quarta-feira, 2 de junho de 2010
Explosão de dados
0 Comentários quarta-feira, junho 02, 2010
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: excesso de informação, Internet
Um dos principais aspectos da Internet das Coisas – onde os objetos reais são conectados à Internet – é a enorme quantidade de novos dados na web que essa prática irá resultar. Quanto mais “coisas” estão sendo conectadas à Internet, mais dados são carregados e baixados na nuvem. E isto além da quantidade crescente de conteúdo gerado pelo usuário – que aumentou em 15 vezes nos últimos anos de acordo com uma apresentação feita pela VP da Google Marissa Mayer em Agosto do ano passado na Xerox PARC. Marissa disse na apresentação que esta explosão de dados “é maior do que a lei de Moore.”
Durante uma visita de Richard MacManus a Hewlett Packard Labs ele teve uma conversa com o Parthasarathy Ranganathan, um tecnólogo da HP Labs, sobre este grande fluxo de dados para a web.
Assim como a Marissa Mayer, o tecnólogo comparou a taxa de crescimento dos dados online com a Lei de Moore. Ele disse que realmente o fluxo está crescendo mais rápido que a Lei de Moore. O CEO da HP Mark Hurd falou em Junho de 2009 que “mais dados serão criados nos próximos quatro anos do que em toda a história do planeta.”
281 Exabytes de Dados Online em 2009
Em sua apresentação na PARC, curiosamente intitulada “A Física dos Dados,” Marissa Mayer observou que houve três grandes mudanças de dados na Internet nos últimos anos:
Velocidade (dados em tempo-real);
Escala (“poder de processamento sem precedentes”);
Sensores (“novos tipos de dados”).
Marissa Mayer chegou a dizer que havia cinco exabytes de dados online em 2002, sendo que em 2009 esse número foi para 281 exabytes. Essa é uma taxa de crescimento de 56 vezes em 7 anos. Parcialmente, segundo ela, esse foi o resultado do maior número de upload de dados das pessoas. Ela disse ainda que o usuário comum realizou 15 vezes mais uploads em 2009 do que três anos antes.
Innovation at Google: the physics of data [PARC Forum]Popout
A Revolução dos Sensores
Marissa Mayer falou sobre “uma revolução dos sensores,” incluindo dados dos celulares. Ela observou que “os celulares de hoje são quase como as pessoas,” eles possuem sentidos como a visão (câmera), audição (microfones) e o tato (touch screen).
Parthasarathy Ranganathan da HP usou o termo “nano sensores onipresentes,” ou seja, múltiplas dimensões por sensor, como:
Vibração
Tilt
Rotação
Navegação
Som
Fluxo do Ar
Luz
Temperatura
Dados Biológicos
Química
Umidade
Pressão
Localização
Parthasarathy ainda disse que em breve haverá milhões de sensores trabalhando em tempo-real com amostra de dados, a cada segundo. Ele ainda disse que haverá muitos aplicativos diferentes para estes dados; incluindo de varejo, de defesa, tráfego, sísmicos, petróleo, fauna e de modelagem climática.
Uma Web Exascale
A HP vê o seu papel de fornecer a plataforma de computação necessária para lidar com esse fluxo enorme de dados e com a complexidade de processamento em tempo-real. A Google claramente se vê como um prestador de serviços web exascale.
Nós ainda não sabemos quais empresas de computação ou Internet serão bem sucedidas nos próximos 5 a 10 anos. Mas elas terão de saber como processar e dar sentido a enorme quantidade de dados da web, e fazer isso em tempo-real.
Innovation at Google: the physics of data [PARC Forum]Popout
A Revolução dos Sensores
Marissa Mayer falou sobre “uma revolução dos sensores,” incluindo dados dos celulares. Ela observou que “os celulares de hoje são quase como as pessoas,” eles possuem sentidos como a visão (câmera), audição (microfones) e o tato (touch screen).
Parthasarathy Ranganathan da HP usou o termo “nano sensores onipresentes,” ou seja, múltiplas dimensões por sensor, como:
Vibração
Tilt
Rotação
Navegação
Som
Fluxo do Ar
Luz
Temperatura
Dados Biológicos
Química
Umidade
Pressão
Localização
Parthasarathy ainda disse que em breve haverá milhões de sensores trabalhando em tempo-real com amostra de dados, a cada segundo. Ele ainda disse que haverá muitos aplicativos diferentes para estes dados; incluindo de varejo, de defesa, tráfego, sísmicos, petróleo, fauna e de modelagem climática.
