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quarta-feira, 20 de novembro de 2013
Digitalização do patrimônio cultural europeu
1 Comentários quarta-feira, novembro 20, 2013
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: biblioteca digital, Biblioteca Nacional de Portugal, Digitalização
sábado, 6 de julho de 2013
Biblioteca Nacional Digital de Portugal
2 Comentários sábado, julho 06, 2013
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: biblioteca digital, Biblioteca Nacional de Portugal
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
Dos enciclopedistas aos bibliotecários: o acervo digital dos EUA vem aí
0 Comentários terça-feira, fevereiro 26, 2013
Publicado por Michelangelo Viana
Assunto: Acesso Digital, Acesso Livre, biblioteca digital, Bibliotecas, Digitalização, e-book
ENTREVISTA - ROBERT DARNTON
por LUCAS FERRAZ - FSP
RESUMO
Diretor do complexo de bibliotecas da Universidade Harvard [Robert Darnton] comenta o lançamento da Biblioteca Pública Digital dos EUA, em abri [de 2013], que vai pôr em rede o acervo em domínio público de dezenas de bibliotecas acadêmicas. Criado como antítese do Google Books, o projeto da DPLA é financiado por recursos privados.
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O iluminismo é o principal tema de estudo do historiador americano Robert
Darnton, 73, autor de vários títulos sobre como a difusão do conhecimento
alimentou revoluções no século 18. É de certa forma inspirado nos ideais dos
enciclopedistas que Darnton comanda ele também uma revolução.
Como diretor do imenso complexo de bibliotecas da Universidade Harvard, ele encabeça a criação da DPLA (Digital Public Library of America, sigla para biblioteca pública digital americana), que a partir de abril [de 2013] vai reunir e compartilhar gratuitamente na internet o acervo e obras de milhares de bibliotecas e universidades do país.
A DPLA é a resposta de Darnton e da academia à violação de direitos autorais representada pelo Google Books, que lucra com os livros repassados para a rede.
"Vamos fazer diferente", diz Darnton, que vê a biblioteca digital como o seu projeto mais ambicioso, algo a ser feito "por séculos".
O debate em torno do livro na era das tecnologias digitais foi tema de "A Questão dos Livros", coletânea de textos que lançou no Brasil em 2010, pela Companhia das Letras. Pela mesma editora, lançou no ano passado "O Diabo na Água Benta", no qual aborda outro assunto importante em sua produção intelectual, o jornalismo - em especial, a imprensa clandestina que veiculava insultos e difamações mas também denúncias políticas de um e outro lado do canal da Mancha no século 18.
Irmão e filho de jornalistas, diz manter o encanto pelo ofício, que chegou a exercer nos anos 1960: foi repórter de polícia do "The New York Times" e teve como colega de editoria um dos maiores jornalistas americanos vivos, Gay Talese - de quem diz não ser muito fã.
Em seu escritório na Wadsworth House, no campus de Harvard, onde recebeu a Folha para esta entrevista, Darnton comentou algumas obras que retratam a história do jornalismo nos Estados Unidos. Seu pai, Byron Darnton, é citado em várias delas. Ao cobrir para o "New York Times" a Segunda Guerra Mundial (1939-45) no Pacífico, Byron foi atingido num bombardeio e tornou-se um dos primeiros jornalistas americanos mortos no conflito.
Folha - Como estão os preparativos para o lançamento da DPLA, que o sr. anunciou para abril?
Robert Darnton - Não queremos gerar falsas expectativas: de início não teremos todo o material digitalizado. Levará tempo. Teremos 2 milhões de livros liberados pelo domínio público. Vamos começar modestamente. Espero que cresça mais e mais. É um trabalho que deve ser feito por séculos.
O início envolve a digitalização de coleções especiais, principalmente as de Harvard. Temos uma enorme quantidade delas nas 73 bibliotecas da universidade, são mais de 18 milhões de volumes. Estamos escaneando livros, manuscritos e fotografias de diferentes assuntos.
Há acervos sobre mulheres, imigrações e obras sobre doenças epidêmicas, por exemplo; e há coleções históricas importantes, sobre a era medieval e sobre fotografia, com imagens da Lua e da escravidão, como fotos de escravos que nasceram na África e foram levados para os EUA.
Qual o maior problema que estão encontrando?
Montamos um escritório para discutir a questão legal e convidamos pessoas de diferentes instituições, de várias partes do país, que costumam enfrentar o mesmo tipo de problema: o óbvio, dinheiro, além de dúvidas relativas à tecnologia, à organização, ao conteúdo digitalizado e ao público que vai utilizar tudo isso. Mas a questão legal é a mais importante. Não podemos violar os direitos autorais.
A ideia é que a DPLA seja a antítese do Google Books?
Exatamente. O Google tenta fazer a mesma coisa, mas sob a lógica do lucro. O Google veio a Harvard para discutir a cópia de livros, quando eles começaram a digitalização. Eles também foram à NYPL (sigla em inglês da Biblioteca Pública de Nova York) e às universidades Stanford, do Michigan e da Califórnia.
Harvard disse que eles poderiam digitalizar alguns livros -aqueles em domínio público, não os protegidos por lei. Mas as demais universidades deram permissão para que copiassem o que quisessem, e eles começaram a fazer isso.
A Liga dos Autores e a Associação Americana de Editoras foram à Justiça contra a empresa. Após três anos de negociação secreta, fecharam um acordo com o Google, mas a Justiça de Nova York vetou, por entender que infringia a lei de direitos autorais.
Vamos fazer diferente, não vamos ganhar dinheiro, queremos apenas servir o público com livros abertos na internet.
Quantas bibliotecas e universidades americanas terão acervos digitalizados na DPLA?
Não tenho ainda um número certo, mas são milhares. Todas as bibliotecas abertas para pesquisa no país estarão envolvidas. Mas levará tempo: no início, serão todas as que já têm material digitalizado. Obviamente, todas que tiverem coleções anteriores a 1923 poderão participar.
A DPLA poderá usar livros publicados após 1923, se autores e editoras concordarem com a abertura das obras na internet, gratuitamente?
Sim, temos um programa para tentar convencê-los a ceder obras para a base da DPLA. Muitos livros deixam de ser lidos após alguns meses no mercado; eles morrem. Autores, claro, querem leitores. A maioria das obras não tem valor financeiro cinco ou seis anos depois da publicação, e os proprietários dos direitos podem ficar felizes ao ver seus livros disponíveis.
O fato de que as universidades e instituições envolvidas no projeto da DPLA tenham visões diferentes sobre o futuro do livro e sobre como usar a internet não é um problema?
É um problema potencial. Mas há coisas sendo feitas. Há uma coalizão de fundações, que vão nos prover dinheiro, e há as bibliotecas e universidades, que vão disponibilizar os acervos.
Estamos concebendo uma estrutura tecnológica que permita harmonizar todas as coleções digitais em um mesmo sistema. Superada essa questão, será o momento de reunir livros e coleções, por exemplo, do Alabama e da Dakota do Norte numa mesma base. É muito trabalho.
O site já está funcionando experimentalmente, mas ainda não há nada aberto ao público. No dia 18 de abril [de 2013] vamos lançá-lo com uma cerimônia na Biblioteca Pública de Boston.
O governo norte-americano não apoia a DPLA?
Não, é um projeto completamente independente do governo, gerido por fundações privadas. Não há envolvimento público.
A principal política, mesmo nas universidades privadas como Harvard, é abrir as bibliotecas para compartilhar conhecimento intelectual ao redor dos Estados Unidos e do mundo.
