Autor: André Borges.
Fonte: Valor Online.
Data: 28/06/2010.
Já existem locais especializados em cuidar do vício. O Hospital das Clínicas de São Paulo (HC) criou há três anos e meio o seu Centro de Estudos de Dependência da Internet. De lá para cá, o serviço atendeu mais de 200 pessoas com sérios distúrbios comportamentais devido ao uso desregrado de equipamentos tecnológicos.
"O que tem nos surpreendido é que a maior parte dos pacientes tem mais de 18 anos", diz o psicólogo Cristiano Nabuco de Abreu, responsável pelo centro. Entre os casos tratados no HC está o de uma paciente de 65 anos de idade que passava o dia inteiro de frente para o PC, enviando e recebendo e-mails. "Ela simplesmente não conseguia largar o micro e recebia cerca de 2 mil mensagens por dia", comenta Abreu. Outro paciente, um adolescente, chegou a ficar 45 horas ininterruptas de frente para o PC - sem dormir ou ir ao banheiro - simplesmente porque queria bater recordes de um jogo.
A dependência digital, diz Abreu, tinha de ser tratada como questão de saúde pública. A preocupação de quem estuda o tema é de que, em pouco tempo, o país tenha um exército de dependentes.
As estimativas indicam que cerca de 10% da população navegue na internet de modo exagerado no Brasil. Isso equivale a mais de 6,7 milhões de pessoas. O brasileiro, por perfil, já é um usuário de risco. Há muito tempo o Brasil detém o 1º lugar entre os países que permanecem mais tempo conectados na rede. Em maio, segundo o Ibope Nilsen Online, o tempo médio que o internauta brasileiro ficou conectado foi de 46 horas e 50 minutos. Nos Estados Unidos, essa média não chegou a 38 horas. No Japão, atingiu pouco mais de 31 horas. "Se você pensar na nova legião de usuários que o país terá, principalmente a partir dos celulares, esse cenário fica mais preocupante."
O vício na internet e em equipamentos tecnológicos ainda não é um tipo de transtorno com diagnóstico reconhecido oficialmente pela Organização Mundial da Saúde (OMS), diz Abreu, mas isso deverá mudar em breve. "Uma série de pesquisas e artigos sobre esse tema tem sido publicada. A dependência tecnológica deverá ser reconhecida pela OMS em 2011."
Iniciativas como o do HC em São Paulo começam a ser testadas em outras cidades, como Rio e Porto Alegre. Pela internet, o HC oferece uma série de informações sobre o tema, recebe inscrições de pacientes e oferece um teste detalhado para que a pessoa verifique como anda seu relacionamento com a tecnologia.
Abreu acaba de escrever um livro sobre o tema. Batizado de "Internet addiction" (Vício em internet, na tradução livre), o manual clínico tem a coautoria da americana Kimberly Young, médica especialista no assunto. Destinado a profissionais de saúde, o livro será publicado até o fim deste ano no Brasil e nos Estados Unidos. "Falta médico especializado nesse tipo de tratamento. O objetivo dessa publicação é dar um suporte científico ao assunto", diz Abreu.
Suporte científico, de fato, é o que está faltando. Recentemente, na China, onde o assunto é considerado "desordem psicológica" similar ao alcoolismo, o dono de um centro de reabilitação foi detido após a denúncia de maus tratos e tortura a pacientes. O local chega a usar eletrochoque para "tratar" seus internados.
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terça-feira, 29 de junho de 2010
Dependência digital começa a ter tratamento especializado
0 Comentários terça-feira, junho 29, 2010
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: Desordem de Dependência à Internet, Internet
sábado, 12 de junho de 2010
Carr versus Tapscott
0 Comentários sábado, junho 12, 2010
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: Desordem de Dependência à Internet, facebook, Internet, MySpace
Google deixa pessoas mais inteligentes, diz Don Tapscott
Autor: Célio Yano
Fonte: Exame. Data: 9/06/2010.
O empresário canadense Don Tapscott, escritor e consultor especializado em estratégias de negócios, é otimista em relação ao impacto das novas tecnologias. Em palestra realizada hoje em São Paulo, ele definiu a chamada Geração Y (jovens nascidos a partir de 1980 e cresceram em meio a era digital) como a mais inteligente, mais capaz e responsável por uma revolução na economia e no comportamento global. E contestou a ideia defendida pelo americano Nicholas Carr, um dos pensadores mais influentes do mundo na área de negócios e tecnologia da informação, de que o Google estaria deixando as pessoas "mais burras".
Tapscott discursou nesta tarde na 20ª edição do Congresso e Exposição de Tecnologia da Informação das Instituições Financeiras (Ciab), promovida pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Carr também fará palestra no mesmo evento, só que nesta quinta-feira (10), de modo que os dois acabaram não se encontrando. "O que os jovens buscam no Google são fatos, datas, nomes. Mas a internet fez com que essa geração pense de forma diferente, em 'multitarefa'", defende Tapscott.
Muita coisa está mudando no mundo com a chegada da Geração Y - que o canadense prefere chamar de Geração Net - ao mercado de trabalho. "Pela primeira vez na história, crianças e adolescentes passaram a ser consideradas autoridade em algum assunto, a saber mais do que os professores, do que os pais", diz. Ele citou diversos exemplos de jovens que conheceu há alguns anos para ilustrar sua tese, como uma menina que não lê jornal porque "só é atualizado uma vez por dia", uma adolescente que considera o e-mail ultrapassado diante de mensageiros instantâneos e redes sociais, e um garoto que dá aulas sobre internet e computadores para seus professores. "Certa vez fui fazer uma palestra em uma reunião da Felaban [Federação Latino Americana de Bancos], em Bogotá, e apresentação deu problemas. Pedi para falar com o responsável pela tecnologia do local e, em meio a um monte de equipamentos de ponta, estava um menino de 13 anos", contou o palestrante para abrir sua sessão.
Tudo isso, segundo ele, indica uma mudança de paradigma que deve ser levada em consideração pelas empresas para se adaptar a um novo mercado consumidor e um novo perfil de trabalhador. "Quando eu era criança, a única opção que tinha ao chegar em casa era assistir tevê. As crianças da Geração Net lidam desde pequenas com o computador e a internet, meios que pressupõem colaboração e compartilhamento". Além dessas duas palavras-chave, Tapscott lista transparência, interdependência e integridade como os cinco princípios que devem reger a indústria. "A crise financeira mundial por que passamos em 2008 está diretamente ligada a isso. Faltou aos bancos norte-americanos integridade, transparência com os clientes", afirma.
