quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Disponibilização da revista Prisma.Com: Edição n.º 11, Julho de 2010


0 Comentários

Já se encontra online o n.º 11 (Julho de 2010) da Revista de Ciências da Informação e da Comunicação do CETAC.Media - Prisma.Com.

Poderá aceder à publicação através do URL: http://prisma.cetac.up.pt

sábado, 14 de agosto de 2010

Livro eletrônico ganha espaço na bienal


0 Comentários

Autora: Priscila Jordão.
Fonte: Info Online. Data: 12/08/2010.

A Bienal do Livro, que acontece a cada dois anos em São Paulo, nunca foi tão tecnológica. Neste ano, além de livros de papel, marcam presença no evento os livros digitais, também conhecidos como e-readers. E eles estão chamando a atenção dos visitantes.

Não à toa. O e-reader tem sido bastante destacado pelos corredores da Bienal. No estande especial da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, o público pode conferir e ler obras em cerca de 50 aparelhos, entre Kindles, iPads, Readers da Sony e o aparelho nacional da livraria Gato Sabido, que estão em exibição. O estande é equipado com Wi-Fi e permite o download de livros gratuitos.

Com a iniciativa, o órgão público quer divulgar o e-reader como plataforma de leitura para o consumidor. Além disso, apresentar aos leitores os seus livros que já estão no formato digital (cerca de 180 e todos gratuitos).

Grandes livrarias, como a Saraiva, também aproveitam a ocasião para divulgar seus livros digitais. No endereço www.livrariasaraiva.com.br/livros-digitais, a livraria disponibiliza, por preços menores que os dos livros impressos, títulos como Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carrol, e Caim, de José Saramago.

"Mas para comprar, o usuário baixa um aplicativo no site da Saraiva e, por ele, acessa o servidor da livraria e efetua o download", diz André Ferraz, analista de produtos digitais da Saraiva.Os livros são baixados para o computador, mas estão em formato protegido, de modo que só podem ser lidos no aplicativo da Saraiva. Porém, podem ser compartilhados com até seis plataformas, como smartphones e leitores eletrônicos.

A plataforma da Saraiva, explica Ferraz, terá divulgação em massa somente quando houver também um aplicativo para iPad, o que deve acontecer em breve. "Nossa aposta é em plataformas móveis. Por isso, estamos aguardando a finalização do aplicativo para fazer um anúncio grande ao mercado", afirma Ferraz.

Outros expositores do evento, como o Submarino, também montaram estandes dedicados especialmente ao universo digital. Na Bienal, a empresa fez o anúncio de uma parceria com a Gato Sabido, cujo site ficará hospedado dentro do Submarino.


"O Submarino não vendia e-readers e precisava entrar nesse ramo. Por isso firmou a parceria conosco", afirma Luciana Legey, sócia da Gato Sabido. A livraria trouxe cerca de 48 e-readers para o evento, que estão sendo expostos em vários estandes de editoras, inclusive de livros infantis.

Já as editoras menores, apesar de não terem suas próprias lojas de livros digitais, aproveitam para lançar seus títulos já em versões eletrônicas. A Giz Editorial, por exemplo, vende o livro digital Causos de uma vida empreendedora por 5 reais a menos que o impresso na livraria do leitor eletrônico Gato Sabido.

Projeto Mais Livro, Mais Leitura


0 Comentários

Autora: Neila Baldi.
Fonte: Ministério da Cultura. Data: 06/08/2010.

O primeiro curso online do projeto Mais Livro, Mais Leitura nos estados e municípios começou nesta segunda-feira, 9 de agosto. Na modalidade de ensino à distância, o treinamento prevê a capacitação de gestores municipais para a elaboração de planos locais, assim como o Plano Nacional de Livro e Leitura (PNLL), instituído em 2006 pelos Ministérios da Cultura e da Educação.

A primeira turma é formada por gestores de localidades que participaram do Fórum Nacional ou de Fóruns Regionais de discussões sobre a instituição dos Planos Estadual (PELL) e Municipal de Livro e Leitura (PMLL). A partir de setembro, cidades cadastradas no portal do PNLL (http://www.pnll.gov.br/) receberão informações sobre a abertura de novas turmas.

A capacitação tem cinco módulos, com previsão de 10 semanas, totalizando cinco horas por semana. Os gestores podem fazer o curso no horário que escolher, mas ao fim de duas semanas precisam ter completado o módulo para seguir para o próximo. O curso fornece o passo a passo para a elaboração do plano local, contemplando a elaboração do diagnóstico da realidade, a formação do grupo de trabalho, a definição de metas, objetivos e a construção de um plano de trabalho.

Há ainda um fórum de discussão, em que os participantes podem compartilhar experiências. A proposta do trabalho é que, ao final do curso, a prefeitura ou estado tenha um esboço do que será seu plano, pois ao longo da capacitação pode ir realizando, junto com a sociedade civil, o planejamento indicado.

Dentre os municípios inscritos no primeiro curso alguns já criaram grupos de trabalho para elaboração do PMLL. É o caso de Alexânia (GO) e Congonhas (MG). A primeira cidade brasileira a criar o seu plano foi Passo Fundo (RS), enquanto o município de Caxias do Sul (RS) tem o Programa Permanente de Estímulo à Leitura. O estado de Mato Grosso do Sul, em encontro realizado entre 7 a 9 de abril, instituiu por decreto seu PELL - que está em processo de elaboração. O projeto Mais Livro, Mais Leitura nos estados e municípios é uma parceira do PNLL com o Instituto Pró-Livro.

Biblioteca escolar receberá livros do MEC


0 Comentários

Autor: Ionice Lorenzoni.
Fonte: Ministério da Educação. Data: 11/08/2010.

Todas as escolas públicas do sexto ao nono ano do ensino fundamental e do ensino médio, independente do número de alunos matriculados, receberão no início de 2011 acervos literários. A escola com o menor número de estudantes receberá do Ministério da Educação um acervo com 50 títulos e as maiores, três acervos com 150 títulos.

Dados do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), autarquia do MEC responsável pelo Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE), mostram que 49.799 escolas do sexto ao nono ano do ensino fundamental e 17.830 do ensino médio serão atendidas. No conjunto, o PNBE 2011 vai distribuir para essas bibliotecas escolares 7 milhões de livros de literatura.

Incentivar e desenvolver o gosto pela leitura, exercitar a criatividade e a crítica e contribuir com a formação cidadã dos estudantes são objetivos do PNBE, segundo a coordenadora geral de materiais didáticos da Secretaria de Educação Básica (SEB) do ministério, Jane Cristina da Silva. O programa deve contribuir também para a construção de acervos das bibliotecas escolares, conforme prevê a Lei nº 12.244/2010, de 24 de maio.

