradução literal, O raso: o que a internet está fazendo com nosso cérebro. Ele falou a ÉPOCA durante uma visita ao Brasil para uma palestra a 4.500 líderes empresariais, num dos maiores eventos para executivos do país.
Nicholas Carr
QUEM É Americano, 50 anos, é formado em Harvard e autor de livros de tecnologia e administração, é membro do conselho editorial da Enciclopédia Britânica
O QUE FEZ Ficou famoso pela crítica à qualidade de “obras abertas” da internet, como a Wikipédia, e por artigos em que afirma que as empresas deveriam terceirizar o investimento em tecnologia da informação

ÉPOCA – A internet afeta a inteligência?
Nicholas Carr – Você fica pulando de um site para o outro. Recebe várias mensagens ao mesmo tempo. É chamado pelo Twitter, pelo Facebook ou pelo Messenger. Isso desenvolve um novo tipo de intelecto, mais adaptado a lidar com as múltiplas funções simultâneas, mas que está perdendo a capacidade de se concentrar, ler atentamente ou pensar com profundidade. Isso é um resultado da dependência crescente em relação à internet. Essa forma de pensar vai reduzir nossa habilidade para pensar contemplativamente. Ela prejudica nossa cabeça.
ÉPOCA – Quais seriam as consequências?
Carr – A riqueza de nossa cultura não é apenas quanta informação você consegue juntar. Ela tem a ver com os indivíduos pensando profundamente sobre a informação, refletindo sobre ela, avaliando pessoalmente os dados que recebe e não se deixando passivamente bombardear por vários estímulos. Estamos perdendo isso agora. Toda a cultura fica mais rasa. Temos acesso democrático à informação, mas o resultado é mais pobre. Temos menos condições de compreender as grandes obras da arte, da ciência ou da literatura, que exigem uma concentração mais profunda.
ÉPOCA – As pessoas deveriam ficar desconectadas de vez em quando?
Carr – Sim. Deveríamos desconfiar da internet. É claro que conseguir bastante informação útil é parte de nossa vida moderna. Mas precisamos encorajar continuamente o outro lado, que é a aquisição calma e contemplativa do conhecimento. Isso exige ficar fora do fluxo contínuo de informação. Só não sei se isso será possível porque nossa vida social está cada vez mais dependente de quão conectados estamos. Seu grupo de amigos está embrulhado em redes sociais na internet. Você precisa da internet para executar seu trabalho. Não para de olhar para seu BlackBerry. Não é mole se desligar disso tudo.
ÉPOCA – A filosofia grega foi construída em cima de debates. O pensamento de Platão são conversas com seus discípulos. Por que não daria para erigir conhecimento a partir da interação com os outros?
Carr – Nos Diálogos de Platão, temos duas pessoas dedicadas a uma conversa atenta sobre determinado tema. Se você entra on-line, encontra dezenas de pessoas trocando mensagens de texto, vendo e-mails, escrevendo no Twitter e pulando de uma página para outra. A troca de informação ocorre com interrupções o tempo todo. Sócrates sentava-se embaixo de uma árvore e pensava longamente enquanto conversava com seus discípulos. É muito diferente do que fazemos agora.
ÉPOCA – Uma das maiores lojas on-line, a Amazon, vende livros. As pessoas baixam livros no Kindle. Até o senhor vende livros. Isso não significa que as pessoas ainda leem textos extensos? Carr – É verdade que as pessoas ainda lerão livros por muito tempo. Mas o porcentual de tempo dedicado à mídia impressa vem caindo. A média americana é de um livro por dia, o que ainda é muito bom. Só que o ato de ler uma página após a outra fica cada vez mais difícil à medida que você se adapta à comunicação da internet. Eu mesmo sinto isso. Antes eu me sentava e lia por horas. Agora, fico pensando se devia conferir meu e-mail ou acho ruim não encontrar hiperlinks no texto.
“AS CRIANÇAS NÃO DEVEM MEXER EM COMPUTADORES DE JEITO NENHUM. OS PAIS DEVEM DEIXAR OS FILHOS AO MÁXIMO LONGE DAS TELAS”
ÉPOCA – Essa habilidade para múltiplas tarefas e para administrar várias informações simultâneas não nos dá, em compensação, maior capacidade para criar novas ideias?
Carr – Certamente temos maior capacidade para encontrar informação ou relacionar uma com a outra. Mas dependemos cada vez mais de conexões externas. Você estabelece uma relação porque clicou em um hiperlink que alguém deixou lá. Já construir as próprias relações entre um fato e outro exige um tempo de reflexão própria, que não estamos tendo.
ÉPOCA – Essa visão negativa da internet não é apenas o medo da mudança?
Carr – Não há dúvida que, toda vez que uma tecnologia nova aparece, algumas pessoas imaginam que tudo vai desmoronar. Sim. É preciso ter essa visão cética. Por outro lado, também devemos desconfiar quando ouvimos alguém glorificando as novas tecnologias e prometendo uma nova utopia. Recomendo que as pessoas não sigam o que eu digo cegamente. Mas que examinem o próprio comportamento. Testem em si mesmos o que estou dizendo.
ÉPOCA – Os cursos on-line vão revolucionar a educação?
Carr – Existe empolgação em torno dos cursos on-line porque parecem cortar os custos. Um professor poderia dar aula para milhares de alunos, em vez de apenas uma turma de algumas dezenas. Mas não acho que a educação on-line vá substituir a tradicional. Ela pode funcionar como complemento para o professor ter um material de apoio na sala de aula ou para o aluno reforçar em casa o que aprendeu na escola. Outra utilidade dos cursos on- -line é a formação técnica profissional em casos específicos. Existe um aspecto importante na educação, que é juntar os alunos fisicamente para conviver e trocar experiências. Isso vai além de apenas assistir a uma aula. Tem a ver com o lado comunitário da educação, que se perderia se passarmos tudo para o computador.
ÉPOCA – Como a tecnologia pode beneficiar a educação?
Carr – Por um lado, o que estamos vendo é que muitas escolas, especialmente universidades, começam a oferecer material on-line de seus cursos, inclusive algumas aulas. Isso é bom. Permite que gente de fora da universidade tenha acesso à informação de ponta e aulas de grandes pensadores. O perigo para as grandes universidades é que os alunos possam ter a ilusão de que terão acesso ao conhecimento apenas sentados diante de um computador. Aí o que acontece é que a eficiência de fornecer material on-line começa a capturar os investimentos financeiros, que deveriam ir para as universidades e escolas. Se um professor dá aula para milhões de alunos, quem vai pagar o salário dos outros?
ÉPOCA – Como atrair a atenção dos jovens que estão ligados nas redes de relacionamento e nos jogos da internet para a educação “formal”?
Carr – Naturalmente, não há como fazer isso. Nossa dependência dos serviços de internet não está mudando apenas nossos relacionamentos e nosso acesso ao conhecimento, mas também a forma como nossa mente funciona. Não é só entre os jovens, mas gente de todas as idades usa cada vez mais a internet. Nas escolas e em casa, os pais e os educadores têm sido excessivamente entusiastas do poder dos computadores. Temo que, como o cérebro constrói a maior parte das ligações entre os neurônios na juventude, o modo de pensar promovido pelo convívio com a internet predomine sobre a capacidade de análise. Os pais devem manter seus filhos o máximo longe das telas. Na verdade, acredito que as crianças não devem mexer em computadores de jeito nenhum. Mais tarde, quando entrarem na adolescência, terão de aprender a lidar com a internet para sua vida adulta, social e profissional. Mas antes disso não.
ÉPOCA – Como o senhor fez com seus filhos?
Carr – Minha filha tem 24 anos, meu filho 19. Então, quando eram crianças não havia tanto acesso à internet e a computadores. Nem as redes sociais existiam. Mas mesmo naquela época eu já sabia que as mídias usadas pelas crianças teriam influência em sua capacidade cognitiva futura. Não quero dizer que a internet seja ruim. Ela é essencial para encontrarmos pessoas e informações úteis. Mas ela é como uma esponja. Vai sugando todos os aspectos da vida. E nos obriga a se adaptar a ela. É o futuro da humanidade. Só que perderemos alguma coisa no meio do caminho.

