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sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Reordenando as cinco leis de Ranganathan: mudança nos comportamentos dos usuários e alternância de prioridades (OCLC, 2014)


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Em junho desse ano a OCLC (Online Computer Library Center, Inc) publicou um interessante Relatório de Pesquisa (136 páginas) escrito por Lynn Silipigni Connaway, Ph.D. e Ixchel M. Faniel, Ph.D. intitulado "Reordering Ranganathan: Shifting User Behaviors, Shifting Priorities", minha tradução livre como "Reordenando as cinco leis de Ranganathan: mudança nos comportamentos dos usuários e alternância de prioridades".

Nesse relatório da OCLC, os autores redefinem a ordem das cinco leis escritas por Shiyali Ramamrita Ranganathan em 1931, principalmente porque se no passado havia escassez de informação (pouca publicação e a maior parte somente em mídias impressas e em acervos fechados), hoje a escassez é de tempo! A quarta Lei (Poupe o tempo do leitor) que figura como a primeira lei "deveria guiar a interpretação e aplicação das outras quatro".

Lista na ordem original de 1931
1) Os livros são escritos para serem lidos
2) Todo leitor tem seu livro
3) Todo livro tem seu leitor
4) Poupe o tempo do leitor
5) Uma biblioteca é um organismo em crescimento

Lista reordenada em 2014 (por Connaway e Faniel):
1) Poupe o tempo do leitor (antes #4)
2) Todo leitor tem seu livro (mesma ordem, #2)
3) Os livros são escritos para serem lidos (antes #1)
4) Todo livro tem seu leitor (antes #3)
5) Uma biblioteca é um organismo em crescimento (mesma ordem, #5)

"[...] não há nenhuma razão para supor que Ranganathan não quis dizer que 'livros' não pudessem ser considerados como toda e qualquer mídia que uma biblioteca pode agora, ou desde sempre, obter, catalogar e circular. A ideia de que teríamos um dia de codificar informações em formato digital e compartilhá-las com todo o mundo através de computadores interconectados provavelmente não teria feito Ranganathan mudar a sua linguagem." (p.2)

O relatório completo (em inglês) pode ser livremente acessado ou baixado em:

CONNAWAY, Lynn Silipigni; FANIEL, Ixchel M. Reordering Ranganathan: Shifting User Behaviors, Shifting Priorities. Dublin, OH: OCLC Research, 2014. Disponível em: <http://www.oclc.org/content/dam/research/publications/library/2014/oclcresearch-reordering-ranganathan-2014.pdf> Acesso em: 28 nov. 2014.


quarta-feira, 26 de maio de 2010

Jovens se sentem mais sós que idosos, diz pesquisa britânica


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Uma pesquisa feita na Grã-Bretanha revela que jovens se sentem mais solitários do que adultos com mais de 55 anos. O levantamento, intitulado The Lonely Society (em tradução literal, a sociedade solitária), foi feito com 2.256 participantes. Quase 60% dos ouvidos com idades entre 18 e 34 anos disseram que sentem solidão com frequência ou às vezes. O número cai para 35% entre entrevistados com 55 anos ou mais.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Interessante - 1 em cada 10 indivíduos utiliza a Internet para efectuar encomendas de bens ou serviços


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Internet - uma verdade cada vez mais real...

Mais de metade dos portugueses a partir dos 16 anos utiliza computador, equipamento que existe em 56 por cento dos agregados familiares, sendo a Internet usada para efectuar encomendas por 9,7 por cento dos consumidores, revelam dados do INE.

in Público
Não deixe de ler o artigo do Público.pt e o Destaque do INE

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Usuários da internet estão impacientes


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Usuários da internet estão mais egoístas, diz especialista
Data: 25/05/2008 Fonte: Midia News

O diretor da Nielsen Norman Group, especializada em consultoria sobre usabilidade, comentou os resultados do relatório anual da empresa sobre os hábitos dos usuários da internet e afirmou que as pessoas estão menos pacientes na hora de navegar. Segundo Nielsen, a mudança no comportamento dos usuários pode ser confirmada com base em vários dados levantados pelo relatório.

O primeiro deles está relacionado com o sucesso dos usuários em conseguir atingir suas metas quando estão online. Os dados de 2008 indicam que este o sucesso foi de 75%, comparados com 60% em 1999. Isso indicaria que os usuários estão indo "diretamente ao ponto", ao invés de ficar navegando "à deriva" pelos sites. Nielsen afirma ainda que outro indicativo do "egoísmo" dos usuários estaria relacionado aos sistemas de busca.