Uma Web Exascale
A HP vê o seu papel de fornecer a plataforma de computação necessária para lidar com esse fluxo enorme de dados e com a complexidade de processamento em tempo-real. A Google claramente se vê como um prestador de serviços web exascale.
Nós ainda não sabemos quais empresas de computação ou Internet serão bem sucedidas nos próximos 5 a 10 anos. Mas elas terão de saber como processar e dar sentido a enorme quantidade de dados da web, e fazer isso em tempo-real.
sábado, 5 de setembro de 2009
Clínica cura viciados em Internet
1 Comentários sábado, setembro 05, 2009
Publicado por Paulo Barreiro de Sousa
Assunto: comportamento informacional, excesso de informação, Internet, tecnoestresse
Uma clínica norte-americana propõe-se a curar viciados em Internet com um tratamento que inclui um afastamento da rede global por 45 dias.
A reSTART, nascida em Seattle, nos EUA, é obra de uma terapeuta que já há vários anos tem tratado casos de pessoas viciados em Internet e jogos de vídeo. Hillary Cash registou o primeiro caso de vício neste género de situações em 1994, quando um paciente perdeu dois empregos e arruinou o casamento por jogar computador.
A terapêutica da clínica, que nasceu numa das áreas com mais empresas tecnológicas dos Estados Unidos da América, inclui aconselhamento psicológico e ajuda os pacientes a criar laços de amizade com os outros viciados, enquanto fazem tarefas domésticas, dão passeios a pé ou fazem exercício, refere o jornal britânico The Guardian.
Esta é a primeira clíncia do género nos EUA, mas a fundadora refere que em países como a China, Coreia do Sul ou Taiwan já existem sítios onde os viciados em Internet podem procurar ajuda.
Para quem suspeita que está viciado em Internet, Hillary Cash tem um questionário disponível online. Uma das questões é: “Sente exaustão crónica por dormir pouco, ganho de pesso por falta de exercício, saúde debilitada por má nutrição ou outro problema físico por estar demasiado tempo a navegar na Internet ou a jogar computador?”.
O tratamento custa cerca de 10 mil euros e prolonga-se por 45 dias de internamento num ambiente sem possibilidade de acesso à Internet.
Fonte: JN
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Internet: Segurança online e excesso de informação são as questões do futuro
0 Comentários quinta-feira, julho 16, 2009
Publicado por Paulo Barreiro de Sousa
Assunto: comportamento informacional, excesso de informação, Internet, segurança
João Canavilhas, professor e investigador na área do jornalismo online, fala sobre as principais questões que se levantam sobre o futuro da Web.Numa altura em que a discussão específica sobre as potencialidades da Web perde terreno em relação às reflexões sobre o futuro e os problemas consequentes da utilização da Internet, João Canavilhas, investigador na área do jornalismo online, refere duas preocupações essenciais: o excesso de informação e a segurança online.
"Se antes se pensava que a falta de informação era um problema grave, hoje percebe-se que o excesso é ainda mais complicado", explica. O docente da Universidade da Beira Interior considera que a gravidade é acrescida para os jornalistas, "pois consome-se muito mais tempo, um bem precioso, na procura de informação fiável".
Nesse sentido, fala ainda das aplicações que têm como função principal a organização da informação, como as redes sociais, que juntam pessoas com algum denominador comum, os apontadores de blogues ou o Twitter - algumas "tentativas de ajudar os utilizadores neste imenso mar de informação que é a Web".
Notícia completa em: JPN
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
Comentário do Mauricio Scheinman sobre a dependência da Internet
0 Comentários segunda-feira, novembro 17, 2008
Publicado por Paulo Barreiro de Sousa
Assunto: Comentário no Blogue, excesso de informação, sociedade da informação, tecnoestresse
Face à pertinência do comentário do estimado Mauricio Scheinman [autor do Blog do Scheinman], na notícia "Dependência da internet passa a ser classificada como problema médico", publicada pelo nosso colaborador Murilo Cunha, tomo a liberdade de evidenciar a mesma de modo a explicitar a sua reflexão sobre um problema que já começa a levantar bastante discussão em várias áreas, desde o campo da saúde, à sociologia, passando pela etnografia, entre outras:
Tive acesso à sua notícia através do diHitt e tive o estímulo de comentá-la face ao importante alerta transmitido.
