quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

O livro mais caro do mundo foi posta a leilão em Londres


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.Fonte: BBC. Data: 7/12/2010.

URL: http://www.bbc.co.uk/portuguese/multimedia/2010/12/101207_livro_caro_pu.shtml

Aves da América, do ambientalista John James Audubon, é um dos principais livros de história natural do século 19. Apenas duzentos foram produzidos pelo autor. Dos que ainda existem só 11 estão nas mãos de particulares.

O exemplar que vai a leilão na Sotheby's, em Londres, está sendo avaliado entre quatro e seis milhões de libras esterlinas - entre R$ 11 milhões e R$ 16 milhões.

O diretor de livros e manuscritos da casa de leilões, David Goldthorpe, disse à BBC que a obra "combina raridade, beleza e importância científica".

Audubon fez questão de que os desenhos das aves fossem em tamanho real, ele afirmou.

Segundo Leslie Overstreet, curadora de livros raros de história natural do instituto Smithsonian, de Washington, a obra caiu no gosto popular assim que veio a público, mas foi duramente criticado pela comunidade científica da época.

É que muitas ilustrações foram feitas por artistas a partir de aves mortas, e nem sempre condizem com o tipo de movimento típico das aves, ela contou.

Uma das mais criticadas mostra uma serpente atacando, de forma dramática, um ninho de pássaros.

Para a curadora, o desenho é uma obra de arte no papel, mas vai contra "todas as regras" do ponto de vista científico.

Centro cultural mineiro em novo endereço


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URL: http://www.icam.org.br/

Data: 08/12/2010.
Fundado em 2001 e com o objetivo de estudar, preservar e divulgar a história e a cultura de Minas Gerais, o Instituto Cultural Amilcar Martins (ICAM) ganhou nova sede e passa agora a funcionar na Rua Ceará, 2037, no bairro Funcionários, em Belo Horizonte. O novo espaço, com aproximadamente 500m2, tem uma biblioteca com capacidade para mais de 30 mil títulos – já são 10 mil sobre Minas, uma sala de obras raras e duas de consulta e um espaço para pesquisa com terminais de computadores conectados à internet. Conta ainda com uma oficina de restauro e encadernação de livros, sala de triagem de livros que passarão por processo de higienização e restauração e um auditório multimídia com capacidade para 40 pessoas.

Além da biblioteca com capacidade para 30 mil volumes, a nova sede do ICAM tem espaço para cursos e oficinas de restauro de livros.

Brasileiro lê melhor, mas segue defasado


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Fonte: Folha de S. Paulo. Data: 08/12/2010.

Autores: Fábio Takahashi, Fabiana Rewald e Larrisa Guimarães.

Os estudantes brasileiros com 15 anos melhoraram em leitura, ciências e matemática nos últimos nove anos. Seguem, porém, entre os mais atrasados do mundo. A constatação é da avaliação internacional chamada Pisa, coordenada pela OCDE (organização de nações desenvolvidas), que analisou a educação em 65 países. O exame avalia as áreas a cada três anos. Nesta edição, a prioridade foi leitura, em que a média brasileira avançou 4%. Essa melhora significa que o aluno de hoje tem um conhecimento equivalente a seis meses de aula a mais do que os de 2000, conforme cálculo da Folha. Para o OCDE, o avanço foi "impressionante". Ainda assim, os brasileiros estão com mais de três anos de defasagem ante os chineses, os líderes da lista, que passaram Finlândia e Coreia. No ranking, o Brasil está na 53ª posição, com nota semelhante a Colômbia e Trinidad e Tobago.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Google Editions - digital book distribution channel


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"buy anywhere read anywhere" o Google Editions já está disponível nos EUA. Mais um passo para o cada vez mais real mercado dos livros digitais. Leiam Google's 'buy anywhere read anywhere' ebook store due in December

O direito autoral e o livro digital


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NOVAS CLÁUSULAS PARA O CONTRATO DE CESSÃO DE DIREITOS AUTORAIS/ DE EDIÇÃO PARA ABARCAR OS DIREITOS SOBRE O LIVRO DIGITAL


Autora: Joana Teixeira de Mello

Fonte: http://www.joanamello.com.br/artigos/index.php?id=6

Data: 2/12/2010.

O sistema jurídico brasileiro de proteção aos direitos autorais é regulado, atualmente, pela Lei 9.610 de 1998. Esta dispõe como princípios fundamentais, o princípio da interpretação restritiva e o princípio da divisibilidade.

O artigo 4º da referida Lei determina que os negócios jurídicos sobre os direitos autorais devem ser interpretados restritivamente. Isso significa que onde se lê cessão para comercialização de livro, não se lê livro em geral, não incluindo o livro digital. Portanto, no momento da elaboração de um contrato de cessão de direitos autorais ou de edição, em que se quer incluir a comercialização do livro digital, é importante prever expressamente que a cessão abarca esse novo formato, além do livro impresso.