Acervos – A seleção das obras do PNBE 2011
foi realizada pelo Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A instituição recebeu 1.938 inscrições de livros, dos quais selecionou 300. Os livros pertencem aos gêneros poesia, conto, crônica, novela, teatro, texto de tradição popular, romance, memória, diário, biografia, relatos de experiências, obras clássicas da literatura universal, livros de imagens e de histórias em quadrinhos e traduções de obras literárias.

De acordo com Jane Cristina, integram os acervos obras com caracteres ampliados para alunos com deficiência visual e outras que vêm escritas e acompanhadas de CD em áudio ou DVD na língua brasileira de sinais (libras). A inclusão de pessoas com deficiências, explica, é um dos objetivos do programa.

Criado em 1997, o Programa Nacional Biblioteca da Escola faz seleções anuais de livros de literatura, adquire as obras das editoras e envia gratuitamente para as escolas públicas da educação básica. Em 2010, receberam coleções as escolas públicas da educação infantil e do primeiro ao quinto ano do ensino fundamental. Em 2011 será a vez das escolas dos anos finais do ensino fundamental (sexto ao nono ano) e das três séries do ensino médio.

Confira no sítio do FNDE a relação das 300 obras do PNBE 2011 [URL: http://www.fnde.gov.br/index.php/programas-biblioteca-da-escola].

Setor livreiro critica proposta de reforma da Lei de Direitos Autorais


0 Comentários

Autor: Alex Rodrigues.
Fonte: Agência Brasil. Data: 10/08/2010.

A proposta do Ministério da Cultura de alterar a Lei de Direitos Autorais pode prejudicar a indústria cultural brasileira. A opinião é das presidentes da Câmara Brasileira do Livro (CBL), Rosely Boschini, e do Sindicato Nacional de Editores de Livros (Snel), Sônia Machado Jardim.

"Temo pela possibilidade de uma flexibilização que não garanta a remuneração do autor, o que poderia ser o fim da indústria cultural brasileira", afirmou Rosely durante a divulgação da Pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro em 2009, apresentado hoje (10), em São Paulo.

Rosely disse concordar com a necessidade de se rediscutir certos aspectos das Lei 9.610/98, entre eles o tempo que uma obra leva para se tornar de domínio público. No Brasil, no caso de obras literárias e musicais, 70 anos após a morte do autor. Já no caso de obras audiovisuais, 70 anos após a primeira exibição.

"Não somos contra a modernização da lei, mas sim contra sua flexibilização, pois é fundamental que o autor possa viver de seu trabalho", disse Rosely, referindo-se à proposta de se permitir a reprodução e a distribuição para fins educativos e informativos de parte ou de toda uma obra. O que, para Sônia Machado Jardim, do Snel, é preocupante.

"Há um artigo no projeto de lei que permite que bibliotecas digitalizem seus acervos e os disponibilizem. Agora, imaginem um destes grandes grupos universitários que tem vários campi. Eles vão comprar um livro e permitir que seus milhares de alunos tenham acesso a esta obra", sustentou Sônia, para quem a discussão de fundo passa pela seguinte questão: o que é mais importante, o direito individual do autor ou o direito da coletividade ter acesso à informação?

"O projeto [do Ministério da Cultura] está muito voltado para a questão musical, que tem problemas que não são os mesmos do mercado dos livros. Fazer uma receita única para resolver o problema do mercado musical pode acabar resultando em um efeito colateral para outros setores. No caso dos livros, a questão se resolve por meio das bibliotecas", concluiu Sônia.

EUA: Crianças que leem nas férias têm melhor desempenho


0 Comentários

Fonte: Portal Terra Educação. Data: 09/08/2010.

Embora os adultos geralmente agarrem a chance de atualizar sua leitura durante as férias, muitas crianças e adolescentes, especialmente em famílias de baixa renda, leem poucos livros durante as férias de verão - isso quando leem. Porém, o preço de manter os livros fechados é alto demais. Diversos estudos documentam um "declínio de verão" nas habilidades de leitura assim que as escolas liberam os alunos na primavera, no Hemisfério Norte. O declínio nas habilidades de leitura e ortografia são maiores entre alunos de baixa renda, que perdem o equivalente a dois meses de escola em cada verão, segundo a National Summer Learning Association, um grupo de apoio à educação. E a perda se acumula a cada ano. Agora, uma nova pesquisa oferece uma solução surpreendentemente simples e barata para o declínio de leitura no verão. Num estudo de três anos, pesquisadores da Universidade do Tennessee, em Knoxville, descobriram que simplesmente dar acesso a livros às crianças de baixa renda nas feiras da primavera - e permitir que elas escolham livros que mais as interessem - surtiu um efeito significativo na lacuna de leitura do verão.

O estudo, financiado pelo Departamento Federal de Educação dos EUA, acompanhou os hábitos de leitura e as notas de mais de 1.300 alunos da Flórida, vindos de 17 escolas de baixa renda. A maioria das crianças era pobre o bastante para receber almoços escolares grátis ou com desconto. Os pesquisadores queriam estudar se proporcionar livros às crianças durante as férias de verão afetaria seu desempenho ao longo dos anos. No início do estudo, 852 alunos da primeira e da segunda série, selecionados aleatoriamente, compareceram a uma feira escolar de livros na primavera, onde puderam escolher entre 600 títulos. Era oferecida uma variedade de livros, desde aqueles sobre celebridades como Britney Spears e "The Rock", até histórias de personagens ficcionais como o corajoso criador de casos Junie B. Jones.

As crianças também podiam escolher livros culturalmente relevantes, com personagens afro-americanos, assim como livros em espanhol. As crianças escolheram 12 livros. Os pesquisadores também selecionaram aleatoriamente um grupo de controle de 478 crianças que não receberam nenhum livro. A essas crianças, ofereceram atividades livres e livros de quebra-cabeças.

As feiras e distribuições de livros continuaram por três verões, até que os participantes do estudo chegaram à quarta e quinta séries. Então, os pesquisadores compararam as notas de testes de leitura para os dois grupos. As crianças que haviam recebido os livros grátis atingiram notas significativamente mais altas que aquelas com livros de atividades. O efeito, correspondente a 1/16 do desvio padrão em notas de testes, foi equivalente a uma criança fazer três anos de cursos de verão, segundo o relatório a ser publicado em setembro no jornal "Reading Psychology". A diferença nas notas foi duas vezes maior entre as crianças mais pobres do estudo. As descobertas chegam num momento em que muitos distritos escolares consideram cortar os programas de verão para economizar verbas, de acordo com uma recente pesquisa pela Associação Americana de Administradores de Escolas. O estudo mostrou que oferecer livros gratuitamente, por um custo de US$50 por criança, é uma maneira muito mais econômica de estimular a leitura de verão, afirmou uma co-autora do estudo, Anne McGill-Franzen, professora e diretora do centro de leitura da Universidade do Tennessee, em Knoxville.