E-book vendeu mais que livros impressos


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Fonte: Portal de Notícias da Globo. Data: 26/12/2009.
E-books superaram os 'concorrentes' no dia de Natal, segundo empresa. Leitor digital Kindle foi item mais presenteado da loja de comércio on-line.
A loja de comércio eletrônico Amazon anunciou, neste sábado, que a comercialização de livros eletrônicos compatíveis com o leitor digital Kindle ultrapassou a venda de livros de papel. A primeira vez em que os e-books superaram os livros tradicionais, segundo a própria empresa, foi nesta sexta-feira (25), dia de Natal.
Apesar de não divulgar o número de itens vendidos, a companhia também informou que o Kindle foi o produto mais presenteado da história da Amazon. A loja que oferece livros digitais compatíveis com esse leitor tem atualmente 390 mil títulos, mas nem todos estão disponíveis para os clientes brasileiros. O Kindle é vendido para o Brasil, e também para diversos outros países, somente pela Amazon. O produto custa originalmente US$ 259, mas com as taxas ele sai por US$ 545,30 para os brasileiros (cerca de R$ 960). Segundo a empresa, o acréscimo se deve às taxas de importação e entrega. Recentemente, o advogado brasileiro Marcel Leonardi obteve na Justiça uma autorização para a compra do Kindle sem pagar os impostos referentes à importação do produto. Leonardi entrou com um mandado de segurança no qual alegou que o leitor digital possui a função exclusiva de leitor de textos. Por isso, o produto seria abrangido pela imunidade tributária da importação de livros, jornais, periódicos e papel destinado a sua impressão, da Constituição Federal.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Novo periódico: International Journal of Digital Library Systems


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Publicada pela IGI Global [URL: http://www.igi-global.com/journals/details.asp?ID=33368], acaba de ser lançado o primeiro número da revista International Journal of Digital Library Systems (IJDLS). Abaixo detalhes sobre o sumário deste número inicial:International Journal of Digital Library Systems, v. 1, n. 1, 2010:
Experiences with Developing a User-Centered Digital Library
Authors: Kani-Zabihi, Elahe; Ghinea, Gheorghita; Chen, Sherry Y.
Affiliations: Brunel University, UK; Brunel University, UK; Brunel University, UK
First Person Singular: A Digital Library Collection that Helps Second Language Learners Express Themselves
Authors: Wu, Shaoqun; Witten, Ian H.
Affiliations: University of Waikato, New Zealand; University of Waikato, New Zealand
Beyond Institutional Repositories
Authors: Romary, Laurent; Armbruster, Chris
Affiliations: INRIA and Humboldt Universität zu Berlin, Germany; Max Planck Society (Max Planck Digital Library), Germany
Sports Information Retrieval for Video Annotation
Authors: Chen, Hua-Tsung; Tsai, Wen-Jiin; Lee, Suh-Yin
Affiliations: National Chiao-Tung University, Taiwan; National Chiao-Tung University, Taiwan; National Chiao-Tung University, Taiwan
Investigating Language Skills and Field of Knowledge on Multilingual Information Access in Digital Libraries
Authors: Clough, Paul; Eleta, Irene
Affiliations: University of Sheffield, UK; University of Sheffield, UK
Esperamos que este novo título especializado em biblioteca digital tenha sucesso.
Murilo Cunha

A procura de informação por estudantes


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Fonte: Lista Lexias. Datas: 24/12/2009.
Documento original: Head, Alison J., and Michael B. Eisenberg.Lessons Learned:How College Students Seek Information in the Digital Age, Seattle, WA: School of Information, University of Washington, 1 December 2009.
URL: http://projectinfolit.org/pdfs/PIL_Fall2009_Year1Report_12_2009.pdf
Este e um relatório de progresso do Projeto de Alfabetização em Informação realizado pela Universidade de Washington. O relatórioresultante é o resultado de 2.318 entrevista de uma pesquisa realizada entre estudantes universitários em seis campi distribuídos entre os E.U. na primavera de 2009 . Os entrevistados, foram sondados para se descobrir sua estratégia de pesquisa para encontrar informação que necessitavam quando realizando uma investigação ou relacionados com a sua vida cotidiana. Quase todos os respondentes usu a a mesma estrátégia independentemente dos objetivos da informação requerida. Os alunos utilizaram primeiro os apontamento feitos em classe e depois o Google e a Wikipedia como estratégia para acesso à informação. A maioria dos alunos só utilizaram os recursos da biblioteca para consultar as bases de dados do curso e poucos estudantes interagiram com os especialistas de informação disponíveis na biblioteca para ajuda. Os resultados sugerem que os alunos relacionam a pesquisa por informação com uma competência adquirida e que aproveita a grande gama de recursos disponíveis para eles na era digital.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Hacker quebrou protecção do Kindle


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Um hacker israelita desenvolveu uma forma de ultrapassar as restrições do popular leitor de livros electrónicos da Amazon e de fazer com que os ficheiros possam ser transferidos para outros dispositivos.

O Kindle usa um formato proprietário para os e-books – o awz – que faz com que estes não sejam legíveis noutros aparelhos. A Amazon, porém, disponibiliza uma aplicação, chamada Kindle for PC, que permite a leitura num computador dos livros comprados e a sincronização entre PC e Kindle.

Também os termos de utilização do Kindle proíbem a transferência de livros comprados na Amazon, tanto entre utilizadores, como entre aparelhos.

O hacker isrealeita quebrou o sistema de Digital Rights Management (DRM) do Kindle como resposta a um desafio lançado num fórum online. A tarefa demorou apenas oito dias.

Este tipo de sistemas de protecção é muito usado na distribuição de conteúdo digital, como filmes ou música, e visa prevenir a partilha ilegal. Alguns utilizadores, porém, criticam o facto de o DRM os impedir de fazerem cópias legítimas das obras que compraram.

Para contornar o DRM do Kindle, o hacker desenvolveu um script. É, basicamente, um ficheiro de texto, que pode ser copiado da Web, e que contém as instruções necessárias para o próprio Kindle for PC converter os ficheiros num formato não proprietário chamado Mobipocket. Este é um formato aberto e legível por concorrentes do Kindle, como o Sony Reader.

O facto de os livros electrónicos não poderem ser emprestados – como acontece com as versões impressas – tem sido apontado como um dos defeitos desta tecnologia.

Para responder a este problema, o Nook, um leitor lançado apenas nos EUA pela gigante livreira Barnes&Noble, integra uma funcionalidade que permite aos utilizadores deste aparelho emprestarem livros electrónicos entre si.

Fonte: Público

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Google condenada em Paris


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Na mesma semana em que um tribunal de Paris condenou a Google por ter digitalizado livros, um consórcio francês surge como uma alternativa para a criação de uma biblioteca virtual.

Leia a notícia no jornal Público
Será que esta reacção não se dá apenas pelo facto da Google não ser francesa?

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Redes sociais


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Quando o Facebook ganha popularidade eis um livro que vale a pena ler The facebook Era.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Você conhece as gerações X, Y e Z?


