Eis um exemplo interessante vindo de França...
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
Uma biblioteca na estação de metro
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Publicado por Nuno de Matos
Assunto: biblioteca, França
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
Universidade de Coimbra lança plataforma digital
0 Comentários quinta-feira, outubro 25, 2012
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: livro eletrônico, Universidade de Coimbra
Fonte:
Blogtailors. Data:
16/10/2012.
URL:
http://blogtailors.com/
O blog português
Blog Tailors informa que a Universidade de Coimbra lançou a plataforma UC
Digitalis, um projeto para a agregação e difusão de conteúdos digitais de
matriz lusófona, que pretende intensificar a ligação da Universidade com o
contexto envolvente ao nível nacional e internacional. “Encontram-se integradas
no projeto as plataformas Pombalina eImpactum. A primeira é um repositório
digital de livros, diretamente ligado à atividade editorial da Imprensa da
Universidade de Coimbra, apresentando-se com 1001 e-books e 500 artigos
alojados na Impactum, repositório digital de publicações periódicas. Os artigos
e cerca de metade dos e-books encontram-se em acesso livre, sendo apenas
possível aceder aos restantes através de IP institucional.”
terça-feira, 23 de outubro de 2012
Iº Colóquio do Acesso à Informação em Saúde | 19 de Novembro
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Publicado por Paulo Barreiro de Sousa
Assunto: Acesso à Informação, Centro Hospitalar de São João, Colóquio, comportamento informacional, Saúde
O acesso à informação em saúde, aos
registos clínicos de cada um de nós, não é um assunto que apenas interesse
aos proprietários da informação: os doentes. Também os profissionais de saúde,
médicos, enfermeiros e outros, autores desses registos, têm direitos e
deveres neste domínio.
De igual modo, as instituições de saúde,
fieis depositárias desse património informacional, têm direitos e deveres,
cujos sujeitos não são apenas os doentes e os profissionais de saúde.
Onde acaba o acesso legitimo e começa o
acesso ilegítimo? Como podemos garantir o cumprimento da lei no domínio
do acesso à informação em saúde? Que direitos e deveres aqui estão em
causa? E de quem?
O Centro Hospitalar de São João
e a CADA (Comissão de acesso aos documentos administrativos) organizam, no
próximo dia 19 de Novembro, o Iº Colóquio do Acesso à Informação em Saúde que
terá lugar na Aula Magna da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto
(FMUP), entre as 8h30 e as 17h30.
De forma a garantir a sua participação no
colóquio e a posterior emissão do respetivo certificado deverá inscrever-se
em http://acessoinformacaosaude.pt.vu.
Aceda ao cartaz. Para mais informações consulte: www.chsj.pt
Evento: cultura pirata
0 Comentários terça-feira, outubro 23, 2012
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: direito autoral, Internet
Actas do Congresso Nacional de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas
Já estão disponíveis as comunicações do Congresso Nacional de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas
domingo, 21 de outubro de 2012
Petição pública: mudanças na Biblioteca Nacional (Brasil)
0 Comentários domingo, outubro 21, 2012
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, politica cultural
Abaixo-assinado CARTA ABERTA À PRESIDENTA DILMA ROUSSEFF O SETOR DO LIVRO, LEITURA E LITERATURA PEDE PROVIDÊNCIAS
Para:Presidenta da República Federativa do Brasil
Senhora Presidenta,
Os que assinam esta Carta Aberta o fazem por entender que se esgotaram todas as possibilidades de mudanças nos rumos das políticas voltadas para a área do livro, leitura e literatura no âmbito do MinC (Ministério da Cultura) e FBN (Fundação Biblioteca Nacional). Para nós, é necessário que a Senhora, como leitora e incentivadora destas políticas, conheça de perto o real quadro deste importante e fundamental setor para a construção de uma nação realmente desenvolvida e independente.
Antes de expor nossos argumentos, é importante salientar que as pessoas que assinam este documento militam na área de cultura e foram, em sua maioria, defensoras de sua eleição. O principal motivo que nos levou a apoiá-la, além de outros avanços nas diversas áreas do país, foi o gigantesco salto dado pelo Brasil na construção de uma política de cultura como política de Estado nos dois governos Lula e, mais especificamente, os enormes passos dados na construção de uma política voltada para o livro, leitura e literatura, visando responder a enorme dívida social que o Estado Brasileiro tem com sua sociedade: o nosso grande déficit de leitores.
A Senhora representava a manutenção deste projeto e sua grande possibilidade de fazê-lo avançar ainda mais. Estávamos todos entusiasmados com o momento que o país vivia e confiantes de que o projeto político-cultural seria mantido. Sabíamos que ajustes eram necessários, mas também sabíamos que a manutenção da base e do caminho trilhado até sua posse seria o mais coerente.
Senhora Presidenta, não vamos aqui detalhar os problemas enfrentados na gestão da ministra Ana de Holanda, que vem recebendo muitas críticas de setores que sempre apoiaram os rumos das políticas culturais do Governo Federal desde a posse do ex-presidente Lula. Vamos nos limitar a analisar as questões relacionadas às políticas para o livro, leitura e literatura.
Desgoverno e propaganda
Senhora Presidenta, todo o problema na área do livro, leitura e literatura começou com a intervenção anti-democrática do senhor Galeno Amorim, nomeado presidente da FBN no início de 2011, que se dedicou a desmontar estruturas importantes em nosso setor, a desmobilizar o Colegiado Setorial do Livro, Leitura e Literatura e a retroceder em conquistas fundamentais, tudo em função de uma desastrosa centralização das políticas na Fundação Biblioteca Nacional.
Alertas para os problemas que trariam estas manobras, diversas moções e recomendações, além de correspondências encaminhadas à ministra Ana de Holanda, e ao presidente da FBN, Galeno Amorim, foram redigidas e manifestadas no âmbito do Colegiado Setorial do Livro, Leitura e Literatura e do Conselho Nacional de Política Cultural, instâncias do MinC para a participação da sociedade civil. Infelizmente, estas manifestações foram ignoradas.
