quarta-feira, 23 de maio de 2012

UnB cataloga e digitaliza acervo de 6 mil discos de vinil


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Fonte: Portal G1. Data: 20/05/2012.
Autor: Felipe Néri.
URL: http://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2012/05/unb-cataloga-e-digitaliza-acervo-de-6-mil-discos-de-vinil.html
Até o fim de 2013, informação de todos os álbuns estará na internet. Obras podem ser consultadas, mas não estão disponíveis para download.
A Biblioteca Central da Universidade de Brasília (UnB) começou a disponibilizar no último dia 10 a descrição do acervo de cerca de 6 mil vinis de obras lançadas a partir da década de 60. Desde setembro de 2011, mais de 1,6 mil álbuns foram catalogados, com informações sobre a obra, o artista e o nome de todas as faixas.
O material não pode ser tomado emprestado, mas é disponibilizado para ser escutado por qualquer usuário da biblioteca dentro de uma cabine. “Esse é o primeiro catálogo de vinis da cidade. 90% dos alunos da UnB nem sabe que essa coleção existe”, diz Fernando Silva, coordenador do projeto de catalogação dos discos.
O acervo da UnB é maior que o principal catálogo da Universidade de São Paulo, localizado na biblioteca da Escola de Comunicação e Artes – 5.071 discos, focados principalmente em música erudita –, mas menor que o da Biblioteca Nacional, no Rio de Janeiro – 10.860 unidades.
Gêneros
Entre os vinis da UnB, divididos em 15 gêneros, há uma série de documentários alemães com trechos de marchas nazistas, hinos do período de Hitler e discursos do ditador. O acervo também conta com clássicos do rock, como uma versão distribuída na Argentina do álbum dos Abbey Road, dos Beatles, de 1969.
A maior parte dos discos é de música clássica. Na biblioteca, é possível escutar por exemplo uma gravação da Orquestra Sinfônica de Viena tocando “O lago dos cisnes”, de Tchaikoski. A próxima etapa da catalogação, que deverá concluída até o fim de 2013, segundo o coordenador do projeto, é concentrada principalmente em música orquestrada.
Música clássica
“Esta é a parte mais difícil, pois temos que diferenciar entre a música instrumental e a clássica”, disse Joanita Pereira, bibliotecária responsável pela supervisão dos estudantes de graduação que auxiliam no projeto. Segundo ela, um professor do Departamento de Música da UnB foi procurado para auxiliá-los nesta fase.
Cerca de 20 alunos da UnB, além de quatro profissionais da Biblioteca Central fixos no projeto e outros que contribuem eventualmente, se dividem nas tarefas de escutar os discos, buscar informações sobre cada álbum, e sistematizar as informações no software de pesquisa da biblioteca.
Para Joanita, uma das partes mais interessantes do trabalho é ver e tocar a capa dos discos, com imagens consagradas que hoje são raras de se ver no tamanho real dos encartes. “A geração atual perdeu a relação material de pegar o disco, olhar o encarte e ler a le tra da música”, afirmou Joanita.
A BCE não possui o registro da origem de cada disco. Segundo o coordenador do projeto de catalogação, os discos não aparecem nas listas de compras da universidade. "Acredito que eles tenham chegado aqui por meio de doações", disse Silva. "Todo este material estava subutilizado, com poucas consultas. Com este trabalho, queremos ajudar a preservar a história fonográfica", declarou.
Serviço
Os discos podem ser escutados de segunda a sexta-feira por qualquer usuário da biblioteca entre 7h e 19h no setor de Multimeios da biblioteca. Doações também podem ser feitas no mesmo local e horário. O acervo com informações digitalizadas pode ser acessado em connect.collectorz.com/users/gid/music/view ou em www.bce.unb.br.

Domínio público: centenas de livros digitais gratuitos


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Na biblioteca digital Domínio Público podem ser acessadas, entre outras coisas:
·         as grandes pinturas de Leonardo Da Vinci ;
·         músicas em MP3 de alta qualidade;
·         as obras de Machado de Assis;
·         vídeos da TV Escola.
O Ministério da Educação disponibiliza tudo isso, basta acessar o sítio:

sábado, 19 de maio de 2012

9º encontro nacional | 7º internacional de investigação em leitura, literatura infantil & ilustração (Encontros Li)


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Os Encontros de Investigação em Leitura, Literatura Infantil e Ilustração decorreram de 1999 até 2002 com uma periodicidade anual passando, a partir desta data, a decorrer apenas de 2 em 2 anos, privilegiando-se, em cada ano, uma área temática. Em 2012 a área temática a privilegiar é a da Leitura (Avaliação, Ensino, Dificuldades).

Estes Encontros têm como objetivos dar a conhecer e divulgar a investigação que se produz nestas áreas, bem como refletir sobre as práticas docentes que se realizam nas instituições de ensino superior, e têm reunido na Universidade do Minho, em Braga, um grande número de investigadores do país e do estrangeiro, docentes que lecionam na formação de professores, bem como docentes de vários níveis de ensino.

Pretendemos que os Encontros Li – expressão abreviada que entrou já no vocabulário dos seus participantes – continuem a ser um amplo espaço de divulgação, debate e confronto de ideias, e alfobre de investigação interdisciplinar.