Estes dias estava assistindo TV e numa reportagem sobre o tempo de permanência das pessoas diante do computador, verifiquei que jovens brasileiros, numa idade de 14 a 18 anos, permanecem cerca de 6 horas por dia conectados à internet.
Comem, divertem-se, socializam, namoram, estudam, fazem tudo pela rede mundial de computadores.
Confesso que cheguei à mesma conclusão tal como a externada em sua notícia. É doença e assim deve ser ser tratado o distúrbio.
O internauta viciado, para mim, está como o alcóolatra ou o viciado em substâncias proibidas. Vai se acabando aos poucos.
Mas há um agravante, tal como ocorre com as jovens bulímicas ou anoréxicas: é a legalidade que reveste a circunstância de estar diante do computador.
Não há qualquer ilícito em navegar na internet.
Até estimulamos as crianças a fazê-lo. As crianças assim são ensinadas. As escolas proporcionam aulas de informática e fornecem conexão à rede mundial de computadores. Em nossas casas sempre há um micro disponível aos nossos filhos.
Daí o perigo que reveste essa nova doença.
Não há nada que a freie ou obstaculize. O micro e a conexão estão lá, aptos a engolir o incauto e esfomeado internauta, sedento por aprender e por sentir novas emoções nesse imenso mundo por aí afora, sem falar nos algozes que muitas vezes, travestidos em peles de cordeiro praticam crimes abomináveis usando como escudo a rede de computadores.
Portanto, compete a nós estabelecermos um freio.
Primeiramente servindo de exemplo e não ficando nós, exageradamente, diante do micro...
Penso em algumas providências simples que talvez possamos adotar, para evitar o distúrbio nos jovens, já que prevenir é melhor do que remediar:
- a) conexão à internet para lazer com tempo previamente determinado;
- b) conexão das crianças e jovens, sempre assistida, após estudo e desempenho de demais tarefas quotidianas;
- c) não disponibilização de computadores para uso exclusivo dos jovens;
- d) fomento às atividades socializantes, tais como esportes de grupo, teatro, dança, ou seja lá o que for, contato que na companhia de outros jovens;
- e) internet é prémio e não obrigação;
- f) nos estudos, há outros meios de pesquisa salvo o uso das ferramentas de busca. Google não é para estudo: é para matar curiosidade. Quer usar a internet para estudar? Ok! Há ótimas bibliotecas e sites disponíveis, inclusive para pesquisas nos mais diversos níveis. Em suma, cautela para não "emburrecer" o jovem;
- g) uso de filtros no que se refere a sites eróticos e de pornografia;
- h) obstaculização de conversas online. Que o jovem vá encontrar os amigos no clube, na praça, no térreo do prédio... que vá falar no telefone! Mas ficar "teclando" no micro, nem pensar. Já ter um namorado ou namorada virtual, é coisa de maluco...
Enfim, procurei relacionar algumas providências que tomaria caso tivesse meus filhos por perto e verificasse que os mesmos correm risco no que se refere ao acesso exagerado e doentio à rede mundial de computadores.
Não sei se são dicas recomendáveis, ou apenas meras elocubrações de um pai que pretende ser zeloso e cauteloso.
Mas, dentro de meus princípios, penso que seria o melhor caminho a seguir para não ter um filho ou filha internado num hospital psiquiátrico sofrendo de abstinênca por não ter um micro por perto...
É isso, prezados amigos.
Um abraço!
Mauricio Scheinman
terça-feira, 13 de maio de 2008
Velocidade da web causará perda de memória, diz Umberto Eco
0 Comentários terça-feira, maio 13, 2008
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: excesso de informação, Internet
Em entrevista publicada no jornal espanhol "El Pais" e reproduzida pelo caderno Mais! deste domingo, o romancista Umberto Eco fala sobre a velocidade da internet e como ela afeta a troca de informação.
Antes de se consagrar como romancista, Eco já era considerado um importante semiótico, autor de obras marcantes como "Apocalípticos e Integrados" e "Super-Homem de Massa" (sobre a cultura de massa, analisando romances de folhetim e quadrinhos), "Como Se Faz uma Tese" e "Obra Aberta" (Perspectiva).
Na ficção, além de "O Nome da Rosa" (Best Seller), publicou "O Pêndulo de Foucault", "A Ilha do Dia Anterior", "Baudolino" e "A Misteriosa Chama da Rainha Loana" (Record). Sobre tradução, saiu no Brasil em 2007 "Quase a Mesma Coisa" (também pela Record).