A centralização das políticas para o setor em um único organismo, a Fundação Biblioteca Nacional, provocou o maior retrocesso que a área viu desde que se iniciou a implantação das políticas públicas para o livro, leitura e literatura. A Diretoria do Livro, Leitura e Literatura - DLLL, que funcionava vinculada à Secretaria de Articulação Institucional do MinC, passou a ser subordinada à FBN e iniciou-se um claro processo de desmonte de sua estrutura.
É preciso salientar que a conquista desta diretoria na estrutura do MinC representou grandes avanços para o setor. Sua mudança de subordinação administrativa gerou um intencional rebatimento político negativo com a paralisia de vários projetos como o PNLL (Plano Nacional do Livro e Leitura) e de uma mudança prejudicial no foco das políticas: antes voltadas para a formação de leitores e agora curvada ao comércio de livros, para atender alguns interesses imediatos do mercado editorial.
Esta mudança de foco atende a demandas antigas do mercado, mas é contraditória à medida que reduz os investimentos nos eixos estruturantes das políticas do setor: a criação literária e a formação de leitores, reduzindo o papel do Estado a agenciar políticas para a formação de uma imensa massa de novos consumidores, atendendo ao apetite desmedido do mercado.
Não temos posição contrária a políticas que dinamizem a indústria e o mercado editorial. O que questionamos é o que se nos revela como miopia política pela inversão de valores: a priorização dos interesses imediatos do mercado, em detrimento justamente das dimensões que dão lastro, sentido e qualidade às políticas públicas nacionais do livro, leitura e literatura: a Formação de Leitores. O que questionamos é a ênfase no livro como mera mercadoria e no leitor como simples consumidor desta mercadoria – e não como cidadão com direito universal de acesso ao conhecimento.
Para comprovar esta mudança de foco, fizemos um rápido levantamento dos investimentos feitos em 2011 e algumas comparações com 2010:
A FBN/MinC investiu no ano passado cerca de R$ 40 milhões no Livro Popular, um projeto para resolver as questões impostas pelo mercado, mais cerca de R$ 4 milhões em feiras do livro, contra apenas cerca R$ 6 milhões em leitura e pouco mais de R$ 2 milhões em fomento à literatura, ainda assim, parcialmente executadas e às custas do congelamento de políticas de sucesso implementadas pelo próprio MinC, e seus órgãos subordinados, como a Funarte, de 2007 para cá.
Em 2010 estavam aprovados e orçados no Fundo Nacional de Cultura (com editais com pareceres favoráveis) R$ 30 milhões para a área do livro, leitura e literatura. O único edital executado foi o de R$ 3 milhões para as pequenas e médias livrarias (que se insere nas demandas do mercado, apesar de o defendermos como de extrema importância, pois está vinculado à promoção cultural nestes espaços, que enfrentam a concorrência desigual das grandes redes). Os demais editais, todos voltados para a formação de leitores, mediadores e área literária foram ignorados pela nova gestão da FBN.
Vale ressaltar que o edital das livrarias foi aberto antes de o senhor Galeno Amorim assumir a FBN (em janeiro de 2011) e concluído a partir de uma pressão exercida pelo Colegiado, demanda assumida pelo secretário de Articulação Institucional do MinC, Luiz Roberto Peixe, e pelo então diretor da Diretoria do Livro, Leitura e Literatura, Fabiano Santos Piúba.
Segundo dados da própria FBN, é possível apurar os seguintes números orçados para a ação das políticas do livro, leitura e literatura em 2011, ainda que não saibamos da sua real execução:
LIVRO
- Edital para compra do Livro Popular: R$ 36,9 milhões
- Gestão do Livro Popular: R$ 1,5 milhão
- Circuito de Feira de Livros: R$ 3,3 milhões
- Gestão e execução do programa Livraria Popular: R$ 2 milhões
- Feira de Frankfurt: R$ 1 milhão
Total: R$ 44,79 milhões
Cabe ressaltar um dado grave: o montante destinado ao Edital de Compra dos Livros Populares é resultado de uma emenda parlamentar do deputado Angelo Vanhoni (PT-PR) que deveria ser executada com a finalidade de modernizar e implantar bibliotecas.
BIBLIOTECAS
- Edital Mais Cultura de Apoio a Bibliotecas: R$ 2,065 milhões
- Modernização da Biblioteca Estadual do RS: R$ 2,362 milhões
- Kits de Modernização de Bibliotecas Municipais: R$ 4,319 milhões
Total: R$ 8,746 milhões
LITERATURA
- Internacionalização: R$ 1 milhão
- Bolsas de Tradução: R$ 256 mil
- Caravana de escritores: R$ 1 milhão
Total: R$ 2,256 milhão
1. O presidente da FBN chegou a anunciar R$ 1 milhão para o programa de tradução, mas foram investidos apenas R$ 256 mil.
2. Não há clareza sobre o que significa o item orçamentário “Internacionalização”
3. O programa de Caravana de Escritores ainda não saiu do papel.
Ou seja, o investimento real em literatura, na verdade, se resumiu a pouco mais de R$ 1 milhão.
LEITURA
- PROLER (Cidadania e Leitura): R$ 2,1 milhões
- Agentes de Leitura: R$ 2,84 milhões
- PROLER (Formação de mediadores): R$ 912 mil
- Pontos de Leitura/Quilombolas: R$ 300 mil
Total: R$ 6,152 milhões
Vale lembrar que:
1. As ações do ProLer foram orçadas em 2010.
2. No programa Agentes de Leitura, havia R$ 5 milhões aprovados pela Comissão Nacional do FNC, mas a direção da FBN retirou R$ 2,16 milhões para o Programa Livro Popular, reduzindo para quase a metade as possibilidades de investimentos no principal programa formador de leitores do país.
3. A FBN coloca na conta cerca de R$ 7 milhões de restos a pagar de 2010 do Mais Cultura do MinC para convênios com os Estados e com as Prefeituras.