Uma das descobertas mais notáveis foi que as crianças aprimoraram sua leitura mesmo sem escolher os livros do currículo escolar, ou os clássicos normalmente indicados pelos professores como leitura de verão. Essa conclusão confirma outros estudos sugerindo que as crianças aprendem melhor quando podem escolher seus próprios livros.

Surpreendentemente, o livro mais popular durante o primeiro ano do estudo na Flórida foi uma biografia da cantora Britney Spears. "O que isso significa para mim é que existe uma cultura e uma mídia jovens que transcendem o que achamos que as crianças deveriam ler", disse a Dra. McGill-Franzen. "Eu não acho que a maioria dessas crianças lia qualquer coisa durante o verão, mas a oportunidade de escolher seus próprios livros e discutir o que sabem sobre 'The Rock' ou Hannah Montana era algo motivador para eles". Ellen Galinsky, presidente do Families and Work Institute e autora de um novo livro sobre o aprendizado infantil, "Mind in the Making", disse esperar que as descobertas estimulem pais e professores a deixar que as crianças escolham seu próprio material de leitura.

"Os interesses de uma criança são uma porta para a sala de leitura", afirmou Galinsky, acrescentando que seu próprio filho virava as costas aos livros durante a graduação. Como ele gostava de música, ela o encorajou a ler revistas de música ou livros sobre músicos. Seu filho acabou ganhando interesse na leitura e hoje possui um Ph.D. "Se o seu filho não gosta de leitura, fazê-lo ler qualquer coisa é melhor do que nada", explicou ela. Porém, dar às crianças a escolha dos livros que leem é uma mensagem a que muitos pais ainda resistem. Recentemente, numa livraria, a Dra. McGill-Franzen disse ter testemunhado uma conversa entre algumas mães estimulando suas filhas, da quinta e sexta séries, a ler biografias de figuras históricas, quando as meninas queriam escolher livros sobre Hannah Montana - uma personagem interpretada pela estrela adolescente Miley Cyrus. "Se esses livros os fizerem ler, isso gera ótimas repercussões no sentido de deixá-los mais inteligentes", disse a Dra. McGill-Franzen. "Professores e pais de classe média subestimam as preferências das crianças, mas eu acho que precisamos deixar de ser tão rígidos com suas escolhas em relação a livros".

Portugal: Novos leitores eletrônicos Kindle esgotados


0 Comentários

Fonte: Diário Digital/Lusa. Data: 03/08/2010.

Os novos aparelhos de leitura de livros eletrónicos Kindle, lançados na semana passada, esgotaram-se hoje, tendo a Amazon, que os distribui, explicado que “devido à forte procura” será necessário esperar cerca de um mês para adquirir um.

“As encomendas feitas hoje deverão ser expedidas a 04 de setembro ou antes”, pode ler-se na página da internet Amazon.com.

O aviso é válido para as duas versões do Kindle clássico – o modelo mais barato, ligado às redes de internet sem fios wifi, por 139 dólares (105 euros), e a versão ligada às redes telefónicas 3G e wi-fi, por 189 dólares (143 euros) – e para ambas as cores do aparelho (branco ou cinzento).

A última vez que o Kindle esteve em rutura de stock foi na semana passada, imediatamente antes da apresentação das novas versões do leitor eletrónico, mais sofisticadas do que a geração anterior.

A versão maior do Kindle, a DX, da qual foi lançada uma atualização no início deste mês, está ainda disponível por 379 dólares (286 euros).

A Amazon nunca divulgou números das vendas do Kindle, tendo-se limitado a classificá-lo como o objeto mais vendido no seu site desde há dois anos.

O gigante da distribuição na internet indicou antes do lançamento das novas versões que o crescimento das vendas do aparelho triplicou desde que o preço foi reduzido, de 259 para 189 dólares (de 195 para 143 euros), em junho.

O Kindle, cuja primeira geração surgiu em 2007, enfrenta uma concorrência crescente, nomeadamente dos leitores de livros eletrónicos da japonesa Sony e da editora Barnes & Noble, bem como do leitor multimédia da Apple, o iPad, que combina as funções de um aparelho de leitura e de um mini-computador.

A Apple também tem tido dificuldades em responder à procura do iPad, cujos prazos de entrega são de cerca de duas semanas.

EUA: Editora decide publicar só livro digital


0 Comentários

Autor: Jeffrey A. Trachtenberg.
Fonte: The Wall Street Journal. Data: 10/08/2010.

Num momento em que os livros digitais continuam a ganhar mercado, uma das mais antigas editoras americanas de livros de bolso decidiu abandonar a publicação impressa tradicional e colocar à venda seus títulos somente no formato digital ou via impressão sob encomenda.

A Dorchester Publishing, uma editora de livros e revistas de capital fechado, informou que está fazendo a mudança depois que as vendas unitárias de livros caíram 25% no ano passado, em parte devido ao declínio das encomendas de algumas de suas contas de varejo mais importantes, entre as quais Walmart Stores . Uma porta-voz do Walmart não quis comentar.

"Não foi uma decisão demorada, porque vínhamos realizando o esforço, mas sem obter os resultados", disse o diretor-presidente da Dorchester, John Prebich.

Os livros eletrônicos estão ganhando popularidade entre os leitores. Mike Shatzkin, diretor-presidente da Idea Logical Co., uma consultoria editorial, prevê que os livros digitais serão 20% a 25% das vendas unitárias até o fim de 2012. A Amazon.com estima que suas vendas de e-livros para o Kindle possam superar as vendas dos livros impressos no formato brochura tradicional em 9 a 12 meses.

A decisão de partir para o digital pode ser um sinal do que está por vir para outras editoras pequenas que enfrentam queda nas vendas na área impressa tradicional. A decisão da Dorchester vai provavelmente resultar em economias significativas num momento em que a empresa espera que suas vendas digitais dobrem em 2011.

A Dorchester, que publica livros de bolso desde 1971, lança de 25 a 30 novos títulos por mês, aproximadamente 65% dos quais são obras românticas.Os fãs de obras românticas em particular já abraçaram os e-books, em parte porque os leitores podem ler as obras em público sem ter de revelar a capa. Além disso, o tamanho da letra é facilmente ajustável nos e-readers, o que torna os títulos publicados no formato de bolso mais fáceis de ler para clientes mais velhos.