É difícil para as pessoas da Europa ou da América Latina compreenderem, porque muita gente fora dos EUA, para tocar esse tipo de projeto, depende do governo. Mas este é um país em que não devemos ter fé no governo ou no Congresso para prover um bom serviço gratuito ao público.
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Como diretor do imenso complexo de bibliotecas da Universidade Harvard, ele encabeça a criação da DPLA (Digital Public Library of America, sigla para biblioteca pública digital americana), que a partir de abril [de 2013] vai reunir e compartilhar gratuitamente na internet o acervo e obras de milhares de bibliotecas e universidades do país.
A DPLA é a resposta de Darnton e da academia à violação de direitos autorais representada pelo Google Books, que lucra com os livros repassados para a rede.
"Vamos fazer diferente", diz Darnton, que vê a biblioteca digital como o seu projeto mais ambicioso, algo a ser feito "por séculos".
O debate em torno do livro na era das tecnologias digitais foi tema de "A Questão dos Livros", coletânea de textos que lançou no Brasil em 2010, pela Companhia das Letras. Pela mesma editora, lançou no ano passado "O Diabo na Água Benta", no qual aborda outro assunto importante em sua produção intelectual, o jornalismo - em especial, a imprensa clandestina que veiculava insultos e difamações mas também denúncias políticas de um e outro lado do canal da Mancha no século 18.
Irmão e filho de jornalistas, diz manter o encanto pelo ofício, que chegou a exercer nos anos 1960: foi repórter de polícia do "The New York Times" e teve como colega de editoria um dos maiores jornalistas americanos vivos, Gay Talese - de quem diz não ser muito fã.
Em seu escritório na Wadsworth House, no campus de Harvard, onde recebeu a Folha para esta entrevista, Darnton comentou algumas obras que retratam a história do jornalismo nos Estados Unidos. Seu pai, Byron Darnton, é citado em várias delas. Ao cobrir para o "New York Times" a Segunda Guerra Mundial (1939-45) no Pacífico, Byron foi atingido num bombardeio e tornou-se um dos primeiros jornalistas americanos mortos no conflito.
Folha - Como estão os preparativos para o lançamento da DPLA, que o sr. anunciou para abril?
Robert Darnton - Não queremos gerar falsas expectativas: de início não teremos todo o material digitalizado. Levará tempo. Teremos 2 milhões de livros liberados pelo domínio público. Vamos começar modestamente. Espero que cresça mais e mais. É um trabalho que deve ser feito por séculos.
O início envolve a digitalização de coleções especiais, principalmente as de Harvard. Temos uma enorme quantidade delas nas 73 bibliotecas da universidade, são mais de 18 milhões de volumes. Estamos escaneando livros, manuscritos e fotografias de diferentes assuntos.
Há acervos sobre mulheres, imigrações e obras sobre doenças epidêmicas, por exemplo; e há coleções históricas importantes, sobre a era medieval e sobre fotografia, com imagens da Lua e da escravidão, como fotos de escravos que nasceram na África e foram levados para os EUA.
Qual o maior problema que estão encontrando?
Montamos um escritório para discutir a questão legal e convidamos pessoas de diferentes instituições, de várias partes do país, que costumam enfrentar o mesmo tipo de problema: o óbvio, dinheiro, além de dúvidas relativas à tecnologia, à organização, ao conteúdo digitalizado e ao público que vai utilizar tudo isso. Mas a questão legal é a mais importante. Não podemos violar os direitos autorais.
A ideia é que a DPLA seja a antítese do Google Books?
Exatamente. O Google tenta fazer a mesma coisa, mas sob a lógica do lucro. O Google veio a Harvard para discutir a cópia de livros, quando eles começaram a digitalização. Eles também foram à NYPL (sigla em inglês da Biblioteca Pública de Nova York) e às universidades Stanford, do Michigan e da Califórnia.
Harvard disse que eles poderiam digitalizar alguns livros -aqueles em domínio público, não os protegidos por lei. Mas as demais universidades deram permissão para que copiassem o que quisessem, e eles começaram a fazer isso.
A Liga dos Autores e a Associação Americana de Editoras foram à Justiça contra a empresa. Após três anos de negociação secreta, fecharam um acordo com o Google, mas a Justiça de Nova York vetou, por entender que infringia a lei de direitos autorais.
Vamos fazer diferente, não vamos ganhar dinheiro, queremos apenas servir o público com livros abertos na internet.
Quantas bibliotecas e universidades americanas terão acervos digitalizados na DPLA?
Não tenho ainda um número certo, mas são milhares. Todas as bibliotecas abertas para pesquisa no país estarão envolvidas. Mas levará tempo: no início, serão todas as que já têm material digitalizado. Obviamente, todas que tiverem coleções anteriores a 1923 poderão participar.
A DPLA poderá usar livros publicados após 1923, se autores e editoras concordarem com a abertura das obras na internet, gratuitamente?
Sim, temos um programa para tentar convencê-los a ceder obras para a base da DPLA. Muitos livros deixam de ser lidos após alguns meses no mercado; eles morrem. Autores, claro, querem leitores. A maioria das obras não tem valor financeiro cinco ou seis anos depois da publicação, e os proprietários dos direitos podem ficar felizes ao ver seus livros disponíveis.
O fato de que as universidades e instituições envolvidas no projeto da DPLA tenham visões diferentes sobre o futuro do livro e sobre como usar a internet não é um problema?
É um problema potencial. Mas há coisas sendo feitas. Há uma coalizão de fundações, que vão nos prover dinheiro, e há as bibliotecas e universidades, que vão disponibilizar os acervos.
Estamos concebendo uma estrutura tecnológica que permita harmonizar todas as coleções digitais em um mesmo sistema. Superada essa questão, será o momento de reunir livros e coleções, por exemplo, do Alabama e da Dakota do Norte numa mesma base. É muito trabalho.
O site já está funcionando experimentalmente, mas ainda não há nada aberto ao público. No dia 18 de abril [de 2013] vamos lançá-lo com uma cerimônia na Biblioteca Pública de Boston.
O governo norte-americano não apoia a DPLA?
Não, é um projeto completamente independente do governo, gerido por fundações privadas. Não há envolvimento público.
A principal política, mesmo nas universidades privadas como Harvard, é abrir as bibliotecas para compartilhar conhecimento intelectual ao redor dos Estados Unidos e do mundo.
É difícil para as pessoas da Europa ou da América Latina compreenderem, porque muita gente fora dos EUA, para tocar esse tipo de projeto, depende do governo. Mas este é um país em que não devemos ter fé no governo ou no Congresso para prover um bom serviço gratuito ao público.
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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
Hipócrates na Brasiliana da USP
0 Comentários quinta-feira, janeiro 10, 2013
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: biblioteca digital, Brasiliana, livro eletrônico, Universidade de São Paulo
Fonte:
Portal do Governo do Estado de São Paulo. Data: 4/01/2013.
URL:
http://saopaulo.sp.gov.br/spnoticias/lenoticia.php?id=225321&c=6
A
Biblioteca Brasiliana da USP disponibilizou a coleção "Oeuvres complètes
d'Hippocrate", em dez volumes, no seu sitio. A obra do médico e estudioso
Hipócrates é uma das coleções mais conhecidas da história da medicina.
Paulo
Rosenbaum, médico, escritor, doutor em Ciências, pós-doutor em Medicina
Preventiva e pesquisador associado do Departamento de Medicina Preventiva da
Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), foi o responsável pelo texto de
apresentação.