O resumo, SENHORA PRESIDENTA, é que para 2011 foram prometidos os seguintes blocos de investimentos, ressaltamos, sem o aval do Colegiado Setorial, e que caracteriza bem a mudança de foco do MinC/FBN nas políticas do livro, leitura e literatura:
- Livros: R$ 44.792.000,00
- Bibliotecas: R$ 8.746.000,00
- Literatura: R$ 2.256.000,00
- Leitura: R$ 6.152.000,00
Em torno de 76% voltados para ações de livros e em torno de 60% desse orçamento para a compra exclusiva de livros. A justificativa para os investimentos em compra de livros pode até ser a de que beneficiarão as bibliotecas, mas uma rápida análise comprova que a necessidade de nossas bibliotecas está muito além da simples renovação de seus acervos, sendo muito maior a necessidade de qualificação e ampliação de seus quadros profissionais (mediadores de leitura), a modernização de seus espaços, a presença de escritores dialogando diretamente com o público e sua transformação em verdadeiros centros culturais e não apenas meros depósitos de livros. Cabe ressaltar ainda que esta compra de livros populares, em boa parte, é feita a partir de estoques não vendidos das editoras (ou seja, edições antigas).
Outro investimento paralisado em 2011 (este não se trata de valores, mas sim de vontade política), definido como prioridade pela no processo da II Conferência Nacional de Cultura e pelo Colegiado Setorial, trata da institucionalização das Políticas:
- Instituto Nacional de Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas
- Lei do Plano Nacional de Livro e Leitura
- Fundo Setorial Pró-Leitura
Há ainda os editais não executados em 2011, previstos no Fundo Nacional de Cultura em 2010:
1) Edital Todos pela Leitura - R$ 11 milhões
2) Edital Cidades de Leitores – R$ 3 milhões
3) Edital de Bolsa de Criação, Difusão, Formação e Intercâmbio Literário - R$ 10 milhões
4) Edital de Produção e Circulação de Periódicos Literários - R$ 3 milhões
Todos estes investimentos garantiriam R$ 14 milhões a mais nos programas de formação de leitores e outros R$ 13 milhões na área de literatura. A FBN/MinC subtraiu esses recursos para direcioná-los todos a compra de livros.
Vale lembrar ainda neste item, que em 2010 foram investidos R$ 4 milhões da Funarte nas Bolsas de Criação e Circulação Literária, programas que foram interrompidos em 2011 (ou seja, mais uma redução no investimento em literatura), com a promessa de retornarem em 2012. Este investimento foi interrompido por interferência direta da presidência da FBN, que gestionou para que estas bolsas fossem retiradas da Funarte.
PNLL – Plano Nacional do Livro e da Leitura
O PNLL é nosso documento de referência, não só por consolidar os grandes eixos do corpo das políticas públicas do livro, leitura, literatura e bibliotecas, mas por ser fruto do esforço dialogado entre governo e sociedade civil, e por ter sido, senão o primeiro, um documento de referência nas políticas culturais, inspirador para outros setores da cultura desencadearem o processo de elaboração de seus respectivos Planos.
A sistematização desse rico processo e seu grau de reconhecimento está bem posta no prefácio do José Castilho Marques Neto, ex-secretário Executivo do PNLL, na publicação PNLL Textos e História: 2006-2010, quando afirma que:
“Com o PNLL e seu desdobramento nos Planos Estaduais e Planos Municipais de Livro e Leitura, que já começam a acontecer desde 2009 em muitos cantos do país, o Brasil pode afirmar que está próximo de conquistar uma Política de Estado para a leitura.
O Brasil alcançou com o PNLL um patamar político e conceitual que é imprescindível para se consolidar uma Política de Estado para o setor, isto é, o desejado consenso entre governo e sociedade tanto no diagnóstico do que é preciso fazer quanto nos objetivos a alcançar para se tornar um país de leitores.
A obtenção deste consenso foi o que mais projetou o PNLL para os países ibero-americanos, tornando-o referência para muitos dos planos de leitura que também se desenvolvem nos países irmãos do continente americano e no mundo ibérico.
Os entrelaçamentos conceituais e práticos da ação do Estado com a sociedade e a indissociabilidade entre a cultura e a educação na formação de leitores são pontos referenciais que o PNLL do Brasil possui e foram intensamente debatidos e assimilados como necessidade da política pública de leitura em inúmeros foros internacionais”.
O PNLL está paralisado desde a saída do então secretário-executivo, José Castilho, em abril de 2011, o que torna o quadro das políticas para o livro, leitura e literatura ainda mais desalentador. Somente em dezembro de 2011 foi nomeada a professora Maria Antonieta Cunha, para substituí-lo. Para piorar a situação, dois meses depois Antonieta foi anunciada como nova titular da DLLL, deixando novamente acéfala a direção do PNLL.
Com a demora na nomeação da substituta do Castilho, a insegurança política gerada e o desmantelamento da equipe, o Plano ficou um ano praticamente paralisado. Em 2010 havia cerca de 700 municípios cadastrados. Além de não haver registro confiável da ampliação dos planos municipais em 2011, o DLLL não consegue monitorar o andamento dos Planos municipais e estaduais em curso.
O aspecto mais transparente desta paralisia pode ser resumido em três exemplos: desde abril de 2011 o site do PNLL não é atualizado, desde dezembro de 2010 não é expedido o boletim semanal do Plano e em 2010 foram realizados quatro cursos para gestores de PELLs e PMLLs, enquanto em 2011 somente um até março e outro iniciado em abril.
AGENTES DE LEITURA
Em 2011 foram formados 164 agentes de leitura nos municípios de São Bernardo do Campo (SP), Nilópolis (RJ) e Canoas (RS).
Os dados do MinC informam que até 2010 existiam convênios que garantiam a ação de 3.877 agentes de leitura em todo o país, divididos entre 9 governos estaduais, 16 municipais e três consórcios intermunicipais.
Fundo Pró-Leitura e Sistema Nacional de Bibliotecas
Outra situação grave, que vale ressaltar sempre, é o completo desaparecimento de pauta do Projeto de lei de criação do Fundo Pró-Leitura (projeto que vinha tramitando com pareceres técnicos e jurídicos consolidados dos ministérios da Cultura, Educação, Planejamento, mas sobretudo da Fazenda, que redigiu a forma e estrutura da Contribuição Social).
