quinta-feira, 10 de maio de 2012
Quatro milhões de euros para bibliotecas de Lisboa até finais 2013
0 Comentários quinta-feira, maio 10, 2012
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: biblioteca pública, Lisboa
Fonte: Público. Data: 9/05/2012.
URL: http://www.publico.pt/Local/quatro-milhoes-de-euros-para-bibliotecas-de-lisboa-ate-finais-2013-1545379
A Câmara de Lisboa vai recuperar as bibliotecas do Palácio Galveias, deslocar a de Alvalade e a Hemeroteca e construir uma nova em Marvila até finais de 2013, num investimento de quatro milhões de euros.
Estas obras estão inseridas no programa estratégico Bibliotecas XXI, aprovado hoje em reunião de câmara com as abstenções do PSD e do CDS e os votos favoráveis dos eleitos do PS, independentes e PCP e prevê até 2024 dotar a cidade de oito ‘bibliotecas âncora’ e 18 de bairro, disse a vereadora da Cultura, Catarina Vaz Pinto.
O objectivo do programa é “um novo reordenamento das bibliotecas de Lisboa por todo o território”, disse a autarca socialista, recordando que estes equipamentos na cidade “não acompanharam movimento de modernização que se verificou no país”, motivado pelas regras do Plano Nacional de Leitura Pública e da Federação Internacional de Associações de Bibliotecas (ILFA, na sigla em inglês), da UNESCO, principalmente no que diz respeito à dimensão do espaço.
Por isso, resumiu a vereadora o objectivo é “trazer as bibliotecas ao século XXI”, transformando-as em “centros culturais de proximidade” dotados de, “além das valências tradicionais, de políticas activas de combate à literacia e à exclusão”, e de espaços como “pequenos auditórios e áreas expositivas” e colocá-las em rede “numa perspectiva local de bairro.
Nesse sentido, e “neste mandato”, a autarquia vai “requalificar e ampliar a biblioteca do Palácio Galveias, recuperando o edifício e alargando a biblioteca ao primeiro piso, onde vai haver também um espaço expositivo com biblioteca”, descreveu Catarina Vaz Pinto, acrescentando que a empreitada para esta obra já está em concurso.
Já no que diz respeito à Biblioteca de Alvalade, fechada por motivos de segurança desde 2009, o programa prevê instalá-la no Palácio dos Coruchéus, que se passará a chamar Biblioteca dos Coruchéus.
“O palácio está em boas condições e não precisa de muitas obras. E tem a vantagem de interagir com os espaços de artes, como ateliês e a Galeria Quadro, que o rodeiam”, disse a vereadora.
Quanto à Hemeroteca, que “está pendente há vários anos”, Catarina Vaz Pinto disse que foi “encontrada uma solução no complexo desportivo da Lapa, que passará a ser um Complexo Desportivo e Cultural”, aproveitando já a biblioteca de desporto existente no espaço.
A autarca socialista adiantou o acervo da Hemeroteca será reduzido apenas aos jornais da cidade e a alguns nacionais e que para o actual edifício onde a Hemeroteca está instalada, em frente à Igreja de São Roque, não está ainda previsto nenhum uso.
Por fim, a câmara prevê construir uma nova biblioteca-âncora em Marvila.
Catarina Vaz Pinto sublinhou que estas intervenções, num investimento proveniente do Programa de Intervenção Prioritária em Acções de Reabilitação Urbana (PIPARU) de cerca de quatro milhões de euros, estão concluídas até ao final do mandato, ou seja, até finais de 2013.
Nos próximos 12 anos, ou seja, até 2024, a câmara prevê dotar a cidade de oito bibliotecas âncora, considerando a de Alta de Lisboa, a de Marvila e a de Benfica (na antiga Fábrica Simões) “prioritárias”, e de 18 bibliotecas de bairro, ou seja, mais que duplicar estes equipamentos, que hoje são apenas 12.
Catarina Vaz Pinto disse que os locais específicos e os orçamentos envolvidos terão de ser definidos “à medida que quer as condições orçamentais e de espaço vão surgindo na cidade”.
O programa concluiu ainda que no ano passado cerca de 700 mil utentes visitaram as bibliotecas lisboetas.
quarta-feira, 9 de maio de 2012
Projeto britânico arquiva conversas que marcam a vida de anônimos
0 Comentários quarta-feira, maio 09, 2012
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: preservação da informação
Fonte: Portal Terra. Data: 8/05/2012.
URL: http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI5760422-EI8142,00-Projeto+britanico+arquiva+conversas+que+marcam+a+vida+de+anonimos.html
"Eis uma pergunta que eu nunca fiz: se eu morrer antes, você se casaria de novo?", questiona o aposentado Jim a Joan, sua esposa desde a juventude. "Não", responde ela. "Você é insubstituível. Meu sentimento é igual ao de quando éramos jovens. Provavelmente nos amamos mais agora".
A conversa entre marido e mulher foi gravada pela BBC Radio 4 e pela Biblioteca Britânica, num projeto que tem como objetivo captar conversas importantes entre duas pessoas comuns, que tenham uma história em comum.
Daqui a anos ou séculos, essas conversas e os assuntos que elas envolvem - amor, casamento, perda, religião, família - darão uma ideia de como era a vida de um cidadão típico no início do século 21, explica Tony Philips, organizador do Listening Project na BBC.
"O objetivo é gravar uma conversa que a pessoa sempre quis ter com alguém próximo a ela. O assunto cabe a eles. Mas deve ser algo de que eles realmente queiram falar - uma conversa de que eles se arrependeriam se não a tivessem."
O resultado são diálogos que tendem a marcar a vida de seus participantes, explica Philips, ao satisfazer a "necessidade básica do ser humano de conversar nesse nível (de profundidade)".
O casal norte-irlandês descrito acima, por exemplo, escreveu a Philips para agradecer a experiência, "que lhes fez pensar o quão frequente na vida não damos cem por cento da nossa atenção às pessoas que amamos", principalmente na era da comunicação virtual.