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Fonte: Folha de S. Paulo. Data: 14/12/2009.
Autor: Ronaldo Lemos.
Rupert Murdoch está preocupado com o Google. O magnata da mídia, dono da News Corp. (que inclui a Fox, o seriado "House" e o "Wall Street Journal"), acha que o site de buscas está competindo de maneira indevida com ele. Isso porque o Google exibe, nos resultados de pesquisa, notícias produzidas por vários grupos de mídia (como a Fox) sem ter uma política de remuneração bem definida para isso.
A questão é complexa e merece uma discussão bem maior do que o espaço desta coluna.
Por ora, quero falar de uma outra preocupação que deveria estar no radar do sr. Murdoch. Trata-se da chegada da galera chamada de geração Z. São as crianças e agora pré-adolescentes que nasceram a partir de 1995.
Obviamente, não dá para saber ainda características definidas. Mas indícios mostram que essa geração promete virar de cabeça para baixo sua relação com a mídia.
Veja, por exemplo, a comunidade Creche e Escola Fake ("CEF" para os íntimos) no Orkut. Frequentada principalmente por crianças de 8 a 12 anos, ela é uma amostra das possibilidades (e problemas) que essa nova geração vai nos colocar. São hoje mais de 95 mil membros.
A comunidade funciona como uma espécie de novela escrita coletivamente. As crianças pegam fotos de bebês e de outras crianças que encontram na internet (de preferência bebês fofos de origem nórdica), criam perfis falsos e começam a inventar histórias para os "fakes".
A coisa é complexa, especialmente porque as narrativas evoluem (as crianças crescem, namoram, casam) e estão todas entrelaçadas. É como brincar de casinha, mas elevado à infinita potência. Há desde concursos de popularidade entre os "fakes" e os "offos" e as "offas" (as pessoas reais por trás dos perfis "fake") até programas de rádio com as últimas notícias.
A geração Y, hoje com 30 e poucos anos, conseguiu fazer coisas incríveis na rede, como a Wikipedia. Mas essa geração falhou em construir coletivamente narrativas estáveis e contínuas que pudessem abranger centenas de milhares de pessoas. Ao que tudo indica essa é uma tarefa que a geração Z faz sem pensar muito. E, com isso, pode contribuir para redefinir a mídia estilo Murdoch.
Monitor
Já era:Geração X (nascida entre 1966 e 1976) no centro das atenções
Já é:Geração Y (nascida entre 1977 e 1994)
Já vem: Geração Z (nascida entre 1995 e 2012)

sábado, 12 de dezembro de 2009

Brasil: 104 milhões ainda não têm acesso à internet


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Fonte: O Estado de S. Paulo. Data: 12/12/2009.
Autora: Jacqueline Farid.
URL: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091212/not_imp480790,0.php
A internet ainda é inacessível para 104,7 milhões de brasileiros (ou 65,2% da população acima de 10 anos), apesar dos significativos avanços registrados no País no acesso à rede nos últimos anos. Pesquisa divulgada ontem pelo IBGE mostra que o aumento no número de usuários, entre 2005 e 2008, ocorreu especialmente entre os mais pobres, menos escolarizados e nas Regiões Norte e Nordeste. Os locais públicos de acesso pago, como "lan houses", são os mais usados pelos internautas, que acessam a rede, sobretudo, em sites de relacionamento.O levantamento se refere à população com 10 anos ou mais de idade e mostra que, em três anos, 24 milhões de pessoas foram incluídas no acesso à web no Brasil. Desse total, 17 milhões tinham renda mensal de até dois salários mínimos, sendo que 10,6 milhões recebiam até um salário. O total de usuários chegou a 56 milhões em 2008, com aumento de 75% ante 2005.
"Esses dados mostram que o acesso está sendo democratizado", avalia o gerente da pesquisa mensal de emprego do instituto, Cimar Azeredo. Mais democrático, mas ainda desigual e excludente, como ele mesmo avalia. "Ainda há um número expressivo de pessoas alijadas da inclusão digital", lembra Azeredo. Ele cita informações do site especializado Internet worldstats, que mostram que enquanto no Brasil o porcentual de pessoas com acesso à rede é de 34,8%, na América do Norte chega a 74% e na Europa a 52%.
O País está acima da média mundial (25,6%) e da América Latina e Caribe (30,5%). Azeredo atribui o nível reduzido de acesso à desigualdade de renda e a problemas na educação. "A desigualdade de renda se reflete no acesso à internet. Um País com renda tão desigual não mostraria um acesso à rede igual para todas as classes."O secretário executivo do Comitê para Democratização da Informática (CDI), Rodrigo Baggio diz que falta uma política centralizada de inclusão digital sustentável. "Quase todos os ministérios têm um projeto. Isso gera ineficiência no uso dos recursos.
O grande desafio é estabelecer uma política pública unificada e participativa." Para Baggio, o uso de lan house é exemplo de falta de qualidade na inclusão digital. "Na falta de uma política pública eficaz, o mercado é que está executando essa inclusão digital de baixa qualidade. Ela é feita através das lan houses, que já são cerca de 100 mil, e com a venda facilitada de computadores. Porém, ainda que tenham a ferramenta, nada garante que essas pessoas poderão ter acesso à internet por causa dos custos." Um segundo - e grave - problema está na retenção dos recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust), que, de acordo com Baggio, estão contingenciados para o superávit primário. A pesquisa do IBGE mostra que, em muitos casos, a exclusão digital é uma escolha.
Das 104,7 milhões de pessoas que não acessavam a internet, 32,8%, ou 34 milhões, responderam que isso ocorria porque "não achavam necessário ou não queriam". Mas boa parte simplesmente se mostrou inapta, já que 31,6% disseram que "não sabiam utilizar a internet". Segundo a pesquisa, que pergunta aos usuários se acessaram a rede nos últimos três meses, 80,4% das pessoas com 15 anos ou mais de estudo acessavam a internet em 2008, enquanto no grupo dos sem instrução o porcentual não ultrapassava 7,2%. "Para sairmos de um cenário de exclusão digital, é preciso investir em educação", alerta.