O texto
completo da obra está disponível no URL: www.brasiliana.usp.br/node/1045
quarta-feira, 27 de junho de 2012
Sustentabilidade dos repositórios
0 Comentários quarta-feira, junho 27, 2012
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: biblioteca digital, repositório digital
Erway, Ricky. Lasting
Impact: Sustainability of Disciplinary Repositories. Dublin, OH: OCLC
Research, 2012. Disponível em: http://www.oclc.org/research/publications/library/2012/2012-03.pdf.
Este relatório examina como os repositórios especializados
são financiados e se eles são sustentáveis. Os repositórios avaliados foram:
AgEcon Search: Research in Agricultural & Applied Economics, arXiv.org,
EconomistsOnline, E-LIS: E-Prints in Library & Information Science, PubMed
Central, RePEc: Research Papers in Economics; SSRN: Social Science Research
Network. O documento aponta que as principais fontes de financiamentos foram:
“apoio institucional”, “contribuições institucionais baseadas no uso”, “suporte
via consórcios”, “rede distribuída de voluntários”, “recursos do governo federal”,
“arranjos descentralizados” e “serviços comerciais”. O autor comenta que não
existe um único caminho para o financiamento dos repositórios e que a maioria
deles utiliza uma combinação de diversas abordagens.
quarta-feira, 23 de maio de 2012
Digital Object Identifier (DOI) agora é norma da ISO
0 Comentários quarta-feira, maio 23, 2012
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: biblioteca digital, Digital Object Identifier, documento digital
Data: 10/05/2012.
O Digital Object Identifier (DOI) é aprovado como norma
internacional pela ISO. O DOI (ISO 26324:2012) provê um sistema de atribuição
de um código de identificação internacional de objetos para uso em redes
digitais. Ele deverá trazer enormes benefícios para os editores, gestores de informação,
bibliotecas, arquivos e órgãos ligados ao patrimônio cultural.
Maiores detalhes nos URLs:
Domínio público: centenas de livros digitais gratuitos
Na biblioteca digital Domínio Público podem ser
acessadas, entre outras coisas:
·
as grandes pinturas de Leonardo Da Vinci
;
·
músicas em MP3 de alta qualidade;
·
as obras de Machado de Assis;
·
vídeos da TV Escola.
O Ministério da Educação disponibiliza tudo isso, basta
acessar o sítio:
terça-feira, 17 de abril de 2012
Vaticano e Oxford digitalizam 1,5 milhões de páginas
0 Comentários terça-feira, abril 17, 2012
Publicado por Paulo Barreiro de Sousa
Assunto: biblioteca, biblioteca digital, Digitalização, Internet, Oxford, Vaticano
Algum do espólio das Bibliotecas do Vaticano e de Oxford vai estar disponível online gratuitamente. Foi anunciada uma iniciativa de digitalização de 1,5 milhões de páginas.
O projeto não é original, uma vez que várias outras bibliotecas já o fizeram anteriormente. Desta vez, são duas das bibliotecas mais antigas da Europa a anunciar a intenção de disponibilizar conteúdo online gratuitamente, noticia o Ars Technica. A iniciativa vai custar algo como três milhões de euros, da Fundação Polonsky, e deve demorar quatro anos até estar concluída.
Os trabalhos originais de Homero e Hipócrates e uma Bíblia do ano 1100 são alguns dos trabalhos que vão poder ser consultados pela Internet.
Fonte: Exame Informática
Fonte: Exame Informática
sábado, 31 de março de 2012
Curso de Gestão de Bibliotecas Digitais
Atividades reunirão abordagens teórica e prática do tema
Até 15 de junho, estão abertas as inscrições para o 1º curso de gestão de Bibliotecas Digitais. O evento acontece de 2 a 6 de julho no Auditório Machado de Assis e no Laboratório de Digitalização, na Biblioteca Nacional. São 60 vagas disponíveis para a atividade, que acontece de segunda a sexta-feira, de 9h às 17h30. Além de embasamento teórico, o curso oferece abordagem prática, onde o aluno poderá vivenciar in loco o processo de trabalho da BNDigital.
Durante uma semana, serão discutidos os principais conceitos e práticas relacionados à criação e gestão de bibliotecas digitais. Além disso, padrões e tecnologias envolvidos nos processos de digitalização, armazenagem e preservação digital estão entre os temas do curso. A atividade é voltada para profissionais da área de informação, tais como bibliotecários, arquivistas, museólogos e analistas de sistemas. Os alunos com mais de 75 porcento da carga horária cumprida receberão certificado de participação.
O uso de ferramentas de software livre na criação de Bibliotecas Digitais e a capacitação para planejamento e gerenciamento de informações em meio digital também estão entre os objetivos da atividade. O valor do curso é 500 reais. Dúvidas podem ser esclarecidas por meio do e-mail bndigital@bn.br e nos telefones (21) 2220-4281 e 3095-3954.
Acesse o site da Biblioteca Nacional Digital para conferir a programação e baixar ficha de inscrição
1º curso de gestão de Bibliotecas Digitais
De 2 a 6 de julho na Biblioteca Nacional
Inscrições até 15 de junho
Informações: bndigital@bn.br e nos telefones (21) 2220-4281 e 3095-3954
quinta-feira, 8 de março de 2012
Recursos pedagógicos em Fisiologia
0 Comentários quinta-feira, março 08, 2012
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: biblioteca digital, informação médica
A American Physiological Society Archive (APS) criou uma biblioteca digital de recursos pedagógicos para serem utilizados no ensino da ciência. O seu acervo contém mais de 2.200 planos de aula, documentos e materiais audiovisuais. Esses recursos pedagógicos podem ser utilizados desde o ensino fundamental até o universitário.
Maiores detalhes no URL: http://www.apsarchive.org/
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Cresce a Digital Public Library of America
0 Comentários segunda-feira, janeiro 16, 2012
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: biblioteca digital, Digital Public Library of America
URL: http://dp.la/
Em dezembro de 2010, quarenta representantes de fundações, instituições culturais e bibliotecas se reuniram no Instituto Radcliffe de Estudos Avançados em Cambridge, Massachusetts (US). Eles se reuniram para discutir as melhores abordagens para a construção de uma biblioteca digital nacional, e com a assistência do Centro Berkman para Internet e a Sociedade, estão comprometidos com a criação da Biblioteca Digital Publica da America (DPLA). Neste sítio o usuário pode conhecer os trabalhos ora em andamento, saber detalhes sobre a equipe de gestão da biblioteca, as questões jurídicas e noticias sobre o projeto.
Nesta fase inicial a DPLA está apoiando 40 projetos relacionados a diversas áreas [detalhes sobre esses projetos podem ser vistos no URL: http://blogs.law.harvard.edu/dplaalpha/beta-sprint-submissions/]. Esses projetos focam, entre outros, os documentos oficiais, biblioteca pública, vídeo, biblioteca pública, mapas, metadados e interoperabilidade.
Creio que a DPLA irá trazer enormes benefícios para o crescimento das bibliotecas digitais, mostrando que é possível fazer muita coisa de forma cooperativa. Esse projeto mostra que o Brasil precisa retomar o crescimento de suas bibliotecas digitais – um tanto vagaroso nos últimos anos.
Murilo Cunha
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Biblioteca Digital Mundial tem documentos em português
0 Comentários quinta-feira, novembro 03, 2011
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: biblioteca digital, Biblioteca Digital Mundial
Vários documentos históricos de bibliotecas de vários países, disponibilizados em português, vale a pena consultar o URL: www.wdl.org/pt/
domingo, 16 de outubro de 2011
Nova biblioteca digital: Classica Digitalia
Biblioteca online Classica Digitalia com utilizadores de mais de 60 países
Fonte: Cnoticias. Data: 15/10/2011.