A Lei também determina, em seu artigo 31, que as diversas modalidades de utilização de obras literárias são independentes entre si e a autorização concedida pelo autor não se estende às demais modalidades. Esse é o chamado Princípio da Divisibilidade do Direito Autoral, fundamentado, por sua vez, na finalidade do legislador de proteger o autor, assim, como o faz, o princípio da interpretação restritiva explanado acima. O foco é que o autor possua controle sobre sua criação e os frutos que essa render.

Ademais, o artigo 29, X da Lei 9.610/1998 prevê claramente que depende de autorização expressa do autor a utilização da obra por quaisquer outras modalidades de utilização existentes ou que venham a ser inventadas. Dessa forma, concluímos que os novos contratos de cessão de direitos autorias e os de edição deverão ter como paradigma que a cessão para o formato de livro digital (ebooks) deverá ser expressa e, a partir, disso, estipularem novas cláusulas que diferenciaram o tratamento deste produto para o do livro impresso.

Assim, os novos contratos poderão prever a cessão de direitos autorais para ambos os formatos, ou até para outros ainda, como video-games e audiobooks. O importante é que o formato, ou modalidade de utilização como chama a Lei, esteja expresso, nada impedindo que o tratamento a cada formato seja diferenciado nas cláusulas contratuais. Quanto aos contratos já firmados, o uso de aditivos contratuais é uma maneira suficiente para suprir essa necessidade. Ressaltando a premência de aditar o contrato já existente, o artigo 49, V da Lei 9.610/1998 determina que a cessão só se operará para modalidades de utilização já existentes à data do contrato.

Uma determinação já existente para o livro impresso, mas que talvez seja essencial para o livro digital é a previsão de concordância do autor com a possibilidade de traduzir o texto. Como o mercado do livro digital não conhece fronteiras, pela facilidade de vendê-lo mundo afora, é interessante que a Editora preveja essa cláusula com fundamento no artigo 29, IV que determina a necessidade de autorização prévia e expressa do autor para tanto.

Entretanto, ressalta-se que para a comercialização em livrarias virtuais que não brasileiras, é necessário que o contrato preveja que sua validade abarca não só o mercado nacional, como, também, o internacional – exegese do artigo 49, IV da atual Lei de Direitos Autorais. Nesse ponto, consideramos que a Editora (ou o autor em relação a esta) pode não ter o interesse de possuir os direitos autorais de validade internacional sobre o livro impresso, mas, somente, que a validade internacional recaia sobre o livro digital, por questões de logística e limitação de empenho. Nada impede, diante do princípio da divisibilidade referido acima, que haja essa divisão: cessão com validade nacional para o livro impresso e com validade internacional para o livro digital, contanto, que tudo esteja previsto expressamente e de forma clara no contrato firmado com o autor.

Vale prever, ainda, no contrato, algumas precauções para a Editora diante da mudança rápida e constante do mercado de livros digitais por conta do avanço de sua tecnologia. É interessante uma previsão contratual no sentido de garantir a extensão da cessão aos livros digitais inertes e animados, bem como a adição de conteúdo ao texto ou à ilustração de seu criador. Pode ser interessante à Editora, por exemplo, adicionar links no ebook para sites parceiros que tratam do mesmo assunto, como um livro de receitas ter o link para o site do Programa de Culinária que aquele autor apresenta na TV, ou possuir vídeos em que o leitor assiste à receita sendo feita. No mesmo sentido, a previsão de autorização da cessão para mais de uma edição do livro digital. Como a tecnologia vem se superando constantemente, a qualidade do livro digital pode ganhar novas e novas edições ao longo dos anos. E a Lei 9.610/1998 exige essa previsão, sob pena de interpretar-se, no caso de omissão desta cláusula, que o autor cedeu os direitos autorais apenas para uma edição.

Para aqueles editores com medo da pirataria sobre o livro digital, pode ser interessante, prever uma cláusula sobre a proteção do arquivo. Dispondo ou sua não responsabilização pela cópia irregular do produto ou dispondo que se esforçará nesse sentido adotando determinadas medidas – como a inclusão de DRM no arquivo, que tem sido a maneira mais comum de lutar contra esse problema.

É interessante para o autor manter a estipulação de um prazo para que a Editora publique o livro digital, seja 12 ou 24 meses, como a Lei prevê para o livro impresso em seu artigo 62, parágrafo único.

Alguns entendidos do mercado editorial de livros digitais, como o americano Mike Shatzkin, sugerem que o contrato sobre os direitos autorais para o formato de livro digital possua uma duração mais curta do que os cinco anos geralmente praticados, justamente porque o mercado é ainda incipiente e muitas mudanças ainda acontecerão. O que hoje possa parecer interessante para uma das partes pode se mostrar, mais à frente, não ser tão bom assim. Dessa forma, um contrato com validade temporal mais curta poderá permitir a revisão de suas cláusulas caso haja o interesse de sua renovação. O americano sugere o prazo de dois anos para tanto.