Ortega y Gasset e a missão do bibliotecário


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Autor: Murilo Cunha
Fonte: Infohome. URL: www.ofaj.com.br/colunas_conteudo.php?cod=435
Pierce Butler, em sua obra An introduction to library science, originalmente publicada em 1933 e tendo uma tradução brasileira, lançada em abril de 1971 [Introdução à ciência da biblioteconomia. Rio de Janeiro: Lidador, 1971. 86 p.], ao comentar o comportamento do bibliotecário, cunhou a expressão “simplicidade do seu pragmatismo” para relacioná-la com o exercício da sua profissão. A razão dessa expressão foi ocasionada pelo fato de que “ao contrário de seus colegas em outros campos da atividade social, o bibliotecário, por estranho que pareça, desinteressa-se pelos aspectos teóricos de sua profissão. Parece possuir uma imunidade peculiar a esse tipo de curiosidade (...) O bibliotecário aparentemente permanece isolado na simplicidade do seu pragmatismo: uma racionalização de cada processo técnico imediato, tomado isoladamente, parece satisfazer seu interesse intelectual. Na verdade, qualquer esforço para generalizar tais racionalizações na tentativa de compor uma filosofia profissional parece-lhe não apenas inútil, mas definitivamente perigoso” (BUTLER, p. ix-x).
Mas, por que estou falando dessa simplicidade do pragmatismo existente na maioria dos bibliotecários? É para assinalar a importância da tradução para a nossa língua, do ensaio de José Ortega y Gasset, intitulado Missão do bibliotecário [Brasília: Briquet de Lemos Livros, 2006. 82 p.]. Tendo sido originalmente publicada em 1935, estranhamente, a obra só apareceu em português setenta anos depois! Mesmo assim, ela veio dar uma grande contribuição para a escassa bibliografia brasileira na área de filosofia da biblioteconomia.
Seu conteúdo faz parte do discurso inaugural proferido pelo filósofo espanhol – na época, ministro da educação – em 20 de maio de 1935, por ocasião da abertura do Segundo Congresso Internacional de Bibliotecas e Bibliografia, realizado em Madri. Complementa e enriquece a tradução brasileira o posfácio, elaborado por Antonio Agenor Briquet de Lemos, intitulado “Circunstância e recepção de Missão do bibliotecário” (p. 57-82).
Nessa obra, Ortega y Gasset começa comentando que “missão significa, antes de tudo, aquilo que um homem deve fazer em sua vida. Pelo visto, a missão é algo exclusivo do homem” (p. 3). Mais adiante, reforça esse conceito ao afirmar que “eis que toda vida humana tem uma missão. Missão é isto: a consciência que cada homem tem de seu mais autêntico ser, daquilo que está chamado a realizar” (p. 7). A seguir, analisa a missão profissional, pois “a vida é, sobretudo, trabalho. Não nos damos a vida, mas é ela que nos é dada. (...) para viver devemos estar sempre fazendo algo, sob pena de sucumbir. Sim, a vida é trabalho. Sim, a vida dá trabalho, e, o maior de todos, acertar fazer o que é preciso fazer. (p. 7-8).
O intelectual espanhol aponta que “as profissões são tipos de atividade humana de que, pelo visto, a sociedade necessita. E um deles, há cerca de dois séculos, é o do bibliotecário” (p. 11). Adiante, o autor aponta para a existência de uma dualidade: “a missão do homem, o que cada homem deve fazer para ser o que é, e a missão profissional, em nosso caso a missão do bibliotecário, o que o bibliotecário deve fazer para ser um bibliotecário” (p. 12). Ele também pondera que o bibliotecário “ao exercer uma profissão, compromete-se a fazer o que a sociedade necessita. (...) para determinar a missão do bibliotecário, é preciso partir (...) da necessidade social a que serve vossa profissão. E esta necessidade, como tudo que é propriamente humano, não consiste em uma magnitude fixa, mas é, essencialmente, variável, migratória, evolutiva; em suma histórica” (p. 13, 16).
Portanto, como vemos, essa necessidade social é mutável ao longo do tempo e “o trabalho do bibliotecário variou sempre em função, rigorosamente, do que o livro significava como necessidade social” (p. 16). Como é sabido, historicamente o livro cumpriu diversas necessidades sociais ao longo dos séculos, assim “durante a Idade Média, a ocupação com os livros ainda é infra-social, não aparece para o público: está latente, secreta, pode-se dizer, intestina, confinada no recinto secreto dos mosteiros. (...) Ser guardião dos livros não era algo especial. Somente no alvorecer do Renascimento é que começa a delinear-se na área pública, a diferençar-se dos outros tipos genéricos de vida, a figura do bibliotecário. (...) é precisamente a época em que, também pela primeira vez, o livro é sentido socialmente como necessidade. (...) Neste sentido, digo que até o Renascimento a necessidade do livro não foi vigência social. E como foi então que se tornou vigência social aí vemos surgir imediatamente o bibliotecário como profissão” (p.18-20).
Nessa fase do Renascimento “a catalogação não é ainda urgente. A aquisição e a produção de livros, em compensação, adquirem traços de heroísmo. Estamos no século XV” (p. 21). Passaram-se três séculos e o autor argutamente indaga: “o que aconteceu entrementes com os livros? Publicaram-se muitos e a impressão tornou-se mais barata. São tantos os que existem que se sente a necessidade de catalogá-los. (...) Agora se sente a necessidade não de buscar livros – isso deixou de ser um problema real – mas de promover a leitura e buscar leitores. E, de fato, nessa etapa as bibliotecas se multiplicam e com elas os bibliotecários. Já é uma profissão que ocupa muitas pessoas” (p. 21-22).
Continuando, Ortega y Gasset, como se fosse numa aula de história, comenta que a Revolução Francesa transformou a sociedade européia. Para ele “esta sociedade foi consequência última daquela fé no livro sentida pelo Renascimento. A sociedade democrática é filha do livro, é o triunfo do livro escrito pelo homem escritor sobre o livro revelado por Deus e sobre os livros das leis ditadas pela autocracia. (...) O livro tornou-se socialmente imprescindível. É a época, por isso, em que surge o fenômeno das enormes tiragens. (...) O Estado oficializa as ciências e as letras. Reconhece no livro uma função pública e o considera um organismo político fundamental. Em virtude disso, a profissão de bibliotecário se converte em burocracia, por uma razão de Estado. Chegamos, pois, (...) à fase em que o livro se tornou uma necessidade imprescindível” (p. 24-26).
Em seguida, o filósofo espanhol aponta que, no Ocidente, até os meados do século XIX, o livro era uma necessidade social e também um instrumento benéfico por minorar as dificuldades de conservar todas as idéias. Porém, já no século seguinte, com o aumento das tiragens e de novos títulos, em toda a Europa existia a impressão de que havia “demasiados livros, ao contrário do que acontecia no Renascimento. O livro deixou de ser um desejo e é sentido como um peso. O próprio homem de ciência adverte que uma das grandes dificuldades de seu trabalho está em orientar-se na bibliografia do seu tema” (p. 34). Aqui, Ortega y Gasset aponta para o fenômeno que, tempos depois, seria denominado “explosão documental”.
Assinala-se aqui que, foi no século XX, que ocorreu o enorme incremento no volume de informação registrada e também das pessoas alfabetizadas, potencialmente produtoras de novos documentos. Daí a aceitação do uso da metáfora “explosão” para qualificar esse contexto como explosivo. Para domar essa “explosão” é sugerida uma nova missão para o bibliotecário, pois, até aquele momento, esse profissional tinha “se ocupado principalmente do livro como coisa, como objeto material. A partir de hoje terá que cuidar do livro como função viva: terá de exercer a polícia do livro e tornar-se domador do livro enfurecido” (p. 39).
Agora é preciso ver o livro como conflito. Nesse ponto o autor espanhol analisa três tópicos relacionados com essa situação conflituosa. O primeiro tópico se refere ao volume de livros, pois “mesmo reduzindo bastante o número de temas a que cada homem dedica sua atenção, a quantidade de livros que ele precisa absorver é tão gigantesca que supera os limites de seu tempo e sua capacidade de assimilação” (p.40). Assim, para penetrar nessa “selva de livros” serão necessários novos instrumentos. Neste ponto, de forma interessante, Ortega y Gasset propõe uma “estatística de idéias” – conceito anteriormente denominado bibliometria, em 1934, por Paulo Otlet, em seu clássico Traité de documentation – para determinar “com rigor o instante cronológico quando nasce uma idéia, o processo de sua difusão, o período exato durante o qual perdura como vigência coletiva e, por fim, a hora do seu declínio” (p. 42).
Nesse mesmo tópico o autor, dez anos antes do surgimento do primeiro computador, sugere a criação de “uma nova técnica bibliográfica de um automatismo rigoroso” (p.43). É possível que aqui esteja a semente da idéia de utilização dos enormes potenciais do que hoje conhecemos por tecnologia da informação em prol da modernização do fluxo informacional. Foi acertada, portanto, a intuição do filósofo espanhol de uma ordenação rigorosa e rápida da bibliografia, felizmente conseguida com a utilização, cada vez mais crescente, do computador e da internet.
No segundo tópico, o autor ao comentar essa explosão documental sugere que a profissão do bibliotecário “será incumbida pela sociedade de regular a produção do livro, a fim de evitar que se publiquem os que forem desnecessários e, que, em compensação, não faltem aqueles que são exigidos” (p. 43-44). É sugerido que o bibliotecário tenha um novo papel profissional, quase similar ao de censor. Essa ideia, conforme comentada no posfácio provocou enormes discussões em diversos países.
No último tópico, é apontada a importância do futuro bibliotecário “orientar o leitor não especializado na selva selvaggia dos livros, e ser o médico, o higienista de suas leituras” (p. 45). Aqui Ortega y Gasset está propondo ações relacionadas com o treinamento e educação do usuário. É possível que também esteja sugerindo uma seleção criteriosa dos volumes contidos nos acervos e nas indicações de leituras. Ao final deste tópico, o filósofo mencionou uma frase muito conhecida em nosso contexto: “nesta dimensão de seu ofício imagino o futuro bibliotecário como um filtro que se interpõe entre a torrente de livros e o homem” (p. 46). Propôs, portanto, que o bibliotecário seja o mediador/avaliador entre o documento e o usuário – um conceito que perdura até hoje.
Nota-se, assim, que veio em boa hora o lançamento da Missão do bibliotecário. Esse ensaio tem sido reeditado com frequência, traduzido para vários idiomas e objeto de inúmeras discussões e debates em artigos de periódicos, cursos e teses acadêmicas. Esse lançamento veio facilitar o acesso por parte do aluno de biblioteconomia à fonte original e, para o bibliotecário, a chance de sair um pouco do seu pragmatismo exacerbado, parando um pouco para refletir sobre uma filosofia da profissão sugerida sete décadas atrás pelo grande Ortega y Gasset. Suas idéias ainda são válidas e precisam ser conhecidas, discutidas e divulgadas na nossa área.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Obra de Fernando Pessoa será digitalizada