Confira trechos da entrevista abaixo. A íntegra, disponível apenas para assintantes UOL ou Folha, pode ser lida aqui.
* PERGUNTA - Existe alguma saída para esse mal-estar universal?ECO - No momento, não. E, se eu tivesse a receita, a venderia ao presidente dos EUA por alguns bilhões de dólares!
PERGUNTA - Com certeza. E quem será ele?ECO - E que sei eu? Os escritores não somos Nostradamus.
PERGUNTA - O que é certo é que alguns anos atrás o sr. disse que viveríamos de modo rapidíssimo, e agora vivemos em velocidades supersônicas.ECO - E tudo o que existe agora será obsoleto dentro de pouco tempo. Até o e-mail será obsoleto, porque tudo será feito com o celular.
Talvez as novas gerações se acostumem a isso, mas existe uma velocidade do processo que é de tal calibre que a psicologia humana talvez não consiga adaptar-se. Estamos em velocidade tão grande que não existe nenhuma bibliografia científica americana que cite livros de mais de cinco anos atrás.
O que foi escrito antes já não conta, e isso é uma perda também quanto à relação com o passado.
PERGUNTA - A fé cega na internet, por outro lado, cria monstros.ECO - Sim, parece que tudo é certo, que você dispõe de toda a informação, mas não sabe qual é confiável e qual é equivocada. Essa velocidade vai provocar a perda de memória.
E isso já acontece com as gerações jovens, que já não recordam nem quem foram Franco ou Mussolini! A abundância de informações sobre o presente não lhe permite refletir sobre o passado. Quando eu era criança, chegavam à livraria talvez três livros novos por mês; hoje chegam mil. E você já não sabe que livro importante foi publicado há seis meses. Isso também é uma perda de memória. A abundância de informações sobre o presente é uma perda, e não um ganho.
PERGUNTA - A memória é o esquecimento, como diria [o escritor uruguaio] Mario Benedetti.ECO - É a história de "Funes, o Memorioso", de Borges: aquele que tem toda a memória é um estúpido.
PERGUNTA - Tanta informação faz com que os jornais pareçam irrelevantes.ECO - Esse é um de nossos problemas contemporâneos. A abundância de informação irrelevante, a dificuldade em selecioná-la e a perda de memória do passado -e não digo nem sequer da memória histórica. A memória é nossa identidade, nossa alma. Se você perde a memória hoje, já não existe alma; você é um animal.
Se você bate a cabeça em algum lugar e perde a memória, converte-se num vegetal. Se a memória é a alma, diminuir muito a memória é diminuir muito a alma.
PERGUNTA - Qual seria hoje o papel da informação?ECO - Creio que perdemos muito tempo nos formulando essas perguntas, enquanto as gerações mais jovens simplesmente deixaram de ler jornais e se comunicam por meio de mensagens de texto.
Eu não posso me desligar dos jornais. Para mim, sua leitura é a oração matinal do homem moderno. Não posso tomar o café da manhã se não tiver pelo menos dois jornais para ler.
Mas talvez sejamos os resquícios de uma civilização, porque os jornais têm muitas páginas, mas não muita informação. Sobre o mesmo tema há quatro artigos que talvez digam a mesma coisa... Existe abundância de informação, mas também abundância da mesma informação.
Não sei se você se lembra de minha teoria sobre o "Fiji Journal". Eu estava em Fiji coletando informações sobre os corais para meu livro "A Ilha do Dia Anterior" [ed. Record], e em meu hotel chegava todas as manhãs o "Fiji Journal", que tinha oito páginas -seis de anúncios, uma de notícias locais e outra de notícias internacionais.
No mês que passei ali, a primeira Guerra do Golfo estava prestes a estourar, e, na Itália, o primeiro governo de Berlusconi tinha caído. Inteirei-me de tudo porque em uma única página de notícias internacionais, em três ou quatro linhas, davam-me as notícias mais importantes.
PERGUNTA - Como a internet.ECO - Vamos à internet para tomar conhecimento das notícias mais importantes. A informação dos jornais será cada vez mais irrelevante, mais diversão que informação. Já não nos dizem o que decidiu o governo francês, mas nos dão quatro páginas de fofocas sobre Carla Bruni e Sarkozy [atual presidente da França].
