quarta-feira, 27 de março de 2013

Biblioteca universitária com muita calma...


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Nesta altura de férias existe em algumas bibliotecas universitárias uma espécie de alivio, é que nestas alturas as bibliotecas universitárias perdem quase todo o seu movimento. 
Se para alguns o "alívio" é consequência de algum tempo para "respirar", para outros é algo mais profundo. É que ainda existem alguns profissionais nas bibliotecas que olham para os utilizadores como entidades perturbadoras, infelizmente esquecem-se que se por um lado uma biblioteca sem utilizadores é realmente um lugar calmo e organizado, por outro lado não deixa de ser, também, um lugar... morto. E para mortos só são precisos dois tipos de profissionais, o cangalheiro e o coveiro, qual deles é que querem ser?

terça-feira, 26 de março de 2013

Documentos sobre conservação e preservação


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O Getty Conservation Institute provê uma enorme variedade de publicações sobre conservação e preservação. Essas publicações podem ser vistas no URL:

quarta-feira, 13 de março de 2013

2º Encontro de Bibliotecas de Ensino Superior


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A Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas a partir do seu grupo de trabalho de Bibliotecas de Ensino Superior promove nos dias 6 e 7 de junho de 2013, em Aveiro, o 2º Encontro de Bibliotecas de Ensino Superior e sob lema “Partilha, Criatividade e Engenho”.

terça-feira, 12 de março de 2013

12 de março: Dia do Bibliotecário


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Fonte: Conselho Federal de Biblioteconomia.

terça-feira, 5 de março de 2013

Evento: O manuscrito iluminado medieval


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terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Dos enciclopedistas aos bibliotecários: o acervo digital dos EUA vem aí


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ENTREVISTA - ROBERT DARNTON

por LUCAS FERRAZ - FSP

RESUMO
Diretor do complexo de bibliotecas da Universidade Harvard [Robert Darnton] comenta o lançamento da Biblioteca Pública Digital dos EUA, em abri [de 2013], que vai pôr em rede o acervo em domínio público de dezenas de bibliotecas acadêmicas. Criado como antítese do Google Books, o projeto da DPLA é financiado por recursos privados.

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O iluminismo é o principal tema de estudo do historiador americano Robert Darnton, 73, autor de vários títulos sobre como a difusão do conhecimento alimentou revoluções no século 18. É de certa forma inspirado nos ideais dos enciclopedistas que Darnton comanda ele também uma revolução.

Como diretor do imenso complexo de bibliotecas da Universidade Harvard, ele encabeça a criação da DPLA (Digital Public Library of America, sigla para biblioteca pública digital americana), que a partir de abril [de 2013] vai reunir e compartilhar gratuitamente na internet o acervo e obras de milhares de bibliotecas e universidades do país.

A DPLA é a resposta de Darnton e da academia à violação de direitos autorais representada pelo Google Books, que lucra com os livros repassados para a rede.

"Vamos fazer diferente", diz Darnton, que vê a biblioteca digital como o seu projeto mais ambicioso, algo a ser feito "por séculos".

O debate em torno do livro na era das tecnologias digitais foi tema de "A Questão dos Livros", coletânea de textos que lançou no Brasil em 2010, pela Companhia das Letras. Pela mesma editora, lançou no ano passado "O Diabo na Água Benta", no qual aborda outro assunto importante em sua produção intelectual, o jornalismo - em especial, a imprensa clandestina que veiculava insultos e difamações mas também denúncias políticas de um e outro lado do canal da Mancha no século 18.

Irmão e filho de jornalistas, diz manter o encanto pelo ofício, que chegou a exercer nos anos 1960: foi repórter de polícia do "The New York Times" e teve como colega de editoria um dos maiores jornalistas americanos vivos, Gay Talese - de quem diz não ser muito fã.

Em seu escritório na Wadsworth House, no campus de Harvard, onde recebeu a Folha para esta entrevista, Darnton comentou algumas obras que retratam a história do jornalismo nos Estados Unidos. Seu pai, Byron Darnton, é citado em várias delas. Ao cobrir para o "New York Times" a Segunda Guerra Mundial (1939-45) no Pacífico, Byron foi atingido num bombardeio e tornou-se um dos primeiros jornalistas americanos mortos no conflito.