URL: http://www.cnoticias.net/?p=47152
Utilizadores de mais de 60 países, sobretudo europeus e americanos, acederam ou fizeram ‘downloads’ no último ano na biblioteca online gratuita Classica Digitalia, dedicada à área dos estudos clássicos, segundo dados hoje divulgados.
Segundo o catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (UC) Delfim Leão, diretor técnico dos Classica Digitalia, entre setembro de 2010 e o mês passado foram feitos 8.476 ‘downloads’ e 12.516 consultas nesta ‘eLibrary’, sendo os principais utilizadores oriundos de Portugal, Estados Unidos da América (EUA) e Brasil.
“Os três primeiros lugares relativos a acessos e ‘downloads’ são ocupados, em termos absolutos, por Portugal, EUA e Brasil. No entanto, a penetração dos Classica Digitalia é visível em mais de 60 países, repartidos por todo o mundo, com destaque para o continente europeu e americano, mas com uma crescente presença de países africanos e asiáticos”, refere Delfim Leão.
Até setembro deste ano, os Classica Digitalia disponibilizaram online 55 obras e o volume mais procurado foi a obra de Juan Carlos Iglesias-Zoido “El legado de Tucídides en la cultura occidental. Discursos e historia”, com 888 ‘downloads’ e 621 consultas.
Esta “forma de divulgação da produção científica é, de longe, a que permite atingir um impacto maior, pois nunca um relativamente reduzido número de publicações (55) teve, a partir do meio onde foram produzidas, uma penetração tão grande dentro da comunidade de leitores”, acrescenta Delfim Leão.
A disponibilização gratuita dos livros digitais tem permitido reforçar a venda dos mesmos volumes, em formato tradicional impresso, refere Delfim Leão numa nota com dados estatísticos sobre os Classica Digitalia, do Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos da UC.
A biblioteca online e editora “Classica Digitalia – Vniversitatis Conimbrigencis” visa criar um grande espaço de difusão da cultura científica para a área dos estudos clássicos.
MCS.
Nota do blog:
O URL da biblioteca digital é: https://bdigital.sib.uc.pt/jspui/
Fonte: Cnoticias. Data: 15/10/2011.
URL: http://www.cnoticias.net/?p=47152
Utilizadores de mais de 60 países, sobretudo europeus e americanos, acederam ou fizeram ‘downloads’ no último ano na biblioteca online gratuita Classica Digitalia, dedicada à área dos estudos clássicos, segundo dados hoje divulgados.
Segundo o catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (UC) Delfim Leão, diretor técnico dos Classica Digitalia, entre setembro de 2010 e o mês passado foram feitos 8.476 ‘downloads’ e 12.516 consultas nesta ‘eLibrary’, sendo os principais utilizadores oriundos de Portugal, Estados Unidos da América (EUA) e Brasil.
“Os três primeiros lugares relativos a acessos e ‘downloads’ são ocupados, em termos absolutos, por Portugal, EUA e Brasil. No entanto, a penetração dos Classica Digitalia é visível em mais de 60 países, repartidos por todo o mundo, com destaque para o continente europeu e americano, mas com uma crescente presença de países africanos e asiáticos”, refere Delfim Leão.
Até setembro deste ano, os Classica Digitalia disponibilizaram online 55 obras e o volume mais procurado foi a obra de Juan Carlos Iglesias-Zoido “El legado de Tucídides en la cultura occidental. Discursos e historia”, com 888 ‘downloads’ e 621 consultas.
Esta “forma de divulgação da produção científica é, de longe, a que permite atingir um impacto maior, pois nunca um relativamente reduzido número de publicações (55) teve, a partir do meio onde foram produzidas, uma penetração tão grande dentro da comunidade de leitores”, acrescenta Delfim Leão.
A disponibilização gratuita dos livros digitais tem permitido reforçar a venda dos mesmos volumes, em formato tradicional impresso, refere Delfim Leão numa nota com dados estatísticos sobre os Classica Digitalia, do Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos da UC.
A biblioteca online e editora “Classica Digitalia – Vniversitatis Conimbrigencis” visa criar um grande espaço de difusão da cultura científica para a área dos estudos clássicos.
MCS.
Nota do blog:
O URL da biblioteca digital é: https://bdigital.sib.uc.pt/jspui/
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Autores processam universidades por criação de biblioteca on-line
0 Comentários quarta-feira, setembro 14, 2011
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: biblioteca digital, direito autoral
Autores processam universidades por criação de biblioteca on-line
Fonte:Portal G1.
URL: http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2011/09/autores-processam-universidades-por-criacao-de-biblioteca-line.html
Autores individuais e grupos de autores dos Estados Unidos, Austrália, Canadá e Estados Unidos estão processando instituições como a Universidade de Michigan (EUA) em uma tentativa de parar a criação de bibliotecas on-line. Os conjuntos de livros são feitos com mais de 7 milhões de obras protegidas por direitos autorais, que foram escaneados sem autorização, segundo os autores.
A ação judicial acusa a Universidade de Michigan de criar um repositório conhecido como HathiTrust, onde os estudantes poderiam fazer downloads ilimitados das obras que não foram impressas e cujos autores não foram localizados.
Os autores contam que obtiveram com o Google as cópias não autorizadas de cerca de 7 milhões de livros protegidos por direitos autorais.
A universidade planejava tornar cerca de 40 livros disponíveis pela internet para seus estudantes e outros membros da instituição em outubro, segundo Paul Courant, responsável pelas bibliotecas da universidade. Ele disse que representantes da universidade têm conversado com os sindicatos dos autores sobre seus planos e que o processo foi uma surpresa.
"Estou confiante de que tudo o que estamos fazendo está dentro do uso legal das obras", disse Courant.
A ação judicial tem a intenção de recolher as cópias digitais dos trabalhos, além de cobrar por outros danos.
Os autores afirmam que a Universidade de Michigan anunciou, em junho, seus planos para permitir o download ilimitado para seus estudantes e outros membros de obras escaneadas que fossem consideradas "orfãs" --trabalhos não impressos e cujos autores não foram localizados. Outras universidades decidiram realizar uma iniciativa semelhante em agosto.
"Isso é uma tentativa perturbadora de deixar de lado os direitos dos autores", disse Angelo Loukakis, de um grupo australiano de autores. "Talvez não pareça isso para alguns, mas escrever livros é um trabalho real. Esse grupo de universidades norte-americanas não tem a autoridade para decidir se, quando ou como os autores devem perder seus direitos", completou.
Fonte:Portal G1.
URL: http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2011/09/autores-processam-universidades-por-criacao-de-biblioteca-line.html
Autores individuais e grupos de autores dos Estados Unidos, Austrália, Canadá e Estados Unidos estão processando instituições como a Universidade de Michigan (EUA) em uma tentativa de parar a criação de bibliotecas on-line. Os conjuntos de livros são feitos com mais de 7 milhões de obras protegidas por direitos autorais, que foram escaneados sem autorização, segundo os autores.
A ação judicial acusa a Universidade de Michigan de criar um repositório conhecido como HathiTrust, onde os estudantes poderiam fazer downloads ilimitados das obras que não foram impressas e cujos autores não foram localizados.
Os autores contam que obtiveram com o Google as cópias não autorizadas de cerca de 7 milhões de livros protegidos por direitos autorais.