Gravar e mandar
As primeiras conversas do Listening Project foram gravadas por produtores da BBC Radio 4 e de outras rádios regionais da BBC, com cidadãos que conheceram na comunidade.
Mas a ideia é que qualquer morador do Reino Unido participe do projeto, gravando suas conversas (de cerca de 30 minutos) onde quiserem e mandando o material pelo site (em inglês).
Algumas conversas selecionadas são editadas e transmitidas pela BBC (também estão disponíveis para serem escutadas no mesmo site). Todas serão arquivadas pela Biblioteca Britânica como parte da história oral do país.
Iniciado há poucos meses, o Listening Project recebeu até o início de maio cerca de cem conversas. A transmissão pela BBC ocorrerá de forma intermitente - durante três meses, com intervalos de outros três -, mas o projeto não tem data para acabar.
Para Rob Perks, curador de História Oral da Biblioteca Britânica, "o Listening Project pode prover momentos de percepção sobre a Grã-Bretanha contemporânea: o que cada canto do país pensava sobre suas vidas e seus amores, o que lhes entusiasmava ou decepcionava, seus sucessos e fracassos".
A iniciativa foi inspirada pela ideia americana Storycorps, que visa dar a americanos de diferentes origens a oportunidade de gravar a história de suas vidas como documentos da Biblioteca do Congresso do país.
No Brasil existe desde 1991 o Museu da Pessoa (www.museudapessoa.net), que, em vez de conversas, arquiva "histórias de vida" de pessoas comuns. Qualquer um pode agendar uma sessão no museu, em São Paulo, para que sua história seja gravada, editada e colocada no site da instituição. Já foram gravados 15 mil depoimentos, segundo a assessoria do museu
Manual sobre catalogação de obras especiais e raras
0 Comentários quarta-feira, maio 09, 2012
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: catalogação, obra rara
O Sistema de Bibliotecas da UFMG disponibiliza para download o “Manual para entrada de dados bibliográficos em formato MARC 21: ênfase em obras raras e especiais”, com o objetivo de auxiliar os bibliotecários brasileiros no tratamento de obras raras. De autoria de Maria Angélica Ferraz Messina-Ramos e contou com a colaboração das bibliotecárias da UFMG Marlene de Fátima Vieira e Maria Helena Santos.
A disponibilização do Manual tem o objetivo de possibilitar a ampla utilização do conteúdo pelas bibliotecas brasileiras, já que uma das principais ferramentas para catalogação de obras raras, “Descriptive Cataloging of Rare Books” (DCRB), editado pela Library of Congress, foi publicada em língua inglesa, o que constitui uma barreira linguística para a maioria dos bibliotecários brasileiros.
Nota do blog:
O Manual, com 13.9 Mb, no formato PDF, está disponível no URL: https://www.bu.ufmg.br/boletim/Manual_Obras%20Raras_Completo_Versao%20Publicada.pdf
segunda-feira, 7 de maio de 2012
X Jornadas de Ciência da Informação
0 Comentários segunda-feira, maio 07, 2012
Publicado por Nuno de Matos
Assunto: 2012, Jornadas de Ciência da Informação
"À semelhança dos anos anteriores, realizaram-se no dia 28 de Maio, na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto. Esta é a décima edição Jornadas de Ciência da Informação, evento organizado pelos alunos da Licenciatura de Ciência da Informação e pelo Mestrado de Ciência da Informação."
Terá como tema "The present and future of Information Management: so little useless information" e contará com a presença do Professor Tom Wilson que será homenageado.
Inscrições em: xjci.pt.vu
Biblioteca Nacional de Portugal: visitas orientadas
0 Comentários segunda-feira, maio 07, 2012
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: Biblioteca Nacional de Portugal
sábado, 5 de maio de 2012
Problema com aparelho de ar condicionado alaga prédio da Biblioteca Nacional
1 Comentários sábado, maio 05, 2012
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, preservação da informação
Fonte: TV Globo. Data: 4/05/2012.
Cerca de 800 exemplares de jornais
e coleções encadernadas foram atingidos pela água e secam no chão. Para salvar
o acervo, varais foram estendidos entre as prateleiras da biblioteca, no Rio de Janeiro. O vídeo,
com duração de um minuto e 39 segundos, está disponível no URL:
http://globotv.globo.com/rede-globo/jornal-da-globo/v/problema-com-aparelho-de-ar-condicionado-alaga-predio-da-biblioteca-nacional/1933905/
7º Aniversário da nova Biblioteca Municipal de Matosinhos - de 7 a 12 de Maio
0 Comentários sábado, maio 05, 2012
Publicado por Paulo Barreiro de Sousa
Assunto: Biblioteca Municipal Florbela Espanca, biblioteca pública, Matosinhos
De 7 a 12 de
Maio, a Câmara Municipal de Matosinhos vai assinalar o aniversário do
novo edifício da Biblioteca Municipal Florbela Espanca e Arquivo
Histórico, uma obra de referência da arquitectura contemporânea, da
autoria do arquitecto Alcino Soutinho, com um interessante conjunto de
actividades:
7 de Maio
10h00-“A menina que detestava livros”- Manjusha Pawagi - Hora do conto e oficina de criatividade
8 de Maio
09h30 às 19h00- Mostra de artesanato brasileiro
10h30-Apresentação do livro do poeta Carlos Cavalcanti “A Génese do tempo” em leitura tradicional e Braille.
18h30-Apresentação do projecto “Portugal Canta Luis Gonzaga” com o trio de Rogerinho do Acordeon – no coreto do parque Basílio Teles
9 de Maio
7º Aniversário da BMFE/Arquivo Histórico - Dia da Europa
9:30-“As Bibliotecas de Matosinhos ao longo dos tempos” (mostra de fotografias pertencentes ao espólio fotográfico do Arquivo Histórico de Matosinhos).
10h00-Hora do conto com o poeta/declamador Renato Cardoso.
