terça-feira, 21 de maio de 2013
PORBASE completa 25 anos
0 Comentários terça-feira, maio 21, 2013
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: Biblioteca Nacional de Portugal, catalogação, Porbase
Parabéns à Biblioteca Nacional de Portugal e a todos os colegas portugueses pelos 25 anos de tão importante contribuição para a Biblioteconomia.
Murilo Cunha
domingo, 19 de maio de 2013
Em Óbidos (PT) igreja em transforma em livraria
0 Comentários domingo, maio 19, 2013
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: comércio livreiro, Óbidos (Portugal)
Fonte: Público (Lisboa). Data: 24/04/2013.
Abrir
uma livraria por estes dias já parece arriscado. Agora imagine-se abrir várias
numa pequena vila com pouco mais de 3000 habitantes, a 45 minutos de carro de
Lisboa. A ideia começa a ganhar força esta terça-feira com a conversão de um
Igreja em livraria.
Veja
o vídeo (duração: 5:15) no URL:
quinta-feira, 16 de maio de 2013
Novo número: Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação
1 Comentários quinta-feira, maio 16, 2013
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação
A Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação
- RDBCI acaba de publicar o v. 11, n. 2, Maio/Agosto de 2013, com os seguintes
artigos:
Sumário
Editorial. Danielle Thiago Ferreira, Gildenir Carolino
Santos.
Artigos
- A(s) disciplinaridade(s) da ciência da informação: aplicação das leis da dialética marxista no contexto pluri, inter e transdisciplinar (1-20). Jonathas Luiz Carvalho Silva.
- O conhecimento profissional do catalogador de assunto sobre política de indexação em bibliotecas universitárias (21-39). Paula Regina Dal' Evedove, Mariângela Spotti Lopes Fujita.
- Análise de citações na área de comunicação e informação: o caso de um programa de pós-graduação (40-60). Zizil Arledi Glienke Nunez, Ana Maria Mielniczuk de Moura.
- A inclusão afrodescendente na era da informação (76-97). Mirian de Albuquerque Aquino.
- Fluxo de informação na perspectiva do ambiente em rede (98-124). Cibele Roberta Sugahara, Waldomiro de Castro Santos Vergueiro.
- Comunicação e conhecimento: interrelações que permeiam o ambiente organizacional (125-135). Ana Maria Teixeira Maciel, Rosana Cristina Vilaça Pimentel, Marlene Marchori.
- Desafios à implantação da gestão do conhecimento: a questão cultural nas organizações públicas federais brasileiras (136-158). Roberta Moraes Bem, Maria Lourdes Prado, Nelson Delfino.
- Fatores facilitadores da inteligência organizacional: o papel das unidades de informação (61-75). Delsi Fries Davok, Daiana Lindaura Conti.
Relato de Experiência
- Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas SIGAA – Módulo Biblioteca: uma oportunidade de retomar a credibilidade da comunidade acadêmica com a efetivação da gestão do Sistema de Bibliotecas da Universidade Federal da Paraíba (159-175). Maria das Graças Vieira, Fábio Firmino Machado.
Pesquisa
- Tipos, organização e visibilidade de informações em páginas iniciais de websites de universidades brasileiras (176-196). Lígia Dias de Freitas.
- O ensino da biblioteca digital nos currículos de graduação em Biblioteconomia (197-221). Barbara Olinda de Castro, Murilo Bastos da Cunha.
- Perfil dos egressos do curso de Biblioteconomia da Universidade Federal de Pernambuco (2005 a 2010) (222-236). Charlene Maria dos Santos, Fabio Assis Pinho, Alexander Willian Azevedo.
Acesso ao texto completo no URL:
sábado, 27 de abril de 2013
Lançado livro sobre automação de bibliotecas universitárias: Robots in Academic Libraries: Advancements in Library Automation (Abril 2013)
0 Comentários sábado, abril 27, 2013
Publicado por Michelangelo Viana
Assunto: automação de bibliotecas, bibliotecas universitárias

Robots in Academic Libraries: Advancements in Library Automation
Part of the Advances in Library and Information Science
Org.: Edward Iglesias (Central Connecticut State University, USA)
Release Date: April, 2013. Copyright © 2013. 260 pages.
"Nos últimos anos, a automação tem desempenhado um papel vital em sistemas de bibliotecas que lidam com tarefas de aquisição, catalogação, seriados e circulação. A automação destas operações tem, por sua vez, minimizado a exigência por interação humana.
Robôs em bibliotecas universitárias: avanços na automação de bibliotecas -- fornece uma visão geral sobre o estado atual da automação de bibliotecas, aborda a necessidade de mudança no pessoal para acomodar essas mudanças e avalia o futuro das bibliotecas acadêmicas como um todo. Este livro é essencial para os líderes de bibliotecas, especialistas em tecnologia e fornecedores de tecnologias para bibliotecas que estejam interessados no futuro da automação de bibliotecas e no seu impacto sobre a redução da interação humana em bibliotecas."Descrição, sumário, resumos dos capítulos:
http://www.igi-global.com/book/robots-academic-libraries/72362
| Para comprar o livro com desconto especial (*), acesse: http://www.igi-global.com/Files/Ancillary/07571270-3fa7-4540-add4-b0f6ff3b7db6_9781466639386_Iglesias.pdf * 40% para 1 cópia * 45% para 2 cópias * 50% para 3 cópias ou mais |
Disponível também em:
* Safari Books Online: http://my.safaribooksonline.com/book/electrical-engineering/9781466639386* Amazon: http://www.amazon.com/Robots-Academic-Libraries-Advancements-
* Barnes and Noble: http://www.barnesandnoble.com/w/robots-in-academic-libraries-edward-iglesias/1113941994
* Powells: http://www.powells.com/biblio/62-9781466639386-1
Sumário:
1. The Inevitability of Library Automation (pages 1-12)
Edward Iglesias (Central Connecticut State University, USA)
2. Beyond the ILS: A New Generation of Library Services Platforms (pages 13-36)
Marshall Breeding (Library Technology Guides, USA)
3. Automation and Collection Management: A Short History and Recent Trends (pages 37-61)
Annette Bailey (Virginia Tech, USA), Edward Lener (Virginia Tech, USA), Leslie O’Brien (Virginia Tech, USA), Connie Stovall (Virginia Tech, USA)
4.Streamlining Access to Library Resources with LibX (pages 62-89)
Annette Bailey (Virginia Tech, USA), Godmar Back (Virginia Tech, USA)
5. Who Ever Said that ILS Migrations Had to be Stressful? (pages 90-100)
D Ruth Bavousett (ByWater Solutions, USA)
6. Chatbots: Automating Reference in Public Libraries (pages 101-114)
Michele McNeal (Akron-Summit County Public Library, USA), David Newyear (Lakeland Community College, USA)
7. Managing Automated Storage in the 21st Century Library (pages 115-127)
Carolyn Adams (Boise State University, USA)
8.Development of Academic Library Automation in Brazil (pages 128-156)
Michelângelo Mazzardo Marques Viana (Pontifical Catholic University of Rio Grande do Sul, Brazil)
9. Transforming Technical Services: Maximizing Technology to Minimize Risk (pages 157-179)
Lai Ying Hsiung (University of California, Santa Cruz, USA), Wei Wei (University of California, Santa Cruz, USA)
10. Empires of the Future: Libraries, Technology, and the Academic Environment (pages 180-206)
Denise A. Garofalo (Mount Saint Mary College, USA)
11. Lending and Borrowing Library Materials: Automation in the Changing Technology Landscape (pages 207-221)
Regina H. Gong (Lansing Community College, USA), Dao Rong Gong (Michigan State University, USA)
--- fim ---
terça-feira, 23 de abril de 2013
segunda-feira, 8 de abril de 2013
Amazon compra rede social de livros Goodreads
1 Comentários segunda-feira, abril 08, 2013
Publicado por Paulo Barreiro de Sousa
Assunto: comércio livreiro, e-book reader, E-books, Livraria, Livros
O negócio vai colocar uma das maiores livrarias online do mundo a controlar um dos mais conhecidos serviços de recomendação de livros, o que já suscitou preocupações entre os utilizadores da rede social de livros que temem ficar sujeitos às regras rígidas da Amazon.