Para além de Conferências e Comunicações livres, haverá duas workshops e 4 sessões de pósteres.

                                   
9º encontro nacional | 7º internacional de investigação em leitura, literatura infantil & ilustração 22 + 23 Junho 2012 CESC / Instituto de Educação e Littera - Associação Portuguesa para a Literacia | Universidade do Minho | Campus de Gualtar | 4710-057 Braga Portugal encontrosli@iec.uminho.pt



Programa: http://encontrosli2012.files.wordpress.com/2012/05/programa-li-2012.pdf

Inscrições: http://encontrosli2012.wordpress.com/inscricoes/

Atas 2010: http://repositorium.sdum.uminho.pt/handle/1822/17593

Facebook: https://www.facebook.com/Encontros.Leitura.Literatura.Ilustracao

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Rede de bibliotecas públicas para Florianópolis


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Prezados/as,
Estamos abrindo campanha de coleta de assinaturas no link:

O propósito é reivindicar a implantação em Florianópolis de uma rede municipal de Bibliotecas Públicas. Ficaremos muito grato se concordar com os termos, assiná-lo e divulgá-lo junto aos seus contatos.
Florianópolis, seus moradores e visitantes merecem!
Att.
Francisco das Chagas de Souza

Proler completa 20 anos com semana de grandes eventos


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Fonte: Boletim da Biblioteca Nacional, n. 236. Data: 14/05/2012.
Em 13 de maio de 1992, o decreto presidencial nº 519 instituía o Programa Nacional de Incentivo à Leitura (Proler). Com a proposta de promover ações em prol do hábito de ler em todo país e aumentar o número de leitores brasileiros, uma rede foi constituída entre as diferentes esferas governamentais e entidades privadas em favor da leitura. “Em 20 anos, foram muitas as transformações”, avalia positivamente Carmen Pimentel, coordenadora do Proler. Hoje, a iniciativa conta com 74 comitês em todas as regiões do País. Este ano, o Proler terá um orçamento três vezes maior, abrirá mais 10 comitês e formará pelo menos 2.800 mediadores de leitura.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Cada vez mais atualizados: arquivistas e bibliotecários


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Por Janine Souza em 13 de maio de 2012 - Matéria Especial
Jornal Correio do Povo, Porto Alegre. Rio Grande do Sul, Brasil.


Arquivistas e bibliotecários aderem às novas tecnologias e renovam a profissão
Foi-se o tempo em que o arquivista era aquele profissional mergulhado em documentos empoeirados e que o bibliotecário era a senhora pedindo silêncio dentro da biblioteca. Quem acha que essas duas profissões estão em vias de desaparecer por conta da era digital, engana-se. Elas passaram por reformulações, com o advento das novas tecnologias, e estão superatualizadas. Ainda, geram boas oportunidades de emprego, principalmente em concursos públicos, que chegam a pagar mais de R$ 6 mil para ambos os cargos. Já na iniciativa privada, o salário médio fica aquém desse patamar, na faixa dos R$ 1,6 mil.

A bibliotecária e arquivista Isabela Siebra Alencar observa que as vagas para esses ramos estão concentradas em empresas de grande porte, como as universidades. “A diferença do serviço público para a iniciativa privada é que o primeiro já sabe do valor desses profissionais, já a segunda desperta aos poucos para a sua necessidade”, diz ela, que é assessora do Sindicato dos Bibliotecários do Rio de Janeiro.

Enquanto isso não acontece, as poucas empresas do ramo faturam alto. De acordo com a Associação Brasileira de Gestão de Documentos, em 2011, 70 organizações dedicadas a guardar documentos de outras companhias dividiram um faturamento de R$ 1,2 bilhão no país, 20% mais que em 2010. O grupo mantém 40 milhões de caixas de papelão de padrão arquivo lotadas de informações de diversos setores, como financeiro, hospitalar e jurídico.

A coordenadora do curso de Arquivologia da Ufrgs, Maria do Rocio Teixeira, diz que os cursos de Biblioteconomia e de Arquivologia estão vivendo um momento de redescoberta. “São profissões que gerenciam documentos e muitos municípios estão precisando deles, principalmente no interior do país”, revela a professora. No RS, além da Ufrgs, essas graduações são oferecidas na Universidade Federal do Rio Grande (Furg) e na UFSM (nesse caso, só tem Arquivologia).

A procura pelos cursos é baixa. No vestibular da Ufrgs de 2012, foram 3,57 candidatos por vaga na Arquivologia. Já na Biblioteconomia, foi menor ainda: 2,44 candidatos/vaga. No geral, os estudantes são recrutados quando ainda estão no meio do curso para estágio e, na maioria dos casos, efetivados ao término do contrato.

“Existe a procura por estagiários, mas não conseguimos dar conta de preencher as vagas. As instituições demandam pelos arquivistas e também aumentaram as suas remunerações, até para os estágios. Para o bacharel recém-formado, da mesma forma, temos cada vez mais oportunidades”, completa o coordenador do curso de Arquivologia da UFSM, Daniel Flores.

