O Centro de Informação e Pesquisa (Information Resource Center - IRC), da Embaixada dos Estados Unidos, tem o prazer de divulgar aos seus usuários uma publicação, em portugûes , produzido pelo Departamento de Estado dos EUA intitulado “Definindo a liberdade na internet”, junho de 2010, 35p . A publicação aborda a dificuldade de consenso sobre uma definição universal de liberade na internet e como diferentes governos e sociedades lidam com essas novas e transformadoras tecnologias. Se tiver interesse, acesse:
URL: http://www.america.gov/media/pdf/ejs/portuguese/0610p.pdf
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Dicionário Aurélio inclui verbetes geeks
0 Comentários quarta-feira, setembro 29, 2010
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: dicionário, informática
Autor: Vinicius Aguiari. Data: 12/09/2010.
Fonte: INFO Online.
No ano do centenário de seu criador, o dicionário Aurélio, ofertado pela primeira vez em 1975 se adapta a era tecnológica e adiciona novas palavras à língua portuguesa.
Verbetes comuns no vocabulário de geeks,como tuitar, blogar, tablets, e-book, fotolog, blue tooth e blu-ray, passaram a fazer parte do dicionário.
A relação do próprio dicionário com o mundo da tecnologia é bastante próxima. Em 2004, os direitos do Aurélio foram comprados pela editora Positivo, do grupo Positivo, que apresentou recentemente o leitor de livros digitais Alfa. Além de possuir a tradicional versão impressa, o Aurélio também possui versões digitais e uma outra para iPhone.
Nerds, bullyng, test-drive e pré-sal foram outras palavras adicionadas a versão atual, que ficou 6% maior que a anterior. Os editores também desenvolveram uma fonte própria para esta edição comemorativa, chamada Aurélio e inspirada na própria grafia do lingüista que morreu em 1989. A fonte pode ser baixada no site do dicionário.
Aurélio Buarque de Hollanda nasceu na cidade de Passo de Camagaribe, em 1910, e aos 14 anos começou a dar aulas particulares de português, em Maceió. Em 1961, foi eleito imortal pela Academia Brasileira de Letras. O autor decidiu fazer um dicionário, pois não tinha um para consultar quando era criança.
Fonte: INFO Online.
No ano do centenário de seu criador, o dicionário Aurélio, ofertado pela primeira vez em 1975 se adapta a era tecnológica e adiciona novas palavras à língua portuguesa.
Verbetes comuns no vocabulário de geeks,como tuitar, blogar, tablets, e-book, fotolog, blue tooth e blu-ray, passaram a fazer parte do dicionário.
A relação do próprio dicionário com o mundo da tecnologia é bastante próxima. Em 2004, os direitos do Aurélio foram comprados pela editora Positivo, do grupo Positivo, que apresentou recentemente o leitor de livros digitais Alfa. Além de possuir a tradicional versão impressa, o Aurélio também possui versões digitais e uma outra para iPhone.
Nerds, bullyng, test-drive e pré-sal foram outras palavras adicionadas a versão atual, que ficou 6% maior que a anterior. Os editores também desenvolveram uma fonte própria para esta edição comemorativa, chamada Aurélio e inspirada na própria grafia do lingüista que morreu em 1989. A fonte pode ser baixada no site do dicionário.
Aurélio Buarque de Hollanda nasceu na cidade de Passo de Camagaribe, em 1910, e aos 14 anos começou a dar aulas particulares de português, em Maceió. Em 1961, foi eleito imortal pela Academia Brasileira de Letras. O autor decidiu fazer um dicionário, pois não tinha um para consultar quando era criança.
Lupa eletrônica ajuda deficiente a ler
1 Comentários quarta-feira, setembro 29, 2010
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: deficientes visuais, leitura
Fonte: Agência FAPESP.
Data: 26/09/2010.
O Brasil tem cerca de 4 milhões de deficientes visuais, segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia. Estima-se que três em cada quatro apresentem visão subnormal – acuidade visual corrigida entre 0,05 e 0,3 no melhor olho, ou seja, enxergam em um campo de visão entre 5% e 30% do normal.
Pessoas com baixa visão ou visão subnormal apresentam sérias dificuldades para os afazeres habituais, mesmo após tratamento ou correção dos erros refrativos comuns com uso de óculos, lentes de contato ou implante de lentes intraoculares.
Pesquisadores da Bonavision Auxílios Ópticos, empresa instalada no Centro de Inovação, Empreededorismo e Tecnologia (Cietec) da Universidade de São Paulo (USP), acabam de lançar uma lupa eletrônica para leitura destinada a pessoas com deficiências visuais graves, com acuidade inferior a 5%.
O produto é o terceiro lançado pela empresa. O primeiro, em 2008, foi uma lupa especial para leitura, que amplia textos em cinco vezes e diminui as distorções, permitindo a visualização das palavras. Em 2009, os pesquisadores lançaram uma prancha de leitura acoplada à lupa. Os dois são vendidos pela empresa.
“A partir da prancha, incorporamos uma nova tecnologia, que foi a câmera de vídeo, colocada no local em que estava uma lente óptica. Conectada a uma televisão de 20 polegadas, a câmara possibilita um aumento da imagem de seis vezes (com a lente) para 40 vezes”, disse José Américo Bonatti, pesquisador da Clínica Oftalmológica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e um dos diretores da Bonavision, à Agência FAPESP .
O projeto anterior (“Prancha de leitura acoplada à lupa”) contou com apoio da FAPESP por meio do Programa FAPESP Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE). O pedido de patente nacional e internacional tem auxílio do Programa de Apoio à Propriedade Intelectual (PAPI).
Além de permitir a leitura da palavra inteira na linha, uma das vantagens da Lupa Eletrônica é o conforto. “É o dispositivo disponível no mercado que permite ao usuário ler sentado no sofá ou na cama, sem adaptações, não precisando de cadeira e mesa”, explicou Bonatti.
“A luz ambiente necessária é mínima. A câmara é de alta sensibilidade e tem controle automático de iluminação, mantendo a imagem na tela da TV uniforme e confortável”, disse sobre outras vantagens do produto.
Outro aspecto de destaque é a portabilidade. “Por não ter tela própria, o usuário pode levar para qualquer lugar onde seja possível acoplar o equipamento a uma televisão”, disse.
A câmara desliza em um trilho de uma prancha de leitura. Para mudar de linha, é só movimentar o trilho para baixo ou para cima. “Por isso, a lupa pode ser manipulada também por pessoas com problemas motores, portadores de doenças como Parkinson, uma vez que os tremores não afetam a movimentação da câmara no trilho metálico”, afirmou.
Existem atualmente no mercado, segundo o pesquisador, dois tipos de lupas eletrônicas: as do tipo “câmara-mouse” e “bandeja móvel”, que apresentam algumas limitações.
“A câmara-mouse, que pode ter tela própria portátil ou não, apresenta estabilidade dificultada, caso o usuário tenha problemas motores. Já a bandeja-móvel, que também pode ter tela própria ou não, exige grande treinamento e coordenação motora, pois a bandeja se move facilmente ao menor movimento das mãos”, disse.
Segundo Bonatti, a Lupa Eletrônica se diferencia dos equipamentos do mercado porque pode ser utilizado com um treinamento mínimo, além de trazer mais conforto e ergonomia. “O preço desse novo produto é de R$ 1,8 mil, ao passo que um modelo importado está na faixa de R$ 5 mil”, disse.
Além do uso para deficiente visual, o novo produto já está sendo testado para outras aplicações, tanto técnica quanto didática. “A Lupa Eletrônica pode ser utilizada para ver detalhes de um lote de produção em circuito eletrônico e também na área de geologia, por exemplo”, disse.
O produto poderia também ser utilizado no ensino, indica Bonatti. “Com a ajuda de uma tela grande, muitos detalhes captados poderiam ser vistos em sala de aula. Caso não haja laboratórios na escola, a Lupa Eletrônica pode ser um recurso pedagógico importante”, disse.
Data: 26/09/2010.
O Brasil tem cerca de 4 milhões de deficientes visuais, segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia. Estima-se que três em cada quatro apresentem visão subnormal – acuidade visual corrigida entre 0,05 e 0,3 no melhor olho, ou seja, enxergam em um campo de visão entre 5% e 30% do normal.
Pessoas com baixa visão ou visão subnormal apresentam sérias dificuldades para os afazeres habituais, mesmo após tratamento ou correção dos erros refrativos comuns com uso de óculos, lentes de contato ou implante de lentes intraoculares.
Pesquisadores da Bonavision Auxílios Ópticos, empresa instalada no Centro de Inovação, Empreededorismo e Tecnologia (Cietec) da Universidade de São Paulo (USP), acabam de lançar uma lupa eletrônica para leitura destinada a pessoas com deficiências visuais graves, com acuidade inferior a 5%.
O produto é o terceiro lançado pela empresa. O primeiro, em 2008, foi uma lupa especial para leitura, que amplia textos em cinco vezes e diminui as distorções, permitindo a visualização das palavras. Em 2009, os pesquisadores lançaram uma prancha de leitura acoplada à lupa. Os dois são vendidos pela empresa.
“A partir da prancha, incorporamos uma nova tecnologia, que foi a câmera de vídeo, colocada no local em que estava uma lente óptica. Conectada a uma televisão de 20 polegadas, a câmara possibilita um aumento da imagem de seis vezes (com a lente) para 40 vezes”, disse José Américo Bonatti, pesquisador da Clínica Oftalmológica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e um dos diretores da Bonavision, à Agência FAPESP .
O projeto anterior (“Prancha de leitura acoplada à lupa”) contou com apoio da FAPESP por meio do Programa FAPESP Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE). O pedido de patente nacional e internacional tem auxílio do Programa de Apoio à Propriedade Intelectual (PAPI).
Além de permitir a leitura da palavra inteira na linha, uma das vantagens da Lupa Eletrônica é o conforto. “É o dispositivo disponível no mercado que permite ao usuário ler sentado no sofá ou na cama, sem adaptações, não precisando de cadeira e mesa”, explicou Bonatti.
“A luz ambiente necessária é mínima. A câmara é de alta sensibilidade e tem controle automático de iluminação, mantendo a imagem na tela da TV uniforme e confortável”, disse sobre outras vantagens do produto.
Outro aspecto de destaque é a portabilidade. “Por não ter tela própria, o usuário pode levar para qualquer lugar onde seja possível acoplar o equipamento a uma televisão”, disse.
A câmara desliza em um trilho de uma prancha de leitura. Para mudar de linha, é só movimentar o trilho para baixo ou para cima. “Por isso, a lupa pode ser manipulada também por pessoas com problemas motores, portadores de doenças como Parkinson, uma vez que os tremores não afetam a movimentação da câmara no trilho metálico”, afirmou.
Existem atualmente no mercado, segundo o pesquisador, dois tipos de lupas eletrônicas: as do tipo “câmara-mouse” e “bandeja móvel”, que apresentam algumas limitações.
“A câmara-mouse, que pode ter tela própria portátil ou não, apresenta estabilidade dificultada, caso o usuário tenha problemas motores. Já a bandeja-móvel, que também pode ter tela própria ou não, exige grande treinamento e coordenação motora, pois a bandeja se move facilmente ao menor movimento das mãos”, disse.
Segundo Bonatti, a Lupa Eletrônica se diferencia dos equipamentos do mercado porque pode ser utilizado com um treinamento mínimo, além de trazer mais conforto e ergonomia. “O preço desse novo produto é de R$ 1,8 mil, ao passo que um modelo importado está na faixa de R$ 5 mil”, disse.
Além do uso para deficiente visual, o novo produto já está sendo testado para outras aplicações, tanto técnica quanto didática. “A Lupa Eletrônica pode ser utilizada para ver detalhes de um lote de produção em circuito eletrônico e também na área de geologia, por exemplo”, disse.
O produto poderia também ser utilizado no ensino, indica Bonatti. “Com a ajuda de uma tela grande, muitos detalhes captados poderiam ser vistos em sala de aula. Caso não haja laboratórios na escola, a Lupa Eletrônica pode ser um recurso pedagógico importante”, disse.
Música invade as redes
Fonte: Correio Braziliense. Data: 28/09/2010.
Com a tendência de serviços web e de sites virarem verbos quando se tornam hits (já googleou ou tuitou hoje?), tudo que a Apple mais quer é que você pingue um pouquinho.
A gigante da maçã entrou na briga contra Twitter e Facebook, anunciando um novo serviço focado em música na sua rede social: o Ping. Integrado ao iTunes (o programa/loja de conteúdo multimídia da maçã), a ferramenta já está disponível para 160 milhões de pessoas em 23 países. No Brasil, a assessoria da empresa diz não haver nem previsão para que a loja virtual (e em consequência o Ping) comece a funcionar. O iTunes 10 já pode ser baixado, mas o botão que conduz à rede social simplesmente não aparece na versão instalada por aqui.