A Amazon, que já foi várias vezes acusada de ter no seu site críticas fraudulentas a livros, anunciou esta semana que vai comprar o Goodreads, um site social de recomendação de livros, com cerca de 16 milhões de membros e uma reputação sólida.
A multinacional americana vende muitos tipos de produtos e de serviços (incluíndo serviços de armazenamento de ficheiros e de transmissão de filmes e séries), mas os livros são a imagem de marca da empresa, que comercializa o leitor Kindle, e uma parte muito importante do seu negócio.
Os detalhes da compra da rede social de livros não foram revelados mas, num comunicado da empresa norte-americana, o vice-presidente da Amazon, Russ Grandinetti, lembrou que o Goodreads tinha ajudado "a mudar a maneira como nós descobrimos e discutimos os livros", e que agora, as duas empresas têm a "intenção de conceber novas maneiras de encantar os leitores e os autores".
No Goodreads (que foi fundado e é gerido há seis anos por um casal de Los Angeles), os utilizadores podem atribuír uma classificação (entre uma e cinco estrelas) aos livros, escrever uma crítica, criar “estantes virtuais” com os livros que já leram, os que estão a ler e os que querem ler, bem como seguir a actividade dos contactos que tiverem dentro do site. Isto é, podem ver o que os seus amigos naquela rede social andam a ler (em tempo real). O Goodreads faz ainda recomendações de livros a cada utilizador e disponibiliza ferramentas para autores promoverem os seus trabalhos.
Funcionalidades como a crítica de livros também existem no site da Amazon. Mas os utilizadores não têm o mesmo sentimento de comunidade e a credibilidade das críticas na Amazon foi manchada por alguns casos de críticas e pontuações de livros que tinham sido forjadas, em alguns episódios mediante pagamento.
O Goodreads tem 16 milhões de utilizadores, que têm 530 milhões de livros nas suas prateleiras digitais e que escreveram 23 milhões de recensões dos livros que leram. Outra vertente são os clubes de leitura que no Goodreads já chegam aos 30 mil.
O negócio vai colocar uma das maiores livrarias do mundo a controlar um dos mais conhecidos serviços de recomendação de livros, o que já suscitou preocupações, narra o jornal americano New York Times.
A Amazon já tinha comprado um site concorrente do Goodreads, chamado Shelfari, e, por via de outras empresas em que participa, tem também uma participação no Library Thing.
Fonte: Público
Fonte: Público
sexta-feira, 5 de abril de 2013
Doutorado na Universidade do Minho
Doutorado em Tecnologias e Sistemas de Informação
Universidade do Minho, Portugal
1ª FASE DE
CANDIDATURAS
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Está aberto até
12 de abril a 1a fase de candidaturas ao PDTSI para o ano letivo de 2013/2014.
O PDTSI é um
ciclo de estudos de doutoramento promovido pelo Departamento de Sistemas de
Informação e pelo Centro Algoritmi e é frequentado atualmente por 66 estudantes.
O Programa visa a
formação de investigadores na área científica de tecnologias e sistemas de
informação (TSI). Esta área científica abarca um corpo de conhecimento
científico e técnico, de natureza inter-disciplinar, relacionado com a adopção
e utilização das tecnologias da informação nas organizações e na sociedade.
Os interessados poderão preencher e submeter um formulário
de candidatura disponível no sítio: http://www.eng.uminho.pt/Default.aspx?tabid=18&pageid=471&lang=pt-PT
Na submissão
deverão apresentar versões digitais dos seguintes elementos: Certificado de
Habilitações; Curriculum Vitae; Documento de identificação; 1 Fotografia.
Em paralelo
deverá ser enviado ao Diretor do PDTSI: carta de motivação e 2 cartas de
recomendação.
CONDIÇÕES DE ADMISSÃO
Podem
candidatar-se ao PDTSI:
a) Titulares de
grau de mestre, ou equivalente, nas áreas de tecnologias e sistemas de
informação, informática, ciência de informação ou em áreas da engenharia ou das
ciências económicas e empresariais e em áreas das ciências humanas e sociais a
quem seja reconhecida capacidade para a realização do Programa;
b) Titulares de
grau de licenciado, ou equivalente, nas áreas de tecnologias e sistemas de
informação, informática, ciências da informação ou em áreas de engenharia ou
das ciências económicas e empresariais e em áreas das ciências humanas e
sociais, detentores de um currículo escolar ou científico relevante que seja
reconhecido como atestando capacidade para a realização do Programa pelo
Conselho Científico da Escola de Engenharia;
c) Detentores de
um currículo escolar, científico ou profissional que seja reconhecido pelo
Conselho Científico da Escola de Engenharia como atestando capacidade para a
realização do Programa.
FUNCIONAMENTO DO PDTSI
O PDTSI tem a
duração de 4 anos, totalizando 240 créditos (ECTS). Inclui uma fase probatória
correspondendo ao 1º ano do Programa que inclui várias disciplinas de preparação.
Mas informações
podem ser obtidas através de contacto para a Direção do PDTSI:
Professor João
Álvaro Carvalho
quinta-feira, 4 de abril de 2013
A mais pequena biblioteca pública do país mora numa cabine telefónica
0 Comentários quinta-feira, abril 04, 2013
Publicado por Paulo Barreiro de Sousa
Assunto: Barcelos, biblioteca pública, Portugal
Cabine telefónica à inglesa dá lugar a micro-biblioteca em Barcelinhos.
Projecto resulta de parceria entre a Junta de Barcelinhos, a Câmara de
Barcelos e a Fundação PT. Fundação Calouste Gulbenkian também deu uma
ajuda.
Instalada na margem esquerda do rio Cávado, uma antiga cabine
telefónica foi convertida na mais pequena biblioteca pública do país.
Inaugurada a 27 de Março, a "micro-biblioteca" tem sido elogiada por
utentes e vizinhos.
A criação deste equipamento cultural decorre do programa Livros do Cávado, uma
parceria pioneira entre a Junta de Freguesia de Barcelinhos, a Câmara
de Barcelos e a Fundação PT. Segundo o presidente da junta, José
Peixoto, a ideia é “dinamizar a zona ribeirinha” da freguesia,
“complementar a biblioteca da junta” e “incentivar a leitura”. “Deve ser
uma montra da nossa biblioteca interior”, acrescentou.
A ideia de
converter a cabine, de estilo inglês, para este efeito partiu da junta
de freguesia, mas foi a Fundação PT que se encarregou de restaurar “por
completo” a réplica londrina,e de a transportar de Lisboa para
Barcelinhos. “Sem essa ajuda seria impossível”, disse José Peixoto. A
Fundação Calouste Gulbenkian também contribuiu, atribuindo um subsídio
de 300 euros para a aquisição de publicações. Os munícipes e fregueses
também podem ajudar, doando livros à micro-biblioteca. “Já está criada
uma base de dados para registar todos os livros recolhidos”, acrescentou
o autarca.