11h30-Dança no Aniversário em parceria com a Escola ADN. Academia de Dança do Norte (de Matosinhos)
14h30-“A menina que detestava livros”- Manjusha Pawagi - Hora do conto e oficina de criatividade
15h30-Poesia no Aniversário - Auditório BMFE (iniciativa em articulação com BE/ESPL- Escola Secundária do Padrão da Légua (momento de poesia e música com versos da Florbela Espanca)
10 de Maio
10h00 – Hoje é dia de festa, vamos festejar – Nada melhor do que contar “A festa de anos” de Luísa Ducla Soares, por Ilva Abreu Ateliers
15h00 – Ateliê/Oficina “Imagens em movimento”
18h00 - Apresentação da obra “Espuma de uva divina e outras seduções” de Mário Vitória - Átrio da Biblioteca (10 de Maio a 9 de Junho)
11 e 12 de Maio
Workshop “Como criar uma BibliotecActiva : estratégias, tácticas e operações para sobreviver à crise”
Mais informações:
Biblioteca Municipal Florbela Espanca
Telf.: 229 390 950
7 de Maio
10h00-“A menina que detestava livros”- Manjusha Pawagi - Hora do conto e oficina de criatividade
8 de Maio
09h30 às 19h00- Mostra de artesanato brasileiro
10h30-Apresentação do livro do poeta Carlos Cavalcanti “A Génese do tempo” em leitura tradicional e Braille.
18h30-Apresentação do projecto “Portugal Canta Luis Gonzaga” com o trio de Rogerinho do Acordeon – no coreto do parque Basílio Teles
9 de Maio
7º Aniversário da BMFE/Arquivo Histórico - Dia da Europa
9:30-“As Bibliotecas de Matosinhos ao longo dos tempos” (mostra de fotografias pertencentes ao espólio fotográfico do Arquivo Histórico de Matosinhos).
10h00-Hora do conto com o poeta/declamador Renato Cardoso.
11h30-Dança no Aniversário em parceria com a Escola ADN. Academia de Dança do Norte (de Matosinhos)
14h30-“A menina que detestava livros”- Manjusha Pawagi - Hora do conto e oficina de criatividade
15h30-Poesia no Aniversário - Auditório BMFE (iniciativa em articulação com BE/ESPL- Escola Secundária do Padrão da Légua (momento de poesia e música com versos da Florbela Espanca)
10 de Maio
10h00 – Hoje é dia de festa, vamos festejar – Nada melhor do que contar “A festa de anos” de Luísa Ducla Soares, por Ilva Abreu Ateliers
15h00 – Ateliê/Oficina “Imagens em movimento”
18h00 - Apresentação da obra “Espuma de uva divina e outras seduções” de Mário Vitória - Átrio da Biblioteca (10 de Maio a 9 de Junho)
11 e 12 de Maio
Workshop “Como criar uma BibliotecActiva : estratégias, tácticas e operações para sobreviver à crise”
Mais informações:
Biblioteca Municipal Florbela Espanca
Telf.: 229 390 950
quarta-feira, 2 de maio de 2012
“Dá-te + à Leitura": Semana da Leitura em Montalegre
0 Comentários quarta-feira, maio 02, 2012
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: biblioteca pública, hábito de leitura
Fonte: Montalegre. Data: 30/04/2012.
URL: http://www.cm-montalegre.pt/showNT.php?Id=1814
Dá-te + à Leitura" decorreu na biblioteca municipal de Montalegre, ação inserida na semana da leitura. Falamos de «uma iniciativa a nível nacional», durante a qual, a nível local, «foram desenvolvidas ações de promoção do livro e da leitura nas diferentes vertentes», afirma Gorete Afonso, responsável pela instituição. A atividade «foi um objetivo conseguido» e reflexo de «um trabalho comunitário, realizado em parceria».
A semana da leitura «é uma iniciativa a nível nacional» que é «promovida pelo gabinete da rede de bibliotecas escolares e que faz parceria com a rede de leitura pública», explica Gorete Afonso, responsável pela biblioteca municipal de Montalegre. No caso particular de Montalegre, no âmbito da semana da leitura, «foram dinamizadas várias atividades», com o propósito de «promover o livro e a leitura». O programa «foi desenhado por todos os intervenientes da semana da leitura, designadamente as bibliotecas municipais e escolares de Montalegre e Boticas».
MATERIALIZAÇÃO
Um leque variado de ações assolou Montalegre durante a semana da leitura. «Cinema, poesia, teatro, oficinas de sabores, entre outros», foram conjugados e «pensados para atingir os diferentes públicos», explica Gorete Afonso, responsável pela instituição bibliotecária. O intuito foi «criar diversas formas de ler» e conseguir «materializar o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido no âmbito da rede concelhia de bibliotecas», avança. Neste contexto, «Montalegre conseguir fazer diferentes leituras e envolver os diferentes graus de ensino», com um «programa rico».
PARCERIAS
Gorete Afonso, alerta que «foi graças a um trabalho conjunto e comunitário», promovido «em rede e parceria», que «este objetivo foi conseguido». Nessa linha, sublinha «o apoio e empenho da comunidade educativa, em particular dos professores bibliotecários». Foi desse trabalho em equipa que «resultou a sensibilização abrangente para a importância de ler», conclui.
terça-feira, 1 de maio de 2012
Acesso livre: duas notícias conflitantes
0 Comentários terça-feira, maio 01, 2012
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: Acesso Livre, periódico eletrônico
Harvard pede aos seus cientistas para publicar em revistas de conteúdo livre
Fonte: O Público (Lisboa). Data: 26/04/2012.
URL: http://www.publico.pt/Ci%C3%AAncias/harvard-pede-aos-seus-cientistas-para-publicar-em-revistas-de-conteudo-livre-1543685
Autor: Adriano Miranda.
O conselho consultivo da Universidade de Harvard, uma das mais prestigiadas do mundo, sugeriu aos seus investigadores não só que publicassem os artigos em revistas científicas de conteúdo livre, como abandonassem os conselhos editoriais daquelas que não queiram rever o modo de acesso aos artigos que publicam.