Para ele, nos Estados Unidos, as empresas ainda não se adaptaram ao comportamento da nova geração por ter a população muito concentrada em faixas etárias mais elevadas, acima dos 30 anos. Ainda assim, ele credita aos jovens à eleição de Barack Obama ao cargo de presidente do país. "Isso mostra que a Geração Net não está alienada; ela tem inclusive um espírito cívico mais avançado", diz.
A vontade de participar de comunidades se reflete no crescimento de ferramentas colaborativas na internet, segundo o escritor. É o que justificaria o distanciamento cada vez maior do YouTube, em termos de audiência, em relação ao site da MTV dos Estados Unidos; do Facebook contra o Match.com; da Wikipédia diante da Encyclopedia Britannica, do Flickr em relação à Kodak Gallery; do Blogger contra a CNN; do Huffington Post diante do New York Times.
Assim, o marketing é afetado a medida que os consumidores querem participar mais ativamente das atividades das empresas, e os ingredientes para o sucesso de uma marca deixam de ser os 4 Ps [Product, Price, Promotion e Place]. "Ao invés de produto, o consumidor busca experiências; o lugar não é mais importante, a empresa precisa estar em todo lugar; o preço deve ser descoberto em uma interação com o cliente; a promoção deve ser substituída pelo engajamento; e surge ainda um quinto elemento, que é a marca", diz Tapscott. A marca, ele ressalta, não é apenas uma imagem, mas um conceito que representa a empresa e que deve estar baseada no princípio da integridade. "Não procure apenas reter clientes: é preciso engajá-los".
O guru defendeu ainda que, seguindo essa linha, em meio à interação social e a colaboração, a geração atual de jovens deixa de separar trabalho de lazer. "Para eles, trabalho é igual a colaboração, que é igual a aprendizado, que é igual a diversão. Tudo isso pode ser realizado ao mesmo tempo", afirma. Nesse sentido, Tapscott considera um erro empresas proibir seus funcionários de usar redes sociais. "Se você proíbe seus empregados de usarem o Facebook, elas irão para o MySpace", diz. Para os que associam internet e redes sociais a problemas como falta de produtividade e até aumento no número de estudantes que não concluem a faculdade, ele é categórico: "Há diversos outros fatores envolvidos. A culpa não é da tecnologia".
Tapscott é autor ou co-autor de 11 livros que tratam da influência das novas tecnologias na dinâmica dos negócios, entre eles o bestseller "Wikinomics: How Mass Collaboration Changes Everything", que sugestivamente tem o último capítulo aberto na internet para ser editado de forma colaborativa. Em setembro, ele deve lançar sua próxima obra "MacroWikinomics: Rebooting Business and the World".
Autor: Célio Yano
Fonte: Exame. Data: 9/06/2010.
O empresário canadense Don Tapscott, escritor e consultor especializado em estratégias de negócios, é otimista em relação ao impacto das novas tecnologias. Em palestra realizada hoje em São Paulo, ele definiu a chamada Geração Y (jovens nascidos a partir de 1980 e cresceram em meio a era digital) como a mais inteligente, mais capaz e responsável por uma revolução na economia e no comportamento global. E contestou a ideia defendida pelo americano Nicholas Carr, um dos pensadores mais influentes do mundo na área de negócios e tecnologia da informação, de que o Google estaria deixando as pessoas "mais burras".
Tapscott discursou nesta tarde na 20ª edição do Congresso e Exposição de Tecnologia da Informação das Instituições Financeiras (Ciab), promovida pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Carr também fará palestra no mesmo evento, só que nesta quinta-feira (10), de modo que os dois acabaram não se encontrando. "O que os jovens buscam no Google são fatos, datas, nomes. Mas a internet fez com que essa geração pense de forma diferente, em 'multitarefa'", defende Tapscott.
Muita coisa está mudando no mundo com a chegada da Geração Y - que o canadense prefere chamar de Geração Net - ao mercado de trabalho. "Pela primeira vez na história, crianças e adolescentes passaram a ser consideradas autoridade em algum assunto, a saber mais do que os professores, do que os pais", diz. Ele citou diversos exemplos de jovens que conheceu há alguns anos para ilustrar sua tese, como uma menina que não lê jornal porque "só é atualizado uma vez por dia", uma adolescente que considera o e-mail ultrapassado diante de mensageiros instantâneos e redes sociais, e um garoto que dá aulas sobre internet e computadores para seus professores. "Certa vez fui fazer uma palestra em uma reunião da Felaban [Federação Latino Americana de Bancos], em Bogotá, e apresentação deu problemas. Pedi para falar com o responsável pela tecnologia do local e, em meio a um monte de equipamentos de ponta, estava um menino de 13 anos", contou o palestrante para abrir sua sessão.
Tudo isso, segundo ele, indica uma mudança de paradigma que deve ser levada em consideração pelas empresas para se adaptar a um novo mercado consumidor e um novo perfil de trabalhador. "Quando eu era criança, a única opção que tinha ao chegar em casa era assistir tevê. As crianças da Geração Net lidam desde pequenas com o computador e a internet, meios que pressupõem colaboração e compartilhamento". Além dessas duas palavras-chave, Tapscott lista transparência, interdependência e integridade como os cinco princípios que devem reger a indústria. "A crise financeira mundial por que passamos em 2008 está diretamente ligada a isso. Faltou aos bancos norte-americanos integridade, transparência com os clientes", afirma.
Para ele, nos Estados Unidos, as empresas ainda não se adaptaram ao comportamento da nova geração por ter a população muito concentrada em faixas etárias mais elevadas, acima dos 30 anos. Ainda assim, ele credita aos jovens à eleição de Barack Obama ao cargo de presidente do país. "Isso mostra que a Geração Net não está alienada; ela tem inclusive um espírito cívico mais avançado", diz.
A vontade de participar de comunidades se reflete no crescimento de ferramentas colaborativas na internet, segundo o escritor. É o que justificaria o distanciamento cada vez maior do YouTube, em termos de audiência, em relação ao site da MTV dos Estados Unidos; do Facebook contra o Match.com; da Wikipédia diante da Encyclopedia Britannica, do Flickr em relação à Kodak Gallery; do Blogger contra a CNN; do Huffington Post diante do New York Times.
Assim, o marketing é afetado a medida que os consumidores querem participar mais ativamente das atividades das empresas, e os ingredientes para o sucesso de uma marca deixam de ser os 4 Ps [Product, Price, Promotion e Place]. "Ao invés de produto, o consumidor busca experiências; o lugar não é mais importante, a empresa precisa estar em todo lugar; o preço deve ser descoberto em uma interação com o cliente; a promoção deve ser substituída pelo engajamento; e surge ainda um quinto elemento, que é a marca", diz Tapscott. A marca, ele ressalta, não é apenas uma imagem, mas um conceito que representa a empresa e que deve estar baseada no princípio da integridade. "Não procure apenas reter clientes: é preciso engajá-los".