Folha - Como estão os preparativos para o lançamento da DPLA, que o sr. anunciou para abril?
Robert Darnton - Não queremos gerar falsas expectativas: de início não teremos todo o material digitalizado. Levará tempo. Teremos 2 milhões de livros liberados pelo domínio público. Vamos começar modestamente. Espero que cresça mais e mais. É um trabalho que deve ser feito por séculos.
O início envolve a digitalização de coleções especiais, principalmente as de Harvard. Temos uma enorme quantidade delas nas 73 bibliotecas da universidade, são mais de 18 milhões de volumes. Estamos escaneando livros, manuscritos e fotografias de diferentes assuntos.
Há acervos sobre mulheres, imigrações e obras sobre doenças epidêmicas, por exemplo; e há coleções históricas importantes, sobre a era medieval e sobre fotografia, com imagens da Lua e da escravidão, como fotos de escravos que nasceram na África e foram levados para os EUA.

Qual o maior problema que estão encontrando?
Montamos um escritório para discutir a questão legal e convidamos pessoas de diferentes instituições, de várias partes do país, que costumam enfrentar o mesmo tipo de problema: o óbvio, dinheiro, além de dúvidas relativas à tecnologia, à organização, ao conteúdo digitalizado e ao público que vai utilizar tudo isso. Mas a questão legal é a mais importante. Não podemos violar os direitos autorais.

A ideia é que a DPLA seja a antítese do Google Books?
Exatamente. O Google tenta fazer a mesma coisa, mas sob a lógica do lucro. O Google veio a Harvard para discutir a cópia de livros, quando eles começaram a digitalização. Eles também foram à NYPL (sigla em inglês da Biblioteca Pública de Nova York) e às universidades Stanford, do Michigan e da Califórnia.
Harvard disse que eles poderiam digitalizar alguns livros -aqueles em domínio público, não os protegidos por lei. Mas as demais universidades deram permissão para que copiassem o que quisessem, e eles começaram a fazer isso.
A Liga dos Autores e a Associação Americana de Editoras foram à Justiça contra a empresa. Após três anos de negociação secreta, fecharam um acordo com o Google, mas a Justiça de Nova York vetou, por entender que infringia a lei de direitos autorais.
Vamos fazer diferente, não vamos ganhar dinheiro, queremos apenas servir o público com livros abertos na internet.

Quantas bibliotecas e universidades americanas terão acervos digitalizados na DPLA?
Não tenho ainda um número certo, mas são milhares. Todas as bibliotecas abertas para pesquisa no país estarão envolvidas. Mas levará tempo: no início, serão todas as que já têm material digitalizado. Obviamente, todas que tiverem coleções anteriores a 1923 poderão participar.

A DPLA poderá usar livros publicados após 1923, se autores e editoras concordarem com a abertura das obras na internet, gratuitamente?
Sim, temos um programa para tentar convencê-los a ceder obras para a base da DPLA. Muitos livros deixam de ser lidos após alguns meses no mercado; eles morrem. Autores, claro, querem leitores. A maioria das obras não tem valor financeiro cinco ou seis anos depois da publicação, e os proprietários dos direitos podem ficar felizes ao ver seus livros disponíveis.

O fato de que as universidades e instituições envolvidas no projeto da DPLA tenham visões diferentes sobre o futuro do livro e sobre como usar a internet não é um problema?
É um problema potencial. Mas há coisas sendo feitas. Há uma coalizão de fundações, que vão nos prover dinheiro, e há as bibliotecas e universidades, que vão disponibilizar os acervos.
Estamos concebendo uma estrutura tecnológica que permita harmonizar todas as coleções digitais em um mesmo sistema. Superada essa questão, será o momento de reunir livros e coleções, por exemplo, do Alabama e da Dakota do Norte numa mesma base. É muito trabalho.
O site já está funcionando experimentalmente, mas ainda não há nada aberto ao público. No dia 18 de abril [de 2013] vamos lançá-lo com uma cerimônia na Biblioteca Pública de Boston.

O governo norte-americano não apoia a DPLA?
Não, é um projeto completamente independente do governo, gerido por fundações privadas. Não há envolvimento público.
A principal política, mesmo nas universidades privadas como Harvard, é abrir as bibliotecas para compartilhar conhecimento intelectual ao redor dos Estados Unidos e do mundo.
É difícil para as pessoas da Europa ou da América Latina compreenderem, porque muita gente fora dos EUA, para tocar esse tipo de projeto, depende do governo. Mas este é um país em que não devemos ter fé no governo ou no Congresso para prover um bom serviço gratuito ao público.
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Templo do livro, modelo em xeque (bibliotecas e e-books)


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Divulgado no Blog Pesquisa Mundi, de Rodney Eloy em 25/02/13


A atual fase da era digital, marcada pela expansão do mercado de e-books, vem acentuando o debate sobre o destino das bibliotecas tradicionais - e o seu incontornável impacto na formação de leitores