O número necessariamente limitado, por uma questão de
espaço, de revistas, livros e jornais do dia em exposição nas
prateleiras da pequena cabine não significa que os utentes rapidamente
descubram que aqui já não têm nada de novo para ler. As obras
disponíveis serão periodicamente renovadas com recurso aos cerca de dois
mil livros do catálogo da biblioteca da junta, em rotatividade. Ainda
assim, cabe de tudo um pouco na cabine, “desde a poesia a publicações
científicas”, e os idiomas também serão diversos, uma vez que
Barcelinhos é um ponto de passagem dos Caminhos de Santiago.
José
Peixoto garante que o reacção da população tem sido “excelente” e,
apesar de não haver ainda números actualizados, todos têm desfrutado da
micro-biblioteca. “Os caminheiros de Santiago, quando chegam de Macieira
de Rates, sentam-se nas mesas de pedra a apreciar a paisagem”, tornando
o momento propício à leitura, conta o presidente da junta. Com vista
para o rio, para a ponte medieval, e para o castelo romano, este é um
local de referência a nível paisagístico e, por isso, toda a zona
envolvente foi recuperada.
O autarca adiantou ainda que os
habitantes da freguesia “vão poder levar os livros para casa” até
durante uma semana. “Tudo de forma gratuita”, salientou. A tomar conta
da cabine, que estará aberta das 9h ao meio-dia e das 14h às 17h30, vão
estar funcionários da junta. Mas à distância, que nesta biblioteca não
há espaço que chegue para "bibliotecários": brevemente, a cabine vai
dispor de uma campainha que soará na vizinha biblioteca da junta.
Fonte: Público.pt
quarta-feira, 27 de março de 2013
Biblioteca universitária com muita calma...
3 Comentários quarta-feira, março 27, 2013
Publicado por Nuno de Matos
Assunto: biblioteca universitária, bibliotecários, utilizador
Nesta altura de férias existe em algumas bibliotecas universitárias uma espécie de alivio, é que nestas alturas as bibliotecas universitárias perdem quase todo o seu movimento.
Se para alguns o "alívio" é consequência de algum tempo para "respirar", para outros é algo mais profundo. É que ainda existem alguns profissionais nas bibliotecas que olham para os utilizadores como entidades perturbadoras, infelizmente esquecem-se que se por um lado uma biblioteca sem utilizadores é realmente um lugar calmo e organizado, por outro lado não deixa de ser, também, um lugar... morto. E para mortos só são precisos dois tipos de profissionais, o cangalheiro e o coveiro, qual deles é que querem ser?
terça-feira, 26 de março de 2013
Documentos sobre conservação e preservação
0 Comentários terça-feira, março 26, 2013
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: conservação, preservação da informação
O Getty
Conservation Institute provê uma enorme variedade de publicações sobre
conservação e preservação. Essas publicações podem ser vistas no URL:
quarta-feira, 13 de março de 2013
2º Encontro de Bibliotecas de Ensino Superior
1 Comentários quarta-feira, março 13, 2013
Publicado por Nuno de Matos
Assunto: bibliotecas universitárias, Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias
A Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas
a partir do seu grupo de trabalho de Bibliotecas de Ensino Superior
promove nos dias 6 e 7 de junho de 2013, em Aveiro, o 2º Encontro de Bibliotecas de Ensino Superior e sob lema “Partilha, Criatividade e
Engenho”.
terça-feira, 12 de março de 2013
12 de março: Dia do Bibliotecário
0 Comentários terça-feira, março 12, 2013
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: bibliotecário, Dia do Bibliotecário
terça-feira, 5 de março de 2013
Evento: O manuscrito iluminado medieval
0 Comentários terça-feira, março 05, 2013
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: Biblioteca Nacional de Portugal, manuscrito
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
Dos enciclopedistas aos bibliotecários: o acervo digital dos EUA vem aí
0 Comentários terça-feira, fevereiro 26, 2013
Publicado por Michelangelo Viana
Assunto: Acesso Digital, Acesso Livre, biblioteca digital, Bibliotecas, Digitalização, e-book
ENTREVISTA - ROBERT DARNTON
por LUCAS FERRAZ - FSP
RESUMO
Diretor do complexo de bibliotecas da Universidade Harvard [Robert Darnton] comenta o lançamento da Biblioteca Pública Digital dos EUA, em abri [de 2013], que vai pôr em rede o acervo em domínio público de dezenas de bibliotecas acadêmicas. Criado como antítese do Google Books, o projeto da DPLA é financiado por recursos privados.
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O iluminismo é o principal tema de estudo do historiador americano Robert
Darnton, 73, autor de vários títulos sobre como a difusão do conhecimento
alimentou revoluções no século 18. É de certa forma inspirado nos ideais dos
enciclopedistas que Darnton comanda ele também uma revolução.
Como diretor do imenso complexo de bibliotecas da Universidade Harvard, ele encabeça a criação da DPLA (Digital Public Library of America, sigla para biblioteca pública digital americana), que a partir de abril [de 2013] vai reunir e compartilhar gratuitamente na internet o acervo e obras de milhares de bibliotecas e universidades do país.
A DPLA é a resposta de Darnton e da academia à violação de direitos autorais representada pelo Google Books, que lucra com os livros repassados para a rede.
"Vamos fazer diferente", diz Darnton, que vê a biblioteca digital como o seu projeto mais ambicioso, algo a ser feito "por séculos".
O debate em torno do livro na era das tecnologias digitais foi tema de "A Questão dos Livros", coletânea de textos que lançou no Brasil em 2010, pela Companhia das Letras. Pela mesma editora, lançou no ano passado "O Diabo na Água Benta", no qual aborda outro assunto importante em sua produção intelectual, o jornalismo - em especial, a imprensa clandestina que veiculava insultos e difamações mas também denúncias políticas de um e outro lado do canal da Mancha no século 18.
Irmão e filho de jornalistas, diz manter o encanto pelo ofício, que chegou a exercer nos anos 1960: foi repórter de polícia do "The New York Times" e teve como colega de editoria um dos maiores jornalistas americanos vivos, Gay Talese - de quem diz não ser muito fã.
Em seu escritório na Wadsworth House, no campus de Harvard, onde recebeu a Folha para esta entrevista, Darnton comentou algumas obras que retratam a história do jornalismo nos Estados Unidos. Seu pai, Byron Darnton, é citado em várias delas. Ao cobrir para o "New York Times" a Segunda Guerra Mundial (1939-45) no Pacífico, Byron foi atingido num bombardeio e tornou-se um dos primeiros jornalistas americanos mortos no conflito.
Folha - Como estão os preparativos para o lançamento da DPLA, que o sr. anunciou para abril?
Robert Darnton - Não queremos gerar falsas expectativas: de início não teremos todo o material digitalizado. Levará tempo. Teremos 2 milhões de livros liberados pelo domínio público. Vamos começar modestamente. Espero que cresça mais e mais. É um trabalho que deve ser feito por séculos.
O início envolve a digitalização de coleções especiais, principalmente as de Harvard. Temos uma enorme quantidade delas nas 73 bibliotecas da universidade, são mais de 18 milhões de volumes. Estamos escaneando livros, manuscritos e fotografias de diferentes assuntos.