O guru defendeu ainda que, seguindo essa linha, em meio à interação social e a colaboração, a geração atual de jovens deixa de separar trabalho de lazer. "Para eles, trabalho é igual a colaboração, que é igual a aprendizado, que é igual a diversão. Tudo isso pode ser realizado ao mesmo tempo", afirma. Nesse sentido, Tapscott considera um erro empresas proibir seus funcionários de usar redes sociais. "Se você proíbe seus empregados de usarem o Facebook, elas irão para o MySpace", diz. Para os que associam internet e redes sociais a problemas como falta de produtividade e até aumento no número de estudantes que não concluem a faculdade, ele é categórico: "Há diversos outros fatores envolvidos. A culpa não é da tecnologia".
Tapscott é autor ou co-autor de 11 livros que tratam da influência das novas tecnologias na dinâmica dos negócios, entre eles o bestseller "Wikinomics: How Mass Collaboration Changes Everything", que sugestivamente tem o último capítulo aberto na internet para ser editado de forma colaborativa. Em setembro, ele deve lançar sua próxima obra "MacroWikinomics: Rebooting Business and the World".
segunda-feira, 7 de junho de 2010
A internet está destruindo nossa mente?
3 Comentários segunda-feira, junho 07, 2010
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: Desordem de Dependência à Internet, Internet
Fonte: Reuters. Data: 7/06/2010.
Quando o autor Nicholas Carr iniciou as pesquisas para o livro que busca descobrir se a Internet está destruindo nossas mentes, ele restringiu seu acesso a emails e desativou suas contas no Twitter e no Facebook.
Seu novo livro "The Shallows: What the Internet is Doing to Our Brains" ("O que a internet está fazendo com nosso cérebro") argumenta que os últimos avanços da tecnologia nos tornou menos capazes de pensamento aprofundado. Carr se descobriu tão distraído que não podia trabalhar no livro enquanto estava conectado.
"Eu descobri que minha incapacidade de me concentrar é uma grande deficiência", disse Carr.
"Então, abandonei minhas contas no Facebook e no Twitter e reduzi o uso de email de modo que eu apenas checava algumas vezes por dia em vez de a cada 45 segundos. Descobri que esses tipos de coisas realmente fazem a diferença", afirmou ele.
Depois de inicialmente se sentir "perdido" por sua súbita falta de conexão online, Carr afirmou que após algumas semanas foi capaz de se concentrar em uma tarefa por um período sustentado e, felizmente, conseguiu terminar seu trabalho.
Carr escreveu um artigo para a revista Atlantic Magazine em 2008 em que trouxe a público a famosa dúvida "O Google está nos tornando estúpidos?" e resolveu estudar mais fundo como a internet altera nossa mente.
Quando o autor Nicholas Carr iniciou as pesquisas para o livro que busca descobrir se a Internet está destruindo nossas mentes, ele restringiu seu acesso a emails e desativou suas contas no Twitter e no Facebook.
Seu novo livro "The Shallows: What the Internet is Doing to Our Brains" ("O que a internet está fazendo com nosso cérebro") argumenta que os últimos avanços da tecnologia nos tornou menos capazes de pensamento aprofundado. Carr se descobriu tão distraído que não podia trabalhar no livro enquanto estava conectado.
"Eu descobri que minha incapacidade de me concentrar é uma grande deficiência", disse Carr.
"Então, abandonei minhas contas no Facebook e no Twitter e reduzi o uso de email de modo que eu apenas checava algumas vezes por dia em vez de a cada 45 segundos. Descobri que esses tipos de coisas realmente fazem a diferença", afirmou ele.
Depois de inicialmente se sentir "perdido" por sua súbita falta de conexão online, Carr afirmou que após algumas semanas foi capaz de se concentrar em uma tarefa por um período sustentado e, felizmente, conseguiu terminar seu trabalho.
Carr escreveu um artigo para a revista Atlantic Magazine em 2008 em que trouxe a público a famosa dúvida "O Google está nos tornando estúpidos?" e resolveu estudar mais fundo como a internet altera nossa mente.
segunda-feira, 3 de maio de 2010
O Poder saber e a Exclusão digital
0 Comentários segunda-feira, maio 03, 2010
Publicado por Paulo Barreiro de Sousa
Assunto: biblioteca, conhecimento, Desordem de Dependência à Internet, info-inclusão
O conhecimento só se realiza em nós com o “poder saber”. O conhecimento acompanha nossa trajeória na condição humana. O saber muda nossa natureza enquanto ser humano.
Fonte: Censo das Bibliotecas Públicas Municipais, O Ministério da Cultura (MinC) e
Mapa da Exclusão: O mapa é fruto de uma parceria entre o CDI – Comitê para a Democratização da Informática, a Fundação Getúlio Vargas, a Sun Microsystems e a USAID – The United States Agency for International Development.
Fonte: Aldobarreto's Blog
terça-feira, 27 de abril de 2010
Estudantes viciados em internet
0 Comentários terça-feira, abril 27, 2010
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: Desordem de Dependência à Internet
Autor: Walden Siew. Data: 23/04/2010.
Fonte; Reuters Brasil.
Estudantes universitários norte-americanos estão viciados em celulares, mídias sociais e Internet, e têm sintomas semelhantes ao vício em drogas ou álcool, de acordo com um novo estudo.
Pesquisadores na Universidade de Maryland pediram a 200 estudantes que ficassem uma dia sem qualquer tipo de mídia e descobriram que, depois de 24 horas, muitos deles mostravam sinais de abstinência, ansiedade e dificuldade de agirem normalmente sem mídias e contato social.
A diretor de pesquisa do projeto e professora de jornalismo da universidade, Susan Moeller, afirmou que muitos alunos escreviam sobre como odiaram perder seus contatos com mídia, que muitos compararam a perder amigos e familiares.
"Claramente, sou viciado e a dependência é doentia", disse um estudante. "Com BlackBerrys, notebooks, televisão e iPod, as pessoas se tornaram incapazes de ficar sem essa segunda-pele midiática".
Moeller afirmou que os alunos sentiram falta, principalmente, de mensagens de texto, mensagens instantâneas, email e Facebook.
"Enviar SMS e mensagens instantâneas para meus amigos me conforta", disse um dos estudantes, que escreveu em seu blog sobre suas reações. "Quando não tinha esses dois luxos, me sentia bem sozinho e isolado da minha vida".