Maria Fernanda Rodrigues | O Estado de S. Paulo

Bibliotecários do Reino Unido ficaram em polvorosa com uma recente declaração do escritor inglês Terry Deary. Autor de obras infantis e juvenis, publicadas inclusive no Brasil, ele disse: "As bibliotecas tiveram seu momento. Elas são uma ideia vitoriana e estamos na era digital. Ou mudam e se adaptam ou deverão ser fechadas. Muito da chiadeira atual é sentimentalismo". A realidade de seu país em crise, onde as bibliotecas sofrem com corte de verba e encerramento de atividades e brigam com editoras pela questão do empréstimo de e-books, é bem diferente da brasileira.
Márcio Fernandes/AE
Frequentadores da Biblioteca de São Paulo
leem no papel e na tela de um e-reader
Aqui, a briga é para zerar o déficit de bibliotecas. De acordo com o Censo Nacional de Bibliotecas Municipais, de 2010, 20% das cidades não contam sequer com uma sala de leitura. O dado é ainda mais preocupante nas escolas públicas. O Censo Escolar mostrou que 72,5% ficam devendo esse espaço para seus alunos - existe uma lei que determina que até 2020 essa questão seja resolvida. Outro desafio é a conquista de novos leitores. Segundo a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, 75% dos brasileiros jamais pisaram numa biblioteca. O mesmo levantamento mostrou que 20% dos entrevistados frequentariam uma, se houvesse livros novos. Mas nada convenceria 33% a fazer isso.

"A biblioteca não é um organismo à parte na constituição de uma sociedade: a biblioteca é reflexo dela e responde a ela. Por isso é que temos tão poucas bibliotecas no Brasil", comenta Maria Antonieta Cunha, especialista no assunto e desde 2012 à frente da Diretoria do Livro, Leitura e Literatura, órgão subordinado à Fundação Biblioteca Nacional. Mas o Brasil é, claro, um país grande e desigual, e também no que diz respeito ao acesso a livros vive, simultaneamente, passado, presente e futuro. Enquanto uns correm para resolver essas questões básicas e urgentes, outros veem o momento em que será possível emprestar um livro digital de uma biblioteca e lê-lo no e-reader, tablet ou celular.


Isso ainda está distante das bibliotecas de obras gerais - algumas oferecerem livros em domínio público para download, mas isso é simples. É, porém, realidade para estudantes da FMU (SP), Universidade de Passo Fundo (RS) e Cândido Mendes (RJ), entre outras, que usam o serviço da Minha Biblioteca, uma plataforma criada por editoras concorrentes, mas que se uniram para desbravar esse mundo novo.


Participam do consórcio quatro das cinco maiores do segmento CTP (Científico, Técnico e Profissional): Saraiva, Atlas, Grupo A e Grupo Gen. São 4 mil títulos e 2 modelos de negócios. No primeiro, a instituição de ensino paga à Minha Biblioteca um valor mensal por aluno para que eles possam ler, quando quiserem e ao mesmo tempo, todos os títulos do acervo. No segundo, disponível a partir de abril, a universidade escolhe quais títulos e quantos exemplares deseja adquirir. Se optar por cinco exemplares de determinado e-book, por exemplo, apenas cinco alunos poderão emprestá-lo simultaneamente, tal qual acontece com o livro físico.


Quando foi criada, há 18 meses, a Minha Biblioteca já tinha concorrente: a Biblioteca Virtual Universitária, do grupo Pearson que agora conta com a parceria da Artmed, Manole, Contexto, IBPEX, Papirus, Casa do Psicólogo, Ática e Scipione. Lá, são 1.400 títulos. A Companhia das Letras, que pertence ao grupo Pearson, também está no projeto. Mas não oferece seus títulos, e sim obras em domínio público.


O impasse é que, fechando com a Minha Biblioteca ou com a Biblioteca Virtual Universitária, seus estudantes só terão acesso aos livros das editoras participantes, restringindo o uso de uma bibliografia completa e diversificada. Ideal seria que as instituições tivessem as próprias plataformas e unificassem os catálogos das editoras. Mas elas se ocupam hoje de preparar seus e-books para difundir a produção de pesquisadores e alunos. Quem quiser lê-los, basta fazer o download e já ganha o arquivo. Ou seja, uma operação um pouco diversa do empréstimo de um livro. O modelo é incipiente, mas os números da editora Unesp são animadores. Desde março de 2010, quando criou o selo digital Cultura Acadêmica, já publicou 137 títulos exclusivamente em formato digital e registrou mais de 299 mil downloads. Enquanto isso, nos Estados Unidos, Robert Darnton, diretor da Biblioteca de Harvard, e sua equipe acertam os últimos detalhes da inauguração, em abril, da gigante Biblioteca Pública Digital Americana.