Os jornais se parecem cada vez mais com as revistas que havia para ler na barbearia ou na sala de espera do dentista.
terça-feira, 4 de março de 2008
Information R/evolution
0 Comentários terça-feira, março 04, 2008
Publicado por Paulo Barreiro de Sousa
Assunto: armazenamento de informação, comportamento informacional, excesso de informação, vídeo
Torna-se um excelente apelo à reflexão sobre o contexto informacional actual.
PS - com o próximo post neste blogue atingimos as 1000 mensagens publicadas! estamos quase ;-)
quinta-feira, 29 de novembro de 2007
A era do tecnoestresse
0 Comentários quinta-feira, novembro 29, 2007
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: excesso de informação, tecnoestresse
Data: 27/11/2007
Há algumas semanas, quando faltavam 5% para terminar o download de um programa, Cássio ficou desesperado com a possibilidade da conexão da internet cair e decidiu ficar acordado até o fim do processo. 'A ansiedade e o desespero me consomem diariamente. Vivo cansado e com dores de cabeça. Mas não tem jeito, não abro mão da tecnologia. Eu preciso estar atualizado', diz ele. 'Cheguei ao ponto de desligar o celular para ninguém me achar', revela a tática usada para afastar os amigos.
Ainda não é possível precisar ao certo quantos eles são, mas em uma sociedade onde a demanda por informação é crescente, o número de pessoas com estresse tecnológico, assim como Cássio, aumenta na mesma velocidade em que produtos tecnológicos são despejados no mercado. Um dos problemas identificados é a tendência dos aparelhos eletrônicos ficarem cada vez mais compactos e integrarem várias funções simultâneas: checar e-mail, acessar a web, telefonar. A exposição massiva e constante à informação em tempo real exige enorme disciplina por parte de quem os utiliza. Do contrário, as seqüelas podem ser graves.
'Com a internet, por exemplo, as pessoas não têm noção do total de informação disponível. Por isso, começam a usar os recursos tecnológicos sem ter um foco e têm dificuldade de limitar e controlar o uso da tecnologia. Algumas precisam tomar remédio controlado tamanha ansiedade', ressalta a professora e psicóloga do Instituto de Psicologia da Universidade de Brasília (UnB), Suely Sales Guimarães. Segundo uma pesquisa realizada pela Internacional Stress Management Association (Isma-BR), que ouviu 1,2 mil profissionais entre 25 e 55 anos, de Porto Alegre e São Paulo, 60% dos entrevistados apresentaram sintomas de um tecnoestressado.
Desconfortos como dor de cabeça, cansaço crônico, falta de apetite sexual, insônia e ansiedade estão entre as conseqüências apontadas no levantamento feito pela Isma. Dos entrevistados, 83% disseram sofrer de ansiedade, 63% reclamaram de cansaço crônico (constante), 22% indicaram falta de apetite sexual e somente 18% conseguiram reduzir o uso da tecnologia. 'Trata-se de um fenômeno mundial e bastante preocupante, já que a maioria das pessoas não consegue relacionar os sintomas ao uso da tecnologia por falta de conhecimento', alerta Ana Rossi.
O empresário Luis Benebez, 45 anos, só percebeu os malefícios causados pelo uso do celular e do notebook quando afetou o relacionamento com a família. 'Estava sempre cansado e nervoso, mas achava que era estresse do dia-a-dia. Depois do tratamento, descobri que a tecnologia criava uma ansiedade diária de informação e eu acabava brigando com a minha ex-mulher e meu filho', conta. Após um ano de tratamento com psicólogo, Luis agora desliga o celular antes de dormir e usa o notebook somente no horário de expediente. 'Consegui organizar meu tempo e, hoje, fico mais tempo com a família, faço esportes e aumentei minha produtividade no trabalho', diz.
Ao pensar que viver longe da tecnologia seria a única a forma de tratamento, o comerciante Carlos de Andrade*, 32 anos, relutava em procurar ajuda. 'Não podia ficar sem navegar um dia. Quando a internet caía, eu suava frio. Mas também não queria perder minha esposa', relembra. Prestes a pedir a separação, a esposa de Carlos, Joana de Andrade*, 30 anos, descobriu que, ironicamente, poderia usar o instrumento de vício do marido a seu favor e entrou em contato com a Clínica da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo. Lá os viciados em internet podem ser tratados por e-mail, sem se identificar.