Quando se fala em rede social focada em música, não há como não citar o MySpace, serviço criado em 2003. Antes mesmo do Facebook, ou o Orkut, quando surgiu, reinou soberano e viu, com o tempo, o pessoal se interessando mais por socialização e menos por música.
O lançamento do Ping é golpe rasteiro: já totalmente integrado ao player de música, com perfis para artistas e um esquema de seguidores parecido com o do Twitter. Há quem não duvide de que esta pode ser a pá de cal do MySpace. Mas, para Lorena Tárcia, coordenadora do laboratório de convergência de mídias do Centro Universitário de Belo Horizonte (Uni-BH), é difícil dizer. Ela acredita não ser possível transformar os usuários do iTunes em usuários da nova rede social. “A Apple disponibiliza a ferramenta e, de forma inteligente, promove a adesão instantânea dos 160 milhões de usuários do iTunes. Mas isso não significa que todos serão ativos nessa nova rede. É preciso aguardar e analisar a reação das pessoas à novidade, principalmente porque a Apple é pródiga em impor restrições de uso em suas ferramentas”, explica.
Socialização na escuta
Seria claramente uma estratégia para que o usuário comprasse a música inteira, no próprio ambiente da loja do iTunes. Esse é outro aspecto que fez os críticos torcerem o nariz: a Apple segue na contramão dos serviços em plataformas abertas na internet. O Ping funciona apenas no iTunes (e não simplesmente em um navegador, como qualquer outra rede social), no iPod ou no iPhone. É como se a Apple ignorasse por completo quem usa telefones Blackberry ou Android.
O modelo fechadão da empresa já é um clássico em seus lançamentos cheios de particularidades mercadológicas (iPad não tem USB, só para lembrar). Por isso, especialistas preferem a cautela à certeza de que o lançamento da Apple será um sucesso. “As redes sociais se movem numa velocidade tão grande e com estratégias competitivas tão agressivas, que será preciso aguardar a reação das empresas e, principalmente, dos usuários. Os primeiros movimentos apontam para um certo desconforto do Facebook em relação à Apple e ao Ping. Por outro lado, vínhamos acompanhando uma aproximação maior entre Facebook e MySpace na última semana, antes do Ping. E há quem aponte um redirecionamento do MySpace com enfoque dedicado mais ao conteúdo do que à socialização”, explica Tárcia.
No lançamento da novidade, Steve Jobs deixou claro quem são os inimigos que a Apple deve atacar com o Ping. “É como uma mistura de Twitter e Facebook”, disse Jobs. A inclinação da gigante da maçã em direção às redes sociais é indício de fenômeno curioso. “É uma movimentação de gigantes nem estamos ainda falando de Google, ameaça com uma todos. A questão está na importância da sociabilidade na rede. Não dá para ficar de fora”, aponta Tárcia. Ela lembra, contudo, que tamanho não é documento na web. “A lógica da internet é fascinante neste sentido. Novas empresas sem grandes investimentos iniciais surgem e agregam as pessoas com velocidade, como o Twitter. Ao mesmo tempo em que projetos com grande aporte de investimento e marketing como o Google Wave definham frente ao desprezo dos usuários. A palavra-chave é engajamento e, nesse aspecto, a Apple já saí em vantagem. Mas, na rede, não basta ser grande, é preciso um charme especial que, felizmente ou infelizmente, não está acompanhado de manual”, defende.
Como não há fórmula pronta, resta às gigantes correr atrás. Por isso, a rede da Apple tem tantas semelhanças com os dois mais bem-sucedidos exemplos no cenário atual: é possível seguir o seu artista favorito, como no Twitter. E também dá para colecionar amigos de forma mais direta que no microblog, à maneira do Facebook. Além de permitir a interação com os artistas, o Ping facilita para que você fique por dentro das atualizações desses amigos, veja fotos e vídeos, leia comentários, etc. Uma outra ferramenta é centrada em agenda de shows — e aqui mistura conceitos do MySpace e do Facebook, já que é permitido confirmar presença nas apresentações e contar a seus amigos a respeito.
Pequenas e importantes
Há várias maneiras de se socializar o que se escuta na internet. Pulverizado por meio de redes menores, o hábito de compartilhar gostos musicais se espalha por vários sites sem grandes pretensões. “Este público sustenta pequenas redes focadas na qualidade e não no volume de adesões”, diz Tárcia. São serviços gratuitos, como Last.FM, o Blip.FM ou o Rate your music, que permitem que se defina um perfil musical e troque informações com amigos de gostos parecidos.
Sites como o Myspace e o Oi Novo Som acabam caindo nas graças de músicos em busca de visibilidade. Qualquer um deles é bacana para quem quer descobrir novos sons. “Em termos de tendências, pelas próprias características da internet, penso que cada vez mais teremos mídias sociais com foco específico para que o usuário possa optar por aquela que mais lhe interesse. Assim, como uma conexão entre elas, para que não seja necessário acessar sites distintos para interligar essas diversas redes de relacionamento”, acredita Tárcia.
O Blip.FM, por exemplo, permite integração com outras redes, como o Twitter e o Facebook, o que é apontado como um dos principais pontos positivos da plataforma. Como o som chega a você Scrobble Processo usado em redes sociais para atrelar as informações do seu player (que pode ser Winamp, Windows Media Player ou iTunes) à rede. Assim, o site sabe, automaticamente, o que você está ouvindo naquele momento e traça seu perfil musical.
Streaming
Em serviços baseados em streaming, música ou vídeo são transmitidos diretamente da internet e não ficam arquivados no computador. Enquanto se ouve ou assiste ao arquivo, ele vai sendo carregado, em fluxo. É como funciona o YouTube. Download Quando a música é baixada para o computador, por meio de sites de compartilhamento ou lojas virtuais de CDs, o arquivo fica armazenado e o dono pode, por exemplo, transferi-lo para um tocador portátil, como um MP3 Player. iTunes X iTunes Store É o nome do programa para ouvir músicas e ver vídeos da Apple. Mas também é o nome da loja de conteúdo da empresa. O programa já é usado no Brasil, tanto por usuários de Mac quanto por quem usa PC, mas a loja ainda não funciona por aqui.
Com a tendência de serviços web e de sites virarem verbos quando se tornam hits (já googleou ou tuitou hoje?), tudo que a Apple mais quer é que você pingue um pouquinho.
A gigante da maçã entrou na briga contra Twitter e Facebook, anunciando um novo serviço focado em música na sua rede social: o Ping. Integrado ao iTunes (o programa/loja de conteúdo multimídia da maçã), a ferramenta já está disponível para 160 milhões de pessoas em 23 países. No Brasil, a assessoria da empresa diz não haver nem previsão para que a loja virtual (e em consequência o Ping) comece a funcionar. O iTunes 10 já pode ser baixado, mas o botão que conduz à rede social simplesmente não aparece na versão instalada por aqui.
Quando se fala em rede social focada em música, não há como não citar o MySpace, serviço criado em 2003. Antes mesmo do Facebook, ou o Orkut, quando surgiu, reinou soberano e viu, com o tempo, o pessoal se interessando mais por socialização e menos por música.
O lançamento do Ping é golpe rasteiro: já totalmente integrado ao player de música, com perfis para artistas e um esquema de seguidores parecido com o do Twitter. Há quem não duvide de que esta pode ser a pá de cal do MySpace. Mas, para Lorena Tárcia, coordenadora do laboratório de convergência de mídias do Centro Universitário de Belo Horizonte (Uni-BH), é difícil dizer. Ela acredita não ser possível transformar os usuários do iTunes em usuários da nova rede social. “A Apple disponibiliza a ferramenta e, de forma inteligente, promove a adesão instantânea dos 160 milhões de usuários do iTunes. Mas isso não significa que todos serão ativos nessa nova rede. É preciso aguardar e analisar a reação das pessoas à novidade, principalmente porque a Apple é pródiga em impor restrições de uso em suas ferramentas”, explica.
Socialização na escuta
Seria claramente uma estratégia para que o usuário comprasse a música inteira, no próprio ambiente da loja do iTunes. Esse é outro aspecto que fez os críticos torcerem o nariz: a Apple segue na contramão dos serviços em plataformas abertas na internet. O Ping funciona apenas no iTunes (e não simplesmente em um navegador, como qualquer outra rede social), no iPod ou no iPhone. É como se a Apple ignorasse por completo quem usa telefones Blackberry ou Android.
O modelo fechadão da empresa já é um clássico em seus lançamentos cheios de particularidades mercadológicas (iPad não tem USB, só para lembrar). Por isso, especialistas preferem a cautela à certeza de que o lançamento da Apple será um sucesso. “As redes sociais se movem numa velocidade tão grande e com estratégias competitivas tão agressivas, que será preciso aguardar a reação das empresas e, principalmente, dos usuários. Os primeiros movimentos apontam para um certo desconforto do Facebook em relação à Apple e ao Ping. Por outro lado, vínhamos acompanhando uma aproximação maior entre Facebook e MySpace na última semana, antes do Ping. E há quem aponte um redirecionamento do MySpace com enfoque dedicado mais ao conteúdo do que à socialização”, explica Tárcia.
No lançamento da novidade, Steve Jobs deixou claro quem são os inimigos que a Apple deve atacar com o Ping. “É como uma mistura de Twitter e Facebook”, disse Jobs. A inclinação da gigante da maçã em direção às redes sociais é indício de fenômeno curioso. “É uma movimentação de gigantes nem estamos ainda falando de Google, ameaça com uma todos. A questão está na importância da sociabilidade na rede. Não dá para ficar de fora”, aponta Tárcia. Ela lembra, contudo, que tamanho não é documento na web. “A lógica da internet é fascinante neste sentido. Novas empresas sem grandes investimentos iniciais surgem e agregam as pessoas com velocidade, como o Twitter. Ao mesmo tempo em que projetos com grande aporte de investimento e marketing como o Google Wave definham frente ao desprezo dos usuários. A palavra-chave é engajamento e, nesse aspecto, a Apple já saí em vantagem. Mas, na rede, não basta ser grande, é preciso um charme especial que, felizmente ou infelizmente, não está acompanhado de manual”, defende.
Como não há fórmula pronta, resta às gigantes correr atrás. Por isso, a rede da Apple tem tantas semelhanças com os dois mais bem-sucedidos exemplos no cenário atual: é possível seguir o seu artista favorito, como no Twitter. E também dá para colecionar amigos de forma mais direta que no microblog, à maneira do Facebook. Além de permitir a interação com os artistas, o Ping facilita para que você fique por dentro das atualizações desses amigos, veja fotos e vídeos, leia comentários, etc. Uma outra ferramenta é centrada em agenda de shows — e aqui mistura conceitos do MySpace e do Facebook, já que é permitido confirmar presença nas apresentações e contar a seus amigos a respeito.
Pequenas e importantes
Há várias maneiras de se socializar o que se escuta na internet. Pulverizado por meio de redes menores, o hábito de compartilhar gostos musicais se espalha por vários sites sem grandes pretensões. “Este público sustenta pequenas redes focadas na qualidade e não no volume de adesões”, diz Tárcia. São serviços gratuitos, como Last.FM, o Blip.FM ou o Rate your music, que permitem que se defina um perfil musical e troque informações com amigos de gostos parecidos.
Sites como o Myspace e o Oi Novo Som acabam caindo nas graças de músicos em busca de visibilidade. Qualquer um deles é bacana para quem quer descobrir novos sons. “Em termos de tendências, pelas próprias características da internet, penso que cada vez mais teremos mídias sociais com foco específico para que o usuário possa optar por aquela que mais lhe interesse. Assim, como uma conexão entre elas, para que não seja necessário acessar sites distintos para interligar essas diversas redes de relacionamento”, acredita Tárcia.
O Blip.FM, por exemplo, permite integração com outras redes, como o Twitter e o Facebook, o que é apontado como um dos principais pontos positivos da plataforma. Como o som chega a você Scrobble Processo usado em redes sociais para atrelar as informações do seu player (que pode ser Winamp, Windows Media Player ou iTunes) à rede. Assim, o site sabe, automaticamente, o que você está ouvindo naquele momento e traça seu perfil musical.
Streaming
Em serviços baseados em streaming, música ou vídeo são transmitidos diretamente da internet e não ficam arquivados no computador. Enquanto se ouve ou assiste ao arquivo, ele vai sendo carregado, em fluxo. É como funciona o YouTube. Download Quando a música é baixada para o computador, por meio de sites de compartilhamento ou lojas virtuais de CDs, o arquivo fica armazenado e o dono pode, por exemplo, transferi-lo para um tocador portátil, como um MP3 Player. iTunes X iTunes Store É o nome do programa para ouvir músicas e ver vídeos da Apple. Mas também é o nome da loja de conteúdo da empresa. O programa já é usado no Brasil, tanto por usuários de Mac quanto por quem usa PC, mas a loja ainda não funciona por aqui.
Preciosidades do acervo da Funarte agora disponíveis na internet
0 Comentários quarta-feira, setembro 29, 2010
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: biblioteca digital, música, teatro
Autora: Juliana Nepomuceno. Data: 27/09/2010.