De volta ao Brasil, há ainda universidades e escolas que dão tablets aos alunos - caso da Estácio de Sá. A parceria para conteúdo é da Pasta do Professor, projeto criado pela Associação Brasileira de Direitos Reprográficos para coibir as cópias, e que tem a adesão de várias editoras.


A questão da remuneração é apontada por editores como um dos principais entraves para que o empréstimo de e-book para o público em geral tenha seu início no Brasil. Este é um problema que ainda não foi resolvido nos Estados Unidos e Reino Unido. Quando muito usado, o livro físico é substituído por um novo, comprado da editora. A duração de um e-book é indefinida. Por isso, os preços do produto são mais altos. Um lançamento em e-book pode custar às bibliotecas de US$ 65 a US$ 85, pelo menos quatro vezes mais do que as livrarias vendem ao consumidor.


O imbróglio é acompanhado por casas brasileiras de fora do segmento CTP, e editoras - como a Companhia das Letras, Intrínseca, Leya e as que integram a Distribuidora de Livros Digitais (DLD), entre as quais Record e Objetiva - ainda não se mobilizam pela causa. "Não temos planos imediatos para oferecer serviços de empréstimo, mas sabemos que é uma questão de tempo", diz Roberto Feith, presidente da Objetiva e do conselho da DLD. Ele conta, porém, que a distribuidora já levantou modelos operacionais e financeiros de negócio desenvolvido pelas principais editoras globais. "Existem modelos bastante diferentes entre si, mas ainda não há um consenso ou modelo predominante. Vamos observar essa evolução para, eventualmente, escolher a melhor solução para nosso mercado", diz. Ao seu lado nessa investigação está a Pasta do Professor.


Editoras assistem e esperam, e livrarias se agilizam. "Não podemos falar muito agora, mas certamente está no radar da Cultura oferecer serviços desse porte com a Koko. Estamos estudando", adianta Rodrigo Castro, diretor comercial da Livraria Cultura. É um projeto "para o ano", e deve incluir o aluguel da obra toda ou de capítulos. Com essa iniciativa, a Cultura dá um passo para o futuro ao mesmo tempo em que retorna às suas origens - foi emprestando livros que Eva Herz começou o negócio da família. A Saraiva, que tem o know-how do aluguel de filmes pela internet, também estuda o caso.


Enquanto isso não se realiza, a Nuvem de Livros, criada pela Gol Mobile em 2011, segue como a única biblioteca virtual para leitores que querem acompanhar as novidades literárias. O problema é que ela se restringe a clientes da Vivo ou de alguns outros parceiros da empresa. Para ter acesso a cerca de 7 mil conteúdos - livros representam 80% do acervo -, o assinante paga em média R$ 4,99 por mês. Hoje, são 400 mil usuários, mas Roberto Bahiense, diretor de Relações Institucionais, acredita que até o fim do semestre a biblioteca terá 1 milhão de associados. Até lá, a rede de ensino de duas cidades brasileiras terá aderido ao projeto e dará senhas a seus alunos.


Quem também se beneficia de bibliotecas virtuais são as pessoas com deficiência, já que apenas 9% das bibliotecas do País têm livros acessíveis a elas. "Nossas quase mil teleaulas já estão em libras e o próximo passo é adotar o formato Daisy para livros", conta o diretor da Nuvem de Livros. ???Adotado pelo MEC, o Daisy é um modelo internacional em que o livro vem em CD com duas funcionalidades principais: a visualização em diferentes tamanhos e a narração do texto. "A popularização do e-book beneficia pessoas cegas e com baixa visão", comenta Susi Maluf, gerente-geral da Fundação Dorina Nowill.


Outro futuro


Nem só de tecnologia é feita a biblioteca do futuro. Uma grande discussão sobre seu papel e a função do bibliotecário e dos mediadores de leitura ganha espaço no Brasil, que emprestou da Colômbia o modelo de biblioteca parque, espaço comunitário de convivência em torno do livro. A pioneira no País é a de Manguinhos, aberta em 2010. Depois vieram a de Niterói e a da Rocinha, que estava agitada na sexta-feira véspera de carnaval: crianças corriam cantando pelos cinco andares do prédio, faziam fila para usar a internet, se esparramavam nos sofás para ver um filme. Enquanto isso, José Cleyton, de 15 anos, tímido, chegava para devolver os cinco livros que tinha emprestado e para escolher mais alguns. Ele é leitor novo - descobriu o mundo da literatura há seis meses, quando a biblioteca foi inaugurada e foi conferir a novidade com o irmão.