Além das bibliotecas

O bibliotecário tem hoje uma gama de possibilidades que vai além das unidades de informação, tornando-se requisitado no mercado

A arquivista Flávia diz que a profissão traz
sempre novidades e revelações guardadas
ao longo dos anos (Foto: Tarsila Pereira/CP)
No mercado de trabalho, a informação pode ser a arma do negócio. Nesse sentido, o aumento da competitividade fez com que o bibliotecário saísse das unidades de informação e de trás das mesas das bibliotecas e estendessem a sua área de atuação. “Empresas das mais diversas áreas o requisitam para buscar, reunir, organizar e facilitar o acesso à informação”, afirma Angélica Conceição Dias Miranda, presidente do Conselho Regional de Biblioteconomia da 10 Região (CRB 10) e coordenadora do curso de Biblioteconomia da Universidade Federal do Rio Grande (Furg).

Para quem atua na área, outra vantagem é a falta de concorrência. No CRB 10, por exemplo, são apenas 1,2 mil profissionais associados. Com os horizontes ampliados, muitos bibliotecários estão sendo contratados para organizarem tratados, estudos, documentos digitalizados. “Muitos escritórios de advocacia contratam esses profissionais para organizarem a jurisprudência. Ou mesmo hospitais e instituições de ensino médico, que reúnem grande acervo de especialidades e procedimentos, contratam os bibliotecários para pôr essa documentação em ordem”, afirma a professora Samile Vanz, coordenadora do curso de Biblioteconomia da Ufrgs.

O advento das mídias digitais contribuiu para a transformação do trabalho do bibliotecário. “Profissionais de qualquer área precisam ter conhecimentos de informática e de mídias em geral, não sendo diferente na área de Arquivo e Biblioteconomia. É cada vez mais frequente o uso das modernas Tecnologia da Informação e Comunicação no tratamento, guarda, recuperação da informação”, destaca o professor de Arquivologia, Marcelo Marques.

A lei 4.084/62, que reconhece o bibliotecário como profissional, completou 50 anos em março. O primeiro curso de Biblioteconomia no país surgiu em 1911, com a criação da Biblioteca Nacional.

Nenhum dia igual

A rotina não é a mesma. E a cada dia surge uma novidade. Pelo menos é o que garante a arquivista Flávia Conrado, de 29 anos. Natural de Cruz Alta, Flávia se formou na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), passou em concurso público e hoje trabalha na Ufrgs, onde é diretora da Divisão de Documentação da instituição. “Sempre gostei de organização. Queria fazer Biblioteconomia, mas a UFSM não tinha o curso. Fui para a Arquivologia e me apaixonei pela profissão. Quem imagina que seja estática, sem alternativas e enfadonha, se engana. Aqui, um dia não é igual ao outro. Sempre surgem novidades e coisas interessantes”, garante ela.

A arquivista conta que a maior parte da documentação é guardada em ambiente higienizado. Mas que as pilhas de papel e a poeira ainda fazem parte do cotidiano. “Quando isso acontece, usamos jaleco, máscara e luvas, os equipamentos de proteção individual”, esclarece Flávia.

Na Ufrgs, os documentos vão para o Arquivo Geral. E as pesquisas a essas informações são sempre reveladoras. “Apesar de administrativa, nossa documentação tem o aspecto cultural do patrimônio, pois guarda a vida escolar de grandes nomes do RS, como ex-alunos do quilate de Leonel Brizola, Paixão Côrtes, Mário Totta, Frederico Westphalen, entre outros”, relata Flávia.

Caminhos do conhecimento


A Internet ajuda Michelângelo a aprimorar
o seu trabalho (Foto: Mauro Schaefer/CP)
Para atuar com os livros, o bacharel em Biblioteconomia Michelângelo Viana, 37 anos, foi além dessa graduação. Coordenador de Sistemas da Biblioteca Central Irmão José Otão, da PUCRS, ele também tem formação em Análise de Sistemas e em Administração e ainda tem inglês fluente. “Sempre tive a preocupação em ter um nicho específico de trabalho, por isso busquei desenvolver conhecimentos de informática. Hoje, sou responsável pela integração da base de dados da biblioteca”, relata.

A Biblioteca Central Irmão José Otão é considerada uma das unidades com mais recursos tecnológicos do Estado. “Quando entrei aqui, tínhamos 50 computadores em uma sala, Atualmente, são 350 espalhados pelo prédio, que tem quatorze andares. E, desde 2005, as pessoas podem acessar a biblioteca pela Internet, fazendo de casa ou do trabalho a renovação do empréstimo, acessando o acervo digital e fazendo reservas, por exemplo”, enumera Viana.

A tecnologia é algo que está aparente no trabalho do bibliotecário. “Estou o tempo todo ligado em tudo o que acontece no que diz respeito às bibliotecas. Participo de simpósios e de encontros internacionais mundo afora para me manter atualizado. Procuro na Internet assuntos relacionados e vejo como podemos aplicar aqui essas novidades”, diz.

Para aumentar a riqueza de material disponível na biblioteca, Viana divulga um dos novos empreendimentos. “Estamos desenvolvendo um projeto que reúne todas as publicações dos professores da PUCRS, o que chamamos de Repositório Institucional. E também assinamos várias revistas e livros digitais”, comenta.