Poucos estudantes disseram ter assistido às notícias na TV ou lido um jornal.
A Associação Psiquiátrica Americana não reconhece o vício em Internet como doença.
Fonte; Reuters Brasil.
Estudantes universitários norte-americanos estão viciados em celulares, mídias sociais e Internet, e têm sintomas semelhantes ao vício em drogas ou álcool, de acordo com um novo estudo.
Pesquisadores na Universidade de Maryland pediram a 200 estudantes que ficassem uma dia sem qualquer tipo de mídia e descobriram que, depois de 24 horas, muitos deles mostravam sinais de abstinência, ansiedade e dificuldade de agirem normalmente sem mídias e contato social.
A diretor de pesquisa do projeto e professora de jornalismo da universidade, Susan Moeller, afirmou que muitos alunos escreviam sobre como odiaram perder seus contatos com mídia, que muitos compararam a perder amigos e familiares.
"Claramente, sou viciado e a dependência é doentia", disse um estudante. "Com BlackBerrys, notebooks, televisão e iPod, as pessoas se tornaram incapazes de ficar sem essa segunda-pele midiática".
Moeller afirmou que os alunos sentiram falta, principalmente, de mensagens de texto, mensagens instantâneas, email e Facebook.
"Enviar SMS e mensagens instantâneas para meus amigos me conforta", disse um dos estudantes, que escreveu em seu blog sobre suas reações. "Quando não tinha esses dois luxos, me sentia bem sozinho e isolado da minha vida".
Poucos estudantes disseram ter assistido às notícias na TV ou lido um jornal.
A Associação Psiquiátrica Americana não reconhece o vício em Internet como doença.
sábado, 13 de março de 2010
Quatro em cada cinco querem Net como "direito fundamental"
0 Comentários sábado, março 13, 2010
Publicado por Paulo Barreiro de Sousa
Assunto: comportamento informacional, Desordem de Dependência à Internet, Internet
Chegamos a dedicar-lhe mais de 13 horas por semana. Usamo-la para procurar informação e comunicar. Acreditamos que é nela que vamos encontrar "aquela" pessoa que nos vai fazer felizes. Mas, ao mesmo tempo, tememo-la, à Internet, que quatro em cada cinco adultos consideram que devia tornar-se um "direito fundamental", como já acontece em países como a Finlândia e a Estónia.
Ler notícia completa no Público
sábado, 26 de dezembro de 2009
“A internet nos suga como uma esponja”
0 Comentários sábado, dezembro 26, 2009
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: Desordem de Dependência à Internet, Internet, redes sociais
Fonte: Revista Época. Data: 11/12/2009.
Autor: Alexandre Mansur.
Um dos maiores palestrantes do mundo empresarial diz que viver conectado é prejudicial a nosso cérebro
Para Nicholas Carr, um dos palestrantes mais valorizados do mundo dos negócios, a dependência da troca de informações pela internet está empobrecendo nossa cultura. Mais ainda: nosso intelecto, ao se acostumar aos múltiplos estímulos das redes sociais, aos e-mails e aos comunicadores instantâneos, perde a capacidade de raciocínios elaborados. Autor de um famoso artigo cujo título resume o conteúdo – “O Google está nos tornando mais estúpidos?” – , Carr está preparando um livro de nome igualmente provocativo – numa tradução literal, O raso: o que a internet está fazendo com nosso cérebro. Ele falou a ÉPOCA durante uma visita ao Brasil para uma palestra a 4.500 líderes empresariais, num dos maiores eventos para executivos do país.
Nicholas Carr
QUEM É Americano, 50 anos, é formado em Harvard e autor de livros de tecnologia e administração, é membro do conselho editorial da Enciclopédia Britânica
O QUE FEZ Ficou famoso pela crítica à qualidade de “obras abertas” da internet, como a Wikipédia, e por artigos em que afirma que as empresas deveriam terceirizar o investimento em tecnologia da informação
ÉPOCA – A internet afeta a inteligência?
Nicholas Carr – Você fica pulando de um site para o outro. Recebe várias mensagens ao mesmo tempo. É chamado pelo Twitter, pelo Facebook ou pelo Messenger. Isso desenvolve um novo tipo de intelecto, mais adaptado a lidar com as múltiplas funções simultâneas, mas que está perdendo a capacidade de se concentrar, ler atentamente ou pensar com profundidade. Isso é um resultado da dependência crescente em relação à internet. Essa forma de pensar vai reduzir nossa habilidade para pensar contemplativamente. Ela prejudica nossa cabeça.
ÉPOCA – Quais seriam as consequências?
Carr – A riqueza de nossa cultura não é apenas quanta informação você consegue juntar. Ela tem a ver com os indivíduos pensando profundamente sobre a informação, refletindo sobre ela, avaliando pessoalmente os dados que recebe e não se deixando passivamente bombardear por vários estímulos. Estamos perdendo isso agora. Toda a cultura fica mais rasa. Temos acesso democrático à informação, mas o resultado é mais pobre. Temos menos condições de compreender as grandes obras da arte, da ciência ou da literatura, que exigem uma concentração mais profunda.
ÉPOCA – As pessoas deveriam ficar desconectadas de vez em quando?
Carr – Sim. Deveríamos desconfiar da internet. É claro que conseguir bastante informação útil é parte de nossa vida moderna. Mas precisamos encorajar continuamente o outro lado, que é a aquisição calma e contemplativa do conhecimento. Isso exige ficar fora do fluxo contínuo de informação. Só não sei se isso será possível porque nossa vida social está cada vez mais dependente de quão conectados estamos. Seu grupo de amigos está embrulhado em redes sociais na internet. Você precisa da internet para executar seu trabalho. Não para de olhar para seu BlackBerry. Não é mole se desligar disso tudo.
ÉPOCA – A filosofia grega foi construída em cima de debates. O pensamento de Platão são conversas com seus discípulos. Por que não daria para erigir conhecimento a partir da interação com os outros?
Carr – Nos Diálogos de Platão, temos duas pessoas dedicadas a uma conversa atenta sobre determinado tema. Se você entra on-line, encontra dezenas de pessoas trocando mensagens de texto, vendo e-mails, escrevendo no Twitter e pulando de uma página para outra. A troca de informação ocorre com interrupções o tempo todo. Sócrates sentava-se embaixo de uma árvore e pensava longamente enquanto conversava com seus discípulos. É muito diferente do que fazemos agora.