A universidade planejava tornar cerca de 40 livros disponíveis pela internet para seus estudantes e outros membros da instituição em outubro, segundo Paul Courant, responsável pelas bibliotecas da universidade. Ele disse que representantes da universidade têm conversado com os sindicatos dos autores sobre seus planos e que o processo foi uma surpresa.
"Estou confiante de que tudo o que estamos fazendo está dentro do uso legal das obras", disse Courant.
A ação judicial tem a intenção de recolher as cópias digitais dos trabalhos, além de cobrar por outros danos.
Os autores afirmam que a Universidade de Michigan anunciou, em junho, seus planos para permitir o download ilimitado para seus estudantes e outros membros de obras escaneadas que fossem consideradas "orfãs" --trabalhos não impressos e cujos autores não foram localizados. Outras universidades decidiram realizar uma iniciativa semelhante em agosto.
"Isso é uma tentativa perturbadora de deixar de lado os direitos dos autores", disse Angelo Loukakis, de um grupo australiano de autores. "Talvez não pareça isso para alguns, mas escrever livros é um trabalho real. Esse grupo de universidades norte-americanas não tem a autoridade para decidir se, quando ou como os autores devem perder seus direitos", completou.
quarta-feira, 20 de julho de 2011
O ativista que exagerou nos downloads
0 Comentários quarta-feira, julho 20, 2011
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: base de dados, biblioteca digital, Digital Right Management, Gestão de Direitos Autorais
Autor: Scott Jaschik.
Fonte: Inside Higher Ed. Data: 20/07/2011.
URL: http://www.insidehighered.com/layout/set/print/news/2011/07/20/unusual_indictment_for_alleged_theft_of_jstor_journal_articles
Um júri federal condenou Aaron Swartz – um ativista e inovador tecnológico – pelo roubo de milhões de artigos de revistas por meio da conta assinada pelo Massachusetts Institute of Technology no banco de dados JSTOR.
O veredicto
O veredicto descreveu esforço de Swartz para utilizar uma conta de convidado do MIT para fazer o download dos artigos, mesmo que ele não tivesse o direito legal de fazê-lo. Nesse tempo ele era afiliado à Harvard University, podendo então ler os artigos. Ele pode ter uma pena na prisão por 35 anos e uma multa de até um milhão de dólares.
Swartz tem sido envolvido em inúmeros esforços para tornar a informação disponível com acesso livre à população. Mas a sentença que ele foi penalizado não faz distinção entre os seus objetivos filosóficos daqueles relacionados com roubo. “O roubo é roubo se você usa o comando do seu computador ou se você tira documentos, dados ou dólares. É igualmente prejudicial para a vitima se você vender o que tem roubado ou dá-lo”, disse a Procuradora Federal Carmen M. Ortiz.
Enquanto Swartz não pôde ser contatado para comentar, os seus inúmeros fãs mobilizados dão um suporte online, cobrando que o governo erra ao tratá-lo como um criminoso por violar os termos de prestação de serviços de bases de dados no MIT, bem como os membros da JSTOR. Mais de 15.000 pessoas já assinaram petições em seu nome em poucas horas após a divulgação das acusações enfrentadas por ele.
O blog Demand Progress - um grupo que Swartz anteriormente trabalhou como diretor executivo -- publicou uma nota dizendo que "ele está sendo acusado de supostamente executar downloads de muitos artigos de periódicos acadêmicos da Web O governo alega que o download dos referidos artigos é realmente crime informático e deve ser deve ser punido com pena de prisão.”
David Segal, atualmente diretor executivo do grupo, disse: "É como tentar colocar alguém na prisão por supostamente ter emprestado muitos livros da biblioteca." Segal também disse que Swartz resolveu as suas disputas com o JSTOR, tornando inapropriada essa ação legal.
O JSTOR é um serviço amplamente utilizado e por meio dele as bibliotecas obtém acesso digital a numerosos periódicos. O JSTOR divulgou um comunicado indicando que não poderia comentar o indiciamento, mas esclarecendo o que sabia sobre o caso:
"No último outono e inverno, o JSTOR experimentou um significativo mal uso de nossa base de dados. Uma parte substancial do conteúdo dos nossos parceiros foi baixada de forma não autorizada utilizando-se a rede no Massachusetts Institute of Technology, uma das nossas instituições participantes. O conteúdo foi “baixado” de forma sistemática usando uma abordagem destinada a evitar a detecção por nossos sistemas de monitoramento”, disse o comunicado. "O conteúdo “baixado” incluiu mais de quatro milhões de artigos, resenhas de livros e outros itens de revistas nossos parceiros acadêmicos e outras publicações, mas não incluem qualquer informação de identificação pessoal sobre os usuários JSTOR."
O JSTOR "parou essa atividade de download, e o indivíduo responsável, Sr. Swartz, foi identificado. Obtivemos do Sr. Swartz a confirmação de que o conteúdo que foi “baixado”, e ele recebeu a confirmação de que esse conteúdo não foi e não poderia ser usado, copiado, transferido ou distribuído".
A nota do JSTOR afirma que era "importante notar que apóia e incentiva o uso legítimo de grandes conjuntos de conteúdos do JSTOR para fins de pesquisa. Nós fornecemos regularmente aos estudiosos o acesso a conteúdos para este fim." No entanto, o comunicado acrescenta: "Mesmo quando trabalhamos para aumentar o acesso, uso e impacto da pesquisa, também devemos ser administradores responsáveis por esse conteúdo informacional. Nós monitoramos o uso para proteção contra o uso não autorizado do material hospedado no banco de dados do JSTOR, que é quando tomamos conhecimento deste incidente em particular.
Comentário:
É sabido que a maioria dos sistemas de bancos de dados e bibliotecas digitais possui instrumentos para coibir a cópia exagerada por parte dos seus consulentes.
Esse tipo de controle, também denominado de gestão de direitos autorais (Digital Rights Management, DRM, em inglês) é essencial notadamente quando o usuário-final possui acesso a esses sistemas por meio de contratos ou autorizações legais que geralmente envolvem pagamentos pelo acesso à informação. A função básica do DRM é monitorar o acesso a conteúdos digitais e, ao mesmo tempo, assegurar e administrar os direitos autorais sobre esses conteúdos pelo ângulo do detentor desses direitos.
Já sob o ponto de vista de inúmeros consumidores, especialmente da Free Software Foundation, o termo DRM deveria ser Digital Restrictions Management (Gestão de restrições digitais)! Optando por uma das acepções, é pacifico que ambas permitem definir parâmetros e controlar conteúdos informacionais digitais com níveis de restrições.
Assim, os nossos usuários devem ser informados desse detalhes legais e as possíveis implicações decorrentes do uso inadequado (ou ilegal) desses acessos.
Murilo Cunha
URL importantes:
Blog Demand Progress: http://blog.demandprogress.org/2011/07/update-more-than-15000-people-sign-petition-in-support-of-aaron-swartz/
Free Software Foundation: www.fsfla.org/svnwiki/texto/drm-deliberdefect.pt.html
JSTOR: http://about.jstor.org/news-events/news/jstor-statement-misuse-incident-and-criminal-case
Fonte: Inside Higher Ed. Data: 20/07/2011.
URL: http://www.insidehighered.com/layout/set/print/news/2011/07/20/unusual_indictment_for_alleged_theft_of_jstor_journal_articles
Um júri federal condenou Aaron Swartz – um ativista e inovador tecnológico – pelo roubo de milhões de artigos de revistas por meio da conta assinada pelo Massachusetts Institute of Technology no banco de dados JSTOR.