Fonte: Ministério da Cultura
Se o diálogo de Nelson Rodrigues se desencontrou em algum momento nos palcos, hoje, com grande parte do acervo fotográfico das peças do autor já digitalizada pelo Estúdio Foto Carlos, qualquer pessoa pode ver e rever grandes momentos, por meio da rede mundial de computadores.
E este acervo já digitalizado vai longe: ele ainda inclui Augusto Boal, Walter Pinto, o Projeto Pixinguinha, entre outras fotos da Coleção Foto Carlos. O universo digital, idealizado no ano de 2000 pela Fundação Nacional de Artes (Funarte), instituição vinculada ao Ministério da Cultura, possibilitou que em 2009 fosse lançado um projeto inovador, o Portal das Artes, viabilizado pelo projeto Brasil Memória das Artes, patrocinado pela Petrobras, Itaú Cultural e CSN.
O acervo do Centro de Documentação da Funarte preserva, por meio de fotos, vídeos e textos, momentos marcantes e históricos da trajetória das mais diversas expressões artísticas brasileiras, como teatro, dança, música, artes visuais, fotografia. Grande parte já está digitalizada e disponível na internet. “Inicialmente, o projeto enfrentou algumas dificuldades, já que as mídias digitais estão em constante atualização. Hoje, além do Portal, estamos no YouTube e no Twitter, e nossa intenção é trabalhar cada vez mais com outras mídias”, esclarece a coordenadora do Portal, a jornalista Ana Claudia Souza. Segundo ela, o projeto representa a manutenção da memória cultural brasileira, que, ao articular-se com o presente, busca melhorar a comunicação da Funarte com o seu público, possibilitando o acesso de todos à arte.
O esforço em aproximar o acervo do público inclui destacar algumas peças importantes e propor uma abordagem específica. Ao comemorar 30 anos de morte do celebrado dramaturgo brasileiro Nelson Rodrigues, a equipe do projeto trouxe textos, como uma pequena biografia do autor, fotos, além de vídeos produzidos pela própria Funarte. Entre as fotos, cenas de “Vestido de Noiva” (1965), um marco do moderno teatro brasileiro, uma carta-homenagem de Nelson Rodrigues para a atriz Thelma Reston, que estreou na peça “A Falecida”, em 1980, além de uma rara participação do dramaturgo, jornalista e ator na tragédia carioca por ele escrita, “Perdoa-me por traíres” (1957), ao lado Léa Garcia.
A coordenadora do Portal explica que “o projeto tenta olhar o acervo, criar conteúdos e reconhecer seu valor histórico”. A arte de Pixinguinha também está lá, com músicas que marcaram a história do flautista, saxofonista, compositor e mestre do choro. Composições preciosas da Música Popular Brasileira (MPB) apresentadas no Projeto Pixinguinha em shows de cantores como Djavan, Ivan Lins, Nara Leão, Marina Lima e muitos outros, também tiveram seus áudios registrados e estão no portal. No acervo do Projeto Pixinguinha, documentos e fotos importantes veiculadas em diversos jornais do país, que marcaram a luta democrática e o intercâmbio das diversas manifestações culturais nas várias regiões brasileiras.
“O que fazemos é uma abordagem editorial do acervo, na medida em que selecionamos momentos marcantes da vida dos artistas e recriamos o conteúdo por meio de uma abordagem contextualizada com o presente”, enfatiza Ana Claudia. O acervo Foto Carlos é um dos mais importantes documentos do portal, já que representa a memória teatral do país dos anos 40 aos 70. Entre as peças registradas pelo fotógrafo Carlos Moskovics há, por exemplo, imagens do acervo pessoal de Maria Pompeu. A atriz, que completou 55 anos de carreira em 2010, também preserva uma memória riquíssima do teatro brasileiro. “Ela nos revelou que pretende doar todo seu acervo pessoal para a Funarte. Acredito que esta também é uma forma de preservar a memória cultural do país”, diz a coordenadora do portal.
No acervo digital há também a Série Depoimentos, com registros sonoros de Walter Pinto, que fala de sua trajetória como produtor e autor do teatro brasileiro. De contador profissional tornou-se administrador da Companhia Walter Pinto e revelou artistas como Dercy Gonçalves e Carmem Miranda.
No mesmo acervo existem, ainda, entrevistas com Tônia Carrero e Paulo Autran, que revelam suas histórias no teatro e na televisão e contam cenas importantes que marcaram a vida dos artistas. No acervo há revelações de Tônia sobre sua inimizade e disputa com Cacilda Becker, colega de profissão e ícone do teatro brasileiro.
Digitalização
O trabalho de digitalização iniciou-se sob a coordenação do Centro de Programas Integrados (CEPIN) da Funarte a partir de 2000. A coleção Foto Carlos foi uma das primeiras a ser digitalizada. O projeto ocorreu em duas fases. Na primeira, foram digitalizadas cerca de 20 mil fotos feitas por Carlos Moskovics. Em 2010, foi concluída a digitalização do acervo, que totaliza a impressionante marca de 40 mil registros do fotógrafo.
Já a digitalização do acervo sonoro começou por meio do Projeto Brasil Memória das Artes, com recursos da Petrobrás, em 2004. Várias temporadas do Projeto Pixinguinha, que marcou a música popular brasileira nos anos 70 e 80, serviram para a construção do acervo digital da Funarte. “Infelizmente, nem todo o acervo pode ser digitalizado, por questões administrativas e de gestão, ou devido às limitações da falta de autorização”, explica Ana Claudia. No entanto, a coordenadora revela que no início do projeto o acervo possuía apenas 36 áudios digitalizados e hoje já são 900, o que representa o entendimento dos intérpretes sobre a importância desse registro histórico. Segundo ela, em breve deverão entrar no ar mais documentos e registros do Acervo Walter Pinto.
Fonte: Ministério da Cultura
Se o diálogo de Nelson Rodrigues se desencontrou em algum momento nos palcos, hoje, com grande parte do acervo fotográfico das peças do autor já digitalizada pelo Estúdio Foto Carlos, qualquer pessoa pode ver e rever grandes momentos, por meio da rede mundial de computadores.
E este acervo já digitalizado vai longe: ele ainda inclui Augusto Boal, Walter Pinto, o Projeto Pixinguinha, entre outras fotos da Coleção Foto Carlos. O universo digital, idealizado no ano de 2000 pela Fundação Nacional de Artes (Funarte), instituição vinculada ao Ministério da Cultura, possibilitou que em 2009 fosse lançado um projeto inovador, o Portal das Artes, viabilizado pelo projeto Brasil Memória das Artes, patrocinado pela Petrobras, Itaú Cultural e CSN.
O acervo do Centro de Documentação da Funarte preserva, por meio de fotos, vídeos e textos, momentos marcantes e históricos da trajetória das mais diversas expressões artísticas brasileiras, como teatro, dança, música, artes visuais, fotografia. Grande parte já está digitalizada e disponível na internet. “Inicialmente, o projeto enfrentou algumas dificuldades, já que as mídias digitais estão em constante atualização. Hoje, além do Portal, estamos no YouTube e no Twitter, e nossa intenção é trabalhar cada vez mais com outras mídias”, esclarece a coordenadora do Portal, a jornalista Ana Claudia Souza. Segundo ela, o projeto representa a manutenção da memória cultural brasileira, que, ao articular-se com o presente, busca melhorar a comunicação da Funarte com o seu público, possibilitando o acesso de todos à arte.
O esforço em aproximar o acervo do público inclui destacar algumas peças importantes e propor uma abordagem específica. Ao comemorar 30 anos de morte do celebrado dramaturgo brasileiro Nelson Rodrigues, a equipe do projeto trouxe textos, como uma pequena biografia do autor, fotos, além de vídeos produzidos pela própria Funarte. Entre as fotos, cenas de “Vestido de Noiva” (1965), um marco do moderno teatro brasileiro, uma carta-homenagem de Nelson Rodrigues para a atriz Thelma Reston, que estreou na peça “A Falecida”, em 1980, além de uma rara participação do dramaturgo, jornalista e ator na tragédia carioca por ele escrita, “Perdoa-me por traíres” (1957), ao lado Léa Garcia.
A coordenadora do Portal explica que “o projeto tenta olhar o acervo, criar conteúdos e reconhecer seu valor histórico”. A arte de Pixinguinha também está lá, com músicas que marcaram a história do flautista, saxofonista, compositor e mestre do choro. Composições preciosas da Música Popular Brasileira (MPB) apresentadas no Projeto Pixinguinha em shows de cantores como Djavan, Ivan Lins, Nara Leão, Marina Lima e muitos outros, também tiveram seus áudios registrados e estão no portal. No acervo do Projeto Pixinguinha, documentos e fotos importantes veiculadas em diversos jornais do país, que marcaram a luta democrática e o intercâmbio das diversas manifestações culturais nas várias regiões brasileiras.
“O que fazemos é uma abordagem editorial do acervo, na medida em que selecionamos momentos marcantes da vida dos artistas e recriamos o conteúdo por meio de uma abordagem contextualizada com o presente”, enfatiza Ana Claudia. O acervo Foto Carlos é um dos mais importantes documentos do portal, já que representa a memória teatral do país dos anos 40 aos 70. Entre as peças registradas pelo fotógrafo Carlos Moskovics há, por exemplo, imagens do acervo pessoal de Maria Pompeu. A atriz, que completou 55 anos de carreira em 2010, também preserva uma memória riquíssima do teatro brasileiro. “Ela nos revelou que pretende doar todo seu acervo pessoal para a Funarte. Acredito que esta também é uma forma de preservar a memória cultural do país”, diz a coordenadora do portal.
No acervo digital há também a Série Depoimentos, com registros sonoros de Walter Pinto, que fala de sua trajetória como produtor e autor do teatro brasileiro. De contador profissional tornou-se administrador da Companhia Walter Pinto e revelou artistas como Dercy Gonçalves e Carmem Miranda.
No mesmo acervo existem, ainda, entrevistas com Tônia Carrero e Paulo Autran, que revelam suas histórias no teatro e na televisão e contam cenas importantes que marcaram a vida dos artistas. No acervo há revelações de Tônia sobre sua inimizade e disputa com Cacilda Becker, colega de profissão e ícone do teatro brasileiro.
Digitalização
O trabalho de digitalização iniciou-se sob a coordenação do Centro de Programas Integrados (CEPIN) da Funarte a partir de 2000. A coleção Foto Carlos foi uma das primeiras a ser digitalizada. O projeto ocorreu em duas fases. Na primeira, foram digitalizadas cerca de 20 mil fotos feitas por Carlos Moskovics. Em 2010, foi concluída a digitalização do acervo, que totaliza a impressionante marca de 40 mil registros do fotógrafo.
Já a digitalização do acervo sonoro começou por meio do Projeto Brasil Memória das Artes, com recursos da Petrobrás, em 2004. Várias temporadas do Projeto Pixinguinha, que marcou a música popular brasileira nos anos 70 e 80, serviram para a construção do acervo digital da Funarte. “Infelizmente, nem todo o acervo pode ser digitalizado, por questões administrativas e de gestão, ou devido às limitações da falta de autorização”, explica Ana Claudia. No entanto, a coordenadora revela que no início do projeto o acervo possuía apenas 36 áudios digitalizados e hoje já são 900, o que representa o entendimento dos intérpretes sobre a importância desse registro histórico. Segundo ela, em breve deverão entrar no ar mais documentos e registros do Acervo Walter Pinto.
Segurança da informação governamental
0 Comentários quarta-feira, setembro 29, 2010
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: segurança da informação
TCU: questões como segurança da informação na administração pública são precárias
Fonte: Ultima Instância. Data: 28/09/2010.
URL: http://ultimainstancia.uol.com.br/noticia/TCU+QUESTOES+COMO+SEGURANCA+DA+INFORMACAO+NA+ADMINISTRACAO+PUBLICA+SAO+PRECARIAS_71342.shtml
O TCU (Tribunal de Contas da União) avaliou a gestão da TI (tecnologia da informação) em 265 instituições da administração pública federal e concluiu que a situação é precária em questões como segurança da informação e uso de pessoal especializado.
De acordo com o relatório, somente 5% das 265 instituições pesquisadas estão em estágio aprimorado de gestão e governança de TI, 38% estão em estágio intermediário e 57% em estágio inicial.
Entre as instituições pesquisadas estão ministérios, tribunais federais, agências reguladoras, universidades federais, fundações, autarquias, secretarias e empresas públicas. No levantamento, o TCU avaliou segurança da informação, estrutura de pessoal especializado em TI e desenvolvimento de softwares. “O panorama da governança de TI, não obstante alguns progressos, permanece desolador”, avaliou o relator, ministro Aroldo Cedraz.
Segundo o TCU, entre os itens mais precários está a segurança de informação. “Nenhum dos indicadores relativos à segurança da informação, que envolve confidencialidade, integridade e disponibilidade da informação, apresentou avanço substancial”, informa o relatório, em referência ao último levantamento de gestão de TI, feito em 2007 pelo tribunal.