Há acervos sobre mulheres, imigrações e obras sobre doenças epidêmicas, por exemplo; e há coleções históricas importantes, sobre a era medieval e sobre fotografia, com imagens da Lua e da escravidão, como fotos de escravos que nasceram na África e foram levados para os EUA.
Qual o maior problema que estão encontrando?
Montamos um escritório para discutir a questão legal e convidamos pessoas de diferentes instituições, de várias partes do país, que costumam enfrentar o mesmo tipo de problema: o óbvio, dinheiro, além de dúvidas relativas à tecnologia, à organização, ao conteúdo digitalizado e ao público que vai utilizar tudo isso. Mas a questão legal é a mais importante. Não podemos violar os direitos autorais.
A ideia é que a DPLA seja a antítese do Google Books?
Exatamente. O Google tenta fazer a mesma coisa, mas sob a lógica do lucro. O Google veio a Harvard para discutir a cópia de livros, quando eles começaram a digitalização. Eles também foram à NYPL (sigla em inglês da Biblioteca Pública de Nova York) e às universidades Stanford, do Michigan e da Califórnia.
Harvard disse que eles poderiam digitalizar alguns livros -aqueles em domínio público, não os protegidos por lei. Mas as demais universidades deram permissão para que copiassem o que quisessem, e eles começaram a fazer isso.
A Liga dos Autores e a Associação Americana de Editoras foram à Justiça contra a empresa. Após três anos de negociação secreta, fecharam um acordo com o Google, mas a Justiça de Nova York vetou, por entender que infringia a lei de direitos autorais.
Vamos fazer diferente, não vamos ganhar dinheiro, queremos apenas servir o público com livros abertos na internet.
Quantas bibliotecas e universidades americanas terão acervos digitalizados na DPLA?
Não tenho ainda um número certo, mas são milhares. Todas as bibliotecas abertas para pesquisa no país estarão envolvidas. Mas levará tempo: no início, serão todas as que já têm material digitalizado. Obviamente, todas que tiverem coleções anteriores a 1923 poderão participar.
A DPLA poderá usar livros publicados após 1923, se autores e editoras concordarem com a abertura das obras na internet, gratuitamente?
Sim, temos um programa para tentar convencê-los a ceder obras para a base da DPLA. Muitos livros deixam de ser lidos após alguns meses no mercado; eles morrem. Autores, claro, querem leitores. A maioria das obras não tem valor financeiro cinco ou seis anos depois da publicação, e os proprietários dos direitos podem ficar felizes ao ver seus livros disponíveis.
O fato de que as universidades e instituições envolvidas no projeto da DPLA tenham visões diferentes sobre o futuro do livro e sobre como usar a internet não é um problema?
É um problema potencial. Mas há coisas sendo feitas. Há uma coalizão de fundações, que vão nos prover dinheiro, e há as bibliotecas e universidades, que vão disponibilizar os acervos.
Estamos concebendo uma estrutura tecnológica que permita harmonizar todas as coleções digitais em um mesmo sistema. Superada essa questão, será o momento de reunir livros e coleções, por exemplo, do Alabama e da Dakota do Norte numa mesma base. É muito trabalho.
O site já está funcionando experimentalmente, mas ainda não há nada aberto ao público. No dia 18 de abril [de 2013] vamos lançá-lo com uma cerimônia na Biblioteca Pública de Boston.
O governo norte-americano não apoia a DPLA?
Não, é um projeto completamente independente do governo, gerido por fundações privadas. Não há envolvimento público.
A principal política, mesmo nas universidades privadas como Harvard, é abrir as bibliotecas para compartilhar conhecimento intelectual ao redor dos Estados Unidos e do mundo.
É difícil para as pessoas da Europa ou da América Latina compreenderem, porque muita gente fora dos EUA, para tocar esse tipo de projeto, depende do governo. Mas este é um país em que não devemos ter fé no governo ou no Congresso para prover um bom serviço gratuito ao público.
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Como diretor do imenso complexo de bibliotecas da Universidade Harvard, ele encabeça a criação da DPLA (Digital Public Library of America, sigla para biblioteca pública digital americana), que a partir de abril [de 2013] vai reunir e compartilhar gratuitamente na internet o acervo e obras de milhares de bibliotecas e universidades do país.
A DPLA é a resposta de Darnton e da academia à violação de direitos autorais representada pelo Google Books, que lucra com os livros repassados para a rede.
"Vamos fazer diferente", diz Darnton, que vê a biblioteca digital como o seu projeto mais ambicioso, algo a ser feito "por séculos".
O debate em torno do livro na era das tecnologias digitais foi tema de "A Questão dos Livros", coletânea de textos que lançou no Brasil em 2010, pela Companhia das Letras. Pela mesma editora, lançou no ano passado "O Diabo na Água Benta", no qual aborda outro assunto importante em sua produção intelectual, o jornalismo - em especial, a imprensa clandestina que veiculava insultos e difamações mas também denúncias políticas de um e outro lado do canal da Mancha no século 18.
Irmão e filho de jornalistas, diz manter o encanto pelo ofício, que chegou a exercer nos anos 1960: foi repórter de polícia do "The New York Times" e teve como colega de editoria um dos maiores jornalistas americanos vivos, Gay Talese - de quem diz não ser muito fã.
Em seu escritório na Wadsworth House, no campus de Harvard, onde recebeu a Folha para esta entrevista, Darnton comentou algumas obras que retratam a história do jornalismo nos Estados Unidos. Seu pai, Byron Darnton, é citado em várias delas. Ao cobrir para o "New York Times" a Segunda Guerra Mundial (1939-45) no Pacífico, Byron foi atingido num bombardeio e tornou-se um dos primeiros jornalistas americanos mortos no conflito.
Folha - Como estão os preparativos para o lançamento da DPLA, que o sr. anunciou para abril?
Robert Darnton - Não queremos gerar falsas expectativas: de início não teremos todo o material digitalizado. Levará tempo. Teremos 2 milhões de livros liberados pelo domínio público. Vamos começar modestamente. Espero que cresça mais e mais. É um trabalho que deve ser feito por séculos.
O início envolve a digitalização de coleções especiais, principalmente as de Harvard. Temos uma enorme quantidade delas nas 73 bibliotecas da universidade, são mais de 18 milhões de volumes. Estamos escaneando livros, manuscritos e fotografias de diferentes assuntos.
Há acervos sobre mulheres, imigrações e obras sobre doenças epidêmicas, por exemplo; e há coleções históricas importantes, sobre a era medieval e sobre fotografia, com imagens da Lua e da escravidão, como fotos de escravos que nasceram na África e foram levados para os EUA.
Qual o maior problema que estão encontrando?
Montamos um escritório para discutir a questão legal e convidamos pessoas de diferentes instituições, de várias partes do país, que costumam enfrentar o mesmo tipo de problema: o óbvio, dinheiro, além de dúvidas relativas à tecnologia, à organização, ao conteúdo digitalizado e ao público que vai utilizar tudo isso. Mas a questão legal é a mais importante. Não podemos violar os direitos autorais.
A ideia é que a DPLA seja a antítese do Google Books?
Exatamente. O Google tenta fazer a mesma coisa, mas sob a lógica do lucro. O Google veio a Harvard para discutir a cópia de livros, quando eles começaram a digitalização. Eles também foram à NYPL (sigla em inglês da Biblioteca Pública de Nova York) e às universidades Stanford, do Michigan e da Califórnia.