Resta, finalmente, abordarmos a cláusula sobre o pagamento a título de direitos autorais cedidos. O royalty mais praticado nos Estados Unidos, Reino Unido e outros países em que esse mercado já possui certa expressão é aquele fixado em 25%. Entretanto, esse valor vem sido amplamente combatido pelas associações de autores nesses países que argumentam ser muito baixo, principalmente, em face ao livro impresso que possui gastos, segundos essas associações, muito maiores do que os do livro digital. Cumpre ressaltar que a praxe parece estar se firmando em percentual sobre o valor líquido recebido pela Editora deduzido o desconto da livraria.

De qualquer forma, seja qual for o valor do royalty adotado pela Editora, é importante atentar que a previsão do pagamento deverá ser feita em atenção às disposições acertadas com as livrarias virtuais. Muitas destas só repassam os valores das vendas após atingir determinado valor – geralmente entre R$100,00 e R$200,00. Assim, a cláusula contratual deverá levar em consideração esse vínculo com as livrarias, dispondo o pagamento trimestral, ou semestral, por exemplo, desde que repassado o valor à Editora pelo distribuidor nos termos do contrato firmado entre estes.

Nova revista: Perspectivas em gestão & conhecimento


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PERSPECTIVAS EM GESTÃO & CONHECIMENTO está recebendo submissões para o

 lançamento do seu primeiro número em 2011.
Convidamos você a navegar pelo site da revista:

http://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/pgc
 Como o mais novo periódico editado pela Universidade Federal da Paraíba com a cooperação do Instituto Brasileiro de Informação Científica e Tecnológica, Perspectivas em Gestão & Conhecimento tem por objetivo publicar trabalhos originais e inéditos relacionados com as temáticas Gestão e Conhecimento sob abordagens que priorizem diálogos inter/pluri/multi/transdisciplinares e representem contribuição para o desenvolvimento de novos conhecimentos e/ou para aplicação nos diversos setores e organizações da sociedade.
Aguardando sua contribuição na construção e diálogo de saberes em Gestão e Conhecimento, agradecemos pelo interesse no periódico.
Quaisquer informações, favor nos contactar pelo e-mail:
lucianna.costa@yahoo.com.br.
Saudações,
Os Editores
Jorge de Oliveira Gomes
Luciana Ferreira da Costa

Perspectivas em Gestão & Conhecimento
http://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/pgc

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

A Sociedade da Informação em Portugal


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A UMIC - Agência para a Sociedade do Conhecimento publicou, no seu website, o documento “A Sociedade da Informação em Portugal – Maio de 2010”, onde são sintetizados alguns dos principais vectores de desenvolvimento da Sociedade da Informação em Portugal.

Com a publicação deste documento, a UMIC visa “ilustrar a variedade de áreas de intervenção das políticas públicas no desenvolvimento da Sociedade da Informação e procura reunir informação relativa aos diferentes sectores, sempre que possível numa perspectiva evolutiva”.

Para o efeito, o documento apresenta os principais indicadores internacionais em matéria de Sociedade da Informação e o contexto da definição das prioridades da agenda digital europeia, no quadro da estratégia europeia UE 2020 - Estratégia para um Crescimento Inteligente, Sustentável e Inclusivo.

Fonte: AMA

A Barsa ainda pulsa


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Fonte: Folha de S. Paulo. Data: 04/12/2010.

Presente no imaginário de várias gerações da era pré-internet, a Enciclopédia Barsa Universal ainda resiste ao avanço da Wikipedia e afins, indica a coluna Painel das Letras. Com 55 mil exemplares vendidos até novembro passado, ela já supera em 3.000 as cifras do ano passado. A região Norte é a que mais puxa esse crescimento. A editora estima que ele se manterá em 2011 e deverá ser da ordem de 10%.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Mapa das redes sociais


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Agência faz mapa das redes sociais
Por Vinicius Aguiari, de INFO Online
Quarta-feira, 11 de agosto de 2010 - 09h50


SÃO PAULO (Brasil) - A agência de marketing digital Flowtown apresentou uma mapa representativo das redes sociais. No mapa, cada site, como Facebook, Orkut, Twitter etc. é representado em tamanho proporcional ao seu número de usuários.

O mapa é dividido em “continentes” e ilhas, que representam os diferentes nichos do setor online.

O Google lidera em tamanho, com aproximadamente 1 bilhão de usuários.
Em seguida, vem o Facebook (*), com 500 milhões e o Habbo, com 178 milhões de usuários.
Destacam-se ainda o Twitter, YouTube e LinkedIn (networking profissional).
(*) Estreia hoje no Brasil o filme "A rede social" (The Social Network), baseado no Facebook.

O mapa também abusa da ironia ao nomear algumas regiões como "Antigo Reino do MySpace", “Geleiras Descongelantes da AOL e do Windows Live ", ou “Ilhas em Ascensão do Google Buzz”.