Esse projeto surgiu a partir da desoneração fiscal em 2004, pelo Governo Lula, do PIS/COFINS/PASEP para editoras, livrarias e distribuidoras. Em contrapartida, estes setores do mercado editorial se comprometeram e assinaram documentos em torno do compromisso de contribuir com 1% do faturamento anual para o Fundo Pró-Leitura. Os impostos que foram reduzidos a alíquota zero pelo Governo Federal impactavam em média 9% do faturamento da cadeia produtiva. Este processo nunca foi concluído, sempre sofreu oposição do setor produtivo e, coincidentemente com a entrada do referido atual presidente da FBN no gerenciamento das políticas, o debate desapareceu.
Por último, neste arrazoado de informações, também ficou esquecido o projeto de fortalecimento ou revitalização do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP). Apesar dos anúncios de investimentos em bibliotecas, o cenário beira o descaso quando se trata de bibliotecas municipais. Basta analisar o Censo Nacional de Bibliotecas Públicas.
Senhora Presidenta,
quando sistematizamos as informações referentes ao exercício de 2011, fica claro quais foram as prioridades desta gestão. Não somos oposição a este governo, muito pelo contrário, trabalhamos muito, vidas inteiras, para ajudar este projeto a ser implementado no País. Por isso é muito triste ver os rumos tomados pelo MinC/FBN em sua gestão.
É grande a ideia do PNLL: construir programas de base para a formação de leitores, valorizando os agentes de leitura e a centralidade da biblioteca; fomentando a nossa produção literária e a formação de educadores-leitores. O avanço seria inestimável se tudo isso continuasse no mesmo rumo, e o setor do livro, leitura e literatura daria uma contribuição imensa para a formação da base da nação que tanto sonhamos e tanto desejamos.
Sem o devido investimento em leitores, literatura e livros, jamais daremos o salto de que somos responsáveis: a proteção, garantia e efetivação do Direito Humano de toda a população brasileira ao seu pleno desenvolvimento cultural, educacional, econômico e social, onde o desenvolvimento das práticas leitoras exerce um papel estruturante.
Antônio Cândido, um dos nossos grandes intelectuais, que tanto reflete sobre a literatura como Direito Humano, afirma que esta é “fator indispensável de humanização” e “confirma o homem (o ser) na sua humanidade”, palavras que dialogam com as de Vargas Llosa, quando afirma que “a cultura, a literatura, as artes, a filosofia, desanimalizam os seres humanos, ampliam extraordinariamente seu horizonte vital, atiçam sua curiosidade, sua sensibilidade, sua fantasia, seus apetites, seus sonhos, e os tornam mais porosos à amizade e ao diálogo”.
Portanto, a prioridade na consolidação da política pública do livro, leitura e literatura, como política de Estado e com foco primordial na formação de leitores, na qualificação/ampliação de seus espaços e profissionais e no fomento à criação literária, é fundamental para a formação de sujeitos atuantes na construção de um modelo de desenvolvimento sustentável, pautado nos princípios da justiça e da igualdade.
Por isso, Senhora Presidenta, é que apelamos para sua atenção ao assunto, já que, como salientamos no início deste documento, todas as tentativas de diálogo da sociedade civil com o Ministério da Cultura resultaram em frustração e desmonte de um trabalho construído ao longo de anos.
Nossas melhores saudações democráticas,
Nilton Bobato, escritor e professor. Representante da Região Sul no Colegiado Setorial do Livro, Leitura e Literatura, e membro titular do Conselho Nacional de Política Cultural/CNPC.
Edgar Borges, escritor e jornalista. Representante da Região Norte no Colegiado Setorial do Livro, Leitura e Literatura.
Ademir Assunção, escritor e jornalista. Representante dos escritores (Cadeia Criativa) no Colegiado Setorial do Livro, Leitura e Literatura
Rogério Barata, pedagogo, formador de professores-leitores, contador de histórias. Representante da Cadeia Mediadora no Colegiado Setorial do Livro, Leitura e Literatura.
Mileide Flores, livreira. Representante da Região Nordeste no Colegiado Setorial do Livro, Leitura e Literatura, e coordenadora do Fórum de Literatura, Livro e Leitura do Ceará.
João Castro, poeta. Representante dos escritores (Cadeia Criativa) no Colegiado Setorial do Livro, Leitura e Literatura e presidente da União dos Escritores da Amazônia.
Izaura Ribeiro Franco, escritora e editora. Representante da Região Centro-Oeste no Colegiado Setorial do Livro, Leitura e Literatura.
Nêmora Rodrigues, bibliotecária. Representante da Cadeia Mediadora no Colegiado Setorial do Livro, Leitura e Literatura, e presidente do Conselho Federal de Biblioteconomia.
Almir Mota, escritor, editor e produtor cultural. Representante dos escritores (Cadeia Criativa) no Colegiado Setorial do Livro, Leitura e Literatura.
Jasmine Malta, professora mestra da Universidade Federal do Piauí. Membro do Colegiado Setorial do Livro, Leitura e Literatura – Cadeia Produtiva.
Kelsen Bravos, professor, editor e escritor. Membro do Colegiado Setorial do Livro, Leitura e Literatura – Cadeia Mediadora.
Benita Prieto, contadora de histórias e produtora cultural. Membro do Colegiado Setorial do Livro, Leitura e Literatura – Cadeia Mediadora.
Os signatários
O apoio pode ser feito no URL:
http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2012N23373
quarta-feira, 17 de outubro de 2012
Evento: Congresso de Biblioteconomia 2013
1 Comentários quarta-feira, outubro 17, 2012
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: Congresso Brasileiro de Biblioteconomia, Evento
Congresso Brasileiro de
Biblioteconomia 2013 (XXV CBBD - 7 a 10/072013 – FLORIANÓPOLIS).
O Congresso tem como Tema central: Bibliotecas, Informação,
Usuários –Abordagens de transformação para a Biblioteconomia e Ciência da
Informação
As Áreas Temáticas definidas e os
Procedimentos para apresentação e avaliação dos trabalhos encontram-se
disponíveis a seguir.