Apesar da insistência da mãe para que lesse mais e dos conselhos de um professor, que dizia que a leitura tornava as pessoas mais inteligentes, Cleyton, assim como muitos garotos de sua idade, achava chato ler. "Quando vi esse monte de livro pela primeira vez, fiquei muito impressionado. É tudo muito bonito. Se não fosse isso, ia ficar em casa e nunca ia saber que ler era tão bom", diz o garoto que vai descobrindo, a seu tempo, os títulos nas coloridas prateleiras. "Primeiro olho a capa para ver se o livro tem personalidade. Aí começo a ler o texto e o livro me personaliza", conta, encantado. Suas preferências? "Gosto de ler comédia e ação".


A falta de familiaridade de Cleyton com termos literários causaria estranheza a bibliotecários tradicionalistas, mas dá pistas de quem é - ou de quem poderia ser - a nova geração de frequentadores de biblioteca. Reflete também a filosofia do espaço que ele frequenta. "Nossas bibliotecas têm o livro como ponto de referência de conhecimento. Nelas, os usuários têm a possibilidade de ler um roteiro, participar de uma oficina de narrativas cênicas e de assistir ao filme. O desenvolvimento cultural fica mais fácil assim", explica Vera Saboya, superintendente da Leitura e do Conhecimento da Secretaria de Cultura do Estado do Rio. O modelo continua dando cria. Será inaugurada ainda este ano um outro exemplar no Morro do Alemão. E já está quase pronta a reforma da Biblioteca Pública do Estado, que reabre logo mais com essa nova filosofia. A ideia é ter ainda bibliotecas parque nas principais regiões fluminenses.


Construída onde antes era o presídio do Carandiru, a moderna Biblioteca de São Paulo completou esta semana três anos e já pensa em ampliar seus espaços para ter, por exemplo, mais salas de cursos. Lá, os visitantes podem usar os e-readers da instituição, mas a oferta de e-books é restrita à obras de domínio público. "Os e-readers não têm tanta procura como imaginávamos", conta Adriana Cybele Ferrari, coordenadora da Unidade de Bibliotecas e Leitura da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo. "Muitos associam o futuro das bibliotecas com o livro eletrônico, mas o futuro é elas acontecerem de verdade como espaços de pessoas, de difusão, de reunião, de conhecimento", avalia. 



Lançamento: Ordenações Manuelinas 500 anos depois


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Lançamento: 28 de fevereiro de 2013.
Local: Biblioteca Nacional de Portugal, Auditório.
Apresentação da obra de João José Alves Dias por Martim de Albuquerque.
São conhecidos com o nome de Ordenações Manuelinas os três sistemas de preceitos jurídicos impressos, em cinco livros: o primeiro, de 1512-13 (teve uma reedição com correções pontuais, em 1514); o segundo sistema, posterior a 1516 e anterior a 1520 (de que apenas se conhecem fragmentos recentemente descobertos); e o terceiro sistema, de 1521 (com quatro edições e diferentes reimpressões de cada uma delas, entre 1521 e 1603). Constituem o primeiro grande conjunto legislativo e normativo do Portugal Quinhentista. Ao mesmo tempo em que compilavam, reduziram a um único corpo o direito medieval português.
Durante o período que estiveram em vigor, 1512-1513 a 1603, as três sistematizações tiveram diferentes edições que até hoje não se encontram cabalmente conhecidas nem estudadas.
 
 

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Biblioteca da Universidade de Coimbra é referência internacional


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O presidente da República considerou, esta terça-feira, que a comemoração dos 500 anos da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra representa um motivo de orgulho e uma referência internacional para o mundo académico lusófono. 

A comemoração dos 500 anos da Biblioteca Geral representa "um motivo de orgulho" para os portugueses e "uma referência internacional de valor incalculável, muito especialmente no mundo académico lusófono", considerou o presidente da República. 

Numa carta enviada ao reitor da Universidade de Coimbra, Cavaco Silva congratulou-se com a celebração de uma data "tão importante" quer para história do país, quer para a história das instituições universitárias na Europa e no mundo.

Herdeira da Casa da Livraria, mencionada numa ata de 12 de fevereiro de 1513, quando a Universidade portuguesa funcionava em Lisboa, a Biblioteca Geral promove, a partir desta terça-feira, um programa comemorativo do 500 anos, que termina com um congresso internacional, em janeiro de 2014.
O presidente da República destacou que a Biblioteca da Universidade de Coimbra tem sido um "instrumento privilegiado da cultura, do saber e da arte", sobretudo "após a construção das magníficas instalações com que a dotou o rei D. João V".

Cavaco Silva sublinhou ainda que passaram pela Biblioteca alguns "dos grandes mestres da Renascença europeia", que nela estudaram "sucessivas gerações da elite nacional" e que nela se formaram muitos dos que "viriam a fundar e a contribuir para o desenvolvimento dos Estados que integram hoje a comunidade lusófona".