ÉPOCA – Uma das maiores lojas on-line, a Amazon, vende livros. As pessoas baixam livros no Kindle. Até o senhor vende livros. Isso não significa que as pessoas ainda leem textos extensos? Carr – É verdade que as pessoas ainda lerão livros por muito tempo. Mas o porcentual de tempo dedicado à mídia impressa vem caindo. A média americana é de um livro por dia, o que ainda é muito bom. Só que o ato de ler uma página após a outra fica cada vez mais difícil à medida que você se adapta à comunicação da internet. Eu mesmo sinto isso. Antes eu me sentava e lia por horas. Agora, fico pensando se devia conferir meu e-mail ou acho ruim não encontrar hiperlinks no texto.
“AS CRIANÇAS NÃO DEVEM MEXER EM COMPUTADORES DE JEITO NENHUM. OS PAIS DEVEM DEIXAR OS FILHOS AO MÁXIMO LONGE DAS TELAS”
ÉPOCA – Essa habilidade para múltiplas tarefas e para administrar várias informações simultâneas não nos dá, em compensação, maior capacidade para criar novas ideias?
Carr – Certamente temos maior capacidade para encontrar informação ou relacionar uma com a outra. Mas dependemos cada vez mais de conexões externas. Você estabelece uma relação porque clicou em um hiperlink que alguém deixou lá. Já construir as próprias relações entre um fato e outro exige um tempo de reflexão própria, que não estamos tendo.
ÉPOCA – Essa visão negativa da internet não é apenas o medo da mudança?
Carr – Não há dúvida que, toda vez que uma tecnologia nova aparece, algumas pessoas imaginam que tudo vai desmoronar. Sim. É preciso ter essa visão cética. Por outro lado, também devemos desconfiar quando ouvimos alguém glorificando as novas tecnologias e prometendo uma nova utopia. Recomendo que as pessoas não sigam o que eu digo cegamente. Mas que examinem o próprio comportamento. Testem em si mesmos o que estou dizendo.
ÉPOCA – Os cursos on-line vão revolucionar a educação?
Carr – Existe empolgação em torno dos cursos on-line porque parecem cortar os custos. Um professor poderia dar aula para milhares de alunos, em vez de apenas uma turma de algumas dezenas. Mas não acho que a educação on-line vá substituir a tradicional. Ela pode funcionar como complemento para o professor ter um material de apoio na sala de aula ou para o aluno reforçar em casa o que aprendeu na escola. Outra utilidade dos cursos on- -line é a formação técnica profissional em casos específicos. Existe um aspecto importante na educação, que é juntar os alunos fisicamente para conviver e trocar experiências. Isso vai além de apenas assistir a uma aula. Tem a ver com o lado comunitário da educação, que se perderia se passarmos tudo para o computador.
ÉPOCA – Como a tecnologia pode beneficiar a educação?
Carr – Por um lado, o que estamos vendo é que muitas escolas, especialmente universidades, começam a oferecer material on-line de seus cursos, inclusive algumas aulas. Isso é bom. Permite que gente de fora da universidade tenha acesso à informação de ponta e aulas de grandes pensadores. O perigo para as grandes universidades é que os alunos possam ter a ilusão de que terão acesso ao conhecimento apenas sentados diante de um computador. Aí o que acontece é que a eficiência de fornecer material on-line começa a capturar os investimentos financeiros, que deveriam ir para as universidades e escolas. Se um professor dá aula para milhões de alunos, quem vai pagar o salário dos outros?
ÉPOCA – Como atrair a atenção dos jovens que estão ligados nas redes de relacionamento e nos jogos da internet para a educação “formal”?
Carr – Naturalmente, não há como fazer isso. Nossa dependência dos serviços de internet não está mudando apenas nossos relacionamentos e nosso acesso ao conhecimento, mas também a forma como nossa mente funciona. Não é só entre os jovens, mas gente de todas as idades usa cada vez mais a internet. Nas escolas e em casa, os pais e os educadores têm sido excessivamente entusiastas do poder dos computadores. Temo que, como o cérebro constrói a maior parte das ligações entre os neurônios na juventude, o modo de pensar promovido pelo convívio com a internet predomine sobre a capacidade de análise. Os pais devem manter seus filhos o máximo longe das telas. Na verdade, acredito que as crianças não devem mexer em computadores de jeito nenhum. Mais tarde, quando entrarem na adolescência, terão de aprender a lidar com a internet para sua vida adulta, social e profissional. Mas antes disso não.
ÉPOCA – Como o senhor fez com seus filhos?
Carr – Minha filha tem 24 anos, meu filho 19. Então, quando eram crianças não havia tanto acesso à internet e a computadores. Nem as redes sociais existiam. Mas mesmo naquela época eu já sabia que as mídias usadas pelas crianças teriam influência em sua capacidade cognitiva futura. Não quero dizer que a internet seja ruim. Ela é essencial para encontrarmos pessoas e informações úteis. Mas ela é como uma esponja. Vai sugando todos os aspectos da vida. E nos obriga a se adaptar a ela. É o futuro da humanidade. Só que perderemos alguma coisa no meio do caminho.
Autor: Alexandre Mansur.
Um dos maiores palestrantes do mundo empresarial diz que viver conectado é prejudicial a nosso cérebro
Para Nicholas Carr, um dos palestrantes mais valorizados do mundo dos negócios, a dependência da troca de informações pela internet está empobrecendo nossa cultura. Mais ainda: nosso intelecto, ao se acostumar aos múltiplos estímulos das redes sociais, aos e-mails e aos comunicadores instantâneos, perde a capacidade de raciocínios elaborados. Autor de um famoso artigo cujo título resume o conteúdo – “O Google está nos tornando mais estúpidos?” – , Carr está preparando um livro de nome igualmente provocativo – numa tradução literal, O raso: o que a internet está fazendo com nosso cérebro. Ele falou a ÉPOCA durante uma visita ao Brasil para uma palestra a 4.500 líderes empresariais, num dos maiores eventos para executivos do país.
Nicholas Carr
QUEM É Americano, 50 anos, é formado em Harvard e autor de livros de tecnologia e administração, é membro do conselho editorial da Enciclopédia Britânica
O QUE FEZ Ficou famoso pela crítica à qualidade de “obras abertas” da internet, como a Wikipédia, e por artigos em que afirma que as empresas deveriam terceirizar o investimento em tecnologia da informação
ÉPOCA – A internet afeta a inteligência?
Nicholas Carr – Você fica pulando de um site para o outro. Recebe várias mensagens ao mesmo tempo. É chamado pelo Twitter, pelo Facebook ou pelo Messenger. Isso desenvolve um novo tipo de intelecto, mais adaptado a lidar com as múltiplas funções simultâneas, mas que está perdendo a capacidade de se concentrar, ler atentamente ou pensar com profundidade. Isso é um resultado da dependência crescente em relação à internet. Essa forma de pensar vai reduzir nossa habilidade para pensar contemplativamente. Ela prejudica nossa cabeça.