1 TEMÁTICAS DO XXV CBBD
2013
Temática I: Tecnologias
de informação e comunicação – um passo a frente
Especificidade e aplicabilidade em
Bibliotecas e Serviços de informação. Características das tecnologias versus
ambientes de informação e seus usuários. Relações profissionais e pessoais em
ambiência digital. Políticas, metodologias e aplicativos para gestão e
curadoria de acervos bibliográficos, memoriais e institucionais. Aplicações 2.0
e experiências em redes sociais online. Livros e leitura digitais e
portabilidade. Competências e tecnologias na era digital. Avaliação da
usabilidade de recursos de
tecnologias da informação.
Temática II:
Transcompetências: diferenciais do usuários e do profissional da informação
Competências na ambiência das
Bibliotecas e Serviços de Informação. Formação dos profissionais da informação.
Metacompetências e transcompetências em Bibliotecas e Serviços de Informação.
Competências de acesso e uso da informação para a construção do conhecimento.
Perspectivas e tendências de estudos e pesquisas sobre Competências em
informação. Advocacy. Defesa de interesses, engajamento, ativismos e atuação
dos profissionais da informação.
Temática III: Bibliotecas,
serviços de informação & sustentabilidade
Inovação e sustentabilidade em
Bibliotecas e Serviços de Informação. Projetos e alianças estratégicas.
Compromisso social e responsabilidade em Bibliotecas e Serviços de Informação.
Promoção do desenvolvimento sustentável em Bibliotecas e Serviços de
Informação. Requisitos e valores para uma economia sustentável em Bibliotecas e
Serviços de Informação. Bibliotecas Verdes. Avaliação de bibliotecas e serviços
de informação.
Detalhes no URL: http://xxvcbbd.febab.org.br/chamada-de-trabalhos/
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
Novo número: Datagramazero
0 Comentários quinta-feira, outubro 04, 2012
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: Datagramazero, Revista Datagramazero
Acaba de ser publicado o número de outubro de 2012 da
revista Datagramazero. Abaixo o
sumário:
- A gestão do conhecimento, o capital intelectual e os ativos intangíveis no eterno presente das conexões imediatas. Aldo de Albuquerque Barreto. Resumo: A consciência traduz e define a apropriação do conhecimento quando - recorda, presta atenção e espera - esta intermediação acontece em um momento do presente. É um estado de vivência provisória e ocorre quando acontece a passagem da informação para conhecimento. Assim a cognição dos conteúdos se processa em um tempo do presente cada vez mais alongado pela velocidade dos acessos e a sensibilidade das conexões imediatas, em um processo que se inicia no tempo cronológico da agregação de estoque de conteúdos de informação.
- Memória e esquecimento para além dos suportes materiais de registro da informação: a cibercultura no ciberespaço. Adriana Buarque de Holanda e Fábio Mascarenhas e Silva. Resumo: Investiga as abordagens teórico-conceituais da temática do esquecimento a partir do conceito de memória identificado em publicações da área da Ciência da Informação. Fundamenta-se no uso social da informação, compreendendo o ciberespaço como um ambiente no qual se desenvolve uma nova relação entre a memória e o esquecimento na perspectiva da cibercultura.
- Sendas entre o visível e o invisível: a biblioteca como “lugar de memória” e de preservação do patrimônio. Fabrício José Nascimento da Silveira. Resumo: Este artigo apresenta algumas considerações acerca das interrelações que se instauram, quer no plano teórico, quer no domínio histórico-cultural, entre as bibliotecas e o universo da memória e do patrimônio.
- Os signos ideológicos no discurso da Organização Mundial do Comércio. Rodrigo Moreno Marques e Marta Macedo Kerr Pinheiro e Filipe Oliveira Raslan. Resumo: O problema que resume o objeto da investigação coloca-se pelas seguintes indagações: Como se materializa a identidade informacional difundida pela Organização Mundial do Comércio através da informação disponibilizada em seu website? É possível apreender, desse cenário semiótico, o sentido que essa instituição pretende provocar a partir da organização desta informação e dos signos que ela traz?
- Acesso ao bem cultural via estudos de informação: reflexões teóricas. Maria de Fátima Gonçalves Moreira Tálamo e Giovana Deliberali Maimone. Resumo: Apresenta a Sociedade do Conhecimento tendo como ponto de partida a intensificação dos fluxos informacionais, que integram atividades de coleta, armazenamento, troca e uso da informação. São consideradas as alterações dos lugares e das relações que se estabelecem entre emissor e receptor como ponto essencial das relações comunicativas.
- O Imperativo mimético: a filosofia da informação e o caminho da quinta imitação. Gustavo Silva Saldanha. Resumo: O texto desenvolve uma análise filosófica do conceito de mimese inserido na filosofia da organização dos saberes como uma unidade fundamental para o pensamento histórico da Ciência da Informação.
- A leitura segundo Wolgang Iser . Clarice Fortkamp Caldin. Resumo: Apresenta o pensamento iseriano acerca da leitura. Mostra a vinculação de Iser com a corrente da estética da recepção e com a fenomenologia husserliana. Como um dos expoentes da estética da recepção, Iser prioriza os aspectos estéticos do texto literário e se preocupa com o efeito da obra ficcional sobre o leitor.
- Zaltman Metaphor Elicitation Technique: estudo bibliométrico. Juliana Augusto Clementi,Gertrudes Aparecida Dandolini,João Artur de Souza. Resumo: A explosão informacional implica numa reavaliação dos mecanismos cognitivos do homem. As ricas cognições geradas mal podem ser identificadas ou descritas por meio de palavras. Zaltman Metaphor Elicitation Technique é uma técnica utilizada pelo marketing para investigar o comportamento do consumidor.
O texto completo dos artigos está disponível nos URLs:
Novembro 2012: eventos em Brasília
0 Comentários quinta-feira, outubro 04, 2012
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: Evento, gestão da informação, Internet
A Sociedade da Informação inaugura
uma nova era, marcada pela confluência da globalização com as tecnologias de
informação e da comunicação-TICs. As profundas e rápidas transformações daí
decorrentes atingem todos os setores e áreas e chegam ao cotidiano dos
cidadãos, conectando tudo e todos. Esta “sociedade em rede”, como denomina o
sociólogo Castells (1999), talvez seja a mais forte mudança cultural
contemporânea, porque afeta “espaço e tempo, que são dimensões materiais
fundamentais da vida humana” e “estão entrelaçados na natureza e na sociedade”.