Prebich estimou que 83% dos livros publicados pela Dorchester são vendidos nos Estados Unidos a um preço de tabela de US$ 7,99. Um livro brochura no formato convencional geralmente tem o preço em torno de US$ 14,95.

A troca da Dorchester pelo e-book entra em vigor hoje. A editora planeja colocar à venda novos títulos no sistema de impressão sob encomenda por meio de varejistas ainda este ano. A Ingram Publisher Services, uma divisão da empresa de capital fechado Ingram Industries, informou que vai enviar as encomendas aos varejistas conforme necessário. A notícia da decisão da Dorchester foi revelada primeiro pela "Publishers Weekly", uma publicação do setor editorial.

Prebich admitiu que alguns autores podem ficar tristes por ver seus títulos somente para venda como e-book ou via impressão sob encomenda, mas disse que até agora a resposta tem "sido receptiva ao que estamos fazendo."

A Hard Case Crime, um selo da empresa de capital fechado Winterfall LLC, disse que poderá buscar uma maneira de transferir seus livros de mistério da Dorchester para outra editora.

"Tem sido uma boa parceria, mas se eles não vão mais publicar livros de bolso, teremos que decidir o que fazer", disse Charles Ardai, dono da Hard Case Crime. "Acredito no formato de bolso, mas compreendo o mercado."

A Randon House, subsidiária da alemã Bertelsmann e a maior editora americana de livros, disse que continua a apostar no mercado de livros de bolso. Um dos escritores americanos de mistério de maior sucesso, o falecido John D. MacDonald, é vendido pela Random House só no formato de bolso.

"Ainda é uma alternativa viável, popular e mais barata do que os outros formatos de leitura", disse Stuart Applebaum, porta-voz da Random House. "E também tem um público fiel. Será que essa fidelidade será para sempre num mercado em transformação?"

Adolescente lê 300 páginas em uma hora


2 Comentários

Autor:Ricardo Westin.
Fonte: Folha de S.Paulo. Data: 10/08/2010.

Nessa idade, é comum ser viciado em internet, videogame ou televisão. Luis Antonio Gonçalves Netto não. Aos 14 anos, é louco por livros.

Esse adolescente de São José do Rio Preto (SP) desenvolveu uma curiosa habilidade: lê com rapidez, extraordinária rapidez. Em uma hora, é capaz de devorar 300 páginas.
"Ler é muito bom", diz ele, que mora com os pais e a irmã. Não importa o livro: longo e curto, lançamento e clássico, ficção e não ficção, até auto-ajuda. Leio de tudo."

O gosto pela leitura é coisa nova. Luis Antonio nunca foi de ler. "Só lia os livros da escola, por obrigação. Achava todos chatos."No final do ano passado, o pai apareceu com um desafio: se tirasse alguma nova vermelha no colégio -estava no 9º ano (antiga 8ª série)-, teria de ler dez livros.

E foi justamente o que aconteceu. Ele foi muito mal em história -as 13 colônias de América do Norte não eram o seu forte- e quase ficou em recuperação. O pai, conforme o combinado, trouxe uma pilha de dez livros. O primeiro era "O Código Da Vinci", de Dan Brown.

Mas o que era para ser um castigo acabou virando um prêmio: "Foi o melhor livro da minha vida. Aquele suspense, aquelas referências históricas, tudo aquilo me prendeu", conta. Depois disso, foi um livro atrás do outro -"Marley e Eu", de John Grogan, "1808", de Laurentino Gomes, "Opus Dei", de John Allen... De dezembro aqui, foram 340 livros.

Na sexta-feira passada, a Folha foi à casa de Luis Antonio, num bairro de classe média-alta de São José do Rio Preto, verificar o talento do adolescente. Apresentou-lhe o livro "A Cidade e as Serras", de Eça de Queirós.

Luis Antonio deitou-se no sofá de dois lugares da sala, acomodou uma almofada na cabeça, acendeu uma luminária e foi embora. Com uma mão, segurou o livro; a outra, inquieta, passava as folhas a cada 20 ou 30 segundos.

Leu as 255 páginas em 56 minutos, com rápidas pausas para anotar as palavras desconhecidas, como "mesuras", "silvando", "chalrando" e "tisnado". "Devem ser palavras de Portugal, não é?", pergunta. E explicou à Folha a história, citando os nomes dos personagens e lembrando as passagens mais marcantes da história. No começo, os pais ficaram abismados com a rapidez. Chegaram a achar que ele pulava páginas e parágrafos inteiros. "Tem gente que pula os parágrafos que não são interessantes, mas eu não. Leio tudo", conta. "Não sei explicar como leio tão rápido. Vejo as palavras e vou assimilando."

Os pais compram os livros pela internet. Assim, evita prejuízo. "Um "Harry Potter" custa mais de R$ 30 na livraria. Pela internet, acho por R$ 9,90", diz o pai, o vendedor Luis Evandro Gonçalves. A primeira estante já está cheia. A segunda, recém-comprada, está quase completa. Logo, logo Luis Antonio vai precisar da terceira. Entre os clássicos, ele cita "Memórias Póstumas de Brás Cubas" e "Dom Casmurro", de Machado de Assis. "Se acho que Capitu traiu Bentinho? Eu, pessoalmente, acho que não. Mas cada um tira a sua própria conclusão", afirma.

E puxa um volume da estante. "Um livro interessante sobre traição é este aqui: "A Farsa", de Christopher Reich", explica.
"Conta a história de uma mulher que foi esquiar com o marido na Suíça. Ela bate numa pedra e é dada como morta. Na realidade, era um truque. Ela finge ter morrido porque faz parte de um grupo terrorista. E o marido não sabia de nada, nem o verdadeiro nome dela."

E depois puxa "A Vingança". "É a continuação. Conta como o marido se vinga dela." Para Luis Antonio, não existe livro ruim. O que existem são livros "que não são tão bons". "Não gostei muito de "Perigo de Vida", que são contos de terror do Alfred Hitchcock. Num deles, um cara sai de carro matando todo mundo. Achei meio forçado."

Mesmo assim, não abandona um livro sem chegar à última página. "O Livreiro de Cabul" [de Asne Seierstad] foi um livro que, no começo, não me encantou. Foi bom não ter desistido. No meio, a história fica surpreendente. É interessante como fala sobre as mulheres da Índia. Da Índia não, desculpe. Do Afeganistão.

Na escola, tantos livros lidos lhe permitem mais facilidade para escrever. Luis Antonio, aliás, tem vontade de escrever seu próprio livro. "Só escrevi duas páginas. Sou mais rápido para ler do que para escrever."