A carta enviada aos membros da universidade explicitava a “situação insustentável” que a biblioteca enfrenta devido à subida de preços das assinaturas das revistas científicas. “Várias grandes editoras de revistas tornaram a comunicação científica financeiramente insustentável e restritiva a nível acadêmico. A situação é exacerbada devido ao esforço de certos editores de adquirirem, agregarem e aumentarem o preço das revistas”, diz a carta enviada a 17 de Abril.
Segundo o documento, o custo anual que a universidade suporta para ter acesso às revistas é de 3,75 milhões de dólares (2,83 milhões de euros). Em 2010, este valor era um décimo de todas as colecções que a biblioteca adquiria. A carta denunciava ainda que, em apenas seis anos, a assinatura de algumas revistas tinham aumentado em 145%, custando a de algumas 30.200 euros por ano.
“Apesar de a produção científica continuar a aumentar e de a publicação poder ser cara, margens de lucro de 35% ou mais sugerem que os preços que temos de pagar não resultam de um aumento do número de novos artigos”, diz o documento.
Muitos contratos englobam várias revistas diferentes que pertencem a uma editora. Algumas destas revistas têm muita leitura, outras nem tanto. Por isso, o conselho consultivo da universidade quer diminuir assinaturas que envolvem muitas revistas, já que não são comportáveis para a biblioteca. Não fazê-lo “pode erodir seriamente colecções noutras áreas, que já estão comprometidas”, refere a carta.
Para lutar contra o status quo da publicação científica, o documento propõe aos professores e estudantes para considerarem submeter os artigos a revistas de acesso livre, ou que têm custos de assinatura razoáveis. “Desloquem o prestígio para [as publicações de] acesso livre”, sugere o documento.
“Se estiverem num conselho editorial de uma revista, verifiquem se pode ser de acesso livre, ou se pode ser publicada por outras editoras. Se não for assim, considerem a vossa demissão”, diz ainda. Outra proposta é que os cientistas encorajem as associações profissionais a tomarem conta das revistas da sua especialidade.
======
Harvard versus Yale: o acesso aberto
No inicio desta semana, o estudante universitário de Yale, Emmanuel Quartey postou uma entrevista em vídeo com a bibliotecária da escola, Susan Gibbons, em que ele perguntou sobre o acesso aberto nos periódicos científicos. A sua resposta foi mais ambivalente do que a do corpo docente de Harvard. Embora ela tenha mencionado que o acesso aberto torna as revistas mais acessíveis, ela temia que pedir a um jovem docente para publicar no acesso aberto, presumivelmente em revistas menos prestigiadas, poderia prejudicar as suas chances de promoção acadêmica. Em suma, o prestigio desse jovem professor ficaria parado, podendo afastar esses docentes de Yale. Assim, a biblioteca continuará a apoiar tanto as revistas de acesso aberto como as de acesso mediante assintura.
O vídeo pode ser visto no URL: http://www.theatlantic.com/technology/archive/2012/04/harvard-vs-yale-open-access-publishing-edition/256468/Ac
Fonte: O Público (Lisboa). Data: 26/04/2012.
URL: http://www.publico.pt/Ci%C3%AAncias/harvard-pede-aos-seus-cientistas-para-publicar-em-revistas-de-conteudo-livre-1543685
Autor: Adriano Miranda.
O conselho consultivo da Universidade de Harvard, uma das mais prestigiadas do mundo, sugeriu aos seus investigadores não só que publicassem os artigos em revistas científicas de conteúdo livre, como abandonassem os conselhos editoriais daquelas que não queiram rever o modo de acesso aos artigos que publicam.
A carta enviada aos membros da universidade explicitava a “situação insustentável” que a biblioteca enfrenta devido à subida de preços das assinaturas das revistas científicas. “Várias grandes editoras de revistas tornaram a comunicação científica financeiramente insustentável e restritiva a nível acadêmico. A situação é exacerbada devido ao esforço de certos editores de adquirirem, agregarem e aumentarem o preço das revistas”, diz a carta enviada a 17 de Abril.
Segundo o documento, o custo anual que a universidade suporta para ter acesso às revistas é de 3,75 milhões de dólares (2,83 milhões de euros). Em 2010, este valor era um décimo de todas as colecções que a biblioteca adquiria. A carta denunciava ainda que, em apenas seis anos, a assinatura de algumas revistas tinham aumentado em 145%, custando a de algumas 30.200 euros por ano.
“Apesar de a produção científica continuar a aumentar e de a publicação poder ser cara, margens de lucro de 35% ou mais sugerem que os preços que temos de pagar não resultam de um aumento do número de novos artigos”, diz o documento.
Muitos contratos englobam várias revistas diferentes que pertencem a uma editora. Algumas destas revistas têm muita leitura, outras nem tanto. Por isso, o conselho consultivo da universidade quer diminuir assinaturas que envolvem muitas revistas, já que não são comportáveis para a biblioteca. Não fazê-lo “pode erodir seriamente colecções noutras áreas, que já estão comprometidas”, refere a carta.
Para lutar contra o status quo da publicação científica, o documento propõe aos professores e estudantes para considerarem submeter os artigos a revistas de acesso livre, ou que têm custos de assinatura razoáveis. “Desloquem o prestígio para [as publicações de] acesso livre”, sugere o documento.
“Se estiverem num conselho editorial de uma revista, verifiquem se pode ser de acesso livre, ou se pode ser publicada por outras editoras. Se não for assim, considerem a vossa demissão”, diz ainda. Outra proposta é que os cientistas encorajem as associações profissionais a tomarem conta das revistas da sua especialidade.
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Harvard versus Yale: o acesso aberto
No inicio desta semana, o estudante universitário de Yale, Emmanuel Quartey postou uma entrevista em vídeo com a bibliotecária da escola, Susan Gibbons, em que ele perguntou sobre o acesso aberto nos periódicos científicos. A sua resposta foi mais ambivalente do que a do corpo docente de Harvard. Embora ela tenha mencionado que o acesso aberto torna as revistas mais acessíveis, ela temia que pedir a um jovem docente para publicar no acesso aberto, presumivelmente em revistas menos prestigiadas, poderia prejudicar as suas chances de promoção acadêmica. Em suma, o prestigio desse jovem professor ficaria parado, podendo afastar esses docentes de Yale. Assim, a biblioteca continuará a apoiar tanto as revistas de acesso aberto como as de acesso mediante assintura.