Nesse panorama transformador e transformado, informação e o conhecimento
tornam-se protagonistas.
Nesse contexto, o setor produtivo
enfrenta diretamente esses novos cenários e tendências internacionais e depende,
diretamente, do monitoramento de informações internas e externas das empresas,
para alcançar competitividade no mercado e atender às demandas por inovações
nos seus produtos e serviços.
Os novos processos, estratégias e
ferramentas gerenciais e tecnológicas para monitoramento de informações
internas e externas das empresas, são objetos de estudo da Inteligência
Competitiva e da Gestão do Conhecimento.
Os GECICs, iniciados em 1997, no
Rio de Janeiro, e estendidos a outras capitais, tiveram como decorrência direta
os Workshops Brasileiros de Inteligência Competitiva e Gestão do Conhecimento,
que começaram em 1999, também no Rio de Janeiro, posteriormente oferecidos em
outras capitais como Curitiba, São Paulo, Distrito Federal e Belém, onde foi
realizado o 9º, em 2008.
O objetivo dos Workshops de I.C. e
G.C é acompanhar a evolução do panorama nacional da área, no que diz respeito à
aplicação de modelos de gestão de inteligência competitiva e à formação de
recursos humanos nas empresas, de modo a contribuir para torná-las mais
competitivas no mercado global e para seu crescimento sustentável.
Maiores detalhes no URL: http://si2012.ibict.br/index.php/2012/4SI
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Fonte de informação sobre privacidade
0 Comentários quarta-feira, outubro 03, 2012
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: Internet, privacidade
O Privacy Resources and Sites é
uma boa fonte de informação que provê acesso às tecnologias e fontes de
informação relacionadas com a privacidade na internet.
sábado, 29 de setembro de 2012
Querem censurar Monteiro Lobato
2 Comentários sábado, setembro 29, 2012
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: censura, literatura brasileira, Monteiro Lobato
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
Ministério Público diz que copiar músicas e filmes na Net é legal
0 Comentários quinta-feira, setembro 27, 2012
Publicado por Paulo Barreiro de Sousa
Assunto: Direito da Informação, filme, Internet, música, pirataria
Descarregar
músicas e filmes na Internet através de redes de partilha de ficheiros é
lícito, desde que não se destine a fins comerciais, considerou o
Ministério Público.
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No despacho de arquivamento, a que a "Exame Informática" teve acesso, os responsáveis do Departamento de Investigação e Ação Penal do Ministério Público consideram que, "do ponto de vista legal", é lícita a realização pelos participantes na rede P2P para uso privado, ainda que se possa entender que efetuada a cópia, o utilizador não cessa a sua participação na partilha".
«Acresce que, do ponto de vista legal, ainda que colocando-se neste tipo de redes a questão do utilizador agir simultaneamente no ambiente digital em sede de upload e download dos ficheiros a partilhar, entendemos como lícita a realização pelos participantes na rede P2P para uso privado - artº 75º nº 2ª) e 81º b) do CDADC, - ainda que se possa entender que efetuada a cópia o utilizador não cessa a sua participação na partilha», refere o despacho.
A ACAPOR requereu a nulidade do inquérito que deu origem ao despacho.
terça-feira, 25 de setembro de 2012
Para discussão
0 Comentários terça-feira, setembro 25, 2012
Publicado por Nuno de Matos
Assunto: Ciência da Informação
Primeiro leiam o artigo A primeira macrocrise existencial da Ciência da Informação, e depois respondam, estaremos mesmo perante uma "macrocrise"?
domingo, 23 de setembro de 2012
Há cada vez mais livros a viajar nos transportes públicos
0 Comentários domingo, setembro 23, 2012
Publicado por Paulo Barreiro de Sousa
Assunto: Ciência da Informação, comportamento informacional, leitura, Plano Nacional de Leitura
Numa sociedade cada vez mais apressada, a leitura nos transportes públicos é uma forma de se aproveitar o tempo gasto nas deslocações entre casa e o trabalho. E, pela comodidade, o comboio é onde mais se lê.
Falta pouco para chegar a S. Pedro do Estoril, mais duas páginas talvez. Nesta viagem, é Gabriel García Marquez — com Os Funerais da Mamã Grande — que atenua os solavancos do comboio da Linha de Cascais e faz Palmira de Almeida desligar-se da realidade.
Aos 67 anos, Palmira já perdeu a conta aos livros que leu. Começou com as histórias das princesas numa vila de Angola colonial, onde não era fácil comprar livros. Por influência dos irmãos, passou para a banda desenhada e, mais tarde, deixou-se encantar pelos romances em fascículos. Em 1974, veio para Portugal, onde trabalha como empregada doméstica, e trouxe o gosto da leitura para os comboios.
Vive em Almada e até chegar a S. Pedro apanha três comboios e dois metros. Com o cabelo curto, as hastes dos óculos vermelhas e uma camisola branca, vai olhando para as flores da capa do livro enquanto fala. “Leio em todas as viagens. O meu trabalho é muito manual — sempre a limpar, a limpar — também preciso de exercitar o cérebro”, conta. “Aproveito as viagens porque em casa não tenho tempo. Chego tarde e vou logo dormir e aos fins-de-semana tomo conta dos meus netos”, acrescenta.
Em 2009, o barómetro da opinião pública do Plano Nacional de Leitura realizou um inquérito a 1045 pessoas e encontrou 96% como Palmira de Almeida, que considera a leitura muito importante. Para os inquiridos, a leitura é especialmente importante no ensino e a formação (97%), na utilidade para a profissão (94%) e no exercício da cidadania (93%).
Com os olhos fixos numa das últimas páginas, Vera Brandão, de 29 anos, é uma campeã da leitura. “Leio, em média, nove livros por mês e também tenho um blogue de literatura”, conta a professora de uma sala de estudo em Carcavelos. Tira os óculos e acrescenta: “Gosto mesmo muito de ler e o comboio não me incomoda, é muito estável. É como estar sentada à secretária”. Põe os óculos e volta a mergulhar nas páginas de um livro já gasto, A Mutação, de Robin Cook.