ÉPOCA – Quais seriam as consequências?
Carr – A riqueza de nossa cultura não é apenas quanta informação você consegue juntar. Ela tem a ver com os indivíduos pensando profundamente sobre a informação, refletindo sobre ela, avaliando pessoalmente os dados que recebe e não se deixando passivamente bombardear por vários estímulos. Estamos perdendo isso agora. Toda a cultura fica mais rasa. Temos acesso democrático à informação, mas o resultado é mais pobre. Temos menos condições de compreender as grandes obras da arte, da ciência ou da literatura, que exigem uma concentração mais profunda.
ÉPOCA – As pessoas deveriam ficar desconectadas de vez em quando?
Carr – Sim. Deveríamos desconfiar da internet. É claro que conseguir bastante informação útil é parte de nossa vida moderna. Mas precisamos encorajar continuamente o outro lado, que é a aquisição calma e contemplativa do conhecimento. Isso exige ficar fora do fluxo contínuo de informação. Só não sei se isso será possível porque nossa vida social está cada vez mais dependente de quão conectados estamos. Seu grupo de amigos está embrulhado em redes sociais na internet. Você precisa da internet para executar seu trabalho. Não para de olhar para seu BlackBerry. Não é mole se desligar disso tudo.
ÉPOCA – A filosofia grega foi construída em cima de debates. O pensamento de Platão são conversas com seus discípulos. Por que não daria para erigir conhecimento a partir da interação com os outros?
Carr – Nos Diálogos de Platão, temos duas pessoas dedicadas a uma conversa atenta sobre determinado tema. Se você entra on-line, encontra dezenas de pessoas trocando mensagens de texto, vendo e-mails, escrevendo no Twitter e pulando de uma página para outra. A troca de informação ocorre com interrupções o tempo todo. Sócrates sentava-se embaixo de uma árvore e pensava longamente enquanto conversava com seus discípulos. É muito diferente do que fazemos agora.
ÉPOCA – Uma das maiores lojas on-line, a Amazon, vende livros. As pessoas baixam livros no Kindle. Até o senhor vende livros. Isso não significa que as pessoas ainda leem textos extensos? Carr – É verdade que as pessoas ainda lerão livros por muito tempo. Mas o porcentual de tempo dedicado à mídia impressa vem caindo. A média americana é de um livro por dia, o que ainda é muito bom. Só que o ato de ler uma página após a outra fica cada vez mais difícil à medida que você se adapta à comunicação da internet. Eu mesmo sinto isso. Antes eu me sentava e lia por horas. Agora, fico pensando se devia conferir meu e-mail ou acho ruim não encontrar hiperlinks no texto.
“AS CRIANÇAS NÃO DEVEM MEXER EM COMPUTADORES DE JEITO NENHUM. OS PAIS DEVEM DEIXAR OS FILHOS AO MÁXIMO LONGE DAS TELAS”
ÉPOCA – Essa habilidade para múltiplas tarefas e para administrar várias informações simultâneas não nos dá, em compensação, maior capacidade para criar novas ideias?
Carr – Certamente temos maior capacidade para encontrar informação ou relacionar uma com a outra. Mas dependemos cada vez mais de conexões externas. Você estabelece uma relação porque clicou em um hiperlink que alguém deixou lá. Já construir as próprias relações entre um fato e outro exige um tempo de reflexão própria, que não estamos tendo.
ÉPOCA – Essa visão negativa da internet não é apenas o medo da mudança?
Carr – Não há dúvida que, toda vez que uma tecnologia nova aparece, algumas pessoas imaginam que tudo vai desmoronar. Sim. É preciso ter essa visão cética. Por outro lado, também devemos desconfiar quando ouvimos alguém glorificando as novas tecnologias e prometendo uma nova utopia. Recomendo que as pessoas não sigam o que eu digo cegamente. Mas que examinem o próprio comportamento. Testem em si mesmos o que estou dizendo.
ÉPOCA – Os cursos on-line vão revolucionar a educação?
Carr – Existe empolgação em torno dos cursos on-line porque parecem cortar os custos. Um professor poderia dar aula para milhares de alunos, em vez de apenas uma turma de algumas dezenas. Mas não acho que a educação on-line vá substituir a tradicional. Ela pode funcionar como complemento para o professor ter um material de apoio na sala de aula ou para o aluno reforçar em casa o que aprendeu na escola. Outra utilidade dos cursos on- -line é a formação técnica profissional em casos específicos. Existe um aspecto importante na educação, que é juntar os alunos fisicamente para conviver e trocar experiências. Isso vai além de apenas assistir a uma aula. Tem a ver com o lado comunitário da educação, que se perderia se passarmos tudo para o computador.
ÉPOCA – Como a tecnologia pode beneficiar a educação?
Carr – Por um lado, o que estamos vendo é que muitas escolas, especialmente universidades, começam a oferecer material on-line de seus cursos, inclusive algumas aulas. Isso é bom. Permite que gente de fora da universidade tenha acesso à informação de ponta e aulas de grandes pensadores. O perigo para as grandes universidades é que os alunos possam ter a ilusão de que terão acesso ao conhecimento apenas sentados diante de um computador. Aí o que acontece é que a eficiência de fornecer material on-line começa a capturar os investimentos financeiros, que deveriam ir para as universidades e escolas. Se um professor dá aula para milhões de alunos, quem vai pagar o salário dos outros?
ÉPOCA – Como atrair a atenção dos jovens que estão ligados nas redes de relacionamento e nos jogos da internet para a educação “formal”?
Carr – Naturalmente, não há como fazer isso. Nossa dependência dos serviços de internet não está mudando apenas nossos relacionamentos e nosso acesso ao conhecimento, mas também a forma como nossa mente funciona. Não é só entre os jovens, mas gente de todas as idades usa cada vez mais a internet. Nas escolas e em casa, os pais e os educadores têm sido excessivamente entusiastas do poder dos computadores. Temo que, como o cérebro constrói a maior parte das ligações entre os neurônios na juventude, o modo de pensar promovido pelo convívio com a internet predomine sobre a capacidade de análise. Os pais devem manter seus filhos o máximo longe das telas. Na verdade, acredito que as crianças não devem mexer em computadores de jeito nenhum. Mais tarde, quando entrarem na adolescência, terão de aprender a lidar com a internet para sua vida adulta, social e profissional. Mas antes disso não.