O vídeo pode ser visto no URL: http://www.theatlantic.com/technology/archive/2012/04/harvard-vs-yale-open-access-publishing-edition/256468/Ac
Como resolver o x do problema da leitura?
Tarcisio Zandonade,
Professor da UnB, aposentado
Fonte: Correio Braziliense (Brasília, DF). Data: 22/04/2012.
O Correio Braziliense publica regularmente oportunas matérias sobre a mais importante atividade na aprendizagem: a leitura. Este tema é quase sempre analisado sob a perspectiva da falência do ensino da leitura, ou seja, conclui-se sempre que o leitor brasileiro lê, mas não entende... Tony Buzan, um bem sucedido autor inglês, lança pela BBC desde 1974 periódicas edições ou reimpressões do livro Use Your Head (Use a Cabeça). O quarto capítulo desse livro trata da leitura, que para Buzan é o inter-relacionamento total do indivíduo com a informação simbólica. Esse inter-relacionamento desenvolve-se em sete passos.
Os sete passos são os seguintes: (1) Reconhecimento – o aprendiz de leitor aprende os símbolos das letras e dos números. (2) Assimilação – o processo físico, pelo qual a luz é refletida a partir da palavra e recebida pelo olho do leitor e depois transmitida ao seu cérebro pelo nervo ótico. (3) Compreensão – o leitor faz uma ligação de todas as informações que está lendo, com as outras partes do mesmo texto. (4) Entendimento – o leitor analisa, critica, avalia, seleciona e rejeita o que está lendo e integra a informação que lê com todo o seu conhecimento anterior, fazendo as conexões entre os conceitos aprendidos. Assim, quanto mais livros o leitor lê, mais entenderá o próximo livro. (5) Retenção – o leitor armazena na sua memória o resultado de todos os passos anteriores, criando uma verdadeira “biblioteca” na sua cabeça. (6) Revocação – o leitor “chama de volta”, recupera ou lembra o que leu, no momento em que precisa da informação armazenada na sua memória. (7) Comunicação – o nível mais profundo, que é atingido somente quando se consegue transmitir aquilo que foi lido.
Mas, como se dá o processo ótico da assimilação? Ao ler um texto, parece que os olhos se movimentam suavemente, do início até o fim de uma linha, e depois voltam ao início da linha seguinte, até o fim do texto. Esse processo, porém, é muito mais rico do que parece: os olhos movem-se em saltos rápidos (contrações) e rápidas fixações (estabilizações) pelas linhas do texto. A leitura acontece somente durante as fixações, que ocorrem de três a quatro vezes por segundo. Os olhos precisam dessa fixação ou parada para “fotografar” uma palavra ou uma sequência de palavras. A sensação de continuidade na leitura, portanto, é apenas uma ilusão! Esse processo foi descoberto somente no século 19 pelo oftalmologista francês Emil Javal. Conhecendo esse maravilhoso processo neuropsicológico, quais lições podem ser tiradas? Antes de tudo, o leitor deverá perceber que ler é uma técnica e uma arte. Além disso, deverá saber que mais de 80% do que se aprende é resultado da leitura.
Conclui-se, então, que os pedagogos e os gestores educacionais, incluindo a família, devem conhecer a grande potencialidade da criança para aprender a ler. Com certeza, conhecendo a maravilha do processo de leitura, a criança será motivada a gostar de ler. Algumas lições podem ser tiradas dessas reflexões:
(a) A criança aprende a ler com muita facilidade, motivação e alegria, e com relativa rapidez. Os educadores, de modo geral, conseguem ensinar a ler de forma eficiente. Entretanto, se a criança não tiver o que ler, chegará somente ao nível (2) da leitura. Virá a ser mais um brasileiro que lê, mas não entende...
(b) Todas as escolas devem ter uma boa biblioteca, pois uma escola sem biblioteca não ensina a ler, apenas engana! As crianças, cujos pais lêem em casa, lerão mais e melhor! Mas, a responsabilidade de providenciar os livros para a leitura é da biblioteca escolar. Além disso, os jovens gostam de livros atualizados, bonitos, limpos e bem conservados! Não é com livros descartados de outras coleções que se vai motivar a leitura...
(c) Biblioteca escolar sem um bibliotecário para organizá-la e administrá-la torna-se logo um depósito de papel velho. Há escolas públicas no Distrito Federal, que por economia fecharam as bibliotecas e abriram “salas de leitura” para não contratar bibliotecários. Para que uma biblioteca escolar funcione bem é preciso também que os bibliotecários escolares sejam remunerados, pelo menos, no mesmo nível dos professores, uma vez que o bibliotecário é o melhor colaborador do professor, tanto na educação dos alunos, quanto na atualização dos próprios professores.
quarta-feira, 25 de abril de 2012
Feira do Livro de Lisboa
0 Comentários quarta-feira, abril 25, 2012
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: Feira do Livro de Lisboa
82ª Feira do Livro de Lisboa / a língua que nos une
Hoje, dia 24 de Abril, às 17h, é inaugurada a 82ª Feira do Livro de Lisboa, organizada pela APEL
– Associação Portuguesa de Editores e Livreiros contando com o
patrocínio da Câmara Municipal de Lisboa, representada pelas Bibliotecas
Municipais de Lisboa (BLX), através da organização do programa
cultural, destinada ao público em geral, famílias e escolas.
Considerando que a Feira do Livro de Lisboa é um espaço onde a Língua
Portuguesa é rainha de todas as palavras, as ditas pelos milhares de
pessoas que se deslocam ao espaço e as escritas nos milhares de livros
que ali se podem encontrar, as BLX lançaram o tema: Lusofonia: a língua que nos une
Linguas indigenas na CDU
0 Comentários quarta-feira, abril 25, 2012
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: classificação decimal universal
Estimadas/os
colegas,
En 2009 se incorporaron a las tablas
auxiliares comunes de lengua de la CDU un buen número de idiomas indígenas
sudamericanos, lo cual fue seguido, en 2010, por la adición de sus pares centro-
y norteamericanos, deshaciendo así uno de los sesgos eurocentristas de la
mayoría de los lenguajes de clasificación y proporcionando a todas las unidades
de información —pero sobre todo a las latinoamericanas— de herramientas para
clasificar debidamente sus lenguas y grupos étnicos
nacionales.