Harvard disse que eles poderiam digitalizar alguns livros -aqueles em domínio público, não os protegidos por lei. Mas as demais universidades deram permissão para que copiassem o que quisessem, e eles começaram a fazer isso.
A Liga dos Autores e a Associação Americana de Editoras foram à Justiça contra a empresa. Após três anos de negociação secreta, fecharam um acordo com o Google, mas a Justiça de Nova York vetou, por entender que infringia a lei de direitos autorais.
Vamos fazer diferente, não vamos ganhar dinheiro, queremos apenas servir o público com livros abertos na internet.
Quantas bibliotecas e universidades americanas terão acervos digitalizados na DPLA?
Não tenho ainda um número certo, mas são milhares. Todas as bibliotecas abertas para pesquisa no país estarão envolvidas. Mas levará tempo: no início, serão todas as que já têm material digitalizado. Obviamente, todas que tiverem coleções anteriores a 1923 poderão participar.
A DPLA poderá usar livros publicados após 1923, se autores e editoras concordarem com a abertura das obras na internet, gratuitamente?
Sim, temos um programa para tentar convencê-los a ceder obras para a base da DPLA. Muitos livros deixam de ser lidos após alguns meses no mercado; eles morrem. Autores, claro, querem leitores. A maioria das obras não tem valor financeiro cinco ou seis anos depois da publicação, e os proprietários dos direitos podem ficar felizes ao ver seus livros disponíveis.
O fato de que as universidades e instituições envolvidas no projeto da DPLA tenham visões diferentes sobre o futuro do livro e sobre como usar a internet não é um problema?
É um problema potencial. Mas há coisas sendo feitas. Há uma coalizão de fundações, que vão nos prover dinheiro, e há as bibliotecas e universidades, que vão disponibilizar os acervos.
Estamos concebendo uma estrutura tecnológica que permita harmonizar todas as coleções digitais em um mesmo sistema. Superada essa questão, será o momento de reunir livros e coleções, por exemplo, do Alabama e da Dakota do Norte numa mesma base. É muito trabalho.
O site já está funcionando experimentalmente, mas ainda não há nada aberto ao público. No dia 18 de abril [de 2013] vamos lançá-lo com uma cerimônia na Biblioteca Pública de Boston.
O governo norte-americano não apoia a DPLA?
Não, é um projeto completamente independente do governo, gerido por fundações privadas. Não há envolvimento público.
A principal política, mesmo nas universidades privadas como Harvard, é abrir as bibliotecas para compartilhar conhecimento intelectual ao redor dos Estados Unidos e do mundo.
É difícil para as pessoas da Europa ou da América Latina compreenderem, porque muita gente fora dos EUA, para tocar esse tipo de projeto, depende do governo. Mas este é um país em que não devemos ter fé no governo ou no Congresso para prover um bom serviço gratuito ao público.
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Templo do livro, modelo em xeque (bibliotecas e e-books)
0 Comentários terça-feira, fevereiro 26, 2013
Publicado por Michelangelo Viana
Assunto: Bibliotecas, e-book, Empréstimo Domiciliário, livro, livro eletrônico
Divulgado no Blog Pesquisa Mundi, de Rodney Eloy em
25/02/13
Aqui, a briga é para zerar o déficit de bibliotecas. De acordo com o Censo
Nacional de Bibliotecas Municipais, de 2010, 20% das cidades não contam sequer
com uma sala de leitura. O dado é ainda mais preocupante nas escolas públicas.
O Censo Escolar mostrou que 72,5% ficam devendo esse espaço para seus alunos -
existe uma lei que determina que até 2020 essa questão seja resolvida. Outro
desafio é a conquista de novos leitores. Segundo a pesquisa Retratos da Leitura
no Brasil, 75% dos brasileiros jamais pisaram numa biblioteca. O mesmo
levantamento mostrou que 20% dos entrevistados frequentariam uma, se houvesse
livros novos. Mas nada convenceria 33% a fazer isso.
"A biblioteca não é um organismo à parte na constituição de uma sociedade: a biblioteca é reflexo dela e responde a ela. Por isso é que temos tão poucas bibliotecas no Brasil", comenta Maria Antonieta Cunha, especialista no assunto e desde 2012 à frente da Diretoria do Livro, Leitura e Literatura, órgão subordinado à Fundação Biblioteca Nacional. Mas o Brasil é, claro, um país grande e desigual, e também no que diz respeito ao acesso a livros vive, simultaneamente, passado, presente e futuro. Enquanto uns correm para resolver essas questões básicas e urgentes, outros veem o momento em que será possível emprestar um livro digital de uma biblioteca e lê-lo no e-reader, tablet ou celular.
Isso ainda está distante das bibliotecas de obras gerais - algumas oferecerem livros em domínio público para download, mas isso é simples. É, porém, realidade para estudantes da FMU (SP), Universidade de Passo Fundo (RS) e Cândido Mendes (RJ), entre outras, que usam o serviço da Minha Biblioteca, uma plataforma criada por editoras concorrentes, mas que se uniram para desbravar esse mundo novo.
Participam do consórcio quatro das cinco maiores do segmento CTP (Científico, Técnico e Profissional): Saraiva, Atlas, Grupo A e Grupo Gen. São 4 mil títulos e 2 modelos de negócios. No primeiro, a instituição de ensino paga à Minha Biblioteca um valor mensal por aluno para que eles possam ler, quando quiserem e ao mesmo tempo, todos os títulos do acervo. No segundo, disponível a partir de abril, a universidade escolhe quais títulos e quantos exemplares deseja adquirir. Se optar por cinco exemplares de determinado e-book, por exemplo, apenas cinco alunos poderão emprestá-lo simultaneamente, tal qual acontece com o livro físico.
Quando foi criada, há 18 meses, a Minha Biblioteca já tinha concorrente: a Biblioteca Virtual Universitária, do grupo Pearson que agora conta com a parceria da Artmed, Manole, Contexto, IBPEX, Papirus, Casa do Psicólogo, Ática e Scipione. Lá, são 1.400 títulos. A Companhia das Letras, que pertence ao grupo Pearson, também está no projeto. Mas não oferece seus títulos, e sim obras em domínio público.
O impasse é que, fechando com a Minha Biblioteca ou com a Biblioteca Virtual Universitária, seus estudantes só terão acesso aos livros das editoras participantes, restringindo o uso de uma bibliografia completa e diversificada. Ideal seria que as instituições tivessem as próprias plataformas e unificassem os catálogos das editoras. Mas elas se ocupam hoje de preparar seus e-books para difundir a produção de pesquisadores e alunos. Quem quiser lê-los, basta fazer o download e já ganha o arquivo. Ou seja, uma operação um pouco diversa do empréstimo de um livro. O modelo é incipiente, mas os números da editora Unesp são animadores. Desde março de 2010, quando criou o selo digital Cultura Acadêmica, já publicou 137 títulos exclusivamente em formato digital e registrou mais de 299 mil downloads. Enquanto isso, nos Estados Unidos, Robert Darnton, diretor da Biblioteca de Harvard, e sua equipe acertam os últimos detalhes da inauguração, em abril, da gigante Biblioteca Pública Digital Americana.
De volta ao Brasil, há ainda universidades e escolas que dão tablets aos alunos - caso da Estácio de Sá. A parceria para conteúdo é da Pasta do Professor, projeto criado pela Associação Brasileira de Direitos Reprográficos para coibir as cópias, e que tem a adesão de várias editoras.