ÉPOCA – Como o senhor fez com seus filhos?
Carr – Minha filha tem 24 anos, meu filho 19. Então, quando eram crianças não havia tanto acesso à internet e a computadores. Nem as redes sociais existiam. Mas mesmo naquela época eu já sabia que as mídias usadas pelas crianças teriam influência em sua capacidade cognitiva futura. Não quero dizer que a internet seja ruim. Ela é essencial para encontrarmos pessoas e informações úteis. Mas ela é como uma esponja. Vai sugando todos os aspectos da vida. E nos obriga a se adaptar a ela. É o futuro da humanidade. Só que perderemos alguma coisa no meio do caminho.
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Webstress
0 Comentários terça-feira, dezembro 08, 2009
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: Desordem de Dependência à Internet, Internet
Web torna pessoas mais impacientes no mundo off-line, diz estudo
Fonte: Portal G1. Data: 7/12/2009.
Jovens têm menos tolerância para esperar quando usam a internet. Pesquisa de operadora de telefonia ouviu 2.050 voluntários na Inglaterra.
Uma pesquisa realizada pela operadora de telefonia móvel TalkTalk, na Inglaterra, indica que o uso da internet torna as pessoas mais impacientes também no universo off-line. Mais da metade dos entrevistados admitiu que se irrita com mais facilidade do que no passado. “A internet agiliza nossa vida e nos torna menos paciente com a natureza vagarosa do mundo off-line”, diz o estudo.
O levantamento, ligado a um serviço de alta velocidade da empresa, tinha o objetivo de identificar qual o “ponto de impaciência” em diversas atividades diferentes – para isso foram ouvidas 2.050 voluntários, segundo o “Daily Mail”. O que mais irrita as pessoas é quando elas têm de esperar durante uma ligação: o auge da irritação, nesses casos, acontece aos cinco minutos e quatro segundos.
Aqueles que cresceram inseridos na era da internet têm menos paciência para esperar do que pessoas mais velhas. Um terço dos entrevistados (33%) com idades entre 18 e 24 anos esperam que as páginas da web carreguem em até 10 segundos, enquanto apenas 10% das pessoas com mais de 65 anos têm essa mesma expectativa. Entre os idosos, 64% não se importam em esperar mais de um minuto para o carregamento de uma página.
No geral, no entanto, 70% dos entrevistados confessam que se irritam quando têm de esperar mais de um minuto para visualizar o conteúdo de um site. Isso porque, explica o diretor Mark Schmid, da Talk Talk, estão todos acostumados à velocidade e conveniência da internet.
Ao enviar uma mensagem de voz ou de texto, as pessoas querem que ela seja respondida em até 13 minutos e 16 segundos. E, nos restaurantes, a impaciência chega aos oito minutos e 38 segundos, quando os clientes começam a questionar se seu prato nunca vai chegar. Ao encontrar com um amigo, a tolerância para o atraso é de dez minutos e um segundo.
Fonte: Portal G1. Data: 7/12/2009.
Jovens têm menos tolerância para esperar quando usam a internet. Pesquisa de operadora de telefonia ouviu 2.050 voluntários na Inglaterra.
Uma pesquisa realizada pela operadora de telefonia móvel TalkTalk, na Inglaterra, indica que o uso da internet torna as pessoas mais impacientes também no universo off-line. Mais da metade dos entrevistados admitiu que se irrita com mais facilidade do que no passado. “A internet agiliza nossa vida e nos torna menos paciente com a natureza vagarosa do mundo off-line”, diz o estudo.
O levantamento, ligado a um serviço de alta velocidade da empresa, tinha o objetivo de identificar qual o “ponto de impaciência” em diversas atividades diferentes – para isso foram ouvidas 2.050 voluntários, segundo o “Daily Mail”. O que mais irrita as pessoas é quando elas têm de esperar durante uma ligação: o auge da irritação, nesses casos, acontece aos cinco minutos e quatro segundos.
Aqueles que cresceram inseridos na era da internet têm menos paciência para esperar do que pessoas mais velhas. Um terço dos entrevistados (33%) com idades entre 18 e 24 anos esperam que as páginas da web carreguem em até 10 segundos, enquanto apenas 10% das pessoas com mais de 65 anos têm essa mesma expectativa. Entre os idosos, 64% não se importam em esperar mais de um minuto para o carregamento de uma página.
No geral, no entanto, 70% dos entrevistados confessam que se irritam quando têm de esperar mais de um minuto para visualizar o conteúdo de um site. Isso porque, explica o diretor Mark Schmid, da Talk Talk, estão todos acostumados à velocidade e conveniência da internet.
Ao enviar uma mensagem de voz ou de texto, as pessoas querem que ela seja respondida em até 13 minutos e 16 segundos. E, nos restaurantes, a impaciência chega aos oito minutos e 38 segundos, quando os clientes começam a questionar se seu prato nunca vai chegar. Ao encontrar com um amigo, a tolerância para o atraso é de dez minutos e um segundo.
quinta-feira, 12 de março de 2009
Os 12 inimigos da internet
0 Comentários quinta-feira, março 12, 2009
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: Acesso à Informação, Acesso Digital, censura, Desordem de Dependência à Internet
Fonte : http://tecnologia.terra.com.br/interna/0,,OI3628323-EI4802,00-ONG+aponta+paises+como+inimigos+da+internet.html
A organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) publicou hoje a lista dos chamados "12 inimigos da internet" devido ao controle e à censura que exercem sobre a rede e ao acesso a ela em seus respectivos territórios.
As nações que fazem parte da relação são Arábia Saudita, Mianmar, China, Coréia do Norte, Cuba, Egito, Irã, Uzbequistão, Síria, Tunísia, Turcomenistão e Vietnã, que, segundo a ONG, "transformaram suas redes em uma intranet, impedindo que os internautas tenham acesso a informações consideradas 'indesejáveis'".
"Todos esses países evidenciam não apenas sua capacidade para censurar a informação, mas também a repressão praticamente sistemática dos internautas", afirma a organização no relatório.
No caso de Cuba, a RSF afirma que, embora os cidadãos da ilha possam utilizar conexões de internet em hotéis e consultar sites estrangeiros, "a rede se encontra estreitamente vigiada pela Agência Cubana de Supervisão e Controle".
Quanto à Arábia Saudita, a ONG afirma que as autoridades não oficializaram a prática de proibir certas páginas, "mas optaram por reprimir os blogueiros que se manifestam contra sua moral, seja qual for a reivindicação".
O Governo chinês "ocupa a liderança da repressão na internet", e a organização adverte de que, "com a maior população de internautas do mundo, o jogo da censura é um dos mais indecentes do mundo".