O veredicto
O veredicto descreveu esforço de Swartz para utilizar uma conta de convidado do MIT para fazer o download dos artigos, mesmo que ele não tivesse o direito legal de fazê-lo. Nesse tempo ele era afiliado à Harvard University, podendo então ler os artigos. Ele pode ter uma pena na prisão por 35 anos e uma multa de até um milhão de dólares.
Swartz tem sido envolvido em inúmeros esforços para tornar a informação disponível com acesso livre à população. Mas a sentença que ele foi penalizado não faz distinção entre os seus objetivos filosóficos daqueles relacionados com roubo. “O roubo é roubo se você usa o comando do seu computador ou se você tira documentos, dados ou dólares. É igualmente prejudicial para a vitima se você vender o que tem roubado ou dá-lo”, disse a Procuradora Federal Carmen M. Ortiz.
Enquanto Swartz não pôde ser contatado para comentar, os seus inúmeros fãs mobilizados dão um suporte online, cobrando que o governo erra ao tratá-lo como um criminoso por violar os termos de prestação de serviços de bases de dados no MIT, bem como os membros da JSTOR. Mais de 15.000 pessoas já assinaram petições em seu nome em poucas horas após a divulgação das acusações enfrentadas por ele.
O blog Demand Progress - um grupo que Swartz anteriormente trabalhou como diretor executivo -- publicou uma nota dizendo que "ele está sendo acusado de supostamente executar downloads de muitos artigos de periódicos acadêmicos da Web O governo alega que o download dos referidos artigos é realmente crime informático e deve ser deve ser punido com pena de prisão.”
David Segal, atualmente diretor executivo do grupo, disse: "É como tentar colocar alguém na prisão por supostamente ter emprestado muitos livros da biblioteca." Segal também disse que Swartz resolveu as suas disputas com o JSTOR, tornando inapropriada essa ação legal.
O JSTOR é um serviço amplamente utilizado e por meio dele as bibliotecas obtém acesso digital a numerosos periódicos. O JSTOR divulgou um comunicado indicando que não poderia comentar o indiciamento, mas esclarecendo o que sabia sobre o caso:
"No último outono e inverno, o JSTOR experimentou um significativo mal uso de nossa base de dados. Uma parte substancial do conteúdo dos nossos parceiros foi baixada de forma não autorizada utilizando-se a rede no Massachusetts Institute of Technology, uma das nossas instituições participantes. O conteúdo foi “baixado” de forma sistemática usando uma abordagem destinada a evitar a detecção por nossos sistemas de monitoramento”, disse o comunicado. "O conteúdo “baixado” incluiu mais de quatro milhões de artigos, resenhas de livros e outros itens de revistas nossos parceiros acadêmicos e outras publicações, mas não incluem qualquer informação de identificação pessoal sobre os usuários JSTOR."
O JSTOR "parou essa atividade de download, e o indivíduo responsável, Sr. Swartz, foi identificado. Obtivemos do Sr. Swartz a confirmação de que o conteúdo que foi “baixado”, e ele recebeu a confirmação de que esse conteúdo não foi e não poderia ser usado, copiado, transferido ou distribuído".
A nota do JSTOR afirma que era "importante notar que apóia e incentiva o uso legítimo de grandes conjuntos de conteúdos do JSTOR para fins de pesquisa. Nós fornecemos regularmente aos estudiosos o acesso a conteúdos para este fim." No entanto, o comunicado acrescenta: "Mesmo quando trabalhamos para aumentar o acesso, uso e impacto da pesquisa, também devemos ser administradores responsáveis por esse conteúdo informacional. Nós monitoramos o uso para proteção contra o uso não autorizado do material hospedado no banco de dados do JSTOR, que é quando tomamos conhecimento deste incidente em particular.
Comentário:
É sabido que a maioria dos sistemas de bancos de dados e bibliotecas digitais possui instrumentos para coibir a cópia exagerada por parte dos seus consulentes.
Esse tipo de controle, também denominado de gestão de direitos autorais (Digital Rights Management, DRM, em inglês) é essencial notadamente quando o usuário-final possui acesso a esses sistemas por meio de contratos ou autorizações legais que geralmente envolvem pagamentos pelo acesso à informação. A função básica do DRM é monitorar o acesso a conteúdos digitais e, ao mesmo tempo, assegurar e administrar os direitos autorais sobre esses conteúdos pelo ângulo do detentor desses direitos.
Já sob o ponto de vista de inúmeros consumidores, especialmente da Free Software Foundation, o termo DRM deveria ser Digital Restrictions Management (Gestão de restrições digitais)! Optando por uma das acepções, é pacifico que ambas permitem definir parâmetros e controlar conteúdos informacionais digitais com níveis de restrições.
Assim, os nossos usuários devem ser informados desse detalhes legais e as possíveis implicações decorrentes do uso inadequado (ou ilegal) desses acessos.
Murilo Cunha
URL importantes:
Blog Demand Progress: http://blog.demandprogress.org/2011/07/update-more-than-15000-people-sign-petition-in-support-of-aaron-swartz/
Free Software Foundation: www.fsfla.org/svnwiki/texto/drm-deliberdefect.pt.html
JSTOR: http://about.jstor.org/news-events/news/jstor-statement-misuse-incident-and-criminal-case
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Sou nativa digital e quero isto agora!
0 Comentários quinta-feira, junho 09, 2011
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: biblioteca digital, livro eletrônico
Vídeo no Youtube: http://www.youtube.com/watch?v=7_zzPBbXjWs
Abbey é uma menina de três anos e é nativa digital. O vídeo mostra o que ela quer da sua biblioteca. O vídeo foi divulgado na Austrália durante a 15ª Conferência Bienal da Victorian Association for Library Automation [URL: www.vala.org.au], realizada em 2010, na cidade de Melbourne.
Abbey é uma menina de três anos e é nativa digital. O vídeo mostra o que ela quer da sua biblioteca. O vídeo foi divulgado na Austrália durante a 15ª Conferência Bienal da Victorian Association for Library Automation [URL: www.vala.org.au], realizada em 2010, na cidade de Melbourne.
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Evento: Conferência sobre Tecnologia, Cultura e Memória
0 Comentários quarta-feira, maio 18, 2011
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: biblioteca digital, preservação digital
Local: Instituto Ricardo Brennand - Recife, Pernambuco – Brasil
Data: 13-15 de setembro de 2011.
URL: http://www.liber.ufpe.br/ctcm/sobre_ctcm.php
A Conferência sobre Tecnologia, Cultura e Memória é produto da cooperação desenvolvida entre pesquisadores do Grupo de Pesquisa Memória e Sociedade do Laboratório Liber/UFPE, do Instituto Holandês do Patrimônio - Erfgoed Nederland, e do projeto Brasiliana USP. O evento vem atender a demanda de conhecimento teórico e prático no campo da curadoria do patrimônio digital e das políticas públicas para a preservação e o acesso da herança cultural.
O Coordenador é o Professor Marcos Galindo Lima, Departamento de Ciência da Informação da Universidade Federal de Pernambuco.
Data: 13-15 de setembro de 2011.
URL: http://www.liber.ufpe.br/ctcm/sobre_ctcm.php
A Conferência sobre Tecnologia, Cultura e Memória é produto da cooperação desenvolvida entre pesquisadores do Grupo de Pesquisa Memória e Sociedade do Laboratório Liber/UFPE, do Instituto Holandês do Patrimônio - Erfgoed Nederland, e do projeto Brasiliana USP. O evento vem atender a demanda de conhecimento teórico e prático no campo da curadoria do patrimônio digital e das políticas públicas para a preservação e o acesso da herança cultural.