Índice de leitura no Brasil cresce mais de 150% em dez anos


0 Comentários

Autor: Alex Rodrigues.
Fonte: Agência Brasil. Data: 10/08/2010.

O índice de leitura no Brasil aumentou 150% nos últimos dez anos. Passou de 1,8 livro por ano em média, para 4,7. Apesar do aumento, a presidente do Snel (Sindicato Nacional dos Editores de Livros), Sônia Machado Jardim, disse que o índice de leitura anual no Brasil ainda é pequeno comparado ao de países mais desenvolvidos.

“É baixo não só por estar muito aquém dos de países desenvolvidos ou até mesmo de alguns países em desenvolvimento, mas também porque inclui os livros didáticos, de leitura obrigatória.

A presidente fez a declaração durante a divulgação da Pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial, realizada pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), a pedido da CBL (Câmara Brasileira do Livro) e do Snel, que constatou aumento de 13,5% de obras publicadas no ano passado em relação a 2008.

"Nosso grande desafio é a formação de leitores, mas o que a pesquisa demonstra é que podemos ter uma esperança já que 15% do mercado corresponde aos livros infantojuvenis", declarou Sônia, que disse estar preocupada pelo fato de as compras governamentais de livros técnico-científicos – mais voltadas à formação profissional e ao público universitário – não acompanharem o aumento do interesse pelo setor.

Dos 28,7 milhões de exemplares de livros técnico-científicos vendidos em 2009 (18,3% a mais que em 2008), os governos adquiriram apenas 182,8 mil. O que, apesar de pouco, significou um aumento de 142% em relação às compras de 2008, quando foram adquiridos apenas 75,4 mil exemplares.

"A compra governamental nesta área é baixíssima e se dá, principalmente, por meio do próprio aluno universitário e das universidades, o que demonstra a necessidade de o brasileiro se qualificar e que, hoje, somente o ensino médio não basta para garantir o ingresso no mercado de trabalho", concluiu Sônia.

Perguntada sobre o fato de o livro ainda ser um artigo pouco acessível para grande parte da população, Sônia defendeu que, com a produção em maior escala e as várias alternativas adotadas pelas editoras vem ajudando a popularizar o produto. "Até 2004 não havia os livros de bolso, por exemplo. Há as edições especiais, mais baratas, as vendas porta a porta. Há um novo mercado já que a classe C está ingressando no mercado e há preços para todo tamanho de bolso".

Bookcrossing em São Paulo


0 Comentários

O projeto Pegadas da Leitura, inspirado em uma iniciativa internacional conhecida como Bookcrossing, estimula a troca gratuita de livros. Realizada pela Translig, empresa de mototáxi da cidade de São Paulo, a ação consiste em deixar livros espalhados em locais públicos, para que um leitor o encontre, leia e passe adiante. Se quiser ajudar doando livros, mande mensagem para translig@translig.com.br.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Banda larga popular no Paraná


0 Comentários

Autor: Osny Tavares. Data: 10/08/2010.
Fonte: Gazeta do Povo, Curitiba (PR).

Escola pública em Curitiba com banda larga: acesso será oferecido também a prefeituras do interior do Paraná. A Copel vai passar a vender conexão de internet no atacado com preços subsidiados, exigindo em troca que os provedores locais ofereçam aos clientes opções de pacotes econômicos de banda larga, que custarão entre R$ 15 e R$ 30. O decreto que oficializa o Plano Estadual de Banda Larga será assinado hoje pelo governador do Paraná, Orlando Pessuti, e a estimativa é que os primeiros pacotes comecem a ser oferecidos em um mês.

Segundo a Copel, o plano possibilitará a universalização da oferta de banda larga no Paraná até 2013. A iniciativa estadual antecipa a criação do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), que almeja atingir 40 milhões de domicílios brasileiros até 2014.

Subsídio

Para oferecer conexão à internet no atacado, a estatal de energia elétrica vai utilizar a sua rede de cabos de fibra óptica, que chega hoje a 227 cidades do Paraná e será aumentada. A internet da Copel será vendida aos provedores por R$ 230 por Mbps (megabits por segundo, medida de velocidade de conexão), um valor mais de 50% abaixo do preço médio do mercado. O subsídio é derivado da diminuição da margem de lucro da empresa e da isenção do pagamento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Além dos provedores, as prefeituras do interior também receberão o serviço da Copel. Segundo levantamento da consultoria Teleco, 90% dos municípios paranaenses são atendidos por algum provedor de internet.

Para Carlos Eduardo Mosca­lewsky, superintendente de Telecomunicações da Copel, o Plano Estadual de Banda Larga representa um esforço para antecipar os benefícios do similar nacional. “Estudos do Banco Mundial comprovam que cada 10% de penetração de banda larga corresponde a um aumento de 1,3% do PIB da região”, informa.

Pacotes

Os pacotes populares oferecerão conexões de 256 kb (R$ 15) e 512 kb (R$ 30). As velocidades estão abaixo da conexão mínima de banda larga, segundo a União Inter­nacional de Telecomuni­cações – agência da ONU para padronização do setor. “Apesar da velocidade limitada, reconhecemos ser importante universalizar o acesso à internet convencional. No longo prazo, o desejo é que os clientes passem a receber o fornecimento em banda larga”, almeja Mos­calewsky.

A Copel também está investindo em uma rede de fibra óptica que ofereça conexões entre 20 e 100 Mbps diretamente ao consumidor, sem intermediação de provedores. O piloto do projeto Banda Extra Larga está sendo instalado na região central de Curitiba, e espera fornecer internet para empresas e escritórios. A Copel almeja ampliar também este serviço e oferecê-lo no interior do estado.

Plano nacional pretende atingir 40 milhões de residências

Lançado oficialmente em maio deste ano, o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) pretende capilarizar a oferta de banda larga no Brasil, triplicando o número de domicílios com acesso a internet. Previsto para alcançar 40 milhões de residências até 2014, o plano criou polêmica em torno da reativação da estatal Telebrás, que gerenciava o mercado de telecomunicações antes das privatizações no setor.

Para reativar a Telebrás, que será usada como “espinha dorsal” do plano, o governo deve investir na estatal R$ 3,2 bilhões, através de recursos do Tesouro Nacional. A empresa precisa de R$ 5,7 bilhões para voltar a operar.

O custo total do PNBL é estimado em R$ 12,8 bilhões. Mais da metade deste valor será emprestada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Segundo o governo, empresas privadas poderão participar do PNBL de forma complementar, levando o serviço até o consumidor final.

