quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Publicação eletrónica e a pobreza intelectual




A internet facilitou demais o processo de pesquisa.

Artigo publicado no “O Estado de SP”, por Fernando Reinach (fernando@reinach.com), é biólogo.

“Fernando, me arranja um link legal sobre Amazônia? Luciene.” Recebo toda semana e-mails como esse. São estudantes tentando escrever um trabalho escolar. Enviar e-mail é mais fácil do que pesquisar no Google e, com sorte, basta copiar o conteúdo do “link legal” e entregar ao professor.

Até 1980 isso era impossível. Um estudante ou um cientista em busca de informação tinham de fuçar nas bibliotecas. Os catálogos, em papel, eram incompletos e mal-organizados. Logo, as mesas se entulhavam de volumes a serem vasculhados manualmente. Era necessário ler muito para localizar a informação desejada. Hoje os mecanismos de busca nos levam diretamente para a informação. Livros e revistas acadêmicas estão digitalizados e disponíveis na internet.

Não há dúvida de que a publicação eletrônica facilita a localização de dados, mas muitos afirmam que isso provoca certa pobreza intelectual. Para esses críticos, a obrigatoriedade de lidar com informações mal-organizadas forçava cientistas e estudantes a ler grande diversidade de conteúdos antes de encontrar o que buscavam.
Aceda ao texto completo no Jornal da Ciência. Notícia acedida via ExtraLibris

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