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Fonte: Público. Data: 7/12/2009.
URL: http://www.publico.clix.pt/Cultura/espolio-integral-de-fernando-pessoa-online-em-2010_1412951
O espólio integral de Fernando Pessoa vai estar disponível online no próximo ano através da Biblioteca Nacional Digital, departamento da Biblioteca Nacional de Portugal que disponibiliza 10.500 títulos em formato electrónico.
A digitalização do espólio do poeta “ficará concluída no presente ano”, assegurou Helena Patrício, directora de Serviços de Sistemas de Informação da Biblioteca Nacional (BN), que inclui o Serviço de Gestão de Conteúdos Digitais. Ainda de acordo com a responsável, das obras de autores portugueses disponibilizadas na Biblioteca Nacional Digital (BND) nos últimos dois anos, destacam-se, pelo seu carácter único, “os 29 cadernos manuscritos e o dactiloscrito da ‘Mensagem’ de Fernando Pessoa e os documentos dos espólios de José Saramago, Antero de Quental e Camilo Pessanha”.
Camilo Castelo Branco, António Feliciano de Castilho, Almeida Garrett, Alexandre Herculano ou Eça de Queirós são outros dos autores representados na BND, cujas obras foram digitalizadas a partir do fundo documental da Biblioteca Nacional.
Helena Patrício assinalou ainda que estão prontas para colocação online 472 mil imagens de jornais portugueses do século XIX e de livros antigos impressos em Portugal no século XVI.
A funcionar desde 2002, a BND registou, entre Janeiro e Agosto deste ano, mais de cinco milhões de consultas, com destaque para o espaço dedicado a Eça de Queirós (através do endereço http://purl.pt/93), que recebeu cerca de 7500 visitas mensais, o portal Fernando Pessoa (http://purl.pt/1000), com 3600 visitas por mês, e “Os Lusíadas” (http://purl.pt/1), com 1500 visitas em cada 30 dias.
A directora de Serviços de Sistemas de Informação explicou à Lusa que - com vista “à valorização e divulgação do património documental português” - a digitalização tem privilegiado os documentos em função da “antiguidade, raridade, carácter único e interesse histórico-cultural”, sendo ainda tidas em conta as tipologias menos disponibilizadas noutras fontes ou colecções, “como a iconografia e a cartografia”.
Dos documentos digitalizados, 55 por cento estão em língua portuguesa, sendo os principais assuntos focados a Arte (com 35 por cento) e a História/Geografia (com 33 por cento), seguindo-se as Ciências Sociais (11 por cento), as Ciências Aplicadas (sete por cento), as obras de temática religiosa ou teológica (cinco por cento) e a Literatura/Linguística (quatro por cento).
Além da BND, os cibernautas podem encontrar documentos electrónicos na Biblioteca Digital Camões, do Instituto Camões, que disponibiliza mais de 1200 títulos, na Biblioteca Digital de Botânica da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra ou na Hemeroteca Digital da Câmara Municipal de Lisboa.
A Biblioteca Digital do Alentejo - que tem entre os seus parceiros as bibliotecas municipais de Almodôvar, Évora, Ferreira do Alentejo, Mértola, Monforte, Montemor-o-Novo, Portel, Reguengos de Monsaraz, Sines e Vendas Novas -, e o espaço Memória de África Digital, promovido pela Fundação Portugal-África, o Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade de Lisboa e a Universidade de Aveiro, são outros dos espaços consultáveis.
As versões portuguesas das publicações da União Europeia também já estão em formato electrónico, podendo ser acedidas em http://bookshop.europa.eu/eubookshop/index.action?request_locale=PT.
Uma lista completa das bibliotecas digitais em Portugal pode ser consultada no site da Rede de Conhecimento das Bibliotecas Públicas, em http://rcbp.dglb.pt/pt/SítiosUteis/BibliotecasDigitais/Paginas/default.aspx.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Cabine telefónica transformada em biblioteca


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Fonte: Jornal de Notícias. Data: 30/11/2009.
URL: http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Mundo/interior.aspx?content_id=1434840
Tradicionais cabines telefónicas britânicas reutilizadas para criar biblioteca inovadora.
Uma das tradicionais cabines telefónicas britânicas foi transformada numa das mais pequenas e mais movimentadas bibliotecas de Inglaterra e do mundo.
O novo conceito funciona por sistema de troca: o leitor tem apenas de substituir o livro que leva por um que já tenha lido.
A original biblioteca, situada numa pequena aldeia de Gales, em Inglaterra, tem uma capacidade para cerca de 100 livros, para além de ter ainda disponíveis CDs e DVDs.
A ideia partiu de um residente depois da aldeia ter ficado quer sem a cabina de telefone público quer sem biblioteca. Uma cabina telefónica foi, então, comprada pela aldeia por uma libra.
Não é a primeira vez que as tradicionais cabines telefónicas são recicladas. Já outras foram transformadas em galerias de arte, até mesmo, casas de banho públicas.

Google já faz buscas em tempo real ao Twitter e blogues


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O Google junta-se ao Twitter, Facebook e MySpace ao combinar resultados das pesquisas com actualizações das redes sociais.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Brasil tem 40% das cidades sem biblioteca


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Fonte: Folha de S. Paulo Online. Data: 4/12/2009.
O Ministério da Cultura abriu a licitação para uma campanha de incentivo da leitura em todo o país. Foram habilitadas 17 agências de publicidade, que vão disputar uma verba de R$ 14 milhões, informa a CBL (Câmara Brasileira do Livro).
O objetivo do MinC é reduzir o número de cidades sem bibliotecas públicas. O último dado disponível mostra que cerca de 40% dos 5.000 municípios brasileiros estavam nessa condição.
No mês passado, o Instituto Pró-Livro divulgou que só 7,5% dos brasileiros compram livros. A média é de um único título por ano. Nos Estados Unidos, o número é dez vezes maior. Na América do Sul, os colombianos consomem dois livros por ano.
São Paulo
No último dia 24 de novembro, a Prefeitura de São Paulo e a CBL lançaram a 3ª edição do projeto "Minha Biblioteca", com previsão de distribuir 1 milhão de livros para cerca de 500 mil alunos da rede municipal de ensino. O objetivo do projeto é motivar os alunos da rede pública a criarem o hábito da leitura.
Comentário:
Ninguém sabe ao certo o número de municípios brasileiros que não possuem biblioteca pública. O último levantamento oficial apontou cerca de 40%; recentemente o Ministério da Cultura informou que esse número era em torno de 10%! Assim, é urgente que se faça um levantamento, se possível usando a experiência, confiabilidade e estrutura do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa estatística negativa depõe contra os programas do Ministério da Cultura (MINC) e perpetua a falta de acesso a esse tipo de equipamento cultural por milhões de brasileiros. Também não basta a inauguração do prédio da biblioteca e uns parcos volumes em seu acervo emergente. Para que ela tenha sustentabilidade é importante a contratação de bibliotecários que possam gerenciar e dinamizar essas bibliotecas públicas.
Murilo Cunha