A questão da remuneração é apontada por editores como um dos principais entraves para que o empréstimo de e-book para o público em geral tenha seu início no Brasil. Este é um problema que ainda não foi resolvido nos Estados Unidos e Reino Unido. Quando muito usado, o livro físico é substituído por um novo, comprado da editora. A duração de um e-book é indefinida. Por isso, os preços do produto são mais altos. Um lançamento em e-book pode custar às bibliotecas de US$ 65 a US$ 85, pelo menos quatro vezes mais do que as livrarias vendem ao consumidor.
O imbróglio é acompanhado por casas brasileiras de fora do segmento CTP, e editoras - como a Companhia das Letras, Intrínseca, Leya e as que integram a Distribuidora de Livros Digitais (DLD), entre as quais Record e Objetiva - ainda não se mobilizam pela causa. "Não temos planos imediatos para oferecer serviços de empréstimo, mas sabemos que é uma questão de tempo", diz Roberto Feith, presidente da Objetiva e do conselho da DLD. Ele conta, porém, que a distribuidora já levantou modelos operacionais e financeiros de negócio desenvolvido pelas principais editoras globais. "Existem modelos bastante diferentes entre si, mas ainda não há um consenso ou modelo predominante. Vamos observar essa evolução para, eventualmente, escolher a melhor solução para nosso mercado", diz. Ao seu lado nessa investigação está a Pasta do Professor.
Editoras assistem e esperam, e livrarias se agilizam. "Não podemos falar muito agora, mas certamente está no radar da Cultura oferecer serviços desse porte com a Koko. Estamos estudando", adianta Rodrigo Castro, diretor comercial da Livraria Cultura. É um projeto "para o ano", e deve incluir o aluguel da obra toda ou de capítulos. Com essa iniciativa, a Cultura dá um passo para o futuro ao mesmo tempo em que retorna às suas origens - foi emprestando livros que Eva Herz começou o negócio da família. A Saraiva, que tem o know-how do aluguel de filmes pela internet, também estuda o caso.
Enquanto isso não se realiza, a Nuvem de Livros, criada pela Gol Mobile em 2011, segue como a única biblioteca virtual para leitores que querem acompanhar as novidades literárias. O problema é que ela se restringe a clientes da Vivo ou de alguns outros parceiros da empresa. Para ter acesso a cerca de 7 mil conteúdos - livros representam 80% do acervo -, o assinante paga em média R$ 4,99 por mês. Hoje, são 400 mil usuários, mas Roberto Bahiense, diretor de Relações Institucionais, acredita que até o fim do semestre a biblioteca terá 1 milhão de associados. Até lá, a rede de ensino de duas cidades brasileiras terá aderido ao projeto e dará senhas a seus alunos.
Quem também se beneficia de bibliotecas virtuais são as pessoas com deficiência, já que apenas 9% das bibliotecas do País têm livros acessíveis a elas. "Nossas quase mil teleaulas já estão em libras e o próximo passo é adotar o formato Daisy para livros", conta o diretor da Nuvem de Livros. ???Adotado pelo MEC, o Daisy é um modelo internacional em que o livro vem em CD com duas funcionalidades principais: a visualização em diferentes tamanhos e a narração do texto. "A popularização do e-book beneficia pessoas cegas e com baixa visão", comenta Susi Maluf, gerente-geral da Fundação Dorina Nowill.
Outro futuro
Nem só de tecnologia é feita a biblioteca do futuro. Uma grande discussão sobre seu papel e a função do bibliotecário e dos mediadores de leitura ganha espaço no Brasil, que emprestou da Colômbia o modelo de biblioteca parque, espaço comunitário de convivência em torno do livro. A pioneira no País é a de Manguinhos, aberta em 2010. Depois vieram a de Niterói e a da Rocinha, que estava agitada na sexta-feira véspera de carnaval: crianças corriam cantando pelos cinco andares do prédio, faziam fila para usar a internet, se esparramavam nos sofás para ver um filme. Enquanto isso, José Cleyton, de 15 anos, tímido, chegava para devolver os cinco livros que tinha emprestado e para escolher mais alguns. Ele é leitor novo - descobriu o mundo da literatura há seis meses, quando a biblioteca foi inaugurada e foi conferir a novidade com o irmão.
Apesar da insistência da mãe para que lesse mais e dos conselhos de um professor, que dizia que a leitura tornava as pessoas mais inteligentes, Cleyton, assim como muitos garotos de sua idade, achava chato ler. "Quando vi esse monte de livro pela primeira vez, fiquei muito impressionado. É tudo muito bonito. Se não fosse isso, ia ficar em casa e nunca ia saber que ler era tão bom", diz o garoto que vai descobrindo, a seu tempo, os títulos nas coloridas prateleiras. "Primeiro olho a capa para ver se o livro tem personalidade. Aí começo a ler o texto e o livro me personaliza", conta, encantado. Suas preferências? "Gosto de ler comédia e ação".
A falta de familiaridade de Cleyton com termos literários causaria estranheza a bibliotecários tradicionalistas, mas dá pistas de quem é - ou de quem poderia ser - a nova geração de frequentadores de biblioteca. Reflete também a filosofia do espaço que ele frequenta. "Nossas bibliotecas têm o livro como ponto de referência de conhecimento. Nelas, os usuários têm a possibilidade de ler um roteiro, participar de uma oficina de narrativas cênicas e de assistir ao filme. O desenvolvimento cultural fica mais fácil assim", explica Vera Saboya, superintendente da Leitura e do Conhecimento da Secretaria de Cultura do Estado do Rio. O modelo continua dando cria. Será inaugurada ainda este ano um outro exemplar no Morro do Alemão. E já está quase pronta a reforma da Biblioteca Pública do Estado, que reabre logo mais com essa nova filosofia. A ideia é ter ainda bibliotecas parque nas principais regiões fluminenses.
Construída onde antes era o presídio do Carandiru, a moderna Biblioteca de São Paulo completou esta semana três anos e já pensa em ampliar seus espaços para ter, por exemplo, mais salas de cursos. Lá, os visitantes podem usar os e-readers da instituição, mas a oferta de e-books é restrita à obras de domínio público. "Os e-readers não têm tanta procura como imaginávamos", conta Adriana Cybele Ferrari, coordenadora da Unidade de Bibliotecas e Leitura da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo. "Muitos associam o futuro das bibliotecas com o livro eletrônico, mas o futuro é elas acontecerem de verdade como espaços de pessoas, de difusão, de reunião, de conhecimento", avalia.
A atual fase da era digital, marcada pela expansão do
mercado de e-books, vem acentuando o debate sobre o destino das bibliotecas
tradicionais - e o seu incontornável impacto na formação de leitores
Maria Fernanda Rodrigues | O Estado de S. Paulo
Bibliotecários do Reino Unido ficaram em polvorosa com uma recente declaração do escritor inglês Terry Deary. Autor de obras infantis e juvenis, publicadas inclusive no Brasil, ele disse: "As bibliotecas tiveram seu momento. Elas são uma ideia vitoriana e estamos na era digital. Ou mudam e se adaptam ou deverão ser fechadas. Muito da chiadeira atual é sentimentalismo". A realidade de seu país em crise, onde as bibliotecas sofrem com corte de verba e encerramento de atividades e brigam com editoras pela questão do empréstimo de e-books, é bem diferente da brasileira.
