segunda-feira, 5 de abril de 2010

Congresso Internacional sobre livro digital




Fonte: Folha de S. Paulo. Data: 29/03/2010.
Autor: Fabio Victor.
URL: cwww1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u713367.shtml
As incertezas que rondam o nascente mercado de livros digitais serão debatidas por especialistas e empresários a partir desta segunda-feira (29) em São Paulo, no primeiro Congresso Internacional do Livro Digital.

Promovido em parceria entre CBL (Câmara Brasileira do Livro), Imprensa Oficial do Estado de SP e Frankfurter Buchmesse (organizadora da Feira de Frankfurt), o encontro vai até quarta-feira, no hotel Maksoud Plaza. Embora voltado ao setor, tem inscrições, pagas, abertas ao público.

A palestra de abertura, hoje, às 19h, reúne o diretor da Feira de Frankfurt, Juergen Boss, a presidente da CBL, Rosely Boschini, e o presidente da Imprensa Oficial, Hubert Alquéres. Em seguida, Boss, sozinho, discorre sobre "A Nova Era de Ouro das Editoras".

Falta de padrão

O desafio do mercado editorial em todo o mundo é saber quando essa "era de ouro" vai de fato deslanchar. No Brasil, ela mal começou.

Segundo Rosely Boschini, o propósito da CBL, ao co-organizar o congresso, é "preparar a indústria para que a convivência [entre as mídias de papel e digital] seja pacífica" e quebrar resistências quanto a investimentos no novo modelo.

Ela avalia que, entre os empresários da área, ainda impera a falta de conhecimento sobre livros e leitores eletrônicos. "Para estar no mundo digital é preciso investimento, conhecimento e tecnologia. É preciso entender que o retorno não é imediato, é demorado."

Segundo a vice-diretora da Feira de Frankfurt, a espanhola Marife Boix, o maior obstáculo à popularização do livro eletrônico é a falta de um padrão industrial de publicação.

"Sem esse padrão, as editoras têm que optar por um determinado leitor [eletrônico] para publicar suas obras, deixando de lado o resto dos dispositivos ou arcando com custos extras para adaptar seus conteúdos ao resto das plataformas. O usuário também deve se decidir por um leitor, e nele só pode ler as obras que ali se oferecem através de um determinado padrão", ilustra.

Para ela, o formato ePub, já utilizado pelos leitores Sony, Nook (Barnes & Noble) e BeBook, entre outros, é o que mais se aproxima desse padrão. O leitor eletrônico mais conhecido, o Kindle, da Amazon, usa outro formato, o AZW.

Um dos convidados do congresso é o canadense Michael Smith, diretor do IDPF, sigla em inglês para fórum internacional de publicações digitais.

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