Na avaliação de Cedraz, a gestão de tecnologia da informação deve ser tratada de forma estratégica pelo governo, inclusive pelos custos que representam aos cofres públicos. Para 2010, a estimativa de gastos da administração pública com TI é de R$ 12,5 bilhões.
Fonte: Ultima Instância. Data: 28/09/2010.
URL: http://ultimainstancia.uol.com.br/noticia/TCU+QUESTOES+COMO+SEGURANCA+DA+INFORMACAO+NA+ADMINISTRACAO+PUBLICA+SAO+PRECARIAS_71342.shtml
O TCU (Tribunal de Contas da União) avaliou a gestão da TI (tecnologia da informação) em 265 instituições da administração pública federal e concluiu que a situação é precária em questões como segurança da informação e uso de pessoal especializado.
De acordo com o relatório, somente 5% das 265 instituições pesquisadas estão em estágio aprimorado de gestão e governança de TI, 38% estão em estágio intermediário e 57% em estágio inicial.
Entre as instituições pesquisadas estão ministérios, tribunais federais, agências reguladoras, universidades federais, fundações, autarquias, secretarias e empresas públicas. No levantamento, o TCU avaliou segurança da informação, estrutura de pessoal especializado em TI e desenvolvimento de softwares. “O panorama da governança de TI, não obstante alguns progressos, permanece desolador”, avaliou o relator, ministro Aroldo Cedraz.
Segundo o TCU, entre os itens mais precários está a segurança de informação. “Nenhum dos indicadores relativos à segurança da informação, que envolve confidencialidade, integridade e disponibilidade da informação, apresentou avanço substancial”, informa o relatório, em referência ao último levantamento de gestão de TI, feito em 2007 pelo tribunal.
Na avaliação de Cedraz, a gestão de tecnologia da informação deve ser tratada de forma estratégica pelo governo, inclusive pelos custos que representam aos cofres públicos. Para 2010, a estimativa de gastos da administração pública com TI é de R$ 12,5 bilhões.
Novo número: Revista Museologia e Patrimônio
0 Comentários quarta-feira, setembro 29, 2010
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: Revista Museologia e Patrimônio
Lançada nova edição da Revista Museologia e Patrimônio v. 3, n. 1, 2010.
O Programa de Pós-Graduação em Museologia e Patrimônio (PPG-PMUS) da UNIRIO e do MAST lançou o Número I do Volume III da Revista Museologia e Patrimônio. O periódico eletrônico semestral tem como objetivo disseminar a produção científica e acadêmica, recebendo contribuições não apenas de artigos científicos, como também de resenhas, relatos e revisões, resumos de teses e dissertações, além de republicar textos e documentos clássicos ou raros da área.
A publicação assegura sua representatividade no campo da Museologia e Patrimônio ao publicar trabalhos de autores de todo o Brasil e de diversos países, com temas abrangendo questões de teoria museológica, musealização de espaços históricos, patrimônio cultural em seus vários desdobramentos e seus impactos urbanos.
URL: http://revistamuseologiaepatrimonio.mast.br/index.php/ppgpmus/issue/current
O Programa de Pós-Graduação em Museologia e Patrimônio (PPG-PMUS) da UNIRIO e do MAST lançou o Número I do Volume III da Revista Museologia e Patrimônio. O periódico eletrônico semestral tem como objetivo disseminar a produção científica e acadêmica, recebendo contribuições não apenas de artigos científicos, como também de resenhas, relatos e revisões, resumos de teses e dissertações, além de republicar textos e documentos clássicos ou raros da área.
A publicação assegura sua representatividade no campo da Museologia e Patrimônio ao publicar trabalhos de autores de todo o Brasil e de diversos países, com temas abrangendo questões de teoria museológica, musealização de espaços históricos, patrimônio cultural em seus vários desdobramentos e seus impactos urbanos.
URL: http://revistamuseologiaepatrimonio.mast.br/index.php/ppgpmus/issue/current
Novo número: Informação & Sociedade: Estudos
0 Comentários quarta-feira, setembro 29, 2010
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: Revista Informação e Sociedade: Estudos
Informação & Sociedade: Estudos
Vol. 20, No 2 (2010)
Sumário
URL: http://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/ies/issue/view/562
Editorial
--------
“VIDA LONGA [À] REVISÃO PELOS PARES”
Gustavo Henrique de Araújo Freire, Isa Maria Freire
Artigos de Revisão
--------
O HIPERTEXTO COMO OBJETO MULTIMÍDIA NA (IN)FORMAÇÃO DE APRENDENTES
Mirian de Albuquerque Aquino, Lebiam Tamar Silva Bezerra, Henry Pôncio
Cruz Oliveira, Vanessa Gomes Silva
LIMITAÇÕES DIGITAIS
Carlo Gabriel Porto Bellini, Edwin Giebelen, Richélita do Rosário Brito
Casali
O USO DA INFORMAÇÃO NA PRÁTICA CLINICA NA PERSPECTIVA DA MEDICINA
BASEADA EM EVIDÊNCIAS: REVISÃO DE LITERATURA
Maria Gorete Monteguti Savi, Edna Lucia da Silva
DIMENSÕES DAS RELAÇÕES ENTRE A CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO E AS CIÊNCIAS
COGNITIVAS: CAMINHOS PERCORRIDOS E A PERCORRER
Aida Varela Varela
Memórias Científicas Originais
--------
PROCEDIMENTOS E FERRAMENTAS APLICADOS AOS ESTUDOS BIBLIOMÉTRICOS
Samile Andréa de Souza Vanz, Ida Regina Chittó Stumpf
REDES SOCIAIS E COMUNIDADES VIRTUAIS PARA A PRESERVAÇÃO E TRANSMISSÃO
DAS TRADIÇÕES GAÚCHAS NA INTERNET
Caroline Kraus Luvizotto, Silvana Aparecida Borsetti Gregorio Vidotti
Relatos de Pesquisa
--------
GESTÃO DA SEGURANÇA DO CONHECIMENTO: UMA PROPOSTA DE MODELO
Wagner Junqueira de Araújo, Sueli Angelica do Amaral
TIPOS DE COMPARTILHAMENTO DE INFORMAÇÃO E DO CONHECIMENTO NO AMBIENTE DE
P&D
Ivone Guerreiro Di Chiara, Adriana Rosecler Alcará, Maria Inês Tomaél
CO-CLASSIFICAÇÃO ENTRE ARTIGOS E PATENTES: UM ESTUDO DA INTERAÇÃO ENTRE
C&T NA BIOTECNOLOGIA BRASILEIRA
Ana Maria Mielniczuk de Moura, Sonia Elisa Caregnato
Comunicações de Trabalhos/Pesquisas em Andamento
--------
AMBIENTES VIRTUAIS PARA A CULTURA COMO EDUCAÇÃO: APROXIMAÇÕES
CONCEITUAIS E METODOLÓGICAS
Mabel Ribeiro Petrucci, Sonia de Almeida Pimenta
NotSys: UM SISTEMA DE NOTIFICAÇÃO PARA USUÁRIOS DE BIBLIOTECAS DIGITAIS
COMPATIVEIS COM O PADRÃO DUBLIN CORE
Francisco das Chagas Rocha, Ed Porto Bezerra
Resenhas
--------
MANUAL DE INDIZACIÓN: TEORÍA Y PRÁCTICA
Mariângela Spotti Lopes Fujita
Resumos de Dissertações
--------
A (CONS) CIÊNCIA DA RESPONSABILIDADE SOCIAL E ÉT(N)ICA NA PRODUÇÃO DE
CONHECIMENTO SOBRE O (A) NEGRO(A) EM PROGRAMAS DE PÓS-GRADUAÇÃO DA
UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
Alba Ligia de Almeida Silva
IDENTIDADES AFRODESCENDENTES ACESSO E DEMOCRATIZAÇÃO DA INFORMAÇÃO NA
CIBERCULTURA
Celly Brito Lima
DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA NA INTERNET: análise da Revista ComCiência
Cristina Vila Nova Vasconcelos
EXCLUSÃO INFORMACIONAL E EXCLUSÃO SOCIAL: O CASO DA COMUNIDADE SANTA
CLARA EM JOÃO PESSOA – PB
Deise Santos Nascimento
DIMENSÕES METACOGNITIVAS NO COMPORTAMENTO DE BUSCA DE INFORMAÇÃO: Estudo
de usuário no Arquivo Público do Estado do Maranhão (APEM)
Dirlene Santos Barros
A INFLUÊNCIA DAS POLÍTICAS DE INFORMAÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA
PARA AS BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS
Edilene Maria Silva
Vol. 20, No 2 (2010)
Sumário
URL: http://periodicos.ufpb.br/ojs2/index.php/ies/issue/view/562
Editorial
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“VIDA LONGA [À] REVISÃO PELOS PARES”
Gustavo Henrique de Araújo Freire, Isa Maria Freire
Artigos de Revisão
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O HIPERTEXTO COMO OBJETO MULTIMÍDIA NA (IN)FORMAÇÃO DE APRENDENTES
Mirian de Albuquerque Aquino, Lebiam Tamar Silva Bezerra, Henry Pôncio
Cruz Oliveira, Vanessa Gomes Silva
LIMITAÇÕES DIGITAIS
Carlo Gabriel Porto Bellini, Edwin Giebelen, Richélita do Rosário Brito
Casali
O USO DA INFORMAÇÃO NA PRÁTICA CLINICA NA PERSPECTIVA DA MEDICINA
BASEADA EM EVIDÊNCIAS: REVISÃO DE LITERATURA
Maria Gorete Monteguti Savi, Edna Lucia da Silva
DIMENSÕES DAS RELAÇÕES ENTRE A CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO E AS CIÊNCIAS
COGNITIVAS: CAMINHOS PERCORRIDOS E A PERCORRER
Aida Varela Varela
Memórias Científicas Originais
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PROCEDIMENTOS E FERRAMENTAS APLICADOS AOS ESTUDOS BIBLIOMÉTRICOS
Samile Andréa de Souza Vanz, Ida Regina Chittó Stumpf
REDES SOCIAIS E COMUNIDADES VIRTUAIS PARA A PRESERVAÇÃO E TRANSMISSÃO
DAS TRADIÇÕES GAÚCHAS NA INTERNET
Caroline Kraus Luvizotto, Silvana Aparecida Borsetti Gregorio Vidotti
Relatos de Pesquisa
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GESTÃO DA SEGURANÇA DO CONHECIMENTO: UMA PROPOSTA DE MODELO
Wagner Junqueira de Araújo, Sueli Angelica do Amaral
TIPOS DE COMPARTILHAMENTO DE INFORMAÇÃO E DO CONHECIMENTO NO AMBIENTE DE
P&D
Ivone Guerreiro Di Chiara, Adriana Rosecler Alcará, Maria Inês Tomaél
CO-CLASSIFICAÇÃO ENTRE ARTIGOS E PATENTES: UM ESTUDO DA INTERAÇÃO ENTRE
C&T NA BIOTECNOLOGIA BRASILEIRA
Ana Maria Mielniczuk de Moura, Sonia Elisa Caregnato
Comunicações de Trabalhos/Pesquisas em Andamento
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AMBIENTES VIRTUAIS PARA A CULTURA COMO EDUCAÇÃO: APROXIMAÇÕES
CONCEITUAIS E METODOLÓGICAS
Mabel Ribeiro Petrucci, Sonia de Almeida Pimenta
NotSys: UM SISTEMA DE NOTIFICAÇÃO PARA USUÁRIOS DE BIBLIOTECAS DIGITAIS
COMPATIVEIS COM O PADRÃO DUBLIN CORE
Francisco das Chagas Rocha, Ed Porto Bezerra
Resenhas
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MANUAL DE INDIZACIÓN: TEORÍA Y PRÁCTICA
Mariângela Spotti Lopes Fujita
Resumos de Dissertações
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A (CONS) CIÊNCIA DA RESPONSABILIDADE SOCIAL E ÉT(N)ICA NA PRODUÇÃO DE
CONHECIMENTO SOBRE O (A) NEGRO(A) EM PROGRAMAS DE PÓS-GRADUAÇÃO DA
UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
Alba Ligia de Almeida Silva
IDENTIDADES AFRODESCENDENTES ACESSO E DEMOCRATIZAÇÃO DA INFORMAÇÃO NA
CIBERCULTURA
Celly Brito Lima
DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA NA INTERNET: análise da Revista ComCiência
Cristina Vila Nova Vasconcelos
EXCLUSÃO INFORMACIONAL E EXCLUSÃO SOCIAL: O CASO DA COMUNIDADE SANTA
CLARA EM JOÃO PESSOA – PB
Deise Santos Nascimento
DIMENSÕES METACOGNITIVAS NO COMPORTAMENTO DE BUSCA DE INFORMAÇÃO: Estudo
de usuário no Arquivo Público do Estado do Maranhão (APEM)
Dirlene Santos Barros
A INFLUÊNCIA DAS POLÍTICAS DE INFORMAÇÃO CIENTÍFICA E TECNOLÓGICA
PARA AS BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS
Edilene Maria Silva
Indexação para periódicos cientificos
0 Comentários quarta-feira, setembro 29, 2010
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: indexação, periodico eletronico, Periódicos
Fontes de indexação para periódicos científicos: um guia para bibliotecários e editores.