Sobre a profissão, Viana diz que faz falta a existência de um sindicato para a categoria. “Isso é uma coisa que precisa acontecer ainda. Mas o bibliotecário tem que ter na mente que a nossa principal função é fornecer os caminhos para que as pessoas possam acessar o conhecimento”, completa.



Reportagem: Nildo Jr – nildo@correiodopovo.com.br
Edição: Janine Souza – janinesouza@correiodopovo.com.br

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Projeto de Lei obriga editoras a doar livros para bibliotecas estaduais


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Brasil, Câmara dos Deputados
03/02/2012 12:57

A Câmara analisa o Projeto de Lei 3085/12, do Senado, que obriga as editoras a realizar o depósito legal de pelo menos um exemplar de suas publicações na Biblioteca Nacional de Brasília e em todas as bibliotecas estaduais e do Distrito Federal. 
Atualmente, a Lei 10.994/04 prevê o depósito obrigatório apenas para a Biblioteca Nacional, localizada no Rio de Janeiro.
O autor da proposta, senador José Sarney (PMDB-AP), diz que, apesar de sua relevância, as bibliotecas públicas brasileiras encontram enorme dificuldade de renovação e atualização de seus acervos. “O Brasil possui uma importante estrutura de bibliotecas sob responsabilidade dos estados, mas que padecem de subaproveitamento devido à limitação de seus acervos.”
Segundo Sarney, além dos problemas financeiros, existem também dificuldades decorrentes das limitações da estrutura de distribuição de livros no Brasil. “A concentração das principais redes de livrarias nos grandes centros urbanos tem desestimulado a distribuição de produtos culturais para as cidades de menor porte e para as localidades mais distantes”, afirma.
Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo (*) e será analisado pelas comissões de Educação e Cultura; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.
* Rito de tramitação pelo qual o projeto é votado apenas pelas comissões designadas para analisá-lo, dispensada a deliberação do Plenário. O projeto perde o caráter conclusivo se houver decisão divergente entre as comissões ou se, independentemente de ser aprovado ou rejeitado, houver recurso assinado por 51 deputados para a apreciação da matéria no Plenário.
Veja a íntegra da proposta em: 




Comissão de Educação e Cultura vai discutir depósito de publicações nas bibliotecas


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Brasil, Câmara dos Deputados
09/05/2012 15:48
A Comissão de Educação e Cultura vai realizar audiência pública para debater o Projeto de Lei 3085/12, que altera a Lei 10.994/04, para conferir à Biblioteca Nacional de Brasília e às bibliotecas públicas estaduais e do Distrito Federal a condição de depositárias legais de publicações.
A iniciativa do debate, ainda sem data marcada, é do deputado Izalci (PR-DF). Ele afirma que as bibliotecas são um dos principais difusores da informação em nosso País, além de terem um papel importantíssimo para estimular o hábito da leitura.
"A inclusão das bibliotecas públicas estaduais e do Distrito Federal entre as destinatárias de exemplares de publicações referentes ao depósito legal é um excelente motivo para trazermos as bibliotecas públicas ao debate", afirma Izalci.
Serão convidados para a audiência:
- o presidente da Associação Nacional de Biblioteconomistas [Nota do blogueiro: Essa Associação não existe. Acredito ser a FEBAB ou a ABDF];
- o secretário de Cultura do DF, Hamilton Pereira da Silva; e
- representantes dos Bibliotecários da UnB; da Biblioteca Pública Nacional  [Nota do blogueiro: Essa Biblioteca não existe. Acredito ser a Biblioteca Nacional de Brasília]; e do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict).

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Quatro milhões de euros para bibliotecas de Lisboa até finais 2013


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Fonte: Público. Data: 9/05/2012.

URL: http://www.publico.pt/Local/quatro-milhoes-de-euros-para-bibliotecas-de-lisboa-ate-finais-2013-1545379

A Câmara de Lisboa vai recuperar as bibliotecas do Palácio Galveias, deslocar a de Alvalade e a Hemeroteca e construir uma nova em Marvila até finais de 2013, num investimento de quatro milhões de euros.

Estas obras estão inseridas no programa estratégico Bibliotecas XXI, aprovado hoje em reunião de câmara com as abstenções do PSD e do CDS e os votos favoráveis dos eleitos do PS, independentes e PCP e prevê até 2024 dotar a cidade de oito ‘bibliotecas âncora’ e 18 de bairro, disse a vereadora da Cultura, Catarina Vaz Pinto.

O objectivo do programa é “um novo reordenamento das bibliotecas de Lisboa por todo o território”, disse a autarca socialista, recordando que estes equipamentos na cidade “não acompanharam movimento de modernização que se verificou no país”, motivado pelas regras do Plano Nacional de Leitura Pública e da Federação Internacional de Associações de Bibliotecas (ILFA, na sigla em inglês), da UNESCO, principalmente no que diz respeito à dimensão do espaço.

Por isso, resumiu a vereadora o objectivo é “trazer as bibliotecas ao século XXI”, transformando-as em “centros culturais de proximidade” dotados de, “além das valências tradicionais, de políticas activas de combate à literacia e à exclusão”, e de espaços como “pequenos auditórios e áreas expositivas” e colocá-las em rede “numa perspectiva local de bairro.