O mapa pode ser visto na íntegra neste link:
http://www.flowtown.com/blog/the-2010-social-networking-map?display=wide

Google vai lançar sua própria livraria virtual ainda este ano, diz Wall Street Journal


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O Globo
Publicada em 01/12/2010 às 16:57

RIO - A Google está prestes a lançar sua própria loja on-line de livros, a Google Editions, passo que pode transformar a forma como os livros são vendidos e, com certeza, preocupa rivais de peso como a Amazon, publicou nesta quarta-feira o "Wall Street Journal". A iniciativa estava atrasada - executivos pretendiam lançá-la em meados de 2010 - por dificuldades técnicas e legais, que teriam sido resolvidas apenas recentemente. A estreia deve ocorrer ainda este ano nos EUA e, no restante do mundo, no primeiro trimestre de 2011, segundo Scott Dougall, diretor de produto da Google.

A proposta da Google Editions será diferente em relação à da Amazon - que detém 65% do comércio mundial on-line de livros. Segundo o "Journal", os usuários do novo serviço poderão comprar produtos diretamente da Google ou de vários livrarias on-line e incluí-los em uma livraria virtual atrelada à sua conta Google. Assim, os consumidores poderão ler os livros em qualquer aparelhos: tanto em seus e-readers, quanto em smartphones ou PCs. Na Amazon, por exemplo, os livros só podem ser adquiridos via Amazon Store e lidos apenas em e-readers com software Kindle.

De acordo com a reportagem, o Google enfrentará duas dificuldades: o costume já arraigado dos muitos consumidores de e-books satisfeitos com o modelo atual e a resistência das grandes livrarias, que não veem vantagem em mudar seu modelo de vendas para se adequar à Google. As livrarias independentes, porém, veem na iniciativa uma chance de entrar no mercado.

A Google não revela detalhes do produto, nem qual será o percentual de lucro dividido com as livrarias externas. O volume de vendas de livros digitais deve triplicar este ano, atingindo US$ 966 milhões segundo o instituto Forrester.

Fonte:
http://extra.globo.com/ciencia/plantao/2010/12/01/google-vai-lancar-sua-propria-livraria-virtual-ainda-este-ano-diz-wsj-923159299.asp

Projeto Ler para Crer


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As bibliotecas públicas têm papel importante para fomentar as práticas da leitura começam a se organizar pelo País afora. No Ceará, elas estão debatendo as boas experiências de voluntários e instituições no sentido de ampliar o acesso e promover a leitura em locais onde, muitas vezes, o Estado não consegue chegar. A realização é do Departamento de Ciências da Informação da Universidade Federal do Ceará [URL: http://projetolerparacrer.blogspot.com/].

O vídeo sobre as atividades do Projeto pode ser visto no Youtube [URL: http://www.youtube.com/watch?v=pvcL6HHE-HI&feature=player_embedded].

MinC suspende repasse de recursos a municípios sem biblioteca


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Autora: Juliana Nepomuceno.

Fonte: Ministério da Cultura. Data: 2/12/2010.

O Ministro da Cultura, Juca Ferreira, assinou, na manhã desta quinta-feira (02), no auditório do Ministério da Cultura, uma portaria que suspende, a partir de hoje, o repasse de recursos do MinC para a prefeitura que não tiver pelo menos uma biblioteca pública municipal (BPM) em funcionamento. “Essa portaria estimula a relação de compromisso com municípios que precisarão manter suas bibliotecas abertas, para terem acesso aos recursos que repassamos”, afirmou Ferreira.

Para Fabiano dos Santos, Diretor de Livro, Leitura e Literatura (DLLL), diretoria vinculada ao MinC, um dos grandes desafios dessa portaria é de expandir “a política para ampliação e modernização das bibliotecas, seja relacionado à ampliação do acervo, programações culturais das bibliotecas ou qualificação dos gestores, para que elas se tornem centros culturais importantes para os municípios”, explicou Fabiano.

Desde abril, o MinC investiu R$ 21 milhões no envio de 2 mil livros, mobiliário, TV, DVD e computador para todas as 420 prefeituras que, segundo o Censo Nacional das Bibliotecas Públicas Municipais, realizado pela Fundação Getúlio Vargas, não possuíam biblioteca.

Dessas, 403 prefeituras já receberam o kit. Até o final deste ano, o ministério ainda enviará os equipamentos para os 17 municípios restantes. “Essa pesquisa também permitiu que o MinC pudesse ajustar e avançar cada vez mais em suas políticas de leitura. Nesses oito anos, tivemos um enorme crescimento que pode ser traduzido pela ampliação dos investimentos, que passaram de R$ 6 milhões para R$ 95 milhões anuais, sobretudo com o lançamento do programa Mais Cultura, em 2006”, explicou a secretária de Articulação Institucional do MinC, Silvana Meirelles.