No Egito, o "dinamismo" da blogosfera do país no panorama internacional "está muito longe de ser uma vantagem para seus blogueiros, que se encontram entre os mais perseguidos do mundo", ressaltou a organização.
O Irã lidera a repressão na internet no Oriente Médio, segundo o relatório da RSF, que lembra que, "de acordo com o conselheiro do procurador-geral de Teerã, as autoridades bloquearam em 2008 cinco milhões de sites".
O relatório dedica um espaço para a Austrália, onde lembra que, desde 2006, está em discussão um projeto de lei "que obrigará todos os provedores de acesso a filtrar a conexão à internet em cada residência" para "descartar qualquer conteúdo 'inadequado'".
Outros governos - dez no total, incluindo o da Austrália, que a RSF afirma que estão "sob vigilância" - também adotaram medidas "preocupantes", porque, diz a organização, "podem abrir a via para que sejam cometidos abusos".
A organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) publicou hoje a lista dos chamados "12 inimigos da internet" devido ao controle e à censura que exercem sobre a rede e ao acesso a ela em seus respectivos territórios.
As nações que fazem parte da relação são Arábia Saudita, Mianmar, China, Coréia do Norte, Cuba, Egito, Irã, Uzbequistão, Síria, Tunísia, Turcomenistão e Vietnã, que, segundo a ONG, "transformaram suas redes em uma intranet, impedindo que os internautas tenham acesso a informações consideradas 'indesejáveis'".
"Todos esses países evidenciam não apenas sua capacidade para censurar a informação, mas também a repressão praticamente sistemática dos internautas", afirma a organização no relatório.
No caso de Cuba, a RSF afirma que, embora os cidadãos da ilha possam utilizar conexões de internet em hotéis e consultar sites estrangeiros, "a rede se encontra estreitamente vigiada pela Agência Cubana de Supervisão e Controle".
Quanto à Arábia Saudita, a ONG afirma que as autoridades não oficializaram a prática de proibir certas páginas, "mas optaram por reprimir os blogueiros que se manifestam contra sua moral, seja qual for a reivindicação".
O Governo chinês "ocupa a liderança da repressão na internet", e a organização adverte de que, "com a maior população de internautas do mundo, o jogo da censura é um dos mais indecentes do mundo".
No Egito, o "dinamismo" da blogosfera do país no panorama internacional "está muito longe de ser uma vantagem para seus blogueiros, que se encontram entre os mais perseguidos do mundo", ressaltou a organização.
O Irã lidera a repressão na internet no Oriente Médio, segundo o relatório da RSF, que lembra que, "de acordo com o conselheiro do procurador-geral de Teerã, as autoridades bloquearam em 2008 cinco milhões de sites".
O relatório dedica um espaço para a Austrália, onde lembra que, desde 2006, está em discussão um projeto de lei "que obrigará todos os provedores de acesso a filtrar a conexão à internet em cada residência" para "descartar qualquer conteúdo 'inadequado'".
Outros governos - dez no total, incluindo o da Austrália, que a RSF afirma que estão "sob vigilância" - também adotaram medidas "preocupantes", porque, diz a organização, "podem abrir a via para que sejam cometidos abusos".
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
Dependência da internet passa a ser classificada como problema médico
2 Comentários segunda-feira, novembro 10, 2008
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: Desordem de Dependência à Internet, Internet
Fonte: Portal Imprensa.
Data: 10/11/2008
Assim como o alcoolismo e o vício em jogos, a dependência da internet passará a ser considerada como um problema médico, de acordo com manual de diagnóstico, elaborado por psicólogos chineses do Hospital Geral Militar de Pequim.
Segundo o manual, o principal sintoma do "novo vício" é o hábito de navegar na rede por mais de seis horas ao dia no lugar de trabalhar ou estudar, aliado à tensão e ao aborrecimento sentidos pelo usuário, quando há a impossibilidade de se conectar à rede, informa o China Daily.
Na maior parte das vezes, os dependentes da internet passam seu tempo em jogos online, navegação em sites de conteúdo pornográfico, comprando via internet, entre outros. Segundo a AFP, caso o Ministério da Saúde do país aprove a norma, o manual será o primeiro no mundo a prever tal tipo de dependência. Com o aval do Ministério, médicos e psicólogos acreditam poderem tornar mais simples o diagnóstico da Internet Addiction Disorder (Desordem de Dependência à Internet).
Pesquisas dão conta de que 42% dos internautas chineses se declararam dependentes da internet. Quanto aos americanos, 18% confessaram o mesmo, informa o IAC InterActiveCorp.
O tratamento para a dependência, segundo o jornal chinês, é proibir a conexão à rede aos pacientes, antes que sejam iniciadas as sessões psicológicas. É recomendado, ainda, que os dependentes façam terapia em grupo para que a socialização seja incentivada.
A China é o segundo país com mais usuários de internet no mundo, com 221 milhões de internautas, atrás apenas dos Estados Unidos, que possui 215 milhões.
Data: 10/11/2008
Assim como o alcoolismo e o vício em jogos, a dependência da internet passará a ser considerada como um problema médico, de acordo com manual de diagnóstico, elaborado por psicólogos chineses do Hospital Geral Militar de Pequim.
Segundo o manual, o principal sintoma do "novo vício" é o hábito de navegar na rede por mais de seis horas ao dia no lugar de trabalhar ou estudar, aliado à tensão e ao aborrecimento sentidos pelo usuário, quando há a impossibilidade de se conectar à rede, informa o China Daily.
Na maior parte das vezes, os dependentes da internet passam seu tempo em jogos online, navegação em sites de conteúdo pornográfico, comprando via internet, entre outros. Segundo a AFP, caso o Ministério da Saúde do país aprove a norma, o manual será o primeiro no mundo a prever tal tipo de dependência. Com o aval do Ministério, médicos e psicólogos acreditam poderem tornar mais simples o diagnóstico da Internet Addiction Disorder (Desordem de Dependência à Internet).
Pesquisas dão conta de que 42% dos internautas chineses se declararam dependentes da internet. Quanto aos americanos, 18% confessaram o mesmo, informa o IAC InterActiveCorp.
O tratamento para a dependência, segundo o jornal chinês, é proibir a conexão à rede aos pacientes, antes que sejam iniciadas as sessões psicológicas. É recomendado, ainda, que os dependentes façam terapia em grupo para que a socialização seja incentivada.
A China é o segundo país com mais usuários de internet no mundo, com 221 milhões de internautas, atrás apenas dos Estados Unidos, que possui 215 milhões.
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