Nesse sentido, e “neste mandato”, a autarquia vai “requalificar e ampliar a biblioteca do Palácio Galveias, recuperando o edifício e alargando a biblioteca ao primeiro piso, onde vai haver também um espaço expositivo com biblioteca”, descreveu Catarina Vaz Pinto, acrescentando que a empreitada para esta obra já está em concurso.

Já no que diz respeito à Biblioteca de Alvalade, fechada por motivos de segurança desde 2009, o programa prevê instalá-la no Palácio dos Coruchéus, que se passará a chamar Biblioteca dos Coruchéus.

“O palácio está em boas condições e não precisa de muitas obras. E tem a vantagem de interagir com os espaços de artes, como ateliês e a Galeria Quadro, que o rodeiam”, disse a vereadora.

Quanto à Hemeroteca, que “está pendente há vários anos”, Catarina Vaz Pinto disse que foi “encontrada uma solução no complexo desportivo da Lapa, que passará a ser um Complexo Desportivo e Cultural”, aproveitando já a biblioteca de desporto existente no espaço.

A autarca socialista adiantou o acervo da Hemeroteca será reduzido apenas aos jornais da cidade e a alguns nacionais e que para o actual edifício onde a Hemeroteca está instalada, em frente à Igreja de São Roque, não está ainda previsto nenhum uso.

Por fim, a câmara prevê construir uma nova biblioteca-âncora em Marvila.

Catarina Vaz Pinto sublinhou que estas intervenções, num investimento proveniente do Programa de Intervenção Prioritária em Acções de Reabilitação Urbana (PIPARU) de cerca de quatro milhões de euros, estão concluídas até ao final do mandato, ou seja, até finais de 2013.

Nos próximos 12 anos, ou seja, até 2024, a câmara prevê dotar a cidade de oito bibliotecas âncora, considerando a de Alta de Lisboa, a de Marvila e a de Benfica (na antiga Fábrica Simões) “prioritárias”, e de 18 bibliotecas de bairro, ou seja, mais que duplicar estes equipamentos, que hoje são apenas 12.

Catarina Vaz Pinto disse que os locais específicos e os orçamentos envolvidos terão de ser definidos “à medida que quer as condições orçamentais e de espaço vão surgindo na cidade”.

O programa concluiu ainda que no ano passado cerca de 700 mil utentes visitaram as bibliotecas lisboetas.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Projeto britânico arquiva conversas que marcam a vida de anônimos


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Fonte: Portal Terra. Data: 8/05/2012.

URL: http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI5760422-EI8142,00-Projeto+britanico+arquiva+conversas+que+marcam+a+vida+de+anonimos.html

"Eis uma pergunta que eu nunca fiz: se eu morrer antes, você se casaria de novo?", questiona o aposentado Jim a Joan, sua esposa desde a juventude. "Não", responde ela. "Você é insubstituível. Meu sentimento é igual ao de quando éramos jovens. Provavelmente nos amamos mais agora".

A conversa entre marido e mulher foi gravada pela BBC Radio 4 e pela Biblioteca Britânica, num projeto que tem como objetivo captar conversas importantes entre duas pessoas comuns, que tenham uma história em comum.

Daqui a anos ou séculos, essas conversas e os assuntos que elas envolvem - amor, casamento, perda, religião, família - darão uma ideia de como era a vida de um cidadão típico no início do século 21, explica Tony Philips, organizador do Listening Project na BBC.

"O objetivo é gravar uma conversa que a pessoa sempre quis ter com alguém próximo a ela. O assunto cabe a eles. Mas deve ser algo de que eles realmente queiram falar - uma conversa de que eles se arrependeriam se não a tivessem."

O resultado são diálogos que tendem a marcar a vida de seus participantes, explica Philips, ao satisfazer a "necessidade básica do ser humano de conversar nesse nível (de profundidade)".

O casal norte-irlandês descrito acima, por exemplo, escreveu a Philips para agradecer a experiência, "que lhes fez pensar o quão frequente na vida não damos cem por cento da nossa atenção às pessoas que amamos", principalmente na era da comunicação virtual.

Gravar e mandar

As primeiras conversas do Listening Project foram gravadas por produtores da BBC Radio 4 e de outras rádios regionais da BBC, com cidadãos que conheceram na comunidade.

Mas a ideia é que qualquer morador do Reino Unido participe do projeto, gravando suas conversas (de cerca de 30 minutos) onde quiserem e mandando o material pelo site (em inglês).

Algumas conversas selecionadas são editadas e transmitidas pela BBC (também estão disponíveis para serem escutadas no mesmo site). Todas serão arquivadas pela Biblioteca Britânica como parte da história oral do país.

Iniciado há poucos meses, o Listening Project recebeu até o início de maio cerca de cem conversas. A transmissão pela BBC ocorrerá de forma intermitente - durante três meses, com intervalos de outros três -, mas o projeto não tem data para acabar.

Para Rob Perks, curador de História Oral da Biblioteca Britânica, "o Listening Project pode prover momentos de percepção sobre a Grã-Bretanha contemporânea: o que cada canto do país pensava sobre suas vidas e seus amores, o que lhes entusiasmava ou decepcionava, seus sucessos e fracassos".

