quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Quando o sol da cultura está baixo, até os mais ínfimos seres emitem luz




Prezados,

segue abaixo redação cuja autoria não foi divulgada e que recebeu nota máxima no ENEM, Exame Nacional do Ensino Médio (Brasil). Num país onde o índice de ignorantes (Latu Sensu) e anti-éticos (estes o grande câncer da sociedade...) é altíssimo, este texto prova que nem tudo está perdido...

Sds,

André Ricardo Luz
Linux user 369770
Editor da revista Arquivistica.net
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Quando o sol da cultura está baixo, até os mais ínfimos seres emitem luz


Marcel Proust, grande escritor e exemplo máximo de uma vida dedicada unicamente à leitura e à literatura, disse em seus escritos “cada leitor, quando lê, é um leitor de si mesmo”. O que Proust evidencia nessa frase deixa em aberto uma série de interpretações que podem ser realizadas a partir do hábito entusiástico e não visto como uma obrigação, pela leitura.

Estar em contato com o universo das palavras e nele encontrar uma atividade prazerosa, ao mesmo tempo que nos leva a absorver todo o conhecimento exterior, também nos conduz a uma busca de tudo que representa algo de nós mesmos nesse conhecimento que chega até nós. Em cada nova leitura, ocorre algo semelhante a uma lapidação de nossos desejos e predileções.

Os livros constituem um tipo de transporte de conhecimento diferente da televisão por exemplo, onde as informações são transmitidas a todo o momento, e para tal, só precisa de nossa permissão para a passagem de suas imagens através de nosso córtex. O nível de saber que podemos extrair de um livro possui o mesmo limite de nossa vontade de fazê-lo. E, ao contrário das informações “prontas” da televisão, temos a total liberdade de interpretação, o que confere o aperfeiçoamento de nosso senso crítico e o melhoramento de como nos posicionamos diante do mundo.

O hábito da leitura não possui caráter elitista e nem está associado ao poder aquisitivo. Em qualquer cidade, por menor que seja, há uma biblioteca, basta que tenhamos interesse em desvendar todo o mistério contido nela. Ao ler, nos tornamos mais cultos, mais seguros de nossas convicções, nos expressamos e escrevemos melhor. Medidas públicas devem ser realizadas para garantir essa acessibilidade e assim, seus respectivos países possam brilhar, iluminados pelo sol da cultura.

Fonte: http://www.enem.inep.gov.br/index.php?option=com_content&task=view&id=65&Itemid=100

3 Comentários:

Anónimo disse...

Este texto está muito apelativo! Uma excelente caracterização da mentalidade que deve estar assente no hábito de leitura!

Um execelente post!

Anónimo disse...

o autor faz um círculo, termina o texto da mesma forma que começou, isso já é notável, mas ele ainda faz uma citação de Proust. Até mesmo o seu erro de concordância no final é ignorado, é merecida a nota 10.

Anónimo disse...

O sol nasceu para todos... e a sombra então é para poucos....dizem.
Socorram-me, subi no onibus em marrocos.

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