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Audiolivro no Brasil


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Fonte: Época. Data: 2/12/2009.
Autora: Laura Lopes.
O mercado de audiolivros brasileiro cresceu. Confira o perfil de quem compra, quais as principais editoras do país e algumas sugestões para o Natal
O que prende mais a sua atenção: ler um livro ou escutá-lo? Os mais tradicionais diriam ler um livro. Mas um audiolivro também pode entreter muito, desde que seu conteúdo seja interessante e a narração, boa. Ela (a narração) está para o audiolivro assim como a edição ou a tradução estão para uma obra-prima da literatura.
O mercado brasileiro que se forma em torno dessa nova mídia quer aliar títulos famosos a vozes conhecidas. Entre os audiolivros mais vendidos, das poucas editoras especializadas que atuam no país, estão obras-primas e best-sellers, grande parte narrada por atores, personalidades ou os próprios autores, como Antônio Fagundes, Nelson Motta, Ana Maria Braga, Glória Kalil e Marília Pêra. Eles têm de se exercitar: não podem fazer nem uma leitura muito teatral, nem muito distante. Ela deve ser suficiente.
O audiolivro é um bom presente para o Natal: custa barato (cerca de R$ 25) e parece ser a aposta do mercado editorial para os próximos anos. "O principal fator que move esse consumidor é a falta de tempo", diz Sandra Silvério, diretora da Livro Falante. Ela vendeu uma editora de revistas em 2004 para investir tudo no novo mercado e hoje tem 20 títulos. Em sua visão, se ficar no trânsito é inevitável, dedique esse "tempo perdido" à necessidade e ao prazer de ler. "Uma boa história ou um assunto interessante pode entreter completamente um motorista que, sem uma distração, poderia ficar bastante angustiado num congestionamento", diz Sandra.
Há aqueles que adotaram o novo formato para usar em academias, no ônibus, na fila do banco, enquanto corre no parque ou na espera no aeroporto. Parece não importar muito o local: a portabilidade que o audiolivro oferece é muito maior que a de um livro. Pessoas com dificuldade de leitura, que usam óculos ou são idosas, também contam com essa alternativa.
Não se trata, aqui, apenas de audiolivros sobre temas religiosos (a Bíblia falada ou espíritas) ou infantis (quem se lembra das historinhas em fitas cassete das décadas de 70 e 80?), mas de títulos procurados por leitores assíduos ou estudantes. Poemas Completos de Alberto Caeiro, do heterônimo de Fernando Pessoa, é o audiolivro mais vendido da Livro Sonoro. Segundo o diretor da empresa, Luiz Carlos Gioia, a poesia é um gênero bem apreciado por esse tipo de consumidor. O fato do livro constar da lista de muitos vestibulares também aumenta sua procura. Dos 12 audiolivros publicados pela editora, seis são da Coleção Vestibular e têm liderado as vendas. Também são muito procurados os que abordam concursos, negócios, finanças e economia doméstica.
Se antigamente um audiolivro era caro – em fita cassete e, depois, na época em que o CD era caro – e geralmente impootado, hoje a tecnologia é muito mais barata. "Com a compressão de arquivos de áudio (em mp3, por exemplo) e a possibilidade de venda via download na internet, o custo para a venda de audiolivros caiu muito, e o Brasil pode deslanchar nesse sentido", diz Sandra, da Livro Falante. É no que aposta Marco Giroto, dono da Audiolivro, que vende 50 mil títulos por mês e abriu a primeira audiolivraria brasileira, em São Paulo. "Começamos com sete títulos e três anos depois temos 100. Entre vendas e faturamento, o crescimento foi de 150% ao ano", afirma o empresário, que tem a vontade de fundar a Associação de Editoras de Audiolivros em Língua Portuguesa, em que farão parte editoras do Brasil e Portugal, para que dados de mercado sejam apurados. Hoje, nem a Câmara Brasileira do Livro nem a Agência Brasileira do ISBN (da Fundação Biblioteca Nacional) possuem dados de quantos audiolivros são comercializados no país.
Nos Estados Unidos, onde esse mercado é maduro (bem como na Inglaterra e na Alemanha), o hábito de escutar livros é muito mais apurado que no Brasil. Uma pesquisa feita pela Audio Publishers Association (APA) em 2008 mostrou que 28% dos americanos haviam escutado audiolivros no ano anterior, em que o volume de vendas com o produto passou de US$ 1 bilhão. Esses leitores são consumidores assíduos de livros impressos: 92% disseram ter lido livros no mesmo período e um terço deles leu 16 ou mais títulos. "O audiolivro não vai concorrer com o livro impresso", diz Cristina Albuquerque, diretora de operações da Plugme, novo braço da Ediouro dedicado ao audiolivro e criado em setembro de 2008. Até o fim de 2009, terá lançado 50 títulos em CD e 70 para downloads. "Os americanos têm 50 mil títulos de audiolivro à disposição na Amazon e várias lojas especializadas, algumas delas até alugam pela web", afirma Cristina, que lança os audiolivros na internet antes de levá-los às livrarias.
Os números prometem no Brasil. De acordo com o estudo "Retratos da Leitura no Brasil", feito pelo Instituto Pró Livro no ano passado, 3% da população brasileira que lê (95, 6 milhões) aderiram ao audiolivro. Pode ser uma pequena porcentagem, mas representa 2,8 milhões de pessoas. É animador. "Pretendemos produzir um audiobook a cada 45 dias, mas com nível de excelência que agrade o ouvinte", afirma o diretor da Livro Sonoro. "Estamos inovando na produção do clássico O cortiço, de Aloísio Azevedo. Mais de 20 personagens interpretarão uma espécie de radionovela", diz Gioia. A produção consumirá oito meses e o lançamento está prometido para fevereiro.
Segundo Paulo Lago, diretor da editora Nossa Cultura, que tem 43 títulos, 2009 foi o ano de transição. “A visibilidade do produto aumentou nas livrarias, que hoje já destinam um espaço especial para esse formato. A entrada de outros grandes grupos editoriais brasileiros nesse segmento também ajudou na divulgação do formato”, afirma. Em dezembro, a editora lancará O Tigre Branco, do escritor indiano Aravind Adiga e que foi eleito o melhor audiolivro de 2009 nos Estados Unidos pela APA. É um caminho, também, para atrair a atenção de não-leitores para o hábito de ler.

Novidades no Google


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Fonte: IDG Now. Data: 7/12/2009.
O Google anunciou nesta segunda-feira (7/12) um serviço de busca em tempo real, que atualiza automaticamente a página de resultados sem exigir que o usuário dê um comando Refresh no navegador.
O recurso, que será estendido gradualmente a todos os usuários, beneficia-se do acordo que o Google fez com o Twitter. A página de resultados terá um campo para receber as atualizações mais recentes de diversas fontes, e o Twitter é uma delas.
Em outubro, a Microsoft já havia fechado um acordo com o Twitter e o Facebook para exibir, em seu serviço de buscas Bing, resultados de pesquisa em tempo real das duas redes sociais.
Além do Twitter, o Google vai indexar e exibir em tempo real atualizações do Facebook e do MySpace, bem como de blogs , sites de notícias e páginas web que acabaram de ser criadas, explica a empresa.
Segundo o Google, foi necessário desenvolver mais de 12 tecnologias para oferecer a busca em tempo real, um serviço que exige que se monitore mais de 1 bilhão de páginas e documentos. Inicialmente a novidade estará disponível apenas na página em inglês.
Novas opções
Quando os resultados em tempo real estiverem disponíveis, os usuários verão na tela uma seção chamada "Latest results" (resultados recentes). Ele dará acesso a uma seção à direita da página de resultados, com itens relevantes que aparecerão à medida que se tornarem disponíveis.
Haverá também uma opção específica no menu, chamada Latest, para filtrar resultados das pesquisas em tempo real. Outra opção, chamada "Updates", vai limitar os resultados de tempo real àqueles provenientes de serviços de microblogs, como o Twitter.
A funcionalidade de tempo real também estará disponível também a usuários de smartphones iPhone e Android.
Google Goggles
Outro recurso apresentado pela empresa foi o Google Goggles, aplicação de realidade aumentada que ainda está em desenvolvimento pelo Google Labs. O Google Goggles vai permitir a donos de smartphones apontar a câmera para um objeto qualquer e tirar uma foto, que poderá ser enviada para o Google a fim de se obter mais informações sobre o objeto.
Apesar de não estar pronto, o Google Goggles já pode ser experimentado por usuários do sistema operacional móvel Android - uma versão gratuita do aplicativo que lhe dá suporte pode ser baixada da loja de aplicativos do Google.
Além desses, a empresa demonstrou uma aplicação para o sistema Android que mostra locais de interesse com base nas coordenadas de posição GPS, e um recurso que permite a usuários japoneses usar os serviços de busca por voz do Google.