A iniciativa foi inspirada pela ideia americana Storycorps, que visa dar a americanos de diferentes origens a oportunidade de gravar a história de suas vidas como documentos da Biblioteca do Congresso do país.

No Brasil existe desde 1991 o Museu da Pessoa (www.museudapessoa.net), que, em vez de conversas, arquiva "histórias de vida" de pessoas comuns. Qualquer um pode agendar uma sessão no museu, em São Paulo, para que sua história seja gravada, editada e colocada no site da instituição. Já foram gravados 15 mil depoimentos, segundo a assessoria do museu

Manual sobre catalogação de obras especiais e raras


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O Sistema de Bibliotecas da UFMG disponibiliza para download o “Manual para entrada de dados bibliográficos em formato MARC 21: ênfase em obras raras e especiais”, com o objetivo de auxiliar os bibliotecários brasileiros no tratamento de obras raras. De autoria de Maria Angélica Ferraz Messina-Ramos e contou com a colaboração das bibliotecárias da UFMG Marlene de Fátima Vieira e Maria Helena Santos.

A disponibilização do Manual tem o objetivo de possibilitar a ampla utilização do conteúdo pelas bibliotecas brasileiras, já que uma das principais ferramentas para catalogação de obras raras, “Descriptive Cataloging of Rare Books” (DCRB), editado pela Library of Congress, foi publicada em língua inglesa, o que constitui uma barreira linguística para a maioria dos bibliotecários brasileiros.

Nota do blog:

O Manual, com 13.9 Mb, no formato PDF, está disponível no URL: https://www.bu.ufmg.br/boletim/Manual_Obras%20Raras_Completo_Versao%20Publicada.pdf

segunda-feira, 7 de maio de 2012

X Jornadas de Ciência da Informação


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"À semelhança dos anos anteriores, realizaram-se no dia 28 de Maio, na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto. Esta é a décima edição Jornadas de Ciência da Informação, evento organizado pelos alunos da Licenciatura de Ciência da Informação e pelo Mestrado de Ciência da Informação."

Terá como tema "The present and future of Information Management: so little useless information" e contará com a presença do Professor Tom Wilson que será homenageado. 

Inscrições em: xjci.pt.vu

Biblioteca Nacional de Portugal: visitas orientadas


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sábado, 5 de maio de 2012

Problema com aparelho de ar condicionado alaga prédio da Biblioteca Nacional


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Fonte: TV Globo. Data: 4/05/2012.
Cerca de 800 exemplares de jornais e coleções encadernadas foram atingidos pela água e secam no chão. Para salvar o acervo, varais foram estendidos entre as prateleiras da biblioteca, no Rio de Janeiro. O vídeo, com duração de um minuto e 39 segundos, está disponível no URL:
http://globotv.globo.com/rede-globo/jornal-da-globo/v/problema-com-aparelho-de-ar-condicionado-alaga-predio-da-biblioteca-nacional/1933905/

7º Aniversário da nova Biblioteca Municipal de Matosinhos - de 7 a 12 de Maio


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De 7 a 12 de Maio, a Câmara Municipal de Matosinhos vai assinalar o aniversário do novo edifício da Biblioteca Municipal Florbela Espanca e Arquivo Histórico, uma obra de referência da arquitectura contemporânea, da autoria do arquitecto Alcino Soutinho, com um interessante conjunto de actividades:

7 de Maio
10h00-“A menina que detestava livros”- Manjusha Pawagi - Hora do conto e oficina de criatividade

8 de Maio
09h30 às 19h00- Mostra de artesanato brasileiro
10h30-Apresentação do livro do poeta Carlos Cavalcanti “A Génese do tempo” em leitura tradicional e Braille.
18h30-Apresentação do projecto “Portugal Canta Luis Gonzaga” com o trio de Rogerinho do Acordeon – no coreto do parque Basílio Teles

9 de Maio
7º Aniversário da BMFE/Arquivo Histórico - Dia da Europa
9:30-“As Bibliotecas de Matosinhos ao longo dos tempos” (mostra de fotografias pertencentes ao espólio fotográfico do Arquivo Histórico de Matosinhos).
10h00-Hora do conto com o poeta/declamador Renato Cardoso.
11h30-Dança no Aniversário em parceria com a Escola ADN. Academia de Dança do Norte (de Matosinhos)
14h30-“A menina que detestava livros”- Manjusha Pawagi - Hora do conto e oficina de criatividade
15h30-Poesia no Aniversário - Auditório BMFE (iniciativa em articulação com BE/ESPL- Escola Secundária do Padrão da Légua (momento de poesia e música com versos da Florbela Espanca)

10 de Maio
10h00 – Hoje é dia de festa, vamos festejar – Nada melhor do que contar “A festa de anos” de Luísa Ducla Soares, por Ilva Abreu Ateliers
15h00 – Ateliê/Oficina “Imagens em movimento”
18h00 - Apresentação da obra “Espuma de uva divina e outras seduções” de Mário Vitória - Átrio da Biblioteca (10 de Maio a 9 de Junho)

11 e 12 de Maio
Workshop “Como criar uma BibliotecActiva : estratégias, tácticas e operações para sobreviver à crise”

Mais informações:
Biblioteca Municipal Florbela Espanca
Telf.: 229 390 950

quarta-feira, 2 de maio de 2012

“Dá-te + à Leitura": Semana da Leitura em Montalegre


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Fonte: Montalegre. Data: 30/04/2012.