O custo da tarifa deve ser de R$ 15, para o plano com incentivos, com velocidade de até 512 kbps, e de R$ 35 para o plano comum, com velocidade entre 512 e 784 kbps.

Brasília: dois eventos em novembro


0 Comentários

3º Seminário sobre Informação na Internet e a III Conferência Internacional sobre Inclusão Digital
No período de 16 a 19 de novembro de 2010, no Palácio Itamaraty, em Brasília, serão realizados o 3º Seminário sobre Informação na Internet e a III Conferência Internacional sobre Inclusão Digital. Os dois eventos representam a soma dos esforços do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) no sentido de promover ações que levem ao melhor uso das tecnologias de informação disponíveis e à inclusão digital dos cidadãos brasileiros. As inscrições já estão abertas e possuem preços diferenciados até o dia 31 de julho.

O 3º Seminário sobre Informação na Internet é realizado pelo IBICT a cada dois anos. Com o tema “Construindo o futuro da Internet no Brasil”, o evento será dividido em painéis que tratam sobre o futuro da internet mundial e seus reflexos no Brasil e cenários futuros da internet no Brasil.

A III Conferência Internacional sobre Inclusão Digital é um compromisso assumido pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, por meio do IBICT, no sentido de dar sequência aos eventos anteriores realizados na Costa Rica, em 2008, e na Espanha, em 2009, possibilitando a difusão das metodologias e das melhores práticas no processo de inclusão social na sociedade da informação. Especialistas de diversos países, dos quadros do governo, iniciativa privada e terceiro setor apresentarão no evento desde o processo de diagnóstico, até as metodologias científicas que vão possibilitar a inclusão social das camadas menos privilegiadas das populações ibero-americanas.

Entre outros temas, a III Conferência Internacional sobre Inclusão Digital pretende discutir questões como o impacto social das tecnologias; alfabetização tecnológica; entidades e organismos perante a inclusão social: desenvolvimento de modelos e boas práticas; políticas e planos de ação para a inclusão digital; bibliotecas: espaço de integração e ampliação da sociedade de informação; educação para a sociedade do conhecimento; ensino a distância; e-learning; Web 2.0 e bibliotecas digitais.
URL: http://si2010.ibict.br/index.php/si/sibrecha

Datagramazero de agosto de 2010


0 Comentários

O DataGramaZero é um periódico privado, sem qualquer vinculação, institucional político-partidária ou religiosa. Entende que o discurso de significação é uma elaboração do autor, mas quando distribuída a narrativa associa em sua amplitude a leitura, o receptor e a sua interpretação,
O DataGramaZero de agosto 2010 que os seguintes artigos:

1 - A sistematização de informações sobre desmatamento da Amazônia na perspectiva do direito à informação
por Lucivaldo Vasconcelos Barros,Rodrigo Oliveira de Paiva

Resumo: O estudo faz uma análise a partir de critérios de acessibilidade. Um destaque particular é dado à sistematização de informações sobre o desmatamento da floresta amazônica. Como elementos importantes, o trabalho introduz discussões acerca da realidade na Amazônia Legal, com ênfase para a questão florestal.

2 - Os Paradigmas da Ciência e seus Efeitos na Composição dos Campos Científicos: a Instituição da Ciência da Informação
por Mara Eliane Fonseca Rodrigues

Resumo : um esforço para compreender algumas das principais características da história do pensamento cientifico ocidental e melhor apreender a constituição da Ciência da Informação como um campo cientifico, procurando abordar seus vínculos com outras disciplinas científicas.

3 - Interação e comunicação em ambientes virtuais de aprendizado
por: Josué Laguardia,Rejane Machado,Eliana Coutinho

Resumo : a interação entre participantes do processo de aprendizado online permite que os alunos aprendam de forma colaborativa. O uso de tecnologias nos ambientes virtuais de aprendizado facilita a reflexão e melhora a participação e a comunicação dos alunos e é efetiva na construção do conhecimento e no desenvolvimento do pensamento crítico .

4 - Mediação informacional no contexto da Educação à Distância online
por Ghisene Santos Gonçalves,Rogério Luís Massensini

Resumo : a importância da mediação informacional na educação à distância online, levando-se em consideração a realidade brasileira. Trazer para o debate a relação entre as potencialidades dos cursos disponibilizados online e o número de brasileiros que ainda não possuem infraestrutura e são considerados analfabetos digitais ou iletrados digitais.

5 - Modelo de identificación de activos de conocimiento
por Franklin Marín Milanés,Yadira Nieves Lahaba

Resumo: un acercamiento a la gestión del conocimiento y a la identificación de los activos de conocimiento como elementos que constituyen factores críticos de éxito en la economía del conocimiento. Se proponen un modelo para la identificación de conocimiento y se muestran resultados que evidencian su aplicación.

6 - Revistas eletrônicas com uso de software livre
por Juliana Lopes de Almeida Souza

Resumo: um cenário para a discussão sobre periódicos científicos de acesso livre à informação entre pesquisadores, editores, bibliotecários, autores e leitores e sobre as vantagens e desvantagens nesse novo meio de comunicação científica, que surge a partir da Internet.

------------------------------------------------------------------------------------

Ainda, no DZG temos a recensão do Dicionário de biblioteconomia e arquivologia.
por Cunha, Murilo Bastos da; Cavalcanti, Cordélia Robalinho de Oliveira.. Os LINKS remetem a sites relacionadas com os artigos deste número. Em Colunas o artigo de opinião A Internet não é mais uma nova tecnologia

O DataGramaZero de agosto 2010 está disponível em:

http://www.dgz.org.br
http://www.datagramazero.org.br

terça-feira, 10 de agosto de 2010

"Livros digitais e de papel não coexistirão"


1 Comentários

"Livros digitais e de papel não coexistirão"
Por Célio Yano, de Exame.com
Sábado, 07 de agosto de 2010 - 12h53


SÃO PAULO, Brasil - Jean Paul Jacob, 73 anos, não é um pesquisador qualquer. No Centro IBM de Pesquisas de Almaden, na Califórnia, Estados Unidos, há 47 anos sua especialidade é prever o futuro.
Desde 1963, ele já previu o surgimento dos notebooks, das câmeras digitais, o fim dos discos de vinil, o caráter colaborativo da sociedade contemporânea e conceitos como computação em nuvem.
Na década de 1990, antes do lançamento dos e-readers, profetizou o surgimento dos livros digitais, que substituiriam as obras em papel.
A previsão de Jacob - que, apesar do que pode indicar o nome, é brasileiro - parece estar cada vez mais próxima de se concretizar: há duas semanas, a Amazon.com, maior loja virtual de livros do mundo, anunciou que está vendendo mais ebooks do que títulos impressos.
O engenheiro, que estará em São Paulo como um dos convidados especiais do Fórum Internacional do Livro Digital, entre os próximos dias 10 e 11, conversou com o site Exame nesta semana. Ele mantém a previsão feita há quase vinte anos e garante: as obras em papel não coexistirão com o mercado editorial eletrônico. "O livro impresso vai para as cucuias", decreta....