Fonte: JN

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Interessante...


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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Livros eletrônicos de Biblioteconomia


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A Associação dos Bibliotecários de Goiás disponibiliza, em sua página, novos e-books das áreas de Biblioteconomia, Arquivologia e Ciência da Informação.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

A busca avançada irá desaparecer?


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Greg Notess, um dos gurus da internet, publicou um artigo abordando a busca/pesquisa avançada disponível na maioria dos mecanismos/motores de busca.

A sua conclusão não foi nada animadora: “Os links para pesquisa avançada na página inicial dos mecanismos de busca estão em declínio, e o uso do termo pode também estar desaparecendo. (...) é provável que esse recurso seja apenas um menor foco de qualquer empresa de pesquisa na internet tendo em vista que os usuários usam muito pouco esses recursos avançados".

Referência: Notess, Greg R. Advanced Search in Retreat. Online, v. 36, n. 2, p. 43, March/April 2012.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Biblioteca da Universidade de Coimbra completará 500 anos


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Fonte: RTP Noticias e Agência Lusa. Data: 28/01/2013.

URL: www.rtp.pt/noticias/index.php?article=623367&tm=4&layout=121&visual=49

A Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra (BGUC) vai assinalar 500 anos de existência com um programa que inclui, em 2014, um congresso internacional em que participarão instituições congéneres de vários países.


Oficialmente, o programa comemorativo arranca já em fevereiro, com uma cerimónia a meio do mês, em data ainda por definir, para a qual "o Governo foi convidado" a fazer-se representar, disse hoje o diretor da BGUC, José Augusto Cardoso Bernardes.

Subordinado ao tema "A biblioteca universitária: permanência e metamorfoses", o congresso internacional, em que intervirão dezenas de especialistas nacionais e estrangeiros, designadamente oriundos do Brasil, Alemanha e Estados Unidos, entre outros países, decorre entre 16 e 18 de janeiro de 2013, na fase final do programa do meio milénio de atividade da BGUC.

Não se conhece "nenhum documento oficial" atestando a fundação da biblioteca da primeira universidade portuguesa, mas a existência da Casa da Livraria é referida numa ata de 12 de fevereiro de 1513, quando a instituição funcionava em Lisboa.

O início das comemorações esteve marcado para 12 de fevereiro, mas, "por ser dia de Carnaval", deverá adiado para outro dia dessa semana, em articulação com a Reitoria da Universidade e com o membro do Governo que for indicado para participar na sessão inaugural, disse à agência Lusa José Augusto Bernardes.

O programa provisório foi apresentado hoje, na sala de S. Pedro da Biblioteca Geral, com intervenções do diretor da BGUC e do reitor da Universidade de Coimbra (UC), João Gabriel Silva.

De abril a outubro, com apoio das unidades de investigação da UC, realiza-se a iniciativa "Conversas da Biblioteca", destinada à comunidade académica em geral, que visa "problematizar as relações conceptuais e funcionais" da BGUC com escritores e investigadores seus utentes e "com temáticas contíguas", designadamente a memória e a interdisciplinaridade.

Ao promover o congresso internacional, em janeiro de 2014, a BGUC, segundo o diretor, pretende que os especialistas possam "refletir sobre o presente e o futuro" das bibliotecas que servem públicos universitários.

O congresso incluirá cinco mesas-redondas, cinco sessões com "testemunhos sobre a utilização de bibliotecas" e três conferências plenárias.

Ao longo de um ano, o programa compreende duas exposições: "A Biblioteca em fotografias", que terá como comissário o investigador Alexandre Ramires, e "Quinhentos anos de relações Portugal/China", a organizar em colaboração com o Museu da Ciência e o Arquivo da Universidade.

"Em 1513, como em 2013, as grandes missões da Universidade não podem cumprir-se sem o apoio de uma grande e boa Biblioteca Geral", enfatizou José Augusto Bernardes.

Ao longo de um ano, a BGUC celebra "a existência de uma biblioteca rica e não apenas extensa e isso constitui motivo de contentamento", adiantou.

Realçando que a Internet "está cheia de lixo", o reitor defendeu que "o caráter central do conhecimento está contido nos livros", mais do que nos suportes digitais.

A digitalização de 500 obras antigas da BGUC é outras das iniciativas do programa, que inclui ainda espetáculos de música e teatro, atos memoriais, reedições e edições.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Novo número: Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação


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Acaba de ser publicado o número 1, volume 11, 2013, da Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação. O texto completo dos artigos pode ser acessado via URL: 143.106.108.14/seer/ojs/index.php/rbci/issue/view/184

Sumário

Editorial. Gildenir Carolino Santos, Danielle Thiago Ferreira.