'O atendimento eletrônico não exclui o atendimento pessoal. A finalidade é sensibilizar e orientar o paciente a buscar uma psicoterapia', explica a coordenadora do projeto, Rosa Sarah. Os casos variam de acordo com a época, mas a maior parte tem relação com traições online, jogos digitais e, claro, o excesso de tempo que as pessoas passam na rede. 'Quando há preocupação com o tempo que alguém fica conectado, dificilmente é o próprio doente, mas alguém próximo que entra em contato conosco', conta Rosa. 'Não há um padrão de ajuda. Cada caso reportado é avaliado de forma individual, e recebe um tratamento diferenciado'.
O grupo trabalha com assuntos ligados à tecnologia desde 1995. Para Joana, o auxílio eletrônico foi fundamental para tratar o marido e salvar o casamento. 'Depois da orientação online, ele finalmente procurou um psiquiatra. Hoje, ele tem consciência de que não é preciso abandonar a tecnologia e, sim, aprender a conviver com ela', diz Joana.
*Nome fictício para preservar a identidade da fonte
sexta-feira, 27 de julho de 2007
Será uma questão de indexação, de conteúdo, falta de tempo…
0 Comentários sexta-feira, julho 27, 2007
Publicado por Nuno de Matos
Assunto: excesso de informação, Internet, Pesquisa
Cibernautas descontentes com proliferação de vídeosUm estudo promovido pela empresa norte-americana de estudos de mercado Kelton Research revela que a maioria dos cibernautas nos EUA não está contente com o cada vez maior volume de conteúdos colocados na Internet pelos próprios utilizadores, sobretudo vídeos. (continua aqui)In SOL
sexta-feira, 16 de março de 2007
O Universo Digital em expansão: uma previsão do crescimento mundial da informação até 2010
0 Comentários sexta-feira, março 16, 2007
Publicado por Paulo Barreiro de Sousa
Assunto: excesso de informação, gestão da informação, informação
"A análise intitulada “O Universo Digital em expansão: uma previsão do crescimento mundial da informação até 2010” conclui que o número de caixas de correio electrónico passou de 153 milhões em 1998 para 1.600 milhões em 2006, com uma previsão para que atinja os 2.000 milhões em 2010.
O estudo refere ainda que em 2006 a quantidade de informação digital criada, copiada e reproduzida em todo o mundo foi superior a 160 milhões de gigabytes. Para se ter noção da grandeza do valor, este corresponde a 3 milhões de vezes a informação que existe em todos os livros escritos!"
Fonte: Vector21.com
Aceda ao texto integral do estudo: “O Universo Digital em expansão: uma previsão do crescimento mundial da informação até 2010”
terça-feira, 13 de março de 2007
Foram criados 161 mil milhões de GB de dados em 2006
0 Comentários terça-feira, março 13, 2007
Publicado por Paulo Barreiro de Sousa
Assunto: excesso de informação, gestão da informação, informação
A estimativa é da IDC e diz respeito aos dados electrónicos produzidos no mundo a cada ano: em 2006, a humanidade terá criado 161 Exabytes de dados.
Um Exabyte corresponde a mil milhões de Gigabytes (GB).
Através da cópia ou da produção de originais, os dados em suporte em digital não têm parado de aumentar. A IDC refere que a informação “trabalhada” em formato digital durante 2006 é três milhões de vezes maior que a alguma vez impressa em livros.
Ainda na comparação com os livros, a IDC ilustra a dimensão correspondente a 161 Exabytes, como algo que daria para criar 12 prateleiras de livros a ligar o Sol e a Terra.
Os números de 2006 apresentam muitos zeros à direita, mas tudo leva a crer que muitos mais serão acrescentados nos anos vindouros: em 2010, a humanidade vai produzir 998 Exabytes de informação em suporte digital. O que pode suscitar um novo problema para o sector tecnológico – é que o mesmo estudo da IDC prevê que, em 2010, a humanidade apenas terá ao dispor 601 Exabytes de armazenamento.
Fonte: Exame Informática
terça-feira, 27 de fevereiro de 2007
Information overload
0 Comentários terça-feira, fevereiro 27, 2007
Publicado por Paulo Barreiro de Sousa
Assunto: excesso de informação, gestão da informação, sociedade da informação
Quais as implicações do excesso de informação no comportamento informacional das pessoas?
Será que, por haver mais informação, o fenómeno info-comunicacional fica mais facilitado? Ou, decorrente deste desgaste, poderão surgir novas "patologias cognitivas", derivando em sintomas como a ansiedade, perda de satisfação laboral, stress, depressão, etc.