Webstress


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Web torna pessoas mais impacientes no mundo off-line, diz estudo
Fonte: Portal G1. Data: 7/12/2009.
Jovens têm menos tolerância para esperar quando usam a internet. Pesquisa de operadora de telefonia ouviu 2.050 voluntários na Inglaterra.
Uma pesquisa realizada pela operadora de telefonia móvel TalkTalk, na Inglaterra, indica que o uso da internet torna as pessoas mais impacientes também no universo off-line. Mais da metade dos entrevistados admitiu que se irrita com mais facilidade do que no passado. “A internet agiliza nossa vida e nos torna menos paciente com a natureza vagarosa do mundo off-line”, diz o estudo.
O levantamento, ligado a um serviço de alta velocidade da empresa, tinha o objetivo de identificar qual o “ponto de impaciência” em diversas atividades diferentes – para isso foram ouvidas 2.050 voluntários, segundo o “Daily Mail”. O que mais irrita as pessoas é quando elas têm de esperar durante uma ligação: o auge da irritação, nesses casos, acontece aos cinco minutos e quatro segundos.
Aqueles que cresceram inseridos na era da internet têm menos paciência para esperar do que pessoas mais velhas. Um terço dos entrevistados (33%) com idades entre 18 e 24 anos esperam que as páginas da web carreguem em até 10 segundos, enquanto apenas 10% das pessoas com mais de 65 anos têm essa mesma expectativa. Entre os idosos, 64% não se importam em esperar mais de um minuto para o carregamento de uma página.
No geral, no entanto, 70% dos entrevistados confessam que se irritam quando têm de esperar mais de um minuto para visualizar o conteúdo de um site. Isso porque, explica o diretor Mark Schmid, da Talk Talk, estão todos acostumados à velocidade e conveniência da internet.
Ao enviar uma mensagem de voz ou de texto, as pessoas querem que ela seja respondida em até 13 minutos e 16 segundos. E, nos restaurantes, a impaciência chega aos oito minutos e 38 segundos, quando os clientes começam a questionar se seu prato nunca vai chegar. Ao encontrar com um amigo, a tolerância para o atraso é de dez minutos e um segundo.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