En la última entrada del blog de la
CDU en español (http://clasificaciondecimaluniversal.blogspot.com)
hemos listado las clases más importantes con su debida notación, y explicamos
como dichas notaciones pueden modificarse para designar al pueblo hablante de
esa lengua, a la lengua en sí y a la literatura producida en dicho
idioma.
Asimismo, aprovechamos la
oportunidad para comentar que en breve presentaremos el sitio web oficial de la
CDU en español, y que en dicho sitio se incorporarán los resultados iniciales
del proyecto "CDU en lenguas indígenas" (traducción de la CDU a las lenguas
indígenas latinoamericanas más importantes), así como escritos académicos
complementarios emanados del trabajo de elaboración de estos materiales. Por
supuesto, la participación en estas tareas sigue siendo necesaria, y toda
colaboración será bienvenida.
Como siempre, quedamos a su
disposición para comentarios y consultas, y agradeceremos la difusión de esta
información.
Mis más
cordiales saludos,
Lic. Edgardo
Civallero
Editor
Asociado - Consorcio de la CDU
(Clasificación Decimal Universal)
(Clasificación Decimal Universal)
La Haya - Países
Bajos
Web: http://www.udcc.org
Web: http://www.udcc.org
Email: edgardo.civallero@udcc.org
terça-feira, 24 de abril de 2012
Verba para livros e bibliotecas
0 Comentários terça-feira, abril 24, 2012
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, Plano Nacional de Livro e Leitura, politica cultural
Ministério da Cultura investe R$ 373 milhões no PNLL para aumentar índices de leitura
Fonte: Biblioteca Nacional. Data: 23/04/2012.
URL: http://emkt.entrelinhasnaweb.net/emkt/tracer/?1,820161,25fc443f,e459
A Ministra da Cultura, Ana de Hollanda, anunciou nesta segunda-feira (23/04), Dia Mundial do Livro e dos Direitos do Autor, investimentos de R$ 373 milhões do Ministério da Cultura no Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) em 2012. As ações apresentadas contemplam os quatro eixos estratégicos do Plano, que ganhou a condição de ação de governo – e não mais apenas do MinC e do Ministério da Educação – em decreto assinado em fins de 2011 pela presidenta Dilma Rousseff.
Ao todo, serão 42 projetos desenvolvidos em 2012 com o objetivo de promover o livro, a leitura, a literatura, as bibliotecas e a criação e a difusão da literatura brasileira. A coordenação será da Fundação Biblioteca Nacional (FBN).
EIXOS ESTRATÉGICOS
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VALOR (EM R$)
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1 – Democratização do Acesso
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254.627.554,16
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2 – Fomento à Leitura e a Formação de Mediadores
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56.165.936,11
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3 – Valorização Institucional da Leitura
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8.000.000,00
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4 – Fomento à Cadeia Criativa e à Cadeia Produtiva
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54.907.059,00
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TOTAL GERAL
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373.700.549,27
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Para 2012, o foco são os programas de construção e modernização de bibliotecas, que estão no topo da lista de recebimento de recursos públicos. O Ministério empregará nada menos que R$ 254 milhões em ações como a implantação de bibliotecas com telecentros nas Praças dos Esportes e da Cultura/PEC, em bibliotecas do Espaço Mais cultura e na construção e reforma de bibliotecas-parque e bibliotecas de referência e, ainda, no apoio às bibliotecas comunitárias e pontos de leitura e na implantação, revitalização e modernização de bibliotecas municipais.
Também serão investidos na ampliação dos acervos e na formação de bibliotecários e funcionários de 2.700 bibliotecas municipais e comunitárias de 1.500 municípios em todos os estados. Outra medida anunciada foi a ampliação do calendário nacional de feiras de livro e festivais literários para 200 eventos em 2012, a maior parte deles com apoio financeiro do MinC e apoio direto a 175 caravanas de escritores pelo País.
Ao mesmo tempo, será dobrado o número de agentes de leitura para atuar junto às famílias de baixa renda.
Entre as novidades anunciadas será a publicação de editais específicos para contemplar as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, onde os índices de leitura são menores. Outra inovação é a contemplação, em um desses editais, do chamado Custo Amazônico, que prevê a transferência de 30% a mais de recursos para os estados da Amazônia Legal.
Para o presidente da Fundação Biblioteca Nacional, Galeno Amorim, que esmiuçou os objetivos do PNLL ao lado da Ministra Ana de Hollanda, “não será uma ação isolada que fará aumentar os índices de leitura no Brasil, mas sim um conjunto delas, de forma planejada, permanente e, sobretudo, crescente”.