Artigos

Produtividade dos autores em ceratocone: estudo longitudinal em artigos indexados no SciELO Brasil (2001-2010) (1-20). Raymundo das Neves Machado.

Análise acerca da informação, do conhecimento e do aprendizado como estratégias em resposta ao ambiente de concorrência sistêmica (21-38). Paulo César Elias, Jorge José Elias.

Políticas de informação nas bibliotecas universitárias: um enfoque no desenvolvimento de coleções (39-54). Geneviane Duarte Dias, Terezinha Elizabeth da Silva, Brígida Maria Nogueira Cervantes.

Pluralismo lógico e epistemografia interativa como ferramentas desclassificadoras do conhecimento (55-71). Maria Sueny Barbosa Soares, Mariana Thamires Martins, Marivalde Moacir Francelin.

Concepção de interfaces para websites de bibliotecas universitárias: projeto, elaboração e gestão de informação em meio digital (72-82). Alexandre Ribas Semeler.

Pesquisas em andamento

Mapeamento de fontes de informação em ambiente web para ciência e tecnologia (83-92). Leila Aparecida Anastácio, Eliane Apolinário Vieira.

Relato de Experiências

Portal da BNB: relato da experiência do processo de criação, organização e planejamento do Portal da Biblioteca Nacional de Brasília (93-110). Vanessa Barbosa da Silva, Flávia Marta Camarano Salim.

Gestão da qualidade em bibliotecas escolares: um estudo de caso em uma biblioteca escolar na cidade de Ponta Grossa - PR (111-137). Josiane Mello.

Centro de Recursos de Aprendizagem: biblioteca escolar para o século XXI (138-154). Kelley Cristine Gonçalves Dias Gasque.

Desinfestação por atmosfera anóxia: método utilizado pela biblioteca do conjunto das Químicas/USP (155-163). Marina Mayumi Yamashita, Edna Tiemi Yokoti Watanabe, Fátima Aparecida Colombo Paletta, José Francisco da Silva.

Resenha

Manual de fontes de informação (164-170). Gildenir Carolino Santos

Revista Digital de Biblioteconomia e Ciencia da Informação

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

A Amazon que matar as livrarias?


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O Programa de televisão Roda Viva recebeu o escritor e editor franco-americano André Schiffrin nesta segunda-feira (07/01). Ele nasceu em 1935, em Paris, mas ainda quando criança foi morar nos Estados Unidos.

Em seu currículo consta um longo período como editor-chefe da Pantheon Books, em Nova York, somando 30 anos. André Schiffrin abandonou o cargo para fundar a New Press em 1990, uma editora sem fins lucrativos.

Uma das obras mais conhecidas do escritor é “O negócio dos livros: como as grandes corporações decidem o que você lê”, mas André também é autor de outras obras como autobiográfica “A Political Education: Coming of Age in Paris and New York” e “Dr. Seuss & Co. Go to War: the World War II Editorial Cartoons of America’s Leading Comic Artists”.

O Roda Viva foi apresentado pelo jornalista Mário Sergio Conti e contou com a participação de entrevistadores convidados na bancada, além do cartunista Paulo Caruso.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Hipócrates na Brasiliana da USP


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Fonte: Portal do Governo do Estado de São Paulo. Data: 4/01/2013.

URL: http://saopaulo.sp.gov.br/spnoticias/lenoticia.php?id=225321&c=6

A Biblioteca Brasiliana da USP disponibilizou a coleção "Oeuvres complètes d'Hippocrate", em dez volumes, no seu sitio. A obra do médico e estudioso Hipócrates é uma das coleções mais conhecidas da história da medicina.

Paulo Rosenbaum, médico, escritor, doutor em Ciências, pós-doutor em Medicina Preventiva e pesquisador associado do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), foi o responsável pelo texto de apresentação.