O Coordenador é o Professor Marcos Galindo Lima, Departamento de Ciência da Informação da Universidade Federal de Pernambuco.
terça-feira, 29 de março de 2011
Biblioteca digital melhor que do Google
0 Comentários terça-feira, março 29, 2011
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: biblioteca digital, Google Book Search
Robert Darnton*
Artigo originalmente publicado no New York Times, de 23/03/2011.
URL: http://www.nytimes.com/2011/03/24/opinion/24darnton.html?_r=2&hp=&pagewanted=print
Tradução publicada no Estado de S. Paulo, de 28/03/2011.
Somente uma instituição pública pode cuidar do acesso à herança cultural
O juiz federal Denny Chin, de Manhattan, rejeitou na terça o acordo entre o Google, que pretende digitalizar todos os livros já publicados, e um grupo de autores e editores que processou a empresa por violações de copyright. Essa decisão representa uma vitória para o bem público, evitando que uma única corporação monopolize o acesso à nossa herança cultural comum.
Independentemente disso, não devemos abandonar o sonho do Google de tornar todos os livros do mundo acessíveis para todos. Em vez disso, devemos construir uma biblioteca pública digital, oferecendo cópias digitais gratuitas aos leitores. É verdade que há muitos problemas - legais, financeiros, tecnológicos e políticos - pelo caminho. Mas todos eles podem ser resolvidos.
Consideremos as questões legais levantadas pelo acordo rejeitado. Iniciado em 2005, o projeto do Google para a digitalização dos livros permitiu que o conteúdo de milhares de títulos fosse incluído nos resultados das buscas na rede, levando o Author"s Guild e a Associação Americana de Editores a afirmar que os trechos mostrados aos usuários representavam uma violação dos direitos autorais. O Google poderia ter se defendido, alegando que fazia uso legítimo das obras, mas a empresa preferiu negociar um acordo.
O resultado foi um documento extenso e complicado conhecido como Acordo Emendado (Amended Settlement Agreement, em inglês) que simplesmente fatiava o bolo. O Google venderia o acesso ao seu banco de dados digitalizado, e os lucros seriam partilhados com os querelantes, que então se tornariam seus sócios. A empresa ficaria com 37% do total; os autores receberiam 63%. Essa solução equivalia a uma alteração das leis do direito autoral por meio de um processo individual, conferindo ao Google uma proteção legal que seria negada aos seus concorrentes. Foi esse o principal motivo da objeção do juiz.
Em audiências no tribunal realizadas em fevereiro de 2010, várias pessoas disseram que o Author"s Guild, composto por 8 mil membros, não as representava e nem aos muitos autores de publicaram livros nas últimas décadas. Algumas afirmaram preferir que suas obras fossem oferecidas sob condições diferentes; outras queriam até que seus livros fossem oferecidos gratuitamente. Mas o acordo definia os termos para todos os autores, a não ser que eles notificassem especificamente o Google de sua intenção de não participar dele.
Em outras palavras, o acordo não fez aquilo que se espera dos documentos desse tipo, como corrigir uma suposta violação dos direitos autorais ou proporcionar indenizações pelos incidentes anteriores; em vez disso, o acordo parecia determinar como seria o futuro da evolução do mundo digital dos livros.
O juiz Chin abordou esse ponto ao se concentrar na questão dos livros órfãos - ou seja, os protegidos pelo direito autoral cujos detentores dos direitos não tinham sido identificados. O acordo confere ao Google o direito exclusivo de digitalizar e comercializar o acesso a esses livros sem ser alvo de processos por violações de copyright. De acordo com o juiz, essa provisão conferiria ao Google "um monopólio de fato sobre obras de autoria indeterminada", levando a graves preocupações com a formação de um truste.
Chin convidou o Google e os querelantes a reescrever outra vez os termos do acordo, talvez alterando os dispositivos de inclusão e exclusão dos participantes. Mas o Google pode muito bem se recusar a alterar sua estratégia comercial básica. É por isso que o que realmente precisamos é uma biblioteca pública digital.
Uma coalizão de fundações arrecadaria o dinheiro necessário (as estimativas do custo da digitalização de uma página variam muito, de US$ 0,10 a US$ 10 ou mais), e uma coalizão de bibliotecas de pesquisa poderia fornecer os livros. A biblioteca digital respeitaria os direitos autorais, é claro, e provavelmente excluiria obras atualmente disponíveis nas livrarias a não ser que seus autores desejassem torná-las disponíveis. Os livros órfãos seriam incluídos, desde que o Congresso aprovasse uma lei que os tornassem gratuitos para o uso não comercial numa biblioteca genuinamente pública.
Diminuir a importância disso e considerar o episódio como meramente quixotesco equivaleria a ignorar os projetos digitais que se mostraram valiosos e práticos ao longo dos últimos 20 anos. Todas as grandes bibliotecas de pesquisa já digitalizaram partes de seus acervos. Iniciativas de larga escala como a Knowledge Commons e o Internet Archive já digitalizaram muitos milhões de livros por iniciativa própria.
Alguns países também se mostram determinados a bater o Google no seu próprio jogo ao digitalizar todo o conteúdo de suas bibliotecas nacionais. A França está gastando 750 milhões na digitalização de seus tesouros culturais; a Biblioteca Nacional da Holanda tenta digitalizar cada livro e jornal publicados no país desde 1470; Austrália, Finlândia e Noruega estão se dedicando a esforços semelhantes.
Talvez o próprio Google pudesse ser recrutado para a causa da biblioteca pública digital. A empresa já digitalizou cerca de 15 milhões de livros; desses, 2 milhões são de domínio público, podendo ser entregues à biblioteca como ponto de partida do seu acervo. A empresa não perderia nada com esse gesto de generosidade. Por meio da magia tecnológica e da própria audácia, o Google mostrou como podemos transformar a riqueza intelectual de nossas bibliotecas, grandes conjuntos de livros que jazem inertes nas prateleiras. Mas somente uma biblioteca pública digital dará aos leitores aquilo que eles necessitam para enfrentar os desafios do século 21 - um vasto acervo de conhecimento que possa ser consultado, gratuitamente, por qualquer um e a qualquer momento.
*professor e diretor da Biblioteca da Universidade Harvard, no The New York Times; com tradução de Augusto Calil.
Artigo originalmente publicado no New York Times, de 23/03/2011.
URL: http://www.nytimes.com/2011/03/24/opinion/24darnton.html?_r=2&hp=&pagewanted=print
Tradução publicada no Estado de S. Paulo, de 28/03/2011.
Somente uma instituição pública pode cuidar do acesso à herança cultural
O juiz federal Denny Chin, de Manhattan, rejeitou na terça o acordo entre o Google, que pretende digitalizar todos os livros já publicados, e um grupo de autores e editores que processou a empresa por violações de copyright. Essa decisão representa uma vitória para o bem público, evitando que uma única corporação monopolize o acesso à nossa herança cultural comum.
Independentemente disso, não devemos abandonar o sonho do Google de tornar todos os livros do mundo acessíveis para todos. Em vez disso, devemos construir uma biblioteca pública digital, oferecendo cópias digitais gratuitas aos leitores. É verdade que há muitos problemas - legais, financeiros, tecnológicos e políticos - pelo caminho. Mas todos eles podem ser resolvidos.
