sábado, 30 de outubro de 2010

Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro: 200 anos!




Fonte: www.bn.br
A Biblioteca Nacional do Brasil comemora seus 200 anos. Considerada pela Unesco como uma das dez maiores bibliotecas nacionais do mundo, neste ano, a instituição comemora, também, o centenário de fundação do prédio, localizado na Cinelândia, no Rio de Janeiro. Sob sua guarda, somam-se mais de 9 milhões de obras. Centenas de pesquisadores, estudantes, turistas, passam diariamente pelo prédio. Para comemorar, vai inaugurar, no dia 3 de novembro, a exposição “Biblioteca Nacional 200 anos: Uma defesa do infinito”.


O início da trajetória da Biblioteca está ligado a um dos mais decisivos momentos da história do país: a transferência de toda a família real e da corte portuguesa para o Rio de Janeiro, quando da invasão de Portugal pelas forças de Napoleão Bonaparte, em 1808.

O acervo trazido para o Brasil, de 60 mil peças, entre livros, manuscritos, mapas, estampas, moedas e medalhas, foi inicialmente acomodado numa das salas do Hospital do Convento da Ordem Terceira do Carmo, na Rua Direita, hoje Rua Primeiro de Março. Em 29 de outubro de 1810, um decreto do Príncipe Regente determinou que o lugar acomodasse a Real Biblioteca e instrumentos de física e matemática. A data de 29 de outubro de 1810 é considerada oficialmente como a da fundação da Real Biblioteca que, no entanto, só foi franqueada ao público em 1814.

Quando, em 1821, a Família Real regressou a Portugal, D. João VI levou de volta grande parte dos manuscritos do acervo. Depois da Proclamação da Independência, a aquisição da Biblioteca Real pelo Brasil foi regulada, mediante a Convenção Adicional ao Tratado de Paz e Amizade celebrado entre o Brasil e Portugal, em 29 de agosto de 1825.

O prédio atual da FBN teve sua pedra fundamental lançada em 15 de agosto de 1905 e foi inaugurado cinco anos depois, em 29 de outubro de 1910. O prédio foi projetado pelo General Francisco Marcelino de Sousa Aguiar, e a construção foi dirigida pelos engenheiros Napoleão Muniz Freire e Alberto de Faria. As instalações do novo edifício correspondiam na época de sua inauguração a todas as exigências técnicas: pisos de vidro nos armazéns, armações e estantes de aço com capacidade para 400.000 volumes, amplos salões e tubos pneumáticos para transporte de livros dos armazéns para os salões de leitura. Essas instalações são eficientes e até hoje encontram-se em uso.

Exposição

A Biblioteca Nacional abre ao público, no dia 3 de novembro, a exposição Biblioteca Nacional 200 Anos: Uma Defesa do Infinito. Uma fantástica seleção de duzentas peças originais exibirá algumas das maiores preciosidades e curiosidades sob guarda da instituição. A curadoria é do escritor Marco Lucchesi.

A exposição exibe a história da Biblioteca, desde sua viagem para o Brasil, com a Corte Portuguesa, em 1808, até os dias de hoje, e faz um passeio sobre o acervo de livros, manuscritos, periódicos, pinturas, partituras musicais, entre outras peças ligadas ao acervo.

Em destaque, a Bíblia de Mogúncia (1462), impressa por ex-sócios de Gutemberg, criador da imprensa; um Livro de Horas (livro de orações) da Idade Média, com pinturas a ouro; a primeira edição de Os Lusíadas, de Luís de Camões; A menina do narizinho arrebitado, de 1920, de Monteiro Lobato; peças que integram a Coleção Teresa Cristina Maria, doada à instituição por D. Pedro II; edições de periódicos como a revista Tico Tico e O Pasquim; manuscritos de Clarice Lispector, Raul Pompéia, Castro Alves, Graciliano Ramos e Carlos Drummond de Andrade; a ópera O Guarani (1871), de Carlos Gomes; mapas, entre tantas outras peças do acervo.

No terceiro andar da Biblioteca, uma exposição especial conta a história do edifício, fundado em 1910.



"Biblioteca Nacional 200 anos: Uma defesa do infinito"

Biblioteca Naciona (Rua México, s/nº - Centro - Rio de Janeiro/RJ. Tel.: 21 3095-3879

Visitação: 03 de novembro a 25 de fevereiro

Segunda a Sexta, 10h às 17h

Sábado, 10h às 15h

Entrada gratuita

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