Maria Fernanda Rodrigues | O Estado de S. Paulo
Bibliotecários do Reino Unido ficaram em polvorosa com uma recente declaração do escritor inglês Terry Deary. Autor de obras infantis e juvenis, publicadas inclusive no Brasil, ele disse: "As bibliotecas tiveram seu momento. Elas são uma ideia vitoriana e estamos na era digital. Ou mudam e se adaptam ou deverão ser fechadas. Muito da chiadeira atual é sentimentalismo". A realidade de seu país em crise, onde as bibliotecas sofrem com corte de verba e encerramento de atividades e brigam com editoras pela questão do empréstimo de e-books, é bem diferente da brasileira.
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| Márcio Fernandes/AE Frequentadores da Biblioteca de São Paulo leem no papel e na tela de um e-reader |
"A biblioteca não é um organismo à parte na constituição de uma sociedade: a biblioteca é reflexo dela e responde a ela. Por isso é que temos tão poucas bibliotecas no Brasil", comenta Maria Antonieta Cunha, especialista no assunto e desde 2012 à frente da Diretoria do Livro, Leitura e Literatura, órgão subordinado à Fundação Biblioteca Nacional. Mas o Brasil é, claro, um país grande e desigual, e também no que diz respeito ao acesso a livros vive, simultaneamente, passado, presente e futuro. Enquanto uns correm para resolver essas questões básicas e urgentes, outros veem o momento em que será possível emprestar um livro digital de uma biblioteca e lê-lo no e-reader, tablet ou celular.
Isso ainda está distante das bibliotecas de obras gerais - algumas oferecerem livros em domínio público para download, mas isso é simples. É, porém, realidade para estudantes da FMU (SP), Universidade de Passo Fundo (RS) e Cândido Mendes (RJ), entre outras, que usam o serviço da Minha Biblioteca, uma plataforma criada por editoras concorrentes, mas que se uniram para desbravar esse mundo novo.
Participam do consórcio quatro das cinco maiores do segmento CTP (Científico, Técnico e Profissional): Saraiva, Atlas, Grupo A e Grupo Gen. São 4 mil títulos e 2 modelos de negócios. No primeiro, a instituição de ensino paga à Minha Biblioteca um valor mensal por aluno para que eles possam ler, quando quiserem e ao mesmo tempo, todos os títulos do acervo. No segundo, disponível a partir de abril, a universidade escolhe quais títulos e quantos exemplares deseja adquirir. Se optar por cinco exemplares de determinado e-book, por exemplo, apenas cinco alunos poderão emprestá-lo simultaneamente, tal qual acontece com o livro físico.
Quando foi criada, há 18 meses, a Minha Biblioteca já tinha concorrente: a Biblioteca Virtual Universitária, do grupo Pearson que agora conta com a parceria da Artmed, Manole, Contexto, IBPEX, Papirus, Casa do Psicólogo, Ática e Scipione. Lá, são 1.400 títulos. A Companhia das Letras, que pertence ao grupo Pearson, também está no projeto. Mas não oferece seus títulos, e sim obras em domínio público.
O impasse é que, fechando com a Minha Biblioteca ou com a Biblioteca Virtual Universitária, seus estudantes só terão acesso aos livros das editoras participantes, restringindo o uso de uma bibliografia completa e diversificada. Ideal seria que as instituições tivessem as próprias plataformas e unificassem os catálogos das editoras. Mas elas se ocupam hoje de preparar seus e-books para difundir a produção de pesquisadores e alunos. Quem quiser lê-los, basta fazer o download e já ganha o arquivo. Ou seja, uma operação um pouco diversa do empréstimo de um livro. O modelo é incipiente, mas os números da editora Unesp são animadores. Desde março de 2010, quando criou o selo digital Cultura Acadêmica, já publicou 137 títulos exclusivamente em formato digital e registrou mais de 299 mil downloads. Enquanto isso, nos Estados Unidos, Robert Darnton, diretor da Biblioteca de Harvard, e sua equipe acertam os últimos detalhes da inauguração, em abril, da gigante Biblioteca Pública Digital Americana.
De volta ao Brasil, há ainda universidades e escolas que dão tablets aos alunos - caso da Estácio de Sá. A parceria para conteúdo é da Pasta do Professor, projeto criado pela Associação Brasileira de Direitos Reprográficos para coibir as cópias, e que tem a adesão de várias editoras.
A questão da remuneração é apontada por editores como um dos principais entraves para que o empréstimo de e-book para o público em geral tenha seu início no Brasil. Este é um problema que ainda não foi resolvido nos Estados Unidos e Reino Unido. Quando muito usado, o livro físico é substituído por um novo, comprado da editora. A duração de um e-book é indefinida. Por isso, os preços do produto são mais altos. Um lançamento em e-book pode custar às bibliotecas de US$ 65 a US$ 85, pelo menos quatro vezes mais do que as livrarias vendem ao consumidor.
O imbróglio é acompanhado por casas brasileiras de fora do segmento CTP, e editoras - como a Companhia das Letras, Intrínseca, Leya e as que integram a Distribuidora de Livros Digitais (DLD), entre as quais Record e Objetiva - ainda não se mobilizam pela causa. "Não temos planos imediatos para oferecer serviços de empréstimo, mas sabemos que é uma questão de tempo", diz Roberto Feith, presidente da Objetiva e do conselho da DLD. Ele conta, porém, que a distribuidora já levantou modelos operacionais e financeiros de negócio desenvolvido pelas principais editoras globais. "Existem modelos bastante diferentes entre si, mas ainda não há um consenso ou modelo predominante. Vamos observar essa evolução para, eventualmente, escolher a melhor solução para nosso mercado", diz. Ao seu lado nessa investigação está a Pasta do Professor.
Editoras assistem e esperam, e livrarias se agilizam. "Não podemos falar muito agora, mas certamente está no radar da Cultura oferecer serviços desse porte com a Koko. Estamos estudando", adianta Rodrigo Castro, diretor comercial da Livraria Cultura. É um projeto "para o ano", e deve incluir o aluguel da obra toda ou de capítulos. Com essa iniciativa, a Cultura dá um passo para o futuro ao mesmo tempo em que retorna às suas origens - foi emprestando livros que Eva Herz começou o negócio da família. A Saraiva, que tem o know-how do aluguel de filmes pela internet, também estuda o caso.
Enquanto isso não se realiza, a Nuvem de Livros, criada pela Gol Mobile em 2011, segue como a única biblioteca virtual para leitores que querem acompanhar as novidades literárias. O problema é que ela se restringe a clientes da Vivo ou de alguns outros parceiros da empresa. Para ter acesso a cerca de 7 mil conteúdos - livros representam 80% do acervo -, o assinante paga em média R$ 4,99 por mês. Hoje, são 400 mil usuários, mas Roberto Bahiense, diretor de Relações Institucionais, acredita que até o fim do semestre a biblioteca terá 1 milhão de associados. Até lá, a rede de ensino de duas cidades brasileiras terá aderido ao projeto e dará senhas a seus alunos.
Quem também se beneficia de bibliotecas virtuais são as pessoas com deficiência, já que apenas 9% das bibliotecas do País têm livros acessíveis a elas. "Nossas quase mil teleaulas já estão em libras e o próximo passo é adotar o formato Daisy para livros", conta o diretor da Nuvem de Livros. ???Adotado pelo MEC, o Daisy é um modelo internacional em que o livro vem em CD com duas funcionalidades principais: a visualização em diferentes tamanhos e a narração do texto. "A popularização do e-book beneficia pessoas cegas e com baixa visão", comenta Susi Maluf, gerente-geral da Fundação Dorina Nowill.