Consideremos as questões legais levantadas pelo acordo rejeitado. Iniciado em 2005, o projeto do Google para a digitalização dos livros permitiu que o conteúdo de milhares de títulos fosse incluído nos resultados das buscas na rede, levando o Author"s Guild e a Associação Americana de Editores a afirmar que os trechos mostrados aos usuários representavam uma violação dos direitos autorais. O Google poderia ter se defendido, alegando que fazia uso legítimo das obras, mas a empresa preferiu negociar um acordo.
O resultado foi um documento extenso e complicado conhecido como Acordo Emendado (Amended Settlement Agreement, em inglês) que simplesmente fatiava o bolo. O Google venderia o acesso ao seu banco de dados digitalizado, e os lucros seriam partilhados com os querelantes, que então se tornariam seus sócios. A empresa ficaria com 37% do total; os autores receberiam 63%. Essa solução equivalia a uma alteração das leis do direito autoral por meio de um processo individual, conferindo ao Google uma proteção legal que seria negada aos seus concorrentes. Foi esse o principal motivo da objeção do juiz.
Em audiências no tribunal realizadas em fevereiro de 2010, várias pessoas disseram que o Author"s Guild, composto por 8 mil membros, não as representava e nem aos muitos autores de publicaram livros nas últimas décadas. Algumas afirmaram preferir que suas obras fossem oferecidas sob condições diferentes; outras queriam até que seus livros fossem oferecidos gratuitamente. Mas o acordo definia os termos para todos os autores, a não ser que eles notificassem especificamente o Google de sua intenção de não participar dele.
Em outras palavras, o acordo não fez aquilo que se espera dos documentos desse tipo, como corrigir uma suposta violação dos direitos autorais ou proporcionar indenizações pelos incidentes anteriores; em vez disso, o acordo parecia determinar como seria o futuro da evolução do mundo digital dos livros.
O juiz Chin abordou esse ponto ao se concentrar na questão dos livros órfãos - ou seja, os protegidos pelo direito autoral cujos detentores dos direitos não tinham sido identificados. O acordo confere ao Google o direito exclusivo de digitalizar e comercializar o acesso a esses livros sem ser alvo de processos por violações de copyright. De acordo com o juiz, essa provisão conferiria ao Google "um monopólio de fato sobre obras de autoria indeterminada", levando a graves preocupações com a formação de um truste.
Chin convidou o Google e os querelantes a reescrever outra vez os termos do acordo, talvez alterando os dispositivos de inclusão e exclusão dos participantes. Mas o Google pode muito bem se recusar a alterar sua estratégia comercial básica. É por isso que o que realmente precisamos é uma biblioteca pública digital.
Uma coalizão de fundações arrecadaria o dinheiro necessário (as estimativas do custo da digitalização de uma página variam muito, de US$ 0,10 a US$ 10 ou mais), e uma coalizão de bibliotecas de pesquisa poderia fornecer os livros. A biblioteca digital respeitaria os direitos autorais, é claro, e provavelmente excluiria obras atualmente disponíveis nas livrarias a não ser que seus autores desejassem torná-las disponíveis. Os livros órfãos seriam incluídos, desde que o Congresso aprovasse uma lei que os tornassem gratuitos para o uso não comercial numa biblioteca genuinamente pública.
Diminuir a importância disso e considerar o episódio como meramente quixotesco equivaleria a ignorar os projetos digitais que se mostraram valiosos e práticos ao longo dos últimos 20 anos. Todas as grandes bibliotecas de pesquisa já digitalizaram partes de seus acervos. Iniciativas de larga escala como a Knowledge Commons e o Internet Archive já digitalizaram muitos milhões de livros por iniciativa própria.
Alguns países também se mostram determinados a bater o Google no seu próprio jogo ao digitalizar todo o conteúdo de suas bibliotecas nacionais. A França está gastando 750 milhões na digitalização de seus tesouros culturais; a Biblioteca Nacional da Holanda tenta digitalizar cada livro e jornal publicados no país desde 1470; Austrália, Finlândia e Noruega estão se dedicando a esforços semelhantes.
Talvez o próprio Google pudesse ser recrutado para a causa da biblioteca pública digital. A empresa já digitalizou cerca de 15 milhões de livros; desses, 2 milhões são de domínio público, podendo ser entregues à biblioteca como ponto de partida do seu acervo. A empresa não perderia nada com esse gesto de generosidade. Por meio da magia tecnológica e da própria audácia, o Google mostrou como podemos transformar a riqueza intelectual de nossas bibliotecas, grandes conjuntos de livros que jazem inertes nas prateleiras. Mas somente uma biblioteca pública digital dará aos leitores aquilo que eles necessitam para enfrentar os desafios do século 21 - um vasto acervo de conhecimento que possa ser consultado, gratuitamente, por qualquer um e a qualquer momento.
*professor e diretor da Biblioteca da Universidade Harvard, no The New York Times; com tradução de Augusto Calil.
sexta-feira, 25 de março de 2011
Obras sobre educação e África foram acessadas 50 mil vezes
0 Comentários sexta-feira, março 25, 2011
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: biblioteca digital, Portal Domínio Público
Fonte: Ministério da Educação. Data: 23/03/2011.
Autor: Diego Rocha.
O Portal Domínio Público, do Ministério da Educação, publicou na internet em 21 de fevereiro as coleções Educadores e História Geral da África. Desde então, até esta quarta-feira, 23, as obras foram baixadas mais de 50 mil vezes. Os textos são dirigidos a professores e instituições que formam docentes, porém qualquer pessoa pode acessá-los pelo portal. A coleção Educadores conta com 62 títulos de autores importantes que refletiram sobre a área, como Paulo Freire, Darcy Ribeiro, Ortega y Gasset e Antonio Gramsci. Já a coleção História Geral da África foi criada por iniciativa da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco), que a lançou em língua francesa em 1980. Aborda desde a pré-história do continente africano até os anos 1980.
Nota do blog:
O URL do Portal é: http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/PesquisaObraForm.jsp
Autor: Diego Rocha.
O Portal Domínio Público, do Ministério da Educação, publicou na internet em 21 de fevereiro as coleções Educadores e História Geral da África. Desde então, até esta quarta-feira, 23, as obras foram baixadas mais de 50 mil vezes. Os textos são dirigidos a professores e instituições que formam docentes, porém qualquer pessoa pode acessá-los pelo portal. A coleção Educadores conta com 62 títulos de autores importantes que refletiram sobre a área, como Paulo Freire, Darcy Ribeiro, Ortega y Gasset e Antonio Gramsci. Já a coleção História Geral da África foi criada por iniciativa da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco), que a lançou em língua francesa em 1980. Aborda desde a pré-história do continente africano até os anos 1980.
Nota do blog:
O URL do Portal é: http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/PesquisaObraForm.jsp
sábado, 12 de março de 2011
SCIELO em primeiro lugar
Fonte: Portal da FAPESP. Data: 4/03/2011.
A biblioteca digital SciELO Brasil foi classificada em 1º lugar no ranking mundial de portais de acesso aberto Webometrics, divulgado pelo laboratório Cybermetrics, da Espanha. A SciELO Brasil (Scientific Electronic Library Online), é um programa da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de SP) e abrange uma coleção selecionada de 221 periódicos brasileiros.
A biblioteca digital SciELO Brasil foi classificada em 1º lugar no ranking mundial de portais de acesso aberto Webometrics, divulgado pelo laboratório Cybermetrics, da Espanha. A SciELO Brasil (Scientific Electronic Library Online), é um programa da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de SP) e abrange uma coleção selecionada de 221 periódicos brasileiros.
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