O texto completo da obra está disponível no URL: www.brasiliana.usp.br/node/1045

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

A crise na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro


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Fonte: O Estado de S. Paulo. Data: 4/01/2013.
URL: www.estadao.com.br/noticias/impresso,a-crise-da-biblioteca-nacional-,980444,0.htm
O descaso das autoridades em relação à preservação da história do Brasil pode muito bem ser simbolizado pela degradação da Biblioteca Nacional. Sua sede de 102 anos, no centro do Rio de Janeiro, enfrenta toda sorte de problemas há décadas, mas só agora, diante da perda alarmante de parte da memória nacional, graças a cupins e infiltrações, receberá alguma verba para fazer os reparos urgentes - serão R$ 70 milhões, segundo o Ministério da Cultura.
Reportagem da Folha de S. Paulo resumiu o atual estado da Biblioteca, que a Unesco considera uma das dez maiores do mundo. Quase todo o edifício padece de má conservação, o que ameaça a coleção de obras raras, algumas do século 11. O ar-condicionado está com defeito, o que obriga os funcionários a trabalhar sob uma temperatura muitas vezes superior a 40 graus, calor que compromete também a manutenção do acervo. Em razão desse defeito, houve três vazamentos de água somente neste ano - num dos casos, mais de 2 mil periódicos foram atingidos. Quando chove muito forte, os livros que ficam no último andar são atingidos. Em laudo de setembro de 2012, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional chamou a atenção para a necessidade urgente de um levantamento rigoroso do estado de conservação das instalações do edifício. Além disso, há um problema estrutural evidente: a capacidade original de armazenamento do prédio é de 400 mil volumes, mas ele abriga hoje cerca de 9 milhões de itens. Todos os anos chegam 100 mil obras novas, entre livros, fotos, jornais, mapas e objetos de valor histórico. O espaço utilizável da Biblioteca Nacional, sob todos os aspectos, foi superado há muito tempo.
Os servidores da instituição fizeram dois protestos em 2012 para denunciar os problemas do edifício e também para acusar a Fundação Biblioteca Nacional, responsável por sua administração, de não prestar informações sobre as providências que tomou para resolvê-los. A Fundação limitou-se a afirmar que "muito tem sido feito" para modernizar o prédio e que já ordenou a contratação de uma empresa para reparar as instalações elétricas e o ar-condicionado. Para justificar a demora na resolução da crise, a Fundação argumentou que as exigências legais acarretam atrasos, uma desculpa muito comum em várias repartições do governo federal para disfarçar sua ineficiência.
Como se não fosse suficiente a degradação da Biblioteca, a Fundação Biblioteca Nacional passou a acumular em 2012 outras funções, como a responsabilidade pelo Plano Nacional do Livro e Leitura, cujo orçamento é de R$ 373 milhões - mais que o dobro do orçamento da própria Fundação. A crítica dos especialistas da área é que a Fundação não tem capacidade para realizar essa tarefa, deixando em segundo plano a Biblioteca Nacional, cuja zeladoria é sua função precípua. Oficialmente, a Fundação diz que todos os projetos que administra já foram ao menos iniciados e que os problemas da sede da Biblioteca não estão relacionados com o aumento de tarefas da instituição. No entanto, como não é possível acompanhar a execução dos projetos, pois o site do Plano Nacional do Livro e Leitura não é atualizado desde 2011, resta somente a constatação de que os programas tocados pela Fundação enfrentam atrasos. Ademais, a própria ministra da Cultura, Marta Suplicy, observou o óbvio - que a Fundação não é a instituição adequada para administrar o Plano Nacional do Livro e Leitura - e pretende rever essa atribuição. São erros desse tipo que denunciam a desorientação burocrática do atual governo, cada vez mais inchado para atender a interesses políticos.
No caso da Biblioteca Nacional, porém, trata-se de mais um entre tantos erros administrativos cujas consequências, de tão maléficas, são difíceis de medir. Por essa razão, o processo de degradação dessa instituição, responsável pela guarda de um acervo tão importante de documentos e que simboliza como poucas a pretensão do Brasil de ocupar um lugar no mundo civilizado, deve ser imediatamente interrompido.
Fonte: O Estado de S. Paulo. Data: 4/01/2013.
Nota do blog:
Quando jornais do porte da Folha de S. Paulo e do Estado de S. Paulo chegam a publicar editoriais sobre a atual situação da Biblioteca Nacional é sinal de alerta para a cultura brasileira. Algo precisa ser feito, com a palavra o Ministério da Cultura e demais autoridades brasileiras.
Murilo Cunha

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Clube de leitura, porque não?


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sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Ebooks ganham terreno ao papel


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O que começou como uma incerteza, passou a tendência e parece ser cada vez mais uma consolidada realidade, os ebooks tem vindo a ganhar cada vez mais terreno aos livros em suporte papel. Deixo mais um artigo sobre o assunto.

O número de leitores de livros digitais está a aumentar, enquanto o número de "consumidores" de livros em papel está a diminuir, sublinham os resultados de um estudo conduzido pela Pew Internet.

De acordo com os últimos dados apurados pela empresa de estudos de mercado em 2011, o número de pessoas que tiraram partido de livros eletrónicos aumentou para 23%, contra os 16% registados um ano antes. (ler na totalidade)

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Bicicloteca em São Paulo


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Ex-morador de rua dirige "Bicicloteca" no centro de São Paulo emprestando livros, na maioria dos casos, para moradores de rua. No último ano já foram emprestados 107 mil livros.

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