Outros projetos anunciados:
· Ampliação do Programa Agentes de Leitura, com criação de 4 mil agentes, junto com o Ministério da Educação, para apoiar as bibliotecas escolares/comunitárias e a fomentar a leitura entre as famílias no campo. Com os novos convênios e desembolsos, serão, no total, 7.672 agentes atuando em 2012;
· Formação de 1.200 novos agentes mediadores de leitura em 40 encontros realizados pelos 74 comitês do Proler e, ainda, a implantação de 10 novos comitês em regiões ainda desassistidas;
· Projeto Cidadania & Leitura, com a formação de 400 agentes mediadores de leitura para atuar em bibliotecas comunitárias, pontos de leitura e promover em ações de leitura em comunidades atendidas por 20 comitês do Proler, dentro das comemorações de seus 20 anos de fundação;
· Programa de Formação de Pessoal para Bibliotecas, com cursos presenciais e/ou à distância que vão atender 2.800 bibliotecários e gestores. Outros 1.100 profissionais participarão, em 2012, dos cursos, seminários, encontros e painéis para oferecer maior qualificação na área;
· Implantação de 30 pontos de leitura da Ancestralidade Africana em ex-quilombos e terreiros, mediante repasse de recursos financeiros e distribuição de acervos, mobiliários e computadores;
· Apoio à implantação de Planos Estaduais e Municipais de Livro e Leitura;
· Bolsa Biblioteca Nacional/Funarte de Criação Literária e Bolsa Biblioteca Nacional/Funarte de Circulação Literária, totalizando 50 bolsas para apoiar a criação literária e a circulação dos escritores das diversas regiões do país pelo território nacional;
· Projeto Livraria Popular, com a criação de 700 pontos de venda de livros de baixo preço e formação de 1.300 micros e pequenos varejistas do livro em cursos de educação à distância;
· Programa de Internacionalização do Livro e da Literatura Brasileira, com ampliação do número de bolsas concedidas (150 novas em 2012, além de outras 70 em andamento), implantação, em 2012, do Colégio de Tradutores (seis residentes e 160 participantes de atividades), do intercâmbio de 40 autores nacionais no exterior para divulgar suas obras e publicação de revista internacional de literatura brasileira em inglês e espanhol;
· Ampliação da participação nas principais feiras de livros internacionais, para aumentar a presença da literatura brasileira no exterior, inclusive com realização de grandes exposições;
· Lançamento de coleção com 100 Clássicos Brasileiros no formato ebook, para disponibilização para as bibliotecas digitais;
A Ministra Ana de Hollanda salientou que “a leitura não é um ato reflexo, aprendida naturalmente. É o resultado de uma sofisticada operação, aprendida ao longo de anos, e que, por isso mesmo, precisa ser cultivada cuidadosamente, para além dos muros da escola”.
“Para tal, precisamos de uma boa e vasta literatura, de uma competente e ampla rede editorial e de divulgação. Necessitamos de um exército de mediadores de leitura, que dentro das bibliotecas e nos mais variados espaços ajudem sobretudo crianças e jovens a descobrirem a necessidade humana do prazer da leitura”, destacou a Ministra.
Os investimentos de R$ 373 milhões do MinC no PNLL não incluem projetos e programas que ocorrerão este ano, cujos investimentos foram realizados em exercícios anteriores. Tampouco abrange ações de outros órgãos do Governo Federal que também vão integrar o PNLL.
sábado, 21 de abril de 2012
23 de Abril – Dia Internacional do Livro
O Dia Internacional do Livro e dos Direitos Autorais, 23 de abril, é comemorado para estimular a reflexão sobre a leitura, a indústria de livros e a propriedade intelectual (direito sobre a criação de obras científicas, artísticas e literárias).
A data foi instituída em 1995, pela Unesco – organização voltada para a Educação, Ciência e Cultura, que integra as Organização das Nações Unidas. A escolha do Dia do Livro não foi aleatória: em 23 de abril de 1616 faleceram Cervantes e Shakespeare, dois destaques da literatura universal.
O Dia do Livro é, portanto, uma oportunidade de render uma homenagem mundial ao livro e aos seus autores, motivar a descoberta do prazer da leitura e reconhecer a contribuição dos escritores para o progresso social e cultural. A ideia dessa celebração surgiu na Catalunha (Espanha), onde, nessa data, tradicionalmente, dá-se uma rosa ao comprador de um livro.
sexta-feira, 20 de abril de 2012
Evento: Congresso Nacional de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas
Em 2012, o 11º Congresso Nacional de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas, Lisboa, Fundação Calouste Gulbenkian, 18-20 de outubro, apresenta-se como um espaço de reflexão e debate sobre o presente e o futuro das bibliotecas e arquivos, face a um contexto de condicionalismos e exigências que desafiam conceitos, meios e soluções.
Vimos hoje chamar a vossa atenção para o seguinte calendário:
Datas importantes:
• 30 de abril - Limite para submissão de propostas de intervenção (comunicações, painéis e posters)
• 1 de maio - Fim da 1ª fase para pagamento da inscrição (custo reduzido)
• 18 de junho - Notificação dos autores
• 15 de setembro - Limite para envio das comunicações (processo completo)
• 17 de outubro - Workshops e visitas técnicas pré-congresso
• 18 de outubro - Abertura do Congresso
Informamos desde já todos os eventuais interessados que se inscrevam no Congresso, que foi organizado, para o dia 17 de outubro, um vasto conjunto de Workshops e Visitas técnicas, oferecidos a título gratuito, mas requerendo inscrição antecipada.
Mais informações em:
http://www.bad.pt/11congresso/
http://www.bad.pt/11congresso/?page_id=128&ai1ec_cat_ids=20
http://www.bad.pt/11congresso/?page_id=128&ai1ec_cat_ids=21
Tempo de guarda dos documentos judiciais do Superior Tribunal de Justiça
0 Comentários sexta-feira, abril 20, 2012
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: arquivo, plano de classificação, tabela de temporalidade
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) publicou nesta segunda-feira (9) a Resolução 5, de 30 de março de 2012, que dispõe sobre o Plano de Classificação e Tabela de Temporalidade dos Processos e Documentos Judiciais da Corte (PCTT/Área Fim).
O PCTT/Área Fim é o instrumento arquivístico de classificação e destinação dos processos e demais documentos judiciais de competência originária do Tribunal, independentemente do suporte em que estejam registrados.
O Plano de Classificação estabelece a organização física e lógica dos processos e documentos, constituindo-se em referencial básico para sua localização e recuperação, enquanto a Tabela de Temporalidade, resultante de procedimento de avaliação, define o tempo de guarda e a destinação final dos processos e documentos.
Em linhas gerais, o PCTT/Área Fim atribui prazos prescricionais e precaucionais aos autos findos, após os quais são separados aqueles de interesse informativo e histórico, que serão guardados permanentemente, daqueles sem importância para o STJ e para a sociedade, os quais serão encaminhados para descarte.
Quanto à eliminação de processos e documentos, serão observadas práticas de responsabilidade social e preservação ambiental por meio da reciclagem do material descartado e da destinação do resultado para programas sociais ou entidades sem fins lucrativos.