Este livro apresenta definições de bases de dados, periódicos, diretórios, além de indicar as bases de dados de indexação nas diversas áreas do conhecimento.
Referência bibliográfica:
Santos, Gildenir Carolino . Fontes de indexação para periódicos
científicos: um guia para bibliotecários e editores., 2010 Manuais
técnicos BFE; n.5 . UNICAMP / Faculdade de Educação / Biblioteca Prof.
Joel Martins.
URL: http://eprints.rclis.org/19080/
Este livro apresenta definições de bases de dados, periódicos, diretórios, além de indicar as bases de dados de indexação nas diversas áreas do conhecimento.
Referência bibliográfica:
Santos, Gildenir Carolino . Fontes de indexação para periódicos
científicos: um guia para bibliotecários e editores., 2010 Manuais
técnicos BFE; n.5 . UNICAMP / Faculdade de Educação / Biblioteca Prof.
Joel Martins.
URL: http://eprints.rclis.org/19080/
Curso de Especialização no Porto
0 Comentários quarta-feira, setembro 29, 2010
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: Curso de Especialização, Informação empresarial
De 1 a 8 de Outubro, está aberta a 2ª fase das candidaturas ao Curso de Especialização Pós-Graduada em Informação Empresarial, da Escola Superior de Estudos Industriais e de Gestão (ESEIG) do Instituto Politécnico do Porto (IPP).
O Curso destina-se a actuais ou a futuros profissionais das áreas da Assessoria, da Ciência da Informação, do Comércio, da Economia, da Gestão, da Informática de Gestão, do Marketing, dos Recursos Humanos e do Secretariado, entre outros.
As actividades lectivas irão funcionar à sexta-feira, das 18h às 23h, e ao sábado, das 9h30 às 13h30, entre os meses de Novembro de 2010 e Julho de 2011.
Para informações mais detalhadas, consultar a página Web
Para qualquer esclarecimento adicional, por favor, enviar e-mail para anaterra@eu.ipp.pt ou sec.posgraduacao@eseig.ipp.pt
Ana Lúcia Terra
Escola Superior de Estudos Industriais e de Gestão do Instituto Politécnico do Porto
Rua D. Sancho I, 981
4480-876 Vila do Conde Portugal
Tel: 252 291 700 – Ext.3108
O Curso destina-se a actuais ou a futuros profissionais das áreas da Assessoria, da Ciência da Informação, do Comércio, da Economia, da Gestão, da Informática de Gestão, do Marketing, dos Recursos Humanos e do Secretariado, entre outros.
As actividades lectivas irão funcionar à sexta-feira, das 18h às 23h, e ao sábado, das 9h30 às 13h30, entre os meses de Novembro de 2010 e Julho de 2011.
Para informações mais detalhadas, consultar a página Web
Para qualquer esclarecimento adicional, por favor, enviar e-mail para anaterra@eu.ipp.pt ou sec.posgraduacao@eseig.ipp.pt
Ana Lúcia Terra
Escola Superior de Estudos Industriais e de Gestão do Instituto Politécnico do Porto
Rua D. Sancho I, 981
4480-876 Vila do Conde Portugal
Tel: 252 291 700 – Ext.3108
terça-feira, 28 de setembro de 2010
EUA preparam lei que facilita a interceção de e-mails e portais sociais
0 Comentários terça-feira, setembro 28, 2010
Publicado por Paulo Barreiro de Sousa
Assunto: correio eletrônico, e-mail, Legislação, redes sociais, segurança
A administração Obama quer propor, em 2011, uma lei que exige que os operadores de telecomunicações criem as condições necessárias para as autoridades procederem à interceção de comunicações eletrónicas.
De acordo com o The New York Times, a Casa Branca pretende criar novos mecanismos de interceção de mensagens enviadas por computadores e smartphones, bem como dos dados inseridos em portais sociais ou comunicações de voz sobre IP.
Antecipando-se aos previsíveis protestos, responsáveis do FBI lembram que a nova legislação apenas permite aceder às comunicações eletrónicas de suspeitos, de acordo com o que a lei já estabelece.
A nova lei deverá ser submetida ao Congresso dos EUA, durante 2011.
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Combate à falsificação e à pirataria online para reanimar a economia
0 Comentários quinta-feira, setembro 23, 2010
Publicado por Paulo Barreiro de Sousa
Assunto: direito autoral, Direito da Informação, economia da informação, economia do conhecimento
A União Europeia redigiu dois documentos que incluem mais de 50 medidas para reanimar a economia da Europa. O combate à falsificação e à pirataria online é uma prioridade.
Os governos de Estados Unidos, Japão, Suíça, Austrália, Nova Zelândia, Coreia do Sul, Canadá, México e União Europeia (UE) estão a negociar um acordo comercial a que chamaram Anti-Counterfeiting Trade Agreement (ACTA), um documento que não só abrange a contrafacção mas também o reforço da propriedade intelectual.
Muitos aspectos deste acordo permanecem secretos, incluindo os nomes dos participantes nas negociações. No entanto, de acordo com vários sites que relacionam estes novos documentos da UE com o ACTA, numa das propostas lê-se que "a Comissão Europeia vai propor um plano de acção contra a falsificação e a pirataria, através de acções legislativas e não legislativas".
Segundo a edição online do jornal espanhol “El Pais”, o texto não antecipa que medidas concretas serão tomadas mas, no ACTA, estão previstas medidas para a erradicação da falsificação e da pirataria, o que despertou a preocupação dos cibernautas e do próprio Parlamento Europeu, que reclamou o direito de conhecer o conteúdo final do tratado antes da sua aprovação.
Porém, um novo rascunho do tratado ACTA, que agora circula em vários sites, incluindo o da organização Knowledge Ecology International (KEI), dá sinais de uma suavização do acordo.
Segundo a KEI, os analistas do documento alertam que o capítulo que mais preocupa os cibernautas é o da luta contra a pirataria e uma suavização das medidas que dá a cada Estado uma maior margem de manobra do que anteriormente, uma vez que, a pedido dos Estados Unidos, se pretende estabelecer a obrigação de os fornecedores de acesso à Internet de filtrarem e bloquearem as actividades que violam os direitos de autor.
Apesar da redacção literal manter um certo rigor, não deixa de perder precisão e dá uma larga margem aos Estados no momento de aplicar políticas contra a pirataria.
O documento solicita aos países que instaurem medidas penais de luta contra a violação dos direitos de autor, mas estes procedimentos deverão ser implementados de uma forma que "impeça a criação de barreiras a actividades legítimas, como o comércio electrónico, e que respeite a liberdade de expressão, o direito a um processo justo e à vida privada".
Esta redacção do documento pode entender-se como uma oposição à filtragem sistemática de conteúdos.
Fonte: JN
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
A Biblioteca Nacional de Portugal acaba de lançar a sua livraria online
0 Comentários sexta-feira, setembro 17, 2010
Publicado por Paulo Barreiro de Sousa
Assunto: biblioteca, Biblioteca Nacional, Ciência da Informação, profissional da informação, recursos de informação
A Biblioteca Nacional de Portugal acaba de lançar um novo serviço que será uma mais valia para os profissionais da informação, trata-se da sua livraria online! Podem aceder à mesma no seguinte url: http://livrariaonline.bnportugal.pt
domingo, 12 de setembro de 2010
Um quarto dos internautas usa identidades falsas online
0 Comentários domingo, setembro 12, 2010
Publicado por Paulo Barreiro de Sousa
Assunto: cibercriminalidade, comportamento informacional, redes sociais
Mais de um quarto das pessoas online já mentiu acerca da sua verdadeira identidade e mais do que uma em cinco já fez alguma coisa da qual mais tarde se veio a arrepender, revela uma nova sondagem da Norton, a empresa de antivirus e segurança online.
Dezassete por cento dos inquiridos na sondagem da Norton indicaram que mentiram acerca da sua idade e do local onde viviam, ao passo que nove por cento indicou ter mentido acerca da sua vida financeira ou afectiva. Sete por cento dos inquiridos admitiu ainda ter mentido acerca da sua aparência.
O estudo - Norton Cybercrime Report: The Human Impact - conclui igualmente que uma média global de dois terços dos utilizadores inquiridos já foi vítima de cibercrime.
A forma como cada país lida com a resolução destes casos também varia muito. Por exemplo, no Reino Unido, um caso de cibercrime demora uma média de 25 dias a ser resolvido e poderá custar 153 dólares. No Brasil, o número médio de dias de resolução poderá disparar para 44 dias e com custos muitos superiores (1408 dólares).
Portugal não vem referenciado neste estudo.
Significativas são igualmente as atitudes dos inquiridos no que toca à ética online: muitos consideraram “legal” fazerem download de músicas, álbuns e filmes sem pagarem nada por isso (17%, 14% e 15%, respectivamente), ao passo que 17% indicaram o plágio como uma prática aceitável.
Cerca de um terço dos inquiridos admitiu ainda ter enviado por e-mail ou “postado” fotografias de outras pessoas sem lhes terem pedido autorização prévia e um quarto terá visto, secretamente, o historial de browsing de outro utilizador.
O estudo - Norton Cybercrime Report: The Human Impact - conclui igualmente que uma média global de dois terços dos utilizadores inquiridos já foi vítima de cibercrime.
A forma como cada país lida com a resolução destes casos também varia muito. Por exemplo, no Reino Unido, um caso de cibercrime demora uma média de 25 dias a ser resolvido e poderá custar 153 dólares. No Brasil, o número médio de dias de resolução poderá disparar para 44 dias e com custos muitos superiores (1408 dólares).
Portugal não vem referenciado neste estudo.
Significativas são igualmente as atitudes dos inquiridos no que toca à ética online: muitos consideraram “legal” fazerem download de músicas, álbuns e filmes sem pagarem nada por isso (17%, 14% e 15%, respectivamente), ao passo que 17% indicaram o plágio como uma prática aceitável.
Cerca de um terço dos inquiridos admitiu ainda ter enviado por e-mail ou “postado” fotografias de outras pessoas sem lhes terem pedido autorização prévia e um quarto terá visto, secretamente, o historial de browsing de outro utilizador.
Fonte: Público
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Arquivo Municipal de Barcelos em risco de se perder
0 Comentários terça-feira, setembro 07, 2010
Publicado por Paulo Barreiro de Sousa
Assunto: arquivo, Arquivo Municipal, Arquivo Municipal de Barcelos
Barcelos corre o sério risco de perder de vista grande parte do seu arquivo histórico.
Actualmente, todos os documentos judiciais, como inventários e escrituras públicas notariais, vão para o Arquivo Distrital de Braga, por imposição legal. Também aquela existente no Registo Predial, e que ainda se vai mantendo por cá, vai, em breve, para Lisboa, findo o processo de digitalização que está em curso.
O arquivo das Finanças, que se encontra amontoado na repartição local, sem as mínimas condições de preservação, poderia, a manter-se no município, ser uma forma singular de se estudar a economia de Barcelos ao longo das décadas.
Os arquivos paroquiais são outro exemplo. Actualmente na Universidade do Minho, um barcelense que queira fazer uma pesquisa terá de dirigir-se, obrigatoriamente, a Braga e perder várias horas de um dia para o fazer quando, se estivesse me Barcelos em poucos minutos acedia à informação pretendida.
Contactada pelo BP há mais de um mês, a Câmara Municipal não respondeu às nossas questões sobre este assunto. Nomeadamente, se pretendia fazer regressar toda a documentação espalhada por vários pontos do país e se já tinha pensado numa localização.
Ainda sem projecto definido, Barcelos irá continuar a ver grande parte do seu vastíssimo património documental fora de portas.
Guimarães e Famalicão são excepções
Apesar destas obrigações legais, Guimarães conseguiu “contornar” a lei a favor do município e tem à sua guarda todos os documentos históricos do concelho no Arquivo Municipal Alfredo Pimenta.
Famalicão é outro dos concelhos que está a investir no seu Arquivo Municipal, com a Câmara a anunciar, a semana passada, o lançamento do concurso público do novo espaço, através de uma obra orçada em 1,1 milhões de euros e com um prazo de execução de um ano.
Fonte: Barcelos Popular
quarta-feira, 1 de setembro de 2010
Google: novo serviço para buscas em tempo real
0 Comentários quarta-feira, setembro 01, 2010
Publicado por Paulo Barreiro de Sousa
Assunto: Google, recuperação da informação, redes sociais
Utilizadores já podem conversar em redes sociais como Facebook ou Twitter no mesmo espaço virtual.