O envio, pelo MinC, do material necessário para a implantação das BPMs tem como contrapartida do município a responsabilidade de manter o espaço físico adequado e garantir os recursos para o seu funcionamento. Entretanto, há casos de municípios que, mesmo tendo recebido todo o material para implantar a BPM, não cumprem as contrapartidas e sequer inauguram sua biblioteca. Em outros casos, a inauguração é realizada, mas a biblioteca é fechada ou extinta, tempos depois. De acordo com o Censo Nacional, dos 420 municípios sem biblioteca, apenas 11 nunca tiveram o equipamento. O restante fechou ou extinguiu a sua biblioteca. “A biblioteca é um equipamento essencial na história da cultura brasileira. No entanto, elas nunca foram tão valorizadas como deveriam ser. A portaria é indutiva e não punitiva”, enfatizou o ministro Juca Ferreira. “Se o prefeito achar que não precisa de recursos federais, ele pode manter os cidadãos do seu município alheios a essas possibilidades de informação. Mas defendemos que isso deve acabar”, explicou. Atualmente, existem 17 municípios que estão resistindo a manter suas bibliotecas abertas. “Resquícios do passado, e o Brasil do século XXI não pode conviver com esse tipo de mentalidade”, completou o ministro.

Conscientização

Por meio do Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP), o MinC detectou que alguns dos equipamentos estaduais estão defasados, por isso a exigência também se estenderá aos 27 estados e Distrito Federal, para que mantenham as bibliotecas públicas estaduais abertas e em funcionamento. Em geral, essas bibliotecas são a referência e sede de todo o sistema estadual.

“O MinC dá o apoio para abrir e para equipar, mas é preciso ter a contrapartida. Estamos criando a consciência da importância de se ter uma biblioteca aberta nos estados e municípios”, explicou Ferreira, para quem é fundamental instituir uma política pública que garanta o acesso à cultura. “A biblioteca é um ambiente democrático para ampliar o acesso aos livros e formar novos leitores”, avaliou. O ministro acrescenta que ainda há outros dois ambientes de formação: a família e a escola.

A portaria que institui o funcionamento da biblioteca pública como pré-requisito para que a prefeitura ou estado receba recursos do Ministério da Cultura é o primeiro dispositivo desse tipo a ser aplicado a todos os requerentes.

Portal Leia Mais. Seja Mais

Ainda este ano o MinC também lançará o portal Leia Mais. Seja Mais, de incentivo à leitura. Trata-se de um espaço virtual para diversos públicos, inclusive para quem não tem o hábito de ler, onde haverá informações e depoimentos de autores brasileiros e obras, que vão desde a literatura contemporânea até os grandes clássicos, bem como dicas de projetos bem sucedidos de leitura. Boa parte do material estará disponível em versões multimídia.

O Portal será também um espaço para saber onde encontrar bibliotecas públicas e comunitárias, pontos de leitura e para o internauta comentar sobre a biblioteca da sua cidade.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

E-gov brasileiro é pouco utilizado


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Autora: Monica Campi

Fonte: Info Online. Data: 1/12/2010.

Dados do Comitê Gestor da Internet no Brasil (URL: http://http://www.cgi.br/] afirmam que apenas 35% dos brasileiros utilizam os serviços do governo através da internet.

A pesquisa do CGI.br aponta que a baixa adesão dos usuários está na desconfiança dos brasileiros. Das pessoas consultadas, 48% afirmaram que preferem ser atendidos pessoalmente para tirar dúvidas.

Outro motivo seria o pouco conhecimento no manuseio do computador e suas funções, pois 48% dos entrevistados alegam que não sabem usá-lo muito bem. Além disso, 43% disseram que não possuem computador em casa, o que dificulta o acesso aos serviços.

E apesar de 35% declarar não ter acesso à internet em casa, os dados de acesso aos serviços do governo chegam a 79% quando constatado o acesso a partir de computadores corporativos.

E mesmo com a penetração do Governo nas redes sociais, 57% dos consultados disseram desconhecer a oferta de serviços governamentais na internet.

Mas existem muitos que utilizam os serviços conhecidos como “e-gov”. 39% disseram que utilizam para buscar informações, e 10% usam até para realizar transações. E 51% afirmaram que utilizam o serviço das duas formas.

Estante Virtual: 5 anos e um livro vendido por segundo


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Fonte: PublishNews. Data: 02/12/2010.

Com 7 milhões de livros disponíveis e uma média de 25 mil novos livros cadastrados por dia, a Estante Virtual faz 5 anos e segue firme na meta de ter o acervo de todos os sebos on-line do Brasil reunido em seu portal [URL: http://www.estantevirtual.com.br/]. Hoje, já existem 3 milhões de livros até R$12 e quase um milhão de leitores cadastrados. De acordo com a empresa, a cada 5 segundos um livro é vendido. Para comemorar o aniversário, melhorou o sistema de busca do site. Agora, é possível filtrar as buscas por faixas de preço, ano de edição, nome do vendedor e últimos livros cadastrados.

Quo vadis profissionais da Ciência da Informação?