Para o comissário do Plano Nacional de Leitura, Fernando Pinto do Amaral, o comboio — pela sua estabilidade — é um dos melhores meios de transportes a utilizar numa altura em que a leitura é cada vez mais fragmentária. “Actualmente, andamos sempre a saltitar de texto para texto. Mas [este tipo de leitura] não substitui uma leitura extensiva em que conseguimos mergulhar numa história”, refere Pinto do Amaral. “E isto pode ser feito nos transportes, sobretudo nos comboios, em que as viagens são mais estáveis”, defende.
Notícia completa no Público.PT
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
FEBAB e a Biblioteca Nacional
0 Comentários quinta-feira, setembro 13, 2012
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, FEBAB
Carta
encaminha pela FEAB ao jornal “Folha de S. Paulo”.
São
Paulo, 03 de setembro de 2012.
Senhores,
Tendo tomado
conhecimento do artigo do Colunista Sr. Enio Gaspari "A privataria arruina
a Biblioteca Nacional", de 02 de setembro, na Folha e São Paulo, em
primeiro lugar parabenizamos pela matéria, e gostaríamos de acrescentar outras
informações acerca desse capítulo da nossa grandiosa Fundação Biblioteca
Nacional (FBN).
A FEBAB
- Federação Brasileira das Associações de Bibliotecários, Cientistas da
Informação e Instituições contribuiu durante quase 8 anos na construção do
Plano Nacional do Livro e Leitura – PNLL, Plano este que pretendia integrar os
governos municipal, estadual e federal e sociedade civil na construção de uma
sociedade leitora.
Com a
mudança de Governo e saída do Sr. José Castilho Marques Neto (que era
Secretário Executivo do PNLL) o Plano ficou paralisado. Depois de quase dois
anos foi ”retomado” com outro foco, como Gaspari bem observou, de
fortalecimento da cadeia produtiva do livro e de investimentos no mercado
editorial. É importante mencionar que dentre muitas ações e atividades
previstas, estava a criação de um Instituto do Livro, Leitura e Bibliotecas,
mas ao invés disso o Sr. Galeno Amorim destituiu a Diretoria do Livro Leitura e
Literatura existente no MINC que hoje faz parte da Fundação Biblioteca
Nacional. O que foi pactuado visava o fortalecimento do acesso ao livro e
leitura de forma gratuita, por meio da modernização da rede de bibliotecas
públicas existentes no país, como também a capacitação de equipes e
profissionais para serem os mediadores da leitura, ficou, obviamente, esquecido.
Na
última Bienal do Livro em São Paulo, a Ministra Ana de Holanda anunciou
investimentos no ano de 2012 de cerca de 370 milhões na construção de uma
sociedade leitora, mas não informou o que realmente foi empenhado e executado.
Também é importante que seja esclarecido para a sociedade que além da gestão da
Biblioteca Nacional a Fundação é responsável pelo Sistema Nacional de
Bibliotecas Públicas para o qual há apenas um edital em vigor de R$
2.000.000,00 no qual os Sistemas Estaduais podiam inscrever propostas com o
limite de R$ 200.000,00 no máximo, com o compromisso de investir em 10
bibliotecas, o que significa R$20.000,00 para cada uma. Esses recursos são
inferiores ao valor do “kit” de modernização feito no Governo passado que
custava cerca de R$ 60.000,00.
Sem
deixar de salientar que as bibliotecas tiveram editais de modernização
aprovados pelo MINC em 2011 e não receberam os recursos, simplesmente foram
cancelados.
Outra
importante observação é que o Governo Lula retirou impostos do mercado editorial
visando a criação de um fundo – Fundo Pró-Leitura – cujo encaminhamento não foi
dado pela gestão atual. Esse fundo seria voltado ao fortalecimento da rede de
bibliotecas e na formação de mediadores de leitura.
Esperamos
que a Presidenta possa dar atenção a essa situação e mudar o rumo dessa
história.
Atenciosamente,
Sigrid
Karin Weiss Dutra
Presidente
Diretoria
FEBAB -Gestão 2011-2014
Rua
Avanhandava, 40 - Conj. 108/110- Bela Vista
01.306-000
São Paulo-SP
Fone/fax
11-3257-9979
Novo número: "Ciência da Informação"
0 Comentários quinta-feira, setembro 13, 2012
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: Revista Ciência da Informação
Está disponível o v. 40, n. 2,
2011, da revista “Ciência da Informação”. O texto completo dos artigos estão no
URL:
Sumário;
Artigos Originais
·
Perfis de competências relativas à inteligência
competitiva: um estudo exploratório no Brasil. Roniberto Morato Amaral, Leandro
Innocentini Lopes de Faria, Pedro Carlos Oprime, José Ângelo R. Gregolin, Dário
Henrique Alliprandini.
·
Diálogo entre a teoria do Círculo de Bakhtin e a
ciência da informação. Leilah Santiago Bufrem, Aline Elis Arboit, Tidra Viana
Sorribas.
·
Priorização de requisitos e avaliação da
qualidade de software segundo a percepção dos usuários. Aline Gomes Cordeiro,
André Luís Policani Freitas.
·
Análise do domínio organizacional na perspectiva
arquivística: um estudo baseado na metodologia proposta por Designing and
Implementing Recordkeeping Systems, IRKS
Célia da Consolação Dias, Lídia Alvarenga.
Célia da Consolação Dias, Lídia Alvarenga.
·
A interpretação organizacional em empresas de
tecnologia da informação e comunicação (TIC): um estudo na Incubadora
Tecnológica de Campina Grande – PB. Maria José Silva Feitosa, Patrícia Trindade
Caldas, Gasinaldo Ataíde Cândido.
·
Concepções sobre o conceito na organização da
informação e do conhecimento. Marivalde Moacir Francelin, Nair Yumiko Kobashi.
·
Periódicos em ciências agrárias: análise
bibliométrica utilizando o Article Influence Score do Institute for Scientific
Information. Cristina Gibrowski.
·
Autoria da produção científica e tecnológica dos
grupos de pesquisa do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da
Paraíba. Valmira Perucchi, Joana Coeli Ribeiro Garcia.