Se é um ávido consumidor de notícias, comentários ou outras informações em tempo real, a Google veio facilitar a sua vida. A gigante da Internet acabou de lançar um site pensado para um perfil como o seu: http://www.google.com/realtime
Os utilizadores passam, a partir de agora, a poder conversar em redes sociais como o Facebook e o Twitter no mesmo espaço virtual. Uma nova experiência que pretende rivalizar com o Bing da Microsoft, já que os cibernautas vão poder seguir comentários minuto a minuto. Uma nova experiência benéfica ainda para as empresas que pretendem seguir a opinião pública sobre os mais variados temas.
Mas ainda há mais: os utilizadores podem escolher quais as conversas ou os temas a seguir também através de uma procura geográfica e por idioma. Para já, as línguas disponíveis são inglês, japonês, russo e espanhol.
Se pensarmos, por exemplo, nos estúdios de cinema, com este serviço rapidamente se poderá aferir a adesão do público, tendo acesso aos primeiros comentários e críticas depois de uma estreia.
Sem intenções de aceitar contratos de publicidade neste novo site, a Google pretende antes apostar no «tempo real»: «Esta é uma grande maneira de encontrar o que estamos a dizer agora sobre este momento. A pesquisa em tempo real é uma função chave nas buscas do Google», explicou o gerente de produto Dylan Casey, citado pelo espanhol «El Mundo».
Fonte: Agência Financeira
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Digitalização do patrimônio cultural
0 Comentários segunda-feira, agosto 30, 2010
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: Digitalização, património
Comité lança Consulta Sobre Digitalização do Património Cultural Online
Data: 25-08-2010
Um "Comité dos Sábios" criado pela Comissão Europeia (CE) sobre a digitalização lançou uma consulta sobre a melhor forma de promover a presença em linha do património cultural.
De acordo com o comunicado da CE, foi solicitado ao Grupo de Reflexão para procurar a melhor forma de acelerar a digitalização, acessibilidade em linha e preservação de obras culturais em toda a Europa. A CE acredita que as “soluções inovadoras são necessárias para acompanhar os avanços tecnológicos e colher seus benefícios.
As recomendações que o Grupo fará antes do final do ano terão em conta as contribuições recolhidas pela consulta pública, que estará aberta até 30 de Setembro. Podem participar na consulta todas as partes interessadas - cidadãos, instituições culturais, autoridades públicas, empresas privadas, ONGs, instituições académicas - para dar as suas opiniões sobre as principais questões da digitalização, nomeadamente sobre potenciais fontes de financiamento para a digitalização e para o desenvolvimento da Europeana, a biblioteca digital da Europa.
O Grupo de Reflexão deverá analisar as respostas a esta consulta, e as opiniões levantadas em outros fóruns. No final de 2010, o Grupo vai avançar com um conjunto de recomendações para a digitalização, acessibilidade em linha e preservação do património cultural da Europa na era digital.
O Grupo é composto por Maurice Lévy (CEO da Publicis), Elisabeth Niggemann (Director-Geral da Biblioteca Nacional da Alemanha) e Jacques De Decker (escritor) e reporta ao vice-presidente da Comissão para a Agenda Digital, Neelie Kroes, e ao Comissário para a Educação, Cultura, Multilinguismo e Juventude, Androulla Vassiliou.
Fonte: Portais do Cidadão e da Empresa com CE
URL: http://www.portaldocidadao.pt/PORTAL/pt/noticias/08_2010/NEWS_comite+lanca+consulta+sobre+digitalizacao+do+patrimonio+cultural+online.htm
Data: 25-08-2010
Um "Comité dos Sábios" criado pela Comissão Europeia (CE) sobre a digitalização lançou uma consulta sobre a melhor forma de promover a presença em linha do património cultural.
De acordo com o comunicado da CE, foi solicitado ao Grupo de Reflexão para procurar a melhor forma de acelerar a digitalização, acessibilidade em linha e preservação de obras culturais em toda a Europa. A CE acredita que as “soluções inovadoras são necessárias para acompanhar os avanços tecnológicos e colher seus benefícios.
As recomendações que o Grupo fará antes do final do ano terão em conta as contribuições recolhidas pela consulta pública, que estará aberta até 30 de Setembro. Podem participar na consulta todas as partes interessadas - cidadãos, instituições culturais, autoridades públicas, empresas privadas, ONGs, instituições académicas - para dar as suas opiniões sobre as principais questões da digitalização, nomeadamente sobre potenciais fontes de financiamento para a digitalização e para o desenvolvimento da Europeana, a biblioteca digital da Europa.
O Grupo de Reflexão deverá analisar as respostas a esta consulta, e as opiniões levantadas em outros fóruns. No final de 2010, o Grupo vai avançar com um conjunto de recomendações para a digitalização, acessibilidade em linha e preservação do património cultural da Europa na era digital.
O Grupo é composto por Maurice Lévy (CEO da Publicis), Elisabeth Niggemann (Director-Geral da Biblioteca Nacional da Alemanha) e Jacques De Decker (escritor) e reporta ao vice-presidente da Comissão para a Agenda Digital, Neelie Kroes, e ao Comissário para a Educação, Cultura, Multilinguismo e Juventude, Androulla Vassiliou.
Fonte: Portais do Cidadão e da Empresa com CE
URL: http://www.portaldocidadao.pt/PORTAL/pt/noticias/08_2010/NEWS_comite+lanca+consulta+sobre+digitalizacao+do+patrimonio+cultural+online.htm
sábado, 28 de agosto de 2010
Justiça discute a natureza jurídica da internet
0 Comentários sábado, agosto 28, 2010
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: Direito Eleitoral, Internet
Autor: Rodrigo Haidar. Data: 24/08/2010.
Fonte: www.conjur.com.br/2010-ago-24/justica-eleitoral-discute-natureza-juridica-internet
Um dos terrenos mais pantanosos para políticos e suas campanhas eleitorais atualmente é a internet. A falta de balizas claras sobre o que é permitido e proibido fazer na rede mundial de computadores para divulgar candidaturas ou emitir opiniões sobre candidatos provoca uma enxurrada de recursos na Justiça Eleitoral.
O trabalho de ministros e juízes, contudo, poderá render bons resultados. As discussões travadas nos julgamentos em que se discutem os limites eleitorais na internet poderão, em última análise, ajudar a definir a natureza jurídica de provedores, portais, sites, blogs, sites de relacionamento, entre outras ferramentas da internet.
Recentes sessões do Tribunal Superior Eleitoral revelam isso. Nas últimas semanas, o tribunal dedicou parte de seu tempo ao julgamento de recursos contra propaganda eleitoral antecipada ou irregular na internet.
Apesar de divergências pontuais, o que se destaca nas discussões e nos placares de votação é uma tendência da Justiça Eleitoral de tentar não tutelar a expressão de vontade do eleitor pela internet. Até porque isso seria impossível.
“Tentar trazer as relações da internet para o controle jurisdicional eleitoral seria decretar a falência da Justiça Eleitoral. É impossível”, disse à revista Consultor Jurídico o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal e substituto do TSE. Para ele, a internet não pode receber o mesmo tratamento dos demais veículos de comunicação. Não deve ser igualada à TVs e rádios porque não se trata de concessão pública. Mas também é diferente de jornais e revistas.
“Primeiro é necessário consolidar a natureza jurídica dos sítios da internet. Depois, vamos analisar o que é um provedor, um blog, e assim por diante”, afirma o ministro. O tema será tratado nas reuniões da comissão de juristas do Senado que estuda a reforma da Lei Eleitoral, presidida por Toffoli. O próximo encontro está marcado para esta quarta-feira (25/8).
Eleições digitais
O ministro Dias Toffoli ressalta que a justificativa para tutelar os meios de comunicação nas eleições é a hipótese de que eles podem interferir no pleito. O controle é justificado com o argumento de que não se pode permitir que os veículos que prestam o serviço público de informar sirvam para a defesa de interesses privados. Mas, para o ministro, essa lógica não pode ser aplicada à internet.
“A internet é altamente democrática. Ela não é controlada pela família A, B ou C. O que controla a internet é a credibilidade. Se determinado jornalista tem um blog mais acessado do que outro é porque tem mais credibilidade. Há blogs, por exemplo, que mostram o número de acessos diários. Se um blog que foi acessado duas vezes em um dia estiver pedindo voto pra alguém, isso caracterizará propaganda?”, questiona o ministro.
Dois recentes julgamentos no TSE mostram que a Justiça começa a entender as características da rede. Em um dos casos, o Ministério Público Eleitoral pedia que fosse aplicada multa por propaganda antecipada ao atual candidato ao Senado Roberto Requião (PMDB-PR) e ao diretório municipal do PMDB de Curitiba. Motivo: em fevereiro passado o site do diretório divulgou campanha pela candidatura própria do PMDB à presidência da República, contra a aliança nacional com o PT. E apontou Requião como possível candidato do partido.
O recurso foi rejeitado por cinco votos a dois. Em seu voto, o ministro Toffoli ressaltou que a sociedade exigiu durante anos o debate político e, agora que é possível fazê-lo, não é legítimo cercear esse debate. O ministro considerou que a campanha no site do PMDB de Curitiba fortalece a democracia, sem qualquer característica de propaganda antecipada. “Temos participação na escolha dos candidatos que os partidos escolhem”?, questionou Toffoli, para justificar os motivos pelos quais considerou legítima a iniciativa do diretório municipal do partido.
“Quanto mais amplo e público for o debate dos partidos políticos sobre seus pré-candidatos, entendo que mais oportunidade terá a sociedade de ter participação, inclusive, na escolha dos partidos políticos. O que vai evitar que aqueles candidatos lançados às eleições tenham sido escolhidos por uma pessoa ou por um grupo — como certa vez disse Carlos Heitor Cony — nas mesas do Piantella ou nas mesas do Massimo, em São Paulo”, frisou o ministro em seu voto.
Acesso voluntário
No segundo caso discutido pelo TSE, o Ministério Público contestou a divulgação de notícias jornalísticas em um blog intitulado “Os Amigos do Presidente Lula”. De novo, a ação do MP foi rejeitada, desta vez por seis votos a um. Os ministros entenderam que as manifestações em blogs são protegidas pelo princípio da livre manifestação do pensamento. Assim, não há como caracterizar propaganda eleitoral nestes casos.
O ministro Dias Toffoli, que também participou do julgamento, disse que sente dificuldades de enquadrar as manifestações de qualquer blog como propaganda eleitoral. “Muito embora a Lei 12.034/09 tenha disposto que é permitida a propaganda eleitoral em blogs, entendo que o blog é como a casa da pessoa, é o endereço dela no mundo virtual.” Desta forma, o usuário da internet não recebe as mensagens, mas vai buscá-las, o que descaracterizaria propaganda de qualquer espécie.
“É necessário que a pessoa digite o endereço. Faço analogia com a casa física de alguém, com a sede de um diretório político, com um escritório. Se alguém quer ir até lá, é necessário pegar um carro, um ônibus, ir a pé, ir andando até aquele endereço, entrar no local e ver o que está dentro dos cômodos daquele local”, afirmou o ministro.
Da mesma forma, para ter acesso ao que está publicado em um site ou blog na internet, é necessário que a pessoa ligue o computador, acesse a rede mundial e digite o endereço do site ou do blog. “O blog é a casa, o escritório de alguém. No mundo virtual, as pessoas se endereçam até lá por livre e espontânea vontade. Por isso, é incompatível com a ideia de propaganda”, anotou Toffoli.
O ministro ressalta que crimes ou direitos de resposta por calúnia ou difamação não se encaixam nesse conceito. “O Estado tipifica aquilo que é crime. Por exemplo, a pedofilia pela internet. Nestes casos, se investiga, identifica e processa as pessoas acusadas. Mas as demais relações na internet têm de ser regidas por outra lógica”, opina.
Dias Toffoli deu o exemplo de redes de relacionamento como o Twitter ou o Facebook: “Só se cadastra como seguidor da pessoa quem quer. Por exemplo, só acessa a ConJur, o site do Claudio Humberto, o blog do Noblat ou do Josias de Souza quem quer. Quem não quer, não vai até lá. Assim, os blogs não levam propaganda até as pessoas. Se um dos blogs pedir voto para alguém, está fazendo propaganda? Não! Ele está expressando uma opinião”.
Para a advogada eleitoral Maria Claudia Bucchianeri Pinheiro, o raciocínio do ministro está correto. “É necessário diferenciar o acesso voluntário do acesso involuntário”, afirma. Ela dá um exemplo: “Eu sou obrigada a entrar no site de provedores para acessar meus e-mails. Neste caso, meu acesso pode ser involuntário e a limitação de propaganda é correta. Mas essa regra não vale para os demais sites ou blogs, porque eu tenho de ir até eles para receber a informação. Acesso voluntariamente aqueles endereços”.
O advogado Péricles d’Avila, do escritório Pinheiro Neto, que atua nos tribunais superiores, concorda. “É a teoria da busca. É preciso distinguir propaganda de busca da informação. A comparação da internet com qualquer outro veículo é infeliz porque a busca e a difusão da informação da rede têm características muito próprias”, diz d’Avila.