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A discussão parece ter vindo para durar e ainda bem. O interessante é que esta partiu dos profissionais, daqueles que se preocupam com a sua formação, que frequentam os cursos profissionais, licenciaturas, mestrados e até doutoramentos na área da Ciência da Informação.

E onde está a Associação Portuguesa de Bibliotecários Arquivistas e Documentalistas (BAD) no meio de tudo isto? Bem, a BAD aprovou uma moção na Assembleia Geral Extraordinária, realizada a 7 de Abril de 2010, em Guimarães, onde exige ao Governo e às entidades que tutelam serviços e programas de bibliotecas, arquivos e de informação que garantam a inclusão obrigatória da formação especializada nos requisitos dos concursos nestas áreas funcionais... O problema é que a BAD representa cada vez menos a "classe" e a sua expressão pública parece ter diminuído drasticamente.

Como tinha escrito anteriormente é dos profissionais que nasce esta iniciativa, mas seria ainda mais interessante se a ela se juntasse a BAD. É necessário desenvolver uma dinâmica de discussão de forma a trespassar os "muros" da dita "classe". É preciso sensibilizar as pessoas ,em geral, e os políticos, em particular. Afinal e como escreveu o colega António Regedor no bibvirtual...

Actualmente existem licenciados, pós-graduados e Mestres na área de Ciências da Informação e Documentação. E é no momento em que a formação aumentou, que o governo extinguiu as carreiras profissionais específicas. É o contra-senso, o desnorte, a ignorância governamental. Alguém anda a aconselhar mal os nossos governantes.

Qualquer pessoa de bom senso verifica a aberração que a actual lei significa inclusive para a qualidade e transparência dos serviços do Estado. Já agora, a petição está a decorrer aqui.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Audioteca no Rio precisa da ajuda de voluntários


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Fonte: Rede Globo, Programa RJTV. Data: 19/11/2010.

URL: http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2010/11/audioteca-no-rio-precisa-da-ajuda-de-voluntarios.html

A maior audioteca do estado do Rio está precisando da ajuda de voluntários para que deficientes visuais continuem tendo acesso aos mais de 3 mil livros gravados do acervo.

Localizada na Rua 1º de Março, no Centro do Rio, a maior parte dos livros da Audioteca Sal e Luz, que é uma instituição sem fins lucrativos, ainda está gravada em fitas cassete, mídia obsoleta e pouco usada nos dias atuais.

De acordo com a administração da Audioteca, faltam recursos para passar todas as fitas para CDs, mídia mais moderna.

“Temos uma parceria com a Secretaria estadual de Assistência Social que acaba em novembro. E a partir de novembro vamos ficar sem recursos. Por isso a Audioteca pede recursos, ajuda da sociedade para quem puder, quem gosta da ideia da Audioteca”, disse a voluntária Cristhiane Blume.

O espaço, que funciona desde 1986, conta com quatro estúdios onde as gravações são feitas por voluntários. As obras variam de livros de literatura clássica a infanto-juvenil. Os livros são emprestados gratuitamente para deficientes visuais de todo o Brasil. O envio das obras pelo Correio também é gratuito.

Voluntários podem fazer contribuições em dinheiro. Mas, quem preferir, também pode ajudar lendo e gravando livros. A aposentada Nilza Lopes, de 81 anos, diz que ajuda há 17 anos. Ela conta que já leu livros de massoterapia, telemarketing, câmara escura, culinária e até tricô.

A magia dos livros gravados também chega ao ouvido de crianças com deficiência visual. Juliana, de 10 anos, conta que o lugar a deixa muito feliz.

“Aqui é o maior lugar que eu já encontrei na minha vida. Cheio de gente legal. Cheio de livros”, diz a menina.

Serviço:

Os interessados em contribuir com a Audioteca Sal e Luz podem obter mais informações pelo telefone: 2233-8007. A instituição fica na Rua 1º de Março, 125, 7º andar, no Centro. [Rio de Janeiro, RJ]

Brasil precisa concretizar planos culturais, diz perita da ONU


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Fonte: Agencia EFE. Data: 19/11/2010.

A Perita Independente em direitos culturais das Nações Unidas (ONU), Farida Shaheed, afirmou nesta sexta-feira que o Brasil precisa reforçar seus esforços para que as leis e os programas culturais se transformem em realidade.

Ao concluir a visita oficial de 10 dias ao Brasil, a perita paquistanesa avaliou o acesso dos brasileiros às manifestações culturais e indicou que, apesar da promoção de projetos, "muitos indivíduos e comunidades ainda não se sentem participantes ativos na vida nacional".

"Proteger os direitos à cultural num país do tamanho do Brasil não é uma tarefa fácil, pois cada estado e cada pequena cidade é um universo de diversidade", explicou Farida, que durante sua passagem pelo país se reuniu com funcionários, representantes de movimentos culturais e comunidades indígenas.

A perita da ONU avaliou positivamente o trabalho de "colaboração inovadora" do Governo brasileiro com os organismos das Nações Unidas, com as organizações da sociedade civil e com o setor privado.