A resolução também se aplica, no que couber, aos processos e documentos judiciais do extinto Tribunal Federal de Recursos.
O instrumento é fruto do trabalho realizado pelo Programa Nacional de Gestão Documental e Memória do Poder Judiciário (Proname) e do Conselho Nacional de Justiça, e contou com a participação de representantes da área de gestão documental do STJ.
Para ter acesso à resolução: http://bdjur.stj.gov.br/xmlui/bitstream/handle/2011/45513/RES_5_2012_PRE.pdf?sequence=1
Evento: Simpósio sobre Informação Clínica
0 Comentários sexta-feira, abril 20, 2012
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: Evento, informação médica
O Simpósio sobre Informação Clínica SIC 2012 será realizado de 23 a 25 de agosto de 2012, no espaço de eventos da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, Brasil.
Maiores informações no URL: www.hcrp.usp.br/sic2012
Com quase 4 livros por habitante, bibliotecas de São Carlos superam índice internacional
0 Comentários sexta-feira, abril 20, 2012
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: biblioteca pública, São Carlos (SP)
Fonte: Portal Inteligemcia. Data: 4/04/2012.
URL: www.inteligemcia.com.br/67457/2012/04/04/com-quase-4-livros-por-habitante-bibliotecas-de-sao-carlos-superam-indice-internacional/
A cidade de São Carlos ultrapassou o índice da Federação Internacional das Associações Bibliotecárias, que prevê que as bibliotecas públicas ofereçam, no mínimo, de 1,5 a 2,5 livros por habitante.
O município é reconhecido no cenário brasileiro por seu alto desenvolvimento tecnológico e o conhecimento acadêmico oriundos de suas universidades (UFSCar e USP) e centos de pesquisa (duas unidades da Embrapa e dois parques tecnológicos). Livros e bibliotecas não poderiam faltar em uma cidade que respira educação.
Em 2010, São Carlos foi apontada a 5ª cidade do país em bibliotecas por habitante, segundo ranking realizado pela Fundação Getúlio Vargas a pedido do Ministério da Educação, no 1º Censo Nacional das Bibliotecas Públicas Municipais.
Agora, um levantamento da prefeitura de São Carlos mostra que a população conta com um acervo de cerca de 850 mil livros à disposição (exatos 844.610 livros). Isso equivale a 3,8 livros por habitante (221 mil moradores segundo o IBGE 2010).
Segundo o estudo Guidelines for Public Libraries (Orientações para Bibliotecas Públicas), elaborado pela Federação Internacional das Associações Bibliotecárias (IFLA, da sigla em inglês) em 2000 e reeditado em 2001, as bibliotecas públicas devem oferecer, no mínimo, de 1,5 a 2,5 livros per capita.
Em São Carlos, os livros que podem ser retirados – e levados para casa – são em número menor, 2,2 livros/pessoa, porém dentro da orientação da Ifla.
Entre as bibliotecas em que qualquer pessoa da comunidade pode se cadastrar e fazer a retirada de livros estão a biblioteca da Unicep com um acervo de aproximadamente 76 mil livros; a Biblioteca Comunitária da UFSCar com acervo de 241.563 livros; as Bibliotecas Municipais e das Escolas do Futuro, com acervo de 164 mil livros; e a do Centro de Divulgação Cientifica e Cultural (CDCC) da USP São Carlos, com 19 mil volumes.
Além destas, as bibliotecas locais da USP (bibliotecas da Escola de Engenharia de São Carlos, do Instituto de Física de São Carlos, do Instituto de Ciências Matemáticas e da Computação, e do Instituto de Química de São Carlos) disponibilizam o acervo para consulta a qualquer cidadão e empréstimos apenas para os estudantes da universidade. As bibliotecas da USP têm, juntas, aproximadamente 376 mil livros.
Entre as empresas da cidade, a Tecumseh do Brasil mantém a biblioteca Ítalo Savelli com acervo disponível para funcionários e familiares com aproximadamente 7.800 livros.
Biblioteca Inclusiva – A cidade de São Carlos também se destaca por oferecer um acervo diferenciado de 3.197 livros em Braille que podem ser encontrados no Espaço Braille (2 mil livros) e biblioteca Comunitária da UFSCar (com outros 1.119 livros). No Espaço Braille é possível encontrar literatura diversificada para pessoas com deficiência visual, que vão desde literatura infanto-juvenil até temas mais complexos como medicina e saúde. Estes usuários também conseguem através do Espaço Braille, ter acesso a autores consagrados como Mário Quintana, Eça de Queiroz e Carlos Drummond de Andrade entre outros.
terça-feira, 17 de abril de 2012
Vaticano e Oxford digitalizam 1,5 milhões de páginas
0 Comentários terça-feira, abril 17, 2012
Publicado por Paulo Barreiro de Sousa
Assunto: biblioteca, biblioteca digital, Digitalização, Internet, Oxford, Vaticano
Algum do espólio das Bibliotecas do Vaticano e de Oxford vai estar disponível online gratuitamente. Foi anunciada uma iniciativa de digitalização de 1,5 milhões de páginas.
O projeto não é original, uma vez que várias outras bibliotecas já o fizeram anteriormente. Desta vez, são duas das bibliotecas mais antigas da Europa a anunciar a intenção de disponibilizar conteúdo online gratuitamente, noticia o Ars Technica. A iniciativa vai custar algo como três milhões de euros, da Fundação Polonsky, e deve demorar quatro anos até estar concluída.
Os trabalhos originais de Homero e Hipócrates e uma Bíblia do ano 1100 são alguns dos trabalhos que vão poder ser consultados pela Internet.
Fonte: Exame Informática
Fonte: Exame Informática
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Como criar uma BibliotecAtiva
0 Comentários segunda-feira, abril 16, 2012
Publicado por Nuno de Matos
Assunto: actividades de bibliotecas
3ª edição de um workshop que em 10 horas pretende reflectir e discutir o presente e o futuro das bibliotecas públicas portuguesas.
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