URL: http://www.cm-montalegre.pt/showNT.php?Id=1814

Dá-te + à Leitura" decorreu na biblioteca municipal de Montalegre, ação inserida na semana da leitura. Falamos de «uma iniciativa a nível nacional», durante a qual, a nível local, «foram desenvolvidas ações de promoção do livro e da leitura nas diferentes vertentes», afirma Gorete Afonso, responsável pela instituição. A atividade «foi um objetivo conseguido» e reflexo de «um trabalho comunitário, realizado em parceria».

A semana da leitura «é uma iniciativa a nível nacional» que é «promovida pelo gabinete da rede de bibliotecas escolares e que faz parceria com a rede de leitura pública», explica Gorete Afonso, responsável pela biblioteca municipal de Montalegre. No caso particular de Montalegre, no âmbito da semana da leitura, «foram dinamizadas várias atividades», com o propósito de «promover o livro e a leitura». O programa «foi desenhado por todos os intervenientes da semana da leitura, designadamente as bibliotecas municipais e escolares de Montalegre e Boticas».

MATERIALIZAÇÃO

Um leque variado de ações assolou Montalegre durante a semana da leitura. «Cinema, poesia, teatro, oficinas de sabores, entre outros», foram conjugados e «pensados para atingir os diferentes públicos», explica Gorete Afonso, responsável pela instituição bibliotecária. O intuito foi «criar diversas formas de ler» e conseguir «materializar o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido no âmbito da rede concelhia de bibliotecas», avança. Neste contexto, «Montalegre conseguir fazer diferentes leituras e envolver os diferentes graus de ensino», com um «programa rico».

PARCERIAS

Gorete Afonso, alerta que «foi graças a um trabalho conjunto e comunitário», promovido «em rede e parceria», que «este objetivo foi conseguido». Nessa linha, sublinha «o apoio e empenho da comunidade educativa, em particular dos professores bibliotecários». Foi desse trabalho em equipa que «resultou a sensibilização abrangente para a importância de ler», conclui.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Acesso livre: duas notícias conflitantes


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Harvard pede aos seus cientistas para publicar em revistas de conteúdo livre


Fonte: O Público (Lisboa). Data: 26/04/2012.

URL: http://www.publico.pt/Ci%C3%AAncias/harvard-pede-aos-seus-cientistas-para-publicar-em-revistas-de-conteudo-livre-1543685

Autor: Adriano Miranda.

O conselho consultivo da Universidade de Harvard, uma das mais prestigiadas do mundo, sugeriu aos seus investigadores não só que publicassem os artigos em revistas científicas de conteúdo livre, como abandonassem os conselhos editoriais daquelas que não queiram rever o modo de acesso aos artigos que publicam.

A carta enviada aos membros da universidade explicitava a “situação insustentável” que a biblioteca enfrenta devido à subida de preços das assinaturas das revistas científicas. “Várias grandes editoras de revistas tornaram a comunicação científica financeiramente insustentável e restritiva a nível acadêmico. A situação é exacerbada devido ao esforço de certos editores de adquirirem, agregarem e aumentarem o preço das revistas”, diz a carta enviada a 17 de Abril.

Segundo o documento, o custo anual que a universidade suporta para ter acesso às revistas é de 3,75 milhões de dólares (2,83 milhões de euros). Em 2010, este valor era um décimo de todas as colecções que a biblioteca adquiria. A carta denunciava ainda que, em apenas seis anos, a assinatura de algumas revistas tinham aumentado em 145%, custando a de algumas 30.200 euros por ano.

“Apesar de a produção científica continuar a aumentar e de a publicação poder ser cara, margens de lucro de 35% ou mais sugerem que os preços que temos de pagar não resultam de um aumento do número de novos artigos”, diz o documento.

Muitos contratos englobam várias revistas diferentes que pertencem a uma editora. Algumas destas revistas têm muita leitura, outras nem tanto. Por isso, o conselho consultivo da universidade quer diminuir assinaturas que envolvem muitas revistas, já que não são comportáveis para a biblioteca. Não fazê-lo “pode erodir seriamente colecções noutras áreas, que já estão comprometidas”, refere a carta.

Para lutar contra o status quo da publicação científica, o documento propõe aos professores e estudantes para considerarem submeter os artigos a revistas de acesso livre, ou que têm custos de assinatura razoáveis. “Desloquem o prestígio para [as publicações de] acesso livre”, sugere o documento.

“Se estiverem num conselho editorial de uma revista, verifiquem se pode ser de acesso livre, ou se pode ser publicada por outras editoras. Se não for assim, considerem a vossa demissão”, diz ainda. Outra proposta é que os cientistas encorajem as associações profissionais a tomarem conta das revistas da sua especialidade.