Também sustentou que proteger os direitos culturais não é só documentar e promover as manifestações de expressão de cada indivíduo, mas também "ajudar às comunidades na construção de sua auto-estima, para que preservem os elementos de sua cultura".

Farida destacou que em sua viagem por Rio de Janeiro, São Paulo, Dourados-MS, Salvador e Brasília, teve a oportunidade de conhecer alguns projetos culturais brasileiros que podem servir como exemplo para outros países, entre eles programas nacionais dirigidos à construção e a adoção de bibliotecas públicas.

A leitura como ferramenta


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Autora: Caroline Lanhi.

Fonte: Gazeta de Cuiabá. Data: 29/11/2010

A cada 4 brasileiros, um não faz a menor ideia sobre o papel da leitura e apenas 3 acreditam que esse hábito tem um significado positivo, diz a pesquisa Retrato da Leitura no Brasil, do Instituto Pró-Livro. É para mudar essa realidade que um projeto desenvolvido há 2 anos por alunos de psicologia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) vem comprovando que leitura, desde os primeiros anos de vida, não apenas estimula o gosto pelo livro como ajuda os pequenos a interpretar a realidade, superar medos e criar sua identidade. O projeto "Rede de Apoio à Educação Infantil: interfaces com a psicologia, pedagogia e arquitetura" mostra que as crianças respondem muito bem quando colocadas em contato com a literatura, o que reforça os dados de falta incentivo à leitura no país, tanto por parte dos pais quanto dos Governos, pela carência de políticas públicas efetivas. O projeto é executado em 6 creches da Capital, sendo 5 municipais e 1 estadual. Nelas alunos de psicologia da UFMT escolhem uma obra literária que vai nortear os trabalhos da equipe durante um semestre. A obra geralmente tem alguma relação com o nome da instituição e o personagem principal da história se torna o mascote da creche, sobre o qual as crianças realizam diferentes atividades e recontam, elas mesmas, a história.

Exemplo disso é que foi realizado na creche Santa Clara. Lá o projeto se inspira na vida e obra de Maria Clara Machado (teatróloga conhecida por seus livros e peças de teatro infantil). A obra A Viagem de Clarinha foi encenada pelos acadêmicos e a partir dela criou-se a mascote Clarinha, uma boneca do tamanho das crianças, que passa de mão em mão e sobre a qual derivam outras histórias e inúmeras atividades. O público do projeto é formado por crianças com aproximadamente 2 anos que, por causa da curiosidade em conhecer a história, desenvolvem um poder de concentração muito grande. A partir da relação com os personagens da história, a educadora Daniela Barros da Silva Freire Andrade explica que as crianças criam significados, interpretam o que está ao redor delas, aprendem até mesmo a administrar conflitos como o medo do abandono, presente em grande parte delas. O objetivo principal do projeto é criar espaços de narrativa que estimulem os pequenos a criar a própria história com base na leitura.

"Viemos de uma cultura onde que a criança não fala, uma cultura onde não ouvirmos as crianças. Precisamos superar isso e ver que a criança também produz significados e isso se dá a partir da leitura ampliada". A intenção é implantar esse método em outras creches da Capital, mas o desafio ainda maior é fazer com que essa valorização da leitura não fique estagnada somente nas instituições de ensino infantil, mas seja absorvida de modo integral em toda a vida escolar. O que não pode é as escolas colocarem a leitura como obrigação do aluno - fato que infelizmente acontece na maior parte dos casos, lembra a educadora. O ideal é que o jovem continue associando a leitura à produção das suas próprias histórias ou a outros tipos de arte como o cinema, por exemplo, e assim desenvolva por completo o gosto pelos livros.

Inclusão leva as obras até os leitores carentes

Além da falta de incentivo, um dos motivos apontados pela educadora Daniela Freire para a baixa quantidade de leitores no Brasil é a condição socioeconômica. Muitos não compram livros porque simplesmente não possuem dinheiro para isso, pois as contas vêm em primeiro lugar. O produtor cultural Clóvis Resendes Matos percebeu isso há 5 anos, quando trabalhava em uma livraria de Cuiabá, e decidiu fazer diferente. Apostou todas as suas fichas no projeto Inclusão Literária, com o objetivo de levar a literatura a quem não tem condições de pagar. O resultado foi a criação de 3 bibliotecas em comunidades rurais e uma itinerante, esta última com duas utilidades: ponto de leitura e venda de livros usados a um preço acessível.

Desde então, Clóvis atua de modo independente na Capital. Até tentou angariar investimentos, mas não conseguiu o apoio de empresas que poderiam fomentar a ideia. Mesmo sem ajuda, o retorno foi imediato, tanto por parte de doadores de livros quanto daqueles que apreenderam a gostar de ler. O projeto atrai pessoas de todas as idades e mostra que o livro chama a atenção, só faltam oportunidades. Nos últimos meses, Matos também vem estudando uma maneira de estimular o hábito da leitura distribuindo livros nos pontos de ônibus. O projeto ainda está em fase de aperfeiçoamento. A biblioteca itinerante reúne livros que custam de R$ 5 a R$ 10. Ela vai interromper os trabalhos no final de novembro e durante dezembro, mas a partir de janeiro, voltará todos os domingos, ao campus da UFMT próximo ao zoológico.