·
Ciência para todos? A divulgação científica em
museus. Daniel Maurício Viana de Souza.
·
La
colaboración de los autores en la literatura producida sobre la Ley de Lotka. Ruben
Alvarado Urbizagastegui.
Estudos de Caso
·
O dia seguinte para os inovadores tecnológicos
do iPhone: hedonismo e devoção1 no iDay2. Emílio José Montero Arruda Filho,
Mark Michael Lennon.
Relato de Experiência
·
Propuesta
de un modelo para la medición del impacto en políticas TIC hacia la inclusión
social: avances del proyecto IMPOLIS. Mercedes Caridad Sebastián, Francisco
Javier Calzada Prado, Carmen Jorge García-Reyes, Mª Dolores Ayuso García.
Revisões de Literatura
·
Do texto às ontologias: uma perspectiva para a
ciência da informação. Marcelo Schiessl, Marisa Bräscher.
·
Webometria dos repositórios institucionais
acadêmicos. Milton Shintaku, Jaime Robredo, Dulce Maria Baptista.
terça-feira, 11 de setembro de 2012
Afectos com Letras e a nova Biblioteca Pública de Bissau no "África 7 Dias" da RTP
0 Comentários terça-feira, setembro 11, 2012
Publicado por Paulo Barreiro de Sousa
Assunto: biblioteca, Biblioteca Municipal, Biblioteca Municipal de Pombal, Guiné-Bissau
Reportagem no "África 7 dias" da RTP, de dia 8 de Setembro, sobre a
abertura da nova Biblioteca em Bissau. Trata-se de uma iniciativa da ONG
Afectos com Letras em parceria com a Biblioteca Municipal de Pombal e o
Instituto Politécnico Benhoblô, em Bissau.
Desde o dia 30 de Dezembro, 13 000 livros estão à disposição de todos aqueles que, na Guiné-Bissau, quiserem fazer da leitura um momento de valorização e de desenvolvimento pessoal.
Desde o dia 30 de Dezembro, 13 000 livros estão à disposição de todos aqueles que, na Guiné-Bissau, quiserem fazer da leitura um momento de valorização e de desenvolvimento pessoal.
terça-feira, 28 de agosto de 2012
Cadastro das bibliotecas brasileiras
0 Comentários terça-feira, agosto 28, 2012
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: biblioteca escolar, biblioteca especializada, biblioteca pública, biblioteca universitária
Conheça as bibliotecas do seu Estado e da sua cidade que
fazem parte do Cadastro Nacional de Bibliotecas da Biblioteca Nacional. A busca
pode ser feita pelo nome do Estado, cidade, tipo de biblioteca (pública, universitária,
especializada, comunitária, escolar, ponto de leitura, sala de leitura), número
do CPF ou do CNPJ, razão social
da instituição mantenedora ou pelo nome da biblioteca. Também é possível utilizar
o filtro de busca
Clicando no nome da biblioteca são fornecidos os seus dados
básicos: nome da biblioteca, CNPJ, e-mail, telefone, endereço, nome do responsável,
e-mail do responsável.
Em 28 de agosto de 2012 estavam registradas 5.289
bibliotecas. Agora, com a
existência desse cadastro será possível realizar uma análise crítica da
verdadeira situação das nossas bibliotecas. Esse cadastro pode se transformar
num manancial de dados para a pesquisa bibliotecária.
Maiores detalhes no URL:
Murilo Cunha
Novo número: Encontros Bibli
Acaba de ser publicado o v. 17, n.
1, 2012, da revista “Encontros Bibli: revista eletrônica de biblioteconomia e
ciência da informação”.
Os textos completos dos artigos
estão disponíveis no URL: http://www.periodicos.ufsc.br/index.php/eb/issue/view/1897
Sumário:
·
Editorial (i-iv). Dulce Amélia de Brito Neves,
Mariângela Spotti Fujita.
Artigos:
·
Ações para competências em informação no
ciberespaço: reflexões sobre a contribuição da metacognição (1-23). Gustavo
Henrique de Araujo Freire, Isa Maria Freire.
·
Aproximações entre o processo de adaptação de
Piaget e os modos de conversão do conhecimento de Nonaka & Takeuchi
(24-39). Marina Ferreira de Castro Wille, Regina Alves de Morais Marques,
Helena de Fátima Nunes Silva, Tânia Stoltz, Verônica Branco.
·
Conceitos de informação e texto nas abordagens
do ponto de vista cognitivo na ciência da informação e do processamento da
informação na psicologia cognitiva – uma visão interdisciplinar (40-66).
Shirley Guimarães Pimenta.
·
O contexto sociocognitivo do indexador no
processo de representação temática da informação (67-86). Vera Regina Casari
Boccato.
·
Contribuição das ciências cognitivas e da
ciência da informação para representação da informação: proposta para
utilização na construção de biblioteca virtual temática em saúde (87-109).
Leandro Guedes da Fonseca, Iara Rodrigues de Amorim, Regina Goulart Lourenço,
Jorge Calmon de Almeida Biolchini.
·
A intervenção humana na qualificação de processos
de data mining: estudo de caso em uma base de dados hipotética (110-124).
Juliano Tonizetti Brignoli, Egon Sewald Junior, Viviane Brandão Miguez, Neri
dos Santos, Fernando Spanhol.
·
Ontologia: ambiguidade e precisão (125-141).
Marcelo Schiessl, Marisa Bräscher.
·
Trajetórias cognitivas subjacentes ao processo
de busca e uso da informação: fundamentos e transversalidades (142-168). Aida
Varela, Marilene Lobo Abreu Barbosa.
·
O uso da informação no âmbito acadêmico: o
comportamento informacional de pós-graduandos da área de educação (169-187).
Helen de Castro Silva Casarin, Etiene Siqueira de Oliveira.
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
Brasil: 122 portais com periódicos eletrônicos
0 Comentários sexta-feira, agosto 24, 2012
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: periódico eletrônico, SEER
Neste mês
o número de portais de periódicos eletrônicos brasileiros que usam o SEER
registrados no portal do Ibict chegou a 122. São 19 no Centro-Oeste, 16 no
Nordeste, 5 no Norte, 46 no Sudeste e 36 no Sul.
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