O ministro Dias Toffoli é taxativo. “Não sendo atividade tipificada como crime, a internet tem de ser considerada como território livre. Essa é uma das coisas que nós vamos discutir na comissão de reforma eleitoral.”
Controle impossível
Há dois anos, o TSE tentou discutir a regulamentação do uso da internet em sessão plenária, mas diante dos fatos, os ministros reconheceram ser inviável estabelecer regras gerais para a propaganda na web. Por quatro votos a dois, na ocasião, decidiu-se não conhecer da Consulta do deputado federal José Fernando Aparecido de Oliveira (PV-MG) sobre propaganda por e-mail, em banner, blog, link patrocinado, comunidades de relacionamento com o Orkut e outras ferramentas da internet.
Na ocasião, o TSE decidiu analisar os limites da exposição de candidatos na internet no julgamento dos casos concretos. A maioria acompanhou o voto do ministro Joaquim Barbosa, para quem a Justiça poderá decidir se permite ou não formas de propaganda “no varejo, nos processos que surgem a cada eleição”. Para Barbosa, responder a Consulta e tentar regular os limites de propaganda na internet poderia causar mais dúvidas do que aplacá-las. “Essa consulta é uma armadilha”, disse.
O presidente do TSE, Carlos Britto, defendeu a liberação do uso da internet pelos candidatos. Para o ministro, seria impossível regulamentar as diversas possibilidades oferecidas pela tecnologia e restringir a manifestação de candidaturas poderia inclusive ferir o princípio da liberdade de expressão. De acordo com Britto, o Direito não é capaz de regular todas as novas formas de comunicação da internet.
Fonte: www.conjur.com.br/2010-ago-24/justica-eleitoral-discute-natureza-juridica-internet
Um dos terrenos mais pantanosos para políticos e suas campanhas eleitorais atualmente é a internet. A falta de balizas claras sobre o que é permitido e proibido fazer na rede mundial de computadores para divulgar candidaturas ou emitir opiniões sobre candidatos provoca uma enxurrada de recursos na Justiça Eleitoral.
O trabalho de ministros e juízes, contudo, poderá render bons resultados. As discussões travadas nos julgamentos em que se discutem os limites eleitorais na internet poderão, em última análise, ajudar a definir a natureza jurídica de provedores, portais, sites, blogs, sites de relacionamento, entre outras ferramentas da internet.
Recentes sessões do Tribunal Superior Eleitoral revelam isso. Nas últimas semanas, o tribunal dedicou parte de seu tempo ao julgamento de recursos contra propaganda eleitoral antecipada ou irregular na internet.
Apesar de divergências pontuais, o que se destaca nas discussões e nos placares de votação é uma tendência da Justiça Eleitoral de tentar não tutelar a expressão de vontade do eleitor pela internet. Até porque isso seria impossível.
“Tentar trazer as relações da internet para o controle jurisdicional eleitoral seria decretar a falência da Justiça Eleitoral. É impossível”, disse à revista Consultor Jurídico o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal e substituto do TSE. Para ele, a internet não pode receber o mesmo tratamento dos demais veículos de comunicação. Não deve ser igualada à TVs e rádios porque não se trata de concessão pública. Mas também é diferente de jornais e revistas.
“Primeiro é necessário consolidar a natureza jurídica dos sítios da internet. Depois, vamos analisar o que é um provedor, um blog, e assim por diante”, afirma o ministro. O tema será tratado nas reuniões da comissão de juristas do Senado que estuda a reforma da Lei Eleitoral, presidida por Toffoli. O próximo encontro está marcado para esta quarta-feira (25/8).
Eleições digitais
O ministro Dias Toffoli ressalta que a justificativa para tutelar os meios de comunicação nas eleições é a hipótese de que eles podem interferir no pleito. O controle é justificado com o argumento de que não se pode permitir que os veículos que prestam o serviço público de informar sirvam para a defesa de interesses privados. Mas, para o ministro, essa lógica não pode ser aplicada à internet.
“A internet é altamente democrática. Ela não é controlada pela família A, B ou C. O que controla a internet é a credibilidade. Se determinado jornalista tem um blog mais acessado do que outro é porque tem mais credibilidade. Há blogs, por exemplo, que mostram o número de acessos diários. Se um blog que foi acessado duas vezes em um dia estiver pedindo voto pra alguém, isso caracterizará propaganda?”, questiona o ministro.
Dois recentes julgamentos no TSE mostram que a Justiça começa a entender as características da rede. Em um dos casos, o Ministério Público Eleitoral pedia que fosse aplicada multa por propaganda antecipada ao atual candidato ao Senado Roberto Requião (PMDB-PR) e ao diretório municipal do PMDB de Curitiba. Motivo: em fevereiro passado o site do diretório divulgou campanha pela candidatura própria do PMDB à presidência da República, contra a aliança nacional com o PT. E apontou Requião como possível candidato do partido.
O recurso foi rejeitado por cinco votos a dois. Em seu voto, o ministro Toffoli ressaltou que a sociedade exigiu durante anos o debate político e, agora que é possível fazê-lo, não é legítimo cercear esse debate. O ministro considerou que a campanha no site do PMDB de Curitiba fortalece a democracia, sem qualquer característica de propaganda antecipada. “Temos participação na escolha dos candidatos que os partidos escolhem”?, questionou Toffoli, para justificar os motivos pelos quais considerou legítima a iniciativa do diretório municipal do partido.
“Quanto mais amplo e público for o debate dos partidos políticos sobre seus pré-candidatos, entendo que mais oportunidade terá a sociedade de ter participação, inclusive, na escolha dos partidos políticos. O que vai evitar que aqueles candidatos lançados às eleições tenham sido escolhidos por uma pessoa ou por um grupo — como certa vez disse Carlos Heitor Cony — nas mesas do Piantella ou nas mesas do Massimo, em São Paulo”, frisou o ministro em seu voto.
Acesso voluntário
No segundo caso discutido pelo TSE, o Ministério Público contestou a divulgação de notícias jornalísticas em um blog intitulado “Os Amigos do Presidente Lula”. De novo, a ação do MP foi rejeitada, desta vez por seis votos a um. Os ministros entenderam que as manifestações em blogs são protegidas pelo princípio da livre manifestação do pensamento. Assim, não há como caracterizar propaganda eleitoral nestes casos.
O ministro Dias Toffoli, que também participou do julgamento, disse que sente dificuldades de enquadrar as manifestações de qualquer blog como propaganda eleitoral. “Muito embora a Lei 12.034/09 tenha disposto que é permitida a propaganda eleitoral em blogs, entendo que o blog é como a casa da pessoa, é o endereço dela no mundo virtual.” Desta forma, o usuário da internet não recebe as mensagens, mas vai buscá-las, o que descaracterizaria propaganda de qualquer espécie.
“É necessário que a pessoa digite o endereço. Faço analogia com a casa física de alguém, com a sede de um diretório político, com um escritório. Se alguém quer ir até lá, é necessário pegar um carro, um ônibus, ir a pé, ir andando até aquele endereço, entrar no local e ver o que está dentro dos cômodos daquele local”, afirmou o ministro.
Da mesma forma, para ter acesso ao que está publicado em um site ou blog na internet, é necessário que a pessoa ligue o computador, acesse a rede mundial e digite o endereço do site ou do blog. “O blog é a casa, o escritório de alguém. No mundo virtual, as pessoas se endereçam até lá por livre e espontânea vontade. Por isso, é incompatível com a ideia de propaganda”, anotou Toffoli.
O ministro ressalta que crimes ou direitos de resposta por calúnia ou difamação não se encaixam nesse conceito. “O Estado tipifica aquilo que é crime. Por exemplo, a pedofilia pela internet. Nestes casos, se investiga, identifica e processa as pessoas acusadas. Mas as demais relações na internet têm de ser regidas por outra lógica”, opina.
Dias Toffoli deu o exemplo de redes de relacionamento como o Twitter ou o Facebook: “Só se cadastra como seguidor da pessoa quem quer. Por exemplo, só acessa a ConJur, o site do Claudio Humberto, o blog do Noblat ou do Josias de Souza quem quer. Quem não quer, não vai até lá. Assim, os blogs não levam propaganda até as pessoas. Se um dos blogs pedir voto para alguém, está fazendo propaganda? Não! Ele está expressando uma opinião”.
Para a advogada eleitoral Maria Claudia Bucchianeri Pinheiro, o raciocínio do ministro está correto. “É necessário diferenciar o acesso voluntário do acesso involuntário”, afirma. Ela dá um exemplo: “Eu sou obrigada a entrar no site de provedores para acessar meus e-mails. Neste caso, meu acesso pode ser involuntário e a limitação de propaganda é correta. Mas essa regra não vale para os demais sites ou blogs, porque eu tenho de ir até eles para receber a informação. Acesso voluntariamente aqueles endereços”.
O advogado Péricles d’Avila, do escritório Pinheiro Neto, que atua nos tribunais superiores, concorda. “É a teoria da busca. É preciso distinguir propaganda de busca da informação. A comparação da internet com qualquer outro veículo é infeliz porque a busca e a difusão da informação da rede têm características muito próprias”, diz d’Avila.
O ministro Dias Toffoli é taxativo. “Não sendo atividade tipificada como crime, a internet tem de ser considerada como território livre. Essa é uma das coisas que nós vamos discutir na comissão de reforma eleitoral.”
Controle impossível
Há dois anos, o TSE tentou discutir a regulamentação do uso da internet em sessão plenária, mas diante dos fatos, os ministros reconheceram ser inviável estabelecer regras gerais para a propaganda na web. Por quatro votos a dois, na ocasião, decidiu-se não conhecer da Consulta do deputado federal José Fernando Aparecido de Oliveira (PV-MG) sobre propaganda por e-mail, em banner, blog, link patrocinado, comunidades de relacionamento com o Orkut e outras ferramentas da internet.
Na ocasião, o TSE decidiu analisar os limites da exposição de candidatos na internet no julgamento dos casos concretos. A maioria acompanhou o voto do ministro Joaquim Barbosa, para quem a Justiça poderá decidir se permite ou não formas de propaganda “no varejo, nos processos que surgem a cada eleição”. Para Barbosa, responder a Consulta e tentar regular os limites de propaganda na internet poderia causar mais dúvidas do que aplacá-las. “Essa consulta é uma armadilha”, disse.
O presidente do TSE, Carlos Britto, defendeu a liberação do uso da internet pelos candidatos. Para o ministro, seria impossível regulamentar as diversas possibilidades oferecidas pela tecnologia e restringir a manifestação de candidaturas poderia inclusive ferir o princípio da liberdade de expressão. De acordo com Britto, o Direito não é capaz de regular todas as novas formas de comunicação da internet.
Doação de livro infantil vira pena alternativa
Autor: Sandro Villar.
Fonte: O Estado de S. Paulo. Data: 26/08/2010.
Quem se envolver em crimes leves em Presidente Venceslau [SP], no extremo oeste paulista, terá a chance de optar pelo pagamento de uma pena alternativa inédita no País: a doação de livros infantis para os cerca de 4 mil alunos das 16 escolas municipais. O autor da ideia é o juiz Silas Silva Santos, de 33 anos, titular da 1.ª Vara Judicial do Fórum de Presidente Venceslau.
A doação de livros substitui outras penas alternativas, como doação de cestas básicas, prestação de serviços comunitários e pagamento de multas. Para escapar de processos, 24 interessados aderiram à proposta do magistrado desde março.
Até agora, 14 acusados doaram 648 livros infantis à Secretaria Municipal de Educação.
"Não há condenação, não há confissão de culpa quando o sujeito adere a essa transação. Há um ajuste entre o autor da infração e o Ministério Público, justamente para evitar o processo e uma eventual pena criminal mais grave", explica o juiz, lembrando que os envolvidos têm interesse em aderir ao programa porque ficam sem antecedentes criminais. "Quando o sujeito adere não fica registrado antecedente."
Crimes leves. Serão beneficiados os acusados de crimes leves, como calúnia, desacato e lesões corporais leves, condenados a até 2 anos de prisão.
Além dessas exigências, a medida beneficia réus primários com bons antecedentes.
"Eu entrego uma lista de livros e ele (acusado) próprio entrega na secretaria. Nós optamos por transformar essa prestação de serviço no que eu chamaria de cesta de livros. O objetivo é formar bibliotecas municipais", diz Silva Santos.
Até agora, nenhum dos acusados doou menos de dez livros. "Um doou 18", conta Aldora Maia Veríssimo, de 58 anos, secretária de Educação. "Ele gastou R$ 117", diz, acrescentando que outro comprou 48 livros por R$ 409, uma das maiores doações até o momento. A maior, porém, foi a de um acusado que gastou mais de R$ 1 mil. O volume da compra leva em conta o poder aquisitivo e o delito cometido.