No ano que vem, papel eletrônico vai ganhar cores


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Autor: Bruno Romani.

Fonte: Folha de S. Paulo. Data: 01/12/2010.

A partir do ano que vem, os leitores de livros eletrônicos poderão ganhar cores. A empresa detentora da tecnologia de papel eletrônico, conhecido em inglês como "E Ink", anunciou que a sua nova geração de telas deixará de ser monocromática. As telas, famosas por não serem tão agressivas aos olhos como as de LCD e LED, vão ganhar 4.096 cores. A tecnologia, porém, continua a mesma: não há fonte de iluminação interna no aparelho e a luz ambiente refletida é que torna as imagens visíveis. O primeiro leitor com E Ink colorido será vendido na China, a partir de fevereiro do ano que vem. Segundo a Hanvon, fabricante do dispositivo, ele custará o equivalente a R$ 907.

Por que eu não acredito em Papai Noel, Saci Pererê e DRM


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Autor: Carlo Carrenho.

Fonte: http://www.tiposdigitais.com/2010/11/por-que-eu-n%C3%A3o-acredito-em-papai-noel-saci-perer%C3%AA-e-drm.html

A utilização ou não de DRM (Digital Rights Management) em e-books é uma questão bastante polêmica. A maior parte dos editores defende o uso da trava anti-cópia, receosos de que a pirataria tome conta. Outros defendem o consumidor honesto e acham que ele não deve ser penalizado para evitar a ação dos pilantras virtuais. Muitas vezes, a discussão ganha ares filosóficos, com referências a conteúdo livre, open platform e até um ranço socialista.

Olhando o lado do editor, ele se encontra diante de uma escolha de Sofia com três opções:

1. Utilizar DRM, ganhando certa proteção em relação à pirataria, mas prejudicando vendas ao oferecer um produto pouco amigável e flexível.

2. Publicar e-books sem nenhuma trava, agradando e facilitando a vida do público (que ainda é um pouco avesso ao conceito do livro digital), mas correndo o risco da pirataria.

3. Aceitar um modelo proprietário e restritivo, como o da Amazon, com um DRM discreto que não prejudica o consumidor, uma vez que não envolve a complexidade da utilização em vários devices diferentes.

Como se vê, trata-se de uma escolha cruel.

Minha abordagem à questão é bastante prática. Como não existe um DRM eficaz, acho que o mesmo não deve ser utilizado. Qualquer DRM é facilmente quebrado, seja por softwares profissionais seja por adolescentes com uma mínima intimidade com um computador. Sendo esta a realidade, para que punir o consumidor honesto? Na prática, hoje, o DRM serve apenas para irritar o cliente, pois o pirata vai copiar de qualquer jeito.

Eu, por exemplo, prefiro ler no Kindle, mas os livros digitais que adquiri nas e-bookstores da Saraiva, Cultura e Sony, que utilizam o DRM da Adobe Editions, não podem ser abertos no e-reader da Amazon por dois motivos. Primeiro, porque o Kindle não lê o formato ePub destas lojas. Segundo, porque os arquivos possuem DRM. Como eu queria ler meus livros no Kindle e também porque queria testar a segurança do DRM da Adobe, me propus o desafio de converter meus ePubs para o formato mobi da Amazon.

O primeiro desafio, converter de ePub para Mobi, era muito simples. Bastou eu usar o software Calibre, gratuito, que serve para criar e-books. O software até já transfere os e+books para dentro do Kindle sem necessidade de transferir arquivos manualmente. Mas e o DRM? Era preciso retirar a trava, uma vez que o Calibre não converte arquivos DRMizados.

Menos de meia hora no Google me revelaram duas soluções. A primeira é o software ePub DRM Removal, que custa US$ 29,90, e possui uma versão para testes gratuita. É fácil demais, o software funciona perfeitamente e não exige nenhum conhecimento técnico. A segunda opção, gratuita, é mais complexa e exige um pouco de conhecimento de informática. Trata-se de um software chamado Python. Para efetuar a desDRMização, é necessário instalar dois programas e copiar alguns arquivos da Internet, mas o link acima permite que todos os arquivo sejam baixados em um pacote com instruções.

Testei os dois processos e estou lendo meus livros perfeitamente no Kindle. Até assusta. Vale lembrar que não é crime nem contravenção destravar e-books. Crime é distribuí-los ou copiá-los.

Concluindo, o DRM não faz sentido. Seu custo é alto demais e sua eficiência não resiste à meia hora de Google de um dinossauro da informática de 38 anos como eu. O mercado editorial terá de achar soluções mais criativas para sobreviver e evitar a pirataria.

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