Leia a matéria completa em:
http://info.abril.com.br/noticias/ti/livros-digitais-e-de-papel-nao-coexistirao-07082010-4.shl

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Leitores da Biblioteca Nacional de Portugal com acesso ao Arquivo Nacional da Torre do Tombo


1 Comentários

ACORDO ENTRE A DIRECÇÃO-GERAL DE ARQUIVOS E A BIBLIOTECA NACIONAL DE PORTUGAL

A Biblioteca do Arquivo Nacional da Torre do Tombo, a pedido da Biblioteca Nacional de Portugal (BNP), com a qual desde sempre tem colaborado, vai passar a disponibilizar os seus serviços aos utentes da BNP, durante o período de interrupção temporária da Sala de Leitura Geral da BNP (15 de Novembro de 2010 a 31 de Agosto de 2011). Assim, os portadores de cartão de leitor da BNP terão direito gratuitamente a utilizarem os serviços da biblioteca do Arquivo Nacional da Torre do Tombo e todas as bibliotecas dos Serviços Dependentes, que lhes permite não só o acesso à leitura presencial como o usufruto de outros serviços.

A Biblioteca do Arquivo Nacional da Torre do Tombo, composta por cerca de 50.000 monografias e 3.044 títulos de periódicos, é uma biblioteca especializada em áreas diferenciadas, tais como: arquivística; história; genealogia; heráldica; monografias locais; religião; temas olissiponenses, legislação; estatística; etc.
De salientar que cerca de 10.000 volumes constituem a designada «Série Preta», a qual inclui espécies raras e preciosas, desde o séc. XV ao início do séc. XIX.
Uma outra característica não menos importante é o facto de o acervo documental desta biblioteca ter proveniências diversas e especializadas, sendo de realçar a magnifica biblioteca e arquivo oferecida por Júlio de Castilho; o conjunto documental reunido pela Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses; a biblioteca técnica do ex-Instituto Português de Arquivos e as publicações pertencentes ao extinto Arquivo Histórico do Ministério das Finanças, bem como um conjunto significativo de publicações produzidas pelas diferentes Secretarias de Estado, durante o século XIX.

O Arquivo Nacional da Torre do Tombo possui ainda uma importante colecção denominada de «Manuscritos da Livraria», com obras desde o século XVI ao século XX, a qual pode ser caracterizada da seguinte forma:

- livros manuscritos (códices que apresentam uma unidade física e intelectual; entendido como produto intelectual de um autor, organizado de forma estruturada, clara e inteligível);

- códices factícios (constituídos por conjuntos de documentos originariamente independentes, mas fisicamente reunidos numa mesma encadernação, sendo frequentemente compostos por documentos de arquivo descontextualizados e reunidos numa fase posterior à sua produção, por razões alheias ao seu processo de formação e obedecendo por vezes a critérios de agregação pouco coerentes);

- miscelâneas ("códices" constituídos por vários textos, com ou sem ligação temática entre si).

O primeiro conjunto é o mais vasto em número de volumes sendo de diversos géneros literários e sobre os mais diversificados assuntos e temas. É importante referir que apesar de isoladamente, unidade a unidade, poderem ser descritas como unidades bibliográficas, são em última análise unidades arquivísticas porque originalmente faziam parte dos processos de requerimento para obtenção de licença para impressão, série integrante do fundo Real Mesa Censória, da qual foram desintegrados. Da mesma proveniência e tendo sofrido as mesmas vicissitudes, são os catálogos de livrarias particulares, quer de indivíduos, quer de instituições religiosas, e as listas de livros proibidos pela Real Mesa Censória.
Em número muito significativo são obras de carácter eclesiástico e de vivência religiosa: regras e constituições de ordens religiosas, direito canónico, sermões, orações, vidas de santos, crónicas conventuais, etc.

São também muitas as obras de poesia, e peças de teatro (tragédias e comédias), textos apologéticos em a defesa de algo ou de alguém, obras sobre direito, leis e justiça, e filosofia. Menos frequentes são os textos de carácter técnico e científico, encontrando-se algumas obras de medicina. Em maior número surgem os livros relacionados com o ensino, textos didácticos em especial sobre aritmética, português, ortografia, gramática. Neste âmbito não faltam os dicionários e alguns estudos sobre línguas estrangeiras.

A história, a genealogia, a heráldica, as biografias e memórias, e as crónicas, são temas muito frequentes entre estes manuscritos, a par de alguns romances, alguma literatura de viagens, e alguns raros exemplos de autores clássicos gregos e latinos. Já os volumes dedicados à economia, ao comércio e à indústria existem em pequena quantidade.

O segundo conjunto de dimensão mais reduzida em número de volumes (c. 300 vol.) tem uma descrição sumária, muitos deles intitulados de miscelâneas, sem pormenorização ou informação genérica do conteúdo. Neste conjunto encontra-se muita correspondência de carácter diplomático, sendo possível indicar os nomes de D. Luís da Cunha, José da Cunha Brochado, Diogo de Mendonça Corte Real, D. João Cosme da Cunha e Távora (Cardeal da Cunha), Pedro da Costa de Almeida Salema, D. João Xavier Telles de Castro (Conde de Unhão), e Marco António de Azevedo Coutinho.