Segundo o documento, em 2004, 40% das pessoas visitavam primeiro a homepage de um site e depois navegavam até onde estava a informação que procuravam. Atualmente, 60% dos usuários usam um link que os leva diretamente para a página que procuram dentro de um site. O relatório de 2008 aponta que apenas 25% das pessoas navegam via a homepage de um site, o restante usa mecanismos de busca e chega diretamente ao destino de interesse.

Batata quente

Para Nielsen, os dados indicam que a maioria dos usuários quer acessar um determinado site rapidamente, completar uma tarefa e sair. Ele ressalta ainda que grande parte dos usuários ignora os esforços dos designers dos sites para que eles passem mais tempo navegando no site e que suspeitam das promoções criadas para chamar a atenção.

Em entrevista à BBC News, o especialista afirmou que os usuários se comportam como se estivessem segurando uma "batata quente" – apenas querem completar uma tarefa, o mais rápido possível. "As pessoas querem sites que vão direto ao ponto, elas têm pouca paciência", disse. "Apesar de os designers terem melhorado, os usuários também se habituaram com o ambiente interativo", afirmou. "Agora, quando estão online, as pessoas sabem o que querem e como fazer para achar", explicou o especialista.

Impacientes

De acordo com ele, esse comportamento deixa os usuários mais resistentes às promoções e outras escolhas editoriais que tentam distraí-los. Apesar disso, Nielsen afirma que os sites ainda não vislumbraram esta realidade. "Os designers e proprietários dos sites ainda pensam que possuem um site especial e interessante e que as pessoas ficarão felizes com tudo o que for jogado para elas", afirmou.

Nielsen destaca que os usuários estão ficando cada vez mais frustrados com todos os extras, como sinais sonoros e outras aplicações que estão sendo adicionadas ao sites para tornar suas interfaces mais amigáveis. Segundo ele, esses adicionais apenas fazem com que a página demore a carregar e aumenta a impaciência dos usuários com relação ao site. O especialista ressalta que, nesse contexto, os mecanismos de busca "basicamente dominam a rede". "A longo prazo, qualquer um que quiser ultrapassar o Google tem apenas que fazer um sistema de busca melhor", concluiu.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Mais de 7 em cada 10 empresas com dez e mais pessoas ao serviço acedem à internet através de banda larga


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Os resultados do Inquérito à Utilização de Tecnologias da Informação e da Comunicação nas Empresas revelam que, em 2007, 95% das empresas com dez e mais pessoas ao serviço usam computador, 90% utilizam correio electrónico e dispõem de acesso à Internet. As ligações à Internet através de banda larga são uma realidade para 77% das empresas inquiridas.

Ver destaque do INE

terça-feira, 31 de julho de 2007

Estudos de comportamento, até onde?


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Ambientes virtuais 3D são úteis para estudos de comportamento

Método permite aumentar o número de participantes em estudos, ampliar os intervalos observados e expandir os tópicos de pesquisa.

Conforme os ambientes tridimensionais e virtuais se popularizam na internet, aumenta seu potencial como ferramentas úteis para estudos em ciências sociais, econômicas e comportamentais. Essa é a conclusão de um estudo realizado por William Bainbridge, diretor da divisão de Informática e Sistemas Inteligentes da National Science Foundation (NSF), órgão federal de apoio a pesquisa dos Estados Unidos. (Ler)

sexta-feira, 30 de março de 2007

Não usuário do DSpace


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Artigo interessante acaba de ser publicado no D-Lib sobre as razões de não utilização do DSpace na Universidade de Cornell. O texto mostra a importância do marketing e da necessidade de melhor integração entre os sistemas. Comenta também que ainda existe enorme atração em algumas áreas acadêmicas sobre a importância da publicação impressa e da crescente facilidade que o professor/pesquisador obtém ao divulgar cópia dos seus documentos em sua página pessoal. Parece que, as teses e dissertações eletrônicas, por receberem uma enorme pressão das autoridades universitárias para serem divulgadas, continuarão a atingir grande percentual dos documentos digitais dos acervos dos repositórios. O mesmo não se pode dizer da chamada produção científica dos professores e pesquisadores universitários. A meu ver, mais ações de divulgação necessitam ser feitas para reduzir o número de não-usuários dos repositórios institucionais. Parece que, finalmente, depois da avalanche de trabalhos sobre a importância dos repositórios e avaliações dos diversos programas existentes finalmente começam a aparecer resultados de pesquisas sobre usuários. Aliás, ainda não foi resolvido como iremos estudar o usuário da informação digital, ainda precisamos de métricas mais precisas.
Murilo Cunha

Referência:
DAVIS, Philip M; CONNOLLY, Matthew J. L. Institutional Repositories : Evaluating the Reasons for Non-use of Cornell University's Installation of DSpace. D-Lib Magazine, v. 13, n. 3/4, March/April 2007.
URL: http://www.dlib.org/dlib/march07/davis/03davis.html

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