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Harvard versus Yale: o acesso aberto

No inicio desta semana, o estudante universitário de Yale, Emmanuel Quartey postou uma entrevista em vídeo com a bibliotecária da escola, Susan Gibbons, em que ele perguntou sobre o acesso aberto nos periódicos científicos. A sua resposta foi mais ambivalente do que a do corpo docente de Harvard. Embora ela tenha mencionado que o acesso aberto torna as revistas mais acessíveis, ela temia que pedir a um jovem docente para publicar no acesso aberto, presumivelmente em revistas menos prestigiadas, poderia prejudicar as suas chances de promoção acadêmica. Em suma, o prestigio desse jovem professor ficaria parado, podendo afastar esses docentes de Yale. Assim, a biblioteca continuará a apoiar tanto as revistas de acesso aberto como as de acesso mediante assintura.

O vídeo pode ser visto no URL: http://www.theatlantic.com/technology/archive/2012/04/harvard-vs-yale-open-access-publishing-edition/256468/Ac

Como resolver o x do problema da leitura?


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Tarcisio Zandonade,

Professor da UnB, aposentado

Fonte: Correio Braziliense (Brasília, DF). Data: 22/04/2012.

O Correio Braziliense publica regularmente oportunas matérias sobre a mais importante atividade na aprendizagem: a leitura. Este tema é quase sempre analisado sob a perspectiva da falência do ensino da leitura, ou seja, conclui-se sempre que o leitor brasileiro lê, mas não entende... Tony Buzan, um bem sucedido autor inglês, lança pela BBC desde 1974 periódicas edições ou reimpressões do livro Use Your Head (Use a Cabeça). O quarto capítulo desse livro trata da leitura, que para Buzan é o inter-relacionamento total do indivíduo com a informação simbólica. Esse inter-relacionamento desenvolve-se em sete passos.

Os sete passos são os seguintes: (1) Reconhecimento – o aprendiz de leitor aprende os símbolos das letras e dos números. (2) Assimilação – o processo físico, pelo qual a luz é refletida a partir da palavra e recebida pelo olho do leitor e depois transmitida ao seu cérebro pelo nervo ótico. (3) Compreensão – o leitor faz uma ligação de todas as informações que está lendo, com as outras partes do mesmo texto. (4) Entendimento – o leitor analisa, critica, avalia, seleciona e rejeita o que está lendo e integra a informação que lê com todo o seu conhecimento anterior, fazendo as conexões entre os conceitos aprendidos. Assim, quanto mais livros o leitor lê, mais entenderá o próximo livro. (5) Retenção – o leitor armazena na sua memória o resultado de todos os passos anteriores, criando uma verdadeira “biblioteca” na sua cabeça. (6) Revocação – o leitor “chama de volta”, recupera ou lembra o que leu, no momento em que precisa da informação armazenada na sua memória. (7) Comunicação – o nível mais profundo, que é atingido somente quando se consegue transmitir aquilo que foi lido.

Mas, como se dá o processo ótico da assimilação? Ao ler um texto, parece que os olhos se movimentam suavemente, do início até o fim de uma linha, e depois voltam ao início da linha seguinte, até o fim do texto. Esse processo, porém, é muito mais rico do que parece: os olhos movem-se em saltos rápidos (contrações) e rápidas fixações (estabilizações) pelas linhas do texto. A leitura acontece somente durante as fixações, que ocorrem de três a quatro vezes por segundo. Os olhos precisam dessa fixação ou parada para “fotografar” uma palavra ou uma sequência de palavras. A sensação de continuidade na leitura, portanto, é apenas uma ilusão! Esse processo foi descoberto somente no século 19 pelo oftalmologista francês Emil Javal. Conhecendo esse maravilhoso processo neuropsicológico, quais lições podem ser tiradas? Antes de tudo, o leitor deverá perceber que ler é uma técnica e uma arte. Além disso, deverá saber que mais de 80% do que se aprende é resultado da leitura.

Conclui-se, então, que os pedagogos e os gestores educacionais, incluindo a família, devem conhecer a grande potencialidade da criança para aprender a ler. Com certeza, conhecendo a maravilha do processo de leitura, a criança será motivada a gostar de ler. Algumas lições podem ser tiradas dessas reflexões:

(a) A criança aprende a ler com muita facilidade, motivação e alegria, e com relativa rapidez. Os educadores, de modo geral, conseguem ensinar a ler de forma eficiente. Entretanto, se a criança não tiver o que ler, chegará somente ao nível (2) da leitura. Virá a ser mais um brasileiro que lê, mas não entende...

(b) Todas as escolas devem ter uma boa biblioteca, pois uma escola sem biblioteca não ensina a ler, apenas engana! As crianças, cujos pais lêem em casa, lerão mais e melhor! Mas, a responsabilidade de providenciar os livros para a leitura é da biblioteca escolar. Além disso, os jovens gostam de livros atualizados, bonitos, limpos e bem conservados! Não é com livros descartados de outras coleções que se vai motivar a leitura...

(c) Biblioteca escolar sem um bibliotecário para organizá-la e administrá-la torna-se logo um depósito de papel velho. Há escolas públicas no Distrito Federal, que por economia fecharam as bibliotecas e abriram “salas de leitura” para não contratar bibliotecários. Para que uma biblioteca escolar funcione bem é preciso também que os bibliotecários escolares sejam remunerados, pelo menos, no mesmo nível dos professores, uma vez que o bibliotecário é o melhor colaborador do professor, tanto na educação dos alunos, quanto na atualização dos próprios professores.

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