Dos documentos recolhidos, copiados e compilados pelo Visconde de Santarém, é de referir que abrangem um vasto período da história de Portugal, incidindo nas suas relações diplomáticas com as nações europeias, no tocante ao ambiente político-diplomático europeu, e às questões dos territórios ultramarinos. Existem também, da mão do visconde de Santarém, documentos preparatórios das suas obras sobre política, diplomática e direito português



Contacto: Arquivo Nacional da Torre do Tombo
secretariado@dgarq.gov.pt

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Achado código de 3,7 mil anos


0 Comentários

Fonte: Correio Braziliense. Data: 27/07/2010.
Arqueólogos israelenses anunciaram ontem a descoberta, pela primeira vez fora da Mesopotâmia, de um fragmento de um código de lei com 3,7 mil anos de idade, parecido com o famoso Código de Hamurabi. O texto remonta a 10 séculos antes da suposta redação da Bíblia (século 7 antes de Cristo) de acordo com o chefe da equipe de pesquisas, o arqueólogo Amnon Ben-Tor, da Universidade Hebraica de Jerusalém. De acordo com ele, trata-se de um fragmento muito pequeno de argila (2cm por 1,5cm) em escrita cuneiforme acadiana, com quatro linhas muito próximas dos dois lados da tábua.
A peça foi descoberta há alguns dias no sítio da cidade cananeia de Hazor, no norte de Israel. “O texto se refere às regras que regiam as relações entre mestres e escravos”, explicou o professor Wayne Horowitz, responsável pela decriptação. “Essas linhas que evidenciam um conteúdo legal confirmam a ligação entre o reino de Hazor e os reinos da Síria do norte.” Localizada no norte da Galileia, Hazor foi uma das principais cidades da idade de bronze. Na estrada entre o Egito e a Ásia, a cidade comercializava estanho com províncias da Babilônia e da Síria para alimentar sua indústria de bronze.
Hazor mantinha ligações políticas e econômicas estreitas com a Mesopotâmia, entre o Tigre e o Eufrates (hoje, Iraque e nordeste da Síria) e prosperou, sobretudo, durante a metade do período cananeu (1.750 a.C.), quando se tornou a maior cidade fortificada de Israel. A Bíblia cita Hazor como “a cabeça de todos esses reinos”, referindo-se aos cananeus.
Escrito por volta de 1.750 a.C., o Código de Hamurabi é um dos mais antigos códigos de lei, e o primeiro quase completo. Trata-se de um texto babilônio não religioso, mas de inspiração divina, elaborado sob a autoridade do rei Hamurabi. Atualmente, o código está no Museu do Louvre, em Paris, mas também há uma cópia, exposta no Museu Arqueológico de Teerã.

Bebê que convive com livros vai melhor na escola


2 Comentários

Autora: Karina Toledo.
Fonte: O Estado de S. Paulo. Data: 25/07/2010.
Ler para um bebê que ainda não fala nem entende o que é falado pode parecer perda de tempo, mas diversos estudos mostram que, em longo prazo, a prática pode beneficiar o desempenho escolar. Além de adquirir gosto pela leitura, as crianças que têm contato com livros desde o berço chegam ao ensino fundamental com vocabulário mais rico e maior capacidade de compreensão e de manter a atenção nos estudos. Para ajudar na escolha do título mais adequado para cada idade e no desafio de manter as crianças pequenas entretidas, o Instituto Alfa e Beto (IAB) apresenta na próxima Bienal do Livro de São Paulo a Biblioteca do Bebê. Além de vários livros divididos por faixa etária, o local terá voluntários que ensinarão aos pais técnicas de leitura. As principais dicas estão reunidas em uma cartilha que será distribuída aos visitantes. "Não se trata de ler um conto de fadas para um bebê com menos de 1 ano. Os primeiros livros devem ter apenas imagens e o tempo para folheá-los deve ser breve", explica David Dickinson, especialista em alfabetização pela Universidade Harvard. Durante a bienal, ele apresentará estudos que relacionam a leitura precoce a um maior desenvolvimento da linguagem.
Uma dessas pesquisas mostra que as crianças de 3 anos que possuem o hábito de leitura em família apresentam, aos 10, desempenho escolar superior ao daquelas que não leem com frequência. "O importante é ler com regularidade, de preferência todos os dias, e tornar a experiência agradável", afirma Dickinson. Os pais, diz ele, devem usar as imagens do livros como base para iniciar uma conversa com a criança. "Faça perguntas sobre a figura ou sobre a história. Não se limite a ler as palavras e virar a página", explica. Esculpindo mentes. A interação com os adultos é fundamental para o desenvolvimento da linguagem e o aprendizado se dá pela imitação, diz o presidente do IAB, João Batista Oliveira. "Mas a linguagem oral tem um vocabulário restrito e uma sintaxe simplificada. O livro, por mais simples que seja, obedece as regras da linguagem escrita, que é a mesma que a criança vai encontrar na escola."
Se o vocabulário é o tijolo do pensamento, afirma Oliveira, a sintaxe é a argamassa. "Quanto maior o vocabulário e mais articulada a sintaxe, mais temos sobre o que pensar." Essa maior capacidade de raciocínio e compreensão favorece tanto o desempenho em disciplinas como português e matemática como nas demais. A capacidade de se manter focada em uma atividade também é beneficiada pelo hábito de leitura, afirma Dickinson. "Quando assistimos à TV ou usamos o computador, a tecnologia prende nossa atenção. Já quando lemos um livro, precisamos fazer esse trabalho sozinhos." Beatriz Koike, de 3 anos, parece fazer esse trabalho muito bem. "As professoras sempre comentam como ela presta atenção em sala e elogiam sua desenvoltura com as palavras", conta a mãe, Taís Borges.
Beatriz ganhou seu primeiro livro quando ainda estava na barriga de Taís. "Aos 3 meses, comprei um livrinho de plástico para ela brincar na banheira. Depois, um de pano, com texturas diferentes. Aos 2 anos, ela começou a demonstrar interesse em histórias mais complexas." Hoje, a menina tem seu cantinho da leitura com 43 títulos. "Umas três ou quatro vezes por semana leio para ela à noite. Quando não faço, ela me cobra", conta Taís. O IAB vai lançar na bienal um guia com uma proposta ambiciosa: Os 600 Livros que Toda Criança Deve Ler Antes de Entrar para a Escola. Isso dá uma média de dois livros por semana entre 0 e 6 anos. Quem quiser cumprir a meta não pode perder tempo.

Pesquisas por palavras proibidas aumentaram 10 vezes na China


0 Comentários

No dia em que o Googole desafiou as autoridades chinesas e começou a disponibilizar pesquisas sem censura, palavras como "Tianamen", "Corrupção" ou "Falun Gong" tiveram 10 vezes mais buscas.
O "pico" de buscas por palavras "proibidas" pelo Partido Comunista Chinês ocorreu na passada terça-feira, quando os serviços do Google chinês passaram a operar a partir de Hong Kong.

A busca de termos tradicionalmente censurados terá caído abruptamente nos dias seguintes.

Esta quebra nas buscas estará relacionada com o bloqueio técnico a que o líder dos motores de busca foi alvo na maior parte do território chinês, depois de afrontar o governo local.

De acordo com o New York Times, são múltiplos os relatos que dão conta da impossibilidade de acesso ao Google.cn em várias cidades chinesas.

O governo chinês ainda não fez qualquer comentário, mas já ninguém duvida da sua intervenção neste bloqueio do Google.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

The Value of Sharing Information


0 Comentários

Arquivo

Categorias