Outro futuro
Nem só de tecnologia é feita a biblioteca do futuro. Uma grande discussão sobre seu papel e a função do bibliotecário e dos mediadores de leitura ganha espaço no Brasil, que emprestou da Colômbia o modelo de biblioteca parque, espaço comunitário de convivência em torno do livro. A pioneira no País é a de Manguinhos, aberta em 2010. Depois vieram a de Niterói e a da Rocinha, que estava agitada na sexta-feira véspera de carnaval: crianças corriam cantando pelos cinco andares do prédio, faziam fila para usar a internet, se esparramavam nos sofás para ver um filme. Enquanto isso, José Cleyton, de 15 anos, tímido, chegava para devolver os cinco livros que tinha emprestado e para escolher mais alguns. Ele é leitor novo - descobriu o mundo da literatura há seis meses, quando a biblioteca foi inaugurada e foi conferir a novidade com o irmão.
Apesar da insistência da mãe para que lesse mais e dos conselhos de um professor, que dizia que a leitura tornava as pessoas mais inteligentes, Cleyton, assim como muitos garotos de sua idade, achava chato ler. "Quando vi esse monte de livro pela primeira vez, fiquei muito impressionado. É tudo muito bonito. Se não fosse isso, ia ficar em casa e nunca ia saber que ler era tão bom", diz o garoto que vai descobrindo, a seu tempo, os títulos nas coloridas prateleiras. "Primeiro olho a capa para ver se o livro tem personalidade. Aí começo a ler o texto e o livro me personaliza", conta, encantado. Suas preferências? "Gosto de ler comédia e ação".
A falta de familiaridade de Cleyton com termos literários causaria estranheza a bibliotecários tradicionalistas, mas dá pistas de quem é - ou de quem poderia ser - a nova geração de frequentadores de biblioteca. Reflete também a filosofia do espaço que ele frequenta. "Nossas bibliotecas têm o livro como ponto de referência de conhecimento. Nelas, os usuários têm a possibilidade de ler um roteiro, participar de uma oficina de narrativas cênicas e de assistir ao filme. O desenvolvimento cultural fica mais fácil assim", explica Vera Saboya, superintendente da Leitura e do Conhecimento da Secretaria de Cultura do Estado do Rio. O modelo continua dando cria. Será inaugurada ainda este ano um outro exemplar no Morro do Alemão. E já está quase pronta a reforma da Biblioteca Pública do Estado, que reabre logo mais com essa nova filosofia. A ideia é ter ainda bibliotecas parque nas principais regiões fluminenses.
Construída onde antes era o presídio do Carandiru, a moderna Biblioteca de São Paulo completou esta semana três anos e já pensa em ampliar seus espaços para ter, por exemplo, mais salas de cursos. Lá, os visitantes podem usar os e-readers da instituição, mas a oferta de e-books é restrita à obras de domínio público. "Os e-readers não têm tanta procura como imaginávamos", conta Adriana Cybele Ferrari, coordenadora da Unidade de Bibliotecas e Leitura da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo. "Muitos associam o futuro das bibliotecas com o livro eletrônico, mas o futuro é elas acontecerem de verdade como espaços de pessoas, de difusão, de reunião, de conhecimento", avalia.
Lançamento: Ordenações Manuelinas 500 anos depois
0 Comentários terça-feira, fevereiro 26, 2013
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: informação jurídica
Lançamento: 28
de fevereiro de 2013.
Local:
Biblioteca Nacional de Portugal, Auditório.
Apresentação da
obra de João José Alves Dias por Martim de Albuquerque.
São conhecidos com o nome de
Ordenações Manuelinas os três sistemas de preceitos jurídicos impressos, em
cinco livros: o primeiro, de 1512-13 (teve uma reedição com correções pontuais,
em 1514); o segundo sistema, posterior a 1516 e anterior a 1520 (de que apenas
se conhecem fragmentos recentemente descobertos); e o terceiro sistema, de 1521
(com quatro edições e diferentes reimpressões de cada uma delas, entre 1521 e
1603). Constituem o primeiro grande conjunto legislativo e normativo do
Portugal Quinhentista. Ao mesmo tempo em que compilavam, reduziram a um único
corpo o direito medieval português.
Durante o período que estiveram
em vigor, 1512-1513 a 1603, as três sistematizações tiveram diferentes edições
que até hoje não se encontram cabalmente conhecidas nem estudadas.
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
Biblioteca da Universidade de Coimbra é referência internacional
0 Comentários terça-feira, fevereiro 12, 2013
Publicado por Paulo Barreiro de Sousa
Assunto: Biblioteca da Universidade de Coimbra, biblioteca universitária
O presidente da República considerou, esta terça-feira, que a
comemoração dos 500 anos da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra
representa um motivo de orgulho e uma referência internacional para o
mundo académico lusófono.
A comemoração dos 500 anos da Biblioteca Geral representa "um motivo
de orgulho" para os portugueses e "uma referência internacional de valor
incalculável, muito especialmente no mundo académico lusófono",
considerou o presidente da República.
Numa carta enviada ao
reitor da Universidade de Coimbra, Cavaco Silva congratulou-se com a
celebração de uma data "tão importante" quer para história do país, quer
para a história das instituições universitárias na Europa e no mundo.
Herdeira
da Casa da Livraria, mencionada numa ata de 12 de fevereiro de 1513,
quando a Universidade portuguesa funcionava em Lisboa, a Biblioteca
Geral promove, a partir desta terça-feira, um programa comemorativo do
500 anos, que termina com um congresso internacional, em janeiro de
2014.
O presidente da República destacou que a Biblioteca da
Universidade de Coimbra tem sido um "instrumento privilegiado da
cultura, do saber e da arte", sobretudo "após a construção das
magníficas instalações com que a dotou o rei D. João V".
Cavaco
Silva sublinhou ainda que passaram pela Biblioteca alguns "dos grandes
mestres da Renascença europeia", que nela estudaram "sucessivas gerações
da elite nacional" e que nela se formaram muitos dos que "viriam a
fundar e a contribuir para o desenvolvimento dos Estados que integram
hoje a comunidade lusófona".
Fonte: JN
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
Livros eletrônicos de Biblioteconomia
0 Comentários segunda-feira, fevereiro 04, 2013
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: Biblioteconomia, livro eletrônico
A
Associação dos Bibliotecários de Goiás disponibiliza, em sua página, novos
e-books das áreas de Biblioteconomia, Arquivologia e Ciência da Informação.
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
A busca avançada irá desaparecer?
0 Comentários sexta-feira, fevereiro 01, 2013
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: mecanismo de busca
Greg Notess, um dos
gurus da internet, publicou um artigo abordando a busca/pesquisa avançada
disponível na maioria dos mecanismos/motores de busca.
A sua conclusão não foi
nada animadora: “Os links para pesquisa
avançada na página inicial dos mecanismos
de busca estão em declínio, e o uso do termo pode também estar desaparecendo.
(...) é provável que esse recurso seja apenas um menor foco
de qualquer empresa de pesquisa na internet tendo em vista que os usuários usam muito
pouco esses recursos avançados".
Referência: Notess, Greg R. Advanced Search in Retreat. Online, v. 36, n. 2, p. 43, March/April
2012.
Texto completo
disponível no URL: www.infotoday.com/online/mar12/On-the-Net-Advanced-Search-in-Retreat.shtml
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