Quem adere ao programa compra coleções de livros de vários autores na única livraria da cidade. Entre as obras estão A Nuvem e a Duna, de Cristina Oiticica, Os Tais Esdrúxulos, de Tatiana Belinky, e os clássicos contos infantis de Hans Christian Andersen. "A lista é ampla", resume a secretária.
Audiência
A Corregedoria da Polícia Civil vai ouvir, pela primeira vez, a população em uma audiência pública, hoje, em Assis. Se for constatada irregularidade, será instaurado procedimento de apuração.
Fonte: O Estado de S. Paulo. Data: 26/08/2010.
Quem se envolver em crimes leves em Presidente Venceslau [SP], no extremo oeste paulista, terá a chance de optar pelo pagamento de uma pena alternativa inédita no País: a doação de livros infantis para os cerca de 4 mil alunos das 16 escolas municipais. O autor da ideia é o juiz Silas Silva Santos, de 33 anos, titular da 1.ª Vara Judicial do Fórum de Presidente Venceslau.
A doação de livros substitui outras penas alternativas, como doação de cestas básicas, prestação de serviços comunitários e pagamento de multas. Para escapar de processos, 24 interessados aderiram à proposta do magistrado desde março.
Até agora, 14 acusados doaram 648 livros infantis à Secretaria Municipal de Educação.
"Não há condenação, não há confissão de culpa quando o sujeito adere a essa transação. Há um ajuste entre o autor da infração e o Ministério Público, justamente para evitar o processo e uma eventual pena criminal mais grave", explica o juiz, lembrando que os envolvidos têm interesse em aderir ao programa porque ficam sem antecedentes criminais. "Quando o sujeito adere não fica registrado antecedente."
Crimes leves. Serão beneficiados os acusados de crimes leves, como calúnia, desacato e lesões corporais leves, condenados a até 2 anos de prisão.
Além dessas exigências, a medida beneficia réus primários com bons antecedentes.
"Eu entrego uma lista de livros e ele (acusado) próprio entrega na secretaria. Nós optamos por transformar essa prestação de serviço no que eu chamaria de cesta de livros. O objetivo é formar bibliotecas municipais", diz Silva Santos.
Até agora, nenhum dos acusados doou menos de dez livros. "Um doou 18", conta Aldora Maia Veríssimo, de 58 anos, secretária de Educação. "Ele gastou R$ 117", diz, acrescentando que outro comprou 48 livros por R$ 409, uma das maiores doações até o momento. A maior, porém, foi a de um acusado que gastou mais de R$ 1 mil. O volume da compra leva em conta o poder aquisitivo e o delito cometido.
Quem adere ao programa compra coleções de livros de vários autores na única livraria da cidade. Entre as obras estão A Nuvem e a Duna, de Cristina Oiticica, Os Tais Esdrúxulos, de Tatiana Belinky, e os clássicos contos infantis de Hans Christian Andersen. "A lista é ampla", resume a secretária.
Audiência
A Corregedoria da Polícia Civil vai ouvir, pela primeira vez, a população em uma audiência pública, hoje, em Assis. Se for constatada irregularidade, será instaurado procedimento de apuração.
Venda porta a porta de livros supera comércio via internet
0 Comentários sábado, agosto 28, 2010
Publicado por Murilo Cunha
Assunto: comércio livreiro, Enciclopédia Barsa
Autora: Gleyma Lima.
Fonte: Jornal DCI. Data: 19/08/2010.
A venda porta a porta chama a atenção do mercado editorial, ao superar as vendas do comércio eletrônico (e-commerce) e ficar abaixo apenas das vendas em livrarias físicas. A perspectiva para o segmento para este ano é que este nicho de venda direta tenha aumento de 10% a 15%, segundo a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), que contabilizou mais de 28,8 milhões de livros vendidos na modalidade porta a porta (venda direta) no Brasil, em 2009.
De acordo com a diretora de Marketing da Barsa Planeta Internacional Sandra Cabral, a demanda das classes C e D fez locais como Manaus, Belém e Rondônia hoje serem a grande aposta da empresa. "Acabamos de abrir uma filial em Rondônia devido a alta demanda de lá. Não compensava mais mandar vendedores daqui para a região", explicou.
Para o presidente da Associação Brasileira de Difusão do Livro (ABDL), Luís Antônio Torelli, a bola da vez deste segmento é a venda porta a porta por meio do cartão crédito. "Em março deste ano fizemos uma parceria com a Redecard em que vendedores de algumas distribuidoras credenciadas têm um chip instalado no celular e realizam as vendas com os dados do cartão do cliente, pelo aparelho móvel. A transação é chamada de foneshop", disse Torelli.
Segundo o porta-voz da ABDL, a nova opção de pagamento deve gerar um aumento entre 15% as vendas. "Antes dessa parceria perdíamos esta porcentagem em vendas devido aos populares hoje não utilizarem tanto cheque, e o carnê ter perdido a voz ativa", alertou.
Quem concorda com ele é a diretora de Marketing da Barsa. "As vendas de cartão de crédito hoje correspondem a mais de 50% das vendas da Barsa", explicou. No Brasil há 70 anos, a empresa começa a pensar em abrir capital na Bolsa de Valores. "Estamos analisando a possibilidade de abrir capital. Nosso presidente inclusive viaja no próximo mês para a Espanha para ver isso de perto", disse a executiva.
A Barsa Planeta Internacional possui ao total 18 obras em seu portfólio e vendeu 350 mil obras no ano passado, sendo o carro-chefe da empresa a enciclopédia Barsa, com 72 mil obras vendidas em 2009. Atualmente a empresa tem dois mil vendedores e está presente em 14 estados no País. A pretensão é crescer 15%, por isso parcela em até 25 vezes, com parcelas a R$ 120 e acessível para a classe C e D.
Segundo a ABDL com a construção de tantos prédios nas capitais do Brasil, o segmento hoje mira para atingir o público-alvo as escolas, tanto públicas como particulares. "Hoje as instituições de ensino representam 60% das vendas diretas", disse.
Livrarias
Apesar do segmento estar forte ainda no País, a expansão das lojas físicas no segmento de livrarias ainda é forte e o investimento para se manter no ranking também. A Livraria SBS, por exemplo, que hoje atua no Brasil, Argentina e Peru e envolve 60 livrarias, no primeiro semestre deste ano abriu uma loja na unidade da PUC de Brasília, e para o próximo deve inaugurar mais dois pontos de vendas na PUC de Recife e FGV em Brasília.
"Queremos crescer organicamente e continuar com o foco em vendas de livros de idiomas", comentou a diretora da SBS, Susana Fioressi. Para ela, com a nova Classe C este ano, a rede pretende passar o ticket médio de R$ 45 para R$ 50. A SBS atua com e-commerce, porém considera ainda as vendas insignificantes.
Já a distribuidora Disal, de livros didáticos e línguas, com 14 lojas próprias no do País, e ticket médio de R$ 80, deve abrir sua 15° loja em Belo Horizonte (MG) e também aposta na nova classe emergente, porém com uma estratégia diferente. "Vamos apostar em mais opções de compras neste semestre. Neste mês teremos mais de 15 lançamentos para este público", explicou a supervisora da Disal, Juliana Camargo.
Entre as maiores do segmento, ainda há forte crescimento na área de vendas on-line. No recente balanço da Livraria Saraiva, a companhia, com 91 unidades instaladas, atingiu um faturamento 21,7% maior no primeiro semestre deste ano, ante o mesmo período do ano anterior, sendo que a participação do total de receita bruta das operações do site Saraiva.com em relação ao total das operações varejistas do grupo atingiu 36,2% no primeiro semestre de 2010. A receita bruta do grupo atingiu R$ 742,3 milhões neste período no primeiro semestre. A livraria Saraiva afirmou que daqui até o final do ano vai dar maior ênfase aos segmentos de livros didáticos e universitários.
A venda de livros porta a porta é maior que as realizadas via comércio eletrônico (e-commerce) e fica abaixo apenas da comercialização nas livrarias físicas. A perspectiva para o segmento para este ano é que o nicho de venda direta tenha aumento de 10% a 15%, segundo a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), que contabilizou mais de 28,8 milhões de livros vendidos na modalidade porta a porta no Brasil, em 2009.
Fonte: Jornal DCI. Data: 19/08/2010.
A venda porta a porta chama a atenção do mercado editorial, ao superar as vendas do comércio eletrônico (e-commerce) e ficar abaixo apenas das vendas em livrarias físicas. A perspectiva para o segmento para este ano é que este nicho de venda direta tenha aumento de 10% a 15%, segundo a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), que contabilizou mais de 28,8 milhões de livros vendidos na modalidade porta a porta (venda direta) no Brasil, em 2009.
De acordo com a diretora de Marketing da Barsa Planeta Internacional Sandra Cabral, a demanda das classes C e D fez locais como Manaus, Belém e Rondônia hoje serem a grande aposta da empresa. "Acabamos de abrir uma filial em Rondônia devido a alta demanda de lá. Não compensava mais mandar vendedores daqui para a região", explicou.
Para o presidente da Associação Brasileira de Difusão do Livro (ABDL), Luís Antônio Torelli, a bola da vez deste segmento é a venda porta a porta por meio do cartão crédito. "Em março deste ano fizemos uma parceria com a Redecard em que vendedores de algumas distribuidoras credenciadas têm um chip instalado no celular e realizam as vendas com os dados do cartão do cliente, pelo aparelho móvel. A transação é chamada de foneshop", disse Torelli.
Segundo o porta-voz da ABDL, a nova opção de pagamento deve gerar um aumento entre 15% as vendas. "Antes dessa parceria perdíamos esta porcentagem em vendas devido aos populares hoje não utilizarem tanto cheque, e o carnê ter perdido a voz ativa", alertou.
Quem concorda com ele é a diretora de Marketing da Barsa. "As vendas de cartão de crédito hoje correspondem a mais de 50% das vendas da Barsa", explicou. No Brasil há 70 anos, a empresa começa a pensar em abrir capital na Bolsa de Valores. "Estamos analisando a possibilidade de abrir capital. Nosso presidente inclusive viaja no próximo mês para a Espanha para ver isso de perto", disse a executiva.
A Barsa Planeta Internacional possui ao total 18 obras em seu portfólio e vendeu 350 mil obras no ano passado, sendo o carro-chefe da empresa a enciclopédia Barsa, com 72 mil obras vendidas em 2009. Atualmente a empresa tem dois mil vendedores e está presente em 14 estados no País. A pretensão é crescer 15%, por isso parcela em até 25 vezes, com parcelas a R$ 120 e acessível para a classe C e D.
Segundo a ABDL com a construção de tantos prédios nas capitais do Brasil, o segmento hoje mira para atingir o público-alvo as escolas, tanto públicas como particulares. "Hoje as instituições de ensino representam 60% das vendas diretas", disse.
Livrarias
Apesar do segmento estar forte ainda no País, a expansão das lojas físicas no segmento de livrarias ainda é forte e o investimento para se manter no ranking também. A Livraria SBS, por exemplo, que hoje atua no Brasil, Argentina e Peru e envolve 60 livrarias, no primeiro semestre deste ano abriu uma loja na unidade da PUC de Brasília, e para o próximo deve inaugurar mais dois pontos de vendas na PUC de Recife e FGV em Brasília.
"Queremos crescer organicamente e continuar com o foco em vendas de livros de idiomas", comentou a diretora da SBS, Susana Fioressi. Para ela, com a nova Classe C este ano, a rede pretende passar o ticket médio de R$ 45 para R$ 50. A SBS atua com e-commerce, porém considera ainda as vendas insignificantes.
Já a distribuidora Disal, de livros didáticos e línguas, com 14 lojas próprias no do País, e ticket médio de R$ 80, deve abrir sua 15° loja em Belo Horizonte (MG) e também aposta na nova classe emergente, porém com uma estratégia diferente. "Vamos apostar em mais opções de compras neste semestre. Neste mês teremos mais de 15 lançamentos para este público", explicou a supervisora da Disal, Juliana Camargo.
Entre as maiores do segmento, ainda há forte crescimento na área de vendas on-line. No recente balanço da Livraria Saraiva, a companhia, com 91 unidades instaladas, atingiu um faturamento 21,7% maior no primeiro semestre deste ano, ante o mesmo período do ano anterior, sendo que a participação do total de receita bruta das operações do site Saraiva.com em relação ao total das operações varejistas do grupo atingiu 36,2% no primeiro semestre de 2010. A receita bruta do grupo atingiu R$ 742,3 milhões neste período no primeiro semestre. A livraria Saraiva afirmou que daqui até o final do ano vai dar maior ênfase aos segmentos de livros didáticos e universitários.
A venda de livros porta a porta é maior que as realizadas via comércio eletrônico (e-commerce) e fica abaixo apenas da comercialização nas livrarias físicas. A perspectiva para o segmento para este ano é que o nicho de venda direta tenha aumento de 10% a 15%, segundo a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), que contabilizou mais de 28,8 milhões de livros vendidos na modalidade porta a porta no Brasil, em 2009.
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