O Google e o futuro do livro


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Autor: Roger Chartier.
Fonte: Folha de S. Paulo. Data: 29/11/2009.
Historiador afirma que digitalização não substitui as bibliotecas, e diz que empresas privadas não devem ocupar o espaço do Estado nesse setor
Digite "google" no serviço de pesquisas Google, em www.google.com: a tela indicará a presença da palavra, e da coisa, em "mais de 400 milhões" de documentos. Se o sacrilégio não o incomoda, repita a operação e digite "dieu" [deus, em francês]: "cerca de 33 milhões" documentos serão propostos como retorno.
A comparação basta para compreender por que, nos últimos meses, todos os debates sobre a criação de coleções digitais de livros vêm sendo fortemente influenciados pelas iniciativas incessantes da empresa californiana. A mais recente é o lançamento [previsto para 2010] da livraria digital paga Google Editions, que explorará comercialmente parte dos recursos acumulados pelo Google Books. A obsessão pelo Google, por mais legítima que seja, pode resultar no esquecimento de certas questões fundamentais acarretadas pela digitalização de textos existentes em outra mídia, impressa ou manuscrita.
Essa operação serve como fundamento à criação de coleções digitalizadas que permitirão acesso remoto aos acervos preservados pelas bibliotecas. Aqueles que considerarem inútil ou perigosa essa extraordinária possibilidade que está sendo oferecida à humanidade serão decerto insensatos. Mas nem por isso devemos perder a sensatez.
A transferência do patrimônio escrito de um meio para outro já teve precedentes. No século 15, a nova técnica de reprodução de textos foi colocada a serviço dos gêneros que então dominavam a cultura dos manuscritos: manuais de escolástica, compilações enciclopédicas, calendários e profecias. Nos primeiros séculos da nossa era, a invenção do livro que continua a ser o nosso, em formato códice, com suas folhas, suas páginas e seus índices, acolheu em um novo objeto as escrituras cristãs e as obras dos autores gregos e latinos.
A história não ensina lição nenhuma, apesar do lugar-comum em contrário, mas, nesses dois casos, ela aponta para um fato essencial à compreensão do presente, a saber: que um "mesmo" texto deixa de ser o mesmo quando muda o suporte sobre o qual está inscrito e, com isso, suas formas de leitura e o sentido que lhe venha a ser atribuído por novos leitores. As bibliotecas sabem disso.
Cabe lembrar que proteger, catalogar e permitir o acesso aos textos continua a ser tarefa essencial das bibliotecas, e isso inclui oferecer acesso a todas as formas sucessivas ou concomitantes nas quais os leitores do passado os tenham lido. Essa é a primeira justificação da existência das bibliotecas, como instituição e como local de leitura.
Memória das formas
Mesmo supondo que os problemas técnicos e financeiros da digitalização venham a ser resolvidos e que todo o patrimônio escrito possa vir a ser preservado em forma digital, a conservação e comunicação das formas anteriores de suporte não se tornará menos necessária.
Pois o que é essencial, aqui, é a profunda transformação que veremos na relação entre fragmento e totalidade. Pelo menos até os nossos dias, no mundo eletrônico, é a mesma superfície iluminada da tela dos computadores que propicia a leitura dos textos, todos os textos, quaisquer que sejam seus gêneros e funções.
Rompe-se, assim, a relação que, em todas as culturas escritas anteriores, ligava estreitamente os objetos, os gêneros e os usos. Foi essa relação que organizou as diferenças imediatamente percebidas entre os diversos tipos de publicações impressas e as expectativas de seus leitores -guiadas pela própria materialidade dos objetos que transmitem essas diferenças. Já no mundo da textualidade digitalizada, o discurso não se inscreve mais nos objetos, algo que permitia que eles fossem classificados, hierarquizados e reconhecidos em sua identidade própria.
Temos um mundo de fragmentos descontextualizados, justapostos, indefinidamente reconstituíveis, sem que seja necessária ou desejável a compreensão da relação que os inscrevia na obra da qual tenham sido extraídos. Seria possível objetar que a situação sempre foi essa na cultura escrita, construída em larga medida e por largo período com base em coletâneas de extratos, de antologias de lugares-comuns, de trechos seletos. Certo. Mas, na cultura da mídia impressa, o desmembramento dos escritos é acompanhado pelo seu oposto: sua circulação em formas que respeitam sua integridade e, ocasionalmente, os reúnem em forma de "obras" -completas ou não.
Além disso, no livro em si, os fragmentos são necessária e materialmente integrados a uma totalidade textual, reconhecível como tal. Diversas consequências decorrem dessas diferenças fundamentais. A própria ideia de revista se torna incerta, porque a consulta aos artigos já não está ligada a uma lógica editorial que se torna visível pela composição de cada número, mas, sim, que se organiza a partir de uma ordem temática de rubricas. E é certo que as novas maneiras de ler, descontínuas e segmentadas, se enquadram mal às categorias que regiam o relacionamento entre leitores e textos.
São exatamente essas propriedades fundamentais da textualidade digital e da leitura diante de uma tela que o projeto comercial do Google pretende explorar. O mercado da empresa é o da informação. Os livros, como todos os demais recursos digitalizáveis, constituem uma imensa jazida da qual é possível realizar extrações.
Lucro
Daí decorre a percepção imediata e ingênua de todo livro, de todo discurso, como um banco de dados que fornece "informações" àqueles que as procuram. Satisfazer essa demanda e extrair um lucro é o primeiro objetivo da empresa californiana, e não construir uma biblioteca universal à disposição da humanidade.
E o Google não parece estar bem equipado para a tarefa, a julgar pelos múltiplos erros de datação, classificação e identificação cometidos durante a extração automática de dados. Essa descoberta genial de um novo mercado, em permanente expansão, e as proezas técnicas que deram ao Google um quase monopólio sobre a digitalização em massa garantiram o grande sucesso e os copiosos benefícios dessa lógica comercial. Ela supõe a conversão eletrônica de milhões de livros, entendidos como uma mina inesgotável de informações.
E exige, em consequência, acordos, já realizados ou ainda por vir, com as grandes bibliotecas do mundo. Mas também um processo de digitalização em larga escala, pouco preocupado com o respeito aos direitos autorais, e a formação de um gigantesco banco de dados, capaz de absorver outros bancos de dados e de arquivar informações pessoais sobre os internautas que utilizam os múltiplos serviços oferecidos pelo Google. Os representantes da companhia americana percorrem o mundo e as conferências para proclamar suas boas intenções: democratizar a informação, tornar acessíveis livros indisponíveis, remunerar corretamente as editoras e autores. E assegurar a conservação, "para sempre", de obras ameaçadas pelos desastres que podem afetar as bibliotecas. Essa retórica de serviço público e de democratização universal não basta para rebater as preocupações causadas pelos empreendimentos do Google.
Em artigo para o "New York Review of Books" (12/2/09) e em livro publicado recentemente, "The Case for Books -Past, Present and Future" [Defesa dos Livros - Passado, Presente e Futuro, ed. Pub- licAffairs, 240 págs., US$°23,95, R$°41], o historiador Robert Darnton apela aos ideais do iluminismo para alertar contra a lógica do lucro que orienta as empreitadas do Google.
É fato que, até o momento, continua a haver uma clara distinção entre as obras caídas em domínio público, disponíveis gratuitamente via Google Books, e os livros protegidos por direitos autorais, órfãos ou não, cujo acesso e aquisição, via Google Editions, são pagos. Mas nada garante que no futuro a empresa, dada sua situação monopolista, não venha a impor preços consideráveis pelo acesso, a despeito de sua ideologia do bem público e do acesso público hoje oferecido.
Compromissos
Não se pode esquecer que já existe um vínculo entre os anúncios publicitários, que garantem os consideráveis lucros do Google, e a hierarquização de "informações" que resulta de cada busca nesse site.
Além disso, em numerosos casos, a utilização pelas bibliotecas de suas próprias coleções, digitalizadas pelo Google (mesmo quando se trata de obras de domínio público), está sujeita a condições completamente inaceitáveis, tais como a proibição de explorar os arquivos digitalizados por algumas décadas ou de uni-los aos arquivos de outras instituições. E há outro segredo completamente inaceitável: o que envolve as cláusulas dos contratos assinados entre a empresa e cada biblioteca. A justa reticência diante de uma parceria assim arriscada tem diversas consequências.
Para começar, é preciso exigir que o financiamento público a programas de digitalização esteja à altura das necessidades, dos compromissos e das expectativas de que os Estados não transfiram a empresas privadas a responsabilidade pelos investimentos culturais de longo prazo que lhes cabem. Também é necessário decidir prioridades, sem necessariamente imaginar que todo "documento" deva ser digitalizado. A obsessão, talvez excessiva e indiscriminada, pela digitalização não deve mascarar um outro aspecto da "grande conversão digital", para retomar a expressão do filósofo Milad Doueihi. Essa escrita palimpséstica e polifônica, aberta e maleável, infinita e móvel confunde as categorias que, desde o século 18, servem como fundamento à propriedade literária. Essas novas produções escritas, muitas das quais digitais já de origem, propõem a difícil questão de como se deve conservá-las e arquivá-las.
É preciso estar atento, mesmo que a urgência atual seja a de decidir como e por quem será realizada a digitalização do patrimônio escrito, à necessidade de que a "República digitalizada do saber" não seja confundida com o grande mercado de informação onde o Google e outros oferecem seus produtos.
*É professor no Collège de France e autor de "Inscrever e Apagar - Cultura, Escrita e Literatura" (ed. Unesp). A íntegra deste texto foi publicada no jornal "Le Monde". Tradução de Paulo Migliacci .

Versão digitalizada de obra rara: Ensiqlopèdia ou seis meses de huma enfermidade, de Qorpo Santo


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A Biblioteca Central da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul - PUCRS (Brasil), em conjunto com o Delfos: Espaço de Documentação e Memória Cultural, também da PUCRS, publicaram na data de hoje (04/dez/2009) a versão digitalizada da obra "Ensiqlopèdia, ou seis meses de huma enfermidade" do draumaturgo José Joaquim de Campos Leão, autodenominado Qorpo Santo, que criou uma ortografia própria (mais sobre o autor em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Qorpo_Santo).




"Ensiqlopèdia ou seis meses de uma enfermidade, de Qorpo-Santo, obra de ilimitados percursos, uma coleção de nove volumes, que teve publicação periódica entre 1868 e 1873, nas cidades de Alegrete e Porto Alegre, no Rio Grande do Sul (Brasil), que contém textos dos mais diversos gêneros literários, como a poesia, o teatro, a crônica, a biografia e a prosa, construindo uma idéia de uma obra universal." (CAROZZI, 2008)




Os seis volumes conhecidos da obra (originais: 2, 4 e 7; fotocópias: 1, 8 e 9) foram adquiridos pela PUCRS em 2005 do bibliófilo Julio Petersen. Os volumes originais, cujo papel estava em estado precário, foram restaurados por especialista e agora, juntamente com as fotocópias, encontram-se disponíveis na íntegra na WWW para acesso gratuito (sob licença Creative Commons by-nc-nd).

O trabalho de digitalização da obra, que exigiu um processo meticuloso, foi conduzido pelos bibliotecários Michelângelo Viana e João Vítor Hanna de Souza, do Setor de Suporte e Desenvolvimento da Biblioteca. Alguns trechos faltando exigiram pesquisa. Outro desafio foi o fato de Qorpo Santo escrever em grafia não oficial, o que infelizmente impediu o reconhecimento do texto por parte de softwares de OCR.

O lançamento dessa importante obra em língua portuguesa ocorreu na tarde desta sexta-feira, 4 de dezembro, na cerimônia de comemoração de um ano de criação do DELFOS, que lançou o seu novo website www.pucrs.br/delfos. A página dá acesso à versão digitalizada da Ensiqlopèdia, para leitura na tela ou download (PDF).

O evento incluiu a leitura dramática da peça de Qorpo Santo "Hum credor da Fazenda Nacional", pelo bolsista Charles Dall´Agnol e pela aluna da Letras Jéssica Vargas. O evento foi no térreo da Biblioteca Central Irmão José Otão da PUCRS.

Referências:
CAROZZI, Silvane. O Qorpo-Santo da Escrita: O projeto ensiqlopédico de José Joaquim de Campos Leão. Belo Horizonte, 2008. 135 f. Diss. (Mestrado em Letras) - UFMG, Fac. de Letras. Disponível em: http://hdl.handle.net/1843/ECAP-7CPENH. Acesso em 31 Jul. 2009.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

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